sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ENTREVISTA: RAFAEL CORTEZ - Nos brinda com simplicidade, talentos e manias

Que Rafael Cortez é uma simpatia e um cara engraçado, isso todo mundo sabe e conhece. Mas você sabia que o mesmo Rafael Cortez que todos conhecem da TV e do teatro também é um talentoso instrumentista? Que ele não tem a mínima paciência com chuva e não suporta barata? Pois é, o Rafael Cortez que conhecemos aqui com essa entrevista vai muito além do humorista de sucesso que toda semana faz graça no Congresso ou entrevistando celebridades com seu impecável uniforme e óculos pretos do popular CQC da Band. Rafael se mostrou um cara simples, com suas manias e desejos iguais a qualquer mortal. O stand-up comedy só revelou o que o circo um dia projetou ao sucesso. Rafa, para os íntimos, assim como nós já nos sentimos, é um talentoso homem de sucesso que fez uma longa jornada até o sucesso e continua desbravando nossos desafios. Sucesso Rafa! Boa diversão leitores!


Como foi seu início de carreira, já veio como comediante, ator? Ou o lado músico ou jornalista veio primeiro? Eu fui experimentando as coisas aos poucos. Já sabia que queria trabalhar como artista, mas não exatamente como. Quando criança, desenhava como louco. Botei na cabeça que queria ser desenhista e trabalharia nos estúdios do Maurício de Sousa. Hoje, não sei fazer nem casinha mais. Adolescente, me apaixonei pelo violão e botei na cabeça que ia ser violonista de concerto. Uma reprovação em um vestibular específico me desanimou e desisti de ser profissional. Fui fazer Rádio e TV, odiei o curso. Fui trabalhar como produtor, depois de ter feito outras 100 coisas. Produzi TV, teatro e circo. Fiquei infeliz demais porque queria estar em cima do palco, não nos bastidores. Fui fazer jornalismo para ter uma estabilidade. Paralelamente, ainda tocava violão e passei a atuar justamente porque nenhum ator tocava violão bem. No teatro, conheci pessoas que estudavam a arte do Palhaço, e fui fazer alguns (poucos) cursos disso. O lado comediante foi o último que apareceu, e se deve 100% à minha entrada no CQC. O curioso é que, à exceção do desenho, que perdi de vez, todas as outras artes ainda estão sendo alternadas ou feitas paralelamente na minha vida – a ainda atuo como produtor cultural, como aconteceu com meu CD.

Seu trabalho no CQC tem mais a ver com sua formação de jornalista ou de ator? É uma somatória das duas formações. O conteúdo, muitas vezes, vem das minhas leituras e estudos do Jornalismo. Mas a coragem pra fazer as perguntas e passar por cima das minhas limitações, isso vem do Rafa ator. Atualmente, estou numa fase mais ator no CQC. Acho que construí um personagem mais ousado, chavequeiro, nonsense e divertido que eu. Assisto minhas matérias e invejo o cara que eu vejo ali. Ele é fruto do trabalho de muita gente: do editor que colhe os bons momentos das entrevistas apenas, dos produtores que preparam conteúdos fantásticos e da direção da Band e da Cuatro Cabezas, que conferem poder e magia a cada um dos integrantes do programa. Somos nós mesmos, sem máscaras, mas mágicos, melhorados. E eu sou um cara reservado e tímido no dia-a-dia. Queria ser aquele cara do CQC sempre, entende?

Você já ganhou alguns prêmios de jornalismo. Isso te envaidece ou é só conseqüência de um trabalho bem feito? Claro que me envaidece. Mas não foi sorte ou caso do destino. Eu ralei pra ganhar esses reconhecimentos. Aliás, é claro que tive, e ainda tenho sorte. Mas tudo que tenho hoje é fruto de muito investimento, sofrimento e trabalho pesado. Muito pesado.

Há limites para o CQC ou vale tudo, tudo mesmo? Já achou que exagerou? O limite de um programa de humor é determinado pela graça. Essa regra vale para tudo que se refere ao “fazer rir”. Se não é engraçado e se destina a ser, não é bom. No meu caso, claro que já exagerei. Já fui cruel com algumas pessoas, inescrupuloso, ingênuo, egoísta. Mas consegui pedir desculpas à maior parte das pessoas com quem errei e, em alguns casos, zerar a relação e começar uma nova, maravilhosa. Mas ainda erro. Uma das condições para que eu trabalhe bem é essa, e é bem simples: por favor, me deixem errar.

Você já fez bastante coisa, atuou em filmes publicitários, produções independentes para a TV, já fez teatro, cinema, gravou audiolivros de obras de Machado de Assis, é violinista, atuou em assessoria de imprensa, foi colaborador de Veja... ufa!... O que mais falta fazer? Lançar um livro (acho que vai ser um romance), atuar num filme, participar de uma novela, casar com uma mulher sensacional, ter filhos e chegar à velhice com dignidade, sem depender do Governo. Na verdade, tenho muitos planos e metas. Mas a vantagem é que, a partir de agora, as coisas são menos desesperadoras. Já estou com 35 anos, não comecei ontem, construí ao menos alguma coisa, e a idade vai acalmando a gente – claro, desde que algo concreto e eficiente já tenha sido feito na sua vida.

Sabe a coreografia de “Não se reprima” do Menudo? A gente soube que você era fã dos caras de calça colante colorida. Vamos esclarecer essa história. Não é que eu era fã deles na minha infância gratuitamente. Notem, quando os caras estouraram eu tinha uns 7, 8 anos. Os meninos odiavam o Menudo, as meninas amavam. Eu me tornei o único moleque da sala a gostar deles e, consequentemente, as meninas só queriam saber de mim. Logo, eu ficava ao lado delas o tempo todo e adiantei minha vida afetiva em uns 6 anos (risos)! Beijei antes que todos os garotos, por exemplo. Gostar do Menudo era uma estratégia muito bem elaborada pra chegar às garotas. Anos mais tarde adotei a mesma estratégia, dessa vez para perder a virgindade, sendo fã do New Kids On The Block. Não deu muito certo. (e respondendo a pergunta: não, maledicentes, não me lembro de nenhuma coreografia daqueles feiosos!)

Já pensou em criar uma história em quadrinhos do que acontece no CQC e voltar aos tempos em que você desenhava? Nunca pensei. Como perdi todo meu traço de desenhista e hoje não sei fazer nem casinha, desenhar é um troço que me faz muito mal. Fico inconformado de ter perdido todo o pouco talento que eu tinha! Na verdade, essa chamada “arte-fina”, a que vem das mãos sincronizadas, de um movimento fino, deve ter migrado para o meu violão. Prefiro acreditar que foi isso que aconteceu.

