domingo, 23 de outubro de 2011

CINEMA: 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

De sexta 21 de outubro a quinta 3 de novembro, acontece em São Paulo a tradicional Mostra SP. Durante duas semanas, a 35ª Mostra Internacional de Cinema oferece aos cinéfilos cerca de 250 títulos inéditos dos mais variados países e cinematografias, que serão exibidos em 22 salas, entre cinemas, museus e centros culturais espalhados pela capital paulista. A seleção é um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo e das tendências - temáticas narrativas e estéticas - que estão predominando ao redor do mundo. 

Esta edição é marcada pelo falecimento, na sexta-feira 14 de outubro, uma semana antes do início do evento, do crítico, produtor, escritor, cineasta e fundador da Mostra de São Paulo Leon Cakoff, aos 63 anos. Cakoff sofria de um melanoma, agressivo câncer de pele que já havia sido tratado em 2002, mas que o atacou novamente no ano passado. Foi uma figura essencial para o cinema no Brasil, atuando como cineclubista e programador do antigo cinema do MASP, combatendo a ditadura (sírio naturalizado no Brasil, Cakoff é um pseudônimo para Chadarevian, utilizado devido a problemas com o regime militar). Desde as primeiras Mostras, exibiu filmes das mais variadas nacionalidades, muitas vezes às escuras numa batalha contra a censura, e criou o 'voto popular' para melhor filme quando o brasileiro, sob a ditadura, ainda não podia votar. Trouxe ao Brasil cineastas como Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino, Abbas Kiarostami e Manoel de Oliveira, até então pouco conhecidos pelo público. Seu legado é inestimável para a cidade de São Paulo e para o Brasil, que entrou no circuito dos mais importantes festivais mundiais de cinema. A Mostra fica nas mãos de Renata de Almeida, sua esposa, mães de dois dos quatro filhos de Cakoff, e co-diretora da Mostra há 20 anos.


A arte da Mostra SP é assinada pelo desenhista Mauricio de Sousa, com seu personagem de quadrinhos, Piteco, criado em 1964. Além da seleção de filmes e oficinas, a Mostra inaugura uma exposição inédita reunindo obras de um dos grandes mestres do cinema soviético, Sergei Paradjanov (1924-1990). PARADJANOV, O MAGNÍFICO vai contar com cerca de 60 trabalhos do mestre, entre pinturas, instalações, colagens e desenhos. A exposição acontece de 19 de outubro e até dia 20 de novembro, no Museu da Imagem e do Som – MIS. Alem da exposição, a Mostra apresenta ainda uma retrospectiva de Paradjanov e o documentário PARADJANOV, O REBELDE, de Patrick Cazals.

Entre os filmes confirmados na programação estão O AMOR NÃO TEM FIM (Late Bloomers), de Julie Gavras; HABEMUS PAPAM, de Nanni Moretti (Caro Diário e O Quarto do Filho); O FUTURO de Miranda July (Eu, Você e Todos Nós); A ILUSÃO CÔMICA (L'Illusion Comique), de Mathieu Amalric; LOW LIFE, de Nicholas Klotz e Elisabeth Perceval; COMO COMEÇAR SEU PRÓPRIO PAÍS (How To Start Your Own Country), de Jody Shapiro; AS NEVES DO KILIMANJARO (The Snows of Kilimanjaro), de Robert Guédiguian; ERA UMA VEZ NA ANATOLIA (Once Upon a Time In Anatolia), de Nuri Bilge Ceylan, que ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2011; OS CONTOS DA NOITE (Les Contes De La Nuit), de Michel Ocelot; SLEEPLESS NIGHT STORIES, de Jonas Mekas; PATER, de Alain Cavalier; CISNE, da portuguesa Teresa Villaverde; MUNDO MISTERIOSO, de Rodrigo Moreno; e SORELLE MAI, de Marco Bellocchio (Vincere) e CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS (Cave Of Forgotten Dreams), o aguardado documentário em 3D do alemão Werner Herzog (O Homem-Urso e Vício Frenético). 


Falando em documentários, destaque para as presenças de AS CANÇÕES, de Eduardo Coutinho; PROJETO NIN, de Joshua Marston (O Equilibrista); O MUNDO DE CORMAN: Aventuras de Um Rebelde em Hollywood, sobre o cultuado cineasta B Roger Corman e o documentário musical BATIDAS, RIMAS E VIDA: As Viagens de A Tribe Called Quest. Já os destaques brasileiros ficam por conta de SUDOESTE, de Eduardo Nunes; PAÍS DO DESEJO, do pernambucano Paulo Caldas; O PALHAÇO, dirigido por Selton Mello; OS 3, de Nando Olival; HISTÓRIAS QUE SÓ EXISTEM QUANDO CONTADAS, de Júlia Murat e EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS, de Beto Brant e Renato Ciasca. Entre as sessões especiais as exibições de O LEOPARDO de Luchino Visconti, TAXI DRIVER de Martin Scorsese, DESPAIR de R. W. Fassbinder, 1900 de Bernardo Bertollucci, as chanchadas clássicas de Carlos Manga, como O HOMEM DO SPUTINIK e NEM SANSÃO NEM DALILA e A DOCE VIDA de Federico Fellini. Claro, destaque também para a excelente retrospectiva do mestre Elia Kazan, com clássicos inestimáveis do cinema americano, como VIDAS AMARGAS, SINDICATOS DE LADRÕES e CLAMOR DO SEXO.
 

Com uma programação ousada em 2011, a Mostra SP deixou de fora, para desgosto da ala festiva, os novos filmes de medalhões como Roman Polanski, David Cronenberg e Pedro Almodovar, todos estreando em breve nos multiplexes e predomina uma maioria absoluta de filmes desconhecidos do grande público. Mas pra não dizer que a 35ª Mostra não tem estrelas, veremos rostos conhecidos como Keira Knightley em APENAS UMA NOITE (incrível como todo ano tem um filme dela); Adrien Brody em DESAPEGO (de Tony Kaye, de A Outra História Americana); Helena Bonham Carter em TOAST; a francesa Clotilde Hesme em ANGELE E TONY; Ben Foster no indie AQUI; Vincent Lindon em PATER; e William Hurt e Isabella Rossellini em LATE BLOOMERS - O Amor Não Tem Fim, de Julie Gavras (A Culpe é do Fidel!). Pequenos hits de festivais internacionais recentes, como SUBMARINE (de Richard Ayoade), THE FORGIVENESS OF BLOOD (Joshua Marston, de Maria Cheia de Graça), o romeno LOVERBOY (Catalin Mitulescu), TATSUMI (Eric Khoo) e o mais novo produto da recente safra de filmes gregos estranhos ATTENBERG (de Athina Rachel Tsangari, que tem no elenco e na produção Giorgos Lanthimos, indicado ao Oscar por Dente Canino) também estão na seleção. E ainda será realizada a estréia de MUNDO INVISÍVEL, coletânea de curtas dirigidos por cineastas como Wim Wenders, Atom Egoyam (presidente do júri deste ano) e por Leon Cakoff, que também produziu o longa. Promete ser um dos momentos mais emocionantes de homenagem a Cakoff.

 


Last but not least, de última hora a direção da Mostra SP confirmou FAUSTO, vencedor do Leão de Ouro do último Festival de Veneza, como o mais novo filme a integrar a programação. O filme de Alexsander Sokurov foi escolhido como o favorito pelo júri liderado por Darren Aronofsky (Cisne Negro) em setembro deste ano. O filme é uma adaptação particular do mito de Fausto, sem maiores conexões com as encarnações anteriores do personagem (Goethe, Murnau). O filme encerra a tetralogia do poder de Sokurov, iniciado por Moloch e seguido de Taurus e O Sol.

