terça-feira, 15 de novembro de 2011

MUSA (Clássica): Kristhel Byancco, revive divas clássicas do cinema‏

Quando pensamos nas grandes divas do cinema, verdadeiras musas clássicas, logo nos vem à cabeça uma mulher que tinha tudo a ver com esse clima refinado e encantado do cinema, a atriz e dançarina, Kristhel Byancco. Uma eterna musa anos 80 que já brilhou em programas humorísticos, espetáculos de dança e peças de teatro. Com a sedução que lhe é peculiar e a eterna simpatia , Kristhel respondeu às nossas perguntas e nos fez relembrar grandes momentos do showbiz. Conheça um pouco mais da “dadivosa” Kristhel Byancco.

Kristhel, o início da carreira foi como modelo ou atriz? Que momento foi decisivo para cada rumo? Em 1982, vim para o Rio de Janeiro depois de morar em Vila Velha (ES) para me tornar bailarina profissional, já que eu havia feito vários espetáculos através do grupo de dança, “Ballet Studio Dance”. Eliete Barbosa Laurindo. Quando estava cursando socila para me tornar uma modelo profissional. Aconteceu um grande BUM na minha vida profissional. O “Scala Rio”, uma produção de Chico Ricarey, com direção de Maurício Sherman, onde contracenei com Watuzi e Grande Otelo. Tornei-me a grande atração do espetáculo com meu número ousado e irreverente, “A gaiola das Loucas”. Uma mulher com movimentos agressivos de uma leoa, sendo perseguida por guerreiros e caçadores africanos. Com este número fui contratada da Globo para participar como modelo e bailarina em diversos programas como: Jô Soares, Chico City, inclusive o meu mestre Chico Anísio, que mais tarde chegou a escrever uma personagem para mim. “DADIVOSA” a mulher do “SANTELMO”. Portas e mais portas foram abertas.
Com tantos anos de carreira dá para destacar alguns momentos inesquecíveis? Sim, como bailarina. Quando aconteceu um acidente comigo no palco. Nunca interpretei com tanta veracidade uma personagem, em “A Gaiola das Loucas”. Era um quadro de acrobacia e movimentos bruscos e um dos bailarinos que tinha que está muito bem preparado com os bambus, creio eu que não quis ensaiar, nem quero hoje questionar o ocorrido. Este fato mudou aminha vida, encurtou a minha caminhada e enterrou um grande sonho. Ser uma grande “Show Woman”. Se não tivesse acontecido esta ruptura na quinta vértebra lombar eu poderia estar até hoje, fazendo musicais, que eu AMO.
Os anos 80 foram mais soltos e divertidos que os dias atuais? Qual a grande diferença da liberdade daquela época para os dias de hoje?
Meu Deus, quanta diferença (risos)! É incomparável. Nos anos 80 eu era uma menina linda, cheia de sonhos, guerreira, brava, destemida, abusava da sensualidade. Explorava cada detalhe do meu corpo para expandir minha expressão de ser e existir. As minhas extravagantes gargalhadas era o anúncio da minha existência. O grito ao inverso do medo, tudo era maravilhoso, colorido, eu achava que todas as portas que estavam abertas eu poderia entrar. A juventude me fazia ir, pois nunca tive que trabalhar para sobreviver. Graças à Deus. Eu abusava nos meus gostos desde me vestir até nos carros que eu tinha. Eu era diferente, nunca deixei de usar saltos e nem batom. Acho que a única característica que permaneceu em mim nos dias de hoje foi o salto e o batom. Não conheci a maldade... Apenas desafios.
Qual foi a festa inesquecível daquela época que você não trocaria por nenhuma nos dias de hoje? Nenhuma, porque festas são apenas comemorações do momento e infelizmente o tempo não para. Nem mesmo nos glamour dos grandes devaneios ilusórios que envolvem uma “festa”. Tudo passa com o tempo e você não tem tempo para armazenar algo do passado. Foi assim que sobrevivi às grandes frustrações do século XXI. Tudo tem um porque, não importa a dor, o que conta para o Criador é o final do seu projeto. Assim ele pensou se fez. Quem poderá viver do passado na era do futuro relâmpago. Hoje não há tempo para o presente, tudo é passageiro, há não ser o que é eterno.
Ser um Sex Symbol nos anos 80 era algo muito mais duradouro. Hoje com a internet tudo é muito mais rápido e descartável. Como você ver isso? Eu, com quase 50 anos, não é o meu foco olhar as mulheres e a mim mesma como ser sex symbol. Infelizmente as mulheres de hoje se tornaram bonecas infláveis em série, todas tem silicone nos peitos, já passaram por lipo-escultura ou quase morrem de levantar peso. Vejo que as sex symbols dos tempos atuais não marcam com suas características e graciosidades, que se diferenciam umas das outras. Hoje as mulheres são praticamente iguais.
Você parece ser muito bem humorada, acha que o humor é um ingrediente fundamental na hora da conquista? Depende! Nossa... Antes de humor é preciso ter dignidade e caráter. Para que não haja desgaste nas explicações e nos argumentos. O mundo gira com muita velocidade e eu não quero mais perder tempo com conflitos, disputas. Quero apenas sentir brisas no meu corpo e reagir ao mais simples piscar de um olhar, como uma nuvem que passa a frente do sol e transforma a paisagem de quem olha e observa. Saber, Saber! Os homens são confusos quando não se tem um despertar com amor e romantismo, que jamais, deixará de ser a chave do relacionamento. Vou entender no contexto se o humor e real ou só frisson!
O que os homens ainda não sabem (ou teimam em não saber) sobre as mulheres? Que a mulher por mais que se mostre ser independente, livre, fugaz, auto-suficiente, são todas iguais querem ter um homem que apenas as amem e as protejam. Somos constituídas para sermos adornadas por todos os mimos inclusive nos abraços do seu amado.
Que qualidades você valoriza no homem para ter algo sério? Sinceridade, caráter, dignidade, amizade e cumplicidade precisam estar acima de tudo. Quando o corpo fala, o olha seduz, o cheiro te conquista e a vontade ficar sempre por perto não importa a circunstância. Este é o homem para ter algo sério.
Como foi interpretar divas do cinema clássico para esse ensaio? Quem é seu ícone de beleza feminina dessas divas? Bom, as Divas sempre foram meus referenciais, para que eu criasse uma “identidade eterna” que remetesse ao mercado de trabalho. Sempre gostei de Rita Hayworth, principalmente no filme “Gilda”. Destes 23 anos, toda minha inspiração era o cabelo, as roupas e olhar. Olhar algo fundamental para tudo que eu conquisto e tudo e que me envolve. Gosto muito dos tempos de conquista, glamour, adornos, a mulher para mim hoje é como árvore, precisa ser intensa, profunda, bem cuidada para gerar bons e lindos frutos.
Fotos: João Rocha
Coordenação de Produção e Assessoria: Márcia Dornelles - MD Produções
www.mdproducoes.com
Beauty: Luciano Sousa
Kristhel Veste: Tony Palha
Locação: Tempo Glauber
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CARRO: Range Rover Evoque, chega ao Brasil o mais novo utilitário e mais importante lançamento da Land Rover

