quarta-feira, 19 de outubro de 2011

COMPORTAMENTO: Como sobreviver ao divórcio

Primeiro veio o amor, o sonho de construir uma família, compartilhar uma vida inteira. Depois, por essas coisas da vida, o amor se foi, a vontade de compartilhar a vida já não existe mais e o divórcio foi a solução. Doloroso, como qualquer fim não esperado, o divórcio não precisa transformar o que antes era sonho em um pesadelo para todos os envolvidos. Os sentimentos para quem vive um divórcio, independente de ser a pessoa que tomou a decisão ou não, são difíceis de lidar, mexem com a auto-estima e podem causar traumas. A Universidade do Arizona, através de pesquisas, apontou como um caminho para superar a depressão e a ansiedade causada pelo divórcio a autocompaixão.

Autocompaixão é a combinação de bondade para consigo mesmo, compreensão de que perdas e rompimentos acontecem com todos e habilidade de deixar as emoções dolorosas passarem. O psicanalista David A. Sbarra foi o responsável e líder da pesquisa da Universidade do Arizona que envolveu 105 pessoas (38 homens e 67 mulheres) com idade média de 40 anos. Todos foram casados por 13 anos e haviam se divorciado há cerca de três meses.

Na primeira visita, os participantes tiveram que pensar nos seus ex-parceiros por 30 segundos. Em seguida, falar por quatro minutos sobre seus sentimentos e pensamentos em relação à separação. Por meio desses depoimentos foram analisados os níveis de autocompaixão de cada participante, além de traços psicológicos, como depressão e "estilo de relacionamento". Isso se repetiu por duas vezes: três e seis ou nove meses depois do rompimento.

O resultado foi que as pessoas com alto nível de autocompaixão no início da pesquisa superaram mais rápido e estavam melhor depois de alguns meses. Sentir raiva, ciúme ou outro sentimento na fase inicial de um divórcio é aceitável, não adianta fingir e colocar o lixo embaixo do tapete. Segundo Drº Sbarra, “Compreender a sua perda como parte de uma experiência humana maior ajuda a amenizar os sentimentos de isolamento.” Não é fácil mudar hábitos e muito menos personalidade, mas a primeira coisa a se fazer é perdoar a si mesmo e entender que não há um culpado pelo fim de um relacionamento, as variáveis são muitas e procurar uma resposta talvez traga mais angústias e sofrimentos do que aceitar e seguir adiante.

O DIVÓRCIO PARA O HOMEM

Para a autora do Livro “Divórcio para eles”, Eliane Santoro, os homens, por serem naturalmente mais fechados, têm muito mais chances de desenvolverem depressão quando se divorciam. Segundo dados das entrevistas, os homens ficam perdidos, sem chão, em geral procuram logo outras relações, fixas ou não, e têm mais resistência a fazer terapia e cuidar mais da saúde.

São também os homens que sentem o maior impacto financeiro, já que na maioria dos casos eles saem de casa e a mulher fica com os filhos. Nesse cenário o homem tem de pagar pensão e alugar uma nova casa, o que compromete o orçamento, levando muitos deles a voltarem para a casa dos pais. Após o fim de um casamento é natural buscar o apoio dos amigos, principalmente daqueles que já viveram situações parecidas, mas é importante tomar cuidado, estar ao lado de alguém que ainda não superou o trauma pode mantê-lo na raiva e na frustração ao invés de ajudá-lo a sair da crise.


1 – USAR OS FILHOS COMO PEÕES - Usar os filhos para fazer chantagem não ajuda em nada e ainda pode causar traumas irreversíveis nas crianças e adolescentes; Não faça nem permita que sua ex faça;

2 – EXPOR UM NOVO AMOR - Você pode ter superado o fim da relação, mas trazer outra mulher para um contexto por si só delicado só vai piorar as coisas. Às vezes, por vingança ou necessidade de auto-estima, o homem quer mostrar que “já está em outra” e aí uma situação que só diz respeito a ex e aos filhos é “invadida” por uma terceira pessoa que não será bem recebida e ainda causará revolta e indignação. Primeiro resolva o seu divórcio e então, só depois, exponha sua nova relação. Isso é no mínimo sinal de respeito para todos os envolvidos, incluindo sua nova mulher;

3 – VIOLÊNCIA VERBAL - Alguns divórcios são tranqüilos, consensuais e foram decididos com maturidade e clareza, outros, entretanto, são movidos a brigas, falta de respeito mútuo e muita violência verbal. Tomados de raiva somos capazes de dizer coisas terríveis e que nem sempre são o que acreditamos de fato, dizemos só mente pra aplacar nossa raiva e ferir o outro que nos fere. Esquecemos que depois que a raiva passar o que foi dito ainda ecoará para quem ouviu e as coisas ficarão ainda mais difíceis de resolver além de que, as agressões verbais podem ser um caminho para as agressões físicas.

4 – TRAZER VELHAS FERIDAS À TONA - Se você quer evitar uma batalha judicial e os altos custos que ela envolve, evite acusações, não importa o quanto você possa, agora, possa desprezar sua ex-mulher, trazer velhas feridas só vão causar mais desgastes e estender uma solução. Não provoque nem busque vulnerabilidades da sua ex para explorar, você estará pedindo uma guerra.

5 – ESCOLHER UM GLADIADOR AO INVÉS DE UM ADVOGADO - Todo divórcio envolve divisão de bens, guarda dos filhos e outros assuntos que implicam a contratação de um advogado. Essa escolha deve ser pensada para resolver da melhor forma os assuntos pertinentes ao fim do casamento e não para entrar em uma briga. Muitos advogados pensam e agem como gladiadores e querem “ganhar a causa” a qualquer custo transformando o seu divórcio em uma sangrenta arena. Não deixe que isso aconteça, afinal, tudo o que você mais precisa ao sair de um relacionamento é de paz.

6 – SER PASSIVO AO EXTREMO - Ok, você não quer brigar e nós apoiamos, contudo não brigar não significa se tornar passivo e deixar sua ex fazer tudo do jeito que ela quer! O que for decidido no divórcio vai valer pro resto da vida, então, participe de tudo.

7 – DISCUTIR SOBRE QUEM RECEBE O QUÊ - Você e sua ex contrataram advogados e o juiz vai fazer a partilha justa. Acredite nisso e siga em frente sem se desgastar com picuinhas financeiras.

8 – CAUSAR CONSTRANGIMENTOS A EX - O divórcio não é algo fácil de se lidar, principalmente para quem não fez a escolha, então não cause ainda mais danos a sua ex, é desnecessário e cruel. Alguns divórcios extrapolam o pessoal e vão parar nos locais de trabalho, com portadores ou oficiais de justiça indo levar documentos em um ambiente que não tem nada a ver com o fim do casamento de ninguém.

