domingo, 19 de dezembro de 2010

Crônicas e Indagações Femininas: "Ei, repara na minha lingerie!"



A gente passa horas tentando escolher uma lingerie bacana, economiza pra comprar peças da Victoria´s Secret e Fruit de La Passion, pesquisa qual modelo e cor combina mais com nosso tom de pele e... e nada! Os homens simplesmente não reparam! Vão logo arrancando tudo sem sequer cuidar pra não estragar a renda delicada ou a aplicação de pérolas e vidrilhos. Insensíveis! Poxa, custa reparar, apreciar, e-l-o-g-i-a-r? Se for pra tirar tudo sem sequer dar uma olhadinha geral, do tipo de cima a baixo, a gente vai comprar calcinha no camelô da Rua das Calçadas* a R$ 3,00 cada feita de algodão com estampa da vovó! Ah... mas aí aposto que vocês iam reparar e quiçá, broxar! Depois comentariam com os amigos na mesa de bar que não agüentam suas namoradas com calcinhas cor da pele e estampa florais ”igual-a-da-minha-mãe”. Haja paciência com a insensibilidade estética de vocês pra nossas peças íntimas.

Mas o pior ainda estar por vir, vocês não reparam nas nossas, mas babam horrendamente ao se depararem com um outdoor enorme com foto da Gisele Bundchen anunciando lingerie da Hope (aquelas sem costura que não marcam a roupa e modelam nosso corpitcho), assim não dá! Mundo injusto! E tem mais, como se não bastasse não valorizarem as nossas roupas de baixo, ainda não cuidam da de vocês! Insistem nas cuecas azul bebê como se não tivessem saído da infância e fosse a mamãe que ainda comprasse as roupinhas do neném. Custa comprar umas cuecas novas, com cores másculas e modelos que deixam o bum-bum de vocês irresistíveis?(sim, sim, sim nós gostamos da preferência nacional tanto quanto vocês. Fica a dica!) É meninos, a gente repara meeeeesmo.

Da mesma maneira que as calcinhas tipo “caçola” tiram o “apetite” de vocês, as cuecas “afolozadas” e que já perderam a cor original (vulgo encardidas) também nos deixam sem fome. E mais, na primeira oportunidade a gente joga no cesto do banheiro pra se livrar de vez da peça indesejada e ainda vamos ligar pras amigas pra contar a façanha. Vamos lá meninos, mais atenção com o que cobre o fruto proibido. Pra que pressa em tirar a nossa roupa? Apreciem os detalhes florais, os bordados, as aplicações, a textura do tecido, o modelo, as cores... a gente vai gostar e saber “agradecer” os elogios de um jeitinho todo especial que vocês vão até querer ir conosco nas próximas compras.

*Rua do centro de Recife com peças e preços populares.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

MENSCH ENTREVISTA: Homem na Cozinha


Gastronomia é a arte de cozinhar de modo que se dá o maior prazer a quem come, mas é bem verdade que quem cozinha também tem o maior prazer no que faz e talvez seja justamente esse o segredo dos grandes nomes da culinária brasileira. Pra ficar por dentro dos segredos e dia-a-dia de quem nos deixa sempre com água na boca, a MENSCH entrevistou três grandes profissionais do forno e fogão e provou que cozinha não é mais lugar de mulher como se pensava antigamente, os homens estão mandando muito bem, deliciosamente bem. Com vocês, Cesar Santos do Oficina do Sabor, Duca Lapenda do Pomodoro Café e Thiago Arnaud do Varekai.

01 - César, como foi que começou sua jornada pela gastronomia, que já passa de 10 anos?
Nos anos 80, participei de diversos cursos no SENAC de Pernambuco e iniciei um negócio de comida congelada com duas amigas, executando menus de diversos eventos. Depois inaugurei o Oficina do Sabor, restaurante que me lançou nacional e internacionalmente.

02 - Suas criações gastronômicas já viraram uma referência nacional. Qual o segredo em conseguir agradar diversos paladares de forma tão "simples"?
O segredo é pensar que você está fazendo uma coisa não só para você, mas para as outras pessoas. Cozinhar pensando sempre no próximo.