O Evoque é o mais recente membro da classe Off Road no Brasil, porém com uma idéia mais urbana. O carro tem pouco mais que quatro metros e aparenta ser um pouco menor que a BMW X1, sua principal concorrente. Isto pode ser um forte indicador que este carro seja mais popular com as senhoras ou os mais jovens, concorda? Bem, pelo menos na Grã-Bretanha vai haver uma edição do carro especial para a ex-cantora Victoria Beckham.

Bem, esta máquina conseguiu ser fiel ao design da Range Rover, entretanto com uma pegada menos “quadrada”, bem moderna, talvez este seja o grande desafio para qualquer crossover. O carro impressiona no primeiro olhar, não restando dúvidas que irá ser um sucesso de vendas. O modelo de duas portas é também muito convidativo, possuindo o mesmo cumprimento que o de quatro rodas, dando uma impressão de carro-conceito.

Além de uma largura considerável, que lhe garante maior estabilidade no asfalto, o Evoque também é ideal para o mundo Off Road; vêm com o tradicional Terrain Response da marca, que molda o carro para cinco tipos de terrenos distinto e também pode receber uma configuração adicional nos modelos que tem o sistema dinâmico adaptivo. Ela consegue fazer isto através de recursos eletrônicos que agem no motor, suspensão, transmissão e do ESP.


“Com certeza será um divisor de águas. A expectativa e o desejo vêm desde 2008, com o conceito LRX”, afirmou John Peart, diretor de operações da marca no país.

Por dentro, muito conforto para cinco pessoas e acabamento impecável. Você poderá controlar todo o entretenimento e ajuste do carro com um simples toque numa tela colocada no painel. O interior conta ainda com 80.000 possibilidades de personalização, incluindo a opção de mudança da cor do teto.

Já o motor, é o novo Ford 2.0 turbo de 240 cv, e segundo o teste realizado pela Revista Quatro Rodas, o Evoque demonstra no asfalto uma aceleração convincente desde o primeiro toque no acelerador de resposta rápida. O ruído de funcionamento apenas se torna presente acima de 4000 rpm, o que até combina com a personalidade mais esportiva desse SUV urbano. O carro avaliado estava equipado com um câmbio automático de seis marchas, com aquele comando rotativo (sem alavanca) usado pela Jaguar.


ESCOLHA A SUA VERSÃO
São disponibilizadas três versões: Pure, Prestige e Dynamic, além do pacote Tech.

Range Rover Evoque Pure: A versão Pure já é por si só um carrão, diga-se de passagem, vem com rodas aro 18, bancos de couro com regulagem elétrica e memória, sistema de áudio de 380 watts e 11 alto falantes, tela touchscreen com oito polegadas, ar-condicionado automático e conexão Bluetooth, USB e para iPod. Preço em média: R$ 164.900 (quatro portas) e R$ 167.900 (cupê)

Range Rover Evoque Dynamic: A Dynamic Tem um conceito mais esportivo, oferecendo como diferencial, rodas aro 20, grade frontal e saídas de ar mais escuras. O acabamento interno conta com bancos diferenciados, mais esportivos e com quatro opções de cores aliada a alumínio escovado. Também há um sistema de iluminação interna com várias opções de cores. Entre os equipamentos, está o sistema de navegação HDD com tela de 8 polegadas e sistema Park Assist, que ajuda a estacionar o veículo. Preço em média: R$ 182.900 (quatro portas) e R$ 187.900 (cupê)

Range Rover Evoque Prestige: Esta é a versão intermediária, é bastante luxuosa, disponível no modelo 5, oferece um acabamento externo com grade frontal, saídas de ar e faróis de neblina cromados. As rodas de liga leve de 19 polegadas trazem um design e acabamento exclusivos. Por dentro são cinco opções de cores com bancos de design inovador e um teto panorâmico. Entre uma grande lista de equipamentos estão sistema Park Assist, bancos elétricos, ar-condicionado automático e sistema de navegação HDD. Preço em média: R$ 182.900 (quatro portas)

Range Rover Evoque Prestige + pacote Prestige Tech: Versão com rodas aro 20, áudio 825 watts, dual view e sistema multimídia completo, câmeras 360º e abertura elétrica do porta-malas. Preço em média: R$ 231.900

Range Rover Evoque Dynamic + pacote Dynamic Tech: R$ 231.900 (quatro portas) e R$ 236.900 (cupê). É o modelo mais luxuoso e completo.
No Brasil, chega somente a versão 4x4 com motor 2.0 turbo a gasolina de 240 cv de potência, 34 mkgf de torque e câmbio automático de seis velocidades. Atualmente, com as montadoras investindo cada vez mais forte nos SUVs confortável e suntuosos, a Land Rover entrou na moda e fez bonito, sem perder sua identidade.


