segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sérgio Porto e As Cariocas


Amanhã começa na Globo mais uma série baseada nas obras do escritor Sérgio Porto, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta. Mas e quem foi Sérgio Porto? Ou porque Stanislaw Ponte Preta? Essas talvez sejam as perguntas mais feitas por alguns ultimamente. Pensando nisso mergulhamos de cabeça da vida e na obra desse grande escritor, cronista, radialista e compositor brasileiro.
Carioca nascido em pleno verão em 11 de janeiro de 1923, foi lá no final dos anos 40 que Sérgio iniciava sua carreira de jornalista em publicações como nas revistas Sombra e Manchete e jornais como Última Hora, Tribuna de Imprensa e Diário Carioca. Seus textos tinha como característica a irreverência.

O seu jeito carioca de ser fez nascer textos saborosos de ler com o tom coloquial do Rio de Janeiro da época. Suas crônicas eram conduzidas a partir de pistas falsas, onde o final esperado não acontecia, pegando o leitor de surpresa diante de um final totalmente inesperado. Sérgio Porto conhecedor de Música Popular Brasileira, chegou a compor músicas como "Samba do Crioulo Doido" para o teatro rebolado.

Foi na época em que trabalhou nos jornais que conheceu o jornalista Jacinto de Thormes que também trabalhava no jornal como ilustrador. Foi nesse momento que surgiria o Stanislaw Ponte Preta com crônicas satirizando e criticando o cenário político e social na época criadas por Sérgio e Santa Rosa. Por sinal o primeiro ilustrador do personagem inspirado em Serafim Ponte Preta de Oswald de Andrade. E foi com a criação de personagens como Tia Zulmira e Primo Altamirando que surgiu o primeiro FEBEAPÁ, Festival de Besteira que Assola o País, lançado em pleno golpe militar de 1964. Por conta disso que terminaram tendo mais projeção e por consequência foi um sucesso.

Stanislaw dizia que era difícil dizer em que dia que as besteiras começaram a assolar o Brasil, mas disse ter notado o crescimento desse festival depois que uma inspetora de ensino na época, vinda do interior de São Paulo, trouxe uma senhora de nível intelectual mais elevado pouquinha coisa, que soube que o filho tinha tirara zero numa prova de matemática, e mesmo sabendo que o filho era um debilóide, não pensou duas vezes e foi denunciar às autoridades o professor da criança como ser um perigoso agente comunista.

AS CERTINHAS DO LALAU
Depois que a revista Manchete lançou a lista com as "Mulheres Mais Bem Vestidas do Ano", Stanislaw, que também começara a escrever sobre teatro-rebolado, tratou de pegar carona e criou sua própria lista das "Mulheres Mais Bem Despidas do Ano". De tanto ouvir das mães das vedetes, começou a usar a expressão ouvida de seu pai — "Olha só que moça mais certa" — daí surgiam as "certinhas" do Lalau. No período de 1954 a 1968 foram 142 selecionadas. As que ficaram mais famosas foram Aizita Nascimento, Betty Faria, Brigitte Blair, Carmen Verônica, Íris Bruzzi, Miriam Pérsia, Norma Bengell, Sônia Mamede e Virgínia Lane, só pra citar algumas. Era uma honra ser escolhida como "certinha do Lalau", algo como uma "namoradinha do Brasil" ou simplesmente um sex symbol admirada por todos. Adaptando para os dias de hoje poderiam exemplificar como uma Aline Moraes, Deborah Secco ou uma Grazi Massafera (todas escolhidas para o seriado).
AS CARIOCAS
A série de contos que relata a vida de várias mulheres diferentes no cotidiano carioca foi lançado em 1967. Ambientado em diversos bairros do Rio de Janeiro, a história de "As Cariocas" é escrito de um jeito irônico e irreverente do Sérgio, ou Stanislaw Ponte Preta, seu pseudônimo em textos mais humorísticos, quase um alterego. Na série da Globo teremos dez atrizes irão protagonizar dez episódios independentes. São elas: Alinne Moraes ("A Noiva do Catete"), Cíntia Rosa ("A Internauta da Mangueira"), Adriana Esteves ("A Vingativa do Méier"), Alessandra Negrini ("A Iludida de Copacabana"), Paola Oliveira ("A Atormentada da Tijuca"), Grazi Massafera ("A Desinibida do Grajaú"), Fernanda Torres ("A Invejosa de Ipanema"), Sonia Braga ("A Adúltera da Urca"), Deborah Secco ("A Suicida da Lapa") e Angélica ("A Traída da Barra").

