quarta-feira, 29 de março de 2017

MUSA: Jacqueline Sato a beleza oriental em "Sol Nascente"

O que não faltava na novela “Sol Nascente” era mulher bonita. A disputa era grande e a dúvida maior pela mais gata a chamar nossa tenção. Mas Jacqueline Sato se sobressaiu e nos arrebatador com sua beleza oriental. Um belo exemplo de como a mistura genética e cultural pode trazer um belo resultado. Jaqueline possui descendência de alemães, espanhóis, japoneses, índios e portugueses. A gata acabou de encerrar sua participação mas passou por aqui para falar um pouco da sua trajetória e nos contas os próximos passos. Não vamos perde-la de vista.

Miss, modelo, apresentadora e atriz. Experiências diversas que te levaram a ter a formação que você tem hoje. Como você avalia sua trajetória? Acho que nada é em vão, cada passo dado é importante. Tudo o que passamos na vida se torna referência, aprendizado, crescimento. Sempre busco absorver o melhor de cada oportunidade. 

Quando percebeu que queria ser atriz e como foi esse início? Quero isto desde pequena. Tanto atuar como cantar, que não deixa de ser uma outra forma de interpretação, me “chamavam”. Mas foi quando estava saindo do colégio e tinha que decidir o que faria "quando crescesse" quando dei meu primeiro passo nesta direção. Iniciei os estudos e desde então nunca mais parei. 

E o destino terminou te colocando em “Sol Nascente”. O que foi seu grande destaque para o grande público. Como foi participar desse trabalho? Maravilhoso! Todos foram muito generosos, sempre trabalhando com toda a energia. Não só o elenco, a equipe toda era muito unida. Vai deixar saudades. A Yumi me fez aprender muitas coisas, seja na interpretação ou em coisas que dificilmente iria atrás se não fosse por causa da personagem como surfar e, principalmente, manusear um torno e serrote, por exemplo (risos). Acabei levando pra ela um pouco de como são a maioria das japonesas, o lado mais reservado, movimentos contidos e delicados. 

Fazer novela é desafiador e divertido, a cada semana você descobre um novo aspecto do seu personagem. Existe a sinopse do personagem, mas a dramaturgia da novela dá muitas voltas e quase sempre somos surpreendidos. Não é como numa obra fechada que o ator consegue visualizar todas as curvas e obstáculos da estrada que o personagem vai percorrer. Para mim fazer novela é como dirigir na neblina numa estrada desconhecida. Você não tem ideia do que vem pela frente, mas deposita todo o cuidado para caminhar aquele trecho que consegue enxergar. E de pouquinho em pouquinho vamos construindo o personagem. Tendo um time como foi o de Sol Nascente, mesmo sem saber o que viria no bloco de capítulos seguinte, era prazeroso seguir essa viagem que durou quase 10 meses. O jogo sempre fluía muito bem e o resultado foi esta curva crescente na trama e na audiência que pudemos conferir durante todo o processo.  

Atuar no núcleo oriental te deixou mais confortável? Ou tanto faz? O que me deixou mais confortável foi a personagem, que desde a sinopse me encantou. E aí tiro o chapéu para os autores Walter Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer. Sou descendente de japoneses por parte de pai mas também de alemães, espanhóis, portugueses e índios por parte de mãe. O que mais importa pra mim é entender o universo do personagem, como aquela “pessoa” age, pensa, reage. E o primeiro passo para isso é um bom texto. 



Como você falou, é descendente de alemães, espanhóis, japoneses e portugueses. Sente a influência de cada uma dessas culturas na sua vida? Faltou descendente de índios, (risos) Sério! Meu avô por parte de mãe é filho de um índio com uma alemã. E minha avó, filha de um espanhol com uma portuguesa. A parte japonesa veio dos meus avós paternos. Sinto sim. Nós brasileiros somos esta mistura genética e cultural. Sinto isto como uma das nossas maiores riquezas. 