Fonte: Quatro Rodas, Land Rover

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ENTREVISTA: Marcos Damigo, num papo sobre cultura, e claro, atuação‏

Marcos Damigo trocou a agronomia pela arte de atuar e foi nessa troca que se descobriu um homem muito mais realizado com seu destino. Marcos se descobriu como pessoa e como ele poderia ser um instrumento de transmitir a arte através de seu talento. Afinal a arte de representar é uma forma de autoconhecimento e de evolução para o ser humano. E assim tem sido a evolução de Marcos Damigo nos palcos, e TV, até hoje. O grande público teve o prazer de conhecer seu trabalho na recente novela “Insensato Coração”, onde vivia um professor de direito que era gay. O personagem terminou coroando a estréia de Marcos no horário nobre na TV Globo e tendo seu talento reconhecido do grande público. Talento esse que hoje em dia ele demonstra na sua atual peça “Deus é DJ”, em cartaz no Oi Futuro, RJ, até dia 11 de dezembro. Visite o site da peça (aqui) e leia essa entrevista que está incrível (assim como esse belíssimo ensaio exclusivo para a MENSCH)!!


Você tem formação técnica em agropecuária e chegou a cursar 2 anos de agronomia antes de se tornar ator. Algo desse tempo te ajudou a ser o profissional que você é hoje? Com certeza, pois uma vida rica em experiências é muito importante pra um ator, é o seu próprio material que ele vai trabalhar depois nos seus personagens. Foi um período de grandes desafios e grandes conquistas na minha vida, onde eu tive que aprender a me virar longe da minha família, descobrir quem eu era de fato, e isso muito cedo, a partir dos quinze anos. Essas experiências catalisaram um profundo processo de autoconhecimento que em última análise desembocou no teatro.

Tinha certeza que trocar a agronomia pelas artes era o seu caminho?
Quando eu abandonei o curso de Agronomia eu ainda não sabia o que queria fazer, e isso dificultou bastante o processo, por um lado. Por outro, minha família sempre me apoiou e confiou em mim, e eu pude viver essa transição entre áreas tão distintas. Contei também com a ajuda de um grande mestre, o escritor e psicanalista Roberto Freire. Foi com ele que eu tive coragem de desconstruir o que eu já era pra que uma possibilidade nova e nunca antes imaginada, que foi o teatro, pudesse surgir.
Como e quando você se descobriu ator?  Foi durante esse processo terapêutico com o Roberto Freire. Ele havia montado um grupo de teatro que funcionava paralelamente à terapia em grupo que eu fazia, chamada Somaterapia. Além disso, eu me matriculei num curso de iniciação ao teatro ministrado pelo Gerson Esteves, ator paulista. Então descobri que o teatro é a ferramenta mais poderosa que existe pra transformar uma pessoa. Eu fui completamente absorvido por esse universo tão vasto e incrivelmente rico de grandes autores teatrais, de jogos e exercícios de teatro e de pessoas maravilhosas que eu fui conhecendo ao longo desse caminho.

A prática da Yoga é melhor para o corpo ou para a mente? Para ambos, pois não acredito que se possa separar uma coisa da outra. Mas yoga é um termo muito vasto, que abrange uma gama muito vasta de práticas, que vão desde meditações, exercícios físicos, práticas de limpeza do corpo e até práticas de trabalho voluntário, só para citar alguns exemplos. Em relação especificamente à pratica física, é uma meditação em movimento. Quando seu corpo flui de uma postura para outra, e o praticante tem a nítida sensação de que não é mais ele que está conduzindo, mas sim que ele somente deixa fluir através dele aquela força, é que se alcança o estado meditativo da prática. E isso tem uma analogia muito grande com o trabalho do ator.

Podemos dizer que seu personagem em Insensato Coração foi um divisor de águas para sua carreira? Qual a importância desse trabalho?Por um lado sim, pois nunca havia feito uma novela na TV Globo, e estive no produto de maior audiência da televisão brasileira. Por outro eu tenho um trabalho muito consistente: além de atuar, eu também produzo, dirijo, escrevo, faço direção de movimento e preparação física de atores através do que aprendi na yoga. Então eu sinto que a novela é mais uma de tantas etapas na minha vida profissional.

A tentativa de se evitar a homofobia com as situações mostradas na novela acabou fazendo com que algumas pessoas entendessem como um incentivo à homossexualidade. Qual sua opinião sobre isso?Não sei se entendi completamente a pergunta, mas acredito que você se refira às cenas de violência contra gays na novela. Para mim é muito claro que os autores criaram essas situações pra jogar luz sobre esse assunto, e num momento muito pertinente, pois as agressões a homossexuais nunca ocuparam tanto os noticiários. Não acredito que o que foi mostrado na novela tenha funcionado como incentivo à homofobia de maneira alguma.


Qual a sua receita para qualquer tipo de intolerância? Existe receita?
O preconceito é filho da ignorância. E isso foi muito bem mostrado em Insensato Coração através do personagem do Kleber, interpretado muito bem pelo Cássio Gabus Mendes. Ele tinha uma postura intolerante em relação aos gays até o momento que começou a conviver mais de perto com alguns, e isso fez com que ele percebesse que são pessoas como ele, com seus desejos e medos.


