sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

ESTRELA: Tania Khalill está de volta fazendo sucesso na TV, ainda mais bela e cheia de planos


A atriz Tania Khalill é encantadora. Seja nas novelas e peças em que atua, seja por suas atitudes e posturas. Prova disso é essa entrevista. De volta à TV com a reprise da novela “Caminhos das Índias”, Tania volta a nos encantar e nos desperta um desejo de saber um pouco mais sobre ela. Mulher forte e delicada, bela e talentosa. Atrativos que fizeram seu marido, o cantor Jairzinho, se apaixonar e que já rendeu muitos frutos (seja na vida a dois, seja na vida profissional). Aqui está Tania de volta, cheia de planos e encantos para você não perdê-la de vista.

Você foi bailarina por anos, quais os benefícios para o corpo, para a mente e a carreira de atriz? O ballet me levou a careira de atriz, foi lá que aprendi a ter paixão pelo palco, a experimentar com afinco alguma coisa que tivesse a ver com o meu coração, que falasse algumas coisas que quando criança eu nem sabia o que era, mas era uma maneira de expressão que me fazia muito bem. O ballet me levou a carreira de atriz com certeza. Meu deu foco determinação e persistência. Acho que elementos como esses são fundamentais para minha vida.

Em "Caminho das Índias", reprisada agora na Globo, sua personagem se envolve com um homem de outra cultura, com outros costumes e acaba “abandonada” por ele. Acha possível que relações com pessoas de costumes e crenças tão distintas possa dá certo sem que um ou outro “abra mão” dos seus hábitos culturais? Acho que em um relacionamento a gente abre mão, muitas vezes, independente de hábitos culturais, acho que é um tipo de experiência se relacionar que inclui abrir mão muitas vezes. Não deixando de lado o que somos, apenas deixando de lado em certos momentos. Acho que é possível sim. Um pais como o Brasil e a Índia têm muitas diferenças culturais, mas eu ainda acho que o amor é capaz de superar tudo isso, ou facilitar essas diferenças todas.

Você morou em Cuba por conta do ballet, qual sua visão social e política da “Ilha de Fidel”? A minha visão social e política é tão abrangente, prefiro falar da experiência emocional, eu tinha 17 anos e tantas coisas aconteceram, foi uma experiência muito diferente, de um país capitalista para um socialista, ou com resquícios de socialismo, já estava em transformação. Eu fui em um ano para dançar em um festival e o outro eu fui para ficar seis meses e já percebi a diferença nesse período. Mas só de não ter o que eu desejava na minha mão, ter que compartilhar a água do banho que tinha que buscar de balde no vizinho, e perceber que isso de fato não mudava nada nos aspectos intelectuais e emocionais daquela nação tão determinada e certa no que desejam. Eles têm uma crença muito maior no Governo, eles reclamam do Governo, queriam grandes experiências, viajar o mundo, mas artisticamente eles são muitos cultos, educação chega para todos, ninguém morre de fome. Eles têm os elementos básicos da educação, do social e da moral muito claros. Foi sensacional, acho que ali muita coisa se transformou.

Em tempos de “cabo de guerra” ideológicos como cria suas filhas para conviverem com diferenças sem confrontos? Estamos em mutação constante, de opiniões próprias, ainda mais diferenças de outra ordem, que são imensas. A única coisa e principal que sempre digo para elas é ter respeito. Que todos temos diferenças e temos que aprender a conviver com isso. Se não viveremos em um ambiente de guerra.


Quais as qualidades de Jairzinho como homem, pessoa e marido que todos deveriam ter? (risos) Ele é o meu escolhido é uma pessoa brilhante, amável, me ensina a abrir a mente, a amar, deixar para lá e a não ser tão feminina no sentido – “nervosa”. Ele é a minha melhor escolha. 

Falando em Jairzinho, vocês são pessoas públicas famosas, como lidam com assédio? Há ciúmes? Normal, a gente não deixa de fazer nada. Claro que tem momentos que estamos a fim de ficar só a gente, aí ficamos em casa. A gente lida bem com ciúmes, quando acontece a gente se resolve.