Então, a partir de sexta 21 de outubro, São Paulo é cinema. Agora é quebrar a cabeça escolhendo entre uns 70 filmes por dia, a sua maioria nas redondezas da Avenida Paulista. Para cinéfilos, não há nada melhor acontecendo em São Paulo durante estes 15 dias.

SERVIÇO:
Quando: de 21 de outubro e 3 de novembro de 2011
Informações e programação completa:
Central da Mostra: Conjunto Nacional (Paulista, 2073), das 10h às 21h, ou
http://35.mostra.org
Quanto:Permanente integral: R$ 390
Permanente integrante Folha: R$ 331,50 (para assinantes do jornal)
Permanente especial: R$ 90 (para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17h55)
Permanente especial Folha: R$ 76,50
Pacote de 40 ingressos: R$ 285
Pacote de 20 ingressos: R$ 165
Ingressos individuais (adquiridos somente no dia da sessão)
Segunda a quinta: R$ 14 / R$ 7 meia
Sexta a domingo: R$ 18 / R$ 9 meia

Vendas pela internet: www.ingresso.com, com antecedência de quatro a um dia antes da sessão.


Confira cinemas e horários de todos os filmes no site oficial

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

ENTREVISTA: ANDRÉ BANKOFF - Encontra o tom certo para sua carreira e encara novos desafios

Com 30 anos recém completados, o ator André Bankoff tem muitas histórias pra contar. Quem assiste aos trabalhos de André na TV não imagina que o ator um dia tentou a carreira de jogador de futebol, tendo jogado inclusive na Itália, pelo Associazione Sportiva Roma, e no Ponte Preta. Isso deu a ele o olhar mais técnico ao futebol, uma de suas paixões. Depois enveredou pelo mudo da moda trabalhando como modelo até parar na Amazônia, ao ser convidado para seu primeiro trabalho na Globo, na minissérie Mad Maria. Da Amazônia, André foi parar no Pantanal onde protagonizou na Record em “Bicho do Mato”. Trabalho esse que o projetou ainda mais e consolidou de vez sua carreira cênica. Hoje, André, de volta à Globo, acabou recentemente sua participação na novela “Morde & Assopra” e já se prepara para o novo desafio ao ter sido escalado pelo autor Agnaldo Silva para “Fina Estampa”. André não pensou duas vezes, convite feito, convite aceito.

O começo de tudo foi pelo futebol ou pelas passarelas? Foi simultâneo, e foi bom por que eram dois tipos específicos de uso expressivo do corpo.

Quando assiste a jogos, você é um torcedor comum, ou tem um olhar mais técnico pelo tempo em que jogou? Sou fascinado por técnica, seja em que campo profissional for. Não consigo mais e nem quero ter esse tipo de olhar ''comum''.
O modelo "doa" o corpo em função de fazer a roupa se destacar. E o ator "doa" o corpo para o personagem ser um sucesso? Quanto de realização vem atrelado à cada doação dessa? Na minha pratica profissional não faço esse tipo de diferença. O figurino para o ator, a roupa, é extremamente pensado, por tanto, a roupa doa tanto para o meu corpo, como eu para ela. Somos complementares, e nos dois casos, como ator ou modelo, o objetivo é sempre o sucesso.


O Juba de "Bicho do Mato", na Record, foi seu melhor papel mais denso até hoje? Digamos que foi o que mais me desafiou. Aquele tipo de pureza se não for transmitida com verdade, cai facilmente num clichê. Eu tinha que passar para o povo brasileiro, que aquele modo de ser existe de verdade. Aliás, foi o personagem que mais me ensinou sobre a felicidade.


Que satisfação traz ser o vilão, o mocinho ou o galã? São satisfações diferentes. As figuras do mocinho e do galã se misturam muito na TV, embora, eu particularmente não de muita atenção a idéia de ser galã. Fazer vilão é sempre uma responsabilidade muito grande, por que um trabalho sem um vilão convincente nunca acontece. Tenho muita vontade de fazer um psicopata na TV, é um enorme desafio não conhecer o sentimento da compaixão, de certa forma seria o oposto do Juba feito em Bicho do Mato.

O seu personagem em "Morde & Assopra" chegou a trair a amiga Júlia, personagem de Adriana Esteves, por ambição. Qual o limite da ambição? O da decência! Ambição e ética são opostos. Não existem pessoas sem ambições, existem pessoas que no exercício da busca de suas ambições passam por cima de outros. Minha ambição, por exemplo, é ter o reconhecimento pelo povo brasileiro da minha qualidade como ator. Como via de acesso para que essa ambição legítima seja atingida, eu uso um instrumento simples e ético: Estudo! 



Por que você considera a Natação uma terapia? Que bem este esporte te proporciona? A natação é um esporte que mexe com toda musculatura do corpo, é um dos esportes mais completos que existe. Além disso, é praticado, no meu caso, em água levemente aquecida o que remete a qualquer pessoa as sensações de aconchego do útero materno.

O que fazer para o sucesso não “subir à cabeça?” Conhecer bem as suas contradições. Estamos no século XXI, muito já foi pensado sobre esse tema, o diferencial é ter a coragem primeiro de entender que ele é ambíguo. E em segundo, suportar bem as frustrações que ele inevitavelmente traz. Não sou aquele tipo de pessoa que só enxerga o lado bom da coisa.

O que te conquistou em Caroline Bittencourt? Foi muito bonito para eu fazer um encontro com uma mulher que já tinha passado pela experiência da maternidade, a beleza de ser mãe é uma coisa que fascina nas mulheres. Não é uma regra, mas a maternidade, de um jeito ou de outro, amadurece. Carol é uma das melhores mães que já conheci. Esse foi o diferencial dela pra mim.

O casamento é uma instituição falida? Eu sou um artista, minha função é colocar questões, e não ditar verdades. Mas para não parecer que estou fugindo do assunto, posso dizer que a palavra ''casamento'' faz menção a muitas coisas diferentes no século 21. Cada caso é um caso, há pessoas que moram juntas e se apresentam como namorados. Eu não acredito que as relações afetivas duradouras e com o pacto da fidelidade estejam falidas.

Está preparado para o próximo desafio com sua participação em "Fina Estampa"? Como será seu papel? Aguinaldo Silva divulgou publicamente que eu tenho um personagem em sua trama, por enquanto é o que eu sei. E vamos combinar que ator precisaria de mais informações para estar imensamente feliz? Só os tolos!

Você é vaidoso? Como lida com a vaidade? Eu tenho estudado um pouco de psicologia, por que sem dúvida é uma grande fonte de informação para o ator. O Ator é o profissional da emoção. Graças a ela (psicologia) eu descobri que dentro da palavra vaidade, existem coisas boas e ruins. Simplificando, haveria uma vaidade positiva e outra negativa, e eu aproveito de forma prazerosa toda parte boa.

Quais seus cuidados pessoais? Vai além de barba, cabelo e bigode?Muito mais! Acho que o homem moderno precisa estar todo cuidado, o que não implica necessariamente cometer exageros. É uma questão de educação e respeito com as mulheres.

Você acha que o homem hoje em dia perdeu um pouco de espaço na sociedade diante de mulheres mais ativas e decididas? Algo neste quesito te incomoda? Eu torço muito pelas mulheres, houve uma grande abertura realmente, mas não acho que seja ainda o necessário. Os salários, por exemplo, são bastante desiguais entre os homens e as mulheres que exercem a mesma função. O que me incomoda realmente é essa desigualdade, aliás, qualquer tipo de desigualdade preconceituosa.