Hoje em dia muita gente se acha comediante e pegou carona nesse estilo de fazer comédia stand-up. Você acha que o estilo stand-up está meio banalizado hoje em dia? Não diria banalizado. Mas que está na moda, está. Banalizado não, porque para ser banalizado o troço tem que ser ruim, estar decadente, ter maus-expoentes. Claro que há muita gente muito ruim fazendo stand-up, do mesmo modo que existem péssimos jornalistas, médicos, engenheiros, eletricistas, químicos, etc. Mas, do mesmo modo que acontece em qualquer outra área e profissão, é o talento que determina quem vai e quem fica. O Stand-Up está popular, mas não está banalizado porque somente os melhores tem permanecido. Eles, os melhores, tem determinado a sobrevivência e estabilização do gênero através do referencial de qualidade que eles determinam pro mercado de “stand-upers”. Por exemplo: eu, de imediato, já saquei que esse estilo não era a minha praia. Comecei meu show do humor, que não é mesmo Stand-Up e nem é vendido como um. E me ferrei. Não sabia e não sei fazer. E como soube disso? Porque minhas platéias eram formadas por espectadores dos grandes mestres do negócio: Danilo Gentili, Márcio Ribeiro, Rafinha Bastos, Maurício Meirelles, Oscar Filho, Marcelo Mainsfeld, Luís França, Marcela Leal, Diogo Portugal e tantos outros bons nomes do meio. Esses artistas mostraram o que é o bom stand-up, de modo que as platéias já têm o registro dessa qualidade. Em resumo, enfiei minha viola no saco, como diz minha mãe, e parti pra outra. Hoje, faço um show com interações com os espectadores, improviso, música, etc. Ou seja, um show de humor.  

Você está lançando um CD independente o "Elegia da Alma", que é um trabalho bem diferenciado em relação ao Rafael comediante. De onde surgiu esse desejo de lançar algo tão autoral? Era um desejo antigo? A vontade de lançar o disco nasceu em 2005, quando eu conheci a Andrea Thomioka: ela é uma bailarina que coreografou sete de minhas composições para serem dançadas por seu grupo de balé. Em função do espetáculo que ela estava montando, fui para um estúdio gravar as composições – um registro em disco seria útil para as meninas ensaiarem, uma vez que eu tocaria ao vivo em todas as apresentações. Mas o balé só rolou duas vezes porque tinham umas 25 pessoas envolvidas em toda logística, produção... Era uma complicação de agendas, egos, etc. Mas saí da experiência realizado e com um CD demo com 09 peças – 08 minhas, e um arranjo meu de um tema de Francis Lai para violão.

Desde então, venho tentando fazer esse demo de 2005 virar um CD de verdade, mais completo, com novas composições e gravações, novas equalizações e edições. Só finalizei em 2011 porque, de 2005 pra cá, me envolvi em muitas outras coisas, e esperei respostas de gravadoras, não tive tempos de estudar e gravar, etc. Mas esta aqui porque esse tempo todo de espera e maturação do disco foi necessário para ele chegar bonito mesmo até vocês hoje.

E sim, o disco é 100% autoral. Fiz isso, pois acredito que minha contribuição como violonista pode ser a de deixar algumas peças para novos violonistas explorarem. No circuito do violão existe esse problema: pouca gente compõe coisas novas para o violão. Os músicos ficam tocando as mesmíssimas coisas anos a fio. Ou então, as coisas novas são muito complexas, difíceis, etc. Falta, muitas vezes, fazer algo simples pro estudante de segundo e terceiro ano do instrumento também se divertir. Pensei muito nisso na hora de reunir o que eu ia gravar – além, obviamente, do fato de que amo minhas peças e era sobre elas que eu queria me debruçar. Ah, e é uma delícia não compactuar com máfias de direitos autorais. Minhas músicas são minhas, quem toca sou eu, e eu presto contas pra mim mesmo.

Soube que você preferiu bancar toda a produção do CD para ter mais liberdade, pois muitas produtoras queriam atrelar esse trabalho ao seu trabalho como comediante. É isso mesmo? Parte da minha iniciativa de bancar o disco sozinho se deveu, sim, a isso. De fato, algumas gravadoras manifestaram o desejo de lançar o disco mediante uma adequação do trabalho a meu público habitual, o de humor. Com uma certa grande gravadora muito conhecida, consegui convencer a realização do CD do jeito que eu queria, instrumental, autoral, introspectivo, sem subterfúgios cômicos. Eles me deram um OK, mas adiavam sucessivamente o início dos trabalhos. Percebi que, se dependesse deles, talvez o CD só chegasse ao público em 2012, 2013. Eles pareciam estar ganhando tempo, vendo o que ia acontecer comigo, se minha imagem se dissociaria do humor com o tempo, etc.

Resolvi bancar sozinho porque não queria esperar mais e também porque, com tudo dependendo de mim, da minha força de trabalho e dos meus próprios recursos, eu não teria mais de quem esperar nada e nem a quem culpar se não desse certo. E por eu ter trabalhado cerca de 10 anos fazendo produção, poucas das etapas de trabalho do disco eram realmente problemáticas para mim. Fazer tudo com meu tempo e de acordo com a minha consciência me dá um prazer indescritível agora que o CD está lançado e vendendo. Eu não costumo esperar pelas oportunidades, eu gosto mesmo é de criá-las!

Você acredita que para um artista como você, já com uma imagem forte e sólida diante do público, vai facilitar ou dificultar a entrada desse Rafael músico/compositor? Tem um lado bom de ser conhecido como eu sou hoje. Eu tenho espaço para dar entrevistas como essa. O release do Elegia da Alma foi super bem-aceito na imprensa, e é lógico que é porque eu sou o integrante do popular CQC que, surpreendentemente, resolveu mostrar que toca violão. Tenho plena consciência disso e sou grato pela oportunidade midiática que o programa me dá. Quando eu lancei meu CD demo em 2005, fiz o mesmo esforço de divulgação que estou fazendo agora. A resposta foi praticamente zero.
A parte ruim é que estou estereotipado. Eu sou humorista para a maior parte das pessoas. E aqui no Brasil parece difícil fazer as pessoas entenderem que uma pessoa pode ser mais de uma coisa profissionalmente. O grande problema de ser taxado de humorista é que as pessoas depositam em você uma visão debochada, de que não pode ser levado a sério, ou que tudo que você está fazendo é uma piada. Um exemplo: um monte de gente me sacaneia no Twitter, até hoje, toda vez que digo que lancei um CD independente. Como sou humorista e mexo com as pessoas, querem mexer comigo dizendo que canto pior que o Roberto Justus, ou sei lá o que. Mas percebe que elas sequer sabem que não abro minha boca no meu disco? Que eu sequer sou cantor?