Crônicas e Indagações Femininas: "Porque queimamos os sutiãs."


Meninos, quando Olympe de Gouges, no calor da Revolução Francesa redigiu uma declaração dos direitos das mulheres, ela não estava pedindo a vocês que deixassem de serem gentis conosco.
O que as grandes mulheres da história do feminismo queriam era participar ativamente da vida política, do mercado de trabalho e ter direito a uma vida sexual livre de julgamentos e preconceitos e não sermos tratadas como “machos”.
Podemos sim pagar a conta, mas queremos que vocês sejam gentis no primeiro encontro, que, aliás, sequer precisa ser no lugar mais chique e caro da cidade, pode ser na beira da praia tomando água de coco. A gente pode trocar o pneu do carro, mas esperamos que vocês não nos deixem quebrar a unha que levou mais de uma hora pra ficar pronta no salão. Podemos caminhar sozinhas, mas adoramos que vocês nos deem a mão como um gesto de carinho. Podemos abrir o pote de conservas, mas gostamos de ver a força que vocês têm.
Ok, muitas de nós não tem se permitido a gentilezas por achar que isso pode soar como dependência do espécime masculino, mas insistam mesmo assim.
Adoramos a independência que conquistamos e jamais abriremos mão dela, mas também adoramos que vocês nos admirem por isso sem deixar de perceber a delicadeza de nossas almas,  e atenção, isso não é uma questão de p-r-e-c-i-s-a-r é uma questão de d-e-s-e-j-a-r.
E hoje, como ontem, desejamos que vocês sejam gentis.
Inclusive nos possíveis comentários sobre esse artigo...hehehehehehe
*a queima de sutiãs não aconteceu realmente durante o concurso da Miss América de 1968, mas foi sugerido que se fizesse isso para protestar contra a ditadura da beleza e o fato acabou repercutindo e desde então virou símbolo de algumas manifestações femininas. Para mais informações pode-se pesquisar por “bra-burning day”

sábado, 16 de outubro de 2010

Portfolio MENSCH: Lucien Clergue

Como a fotografia teve um berço francês, talvez isso explique a grande variedade de artistas franceses na fotografia. É o caso do fotógrafo francês Lucien Clergue. Lucien nasceu em Arles, França, em 14 de agosto de 1934, filho de pais comerciantes. Ainda muito criança começou a tocar violino e aos 10 anos iniciou, de forma precária, a fotografar. Durante a II Guerra Mundial, em 1949, viu sua casa ser destruída e teve que ir morar na rua juntamente com os ciganos. Logo os ciganos que sua mãe passou a vida dizendo que caso não se comportasse, os ciganos o levariam embora. Foi nesse mundo que Lucien aprendeu a viver e ficou fascinado pela organização social desse povo que passava parte do ano vivendo em casas e parte em caravanas. Enquanto as fotografias de Clergue sobre a vida cultural dos ciganos era documentada, elas não funcionam como etnografia. Seu interesse não estava tanto no cotidiano como o extraordinário. 
Após a morte de sua mãe, conheceria o escritor Jean-Marie Magnan que ajudou a orientá-lo e encorajar nos estudos e na prática da fotografia. Mais alguns anos depois, durante uma corrida de touros em Arles, Lucien conheceu o pintor Pablo Picasso e mostrou suas fotos a ele. O interesse pelas fotos de Lucien Clergue foi aumentando com o passar do tempo que o apoiou em suas obras, criando a partir da influência do pintor imagens abstracionistas da arena dos touros. Nesses trabalhos é possível notar a influência da mitologia e do sentimento de aventura que o acompanha, o que Lucien chamava de “Mentalidade do Homem Mediterrâneo” . Foi durante este período também que ele trabalhou em uma série de fotografias contando a viagem de artistas de circo, arlequins, acrobatas, vulgo saltimbancos. Em 04 de novembro de 1955, Lucien Clergue visitou Picasso em Cannes, e os dois artistas já eram grande amigos. Amizade essa que durou por quase 30 anos até a morte do Mestre. O livro, meu amigo Picasso retrata os momentos importantes da sua relação.