Que comportamento das mulheres te assusta ou incomode numa relação? A falsidade. Mas isso não diz respeito exclusivamente às mulheres, isso me incomoda em qualquer tipo de relação.

O que as mulheres não sabem sobre os homens que se descobrissem iriam nos entender melhor? Que nossos cérebros, masculino e feminino, são completamente diferentes. Outro dia estava lendo em uma revista que tinha o título, ''A trégua dos sexos'', que sugeria que o conhecimento entre nossos cérebros (homem e mulher), poderia diminuir muito essa coisa tão chata que é a ''Guerra dos sexos''. Eu concordo plenamente!

Que personalidade você gostaria de dar vida em algum trabalho? Por quê? Muitos. Mas sobre tudo a do psicopata, sonho em ganhar de presente um grande vilão.
Fotos: Márcio Amaral
Agradecimento: Talita Vaccaro – Trevo Comunicação
Agradecimento especial a André Bankoff



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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CINEMA: Heróis em ação - Tem muita adrenalina chegando nas telas de cinema

Reta final de ano e as novidades cinematográficas vão aparecendo. Tirando as comédias românticas e filmes para a garotada, a coisa vai pegar com muita pancadaria, lutas, guerras e muitos heróis em ação. Seja com super-poderes ou apenas no braço mesmo, eles vão à luta! Os lançamentos de fim de ano são geralmente as grandes apostas dos estúdios para o segundo melhor momento do ano (às vezes ficando atrás das férias de julho) em bilheteria. Astros do calibre de Hugh Jackman e Tom Cruise são aguardados pelos fãs do cinema e a esperança dos estúdios em salvar o orçamento do ano. E isso já está acontecendo com a estréia de Real Steel, que em seu primeiro final de semana dominou as bilheterias americanas. Para ficar por dentro do que vem por aí, selecionamos alguns filmes que irão levar muita ação e adrenalina às telas de cinema este ano ainda.

GIGANTES DE AÇO – Em Real Steel, o filme produzido por Shawn Levy e estrelado por Hugh Jackman, que vive Charlie Kenton, um grande lutador que perdeu a chance de conquistar um titulo quando os robôs de 8 metros de altura assumiram o ringue no ano de 2020, traz às telas lutas eletrizantes com robôs. Desde então, Charlie tem trabalhado para conseguir dinheiro suficiente para comprar peças de robôs de baixo custo. Mas ele acaba descobrindo um robô no ferro velho que se chama Atom e o arruma, deixando-o com potencial de campeão. Charlie e seu filho Max (Dakota Goyo) se juntam e formam uma equipe, entrando na disputa para fazer um retorno triunfal. É com essa sinopse que Gigantes de Aço, ou melhor, Real Steel, nos EUA, entrou na disputa nas bilheterias americanas num combate que vai além das telas. No último final de semana, o filme bateu de frente com o titã de Hollywood, George Clooney com sua mais nova produção e os Gigantes de Aço de Hugh Jackman saíram vencedores com uma venda de 49,4 milhões de dólares (números no mundo) e só nos Estados Unidos e Canadá o faturamento foi de 27,3 milhões de dólares durante os três dias, superando todas as expectativas do estúdio. Aqui no Brasil o combate estréia amanhã com a estréia de Gigantes de Aço.




MISSÃO IMPOSSÍVEL: PROTOCOLO FANTASMA – No quarto filme da franquia de ação iniciada em 1996, mostrará o agente secreto Ethan Hunt (Cruise) e seu time da força-tarefa Missão Impossível no papel de foragidos da justiça. Após serem acusados de um atentado a bomba na Rússia, Hunt e seu novo time precisam limpar o nome de sua agência quando o Presidente decreta o início do Protocolo Fantasma. Contando apenas com sua experiência e a ajuda do misterioso Brandt (Jeremy Renner, de “Guerra ao Terror“), Hunt deve trabalhar fora do radar do Governo, que os acusa de serem terroristas tentando iniciar uma Guerra Nuclear.
Além de Cruise e Renner, o elenco conta com Paula Patton (“Preciosa“), Josh Holloway (da série “Lost“), Anil Kapoor (“Quem Quer Ser Um Milionário?“) e Vladimir Mashkov (“Atrás das Linhas Inimigas“). A direção é de Brad Bird (“Os Incríveis”) e a produção fica a cargo do grandioso J.J. Abrams (Missão Impossível 3 e LOST). O roteiro foi escrito por Josh Applebaum e Andre Nemec (da série “Alias”) a partir de uma idéia de Cruise e Abrams. A estréia está marcada para 16 de dezembro nos EUA e dia 30 no Brasil.



IMMORTALS – Se você gostou de 300 e curtiu "Fúria de Titãs", Immortals será um prato cheio. Com inúmeros efeitos visuais, cenários digitais e um elenco estelar que vai de Mickey Rourke ao futuro novo Super-Homem, Henry Cavill, o filme narra a história do príncipe guerreiro Teseu. Escolhido pelo próprio Zeus, o Deus dos Deuses do Olimpo, para liderar um grupo de guerreiros para alcançar um objetivo nobre: salvar todos os humanos e animais da destruição aspirada pelo cruel Rei Hyperion (Mickey Rourke) e seus poderes bélicos mitológicos. Dos mesmos produtores de 300, o filme trará guerras homéricas e fantasiosas bem ao estilo da produção anterior. No elenco ainda temos, Freida Pinto (de “Quem Quer Ser Um Milionário?”) e John Hurt, como Poseidon, e grande elenco.



KILLER ELITE (OS ESPECIALISTAS) - Junte os atores Jason Statham, Clive Owen e o veterano Robert De Niro e prepare-se para pura adrenalina nesse mais novo thriller de ação, "Killer Elite" (Os Especialistas no Brasil). O filme é baseado no livro "The Feather Men", escrito por Ranulph Fiennes, que conta a história real de um grupo de ex-agentes das forças especiais britânicas perseguidos por uma organização secreta de assassinos chamada "The Clinic", conhecida por sua atenção meticulosa aos detalhes. Jason Statham é Danny um ex-agente tirado de sua aposentadoria para resgatar seu mentor Hunter (Robert De Niro). Para tanto, ele terá que passar pelos assassinos da "Clínica", como o vilão interpretado por Clive Owen. Daí o resto já se pode imaginar, em meio a muitos socos, perseguições de carros e muitos tiros o filme roda o mundo passando da Austrália para Paris, Londres e o Oriente Médio. Danny e Hunter são mergulhados em um jogo altamente perigoso de gato e rato - onde os predadores se tornam a presa. O filme marcará a estréia na direção de longas de Gary McKendry. Ele já foi indicado a um Oscar por seu curta Everything in this Country Must, de 2004. A estréia no Brasil está marcada para dia 02 de dezembro.