Alguma fã já passou do limite com você? Como lida com isso? Muitas vezes. Lembro de uma fã em Varginha, MG, que ficou maluca de me ver no meio do show do Fernando & Sorocaba. A dupla é legal e foi no meu solo de humor na cidade horas antes. E eu prestigiei o show deles horas depois, numa boa, na minha. Bem, a tal garota me viu e ficou muito indignada de eu estar numa ala comum da platéia; queria porque queria me levar a um camarote que ela tinha acesso, blá, blá, blá. Por fim, ela me agarrou e saiu me arrastando até o tal lugar, derrubando todo mundo que passava pela gente e chamando mais do que o normal a atenção para o fato de que eu estava lá. Em pouco tempo minha permanência ali estava insustentável; pessoas gritavam por gritar, me pegavam só por pegar, independente de saberem quem eu era. Saí correndo da fã doida – ela me segurou pela cintura e levei o maior tombo, daqueles de sair todo esfolado. Pra me desvencilhar dela foi muito difícil e eu tive que ser meio estúpido. No dia seguinte ela me achou no Facebook e pediu desculpas. Uma mala sem alça.

Eu tento ser o mais polido e atencioso que posso com quem gosta do meu trabalho e do CQC. Mas há uma ocasião em que não só eu, mas todos os integrantes do programa, penamos pra permanecer gentis: é quando estamos gravando, concentrados, focados em objetivos, memorizando piadas, informações e nomes, e as pessoas querem tirar fotos conosco. Com a popularidade do programa, pautas no meio do povo estão sendo cada vez mais complicadas: marchas, festas populares, micaretas, arquibancadas de jogos de futebol... No meu caso, tento manter a simpatia e atender as pessoas que querem elogiar, perguntar coisas, tirar fotos... Mas tem uma hora que você precisa gravar e fazer o seu trabalho direito. Nesses momentos devemos ser diretos e firmes nas nossas recusas... E é aí que algumas pessoas parecem não entender e brigam com a gente, nos chamam de estrelas, o que é uma pena e não é verdade.

No Brasil, a condição sine qua non das pessoas públicas é atender a todos os pedidos de interação. Todo mundo parece querer uma fatia do bolo. E com as redes sociais e a falsa sensação de proximidade que elas causam, as pessoas sentem-se cada vez mais íntimas, mesmo sem ser. Eu tento entender isso e ser educado e solícito, mas nem sempre é fácil. Se alguém já se ofendeu comigo nesse sentido, minhas desculpas. Mas a gente precisa trabalhar e viver também.
O que renderia uma boa piada, uma broxada ou trocar o nome da parceira na hora do rala e rola? Ambas as coisas já aconteceram comigo... E acredite: não consegui pensar em nenhum tipo de piada pra me esquivar da situação. Essas duas coisas, somadas à gafe de perguntar de algum parente já morto de alguém que você sequer desconfiava que passou por essa dor, são as piores coisas pra depender de uma piadinha pra salvar.

O que te aborrece e te tira o bom-humor? Ter que fazer muitas coisas na rua em dias de chuva é algo que acaba comigo. Não fui concebido pra lidar bem com a chuva. Sei que ela é amiga da natureza, obra de Deus, obrigado. Mas se não posso ficar em casa vendo TV, ouvindo música, dormindo ou comendo em dias de chuva, viver a chuva passa a ser um calvário. Eu não guardei um único guarda-chuva em nenhuma das casas em que morei a vida toda. Compro um e o perco em 2 horas. Na primeira pisada que dou na calçada, já fico ensopado. Sempre tenho guarda-chuvas de criança, não sei por quê. Ou seja, enfrentar a chuva fora da minha casa me deixa profundamente bodeado. Outra coisa que me aborrece muito: acordar cedo. Odeio, não suporto. E a coisa que mais detesto nessa vida: baratas voadoras. É a representação imediata do próprio diabo: vermelhas, “chifrudas”, asquerosas. E voam! E quase sempre, na sua direção.

Já teve vontade de entrar pra vida política? Ou isso seria uma grande piada? Nunca pensei na política de modo estereotipado, como muitos brasileiros pensam: político é tudo bandido. Em Brasília, só tem canalha. Mentira. Conheço parlamentares exemplares e acompanho o trabalho de muitos que são íntegros e maravilhosos. Eles alimentam, em mim, uma vontade de um dia me engajar, me politizar mais a fundo, quem sabe oferecer algo pro meu país... Mas aí me vem a consciência do Congresso Nacional, que passei a conhecer pessoalmente depois que ingressei no CQC. E só quem passa a freqüentar o Congresso entende o por que do país viver nessa bagunça quando é o Brasil o centro do mundo, muitas vezes, e aqui é a maravilha dos recursos e temos o melhor povo do planeta.

O Congresso é uma bagunça. Um caos completo. Os bons, os políticos decentes e justos lá presentes – e são muitos os bons, ficam dando murro em ponta de faca. A estrutura é viciada, o funcionamento é moroso e burocrático. Cheio de artimanhas, “jeitinhos brasileiros”, coisas obscuras. Eu não entrarei nunca para a política enquanto o Congresso for do jeito que é. Posso fazer algo por meu país com o meu trabalho. E todos nós podemos fazer, mais ainda com o voto consciente e o suporte aos grandes e combativos políticos honestos que ainda existem na nação e que trabalham lá, no tumultuado Congresso Nacional.

O que você faz pra se divertir e relaxar? Ando numa fase de me divertir almoçando ou jantando fora com pessoas que gosto. Sempre grupos pequenos, no máximo três pessoas. Gosto de escrever enquanto deixo um monte de bons CD´s rolando, como agora. Toco violão. Durmo. Vejo meus programas prediletos na TV, vou ao cinema, teatro, essas coisas que todo mundo faz. Nada demais. Ah sim, quando estou muito, mas muito pilhado, me enfio no chuveiro, boto um CD e canto aos gritos. Ninguém se incomoda mais no meu prédio: coloquei janelas anti-ruídos no banheiro.