03 - Tempos atrás você levou a cozinha brasileira para um festival internacional na Itália, que incluía participantes do Oriente e Ocidente. Como foi a receptividade?
Foi muito grande, todo mundo estava muito curioso com a culinária brasileira. O que se vendia lá fora era caipirinha, feijoada e mulata. O italiano é bom de garfo, as noites que participei foram lotadas, um grande sucesso. As pessoas estavam muito ansiosas para conhecer os sabores da nossa culinária.

04 - Onde você vai buscar idéias para elaboração de um novo prato, no seu paladar ou no que você acha que vai agradar ao público?
Eu busco inspiração em cima dos ingredientes regionais, dependendo da safra, e do  que está acontecendo  no momento.

05 - Hoje em dia você saiu da cozinha e agregou cargos, digamos, mais burocráticos, como ser diretor de alimentos da ABRASEL-PE e Diretor no Norte/Nordeste da Associação Brasileira da Alta Gastronomia (Abaga). Como ficou sua rotina de trabalho hoje com todas essas novas funções sem perder a mão nos seus pratos?
Na verdade são cargos que ocupo mas que trabalho sem atrapalhar a rotina na minha cozinha, e  que colaboram com a divulgação gastronomia pernambucana.  Exerço com muita dedicação.

06 - A gastronomia de alta qualidade terminou limitando somente a quem pode pagá-la, que não é, necessariamente, quem tem condições de apreciá-la. O que você pensa disso?
O que é alta gastronomia, afinal? Eu vejo como Boa gastronomia. Ela não precisa ser com produtos caros ou importados, você pode ter uma boa gastronomia com bife, feijão, arroz e batata-frita, só dependem de como se vai ser apresentado pelo chef.
Quando se fala de alta gastronomia, lidamos com uma boa comida e uma grife, assim como a moda ou os carros, o público paga pela marca, pelo nome do chef que assina o prato e sem dúvida há um mercado para esse segmento de gastronomia e bem estar. Todos são aptos a apreciar a boa gastronomia.

07 - Existe alguma diferença entre um chef de cozinha homem e um chef de cozinha mulher? O sexo diferencia o modo de preparo de uma receita?
Não existe diferença entre os sexos. Existem diferenças de chef para chef, do conceito de cozinha escolhido.  Antigamente a cozinha tinha um trabalho muito pesado, braçal, mais adequado ao homem. Com toda a tecnologia que existe, a cozinha se tornou um pouco mais leve, acessível às mulheres mostrarem todo seu potencial e talento.

08 - As mulheres comentam e terminou se criando certo charme em torno do homem que sabe cozinhar. Que dicas você daria a um leigo na cozinha que pretende impressionar sua acompanhante num jantar?
A melhor forma de impressionar é descobrindo o que a parceira gosta. Uma boa apresentação, uma mesa para dois com flores, luz de velas, talheres e pratos bonitos ajudam a complementar o clima de um jantar especial.   Descobrir o que ela gosta de comer, lembrando que o simples pode agradar mais do que o rebuscado.  Em cima do cardápio, escolher uma boa bebida para harmonizar, de acordo com o paladar dela, pode ser um vinho tinto, um branco, um espumante ou uma caipirosca.

09 - Recentemente o restaurante dinamarquês Noma foi eleito o melhor restaurante do mundo. Você o conhece? Concordou com essa posição no ranking?
Não conheço o restaurante, mas deve ter sido eleito por merecimento pelos críticos.

10 - Como você classificaria um estabelecimento como melhor restaurante, pela comida, serviço ou conforto? O que é mais importante?
Não tenho como afirmar o como o restaurante é escolhido pelos críticos, mas acredito que  deve ter um bom serviço, um local bacana, uma boa comida e deve ser aconchegante ao público.

11 - Você acha que o boom de chefs de cozinha hoje em dia banalizou a profissão?
Não. Na verdade, há dez anos, no Brasil, ninguém sabia o que era ser chef. Ser chef de cozinha é ter uma brigada, criar um cardápio, criar um conceito para o restaurante, saber administrar, além ser cozinheiro. Acima de tudo, me considero um cozinheiro, não um chef.

Antes, os chefs que eram conhecidos eram de fora do Brasil. No momento que os chefs começaram a expor a profissão, divulgar o trabalho, a profissão cresceu, ganhou visibilidade e respeito, não houve banalização, houve valorização. É importante dizer aos candidatos a estudantes de cursos na área As pessoas que serão profissionais do setor, não necessariamente que vão sair chefs. O que vai classificá-las como chef de cozinha é o trabalho do dia a dia, o esforço, a disciplina e o talento.