9 – NÃO RESPEITAR O TEMPO DO OUTRO - É natural que quem tenha tomado a decisão pelo divórcio tenha pressa em resolver tudo, mas é preciso dar tempo ao outro para tomar ciência do que está acontecendo e aceitar, isso é no mínimo gentil com quem um dia você compartilhou sonhos.

O DIVÓRCIO PASSOU E AGORA?

Terminou. Agora finalmente você é um homem livre novamente, hora de viver a nova vida, certo? Certo, mas valem algumas dicas ainda nesta fase de recém-divorciado.

ORGANIZE AS FINANÇAS - Independente de quem ficou com o que ou quanto, as coisas mudam um pouco nessa vida de novo-solteiro, então antes de sair por aí como um adolescente tardio, faça as contas e veja o quanto você tem pras baladas e curtição.
AS OUTRAS NÃO SÃO SUA EX - Logo, não jogue suas raivas, anseios ou traumas na nova conquista nem tão pouco fique o tempo todo falando da sua ex.

PREPARE-SE PARA DAR DE CARA COM A EX - A não ser que você vá morar em outra cidade ou planeta, vai ser super fácil de você esbarrar na sua ex mais cedo ou mais tarde, portanto esteja preparado e seja cordial.

NÃO TENHA PRESSA - Você vai superar o divórcio e vai encontrar outra mulher bacana. Dê tempo ao tempo e não se esforce desesperadamente para viver tudo em um único dia. Respeite-se e viva um dia por vez.





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terça-feira, 18 de outubro de 2011

BEBIDA: Outubro, mês da cerveja, do Oktoberfes​t e outros festivais

Definitivamente o mês de outubro é celebrado em todo mundo, não só pelos cervejeiros, mas também com quem é simpatizante da causa. Estamos falando do mês da Oktoberfest. São festivais aqui no Brasil e no exterior, todas muito animadas e bem frequentadas por belas mulheres e regadas por muita cerveja gelada.

Voltando um pouco na origem da festa, tudo começou em Munique, no ano de 1810, com uma corrida de cavalos para comemorar o casamento do príncipe herdeiro Luís I da Baviera, com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen. Devido ao grande sucesso, no ano seguinte aconteceu novamente a festa em outubro e assim começou a tradição. A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Como curiosidade, a Oktoberfest de hoje acontece no mesmo local onde foi realizado o casamento em 1810. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros.

A típica festa alemã se espalhou pelo mundo, principalmente em cidades onde existe uma grande concentração de imigrantes germânicos. No Brasil, a maior e mais conhecida delas é a de Blumenau, Santa Catarina. Existem outras edições também conhecidas como as de Santa Cruz do Sul e Igrejinha no Rio Grande do Sul.

Com inspiração na Oktoberfest de Monique, a versão de Blumenau teve sua primeira edição montada em 1984 e logo foi um sucesso. Os 10 dias de festa atraiu 102 mil pessoas (metade da população da cidade naquela época)  que foram até o Pavilhão A da Proab tomar muita cerveja e conhecer as novidades do mercado numa grande confraternização. Desde então a festa é o maior acontecimento da cidade e representa a alma do povo catarinense. Hoje a Oktoberfest de Blumenau atrai grandes investidores e já atrai um público em média de 700 mil pessoas a cada ano. Preservando a tradição das festas alemãs, ano após ano se consagrou a segunda maior festa alemã do mundo, e a maior das Américas. A festa consegue atrelar várias atrações que vão da música, da dança, dos belos trajes, da refinada culinária típica e do saboroso chopp.

Devido às proporções tornou-se necessário a construção de mais um pavilhão e a utilização do ginásio de esportes Sebastião da Cruz, conhecido como o Galegão, para abrigar os turistas vindos de várias partes do Brasil, principalmente da região Sudeste, e também de países vizinhos. Mesmo com todas as atrações, a grande estrela da festa continua sendo mesmo a cerveja. E na Oktoberfest o que não falta é cerveja, de diversas marcas e regiões, como a nacional Brahma, e o chopp produzido pelas cervejarias artesanais da região. Os destaques em cervejas artesanais são: Eisenbahn, Bierland, Wunder Bier, Das Bier e Schornstein. Em Blumenau, a 28ª edição da Oktoberfest termina no dia 23 de outubro.



Mais informações: www.oktoberfestblumenau.com.br

Em outros festivais...

Stella Artois World Draught MastersDurante o mês de setembro, aconteceram as eliminatórias para o Stella Artois World Draught Masters, que escolhe o melhor tirador de chope Stella Artois do planeta. As eliminatórias nacionais aconteceram em 21 bares de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A grande final brasileira aconteceu no dia 03 de outubro, no Bourbon Street, em São Paulo. A campeã da noite foi a bartender Vivian Salmeron, do bar/restaurante Charles Edward. Ela será a representante do Brasil no World Draught Masters, que acontece em Buenos Aires - Argentina, no dia 26 de outubro. É bom lembrar que o Brasil nunca venceu o campeonato mundial, vale a torcida no próximo dia 26.



WikiBier 2011
Um novo festival cervejeiro está surgindo em Curitiba, o WikiBier Festival, que será realizado no Expo Unimed Curitiba, na Universidade Positivo, no dia 22 de outubro (sábado). Serão mais de 100 rótulos de cerveja nacionais e importadas, 25 cervejarias e 20 cervejeiros artesanais de seis estados brasileiros. Entre as diversas novidades cervejeiras, a organização promete chopes das marcas Delirium Tremens, da Bélgica, e Harviestoun, da Escócia. Personalidades do meio cervejeiro mundial também devem comparecer, como Stewart Bowman, cervejeiro da BrewDog (Escócia) e Joe Tucker, crítico e especialista do site Rate Beer. Para saborear as mais de 100 cervejas convidadas, o público terá duas opções de formato de canecas com diferentes volumes: uma de 100 ml, indicada para degustação, e uma de 400 ml - com preços a partir de R$ 2 e R$ 7, respectivamente.

INFO:Wikibier Festival
Local
: Expo Unimed Curitiba
Data: 22 de outubro (sábado)
Horário: 11h
Ingressos: R$ 20, com direito a caneca.




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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MOTO: Ducati Diavel AMG Special Edition, a parceria entre a Ducati e a Mercedes-Benz supera expectativas

Resultado de uma parceria inédita de empresas que atuam em setores diferentes é que surgiu uma super máquina para não botar defeito em nada. E assim, surgiu a Ducati Diavel a primeira motocicleta nascida da colaboração entre a casa de Tunning da Mercedes-Benz, a AMG, e a fabricante italiana, Ducati. A novidade foi anunciada no recente Salão de Frankfurt em setembro passado e surpreendeu a todos do mercado especializado e fãs havidos por novidades no mercado.