Está preparado para o rótulo de galã? Até que ponto essa fama é válida?Não me vejo como galã. Fui galã de uma novela no SBT em 1998, chamada Fascinação, do Walcyr Carrasco. Embora tenha sido uma experiência incrível e da qual me orgulhe muito, sinto que existe uma cobrança muito grande para que o galã corresponda a determinadas expectativas, e eu sou um artista acima de tudo. Minha vida toda, desde que comecei a me entender como gente, eu lutei contra rótulos e estereótipos. Mas não julgo quem goste, pelo contrário. É preciso que alguém queira ocupar esse espaço dentro da nossa sociedade, e acredito que muitos queiram, pois é uma posição de prestígio e de riqueza inclusive. Sei que meu caminho é mais árduo, mas não saberia ser de outro 
modo.
Para você que tem sua formação no teatro, essa glamorização que a TV dá ao ofício do ator incomoda? Você acha que atrapalha na percepção do público diante do trabalho de ator que termina só vendo o cara famoso da novela da Globo? Pois é, isso tem a ver um pouco com a pergunta anterior. É um equilíbrio delicado, entre corresponder ao que as pessoas esperam de você e continuar provocando uma reflexão sobre o mundo através do seu trabalho. Muitos artistas foram incompreendidos enquanto estavam vivos e depois foram tratados como gênios. Uma dose de desconforto é essencial pra qualquer pessoa. E no caso da televisão o maior perigo para um ator é que, a partir do momento em que ele se torna uma persona, em que medida ele consegue se anular para que o personagem fique em primeiro plano? Isso tem a ver com aquelas coisas que eu falei sobre a relação da yoga com a arte do ator. No fundo somos um veículo através do qual as coisas se expressam.

Em O Retrato de Dorian Gray a vaidade terminou por destruir o jovem e belo Dorian. Que tipos de vaidades você se permite? E quais te incomodam? Eu me cuido bastante, mas de um jeito muito particular. Acredito que a beleza tem a ver com um aspecto saudável. Uma má alimentação vai deixar sua pele feia, por mais cremes que você passe ou plásticas que faça. Me incomoda essa vaidade fast food, de querer resultados imediatos. Vivemos bombardeados por imagens photoshopadas, que criam em nós uma frustração permanente por jamais conseguir corresponder a nossos padrões de beleza.
Qual a importância e quais as dificuldades de se criar uma Cia Teatral? O teatro ainda é algo difícil de sustentar? O teatro de grupo é o lugar onde as pessoas desenvolvem um trabalho a longo prazo, capaz de gerar novas provocações estéticas, amadurecer as ferramentas de linguagem que refletem as transformações da sociedade. É uma incubadora, importante como o mangue pro ecossistema marítimo. Isso está relacionado também à formação da identidade de um povo. Às vezes sabemos mais da história do nazismo, pra citar o exemplo de um tema que é exaustivamente abordado no cinema americano, do que sobre a Guerra de Canudos, que foi um evento dos mais importantes da história do Brasil. Não estou dizendo que não precisamos saber do nazismo e da história da Europa, mas a nossa é tão importante quanto ou até mais, porque vivemos a partir desse legado. A Guerra de Canudos está diretamente ligada à formação das favelas no Rio de Janeiro, pra dar um exemplo de como nosso passado está presente no nosso cotidiano.


Como você enxerga o público brasileiro em relação à cultura hoje em dia com a internet cada vez mais popular? Isso afetou em algo? A internet é uma ferramenta maravilhosa de distribuição de informação, mas sem uma formação consistente, sem uma educação sólida, ela se torna instrumento de um fetiche que eu particularmente não gosto e não incentivo. Às vezes sugiro no meu twitter (@marcosnauta) que as pessoas leiam mais, ou divulgo um link de uma coisa que eu acho bacana de ser compartilhada, e tem gente que não entende ou até se ofende comigo. Mas eu acho mesmo que a vida é curta demais pra se ficar perdendo tempo com certos assuntos. E o Brasil, com sua gravíssima má distribuição de renda, potencializa esse fetiche, pois as pessoas querem se desligar do seu cotidiano buscando nos seus ídolos uma válvula de escape. Quantas pessoas me falam do twitter que não tem teatro bom perto de onde moram! As opções de atividades culturais e de lazer numa cidade como o Rio de Janeiro são extremamente concentradas, e isso é péssimo pra cidade toda.
Em o Retrato de Dorian Gray você trabalhou como autor da adaptação, ator e produtor. Foi um grande desafio? Já se sentia preparado pra tudo isso? Eu fiz a adaptação do livro junto com a diretora, Débora Dubois, e a produção da peça eu só assumi quando começamos a viajar, na verdade, porque a produtora não quis continuar. Eu gosto de produzir, mas produzo mais por necessidade que por vocação. Quando eu li o livro do Oscar Wilde imediatamente veio uma adaptação pro teatro na minha cabeça, e por essas coincidências da vida algum tempo depois a Débora me chamou pra esse projeto, que iria acontecer no Teatro Popular do SESI em São Paulo, onde eu também tive a honra de fazer o Hamlet. Eu já havia feito algumas adaptações de literatura pro palco, mas todo trabalho novo é um grande desafio. Superar a si mesmo faz parte da gênese do trabalho do ator e do artista de um modo geral. Pelo menos é assim que eu vejo.

O que te encanta no universo feminino? Quando elas são irresistíveis?Gosto de mulheres inteligentes e divertidas. Mulheres seguras são mais interessantes. Ansiedade e carência tiram muito do brilho de uma mulher. Observo hoje um movimento interessante de mulheres que já conseguiram absorver qualidades que até pouco tempo atrás eram mais atribuídas aos homens, e o oposto também. Homens que ajudam a cuidar dos filhos trocam fraldas, fazem comida. Acho tudo isso extremamente saudável e um reflexo da evolução da nossa sociedade.