SUPERMANNo panteão de super-heróis, Super-Homem é o personagem mais reconhecido e reverenciado de todos os tempos. Clark Kent/Kal-El (Henry Cavill) é um jovem jornalista de vinte e poucos que se sente alienado por poderes além da imaginação dos outros. Transportado para a Terra anos atrás, vindo de Krypton, um planeta alienígena avançado, Clark luta com a questão definitiva – Por que eu estou aqui? Moldado com os valores de seus pais adotivos Martha (Diane Lane) e Jonathan Kent (Kevin Costner), Clark logo descobre que ter super-habilidades significa fazer decisões muito difíceis. Mas quando o mundo mais precisa de estabilidade, ele é atacado. Serão suas habilidades usadas para manter a paz ou vão acabar servindo para dividir e conquistar? Clark deve se tornar o herói conhecido como “Superman,” não apenas para brilhar como a última esperança do mundo, mas para proteger aqueles que ama. O vilão principal provavelmente será o General Zod (interpretado por Michael Shannon). Quando a sua estréia, ainda é algo incerto. Alguns apontam para final de 2012, outros já dizem ser início de 2013. Enquanto isso nós vamos acompanhando imagens que vão surgindo durante todo o processo. Imagens que de cara revelaram, para desgosto de alguns fãs do herói, que a clássica sunga vermelha usada sobre a calça ficou de fora dessa nova versão. Pelo jeito o Homem de Aço seguiu tendências mais atuais e deu uma geral no visual.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

COMPORTAMENTO: Como sobreviver ao divórcio

Primeiro veio o amor, o sonho de construir uma família, compartilhar uma vida inteira. Depois, por essas coisas da vida, o amor se foi, a vontade de compartilhar a vida já não existe mais e o divórcio foi a solução. Doloroso, como qualquer fim não esperado, o divórcio não precisa transformar o que antes era sonho em um pesadelo para todos os envolvidos. Os sentimentos para quem vive um divórcio, independente de ser a pessoa que tomou a decisão ou não, são difíceis de lidar, mexem com a auto-estima e podem causar traumas. A Universidade do Arizona, através de pesquisas, apontou como um caminho para superar a depressão e a ansiedade causada pelo divórcio a autocompaixão.

Autocompaixão é a combinação de bondade para consigo mesmo, compreensão de que perdas e rompimentos acontecem com todos e habilidade de deixar as emoções dolorosas passarem. O psicanalista David A. Sbarra foi o responsável e líder da pesquisa da Universidade do Arizona que envolveu 105 pessoas (38 homens e 67 mulheres) com idade média de 40 anos. Todos foram casados por 13 anos e haviam se divorciado há cerca de três meses.

Na primeira visita, os participantes tiveram que pensar nos seus ex-parceiros por 30 segundos. Em seguida, falar por quatro minutos sobre seus sentimentos e pensamentos em relação à separação. Por meio desses depoimentos foram analisados os níveis de autocompaixão de cada participante, além de traços psicológicos, como depressão e "estilo de relacionamento". Isso se repetiu por duas vezes: três e seis ou nove meses depois do rompimento.

O resultado foi que as pessoas com alto nível de autocompaixão no início da pesquisa superaram mais rápido e estavam melhor depois de alguns meses. Sentir raiva, ciúme ou outro sentimento na fase inicial de um divórcio é aceitável, não adianta fingir e colocar o lixo embaixo do tapete. Segundo Drº Sbarra, “Compreender a sua perda como parte de uma experiência humana maior ajuda a amenizar os sentimentos de isolamento.” Não é fácil mudar hábitos e muito menos personalidade, mas a primeira coisa a se fazer é perdoar a si mesmo e entender que não há um culpado pelo fim de um relacionamento, as variáveis são muitas e procurar uma resposta talvez traga mais angústias e sofrimentos do que aceitar e seguir adiante.

O DIVÓRCIO PARA O HOMEM

Para a autora do Livro “Divórcio para eles”, Eliane Santoro, os homens, por serem naturalmente mais fechados, têm muito mais chances de desenvolverem depressão quando se divorciam. Segundo dados das entrevistas, os homens ficam perdidos, sem chão, em geral procuram logo outras relações, fixas ou não, e têm mais resistência a fazer terapia e cuidar mais da saúde.

São também os homens que sentem o maior impacto financeiro, já que na maioria dos casos eles saem de casa e a mulher fica com os filhos. Nesse cenário o homem tem de pagar pensão e alugar uma nova casa, o que compromete o orçamento, levando muitos deles a voltarem para a casa dos pais. Após o fim de um casamento é natural buscar o apoio dos amigos, principalmente daqueles que já viveram situações parecidas, mas é importante tomar cuidado, estar ao lado de alguém que ainda não superou o trauma pode mantê-lo na raiva e na frustração ao invés de ajudá-lo a sair da crise.


1 – USAR OS FILHOS COMO PEÕES - Usar os filhos para fazer chantagem não ajuda em nada e ainda pode causar traumas irreversíveis nas crianças e adolescentes; Não faça nem permita que sua ex faça;

2 – EXPOR UM NOVO AMOR - Você pode ter superado o fim da relação, mas trazer outra mulher para um contexto por si só delicado só vai piorar as coisas. Às vezes, por vingança ou necessidade de auto-estima, o homem quer mostrar que “já está em outra” e aí uma situação que só diz respeito a ex e aos filhos é “invadida” por uma terceira pessoa que não será bem recebida e ainda causará revolta e indignação. Primeiro resolva o seu divórcio e então, só depois, exponha sua nova relação. Isso é no mínimo sinal de respeito para todos os envolvidos, incluindo sua nova mulher;

3 – VIOLÊNCIA VERBAL - Alguns divórcios são tranqüilos, consensuais e foram decididos com maturidade e clareza, outros, entretanto, são movidos a brigas, falta de respeito mútuo e muita violência verbal. Tomados de raiva somos capazes de dizer coisas terríveis e que nem sempre são o que acreditamos de fato, dizemos só mente pra aplacar nossa raiva e ferir o outro que nos fere. Esquecemos que depois que a raiva passar o que foi dito ainda ecoará para quem ouviu e as coisas ficarão ainda mais difíceis de resolver além de que, as agressões verbais podem ser um caminho para as agressões físicas.

4 – TRAZER VELHAS FERIDAS À TONA - Se você quer evitar uma batalha judicial e os altos custos que ela envolve, evite acusações, não importa o quanto você possa, agora, possa desprezar sua ex-mulher, trazer velhas feridas só vão causar mais desgastes e estender uma solução. Não provoque nem busque vulnerabilidades da sua ex para explorar, você estará pedindo uma guerra.

5 – ESCOLHER UM GLADIADOR AO INVÉS DE UM ADVOGADO - Todo divórcio envolve divisão de bens, guarda dos filhos e outros assuntos que implicam a contratação de um advogado. Essa escolha deve ser pensada para resolver da melhor forma os assuntos pertinentes ao fim do casamento e não para entrar em uma briga. Muitos advogados pensam e agem como gladiadores e querem “ganhar a causa” a qualquer custo transformando o seu divórcio em uma sangrenta arena. Não deixe que isso aconteça, afinal, tudo o que você mais precisa ao sair de um relacionamento é de paz.

6 – SER PASSIVO AO EXTREMO - Ok, você não quer brigar e nós apoiamos, contudo não brigar não significa se tornar passivo e deixar sua ex fazer tudo do jeito que ela quer! O que for decidido no divórcio vai valer pro resto da vida, então, participe de tudo.

7 – DISCUTIR SOBRE QUEM RECEBE O QUÊ - Você e sua ex contrataram advogados e o juiz vai fazer a partilha justa. Acredite nisso e siga em frente sem se desgastar com picuinhas financeiras.

8 – CAUSAR CONSTRANGIMENTOS A EX - O divórcio não é algo fácil de se lidar, principalmente para quem não fez a escolha, então não cause ainda mais danos a sua ex, é desnecessário e cruel. Alguns divórcios extrapolam o pessoal e vão parar nos locais de trabalho, com portadores ou oficiais de justiça indo levar documentos em um ambiente que não tem nada a ver com o fim do casamento de ninguém.