Fotos: Divulgação
Agradecimento: Karyna Djo – Consultor de Empresas
Agradecimento especial a Rafael Cortez






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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CARRO: Cruze, o substituto do Vectra entra na disputa da categoria

Primeiramente é interessante sabermos que este é o veiculo de passageiro mais vendido da Chevrolet no mundo, já que, não é à toa, que desde que foi lançado, as qualidades desse possante não param de ser exaltadas na boca dos novos proprietários. Podemos dizer que este lançamento foi uma tentativa da Chevrolet surpreender positivamente pelo design de coupé familiar, com um sedan de alta qualidade, combinado a um preço “camarada”.

O Chevrolet Cruze, como o próprio fabricante afirma, veio para mudar as regras do jogo, oferecendo uma boa proposta de custo/benefício para os compradores. Entretanto, recentemente, depois de muita especulação e divergência de preço nas revendas, foi batido o martelo; os modelos serão comercializados no Brasil pela bagatela de R$ 71.990,00 a R$ 82.990,00. Talvez este seja o modelo que os fãs da Chevrolet estavam esperando para concorrer com carros de passeio do mesmo porte, como o Civic, Corolla e Elantra, porém acredito que seu valor, acabou ultrapassando a faixa de preço esperada e prometida pela General Motors, ficando mais caro que os sedans da mesma categoria.
O substituto do Vectra, já está disponível nas revendas, na versão LTZ, mais completa, nas cores, preta ou branca, com motor 1.8, flex, 150 cavalos, 16 válvulas e câmbio automático. Esta máquina conta ainda com trio elétrico, seis airbags, bancos de couro cinza ou preto, direção assistida, central de multimídia, GPS, rodas de aro de 17 polegadas, ar condicionado automático, sensores de chuva e luminosidade, controle de estabilidade (ESP), freios ABS com EBD e controle de tração. A versão LS, mais simples, já está sendo fabricada no Brasil, em São Caetano do Sul, porém ainda não chegou às lojas, vem com motor 1.6 a gasolina, jantes de liga leve de 16 polegadas, MP3 player e sensores de estacionamento.

O interior do Cruze, além de espaçoso, aparenta ser bem confortável. No painel, a Chevrolet conseguiu um acabamento perfeito, com materiais que superam a qualidade do Vectra. Porém somente na versão mais completa, a central multimídia contará com uma tela de sete polegadas. Há uma variedade de porta trecos, em particular um compartimento que pode ser fechado sobre o painel para guardar a carteira e o celular de forma discreta. O único ponto negativo é o fato de você correr o risco de levar uma queixa da sua amada, pois não há luz para o espelho no quebra sol.

O motor Ecotec, foi desenvolvido numa parceria entre a Alemanha e o Brasil, possui cabeçote de alumínio, o que o torna mais leve e econômico. Além disso, há um conjunto de válvulas que proporciona maior torque e potencia nas altas rotações, reduzindo ainda mais a queima de combustível. Em alguns testes realizados notou-se que uma das grandes vantagens deste motor são o silêncio e o baixo nível de vibração, bem como um casamento perfeito com o engate da marcha, porém, a arrancada deixou a desejar.
Já o Cruze hatch, que só será fabricado no Brasil no final do ano, também chega para tomar o lugar do Vectra GT, estimando-se que a sua versão mais básica começará na casa dos R$ 60.000,00, já que o valor só será divulgado no lançamento. A intenção foi tornar a versão do sedan mais esportiva e acredito que o design do Cruze combinou mais com a versão hatch.

Sem dúvidas este é um Senhor carro, e esperado como um divisor de águas na Chevrolet, entretanto, parece que a fabricante não conseguiu revolucionar no design, tanto na área externa, quanto no seu interior. Além disso, apesar de estarmos no Brasil, parece um pouco equivocado pagar este valor por um carro popular norte americano, que custa em média 20 mil dólares nos Estados Unidos, ou seja, mesmo contando com a incidência da carga tributaria, as revendas do Brasil contarão com o excesso de em média 140% de lucro a mais, em relação às americanas.
Como infelizmente, no Brasil, temos que pagar um valor exorbitante para ter acesso a tecnologia e conforto, talvez a melhor opção para adquirir o Cruze, seria aguardar passar o “oba oba” da novidade, pois quem sabe o preço se adapte ao real custo/beneficio prometido pela GM, afinal, a briga pela concorrência da categoria está só começando.


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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ESPECIAL: Retrospectiva MENSCH 1 ano

E exatamente a um ano atrás nascia a MENSCH, um projeto que visava trazer aos leitores informação e entretenimento de forma diferenciada, com muito capricho e de forma atraente e atual para os homens. Como bem sabemos, as mulheres que são leitoras de revistas masculinas, também se tornariam nossas leitoras. E assim, juntos e completos encharcaríamos nessa jornada em busca de conhecer e se divertir um pouco mais sobre o universo masculino com seus desejos, interesses, dúvidas e manias. E claro, entender um pouco mais do universo feminino, ou pelo menos tentar.
A idéia é poder num mesmo espaço, democraticamente, poder debater, entreter e prestar serviço sobre assuntos variados que iriam de viagens à carros de última geração, de cultura à fitness, de comportamento à estilo. Tudo isso de forma exclusiva e de um jeito bem descontraído, assim como deve ser diante desse mundo cheio de conexões. Por falar em conexões, tudo isso foi possível graças às boas conexões de idéias e pensamentos de várias pessoas. Cada um colaborando como sabe. Agregando valor e formando a cara dessa que seria a revista digital mais completa e legal nesse período. À verdadeira “colcha de retalhos” que é a MENSCH foram se chegando amigos, parceiros, colaboradores... Que compraram a mesma idéia e embarcaram juntos conosco.

Hoje são fotógrafos, jornalistas, publicitários, médicos, modelos, agentes de talentos que semanalmente depositam na MENSCH seu conhecimento com a certeza de que terão espaço e serão tratados como parte desse projeto, e não apenas colaboradores do acaso. 12 meses depois do lançamento a MENSCH já soma inúmeros parceiros, 52 capas, mais de 300 matérias, inúmeros acessos (chegando a 3000 num dia) e mais de 50 entrevistados de capa.

Além disso, tudo, a MENSCH orgulha-se de ter sido a 1ª revista independente nacional a ter sido lançada no iPad (de forma gratuita). E em breve alcançará outro patamar, e outra mídia, lançando sua primeira edição impressa. A todos que depositaram sua credibilidade e trabalho, nosso muito obrigado. Sem vocês seria muito mais difícil. E claro, nosso agradecimento mais que especial vai pra você leitor, que diariamente, ou esporadicamente, está aqui lendo e contribuindo conosco. Como retribuição, garantimos que nesse novo ano vamos avançar ainda mais e trazer mais coisa legal. E contamos com todos mais uma vez.