 
Lucien tinha três temas bem característicos como costumava dizer: "A vida; A morte, a morte do touro na tourada; O nu feminino em verdadeira natureza, paisagem, são os fundamentos de minhas pesquisas permanentes para encontrar as origens do nosso mundo que está em nós mesmos." Depois das perdas sofridas ao logo dos anos, Lucien encontrou acalento no dorso feminino e se esmerou ao fotografar o nu feminino, e as fotografias que produziu entre 1950 e 1970 do dorso nu de mulheres, são as mais conhecidas imagens do artista.


Nas touradas as fotografias Clergue de luta de touro são muito mais gritante apresentando a corrida como tablado teatral. Em El Cordobes, Nîmes, 1965, a multidão nas arquibancadas formam uma única massa atuando como pano de fundo para o desempenho. O ângulo da câmera Clergue enfatiza o domínio da Cordobes, e o tamanho do animal. Uma arena romana repleta de espectadores. Ao permitir que o fundo da imagem caia fora de foco, os espectadores perder qualquer senso de especificidade. Os espectadores saem da história e tornar-se tão eterno quanto a própria performance.

 
Lucien Clergue se tornou fundador do famoso festival: “I Encontro Internacional da Fotografia em Arles” (1969) iniciativa que vem crescendo de tamanho e importância a cada ano. Em 2007, na cidade de Arles, Lucien Clergue foi honrado e teve uma coleção com retrospectiva de 360 de suas fotografias de 1953-2007. Ele também recebeu o Prêmio 2007 Lucie. Ele foi nomeado cavaleiro da Légion d´honneur em 2003 e eleito membro da Academia de Belas Artes do Instituto da França em 31 de Maio de 2006, sobre a criação de uma nova seção dedicada à fotografia. Clergue é o primeiro fotógrafo a entrar na Academia para um banco dedicado à fotografia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Hollywood Mensch: Javier Barden

O cinema mundial vive fases que vão ditando regras, foi-se a fase de astros mais almofadinhas que lutavam sem atrapalhar o penteado, a fase dos fortões bombados da época de Rambo e o Exterminador, dos bons rapazes que além de ser o par romântico ideal ainda dançavam e cantavam ou mesmo dos guerreiros épicos loiros de traços afilados. Hoje em dia Hollywood vive uma fase "testosterona", digamos assim. Com astros de aspectos mais másculos, traços mais fortes e uma beleza nem sempre harmônica. Fase onde o novo 007, Daniel Craig, tem cara de homem no real sentido da palavra e poucas palavras ao arrebatar a mocinha. É a fase de astros como Daniel, Clive Owen, Gerald Buttler e mais recentemente, Javier Bardem. Que depois de levar o Oscar em 2008 por "Onde os fracos não tem vez", e mais recentemente com o filminho de "mulherzinha", "Comer, Rezar e Amar" ao lado de Julia Roberts, Javier veio pra ficar e mostrar que realmente os fracos não tem vez nessa nova fase.

Nascido na cidade espanhola de Las Palmas, Gran Canaria, Javier, 41 anos, vem de uma família de atores e cineastas, jogou rugby na seleção espanhola e ainda estudou pintura antes de partir para sua carreira no cinema. Já em 1994 ganhou seu primeiro prêmio no Festival de San Sebastián e um prêmio por conta de sua atuação em Dias Contados. Até que seu encontro com o conceituado diretor, descobridor de grandes talentos do cinema espanhol, Pedro Almodóvar, iria mudar definitivamente seu destino na arte de interpretar. Pois foi com o filme de Almodóvar, "Carne Trêmula" que Javier ganhou o Prêmio Goya em 1997. Pouco mais de dez anos depois e muitos filmes, e mais alguns prêmios, Javier subia ao palco do teatro onde receberia o prêmio máximo para um ator, o Oscar de melhor atuação (ator coadjuvante) por Onde o Fracos Não Tem Vez em 2008, tornando-se o primeiro ator espanhol a ganhar uma estatueta dourada. E este ano, mais um prêmio para um homem que tanto se empenhou na arte de conquistar as mulheres, Javier casou-se com sua namorada de 3 anos, a atriz Penélope Cruz, nas Bahamas. Uma bela trajetória de um homem determinado.

Aproveitamos para incluir aqui parte da matéria de capa escrita por Cris Jones para a revista americana Esquire de outubro. Que traz uma matéria relatada com um médico e amigo durante um passeio de barco.