9 – NÃO RESPEITAR O TEMPO DO OUTRO - É natural que quem tenha tomado a decisão pelo divórcio tenha pressa em resolver tudo, mas é preciso dar tempo ao outro para tomar ciência do que está acontecendo e aceitar, isso é no mínimo gentil com quem um dia você compartilhou sonhos.

O DIVÓRCIO PASSOU E AGORA?

Terminou. Agora finalmente você é um homem livre novamente, hora de viver a nova vida, certo? Certo, mas valem algumas dicas ainda nesta fase de recém-divorciado.

ORGANIZE AS FINANÇAS - Independente de quem ficou com o que ou quanto, as coisas mudam um pouco nessa vida de novo-solteiro, então antes de sair por aí como um adolescente tardio, faça as contas e veja o quanto você tem pras baladas e curtição.
AS OUTRAS NÃO SÃO SUA EX - Logo, não jogue suas raivas, anseios ou traumas na nova conquista nem tão pouco fique o tempo todo falando da sua ex.

PREPARE-SE PARA DAR DE CARA COM A EX - A não ser que você vá morar em outra cidade ou planeta, vai ser super fácil de você esbarrar na sua ex mais cedo ou mais tarde, portanto esteja preparado e seja cordial.

NÃO TENHA PRESSA - Você vai superar o divórcio e vai encontrar outra mulher bacana. Dê tempo ao tempo e não se esforce desesperadamente para viver tudo em um único dia. Respeite-se e viva um dia por vez.





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terça-feira, 18 de outubro de 2011

BEBIDA: Outubro, mês da cerveja, do Oktoberfes​t e outros festivais

Definitivamente o mês de outubro é celebrado em todo mundo, não só pelos cervejeiros, mas também com quem é simpatizante da causa. Estamos falando do mês da Oktoberfest. São festivais aqui no Brasil e no exterior, todas muito animadas e bem frequentadas por belas mulheres e regadas por muita cerveja gelada.

Voltando um pouco na origem da festa, tudo começou em Munique, no ano de 1810, com uma corrida de cavalos para comemorar o casamento do príncipe herdeiro Luís I da Baviera, com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen. Devido ao grande sucesso, no ano seguinte aconteceu novamente a festa em outubro e assim começou a tradição. A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Como curiosidade, a Oktoberfest de hoje acontece no mesmo local onde foi realizado o casamento em 1810. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros.

A típica festa alemã se espalhou pelo mundo, principalmente em cidades onde existe uma grande concentração de imigrantes germânicos. No Brasil, a maior e mais conhecida delas é a de Blumenau, Santa Catarina. Existem outras edições também conhecidas como as de Santa Cruz do Sul e Igrejinha no Rio Grande do Sul.

Com inspiração na Oktoberfest de Monique, a versão de Blumenau teve sua primeira edição montada em 1984 e logo foi um sucesso. Os 10 dias de festa atraiu 102 mil pessoas (metade da população da cidade naquela época)  que foram até o Pavilhão A da Proab tomar muita cerveja e conhecer as novidades do mercado numa grande confraternização. Desde então a festa é o maior acontecimento da cidade e representa a alma do povo catarinense. Hoje a Oktoberfest de Blumenau atrai grandes investidores e já atrai um público em média de 700 mil pessoas a cada ano. Preservando a tradição das festas alemãs, ano após ano se consagrou a segunda maior festa alemã do mundo, e a maior das Américas. A festa consegue atrelar várias atrações que vão da música, da dança, dos belos trajes, da refinada culinária típica e do saboroso chopp.

Devido às proporções tornou-se necessário a construção de mais um pavilhão e a utilização do ginásio de esportes Sebastião da Cruz, conhecido como o Galegão, para abrigar os turistas vindos de várias partes do Brasil, principalmente da região Sudeste, e também de países vizinhos. Mesmo com todas as atrações, a grande estrela da festa continua sendo mesmo a cerveja. E na Oktoberfest o que não falta é cerveja, de diversas marcas e regiões, como a nacional Brahma, e o chopp produzido pelas cervejarias artesanais da região. Os destaques em cervejas artesanais são: Eisenbahn, Bierland, Wunder Bier, Das Bier e Schornstein. Em Blumenau, a 28ª edição da Oktoberfest termina no dia 23 de outubro.



Mais informações: www.oktoberfestblumenau.com.br

Em outros festivais...

Stella Artois World Draught MastersDurante o mês de setembro, aconteceram as eliminatórias para o Stella Artois World Draught Masters, que escolhe o melhor tirador de chope Stella Artois do planeta. As eliminatórias nacionais aconteceram em 21 bares de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A grande final brasileira aconteceu no dia 03 de outubro, no Bourbon Street, em São Paulo. A campeã da noite foi a bartender Vivian Salmeron, do bar/restaurante Charles Edward. Ela será a representante do Brasil no World Draught Masters, que acontece em Buenos Aires - Argentina, no dia 26 de outubro. É bom lembrar que o Brasil nunca venceu o campeonato mundial, vale a torcida no próximo dia 26.



WikiBier 2011
Um novo festival cervejeiro está surgindo em Curitiba, o WikiBier Festival, que será realizado no Expo Unimed Curitiba, na Universidade Positivo, no dia 22 de outubro (sábado). Serão mais de 100 rótulos de cerveja nacionais e importadas, 25 cervejarias e 20 cervejeiros artesanais de seis estados brasileiros. Entre as diversas novidades cervejeiras, a organização promete chopes das marcas Delirium Tremens, da Bélgica, e Harviestoun, da Escócia. Personalidades do meio cervejeiro mundial também devem comparecer, como Stewart Bowman, cervejeiro da BrewDog (Escócia) e Joe Tucker, crítico e especialista do site Rate Beer. Para saborear as mais de 100 cervejas convidadas, o público terá duas opções de formato de canecas com diferentes volumes: uma de 100 ml, indicada para degustação, e uma de 400 ml - com preços a partir de R$ 2 e R$ 7, respectivamente.

INFO:Wikibier Festival
Local
: Expo Unimed Curitiba
Data: 22 de outubro (sábado)
Horário: 11h
Ingressos: R$ 20, com direito a caneca.




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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MOTO: Ducati Diavel AMG Special Edition, a parceria entre a Ducati e a Mercedes-Benz supera expectativas

Resultado de uma parceria inédita de empresas que atuam em setores diferentes é que surgiu uma super máquina para não botar defeito em nada. E assim, surgiu a Ducati Diavel a primeira motocicleta nascida da colaboração entre a casa de Tunning da Mercedes-Benz, a AMG, e a fabricante italiana, Ducati. A novidade foi anunciada no recente Salão de Frankfurt em setembro passado e surpreendeu a todos do mercado especializado e fãs havidos por novidades no mercado.

Essa primeira exibição pública da Ducati Diavel AMG Special Edition, um modelo top de linha da família Diavel, é uma homenagem à marca de luxo esportiva AMG. De acordo com a Ducati, essa moto é “destinada a apreciadores apaixonados por tecnologia, engenharia e estilo exclusivo”. O modelo 2012 da família Diavel é uma homenagem à, uma marca de luxo do esporte que é destinada a apreciadores apaixonados da tecnologia, a engenharia de detalhes e estilo inconfundível da marca.
Essa parceria da Ducati com Mercedes AMG foi anunciada no Salão de Los Angeles, em 2010, com um contrato de patrocínio para a equipe Ducati de Moto GP. Isso resultou numa rápida associação a motos de alta velocidade e logo se transformou em uma estratégia de marketing, que evoluiu para o lançamento do produto. Durante uma mesa redonda que aconteceu no Salão de Frankfurt, o CEO da Ducati, Gabriele Del Torchio, disse que cada moto seria numerada e o modelo será uma edição limitada, mas não indicou o quanto será limitada. Porém já foi fixou o preço na Europa de 26.000 euros para 27.000 euros.