UM ANO CONTADO PELAS NOSSAS CAPAS
E pra resumir bem esse primeiro ano, resolvemos fazer uma retrospectiva através de nossas capas e suas inúmeras histórias. Entrevistar não é uma tarefa das mais fáceis. Você quer perguntar o que ninguém ainda perguntou, quer mostrar um lado do entrevistado que ninguém nunca mostrou. Você quer fazer dar certo, quer que seja uma leitura agradável e uma satisfação para quem cedeu tempo e atenção a você.

Nesse primeiro ano da MENSCH foram muitas entrevistas, entre capas, musas, universo masculino pra lá de 50! Muita gente bacana, inteligente, que faz diferença, já “deu uma palavrinha” com a MENSCH. A gente tem o maior orgulho e gratidão por isso. A grande maioria dessas entrevistas só foi possível graças à internet, pois foram negociadas e realizadas através da web, algumas por telefone a pedido dos entrevistados e outras tivemos a alegria de realizar ao vivo. Cada uma teve um sentido especial. TODAS foram de suma importância para o sucesso da MENSCH até aqui e muitas outras virão, com certeza.
Nesse primeiro ano, entrevistamos atletas, atores, empresários, fotógrafos, modelos, cantores, todos incríveis que deixaram muita coisa boa para os nossos leitores. Que venham os próximos!

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

VAIDADE: Dê um trato no visual! Para ter boa aparência não basta apenas fazer barba, cabelo e bigode

Falar de homem metrossexual hoje em dia já é coisa ultrapassada. Da mesma forma que dizer que os homens hoje estão se cuidando mais é chover no molhado. O homem que é esperto e seguro de si hoje em dia têm aumentado cada vez mais esse perfil de homem, sabe que precisa e deve sim se cuidar. Dar um trato no visual sempre faz bem, afinal ao se olhar no espelho todos querem parecer bem. Independente de idade, o homem deve se cuidar, e logo. O tempo passa para todos e os efeitos da vida agitada do dia-a-dia com compromissos com trabalho, família, amigos, eventos sociais e farras vão nos desgastando ao longo do tempo. Muito mais vaidosos, os homens assumiram que gostam de se cuidar (e elas adoram!). Por isso meu caro amigo, cuide-se enquanto é tempo!


A indústria percebeu essa mudança de pensamento e comportamento do homem e a cada mês novos produtos estão chegando ao mercado. Se olharmos matérias de meses atrás veremos que muita coisa já foi ultrapassada diante de tantas novidades nas prateleiras. A marca Brut, por exemplo, reconhecida mundialmente, investe em uma linha própria para eles no Brasil desde 1960. “O homem moderno busca alternativas de cuidados e higiene que imprimam elegância e personalidade. Além disso, notamos que eles são mais fiéis a uma determinada marca quando gostam de seus produtos, diferentemente de nós mulheres, que temos muito mais opções e nos permitimos experimentar mais”, comenta Cristina Pappalardo, gerente de marketing da Perfumes Dana do Brasil. Uma pesquisa de saúde, beleza e cuidados pessoais, realizada pela Nielsen, em abril de 2007 aponta que mais de quatro em cada cinco entrevistados concordaram que, hoje em dia, os homens são mais interessados em cuidados pessoais do que costumavam ser.

 


E as diferenças entre homens e mulheres diferenciam também que tipo de produto é mais adequado para os homens. Um bom exemplo dessa diferença, por exemplo, é que os homens têm muito mais glândulas sebáceas do que as mulheres por isso suaram tanto. Sendo assim, a pele do homem é mais oleosa na face, costas e tórax. Os hormônios masculinos deixam a pele 25% mais espessa, com mais colágeno e elastina, neste quesito ficamos em vantagem em relação a elas pois isso nos faz retardar mais o envelhecimento. Mas vamos dar uma mãozinha à natureza e cuidar do nosso patrimônio que é nosso corpo. Até por que, que não gosta de ficar mais atraente, bonito e bem cuidado?

Outra característica masculina é que homem é prático e adora um produto “milagroso”, capaz de fornecer todos os benefícios que ele precisa. Ciente que precisa dar um jeito na aparência, porém sem muito tempo e paciência, o homem quer produtos práticos e que não encham a nécessaire com um monte de potes e bisnagas. Para auxiliar e facilitar a escolha fizemos uma seleção de produtos para o rosto, pele, cabelo e corpo, ideal para usar em cada momento do dia.

É bom começar o dia bem tratado, então após um bom banho com o shampoo adequado, a dica é passar o hidratante na pele com ela ainda úmida, assim o produto forma um filme protetor sobre as gotas de água aumentando assim a hidratação. Um bom momento para um gel energizante para suavizar olheiras e inchaços na região dos olhos. Por fim, um bom perfume. Mas lembre-se o ideal para o dia, especialmente no verão, são os de notas cítricas (limão, laranja, bergamota...).

Durante à tarde, o sol ainda está forte. Não dê trégua! Mesmo que esteja no ambiente de trabalho é necessário proteção contra os raios solares. Os cuidados com a pele e cabelo continuam com protetores e bronzeadores. De acordo com dermatologistas 10 minutos são o suficiente para esperar depois de aplicado o protetor solar. Mais calor, mais probabilidade de aparecer espinhas. Nesses casos use cremes ressecantes que reduzem o inchaço das espinhas em 8 horas. O perfume continua cítrico, bem verão e mais suave.





A noite é indicada para dois cuidados, ou para relaxar e cuidar para o próximo dia, no caso usando um esfoliante para a pele descansar; ou caprichar e cair na noite com um visual apresentável. É hora de usar gel, cera, pomada... tudo que dê um visual diferente (mas sempre natural) ao cabelo. O perfume ideal para a noite devem ser os mais densos, como amadeirados e âmbar, que tem maior fixação e evaporação mais lenta.



Bem, ficam as dicas. Não precisa usar tudo e nem viver neurótico de que não usou isso e aquilo, mas ficar atento e lutar contra os agentes do tempo em prol de um visual mais atraente e bem cuidado. Elas (e você) agradecem!