12 - Fora gastronomia, o que mais te dar prazer em fazer?
Estar com meus amigos, conversar, brincar, dançar, sem me preocupar com o outro dia.

13 - Qual a receita do ano novo?
Como todo mundo está ansioso em 2011, para que seja um ótimo ano, com muitas realizações, indico a Salada de Lentilha e a Salada de Bacalhau com Grão de Bico, ambas com grãos, que representam a fartura e trazem muita sorte na virada do ano.


 


01 - O fato de você ser neto de italianos foi um fator decisivo no momento em que escolheu a culinária, especificamente a italiana? Na sua família sempre se tratou comida como gastronomia?
A princípio as culinárias, italiana, portuguesa e pernambucana estiveram muito presentes na minha formação gastronômica. Mas nunca houve um foco especifico na gastronomia em si apenas na culinária tradicional das nossas famílias.

02 - No começo de sua carreira como chef de cozinha, qual foi sua maior dificuldade?
Equilibrar o que eu achava certo com o que meus clientes queriam consumir. Como quantidades de molhos na pasta, ponto da carne, ponto de cocção do risoto, etc. Acho que todos os colegas também sofrem um pouco no início até achar o equilíbrio.

03 - Pra você qual a diferença entre comida e gastronomia?
Comida ou alimento é um dos componentes da gastronomia, que engloba cultura, tradições, formas de produção, tendências entre outros fatores. Gastronomia é muito complexo para se definir como apenas comida.

04 - O que define a qualidade de um prato são os ingredientes, a receita ou a mão de quem prepara?
Os três itens têm que estar presentes em quantidade para se ter um bom prato.

05 - Você já foi escolhido pela Veja como chef do ano. O que isso significou para você? Você se imaginava chegando a isso?
Nunca tive esta pretensão de ganhar prêmios, pois não trabalhamos para isto, embora, ganhar prêmios mostre reconhecimento do mercado, mas traz muitas cobranças; muitas, as  vezes, infundadas.

06 - De todos os países que você já foi estudar, a Itália foi o seu preferido? Qual a grande diferença da culinária lá fora?
A Itália tem uma diversidade cultural e gastronômica fantástica, talvez, guardadas as proporções, comparável ao Brasil. Talvez isto tenha me fascinado mais. A paixão pela comida e ingredientes locais é a grande diferença da culinária na Itália, França, Portugal... etc.

07 - É mais fácil conquistar as mulheres pelo paladar? Já cozinhou muito para conquistar alguém?
Acho que tem um grande peso no jogo da sedução. Acho que já usei um pouco disto sim! (risos)!

08 - Dizem que os homens se destacam mais como chefs porque cozinham por prazer, enquanto que a mulher na sociedade sempre cozinha por obrigação. Você concorda?
Este destaque acho que é muito por ter uma posição de comando, e como vivemos em um mundo machista os homens, como na carreira militar, ainda são maioria, mas acho que este mito está se desfazendo aos poucos, eu preferencialmente prefiro assistentes mulheres. São mais concentradas, comprometidas, organizadas acho. Temos hoje grandes colegas mulheres.

09 - O paladar do homem e da mulher é diferente? Ou é questão cultural ou social?
Cada indivíduo é diferente na sua sensibilidade, independente do sexo.

10 - É mais fácil decifrar uma receita inédita ou a cabeça de uma mulher?
 Receita, de longe! Cabeça de mulher é um enigma!! (risos)!

11 - Qual seu ídolo na gastronomia?
Acredito que para a maioria dos colegas, Sr. Paul Bocuse, ainda é o maior ídolo, pelo menos para mim ele é. E vivo hein?

12 - Fora gastronomia, o que mais te dar prazer em fazer?
 Viajar e conhecer pessoas é a minha grande curtição.

13 - Qual a receita do ano novo?
 Ai vai uma sobremesa de ano novo

Banana Ganache
Taça de bananas flambadas com ganache de chocolate.
Para 1 porção.
50g chocolate  meio amargo.
50g de creme de leite .
1 col de sopa de cacau em pó .
1 col de sobremesa de Manteiga de qualidade.
1 banana prata ou nanica madura porém firme. Cortada em rodelas de 0,5cm.
1col de sopa de manteiga p fritar a banana.
1 col de sopa de açúcar.
10 ml de conhaque para flambar.