Essa primeira exibição pública da Ducati Diavel AMG Special Edition, um modelo top de linha da família Diavel, é uma homenagem à marca de luxo esportiva AMG. De acordo com a Ducati, essa moto é “destinada a apreciadores apaixonados por tecnologia, engenharia e estilo exclusivo”. O modelo 2012 da família Diavel é uma homenagem à, uma marca de luxo do esporte que é destinada a apreciadores apaixonados da tecnologia, a engenharia de detalhes e estilo inconfundível da marca.
Essa parceria da Ducati com Mercedes AMG foi anunciada no Salão de Los Angeles, em 2010, com um contrato de patrocínio para a equipe Ducati de Moto GP. Isso resultou numa rápida associação a motos de alta velocidade e logo se transformou em uma estratégia de marketing, que evoluiu para o lançamento do produto. Durante uma mesa redonda que aconteceu no Salão de Frankfurt, o CEO da Ducati, Gabriele Del Torchio, disse que cada moto seria numerada e o modelo será uma edição limitada, mas não indicou o quanto será limitada. Porém já foi fixou o preço na Europa de 26.000 euros para 27.000 euros.

A cor dessa exclusiva Diavel também conta com uma exclusiva pintura em preto fosco com uma faixa longitudinal na cor “Diamond White Bright AMG”. As rodas, assento e escapamentos da edição especial são todos feitos pela AMG e o logo da marca foi gravado a laser em ambos os lados do tanque. A fibra de carbono é o principal material usado na moto, destaque para as rodas de 5 raios de alumínio forjado, as tomadas de ar nas laterais do tanque e os radiadores laterais de fibra de carbono com telas de alumínio. Cada moto terá uma placa numerada no tanque de combustível. Os bancos trazem revestimento em Alcântara, e ainda há novos detalhes em alumínio.
A potência da Ducati Diavel AMG está em destaque com um incrível motor Testastretta 11° (2 cilindros em “L”), com uma concepção única ele possui 1198 cilindradas e é capaz de entregar 162 cv de potência e 12.7 kgfm de torque máximo. A Diavel AMG está avaliada em R$ 100 mil, já que é uma série limitada e quase uma peça de colecionador. Ela estará à disposição para venda juntamente com a jaqueta de couro e capacete da própria marca no início de 2012. A marca italiana ainda não falou nada sobre preço ou quantidade produzida. Também não há previsão de sua chegada ao Brasil.
Fonte: R7, Duas Rodas, MotorShow Ducati

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domingo, 16 de outubro de 2011

MUNDO MENSCH - O que tem de mais cool pelo mundo em outubro

Uma das coisas mais legais de se fazer uma revista digital masculina é poder descobrir o que tem de mais cool pelo mundo e naquele instante poder divulgar para todos a descoberta. Afinal são produtos, lugares, pessoas e fatos legais surgindo a todo instante nos deixando sempre na dúvida do que é mais interessante. Mas algumas coisas se tornam tão relevantes que automaticamente entram para nossa seleção mensal. É o caso da nossa musa esse mês. Semana passada quando a revista americana Esquire divulgou sua capa com a cantora Rihanna como a mulher mais sexy do mundo, não restou dúvida de que ela merecia o posto no Mundo MENSCH.

Outros fatos interessantes marcaram presença na seleção de coisas do universo masculino, como a primeira fragrência da marca John Varvatos (muito popular nos EUA) que chegou ao mercado recentemente; ou a vodka holandesa que vem com uma proposta diferente com sua embalagem reciclável. O luxo e a sofisticação vêm com dois novos produtos de marcas mundialmente conhecidas, o lançamento da Rolex e o saco de golf da Hugo Bosss. O design vem representado em dois produtos bem cool, o phonofone que atrela o estilo vintage à tecnologia de ponta, e o design elegante da Fórmula 1 em um tênis. Fechando o pacote, o clássico e moderno restaurante L´Opera Restarant em Paris. Um monumento à gastronomia e arte.










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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ENTREVISTA: RAFAEL CORTEZ - Nos brinda com simplicidade, talentos e manias

Que Rafael Cortez é uma simpatia e um cara engraçado, isso todo mundo sabe e conhece. Mas você sabia que o mesmo Rafael Cortez que todos conhecem da TV e do teatro também é um talentoso instrumentista? Que ele não tem a mínima paciência com chuva e não suporta barata? Pois é, o Rafael Cortez que conhecemos aqui com essa entrevista vai muito além do humorista de sucesso que toda semana faz graça no Congresso ou entrevistando celebridades com seu impecável uniforme e óculos pretos do popular CQC da Band. Rafael se mostrou um cara simples, com suas manias e desejos iguais a qualquer mortal. O stand-up comedy só revelou o que o circo um dia projetou ao sucesso. Rafa, para os íntimos, assim como nós já nos sentimos, é um talentoso homem de sucesso que fez uma longa jornada até o sucesso e continua desbravando nossos desafios. Sucesso Rafa! Boa diversão leitores!


Como foi seu início de carreira, já veio como comediante, ator? Ou o lado músico ou jornalista veio primeiro? Eu fui experimentando as coisas aos poucos. Já sabia que queria trabalhar como artista, mas não exatamente como. Quando criança, desenhava como louco. Botei na cabeça que queria ser desenhista e trabalharia nos estúdios do Maurício de Sousa. Hoje, não sei fazer nem casinha mais. Adolescente, me apaixonei pelo violão e botei na cabeça que ia ser violonista de concerto. Uma reprovação em um vestibular específico me desanimou e desisti de ser profissional. Fui fazer Rádio e TV, odiei o curso. Fui trabalhar como produtor, depois de ter feito outras 100 coisas. Produzi TV, teatro e circo. Fiquei infeliz demais porque queria estar em cima do palco, não nos bastidores. Fui fazer jornalismo para ter uma estabilidade. Paralelamente, ainda tocava violão e passei a atuar justamente porque nenhum ator tocava violão bem. No teatro, conheci pessoas que estudavam a arte do Palhaço, e fui fazer alguns (poucos) cursos disso. O lado comediante foi o último que apareceu, e se deve 100% à minha entrada no CQC. O curioso é que, à exceção do desenho, que perdi de vez, todas as outras artes ainda estão sendo alternadas ou feitas paralelamente na minha vida – a ainda atuo como produtor cultural, como aconteceu com meu CD.