Fonte:
Mens Health
Revista VIP
Site UOL
Site Natura


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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

LEITURA: As revistas masculinas mais legais do mês de outubro

Outubro nas bancas vem cheio de novidades, à começar pela revista ALFA que pela primeira vez traz uma mulher na capa. A Men´s Health por sua vez traz um leitor como o cara da capa pela primeira vez também. Ainda temos revelada a modera do Zorra Total na PLAYBOY, a Garota Fitness na SEXY e o novo Volkswagen na Quatro Rodas. Ana Luiza Castro se revela na capa da STATUS, enquanto Fernanda Lima fala de amor e sexo na GQ. Bem, pelo jeito o verão está chegando e esquentando também as bancas de revistas esse mês. Boa leitura!

Veja o belo making of do ensaio de Fernanda Lima na GQ:










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domingo, 9 de outubro de 2011

FÓRMULA 1: GP do Japão, Vettel fica em terceiro e se torna o mais jovem bicampeão da história

E a temporada 2011 de Formula 1 parece ter chegado ao fim, isto porque o campeão já foi definido antes mesmo do fim do campeonato. Aos 24 anos, neste domingo, Sebastian Vettel se tornou o mais jovem bicampeão da história, no Grande Prêmio do Japão, um ano após ter conquistado o titulo mundial de forma espetacular.

Apesar de não ter chegado em primeiro lugar, faltando ainda quatro provas para o final da temporada (Coréia do Sul, Índia, Emirados Árabes e Brasil), Vettel garantiu com o terceiro lugar 324 pontos, ficando a frente de Jenson Button, com 210 pontos, que agora terá a missão de disputar pelo vice-campeonato com Alonso, Mark Webber e Lewis Hamilton. 
A corrida começou com muita disputa, quando Vettel impediu a ultrapassagem de Button e quase jogou o inglês para fora da pista, deixando Hamilton segurar a segunda posição. Button reclamou pelo rádio com a equipe McLaren e os comissários abriram uma investigação para a manobra de Vettel. Mas depois de oito voltas a FIA anunciou que optou por não punir o líder da temporada, pouco antes de Button recuperar a segunda posição ao passar Hamilton.

Vettel manteve-se na liderança até a 20° volta, quando em sua parada nos boxes para troca de pneu, foi ultrapassado por Button. No desenrolar da corrida Button disparava na frente, enquanto Vettel ficou atrás de Fernando Alonso, na disputa pelo segundo lugar, sem conseguir sucesso.

Já Felipe Massa se envolveu em mais um acidente com Hamilton; coincidência ou não, o inglês acabou encostando novamente no carro do brasileiro, que acabou não indo bem na corrida, conseguindo a sétima posição. O domingo também não foi bom para Bruno Senna e Rubens Barrichello, ambos perderam posição em relação à largada, chegando em 16º e 17° respectivamente.

A corrida foi um pouco morna, afinal o que todos estavam esperando era a consagração de Vettel no final. O alemão tem números impressionantes, pois apesar de tão jovem, teve 19 vitórias, 26 poles, 7 voltas mais rápidas e dois títulos mundiais. Pelo visto, a comemoração de Vettel começou hoje e quem sabe a base de muito saquê em terras nipônicas.


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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

ENTREVISTA: JOAQUIM LOPES

Uma criança hiperativa quando pequena e um adulto carismático. Nesse espaço de tempo Joaquim Lopes foi trilhando seu próprio caminho deixando de lado a influência para fazer medicina e lutando para se realizar como ator. Seu grande momento profissional veio agora através das loucas histórias do autor Walcyr Carrasco que criou para Joaquim um Josué que ao mesmo tempo é um matuto do interior bronco, e um divertido vilão que chama atenção do louco Áureo. Porém não há de negar que sua maior conquista tem sido o amor de uma das mulheres mais admiradas da TV atualmente, a atriz Paola Oliveira. Ao lado de Paola, Joaquim vive um momento especial onde carreira e amor andam em alta. Mas tudo isso é apenas o começo! Conheça um pouco mais do simples e carismático ator que anda afundado em livros de psicologia e filosofia. Freud explica!

Antes de se tornar ator você fez vestibular para Medicina e Administração. Como explica escolhas tão diferentes? Aos 17 anos, eu não tinha certeza do que gostaria de escolher como profissão e acho até natural que um jovem nesta idade sinta isso. Por exemplo: minha família é toda de médicos; pai, tio, irmão. Então a medicina sempre esteve presente na minha vida, mas acabei optando por Administração de Empresas por não ter certeza do que eu queria fazer. Fiz até gastronomia! Até que minha mãe um dia me sugeriu que eu fizesse um curso de teatro. Me encontrei nesse ofício e estou nele desde então com muito orgulho.


Alguns atores foram incentivados pelas mães a fazer teatro para vencer a timidez, já você, foi para dar vazão ao seu jeito extrovertido. Foi uma criança levada? Era muito agitado sim e sempre estava inventando personagens, adorava contar piadas e tinha muita imaginação. Minha mãe soube identificar essa veia artística e me incentivou a canalizar essa energia em algo produtivo.

E como foi seu início como ator? Me formei na Escola Superior de Artes Célia Helena em 2001 e comecei logo fazendo peças de teatro em São Paulo e depois entrei em turnês pelo interior de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná. Foi uma época muito importante pois tive a oportunidade de aprender sobre a vocação que a profissão exige.

Você elogia muito o trabalho de Walcyr Carrasco, atuar numa obra dele é um marco na sua carreira? Com certeza. O Walcyr é um autor que atinge todas as classes sociais, todas as faixas etárias e não é à toa que toda novela dele é um grande sucesso. Fico muito honrado de ter tido logo de primeira a oportunidade de trabalhar com ele.

Que autores e atores você mais admira? Além do Walcyr, também admiro muito o trabalho da Glória Perez, que traz sempre novidades para o público, seja mostrando uma nova cultura ou prestando serviço social através de suas histórias. João Emanuel Carneiro é sempre brilhante em suas tramas, deixando o público ansioso para assistir o próximo capitulo. Atores eu admiro muito a Cássia Kiss Magro, com quem eu estou tendo a honra de aprender de perto sobre o que significa ser ator nos dias de hoje. Tony Ramos, Antonio Fagundes, para citar alguns.
Em Morde & Assopra você vive um caipira que para impressionar uma mulher foi capaz de várias ações ilícitas. Vale tudo para conquistar uma mulher? Nada de ilícito com certeza. Mas acredito que a mulher deva ser conquistada todos os dias e a todo o momento. É preciso uma vida toda para conquistar uma mulher.