Quais seus medos e desejos em relação ao futuro? Tenho medo da intransigência que cresce em determinadas partes do mundo. Parece que uma onda de ignorância e fundamentalismo avança onde há mais miséria e falta de perspectiva. E diga fundamentalismo, mas não me refiro somente ao religioso, mas sim a todo processo onde não há disposição para o diálogo e para o entendimento. E já está mais que estabelecido hoje que a felicidade da humanidade depende da nossa capacidade de conviver num mundo que está ficando pequeno. Então estar disposto a dialogar com as diferenças é parte fundamental do nosso processo evolutivo e pode inclusive determinar o sucesso ou o fracasso da raça humana. E desejo do fundo do meu coração que sejamos capazes de enfrentar esses desafios!
Fotos: Sérgio Santoian
Agradecimento: Renato Saraiva
Agradecimento especial a Marcos Damigo
Site da peça "Deus é DJ":
http://deusdj.com/
Blog de Marcos: : www.sobreteatro.wordpress.com 

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ESTILO: Jeans - conheça a história, aprenda a comprar o seu e combinar estilos‏

Sabe o bom e velho jeans que você usa para ir do supermercado à balada? Pois bem, seu grande companheiro de aventuras nasceu no século XIX e não tinha a menor pretensão de ser peça de moda, mas sim uma opção de vestuário resistente para o duro trabalho nas minas.

ORIGEM EUROPÉIA, FAMA DE AMERICANO

Quando a gente pensa em jeans associa logo aos cowboys americanos, certo? Certo, mas não foram eles os primeiros a usar esse tipo de calça nem tão pouco o tecido nasceu nos EUA. 

Denim, nome original do tecido que dá origem ao Jeans, nasceu na França, na cidade de Nime em 1872, e era bastante usado por trabalhadores de Gênova, na Itália. Foi o comerciante europeu Levi Strauss e seu colega Jacob Davis que deram origem ao que hoje chamamos de jeans.
DAS MINAS PARAS AS VITRINES

Strauss e Davis comercializam materiais e equipamento para os mineiros americanos na Califórnia, principalmente lonas para as barracas onde acampavam. Percebendo que suas roupas ruíam facilmente devido ao trabalho pesado e uso de ferramentas cortantes, Strauss teve a idéia de usar o tecido das lonas, que era forte e resistente na fabricação de calças para os mineradores. Coube a Davis a idéia de usar rebites de cobre para reforçar as costuras e tornar a roupa ainda mais resistente para os trabalhadores. Em seguida, Strauss teve a idéia de usar o brim azul (o Denim ) e registrar a invenção da peça com o nome de, adivinhem só: Levi´s. E foi em 1890 que surgiu o modelo mais famoso de todos os tempos da calça jeans, a Levi´s 501.

CIDADÃO AMERICANO
O termo jeans começou a ser usado nos EUA na década de 40 para designar as calças de feitas de brim índigo blue, e segundo relatos históricos, é uma variação do francês Gênes ( Gênova, na Itália)a cidade onde marinheiros usavam calças de tecidos fortes e resistentes oriundos de Nîme ( o mesmo lugar dos tecidos usados as lonas dos mineiros).



Após cai no gosto dos mineradores, a calça jeans passou a ser usada também por vaqueiros e cowboys, pois além da resistência necessária para essas atividades, também oferecia bom caimento (o tecido foi ficando mais macio ao longo do tempo devido as lavagens com pedras) e praticidade, pois já apresentava os bolsos como conhecemos hoje.


Durante a 2ª Guerra as marcas Wrangler e Lee utilizaram o jeans fardamento de militares e posteriormente para roupas de “civis”. Na década de 50 foi a vez da juventude adorar o jeans como “uniforme” e o que era usado para durar, agora começava a ser usado para mudar.


A “FARDA” DA REBELDIA

Depois de sair das minas e ganhar as ruas, o jeans caiu rapidamente no gosto dos jovens e vestiu atores do cinema que faziam grande sucesso e fama de rebeldes no período pós-guerra. Elvis Presley, James Dean e Marlon Brandon deram ao jeans o caimento perfeito para os jovens que queriam transgredir e mudar o way of life de toda uma geração em filmes como Juventude Transviada e O Selvagem.

As marcas da rebeldia jeans foram as mundialmente conhecidas Lee, Wrangler, Levi´s e Mustange estavam não só no cinema mas também nos palcos e festivais de música. Nos anos 60, o jeans, além da consagração junto ao público jovem, também começou a ganhar cores e se tornar uma forma de expressão da juventude sendo embalado por cantores como Janis Joplin e Jimmy Hendrix que cantaram e encantaram no festival de Woodstock vestindo, claro, jeans.

A ROUPA DA DEMOCRACIA

Depois de vestir jovens rebeldes o jeans foi alçado à condição de estrela pelas mãos do estilista Calvin Klein na década de 70, que passou a usar o tecido em suas criações. No início houve quem torcesse o nariz, mas depois outros estilistas se renderam ao jeans como Giorgio Armani, Ralph Lauren e Fiorucci. A criatividade dos estilistas e as inovações tecnológicas fizeram do jeans um tecido mais maleável e possível de ser usado tanto no inverno quanto no verão, sendo base para diversas peças além da boa e velha calça jeans.
E você, já vestiu seu jeans hoje?

Fonte: Infoescola, Manequim, Playboy, Guia VIP de Estilo 2011

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CARRO: Mercedes-Benz Classic Center, o lugar ideal para ter contato com a lendária marca e seus incríveis modelos‏

O fascínio que os carros exercem nas pessoas, em especial nos homens, é algo que não tem explicação. Ou talvez tenha. A atração pela velocidade, a sensação de liberdade que um carro na estrada proporciona e as suas inúmeras formas sob quatro rodas talvez explique bem isso. Alguns modelos são clássicos e exercem um fascínio ainda maior. Mesmo para quem não pode ter aquele carro dos sonhos, não é nada mal imaginar um local repleto de belos exemplares automobilísticos. O Mercedes-Benz Classic Center, localizada em Irvine, Califórnia, é o lugar ideal para os amantes de automóveis. Lá proprietários, colecionadores e entusiastas tem um contato direto com esta marca lendária e seus incríveis modelos.