Paulista e atualmente morando no RJ. Foi fácil a adaptação e o novo estilo de vida? Gosto de mudanças. Nunca quis viver sempre numa mesma cidade. Quanto mais lugares eu puder conhecer e tentar me adaptar melhor. Gosto muito de estar em contato com a natureza e isto tem de sobra no Rio. Foi uma delícia poder assistir ao pôr do sol na praia nos dias de folga, entre outras coisas. Confesso que batia saudades do namorado e da família. Mas nada que uma ponte aérea a mais na semana não resolvesse. Tirei de letra. 

Que programas faz mais a sua cabeça quando está com tempo livre? Estar em contato com a natureza. Seja caminhar na praia, no campo ou numa trilha na mata. Isso sempre renova minha energia. Estar com minha família e meu namorado, em casa mesmo, não importa o lugar. Fora isto, gosto muito de ir ao teatro, cinema, shows de música e de sair para dançar. Dançar cansa o corpo mas descansa a mente. E claro, viajar. Mas ai não basta só o tempo livre, né? Mas é o melhor investimento sempre.

Com a visibilidade que a TV proporciona o assédio aumenta. Os homens são mais reservados nesse sentido ou tem recebido muita cantada? Até agora o assédio nesse sentido foi tranquilo. Sempre com muito respeito e carinho. Não recebo muita cantada descarada não. 

O que os homens não sabem sobre as mulheres e precisam saber urgente? Somos menos complicadas do que os homens pensam. Quanto mais livres formos e mais papo reto houver entre o homem e a mulher, mais rápido haverá o entendimento entre ambos.

Que tipo de homem te atrai? O que eles precisam ter e ser para chamar sua atenção? Não existe um tipo específico. Não precisa ter nada em específico. Apenas ser. Ser verdadeiro consigo traz segurança e autenticidade. Isto é a primeira coisa. Atração pura e simples é uma coisa que não dá muito para explicar, são muitos fatores que levam a isso. Não tem uma regra. 

É muito vaidosa? Até que ponto? Sou vaidosa sim, mas sem exageros. Não sofro ou me obrigo a nada. Tem dias que estou mais vaidosa, quero me arrumar, me maquiar e subir no salto, e tem outros em que quero ficar de cara lavada, tênis e coque no cabelo. Depende do meu estado interno. 

Cavalheirismo está fora de moda? O que te encanta nisso? Mais do que cavalheirismo, encaro como gestos de carinho, atenção e isso deve existir sempre do homem para a mulher e da mulher para o homem. Posso abrir tranquilamente a porta do meu carro ou fazer meu café sozinha, mas claro que gosto quando meu namorado faz para mim. E vice-versa. Muito mais importante do que “cavalheiros” ou “damas” é a gentileza entre o casal. Isso sim me encanta e nunca sai de moda. 

Com o fim de “Sol Nascente” o que vem por aí? Esperamos te ver de volta em breve. No segundo semestre deste ano estreio nos cinemas. Estou muito empolgada e ansiosa com isto que sempre foi meu maior sonho como atriz, a telona. O filme chama-se "Talvez uma história de amor", dirigido por Rodrigo Bernardo, onde faço Carol, professora de Yoga e ex namorada do protagonista Virgilio, interpretado pelo Mateus Solano. O filme está lindo e tem um elenco incrível: Gero Camilo, Marco Luque, Natalia Dill, Juliana Didone, Flavia Garrafa, Dani Calabresa, Totia Meirelles, Thaila Ayala, entre outros. O filme é baseado no romance homônimo do autor francês Martin Page. Quando chega em casa, após mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio (Mateus Solano) liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara (Thayla Ayala), comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, então, entra em choque e ouve repetidamente a mensagem, buscando algum sentido. O término não é o problema; o problema é que Virgílio, solteiro, não faz a menor ideia de quem seja Clara.

Vou participar da série (Des)Encontros da Sony. Ao final das gravações do longa "Talvez uma história de amor" fui convidada pelo diretor para fazer a segunda temporada da série (Des)encontros da Sony, a qual ele também escreve e dirige.  A série conta os encontros e os desencontros, até que duas "almas gêmeas" se encontrem, ou não. Depois do sucesso da 1a temporada, as gravações da 2a temporada começam ainda no primeiro semestre com estreia em 2017.

Para te conquistar basta... Já fui conquistada! (risos). Acredito que entre muitas coisas, bom humor é uma das mais importantes.


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