Você certa vez falou em entrevista que fica tímido com elogios. É um desafio para um ator vencer a timidez? O que você faz para driblar isso?A vaidade desmedida e um ego muito inflado podem ser uma armadilha e tanto para um ator. Acredito que o ator tem uma busca eterna e quase impossível de se aprimorar. Impossível porque o ator pode sempre ser melhor. Quando acaba o estudo e a pesquisa, acaba o ator. Não é que eu seja tímido, mas cauteloso ao receber elogios.

Ter sua vida e intimidade sempre em manchetes é a parte mais desagradável da fama? Como você convive com isso? Entendo a curiosidade que a fama desperta nas pessoas, mas penso que deve haver um equilíbrio entre vida pública e vida pessoal. Tento ser o mais reservado possível. Respeito a liberdade de expressão e espero que respeitem também a minha liberdade de manter a minha privacidade.

O assédio dos fãs incomoda ou atesta seu carisma e talento? É maravilhoso ter o seu trabalho reconhecido nas ruas. É uma validação de que você está atingindo aquelas pessoas de alguma forma. Na minha opinião, o ator serve para relembrar o espectador que ele ainda é humano, e sem o público o ator não é nada.

O que curte para ler, ver (filmes/TV) e ouvir? Sou viciado em livros. Procuro ler de tudo um pouco. Estou agora num momento de ler livros de psicologia. Lacan, Freud, e também livros de filosofia. Neste momento estou terminando o livro "Segundas Intenções" do Nilton Bonder. Incrível! Cinema, pelo menos uma vez por semana e na TV tenho gostado muita de um seriado chamado "Modern Family". Humor inteligente e formato diferente de tudo que já tinha visto.
Você namora umas das atrizes mais bonitas, talentosas e carismáticas da TV. Como você se sente no papel mais do cobiçado dos homens no Brasil? Eu me sinto abençoado de estar junto de uma pessoa que me inspira diariamente a ser melhor.

Qual a pior característica das mulheres e como lidar com ela? A mulher tem o dom de emudecer sem previa explicação, deixando nós, homens, sem saber o que fazer. Só nos resta esperar e tentar não enlouquecer tentado imaginar o que se passa em suas mentes.

E em que os homens precisam aprender com elas para melhorar?
O homem é muito pragmático e tem dificuldade, falo por mim, de realizar muitas tarefas ao mesmo tempo. E as mulheres são mais sensíveis e observadoras. E outra, as mulheres falam muito entre si sobre seus problemas, anseios, desejos, frustrações. Nós, homens, não temos esse costume. Talvez se os homens tivessem um pouco desse hábito, saberíamos mais sobre nós mesmos.


Quais seus medos e desejos? Acho que única coisa que me deixa com medo é a impossibilidade de realizar meu trabalho seja pelo motivo que for. Meus desejos são muitos... Continuar trabalhando muito e poder chegar ao ultimo dia da minha vida, olhar pra traz, e não ter nenhum arrependimento.
Fotos: Divulgação
Agradecimento: May Biolli – 3 Pontos
Agradecimento especial a Joaquim Lopes


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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ESTILO: Tudo que você gostaria de saber sobre cuecas

Houve um tempo (no tempo das cavernas) que a cueca era uma mera vestimenta masculina e não tinha qualquer apelo senão cobrir as partes íntimas. Nos dias de hoje a cueca, além do plano original de cobrir as partes íntimas é também objeto de conquista e sedução, por isso vale à pena investir no modelo que agregue conforto e cobiça feminina.



Segundo estudiosos o que se tem mais próximo a cueca de hoje eram as vestimentas usadas pelos homens das cavernas feitas de linho em forma de triângulo com tiras nas pontas e amarradas ao redor dos quadris e laçada por entre as pernas. Durante um bom tempo o linho foi o tecido “oficial” das cuecas até por ser o único tecido lavável disponível no século XVI. Em seguida foi sendo substituído já na década de 30 por flanela e algodão.

No século XX foram lançadas as cuecas que pareciam uns shorts, mas curtas do que usada pelos militares da aristocracia inglesa. Os elásticos começam a ser usados e o conforto foi ganhando espaço, assim como a simplicidade fazendo surgir as famosas samba-canção, extremamente populares na década de 80. Nos anos 90 foi a vez dos modelos slips e o ingresso dos modelos esportivos no guarda-roupa do homem comum com as ciclistas, boxers e shorts.
Calvin Klein, uma das marcas mais consolidadas no mercado mundial
QUAL TIPO DE CUECA VOCÊ USA?

Alguns modelos são básicos outros são variações destes básicos criados por algumas marcas especialistas em underwear masculino.

Slip – é a cueca propriamente dita, a original. É a preferida dos mais tradicionais e é um modelo prático, contudo deve ser evitado por homens que apresentam algum tipo de alergia, principalmente na área da virilha.

Boxer – é uma das versões mais “bem comportadas” de cuecas. Faz um estilo “short” e difere principalmente da versão slip por praticamente não fazer pressão na virilha. A boxer pode ser encontrada em uma versão mais justa e outra mais folgada e por serem oriundas dos modelos esportivos são confeccionadas geralmente com tecidos confortáveis e elásticos. A vantagem é que ajusta melhor no corpo, evitam atrito entre as pernas e não marcam a roupa.

Sungão – uma mistura do modelo slip com o boxer fazendo com as laterais sejam mais largas. Ideal para os ousados que gostam de deixar o elástico à mostra.

Samba-canção (ou ceroula) – ganhou esse nome porque assim como o estilo musical que viveu seu auge na década de 40, também estava caída na década de 90 quando surgiu o modelo slip que passou a ser tratado como sinônimo de cueca. Esta versão anda meio que fora de uso, mas ainda persiste em muitos guarda-roupas masculinos. A samba-canção é igual um short com cintura elástica e feita de tecidos leves como seda ou cetim e são extremamente confortáveis tanto que muitos homens as fazem de pijamas. Apesar do tão aclamado conforto esse tipo de cueca pode marcar a roupa e vez por outra você pode precisar ficar puxando ela pra fora, se é que você me entende.


Fio-dental - Bastante popular na Europa, Estados Unidos e Japão, a cueca tipo fio-dental ainda não decolou no mercado brasileiro, talvez por ter um grande apelo sexual ou por estar mais intimamente ligado a lingerie feminina. Alguém arrisca ser pioneiro? Bem, independente de ter um “quê” sexual, a cueca fio-dental tem suas vantagens, é bem mais confortável proporcionando mais movimento, por isso é bastante usada por esportistas, lutadores e fisiculturistas.