Nesse centro os carros da marca Mercedes-Benz são meticulosamente restaurados e vendidos. É um verdadeiro museu de clássicos Mercedes-Benz, e ao mesmo tempo uma luxuosa oficina. O Centro Classic oferece avaliações, fornece peças genuínas Mercedes-Benz Classic e pode até mesmo organizar um evento especial ao gosto do cliente. Afinal são 125 anos de história automotiva num só espaço.
O Mercedes-Benz Classic Center funciona também como porto de escala para os proprietários e potenciais compradores desses automóveis mundialmente conhecidos. Além de ser o maior departamento corporativo de veículos históricos existente até hoje. Seu leque de serviços prestados abrange todas as linhas da marcas dos clássicos do Benz, Daimler, Mercedes e Mercedes-Benz. Tudo isso fez com que o Mercedes-Benz Classic Center crescesse para mais de 6.200 clientes ao ano nos últimos 60 anos.

"O Mercedes-Benz Classic Center está em uma posição única por causa do seu conhecimento e dos recursos que temos no local. E como resultado de ser parte da mais antiga companhia de automóveis do mundo", disse Mike Kunz, Gerente da Mercedes - Benz Classic Center nos EUA. "Nossos clientes confiam em nós com carros especiais, que são valiosos tanto monetariamente, historicamente ou sentimentalmente, e sabem que seus veículos estarão sendo revistos ou trabalhados por especialistas em cada área, e são apoiados por 125 anos de história."
CONSULTORIA COMPETENTE
Os especialistas do Mercedes-Benz Classic Center oferecem uma consultoria competente e detalhada a todos os possíveis compradores da Mercedes-Benz. Antes de ser oferecido para venda no showroom, cada carro é cuidadosamente avaliado através da oficina de carros da Mercedes-Benz Classic Center, para certificar-se que o carro está dentro dos rígidos padrões de qualidade da marca. Por ser o único de seu tipo nos Estados Unidos, a Mercedes-Benz Classic Center, mantêm uma parceria muito próxima com o Centro Classic em Fellbach, na Alemanha, que fornece um link direto para acessar peças, ferramentas, manuais de serviços e registros de produção necessários para trabalhar nos automóveis da linha Mercedes-Benz.

Outro tipo de serviço praticado no Mercedes-Benz Classic Center com seus clientes é de ajudá-los a localizar e adquirir até mesmo peças mais raras necessárias para determinados modelos, mantendo um vasto arquivo de materiais que documentam a história dos veículos referente ao proprietário original de forma gratuita para o cliente. Estes serviços incorporam a autenticidade da marca e os valores da Mercedes-Benz.

QUALIDADE E ORIGINALIDADE NA OFICINA
No Centro Classic, os mecânicos são verdadeiros artesãos especializados em compartilhar seu conhecimento de restauração de alcance inigualável e detalhado necessário para cada veículo. Para restaurações simples, como mudanças de óleo, a equipe tem um treinamento técnico necessário para reconstruir qualquer coisa, desde o sistema de injeção mecânica direta em um 300SL, ou até mesmo ressuscitar um único exemplar do Sport Roadster 150. Porque a mesma engenharia técnica que atende aos carros de corrida Mercedes-Benz há décadas também dá suporte nesse serviço de fábrica. Lá também são armazenadas mais de 50.000 peças originais de reposição.

MUITO ALÉM DE UMA OFICINA, UM MUSEU
Nesse misto de oficina e museu, o Mercedes-Benz Centro Classic possui uma extensa gama de modelos de carros, acessórios, literatura e relógios que ficam expostos para os clientes e visitantes. Lá é possível encontrar desde elegantes carros clássicos, carros de corrida, modelos pré-guerra até carros personalizados. Qualquer um desses carros que seriam facilmente encontrados em um leilão de automóveis. Cada um dos carros tem uma história que os funcionários do Centro teriam o maior orgulhoso em contar de quando eram apenas um amontoado de componentes de metal enferrujado que foram transformados em uma obra-prima de qualidade. Devido a esta meta pela autenticidade, os carros que saem da loja são apresentados como peças atemporais da história automotiva.




Fonte: Mercedes-Benz Classic Center


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terça-feira, 8 de novembro de 2011

MUSA: Franciely Freduzeski, a atriz dá dicas para o primeiro encontro e fala de seus projetos


A bela Franciely Freduzeski, nascida em Laranjeiras do Sul, Curitiba, ganhou destaque ao participar da novela O Clone, interpretando a personagem Beta. Personagem essa que lhe rendeu a capa da revista PLAYBOY naquela época. Dona de uma das cinturinhas mais finas da TV, Franciely sempre desfilou seu corpão e talento por diversos programas da TV. Começando pela Turma do Didi passando por novelas e minisséries da Globo até na série da RedeTV!, “Donas de Casa Desesperadas”, e da primeira edição do reality show A Fazenda, da Rede Record. Hoje Franciely estuda canto e pretende voltar ao teatro, enquanto isso dá as caras aqui onde respondeu as nossas perguntas com a atenção e o carinho de sempre. Matem um pouco a saudade dessa bela atriz.

O que você anda fazendo Franciely? Estudando teatro com a Camila Amado, fazendo aula de canto com Vera Canto Melo e estou em um projeto de uma peça de teatro.

Você atuou na série "Donas de Casa Desesperadas" e passou uma temporada no programa "A Fazenda". Como foram essas experiências? O que te agradou mais? Foi fantástico atuar na série “Donas de Casa Desesperadas”! Fiquei quatro meses morando na Argentina, onde o ritmo é totalmente diferente. Tive que me acostumar ao frio, ao idioma e às idas e vindas para cá. Mas tudo isso foi enriquecedor. Aprendi muito, conheci lugares diferentes e fiz novas amizades. Quanto “A Fazenda”, já participei duas vezes. Para mim, foi bom participar do programa. Aprendi a lidar com alguns animais, refleti bastante lá dentro sobre a vida, sobre família, sobre relacionamentos com pessoas desconhecidas...