Por falar nisso... Era fã do Balão Mágico? (risos) Eu era muito fã do Balão Mágico e queria ser a Simoni.  Acho que várias garotas dessa idade tinham esse sonho.

Em tempos de empoderamento feminino, como se posiciona? Me valorizando. As mulheres estão no caminho de todo dia se descobrir e se permitir, ver os seus valores, posições e rever. Eu agradeço por viver nesse século, nesse tempo. Se não, eu sofreria consequências. Eu venho de uma família que apoia a mulheres sempre, mesmo sendo neta de sírio, árabe, que de certa forma as mulheres são oprimidas, eu só tenho a agradecer o meu avô Callil. Minha mãe há setenta anos atrás estudava, e se tornou uma grande psicóloga e doutora e que sempre abriu as portas para mim e minhas irmãs, somos em três mulheres. Ela nos dizia para não depender de ninguém e batalhar atrás dos nossos sonhos. Só tenho gratidão. 

 Você já foi conquistada, mas no caso de suas amigas solteiras, que buscam relacionamento, reclamam das atitudes ou falta delas, por parte dos homens? Você concorda? Acho que o ser humano reclama sempre. Tendo alguém ou não, acho que se relacionar é a grande missão da humanidade, acho muito difícil se relacionar. É você se questionar todos os dias, pergunta, revê, abrir mão. Claro que tem mais sorte, ou fez a escolha mais próximas ao que desejava, mas é difícil mesmo, seja amigo, parceiro, filho.

Onde os homens estão pecando e acertando hoje em dia nos relacionamentos? Não sei fazer essa análise. As mulheres sempre querem ser galanteadas, serem mulheres, serem conquistadas e respeitadas. Homens que valorizem que cuidem, que organizem algumas situações, que façam alguma coisa, além do que as mulheres não consigam.

Algumas novelas te fizeram viajar para lugares exóticos, como a Turquia por exemplo. O que pra você há de mais enriquecedor em uma viagem? Viajar para mim é o melhor presente, não tem nada material que me faça abrir o coração e a mente mais do que viajar. Eu sempre viajei muito desde pequena. Foi muito especial viajar para Turquia, pois foi o mais próximo que cheguei da minha origem, A Cappadocia é muito perto da Síria. Eu fui com a minha irmã mais velha e curtimos muito na época de “Salve Jorge”. O povo é carinho, a comida é sensacional. Me tocou muito, só de ouvir a oração que eles fazem de manhã e no final do dia, me levava para outra dimensão.  

Qual o seu conceito de felicidade? Se considera feliz? Eu sou feliz e busco a felicidade. A felicidade é ligada a paz... Só é capaz de existir a felicidade quando há paz.

Qual a trilha sonora e qual programa para um noite especial? Stevie Wonder! Adoro ir ao cinema e se tiver uma grana sobrando eu pego o avião e vou para Nova York assistir as novidades. É sensacional ver uma arte que me toca muito. Eu viajo muito para lá porque o Jair trabalha bastante lá...Aqui no Brasil temos coisas incríveis, como o “Bonde Chamado Desejo” e outros espetáculos. 

O que curte ler, ver e ouvir? Eu adoro ler desde de best seller até Heidegger. Não tenho preconceito de ouvir e de leitura. Eu gosto de Agatha Christie e as vezes eu gosto de leituras mais densas.


O que vem por aí em 2016? Vem um programa em família de um projeto meu e do Jair que se chama “Grandes Pequeninos” que é de música, de teatro, circo voltado para as crianças. Sentimos a necessidade disso e o Jair compôs. O primeiro ficamos em cartaz no Teatro Folha e agora no segundo vem um programa no Discovery Kids, temos um canal no Youtube com animações, um CD novo e temos um projeto de rodar o país com o espetáculo. É muito especial e feito com o coração para as crianças. É ficarei em cartaz com o espetáculo “Dez Encontros”, no teatro Folha, em São Paulo até março e um filme uma comedia que deve lançar no segundo semestre. 

Fotos Pino Gomes
Moda Alê Duprat
Beleza Teodoro Jr.

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