Cuecas com enchimento – ajudam os homens a valorizarem suas partes íntimas, mas se usadas de forma exagerada vão marcar a roupa e deixar um aspecto artificial. Cuidado com essa opção.

OS CLÁSSICOS MODELOS CALVIN KLEIN

Na década de 80 a Calvin Klein incluiu em seu portfólio a marca Calvin Klein Underwear, diversificando sua linha de produtos com o lançamento de coleções de roupas íntimas que fariam enorme sucesso junto ao público.

Foi assim que a cueca CK virou um ícone da marca e a roupa íntima ganhou novo status nas mãos de Calvin Klein. As boas e velhas cuecas, até então apenas funcionais, ganharam um desenho inovador, levando a assinatura Calvin Klein gravada no elástico da cintura e tornaram-se objetos de desejo tanto pelo seu design diferenciado quanto pela ousadia de suas campanhas publicitárias.
O sucesso da cueca Calvin Klein foi tanto que repercutiu até mesmo no cinema. Curioso lembrar a passagem do lendário filme De Volta Para o Futuro, quando o personagem de Michael J. Fox (Marty McFly) acidentalmente volta aos anos 50 e reencontra sua mãe que, intrigada com as roupas do rapaz, ao ver o nome Calvin Klein em destaque na sua cueca, deduz que esse seja seu nome e insiste em chamá-lo de Calvin até o final do filme - na época era comum bordar o nome nas roupas para identificá-las, costume bem diferente da logomania que impera na moda atual.

Sinônimo de conforto, sensualidade e bom gosto, a Calvin Klein Underwear é mais um sucesso do consagrado estilista. Pioneira ao anunciar cuecas em outdoors na década de 80, a marca americana Calvin Klein oferece modelos de cuecas além dos já tradicionais conhecidos:

A CUECA NA PUBLICIDADE

E a moda ditou estilo e mudou costumes, como sempre faz. E com as cuecas não foi diferente. Com a forte campanha em cima da linha de cuecas CK UNDERWEAR, a cueca deixou de ser uma peça íntima do homem e foi consagrado um objeto de status, cobiça e masculinidade. Ícones de gerações vestiram e mostraram sem pudores suas cuecas. Foi assim nos anos 90 quando o happer (e futuro ator) Mark Wahlberg e a modelo viraram o casal da marca CK. Seguindo a tendência dos rappers, Mark Mark (como era conhecido na época) colocou a cueca CK pra fora do jeans e lançou um estilo. Kate Moss da sua parte usou cueca como peça íntima e ditou um novo estilo.

Aos longo desses anos, outras marcas descobriram que vender cuecas de uma forma mais plástica e sedutora renderia ótimas vendas. E seguindo essa tendência a marca ARMANI embarcou nessa e trouxe consigo seus ícones de masculinidade na personificação de astros do futebol. Sempre com imagens que remetem à virilidade e sedução, David Beckham e Cristiano Ronaldo fizeram cara de poucos amigos e estamparam outdoors, cartazes e embalagens de cuecas.

Assim nascia um novo desejo de consumo masculino e de cobiça feminina. Os homens hoje em dia têm nas cuecas CK ou Armani, ícones de masculinidade. E toda mulher sonha em ver seu amado usando as sexys e viris cuecas da propaganda da CK. Mesmo não tendo a barriga de tanquinho dos caras das campanhas, os homens se sentem mais poderosos e firmes usando essas marcas que atrelam valores como virilidade e sedução.
DICAS NA HORA DA COMPRA

Tecidos - Algodão orgânico: Como o próprio nome diz é feito de algodão cultivado sem químicas.




Fibra de Bambu - esta fibra é mais absorvente que a de algodão e tem a vantagem de não formar bolinhas no tecido.

Pima Cotton - é feito de um algodão peruano que promete ter melhor qualidade, ser mais macia e confortável.


Microfibra - é um tecido que seca com facilidade, evitando que a pele fique úmida, diminuindo o risco de proliferação de fungos e ou alergias.

CORES: As cores vibrantes estão na moda, verde, vermelho, azul marinho e preta são a tendência;

CUECA E A PERSONALIDADE
No blog da empresa de lingerie Lubelli (http://www.lubelli.com), eles mostram que as cuecas também são uma forma de conhecer a personalidade de um homem. Veja alguns exemplos clássicos:

Cuecas “Apertadas” - Geralmente rapazes que usam este tipo de cueca são “filhinhos de mamãe” e muito dependentes que não escolhem nem o tipo de cueca para usar.

Cueca Box - Homens que aderem a este tipo de cueca são independentes, “pegadores” e bem sucedidos. Este modelo de cueca é o favorito entre as mulheres.

Cueca Fio-dental ou Tanga - São para aventureiros e esportistas, homens muito seguros de si que não ligam para o que os outros irão dizer.

Cueca Tradicional - Preferida entres os homens clássicos, sérios e conservadores. E se tiver a abertura lateral, significa que gostam de praticidade.

Cueca com Desenhos - Homens que usam este tipo de cueca são divertidos e sonhadores, mas, às vezes, podem ser infantis.

Cueca Samba-Canção (ou Usar Nada) - Tanto quem usa cueca samba-canção quanto nada gostam de liberdade acima de tudo, mas os que usam samba-canção gozam desta “liberdade” com mais estilo.

A OPINIÃO DELAS

Fizemos uma pesquisa com leitoras e musas da MENSCH sobre qual cueca elas consideram mais sexy e qual a mais brega, aquela que corta o tesão completamente. Fique de olho nas respostas e não faça feio na hora da conquista.

- O modelo boxer foi em disparado a preferência da mulherada que assumiram curtir um look justinho da cueca do parceiro.




- As folgadas e com tromba de elefante (comum em sex shops) foram amplamente vetadas.

- Aos desleixados de plantão, cuidado! Cuecas manchadas, descosturadas ou furadas vão fazer elas correrem de você para sempre! Zelo e higiene não fazem mal a ninguém.

- Ao contrário do que dita a tendência de moda, as mulheres não gostam de cores berrantes, vermelho então, tira logo da gaveta! A preferência é pelas pretas, brancas e azul marinho;

- As samba-canção só se for pra servir de pijama;

- Houve quem curtisse algo mais modernoso como cuecas xadrez e com estampas, mas um percentual beeeeem pequeno.

Agora vocês já sabem, nada de comprar cueca em tabuleiro de qualquer jeito, tem de escolher bem a que mais combina com seu estilo e vai agradar a mulherada.




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