Que cantada faria um homem não ser mais um entre tantos? Homem tem que ter atitude. Não é a cantada que vai fazer ele diferente e sim a maneira de tratar uma mulher. Falar pouco, escutar, se mostrar interessado na outra pessoa.
O que você repara em um homem no primeiro encontro? Sua maneira de comer, se vestir, de falar. Odeio homem que fala alto e os dentes têm que ser perfeitos.

No meio do papo, você descobre que por trás daqueles belos olhos não existe um cérebro muito avantajado, e aí? Ai que eu antecipo ao papo e saio fora. Nunca mais encontro. Beleza enjoa se não tiver cérebro. Não dá para passar para a segunda página jamais.


A sedução é a parte mais legal do jogo? Sim. É a descoberta da fêmea e macho. Adoro ser seduzida e conduzida.

Quando as mulheres seduzem é porque querem sexo? Nem sempre. Às vezes estamos testando nosso potencial. Apenas um jogo.

Você concorda com a visão masculina de que as mulheres são biologicamente preparadas para o romance? Não! (risos) Hoje em dia, as mulheres podem ir para cama sem ter nenhum tipo de romantismo. Apenas por prazer. As mulheres talvez sejam mais delicadas, mas não tão frágeis quanto parecem. 
Fotos: Marcelo Corrêa
Agradecimento: Fabiana Gomes - GMP Assessoria de Imprensa
Agradecimento especial a Franciely Freduzeski

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ESPORTE: STAND UP PADDLE VIRA MANIA NO VERÃO 2012

O verão já chegou no Brasil. E por que não começar a investir em esportes novos que tem a cara dessa estação? Continuando com nossa série de esportes para curtir a estação do sol, vamos falar um pouco do Stand Up Paddle ou se preferir apenas “SUP”, que é uma variação do tradicional surf, praticada em pé e com o uso de remos. A idéia começou com os havaianos que utilizavam as pranchas com remos para se locomover de uma ilha a outra, após uma adaptação na prancha os havaianos passaram a usá-la também para brincar com as ondas, como no surf ou fazer grandes travessias.
 

A prática do esporte não é tão complicada quanto parece, entretanto exige muito equilíbrio. O legal é que o praticante do SUP trabalha o corpo inteiro, pois exercita os músculos das pernas, braços, costas e abdômen; ou seja, perca peso e ganhe músculos remando e ao mesmo tempo entrando em contato com a natureza. Além disso, o SUP é bem versátil, porque pode ser praticado em qualquer lagoa ou praia com águas calmas, podendo realizar passeios ou travessias de longa distância ou em ondas de qualquer tamanho. Isto é divertido, pois diferente do surf tradicional, até as ondas pequenas já estão de bom tamanho, rendendo longas viagens.


Para começar o ideal é procurar um profissional para ensiná-lo, que lhe forneça o suporte de segurança e o equipamento adequado. Nas aulas, o aluno irá conhecer os diferentes tipos de equipamentos, aprender as técnicas básicas de remada e direcionamento da prancha, além da postura e posicionamento ideal. Após o curso básico, pode-se ter aulas avançadas direcionadas para o surf com o SUP e para grandes travessias. O preço do curso varia em torno de R$ 200,00, a depender da região.

RECOMENDAÇÕES: Antes de começar o SUP você precisa avaliar suas habilidades de natação, bem como sua capacidade de lidar com a prancha, esta é a primeira instrução para praticar o esporte, mesmo em lagoas ou águas planas. Outro ponto importante é lembrar-se dos ventos e correntes, aonde você poderá ser fundido ao mar por uma eólica ou envolver-se em uma corrente; assim, inicie sua aprendizagem com alguém lhe observando da areia.
 
VOCÊ IRA PRECISAR DE:
LEASH (uma espécie de corda amarrada na prancha que irá servir para segurar seus pés): O uso da leash é opcional, mas com toda certeza ira facilitar você a manter-se em pé, este equipamento, facilita até nas quedas, quando é normal chutar a prancha para longe. Também, vale à pena levar em consideração que o praticante estará o tempo todo lutando contra o vento, o que torna o uso da corda indispensável para os iniciantes.

LIFE JACKET SURF (COLETE): Como qualquer esporte náutico o uso de colete é indispensável, quanto ao visual, não se preocupe em parecer exagerado, pois alguns dos melhores surfistas do mundo usam e recomendam. Afinal, o fundo do mar tem muitas surpresas (pedras) e suas quedas serão constantes.
 
PADDLE (REMOS DE ALUMÍNIO): Importante que seja firme, leve e no tamanho ideal em relação a sua altura.
 
PRANCHA: A primeira questão é qual a prancha correta. Para um iniciante, o ideal seria nem muito larga ou muito longa. Mas quando você começar a pegar ondas ou andar em condições difíceis você poderá trocá-la. Como sugestão, verifique se sua primeira prancha será grande demais para você, além disso, confira se o remo é também longo demais, já que uma par curta faz você remar para os lados, o que não é bom.
 

Para saber mais sobre o esporte, conversamos com um dos grandes nomes do esporte no Brasil, o atual campeão Gaúcho Andre Torelly, que é um dos brasileiros favoritos para os torneios que irão acontecer em 2012 no Hawaii.

1. O que é preciso para começar o esporte? Para iniciar no esporte basta ter vontade, pois começando corretamente ele se torna um vício. Primeiro seria interessante fazer uma aula, para aprender a maneira correta de remar, posição certa em cima da prancha para que não haja problemas futuros de coluna, ombros, e etc... O grau de dificuldade varia do lago para o mar, o interessante seria começar em uma lagoa, pois a água é mais calma, e tem menos balanço para depois ir para o mar, onde a dificuldade aumenta consideravelmente, pois com as ondulações (balanço) fica mais difícil ficar em pé e manter equilibrado.

