quarta-feira, 6 de maio de 2015

ROTEIRO: Três projetos que têm cuidado da vida marinha de Fernando de Noronha que vale à pena conhecer

Conhecer Fernando de Noronha é observar a natureza de perto, conhecer como funciona seu ecossistema e como a força da natureza está presente no Arquipélago. Observar a vida marinha é um dos grandes atrativos da Ilha. Selecionamos três projetos que fazem a alegria dos turistas que visitam Noronha e das pessoas envolvidas em preservar tudo isso para as próxima gerações.

PROJETO NAVI – NATUREZA VIVA

Em Noronha se você olhar pra baixo, o que vê? A depender de onde você esteja pode ver muita vida marinha. Essa é a proposta do Projeto Navi, uma visão do fundo do mar sem a necessidade de mergulhar.

Muita gente tem medo ou é impossibilitado de realizar mergulhos por questões de saúde e para não ficar a ver navios (a não ser que sejam as embarcações afundadas) basta um passeio em um barco com fundo transparente. O projeto nasceu com o conceito de “turismo de expedição cientifica” e foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar com o objetivo de desenvolver um programa onde o participante vivenciasse um ensaio de expedição oceanográfica.


A embarcação é uma hidronave com inovadora tecnologia, projetada para abrigar a maior lente de visão subaquática do mercado civil (3m x 2m). Quem já assistiu Os Jetsons (desenho futurístico dos ano 80) vai achar que o desenho virou realidade diante de um design tão moderno e arrojado. A visão do fundo do mar acontece através de uma placa transparente no chão da moderna embarcação. Durante o passeio, de 1h30, um guia dá detalhes sobre as espécies. O Navi permite conhecer o fundo do mar com plena visão submarina, sem precisar se molhar e com total segurança. Acessível a todas as idades e sem contraindicações.

GOLFINHO ROTADOR

Entre tantas maravilhas que se tem para ver e viver em Noronha ter a companhia dos golfinhos durante os passeios de barco e mergulhos é sem dúvida espetacular. Para cuidar e preservar a espécie o Projeto Golfinho Rotador foi criado em 1990 fruto parceria do Centro Mamíferos Aquáticos, um centro de fauna especializado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade / Ministério do Meio Ambiente, com o Centro Golfinho Rotador, uma organização não governamental socioambiental de Fernando de Noronha e com a Petrobras, o patrocinador oficial do projeto.


O golfinho rotador é um golfinho oceânico e tropical que vive em agrupamentos de 3 a mais de dois mil indivíduos. É a terceira espécie de golfinho mais abundante do mundo e tem o nome popular de golfinho-rotador ("spinner dolphin") por conta do seu comportamento de saltar fora d`água e realizar até sete rotações em torno do próprio eixo, um espetáculo como nem um outro.

O Projeto Golfinho Rotador busca conscientizar a comunidade noronhense para a preservação ambiental,  capacitar adolescentes ilhéus para trabalharem com ecoturismo,   fornecer subsídios ao desenvolvimento de uma sociedade sustentável na ilha,  melhorar a qualidade dos serviços em ecoturismo oferecidos em Fernando de Noronha, estudar a história natural  e a interação dos golfinhos em Fernando de Noronha com outras espécies e com o homem, além de propor normas de preservação dos golfinhos-rotadores.

Mirante dos Golfinhos – E para quem quer ter acesso aos golfinhos e conhecimento sobre eles, o point na ilha é o Mirante dos Golfinhos. O acesso ao Mirante é feito por uma trilha de 1 km, a partir do estacionamento da Baía do Sancho e de lá se pode observar os ninhais de aves marinhas das encostas das baías. 

De segunda-feira a sábado, das 5h30 até uma hora após a saída do último golfinho, os pesquisadores do Projeto Golfinho Rotador ajudam os visitantes a compreender o comportamento dos rotadores e a importância da Baía dos Golfinhos, ministrando palestras, respondendo perguntas, distribuindo "folders" e emprestando binóculos (a partir das 7 horas da manhã). 







O Projeto Tamar nasceu nos idos dos anos 70 no sul do país quando as tartarugas marinhas já estavam na lista dos animais em risco de extinção. Espalhado em várias partes do Brasil onde há a necessidade de conservação e pesquisa em prol das tartarugas o Tamar tem endereço também em Fernando de Noronha.


Na ilha desde 1984 com pesquisas e ações de preservação o projeto só inaugurou o Centro de Visitantes de Fernando de Noronha foi inaugurado em 1996, quando o arquipélago se tornou um grande destino de ecoturismo no país. O centro possibilitaria expandir o conhecimento e a necessidade da preservação ambiental para evitar a extinção das tartarugas.

Atualmente o Centro de Visitantes - Museu Aberto da Tartaruga Marinha do Projeto Tamar de Fernando de Noronha recebe cerca de 40 mil visitantes/ano e ninguém sai de lá sem ser tocado pela necessidade de cuidar do meio ambiente e da nossa fauna marinha.

Quanto às instalações do espaço, o Tamar buscou alternativas ecologicamente corretas como madeira certificada, de reflorestamento; reciclagem de containers marítimos e estruturas instaladas sobre pilotis removíveis para não impermeabilizar o solo, afinal respeito ao meio ambiente começa em “casa”.

Anote esse três roteiros e na próxima ida à Noronha não deixe de conhecer.

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