Javier Bardem está ouvindo o médico explicar sobre a propriocepção, o processo cósmico que nos permite conhecer, entre outras coisas, a localização dos nossos pés no espaço. Ele está ouvindo o médico enquanto estão num veleiro que quase derrubou literalmente sobre as águas azuis de Oahu, Hawaii. O médico que está explicando o processo a Bardem - ele é um neurologista respeitado chamado Dr. Tom, e ele é o capitão deste navio - mas ainda é difícil de entender. Nós somos máquinas complicadas. Propriocepção envolve fusos musculares, receptores articulares e órgão tendioso de Golgi, que envolve a transmissão de impulsos elétricos através do trato espinho-cerebelar nos bolsos, como núcleo de Clarke, e como a linguagem, o medo e o prazer, que envolve, enfim, os lobos e fissuras de cérebro. É uma cadeia de eventos miraculosos que nós realmente não entendemos. Para a maioria de nós, isso acontece, os nossos pés e nossos cérebros trabalhando em conjunto, como acrobatas, e nós sabemos exatamente onde estamos.

Mas, para certas pessoas, em determinados momentos, o processo pode ser interrompido. O que antes era manual ou automático torna-se pior, ela desaparece completamente. A perda da propriocepção pode acontecer com os idosos através de uma degradação geral das suas infra-estruturas, razão pela qual eles estão propensos a quedas. Isso pode acontecer ao doente de verdade, para pessoas que sofrem, por qualquer motivo terrível, um curto de uma descarga elétrica. Isso pode acontecer com bêbados, razão pela qual eles não podem colocar um pé na frente do outro. E isso pode acontecer com as pessoas em veleiros que estão inclinados para o lado quase sobre as águas azuis fora de Oahu.
Bardem, no entanto, quer saber se a sua súbita sensação de instabilidade sobre o tombamento do barco é o resultado de algo mais sinistro. "Eu costumava ser um hipocondríaco, mas eu era jovem, então", diz ele. "Agora eu realmente estou doente." Cada dor, cada estalo, cada formigamento - eles são amplificados em sua mente em balas e venenos. Dr. Tom diz que ele é um candidato improvável para ser perdido no espaço, pois os seus membros tornam-se estrangeiros e dormentes: Ele tem apenas 41 anos de idade, e ele é fisicamente forte, com costas largas e pernas grossas - que ele usou para jogar na Espanha numa equipe de rugby nacional de juventude - e ele não bebe. Ele olha para a água com os seus grandes os olhos cansados e conta seus dias restantes, talvez imaginando qual dos seus cancros imaginados e pragas que estão finalmente puxando-o para o abrigo do bem.
O barco fica em silêncio, exceto para o retalho ocasional da vela. É uma tarde perfeita, céu aberto e arejado, e Dr. Tom dirige-nos agora para o mar, a milhas de distância da costa, a sonda, indicando que o fundo está a centenas de metros abaixo de nós. O barco mais próximo é um ponto branco no horizonte. Estamos todos a sós com nossos pensamentos de morte e outras coisas. 

A vela tira as pessoas dos seus parâmetros normais de entendimento, tornando-os a questionar seu lugar no mundo, pois seus pés e seu cérebro precisam de tempo para se adaptar à sua nova realidade. (Gaste tempo suficiente no mar e a terra se torna um lugar estranho.) Para algumas pessoas, a idéia é demais para suportar, e os seus sistemas sensoriais ficam sobrecarregados e começam a vomitar o almoço. Para outras pessoas, o sentimento torna-se viciante. Eles aprendem a amar a sensação de estar um pouco fora de equilíbrio. É como se eles pudessem encontrar a verdade sobre si apenas quando eles não conseguem encontrar seus pés.

A verdade sobre mim é que eu estou sentado em um veleiro com Javier Bardem, um homem com uma cabeça gigante que eu vi na última vez estourar o cérebro das pessoas com uma pistola de ar em No Country for Old Men. Agora, ele senta em cima do oceano a meu pedido, Anton Chigurh, empurrando esse rosnado baixo ao vento: "Chame isso, friendo". De repente eu sou o velho atrás do balcão na estação de gás apostando minha vida em um sorteio. Além do nosso iatismo-neurologista - Dr. Tom compartilha com Bardem uma amizade mútua - nós estamos unidos, para a boa causa. Eu voei até aqui depois de passar seis semanas na Copa do Mundo na África do Sul - Bardem diz que acordou cedo para ver a Espanha ganhar - um tempo de doze horas de fuzo horário. Noite é dia e o dia é noite, e Javier Bardem está sentado aqui, em um ângulo estranho campal, às vezes entrando em uma voz assustadora e indagando sobre o lugar central que ocupa o núcleo de Clarke em sua existência.