Seu trabalho no CQC tem mais a ver com sua formação de jornalista ou de ator? É uma somatória das duas formações. O conteúdo, muitas vezes, vem das minhas leituras e estudos do Jornalismo. Mas a coragem pra fazer as perguntas e passar por cima das minhas limitações, isso vem do Rafa ator. Atualmente, estou numa fase mais ator no CQC. Acho que construí um personagem mais ousado, chavequeiro, nonsense e divertido que eu. Assisto minhas matérias e invejo o cara que eu vejo ali. Ele é fruto do trabalho de muita gente: do editor que colhe os bons momentos das entrevistas apenas, dos produtores que preparam conteúdos fantásticos e da direção da Band e da Cuatro Cabezas, que conferem poder e magia a cada um dos integrantes do programa. Somos nós mesmos, sem máscaras, mas mágicos, melhorados. E eu sou um cara reservado e tímido no dia-a-dia. Queria ser aquele cara do CQC sempre, entende?

Você já ganhou alguns prêmios de jornalismo. Isso te envaidece ou é só conseqüência de um trabalho bem feito? Claro que me envaidece. Mas não foi sorte ou caso do destino. Eu ralei pra ganhar esses reconhecimentos. Aliás, é claro que tive, e ainda tenho sorte. Mas tudo que tenho hoje é fruto de muito investimento, sofrimento e trabalho pesado. Muito pesado.

Há limites para o CQC ou vale tudo, tudo mesmo? Já achou que exagerou? O limite de um programa de humor é determinado pela graça. Essa regra vale para tudo que se refere ao “fazer rir”. Se não é engraçado e se destina a ser, não é bom. No meu caso, claro que já exagerei. Já fui cruel com algumas pessoas, inescrupuloso, ingênuo, egoísta. Mas consegui pedir desculpas à maior parte das pessoas com quem errei e, em alguns casos, zerar a relação e começar uma nova, maravilhosa. Mas ainda erro. Uma das condições para que eu trabalhe bem é essa, e é bem simples: por favor, me deixem errar.

Você já fez bastante coisa, atuou em filmes publicitários, produções independentes para a TV, já fez teatro, cinema, gravou audiolivros de obras de Machado de Assis, é violinista, atuou em assessoria de imprensa, foi colaborador de Veja... ufa!... O que mais falta fazer? Lançar um livro (acho que vai ser um romance), atuar num filme, participar de uma novela, casar com uma mulher sensacional, ter filhos e chegar à velhice com dignidade, sem depender do Governo. Na verdade, tenho muitos planos e metas. Mas a vantagem é que, a partir de agora, as coisas são menos desesperadoras. Já estou com 35 anos, não comecei ontem, construí ao menos alguma coisa, e a idade vai acalmando a gente – claro, desde que algo concreto e eficiente já tenha sido feito na sua vida.

Sabe a coreografia de “Não se reprima” do Menudo? A gente soube que você era fã dos caras de calça colante colorida. Vamos esclarecer essa história. Não é que eu era fã deles na minha infância gratuitamente. Notem, quando os caras estouraram eu tinha uns 7, 8 anos. Os meninos odiavam o Menudo, as meninas amavam. Eu me tornei o único moleque da sala a gostar deles e, consequentemente, as meninas só queriam saber de mim. Logo, eu ficava ao lado delas o tempo todo e adiantei minha vida afetiva em uns 6 anos (risos)! Beijei antes que todos os garotos, por exemplo. Gostar do Menudo era uma estratégia muito bem elaborada pra chegar às garotas. Anos mais tarde adotei a mesma estratégia, dessa vez para perder a virgindade, sendo fã do New Kids On The Block. Não deu muito certo. (e respondendo a pergunta: não, maledicentes, não me lembro de nenhuma coreografia daqueles feiosos!)

Já pensou em criar uma história em quadrinhos do que acontece no CQC e voltar aos tempos em que você desenhava? Nunca pensei. Como perdi todo meu traço de desenhista e hoje não sei fazer nem casinha, desenhar é um troço que me faz muito mal. Fico inconformado de ter perdido todo o pouco talento que eu tinha! Na verdade, essa chamada “arte-fina”, a que vem das mãos sincronizadas, de um movimento fino, deve ter migrado para o meu violão. Prefiro acreditar que foi isso que aconteceu.

Hoje em dia muita gente se acha comediante e pegou carona nesse estilo de fazer comédia stand-up. Você acha que o estilo stand-up está meio banalizado hoje em dia? Não diria banalizado. Mas que está na moda, está. Banalizado não, porque para ser banalizado o troço tem que ser ruim, estar decadente, ter maus-expoentes. Claro que há muita gente muito ruim fazendo stand-up, do mesmo modo que existem péssimos jornalistas, médicos, engenheiros, eletricistas, químicos, etc. Mas, do mesmo modo que acontece em qualquer outra área e profissão, é o talento que determina quem vai e quem fica. O Stand-Up está popular, mas não está banalizado porque somente os melhores tem permanecido. Eles, os melhores, tem determinado a sobrevivência e estabilização do gênero através do referencial de qualidade que eles determinam pro mercado de “stand-upers”. Por exemplo: eu, de imediato, já saquei que esse estilo não era a minha praia. Comecei meu show do humor, que não é mesmo Stand-Up e nem é vendido como um. E me ferrei. Não sabia e não sei fazer. E como soube disso? Porque minhas platéias eram formadas por espectadores dos grandes mestres do negócio: Danilo Gentili, Márcio Ribeiro, Rafinha Bastos, Maurício Meirelles, Oscar Filho, Marcelo Mainsfeld, Luís França, Marcela Leal, Diogo Portugal e tantos outros bons nomes do meio. Esses artistas mostraram o que é o bom stand-up, de modo que as platéias já têm o registro dessa qualidade. Em resumo, enfiei minha viola no saco, como diz minha mãe, e parti pra outra. Hoje, faço um show com interações com os espectadores, improviso, música, etc. Ou seja, um show de humor.  

Você está lançando um CD independente o "Elegia da Alma", que é um trabalho bem diferenciado em relação ao Rafael comediante. De onde surgiu esse desejo de lançar algo tão autoral? Era um desejo antigo? A vontade de lançar o disco nasceu em 2005, quando eu conheci a Andrea Thomioka: ela é uma bailarina que coreografou sete de minhas composições para serem dançadas por seu grupo de balé. Em função do espetáculo que ela estava montando, fui para um estúdio gravar as composições – um registro em disco seria útil para as meninas ensaiarem, uma vez que eu tocaria ao vivo em todas as apresentações. Mas o balé só rolou duas vezes porque tinham umas 25 pessoas envolvidas em toda logística, produção... Era uma complicação de agendas, egos, etc. Mas saí da experiência realizado e com um CD demo com 09 peças – 08 minhas, e um arranjo meu de um tema de Francis Lai para violão.