A cor dessa exclusiva Diavel também conta com uma exclusiva pintura em preto fosco com uma faixa longitudinal na cor “Diamond White Bright AMG”. As rodas, assento e escapamentos da edição especial são todos feitos pela AMG e o logo da marca foi gravado a laser em ambos os lados do tanque. A fibra de carbono é o principal material usado na moto, destaque para as rodas de 5 raios de alumínio forjado, as tomadas de ar nas laterais do tanque e os radiadores laterais de fibra de carbono com telas de alumínio. Cada moto terá uma placa numerada no tanque de combustível. Os bancos trazem revestimento em Alcântara, e ainda há novos detalhes em alumínio.
A potência da Ducati Diavel AMG está em destaque com um incrível motor Testastretta 11° (2 cilindros em “L”), com uma concepção única ele possui 1198 cilindradas e é capaz de entregar 162 cv de potência e 12.7 kgfm de torque máximo. A Diavel AMG está avaliada em R$ 100 mil, já que é uma série limitada e quase uma peça de colecionador. Ela estará à disposição para venda juntamente com a jaqueta de couro e capacete da própria marca no início de 2012. A marca italiana ainda não falou nada sobre preço ou quantidade produzida. Também não há previsão de sua chegada ao Brasil.
Fonte: R7, Duas Rodas, MotorShow Ducati

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domingo, 16 de outubro de 2011

MUNDO MENSCH - O que tem de mais cool pelo mundo em outubro

Uma das coisas mais legais de se fazer uma revista digital masculina é poder descobrir o que tem de mais cool pelo mundo e naquele instante poder divulgar para todos a descoberta. Afinal são produtos, lugares, pessoas e fatos legais surgindo a todo instante nos deixando sempre na dúvida do que é mais interessante. Mas algumas coisas se tornam tão relevantes que automaticamente entram para nossa seleção mensal. É o caso da nossa musa esse mês. Semana passada quando a revista americana Esquire divulgou sua capa com a cantora Rihanna como a mulher mais sexy do mundo, não restou dúvida de que ela merecia o posto no Mundo MENSCH.

Outros fatos interessantes marcaram presença na seleção de coisas do universo masculino, como a primeira fragrência da marca John Varvatos (muito popular nos EUA) que chegou ao mercado recentemente; ou a vodka holandesa que vem com uma proposta diferente com sua embalagem reciclável. O luxo e a sofisticação vêm com dois novos produtos de marcas mundialmente conhecidas, o lançamento da Rolex e o saco de golf da Hugo Bosss. O design vem representado em dois produtos bem cool, o phonofone que atrela o estilo vintage à tecnologia de ponta, e o design elegante da Fórmula 1 em um tênis. Fechando o pacote, o clássico e moderno restaurante L´Opera Restarant em Paris. Um monumento à gastronomia e arte.










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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ENTREVISTA: RAFAEL CORTEZ - Nos brinda com simplicidade, talentos e manias

Que Rafael Cortez é uma simpatia e um cara engraçado, isso todo mundo sabe e conhece. Mas você sabia que o mesmo Rafael Cortez que todos conhecem da TV e do teatro também é um talentoso instrumentista? Que ele não tem a mínima paciência com chuva e não suporta barata? Pois é, o Rafael Cortez que conhecemos aqui com essa entrevista vai muito além do humorista de sucesso que toda semana faz graça no Congresso ou entrevistando celebridades com seu impecável uniforme e óculos pretos do popular CQC da Band. Rafael se mostrou um cara simples, com suas manias e desejos iguais a qualquer mortal. O stand-up comedy só revelou o que o circo um dia projetou ao sucesso. Rafa, para os íntimos, assim como nós já nos sentimos, é um talentoso homem de sucesso que fez uma longa jornada até o sucesso e continua desbravando nossos desafios. Sucesso Rafa! Boa diversão leitores!


Como foi seu início de carreira, já veio como comediante, ator? Ou o lado músico ou jornalista veio primeiro? Eu fui experimentando as coisas aos poucos. Já sabia que queria trabalhar como artista, mas não exatamente como. Quando criança, desenhava como louco. Botei na cabeça que queria ser desenhista e trabalharia nos estúdios do Maurício de Sousa. Hoje, não sei fazer nem casinha mais. Adolescente, me apaixonei pelo violão e botei na cabeça que ia ser violonista de concerto. Uma reprovação em um vestibular específico me desanimou e desisti de ser profissional. Fui fazer Rádio e TV, odiei o curso. Fui trabalhar como produtor, depois de ter feito outras 100 coisas. Produzi TV, teatro e circo. Fiquei infeliz demais porque queria estar em cima do palco, não nos bastidores. Fui fazer jornalismo para ter uma estabilidade. Paralelamente, ainda tocava violão e passei a atuar justamente porque nenhum ator tocava violão bem. No teatro, conheci pessoas que estudavam a arte do Palhaço, e fui fazer alguns (poucos) cursos disso. O lado comediante foi o último que apareceu, e se deve 100% à minha entrada no CQC. O curioso é que, à exceção do desenho, que perdi de vez, todas as outras artes ainda estão sendo alternadas ou feitas paralelamente na minha vida – a ainda atuo como produtor cultural, como aconteceu com meu CD.

Seu trabalho no CQC tem mais a ver com sua formação de jornalista ou de ator? É uma somatória das duas formações. O conteúdo, muitas vezes, vem das minhas leituras e estudos do Jornalismo. Mas a coragem pra fazer as perguntas e passar por cima das minhas limitações, isso vem do Rafa ator. Atualmente, estou numa fase mais ator no CQC. Acho que construí um personagem mais ousado, chavequeiro, nonsense e divertido que eu. Assisto minhas matérias e invejo o cara que eu vejo ali. Ele é fruto do trabalho de muita gente: do editor que colhe os bons momentos das entrevistas apenas, dos produtores que preparam conteúdos fantásticos e da direção da Band e da Cuatro Cabezas, que conferem poder e magia a cada um dos integrantes do programa. Somos nós mesmos, sem máscaras, mas mágicos, melhorados. E eu sou um cara reservado e tímido no dia-a-dia. Queria ser aquele cara do CQC sempre, entende?

Você já ganhou alguns prêmios de jornalismo. Isso te envaidece ou é só conseqüência de um trabalho bem feito? Claro que me envaidece. Mas não foi sorte ou caso do destino. Eu ralei pra ganhar esses reconhecimentos. Aliás, é claro que tive, e ainda tenho sorte. Mas tudo que tenho hoje é fruto de muito investimento, sofrimento e trabalho pesado. Muito pesado.

Há limites para o CQC ou vale tudo, tudo mesmo? Já achou que exagerou? O limite de um programa de humor é determinado pela graça. Essa regra vale para tudo que se refere ao “fazer rir”. Se não é engraçado e se destina a ser, não é bom. No meu caso, claro que já exagerei. Já fui cruel com algumas pessoas, inescrupuloso, ingênuo, egoísta. Mas consegui pedir desculpas à maior parte das pessoas com quem errei e, em alguns casos, zerar a relação e começar uma nova, maravilhosa. Mas ainda erro. Uma das condições para que eu trabalhe bem é essa, e é bem simples: por favor, me deixem errar.