"Esses são os caras que você deveria escrever sobre isso", Bardem diz, apontando para os médicos. "Eles deveriam estar na capa de sua revista. Eles salvam vidas. Eu só faço filmes. O mundo é um lugar engraçado. Não faz nenhum sentido." Nós nos encontramos pela primeira vez na tarde anterior. Desta vez, o problema ia ser Penélope Cruz. Bardem tinha casado com ela apenas duas semanas anteriores, nas Bahamas, e os jornais tinham feito manchetes, eles ficaram juntos por seis semanas no Havaí, onde ela está filmando a quarta parcela do Piratas do Caribe foi. Bardem tinha passando seus dias debaixo das palmeiras, em sua casa alugada na sombra do Diamond Head, esperando que ela volte para casa. Ele não teve trabalho até Outubro - tem um filme de Terrence Malick a ser rodado em Oklahoma - mas ele teve turnê promocional chegando para "Comer Rezar e Amar" e um pequeno filme chamado "Biutiful" (para o próximo ano), e ele estava curtindo a nova vida deles. Ele estava em um bom lugar. Mas ele tem uma reputação de ser um homem privado, e ele tinha deixado de ser reconhecido por conta de Penélope, no momento, parte de sua vida profissional e pessoal estavam expostos, e por isso ele prefere que ela não faça parte de nossas conversas. E ainda que sendo natural que os homens a falem sobre suas esposas - e que essa história pode acabar com apenas um vislumbre dela, uma silhueta na porta, um sorriso largo através de uma janela aberta. Eu tinha uma ideia vaga que essa história poderia ser bela, mesmo que só poderia terminar com um homem apaixonado.

www.esquire.com/features/javier-bardem-interview-1010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Nossa estréia


Mensch, e daí?


E daí que Mensch pode até ser difícil de escrever, mas tem um significado bem bacana, quer dizer “homem de bem”, “pessoa íntegra” e em tempos de egoísmo e individualismo é bom exultar valores essenciais para o cultivo de relações construtivas e harmônicas.

E daí que a proposta de Mensch é trazer à tona discussões do universo masculino, mas não ficar falando só de coisa de homem, mas de coisa de homens e mulheres, homens e trabalho, homens e moda, homens e sua relação com pessoas, coisas e com si mesmo. Isso tudo de um jeito, leve, bem humorado misturando o olhar feminino e masculino.

Afinal essa foi a resposta que tive quando pensei em criar um blog que fosse diferente e interessante. Partiu de uma necessidade pessoal. Afinal, como dizem, o sucesso na história partiu da nescessidade do criador.

Então vamos lá, soletra, copia e salva nos favoritos. Assim você não vai precisar reclamar porque a revista tem um nome difícil. ;)

E- READERS - Tá na mão

Que o futuro será digital, isso é algo que já estamos sabendo. Agora uma pergunta que ainda não sabemos ao certo a resposta, "ainda teremos livros e revistas em papel?". Isso não sabemos ao certo. Alguns acham que a mídia impressa nunca ira deixar de existir. Dê uma diminuída, mas não sumirá. Enquanto isso, ainda que discretamente pois o preço ainda é um pouco salgado para se popularizar, vão surgindo os E-Readers, que são leitores eletrônicos onde se poderá ler livros e revistas, dentre outras funções. Além de armazenar uma biblioteca virtual. Diferente das telas de cristal líquido (LCD), que tem iluminação os e-readers utilizam a tecnologia de tinta eletrônica, também conhecida como "papel eletrônico", nessas telas de leitores o que dá a sensação de um livro comum.

O primeiro modelo a chegar no mercado americano em 2007, foi o famoso Kindle da empresa Amazon. E mais recentemente a Apple lançou o seu modelo, o iPad. E um dos principais atrativos para a popularização desses aparelhos é o custo do livro digital que sairá bem inferior aos livros convencionais impressos. Dentre as vantagens dos e-readers está principalmente a mobilidade e o armazenamento de dados. E falando em desvantagens, o custo do aparelho ainda é o grande calo para o avanço tecnológico se tornar popular.