2. Como comprar os equipamentos corretos? Para comprar um equipamento, se for encomendar seria importante fazer com alguém experiente no assunto, pois o fabricante tem que entender do assunto, para fazer a prancha adequada para você, entender onde você irá usá-lo, fabricar um SUP não é mesma coisa que fabricar uma prancha de surf. As pranchas variam muito de preço, vai de R$ 1.740,00 até R$ 8.000,00. Eu poderia indicar a marca Wolv Stand up Paddle que é uma das pioneiras em fabricação de pranchas de SUP no Brasil e tem o melhor preço de mercado, você pode encontrar no site www.wolvstanduppaddle.com.br. A diferença de pranchas de race para uma de paddle surf, é mais o tamanho e a largura, em quanto as de race chegam a medir 4 metros as de paddle surf podem medir 2 metros e meio, no site da fábrica você pode ver bem a diferença, pois existe pranchas para as duas modalidades ou exclusiva para cada uma.
 

3. Quais as dicas para quem ta pensando em começar o esporte? As dicas são fazer uma aula, e decidir se você vai usar no mar para surfar, ou no lago para remar e ganhar condicionamento físico desfrutando da natureza, ou usar nos dois, depois disto, é só escolher o equipamento adequado e ir remar.

4. O esporte já esta sendo bem aceito no Brasil? Em quais praias há maior número de praticantes? É o esporte que está mais crescendo no mundo todo, e no Brasil não é diferente, aparecendo até na novela das 9hs em alguns momentos. Onde é mais praticado no mar é na cidade do Rio de Janeiro e litoral paulista, e no lago, em Brasília no lago Paranoá. Estive em um evento do brasileiro onde estavam 125 atletas participando da prova, foi lindo de ver tanta gente remando em um lugar.

5. Fale-nos um pouco sobre a Federação Gaúcha de Stand Up Paddle? A federação Gaúcha de SUP, foi criada em 7 de julho de 2009, vendo que eu poderia fazer algo pelo esporte, trazendo competições para o nosso estado, resolvi criá-la, junto com as associações de kite, wind e turismo náutico.
www.fgsup.blogspot.com


6. Que campeonatos agitam o esporte no Brasil? No Brasil os principais eventos, são o Brasileiro de paddle surf em Ibirapuera, o chamado WC (Ibirapuera Wave Contest), onde lá se define o campeão brasileiro da categoria, e no Suprace este ano tivemos uma etapa em Osório/RS, Brasília/DF, Fortaleza/CE e vamos finalizar na Bahia no mês de dezembro, todos esses eventos organizados pelas associações locais e a associação Brasileira de SUP, para ver as etapas você pode acessar o site a associação www.absup.com.br.

7. Como será este torneio que você irá participar no Hawaii? Irei para o Hawaii em junho de 2012, para as principais provas de race mundial, a Triple Crown que são 3 finais de semanas com provas de ilha a ilha em alto mar, são provas muito desgastantes que exige uma grande preparação física, e a Molokai to Oahu prova considerada a mais difícil do mundo em remada onde são 32 milhas remando em alto mar da Ilha de Molokai a ilha de Oahu, estou com uma grande preparação desde de agora junto com a ajuda de meus patrocinadores e preparadores físicos.

8° O que é mais divertido/frequente, realizar grandes travessias ou encarar as ondas? Amo todas as modalidades de SUP, tanto surfar como fazer grandes travessias como descer corredeiras, mas no momento estou focado em grandes travessias, onde sou o atual campeão gaúcho e top 5 do Brasil. O esporte trabalha todos membros musculares e você se energiza totalmente com a natureza.
 
Se você ficou interessando em entrar nessa onda, segue contatos para iniciar um curso ou já fazer parte de grupos de Stand Up Paddle:

CURSOS E VALORES (da escola):O curso de Stand Up Paddle Básico em lagos e rios:
Pacote 1: 8 aulas mês, 2 aulas por semana 1 hora de duração R$ 250,00
Pacote 2: 4 aulas mês, 1 aula por semana 1 hora de duração R$ 170,00
Aula particular: R$ 50,00 hora

O curso de Stand Up Paddle Avançado:Pacote 1: 8 aulas mês, 2 aulas por semana 1 hora duração R$ 270,00
Pacote 2: 4 aulas mês, 1 aula por semana 1 hora duração R$ 195,00
Aula particular: R$ 60,00 hora

CONTATOS:Site pessoal:
www.torellys.blogspot.com
Escola de SUP:
www.escolafgsup.blogspot.com
Fábricante: www.wolvstanduppaddle.blogspot.com

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domingo, 6 de novembro de 2011

LEITURA: As revistas masculinas mais legais do mês de novembro

O mês de novembro está marcado por conta das belas capas das revistas masculinas. As editoras esquetam os motores e dão largada rumo ao final do ano com todo o gás. Para isso cada uma tratou de produzir capas que de cara já irão conquistar os leitores. É o caso da capa da GQ que elegeu Grazi sua pin-up clássica, ou a VIP que traz a sensual Deborah Secco eleita a mulher mais sexy do mundo. Eleição essa que consagrou Rihanna na americana Esquire. Ainda nos EUA, seguindo a tradição a PLAYBOY de lá vem com uma edição temática, as colegiais dão o que falar em terras gringas. Já aqui no Brasil a PLAYBOY traz Cacau na capa com cheirinho de chocolate e tudo. Novembro nas bancas também é mês de comemorar o aniversário da revista SEXY, que vem com a bela Carol Nakamura na capa e diversas páginas. Para agüentar tudo isso só entrando em forma, e a Mens Health dá a receita, e ainda 103 dicas de estilo. E um exemplo de força, força e vitalidade é o rei Pelé, que esse mês estampa a capa da ALFA. E olhe que o mês está apenas começando, corra para as bancas e escolha a sua preferida. Nós adoramos todas. Boa leitura!











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