Desde então, venho tentando fazer esse demo de 2005 virar um CD de verdade, mais completo, com novas composições e gravações, novas equalizações e edições. Só finalizei em 2011 porque, de 2005 pra cá, me envolvi em muitas outras coisas, e esperei respostas de gravadoras, não tive tempos de estudar e gravar, etc. Mas esta aqui porque esse tempo todo de espera e maturação do disco foi necessário para ele chegar bonito mesmo até vocês hoje.

E sim, o disco é 100% autoral. Fiz isso, pois acredito que minha contribuição como violonista pode ser a de deixar algumas peças para novos violonistas explorarem. No circuito do violão existe esse problema: pouca gente compõe coisas novas para o violão. Os músicos ficam tocando as mesmíssimas coisas anos a fio. Ou então, as coisas novas são muito complexas, difíceis, etc. Falta, muitas vezes, fazer algo simples pro estudante de segundo e terceiro ano do instrumento também se divertir. Pensei muito nisso na hora de reunir o que eu ia gravar – além, obviamente, do fato de que amo minhas peças e era sobre elas que eu queria me debruçar. Ah, e é uma delícia não compactuar com máfias de direitos autorais. Minhas músicas são minhas, quem toca sou eu, e eu presto contas pra mim mesmo.

Soube que você preferiu bancar toda a produção do CD para ter mais liberdade, pois muitas produtoras queriam atrelar esse trabalho ao seu trabalho como comediante. É isso mesmo? Parte da minha iniciativa de bancar o disco sozinho se deveu, sim, a isso. De fato, algumas gravadoras manifestaram o desejo de lançar o disco mediante uma adequação do trabalho a meu público habitual, o de humor. Com uma certa grande gravadora muito conhecida, consegui convencer a realização do CD do jeito que eu queria, instrumental, autoral, introspectivo, sem subterfúgios cômicos. Eles me deram um OK, mas adiavam sucessivamente o início dos trabalhos. Percebi que, se dependesse deles, talvez o CD só chegasse ao público em 2012, 2013. Eles pareciam estar ganhando tempo, vendo o que ia acontecer comigo, se minha imagem se dissociaria do humor com o tempo, etc.

Resolvi bancar sozinho porque não queria esperar mais e também porque, com tudo dependendo de mim, da minha força de trabalho e dos meus próprios recursos, eu não teria mais de quem esperar nada e nem a quem culpar se não desse certo. E por eu ter trabalhado cerca de 10 anos fazendo produção, poucas das etapas de trabalho do disco eram realmente problemáticas para mim. Fazer tudo com meu tempo e de acordo com a minha consciência me dá um prazer indescritível agora que o CD está lançado e vendendo. Eu não costumo esperar pelas oportunidades, eu gosto mesmo é de criá-las!

Você acredita que para um artista como você, já com uma imagem forte e sólida diante do público, vai facilitar ou dificultar a entrada desse Rafael músico/compositor? Tem um lado bom de ser conhecido como eu sou hoje. Eu tenho espaço para dar entrevistas como essa. O release do Elegia da Alma foi super bem-aceito na imprensa, e é lógico que é porque eu sou o integrante do popular CQC que, surpreendentemente, resolveu mostrar que toca violão. Tenho plena consciência disso e sou grato pela oportunidade midiática que o programa me dá. Quando eu lancei meu CD demo em 2005, fiz o mesmo esforço de divulgação que estou fazendo agora. A resposta foi praticamente zero.
A parte ruim é que estou estereotipado. Eu sou humorista para a maior parte das pessoas. E aqui no Brasil parece difícil fazer as pessoas entenderem que uma pessoa pode ser mais de uma coisa profissionalmente. O grande problema de ser taxado de humorista é que as pessoas depositam em você uma visão debochada, de que não pode ser levado a sério, ou que tudo que você está fazendo é uma piada. Um exemplo: um monte de gente me sacaneia no Twitter, até hoje, toda vez que digo que lancei um CD independente. Como sou humorista e mexo com as pessoas, querem mexer comigo dizendo que canto pior que o Roberto Justus, ou sei lá o que. Mas percebe que elas sequer sabem que não abro minha boca no meu disco? Que eu sequer sou cantor?

Alguma fã já passou do limite com você? Como lida com isso? Muitas vezes. Lembro de uma fã em Varginha, MG, que ficou maluca de me ver no meio do show do Fernando & Sorocaba. A dupla é legal e foi no meu solo de humor na cidade horas antes. E eu prestigiei o show deles horas depois, numa boa, na minha. Bem, a tal garota me viu e ficou muito indignada de eu estar numa ala comum da platéia; queria porque queria me levar a um camarote que ela tinha acesso, blá, blá, blá. Por fim, ela me agarrou e saiu me arrastando até o tal lugar, derrubando todo mundo que passava pela gente e chamando mais do que o normal a atenção para o fato de que eu estava lá. Em pouco tempo minha permanência ali estava insustentável; pessoas gritavam por gritar, me pegavam só por pegar, independente de saberem quem eu era. Saí correndo da fã doida – ela me segurou pela cintura e levei o maior tombo, daqueles de sair todo esfolado. Pra me desvencilhar dela foi muito difícil e eu tive que ser meio estúpido. No dia seguinte ela me achou no Facebook e pediu desculpas. Uma mala sem alça.

Eu tento ser o mais polido e atencioso que posso com quem gosta do meu trabalho e do CQC. Mas há uma ocasião em que não só eu, mas todos os integrantes do programa, penamos pra permanecer gentis: é quando estamos gravando, concentrados, focados em objetivos, memorizando piadas, informações e nomes, e as pessoas querem tirar fotos conosco. Com a popularidade do programa, pautas no meio do povo estão sendo cada vez mais complicadas: marchas, festas populares, micaretas, arquibancadas de jogos de futebol... No meu caso, tento manter a simpatia e atender as pessoas que querem elogiar, perguntar coisas, tirar fotos... Mas tem uma hora que você precisa gravar e fazer o seu trabalho direito. Nesses momentos devemos ser diretos e firmes nas nossas recusas... E é aí que algumas pessoas parecem não entender e brigam com a gente, nos chamam de estrelas, o que é uma pena e não é verdade.