Você já fez bastante coisa, atuou em filmes publicitários, produções independentes para a TV, já fez teatro, cinema, gravou audiolivros de obras de Machado de Assis, é violinista, atuou em assessoria de imprensa, foi colaborador de Veja... ufa!... O que mais falta fazer? Lançar um livro (acho que vai ser um romance), atuar num filme, participar de uma novela, casar com uma mulher sensacional, ter filhos e chegar à velhice com dignidade, sem depender do Governo. Na verdade, tenho muitos planos e metas. Mas a vantagem é que, a partir de agora, as coisas são menos desesperadoras. Já estou com 35 anos, não comecei ontem, construí ao menos alguma coisa, e a idade vai acalmando a gente – claro, desde que algo concreto e eficiente já tenha sido feito na sua vida.

Sabe a coreografia de “Não se reprima” do Menudo? A gente soube que você era fã dos caras de calça colante colorida. Vamos esclarecer essa história. Não é que eu era fã deles na minha infância gratuitamente. Notem, quando os caras estouraram eu tinha uns 7, 8 anos. Os meninos odiavam o Menudo, as meninas amavam. Eu me tornei o único moleque da sala a gostar deles e, consequentemente, as meninas só queriam saber de mim. Logo, eu ficava ao lado delas o tempo todo e adiantei minha vida afetiva em uns 6 anos (risos)! Beijei antes que todos os garotos, por exemplo. Gostar do Menudo era uma estratégia muito bem elaborada pra chegar às garotas. Anos mais tarde adotei a mesma estratégia, dessa vez para perder a virgindade, sendo fã do New Kids On The Block. Não deu muito certo. (e respondendo a pergunta: não, maledicentes, não me lembro de nenhuma coreografia daqueles feiosos!)

Já pensou em criar uma história em quadrinhos do que acontece no CQC e voltar aos tempos em que você desenhava? Nunca pensei. Como perdi todo meu traço de desenhista e hoje não sei fazer nem casinha, desenhar é um troço que me faz muito mal. Fico inconformado de ter perdido todo o pouco talento que eu tinha! Na verdade, essa chamada “arte-fina”, a que vem das mãos sincronizadas, de um movimento fino, deve ter migrado para o meu violão. Prefiro acreditar que foi isso que aconteceu.

Hoje em dia muita gente se acha comediante e pegou carona nesse estilo de fazer comédia stand-up. Você acha que o estilo stand-up está meio banalizado hoje em dia? Não diria banalizado. Mas que está na moda, está. Banalizado não, porque para ser banalizado o troço tem que ser ruim, estar decadente, ter maus-expoentes. Claro que há muita gente muito ruim fazendo stand-up, do mesmo modo que existem péssimos jornalistas, médicos, engenheiros, eletricistas, químicos, etc. Mas, do mesmo modo que acontece em qualquer outra área e profissão, é o talento que determina quem vai e quem fica. O Stand-Up está popular, mas não está banalizado porque somente os melhores tem permanecido. Eles, os melhores, tem determinado a sobrevivência e estabilização do gênero através do referencial de qualidade que eles determinam pro mercado de “stand-upers”. Por exemplo: eu, de imediato, já saquei que esse estilo não era a minha praia. Comecei meu show do humor, que não é mesmo Stand-Up e nem é vendido como um. E me ferrei. Não sabia e não sei fazer. E como soube disso? Porque minhas platéias eram formadas por espectadores dos grandes mestres do negócio: Danilo Gentili, Márcio Ribeiro, Rafinha Bastos, Maurício Meirelles, Oscar Filho, Marcelo Mainsfeld, Luís França, Marcela Leal, Diogo Portugal e tantos outros bons nomes do meio. Esses artistas mostraram o que é o bom stand-up, de modo que as platéias já têm o registro dessa qualidade. Em resumo, enfiei minha viola no saco, como diz minha mãe, e parti pra outra. Hoje, faço um show com interações com os espectadores, improviso, música, etc. Ou seja, um show de humor.  

Você está lançando um CD independente o "Elegia da Alma", que é um trabalho bem diferenciado em relação ao Rafael comediante. De onde surgiu esse desejo de lançar algo tão autoral? Era um desejo antigo? A vontade de lançar o disco nasceu em 2005, quando eu conheci a Andrea Thomioka: ela é uma bailarina que coreografou sete de minhas composições para serem dançadas por seu grupo de balé. Em função do espetáculo que ela estava montando, fui para um estúdio gravar as composições – um registro em disco seria útil para as meninas ensaiarem, uma vez que eu tocaria ao vivo em todas as apresentações. Mas o balé só rolou duas vezes porque tinham umas 25 pessoas envolvidas em toda logística, produção... Era uma complicação de agendas, egos, etc. Mas saí da experiência realizado e com um CD demo com 09 peças – 08 minhas, e um arranjo meu de um tema de Francis Lai para violão.

Desde então, venho tentando fazer esse demo de 2005 virar um CD de verdade, mais completo, com novas composições e gravações, novas equalizações e edições. Só finalizei em 2011 porque, de 2005 pra cá, me envolvi em muitas outras coisas, e esperei respostas de gravadoras, não tive tempos de estudar e gravar, etc. Mas esta aqui porque esse tempo todo de espera e maturação do disco foi necessário para ele chegar bonito mesmo até vocês hoje.

E sim, o disco é 100% autoral. Fiz isso, pois acredito que minha contribuição como violonista pode ser a de deixar algumas peças para novos violonistas explorarem. No circuito do violão existe esse problema: pouca gente compõe coisas novas para o violão. Os músicos ficam tocando as mesmíssimas coisas anos a fio. Ou então, as coisas novas são muito complexas, difíceis, etc. Falta, muitas vezes, fazer algo simples pro estudante de segundo e terceiro ano do instrumento também se divertir. Pensei muito nisso na hora de reunir o que eu ia gravar – além, obviamente, do fato de que amo minhas peças e era sobre elas que eu queria me debruçar. Ah, e é uma delícia não compactuar com máfias de direitos autorais. Minhas músicas são minhas, quem toca sou eu, e eu presto contas pra mim mesmo.

Soube que você preferiu bancar toda a produção do CD para ter mais liberdade, pois muitas produtoras queriam atrelar esse trabalho ao seu trabalho como comediante. É isso mesmo? Parte da minha iniciativa de bancar o disco sozinho se deveu, sim, a isso. De fato, algumas gravadoras manifestaram o desejo de lançar o disco mediante uma adequação do trabalho a meu público habitual, o de humor. Com uma certa grande gravadora muito conhecida, consegui convencer a realização do CD do jeito que eu queria, instrumental, autoral, introspectivo, sem subterfúgios cômicos. Eles me deram um OK, mas adiavam sucessivamente o início dos trabalhos. Percebi que, se dependesse deles, talvez o CD só chegasse ao público em 2012, 2013. Eles pareciam estar ganhando tempo, vendo o que ia acontecer comigo, se minha imagem se dissociaria do humor com o tempo, etc.

Resolvi bancar sozinho porque não queria esperar mais e também porque, com tudo dependendo de mim, da minha força de trabalho e dos meus próprios recursos, eu não teria mais de quem esperar nada e nem a quem culpar se não desse certo. E por eu ter trabalhado cerca de 10 anos fazendo produção, poucas das etapas de trabalho do disco eram realmente problemáticas para mim. Fazer tudo com meu tempo e de acordo com a minha consciência me dá um prazer indescritível agora que o CD está lançado e vendendo. Eu não costumo esperar pelas oportunidades, eu gosto mesmo é de criá-las!