E A APPLE INVENTOU O iPAD
E finalmente Steve Jobs trouxe ao mundo uma novidade há tempos aguardada: o iPad. Se o papo é a concorrência, o iPad chegou trazendo mais cores e possibilidades. Fazendo com que seus concorrentes como a HP, Asus e Dell aguardem a fase da novidade trazida pela Apple para lançar suas armas nesta guerra pelo melhor table. O iPad chegou trazendo um visor colorido touch screen e a possibilidade de transformar imagens estáticas em pequenas animações. Dentro da categoria do iPad: os tablets. Esses pequenos computadores consistem em uma espécie de lousa digital capaz de controlar um sistema operacional por meio de tela sensível ao toque ou de uma caneta especial. Assim facilitando desde o acesso a internet até a possibilidade de se assistir a um filme digital. A história destes produtos começa em 1888, com a criação da primeira caneta magnética. Aperfeiçoada até chegar ao que temos hoje.
O iPad foi o primeiro desta nova geração de tablets a ser mostrado mais detalhadamente, durante a Apple Keynote em janeiro. A desvantagem do iPad continua sendo principalmente seu preço, um média 500 dólares. Como o iPad foi lançado há pouco tempo, a concorrência ainda não mostrou todo o seu potencial e os tablets PC estão voltando à cena apenas agora. Por estes e outros motivos, ainda é cedo para saber quem o concorrente de peso do iPad, quais serão as alternativas para o produto e se realmente vale a pena comprá-lo.


Para saber mais:
A revista PLAYBOY de outubro trás uma matéria onde foram testados 7 modelos de e-readers. Vale uma conferida.

Crônicas e Indagações Femininas: "Oi, cadê o tchau?!"



São vários os aspectos do universo masculino que deixam encucadas as nossas cabecinhas femininas, mas o tal do “não saber sair de um relacionamento” além de tudo, dá uma dorzinha, uma revoltinha,uma raivinha e P-Q-P, uma vontade de matar com requintes de crueldadezinha. Tá tudo no diminutivo porque eu sou delicadinha, viu?

Pois então. Pra tentar abrir a porta dos nossos corações (que invariavelmente estão sempre entreabertas) os homens fazem de tudo com tanto esmero que a gente se descuida e se deixa levar. São educados, delicados, atenciosos, românticos e tem por nós uma consideração que affff, nos falta o ar e nos sentimos tão sortudas que não imaginamos o perigo que nos espreita.

Ok, nós mulheres também usamos de artifícios na fase da conquistas, não disse que éramos puras e inocentes, mas levamos a consideração até o fim, diferente de vocês que assim que se desinteressam por nós esquecem gentilezas, palavras doces e beijos ardentes. Ninguém deve fazer ou pedir promessas, elas invariavelmente existem para serem quebradas. Ninguém deve achar que o sentimento de hoje obrigatoriamente será o de amanhã e porque ele mudou era mentira. Não, não...os sentimentos mudam muitas vezes alheios às nossas vontades e isso deve ser aceito e compreendido. O “X” da questão é, quando o sentimento acabar ou a sua escolha for “sair fora” tenha pela moça a mesma consideração e cuidado que você teve no momento da conquista. É difícil por um fim? É. Também é pra nós. É difícil ver lágrimas nos olhos de uma mulher? É (e por isso que a gente usa tanto esse artifício...hehehehe) mas permita que ela tenha boas lembranças de você e do tempo que passaram juntos, tenha sido ele um mês, um ano ou uns dias. Saiba fechar o ciclo, porque para nós é muito importante por o ponto. As reticências e as vírgulas são cruéis demais para as nossas almas venuzianas.

Crie coragem, molenga, honre as calças que você veste, tenha consideração, saiba olhar para uma mulher e dizer a ela que acabou. Seja forte ao vê-la verter lágrimas, xingar você ou te implorar para não deixá-la. Seja honesto com você, com ela e com o que os uniu, mesmo que tenha sido somente o bom e velho tesão. Não é porque acabou que precisam ser inimigos ou se tornarem estranhos.


Depois, do Oi, saiba dar Tchau!