No Brasil, a condição sine qua non das pessoas públicas é atender a todos os pedidos de interação. Todo mundo parece querer uma fatia do bolo. E com as redes sociais e a falsa sensação de proximidade que elas causam, as pessoas sentem-se cada vez mais íntimas, mesmo sem ser. Eu tento entender isso e ser educado e solícito, mas nem sempre é fácil. Se alguém já se ofendeu comigo nesse sentido, minhas desculpas. Mas a gente precisa trabalhar e viver também.
O que renderia uma boa piada, uma broxada ou trocar o nome da parceira na hora do rala e rola? Ambas as coisas já aconteceram comigo... E acredite: não consegui pensar em nenhum tipo de piada pra me esquivar da situação. Essas duas coisas, somadas à gafe de perguntar de algum parente já morto de alguém que você sequer desconfiava que passou por essa dor, são as piores coisas pra depender de uma piadinha pra salvar.

O que te aborrece e te tira o bom-humor? Ter que fazer muitas coisas na rua em dias de chuva é algo que acaba comigo. Não fui concebido pra lidar bem com a chuva. Sei que ela é amiga da natureza, obra de Deus, obrigado. Mas se não posso ficar em casa vendo TV, ouvindo música, dormindo ou comendo em dias de chuva, viver a chuva passa a ser um calvário. Eu não guardei um único guarda-chuva em nenhuma das casas em que morei a vida toda. Compro um e o perco em 2 horas. Na primeira pisada que dou na calçada, já fico ensopado. Sempre tenho guarda-chuvas de criança, não sei por quê. Ou seja, enfrentar a chuva fora da minha casa me deixa profundamente bodeado. Outra coisa que me aborrece muito: acordar cedo. Odeio, não suporto. E a coisa que mais detesto nessa vida: baratas voadoras. É a representação imediata do próprio diabo: vermelhas, “chifrudas”, asquerosas. E voam! E quase sempre, na sua direção.

Já teve vontade de entrar pra vida política? Ou isso seria uma grande piada? Nunca pensei na política de modo estereotipado, como muitos brasileiros pensam: político é tudo bandido. Em Brasília, só tem canalha. Mentira. Conheço parlamentares exemplares e acompanho o trabalho de muitos que são íntegros e maravilhosos. Eles alimentam, em mim, uma vontade de um dia me engajar, me politizar mais a fundo, quem sabe oferecer algo pro meu país... Mas aí me vem a consciência do Congresso Nacional, que passei a conhecer pessoalmente depois que ingressei no CQC. E só quem passa a freqüentar o Congresso entende o por que do país viver nessa bagunça quando é o Brasil o centro do mundo, muitas vezes, e aqui é a maravilha dos recursos e temos o melhor povo do planeta.

O Congresso é uma bagunça. Um caos completo. Os bons, os políticos decentes e justos lá presentes – e são muitos os bons, ficam dando murro em ponta de faca. A estrutura é viciada, o funcionamento é moroso e burocrático. Cheio de artimanhas, “jeitinhos brasileiros”, coisas obscuras. Eu não entrarei nunca para a política enquanto o Congresso for do jeito que é. Posso fazer algo por meu país com o meu trabalho. E todos nós podemos fazer, mais ainda com o voto consciente e o suporte aos grandes e combativos políticos honestos que ainda existem na nação e que trabalham lá, no tumultuado Congresso Nacional.

O que você faz pra se divertir e relaxar? Ando numa fase de me divertir almoçando ou jantando fora com pessoas que gosto. Sempre grupos pequenos, no máximo três pessoas. Gosto de escrever enquanto deixo um monte de bons CD´s rolando, como agora. Toco violão. Durmo. Vejo meus programas prediletos na TV, vou ao cinema, teatro, essas coisas que todo mundo faz. Nada demais. Ah sim, quando estou muito, mas muito pilhado, me enfio no chuveiro, boto um CD e canto aos gritos. Ninguém se incomoda mais no meu prédio: coloquei janelas anti-ruídos no banheiro.






Fotos: Divulgação
Agradecimento: Karyna Djo – Consultor de Empresas
Agradecimento especial a Rafael Cortez






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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CARRO: Cruze, o substituto do Vectra entra na disputa da categoria

Primeiramente é interessante sabermos que este é o veiculo de passageiro mais vendido da Chevrolet no mundo, já que, não é à toa, que desde que foi lançado, as qualidades desse possante não param de ser exaltadas na boca dos novos proprietários. Podemos dizer que este lançamento foi uma tentativa da Chevrolet surpreender positivamente pelo design de coupé familiar, com um sedan de alta qualidade, combinado a um preço “camarada”.

O Chevrolet Cruze, como o próprio fabricante afirma, veio para mudar as regras do jogo, oferecendo uma boa proposta de custo/benefício para os compradores. Entretanto, recentemente, depois de muita especulação e divergência de preço nas revendas, foi batido o martelo; os modelos serão comercializados no Brasil pela bagatela de R$ 71.990,00 a R$ 82.990,00. Talvez este seja o modelo que os fãs da Chevrolet estavam esperando para concorrer com carros de passeio do mesmo porte, como o Civic, Corolla e Elantra, porém acredito que seu valor, acabou ultrapassando a faixa de preço esperada e prometida pela General Motors, ficando mais caro que os sedans da mesma categoria.
O substituto do Vectra, já está disponível nas revendas, na versão LTZ, mais completa, nas cores, preta ou branca, com motor 1.8, flex, 150 cavalos, 16 válvulas e câmbio automático. Esta máquina conta ainda com trio elétrico, seis airbags, bancos de couro cinza ou preto, direção assistida, central de multimídia, GPS, rodas de aro de 17 polegadas, ar condicionado automático, sensores de chuva e luminosidade, controle de estabilidade (ESP), freios ABS com EBD e controle de tração. A versão LS, mais simples, já está sendo fabricada no Brasil, em São Caetano do Sul, porém ainda não chegou às lojas, vem com motor 1.6 a gasolina, jantes de liga leve de 16 polegadas, MP3 player e sensores de estacionamento.

O interior do Cruze, além de espaçoso, aparenta ser bem confortável. No painel, a Chevrolet conseguiu um acabamento perfeito, com materiais que superam a qualidade do Vectra. Porém somente na versão mais completa, a central multimídia contará com uma tela de sete polegadas. Há uma variedade de porta trecos, em particular um compartimento que pode ser fechado sobre o painel para guardar a carteira e o celular de forma discreta. O único ponto negativo é o fato de você correr o risco de levar uma queixa da sua amada, pois não há luz para o espelho no quebra sol.