Você acredita que para um artista como você, já com uma imagem forte e sólida diante do público, vai facilitar ou dificultar a entrada desse Rafael músico/compositor? Tem um lado bom de ser conhecido como eu sou hoje. Eu tenho espaço para dar entrevistas como essa. O release do Elegia da Alma foi super bem-aceito na imprensa, e é lógico que é porque eu sou o integrante do popular CQC que, surpreendentemente, resolveu mostrar que toca violão. Tenho plena consciência disso e sou grato pela oportunidade midiática que o programa me dá. Quando eu lancei meu CD demo em 2005, fiz o mesmo esforço de divulgação que estou fazendo agora. A resposta foi praticamente zero.
A parte ruim é que estou estereotipado. Eu sou humorista para a maior parte das pessoas. E aqui no Brasil parece difícil fazer as pessoas entenderem que uma pessoa pode ser mais de uma coisa profissionalmente. O grande problema de ser taxado de humorista é que as pessoas depositam em você uma visão debochada, de que não pode ser levado a sério, ou que tudo que você está fazendo é uma piada. Um exemplo: um monte de gente me sacaneia no Twitter, até hoje, toda vez que digo que lancei um CD independente. Como sou humorista e mexo com as pessoas, querem mexer comigo dizendo que canto pior que o Roberto Justus, ou sei lá o que. Mas percebe que elas sequer sabem que não abro minha boca no meu disco? Que eu sequer sou cantor?

Alguma fã já passou do limite com você? Como lida com isso? Muitas vezes. Lembro de uma fã em Varginha, MG, que ficou maluca de me ver no meio do show do Fernando & Sorocaba. A dupla é legal e foi no meu solo de humor na cidade horas antes. E eu prestigiei o show deles horas depois, numa boa, na minha. Bem, a tal garota me viu e ficou muito indignada de eu estar numa ala comum da platéia; queria porque queria me levar a um camarote que ela tinha acesso, blá, blá, blá. Por fim, ela me agarrou e saiu me arrastando até o tal lugar, derrubando todo mundo que passava pela gente e chamando mais do que o normal a atenção para o fato de que eu estava lá. Em pouco tempo minha permanência ali estava insustentável; pessoas gritavam por gritar, me pegavam só por pegar, independente de saberem quem eu era. Saí correndo da fã doida – ela me segurou pela cintura e levei o maior tombo, daqueles de sair todo esfolado. Pra me desvencilhar dela foi muito difícil e eu tive que ser meio estúpido. No dia seguinte ela me achou no Facebook e pediu desculpas. Uma mala sem alça.

Eu tento ser o mais polido e atencioso que posso com quem gosta do meu trabalho e do CQC. Mas há uma ocasião em que não só eu, mas todos os integrantes do programa, penamos pra permanecer gentis: é quando estamos gravando, concentrados, focados em objetivos, memorizando piadas, informações e nomes, e as pessoas querem tirar fotos conosco. Com a popularidade do programa, pautas no meio do povo estão sendo cada vez mais complicadas: marchas, festas populares, micaretas, arquibancadas de jogos de futebol... No meu caso, tento manter a simpatia e atender as pessoas que querem elogiar, perguntar coisas, tirar fotos... Mas tem uma hora que você precisa gravar e fazer o seu trabalho direito. Nesses momentos devemos ser diretos e firmes nas nossas recusas... E é aí que algumas pessoas parecem não entender e brigam com a gente, nos chamam de estrelas, o que é uma pena e não é verdade.

No Brasil, a condição sine qua non das pessoas públicas é atender a todos os pedidos de interação. Todo mundo parece querer uma fatia do bolo. E com as redes sociais e a falsa sensação de proximidade que elas causam, as pessoas sentem-se cada vez mais íntimas, mesmo sem ser. Eu tento entender isso e ser educado e solícito, mas nem sempre é fácil. Se alguém já se ofendeu comigo nesse sentido, minhas desculpas. Mas a gente precisa trabalhar e viver também.
O que renderia uma boa piada, uma broxada ou trocar o nome da parceira na hora do rala e rola? Ambas as coisas já aconteceram comigo... E acredite: não consegui pensar em nenhum tipo de piada pra me esquivar da situação. Essas duas coisas, somadas à gafe de perguntar de algum parente já morto de alguém que você sequer desconfiava que passou por essa dor, são as piores coisas pra depender de uma piadinha pra salvar.

O que te aborrece e te tira o bom-humor? Ter que fazer muitas coisas na rua em dias de chuva é algo que acaba comigo. Não fui concebido pra lidar bem com a chuva. Sei que ela é amiga da natureza, obra de Deus, obrigado. Mas se não posso ficar em casa vendo TV, ouvindo música, dormindo ou comendo em dias de chuva, viver a chuva passa a ser um calvário. Eu não guardei um único guarda-chuva em nenhuma das casas em que morei a vida toda. Compro um e o perco em 2 horas. Na primeira pisada que dou na calçada, já fico ensopado. Sempre tenho guarda-chuvas de criança, não sei por quê. Ou seja, enfrentar a chuva fora da minha casa me deixa profundamente bodeado. Outra coisa que me aborrece muito: acordar cedo. Odeio, não suporto. E a coisa que mais detesto nessa vida: baratas voadoras. É a representação imediata do próprio diabo: vermelhas, “chifrudas”, asquerosas. E voam! E quase sempre, na sua direção.

Já teve vontade de entrar pra vida política? Ou isso seria uma grande piada? Nunca pensei na política de modo estereotipado, como muitos brasileiros pensam: político é tudo bandido. Em Brasília, só tem canalha. Mentira. Conheço parlamentares exemplares e acompanho o trabalho de muitos que são íntegros e maravilhosos. Eles alimentam, em mim, uma vontade de um dia me engajar, me politizar mais a fundo, quem sabe oferecer algo pro meu país... Mas aí me vem a consciência do Congresso Nacional, que passei a conhecer pessoalmente depois que ingressei no CQC. E só quem passa a freqüentar o Congresso entende o por que do país viver nessa bagunça quando é o Brasil o centro do mundo, muitas vezes, e aqui é a maravilha dos recursos e temos o melhor povo do planeta.

O Congresso é uma bagunça. Um caos completo. Os bons, os políticos decentes e justos lá presentes – e são muitos os bons, ficam dando murro em ponta de faca. A estrutura é viciada, o funcionamento é moroso e burocrático. Cheio de artimanhas, “jeitinhos brasileiros”, coisas obscuras. Eu não entrarei nunca para a política enquanto o Congresso for do jeito que é. Posso fazer algo por meu país com o meu trabalho. E todos nós podemos fazer, mais ainda com o voto consciente e o suporte aos grandes e combativos políticos honestos que ainda existem na nação e que trabalham lá, no tumultuado Congresso Nacional.

O que você faz pra se divertir e relaxar? Ando numa fase de me divertir almoçando ou jantando fora com pessoas que gosto. Sempre grupos pequenos, no máximo três pessoas. Gosto de escrever enquanto deixo um monte de bons CD´s rolando, como agora. Toco violão. Durmo. Vejo meus programas prediletos na TV, vou ao cinema, teatro, essas coisas que todo mundo faz. Nada demais. Ah sim, quando estou muito, mas muito pilhado, me enfio no chuveiro, boto um CD e canto aos gritos. Ninguém se incomoda mais no meu prédio: coloquei janelas anti-ruídos no banheiro.






Fotos: Divulgação
Agradecimento: Karyna Djo – Consultor de Empresas
Agradecimento especial a Rafael Cortez






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