O motor Ecotec, foi desenvolvido numa parceria entre a Alemanha e o Brasil, possui cabeçote de alumínio, o que o torna mais leve e econômico. Além disso, há um conjunto de válvulas que proporciona maior torque e potencia nas altas rotações, reduzindo ainda mais a queima de combustível. Em alguns testes realizados notou-se que uma das grandes vantagens deste motor são o silêncio e o baixo nível de vibração, bem como um casamento perfeito com o engate da marcha, porém, a arrancada deixou a desejar.
Já o Cruze hatch, que só será fabricado no Brasil no final do ano, também chega para tomar o lugar do Vectra GT, estimando-se que a sua versão mais básica começará na casa dos R$ 60.000,00, já que o valor só será divulgado no lançamento. A intenção foi tornar a versão do sedan mais esportiva e acredito que o design do Cruze combinou mais com a versão hatch.

Sem dúvidas este é um Senhor carro, e esperado como um divisor de águas na Chevrolet, entretanto, parece que a fabricante não conseguiu revolucionar no design, tanto na área externa, quanto no seu interior. Além disso, apesar de estarmos no Brasil, parece um pouco equivocado pagar este valor por um carro popular norte americano, que custa em média 20 mil dólares nos Estados Unidos, ou seja, mesmo contando com a incidência da carga tributaria, as revendas do Brasil contarão com o excesso de em média 140% de lucro a mais, em relação às americanas.
Como infelizmente, no Brasil, temos que pagar um valor exorbitante para ter acesso a tecnologia e conforto, talvez a melhor opção para adquirir o Cruze, seria aguardar passar o “oba oba” da novidade, pois quem sabe o preço se adapte ao real custo/beneficio prometido pela GM, afinal, a briga pela concorrência da categoria está só começando.


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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ESPECIAL: Retrospectiva MENSCH 1 ano

E exatamente a um ano atrás nascia a MENSCH, um projeto que visava trazer aos leitores informação e entretenimento de forma diferenciada, com muito capricho e de forma atraente e atual para os homens. Como bem sabemos, as mulheres que são leitoras de revistas masculinas, também se tornariam nossas leitoras. E assim, juntos e completos encharcaríamos nessa jornada em busca de conhecer e se divertir um pouco mais sobre o universo masculino com seus desejos, interesses, dúvidas e manias. E claro, entender um pouco mais do universo feminino, ou pelo menos tentar.
A idéia é poder num mesmo espaço, democraticamente, poder debater, entreter e prestar serviço sobre assuntos variados que iriam de viagens à carros de última geração, de cultura à fitness, de comportamento à estilo. Tudo isso de forma exclusiva e de um jeito bem descontraído, assim como deve ser diante desse mundo cheio de conexões. Por falar em conexões, tudo isso foi possível graças às boas conexões de idéias e pensamentos de várias pessoas. Cada um colaborando como sabe. Agregando valor e formando a cara dessa que seria a revista digital mais completa e legal nesse período. À verdadeira “colcha de retalhos” que é a MENSCH foram se chegando amigos, parceiros, colaboradores... Que compraram a mesma idéia e embarcaram juntos conosco.

Hoje são fotógrafos, jornalistas, publicitários, médicos, modelos, agentes de talentos que semanalmente depositam na MENSCH seu conhecimento com a certeza de que terão espaço e serão tratados como parte desse projeto, e não apenas colaboradores do acaso. 12 meses depois do lançamento a MENSCH já soma inúmeros parceiros, 52 capas, mais de 300 matérias, inúmeros acessos (chegando a 3000 num dia) e mais de 50 entrevistados de capa.

Além disso, tudo, a MENSCH orgulha-se de ter sido a 1ª revista independente nacional a ter sido lançada no iPad (de forma gratuita). E em breve alcançará outro patamar, e outra mídia, lançando sua primeira edição impressa. A todos que depositaram sua credibilidade e trabalho, nosso muito obrigado. Sem vocês seria muito mais difícil. E claro, nosso agradecimento mais que especial vai pra você leitor, que diariamente, ou esporadicamente, está aqui lendo e contribuindo conosco. Como retribuição, garantimos que nesse novo ano vamos avançar ainda mais e trazer mais coisa legal. E contamos com todos mais uma vez.

UM ANO CONTADO PELAS NOSSAS CAPAS
E pra resumir bem esse primeiro ano, resolvemos fazer uma retrospectiva através de nossas capas e suas inúmeras histórias. Entrevistar não é uma tarefa das mais fáceis. Você quer perguntar o que ninguém ainda perguntou, quer mostrar um lado do entrevistado que ninguém nunca mostrou. Você quer fazer dar certo, quer que seja uma leitura agradável e uma satisfação para quem cedeu tempo e atenção a você.

Nesse primeiro ano da MENSCH foram muitas entrevistas, entre capas, musas, universo masculino pra lá de 50! Muita gente bacana, inteligente, que faz diferença, já “deu uma palavrinha” com a MENSCH. A gente tem o maior orgulho e gratidão por isso. A grande maioria dessas entrevistas só foi possível graças à internet, pois foram negociadas e realizadas através da web, algumas por telefone a pedido dos entrevistados e outras tivemos a alegria de realizar ao vivo. Cada uma teve um sentido especial. TODAS foram de suma importância para o sucesso da MENSCH até aqui e muitas outras virão, com certeza.
Nesse primeiro ano, entrevistamos atletas, atores, empresários, fotógrafos, modelos, cantores, todos incríveis que deixaram muita coisa boa para os nossos leitores. Que venham os próximos!

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

VAIDADE: Dê um trato no visual! Para ter boa aparência não basta apenas fazer barba, cabelo e bigode

Falar de homem metrossexual hoje em dia já é coisa ultrapassada. Da mesma forma que dizer que os homens hoje estão se cuidando mais é chover no molhado. O homem que é esperto e seguro de si hoje em dia têm aumentado cada vez mais esse perfil de homem, sabe que precisa e deve sim se cuidar. Dar um trato no visual sempre faz bem, afinal ao se olhar no espelho todos querem parecer bem. Independente de idade, o homem deve se cuidar, e logo. O tempo passa para todos e os efeitos da vida agitada do dia-a-dia com compromissos com trabalho, família, amigos, eventos sociais e farras vão nos desgastando ao longo do tempo. Muito mais vaidosos, os homens assumiram que gostam de se cuidar (e elas adoram!). Por isso meu caro amigo, cuide-se enquanto é tempo!


A indústria percebeu essa mudança de pensamento e comportamento do homem e a cada mês novos produtos estão chegando ao mercado. Se olharmos matérias de meses atrás veremos que muita coisa já foi ultrapassada diante de tantas novidades nas prateleiras. A marca Brut, por exemplo, reconhecida mundialmente, investe em uma linha própria para eles no Brasil desde 1960. “O homem moderno busca alternativas de cuidados e higiene que imprimam elegância e personalidade. Além disso, notamos que eles são mais fiéis a uma determinada marca quando gostam de seus produtos, diferentemente de nós mulheres, que temos muito mais opções e nos permitimos experimentar mais”, comenta Cristina Pappalardo, gerente de marketing da Perfumes Dana do Brasil. Uma pesquisa de saúde, beleza e cuidados pessoais, realizada pela Nielsen, em abril de 2007 aponta que mais de quatro em cada cinco entrevistados concordaram que, hoje em dia, os homens são mais interessados em cuidados pessoais do que costumavam ser.

 


E as diferenças entre homens e mulheres diferenciam também que tipo de produto é mais adequado para os homens. Um bom exemplo dessa diferença, por exemplo, é que os homens têm muito mais glândulas sebáceas do que as mulheres por isso suaram tanto. Sendo assim, a pele do homem é mais oleosa na face, costas e tórax. Os hormônios masculinos deixam a pele 25% mais espessa, com mais colágeno e elastina, neste quesito ficamos em vantagem em relação a elas pois isso nos faz retardar mais o envelhecimento. Mas vamos dar uma mãozinha à natureza e cuidar do nosso patrimônio que é nosso corpo. Até por que, que não gosta de ficar mais atraente, bonito e bem cuidado?

Outra característica masculina é que homem é prático e adora um produto “milagroso”, capaz de fornecer todos os benefícios que ele precisa. Ciente que precisa dar um jeito na aparência, porém sem muito tempo e paciência, o homem quer produtos práticos e que não encham a nécessaire com um monte de potes e bisnagas. Para auxiliar e facilitar a escolha fizemos uma seleção de produtos para o rosto, pele, cabelo e corpo, ideal para usar em cada momento do dia.

É bom começar o dia bem tratado, então após um bom banho com o shampoo adequado, a dica é passar o hidratante na pele com ela ainda úmida, assim o produto forma um filme protetor sobre as gotas de água aumentando assim a hidratação. Um bom momento para um gel energizante para suavizar olheiras e inchaços na região dos olhos. Por fim, um bom perfume. Mas lembre-se o ideal para o dia, especialmente no verão, são os de notas cítricas (limão, laranja, bergamota...).

Durante à tarde, o sol ainda está forte. Não dê trégua! Mesmo que esteja no ambiente de trabalho é necessário proteção contra os raios solares. Os cuidados com a pele e cabelo continuam com protetores e bronzeadores. De acordo com dermatologistas 10 minutos são o suficiente para esperar depois de aplicado o protetor solar. Mais calor, mais probabilidade de aparecer espinhas. Nesses casos use cremes ressecantes que reduzem o inchaço das espinhas em 8 horas. O perfume continua cítrico, bem verão e mais suave.





A noite é indicada para dois cuidados, ou para relaxar e cuidar para o próximo dia, no caso usando um esfoliante para a pele descansar; ou caprichar e cair na noite com um visual apresentável. É hora de usar gel, cera, pomada... tudo que dê um visual diferente (mas sempre natural) ao cabelo. O perfume ideal para a noite devem ser os mais densos, como amadeirados e âmbar, que tem maior fixação e evaporação mais lenta.



Bem, ficam as dicas. Não precisa usar tudo e nem viver neurótico de que não usou isso e aquilo, mas ficar atento e lutar contra os agentes do tempo em prol de um visual mais atraente e bem cuidado. Elas (e você) agradecem!

Fonte:
Mens Health
Revista VIP
Site UOL
Site Natura


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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

LEITURA: As revistas masculinas mais legais do mês de outubro

Outubro nas bancas vem cheio de novidades, à começar pela revista ALFA que pela primeira vez traz uma mulher na capa. A Men´s Health por sua vez traz um leitor como o cara da capa pela primeira vez também. Ainda temos revelada a modera do Zorra Total na PLAYBOY, a Garota Fitness na SEXY e o novo Volkswagen na Quatro Rodas. Ana Luiza Castro se revela na capa da STATUS, enquanto Fernanda Lima fala de amor e sexo na GQ. Bem, pelo jeito o verão está chegando e esquentando também as bancas de revistas esse mês. Boa leitura!

Veja o belo making of do ensaio de Fernanda Lima na GQ:










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domingo, 9 de outubro de 2011

FÓRMULA 1: GP do Japão, Vettel fica em terceiro e se torna o mais jovem bicampeão da história

E a temporada 2011 de Formula 1 parece ter chegado ao fim, isto porque o campeão já foi definido antes mesmo do fim do campeonato. Aos 24 anos, neste domingo, Sebastian Vettel se tornou o mais jovem bicampeão da história, no Grande Prêmio do Japão, um ano após ter conquistado o titulo mundial de forma espetacular.

Apesar de não ter chegado em primeiro lugar, faltando ainda quatro provas para o final da temporada (Coréia do Sul, Índia, Emirados Árabes e Brasil), Vettel garantiu com o terceiro lugar 324 pontos, ficando a frente de Jenson Button, com 210 pontos, que agora terá a missão de disputar pelo vice-campeonato com Alonso, Mark Webber e Lewis Hamilton. 
A corrida começou com muita disputa, quando Vettel impediu a ultrapassagem de Button e quase jogou o inglês para fora da pista, deixando Hamilton segurar a segunda posição. Button reclamou pelo rádio com a equipe McLaren e os comissários abriram uma investigação para a manobra de Vettel. Mas depois de oito voltas a FIA anunciou que optou por não punir o líder da temporada, pouco antes de Button recuperar a segunda posição ao passar Hamilton.

Vettel manteve-se na liderança até a 20° volta, quando em sua parada nos boxes para troca de pneu, foi ultrapassado por Button. No desenrolar da corrida Button disparava na frente, enquanto Vettel ficou atrás de Fernando Alonso, na disputa pelo segundo lugar, sem conseguir sucesso.

Já Felipe Massa se envolveu em mais um acidente com Hamilton; coincidência ou não, o inglês acabou encostando novamente no carro do brasileiro, que acabou não indo bem na corrida, conseguindo a sétima posição. O domingo também não foi bom para Bruno Senna e Rubens Barrichello, ambos perderam posição em relação à largada, chegando em 16º e 17° respectivamente.

A corrida foi um pouco morna, afinal o que todos estavam esperando era a consagração de Vettel no final. O alemão tem números impressionantes, pois apesar de tão jovem, teve 19 vitórias, 26 poles, 7 voltas mais rápidas e dois títulos mundiais. Pelo visto, a comemoração de Vettel começou hoje e quem sabe a base de muito saquê em terras nipônicas.


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