Em banho-maria aqueça o creme e derreta o chocolate. Homogeneíze e acrescente a manteiga. Então retire do calor e homogeneíze e reserve em tem ambiente. Frite a banana na manteiga com o açúcar, coloque o conhaque e flambe  até apagar o fogo, coloque em uma Taça, cubra com a ganache de chocolate polvilhe cacau em pó  e sirva.



01 - Você largou a carreira de direito, já no final do curso, para seguir a carreira de chef gastronômico. Como foi isso?
Percebi que vivia desejando o final de semana para poder cozinhar ou até mesmo estudar na casa dos amigos da faculdade, o que era sempre acompanhado por churrascos, e eu era o titular. Gastronomia pra mim sempre foi uma boa válvula de escape. Daí percebi que a segunda era o dia mais detestado, pois havia uma semana inteira que me separava das brincadeiras com as panelas.

02 - Morar no Japão, ser chef de cozinha em navio pelo mediterrâneo e a culinária indígena influenciaram a que ponto o seu desempenho na cozinha?
Toda experiência que eu pude viver serviram para indefinir ainda mais minha verte dentro da cozinha. Por outro lado percebi que o prazer de cozinhar está no ato e não na etnia. Me prender a um formato é o mesmo que me obrigar a escolher o país que mais me influenciou....Eu posso dizer que não sou um produto do meio, mas sim, um produto dos extremos.

03 - Apesar da pouca idade você já tem sido reconhecido dentro da área gastronômica de alto nível. Isso te afeta de algum modo?
Já fui....? Não me vejo afetado pela publicidade... Não uso o termo chef. Deixo isso para quem tem mais de 25 anos de cozinha. Ainda sou muito novo e acredito estar muito distante do meu ideal, mesmo sem saber qual é!!! Sou cozinheiro, amo o que faço!

04 - Onde você vai buscar ideias para elaboração de um novo prato, no seu paladar pessoal ou no que você acha que vai agradar a público?
Só faço ou elaboro pratos que eu comeria. Não gosto das comidas ou tendências da moda. De algum modo sou conservador na hora do sabor. Comida boa é a bem feita. Prefiro coentro ao foie gras, cachaça ao vinho. Se come muito bem há centenas de anos. Procuro estar antenado a novas técnicas, algo que agregue valor na hora de tocar uma consultoria. Com efeito, se a expectativa do cliente é comer novos conceitos, e por isso ele paga, farei espuma e gelificação para atender expectativas de todos.

05 - Hoje em dia você estuda gastronomia na faculdade, ensina no Senac e comanda a cozinha de uma badalado restaurante. De onde vem tanta disposição?
Sabe quando você começa o namoro com uma linda pessoa, que tem pele na jogada, que parece atender a todos os predicados? E você jura que agora encontrou a mulher da sua vida? Eu e minhas cozinhas somos assim. Eu entro em cinco cozinhas diferentes, no mínimo, todos os dias. É como se eu tivesse uma relação poligâmica e jamais entediada com minha profissão. Eu nunca entro numa rotina, assim arrumo tempo para dar conta de todas, sem ciúmes, e com a anuência da minha mulher. É fantástico!!!

06 - De todos os países que você já conheceu qual você definiria como o ideal para você?
Brasil sem medo de errar. O exterior é muito bom, e sempre que posso viajar, vou mesmo. Lá fora é muito bom para provar, comprar, e deixar saudade para trabalhar mais e viajar mais uma vez. Mas não existe lugar melhor no mundo do que a nossa cama, certo? Aqui temos mania de rotular a gastronomia por esse ou aquele país. Já abri restaurante Tailandês, sonhei com um italiano e acabei num francês e dele já não faço mais parte. Agora estou numa lua de mel com os sabores daqui. Casei com o sabor do pequi, do jambu, do dendê, leite de coco e tantos outros ingredientes que fascinam os estrangeiros. Resolvi estudar o lugar onde nasci afinal, se eu não souber de onde vim, vou pra onde?

07 - Você acha que as mulheres se interessam mais por um bom chef de cozinha do que por um advogado?
A mulher tem, em qualquer classe social e faixa etária, a necessidade de cuidados. É normal sonhar com um homem boa pinta, cozinhando e servindo tudo à luz de velas, vinho e música baixinha. Eu mesmo já passei por algumas divertidas. Até mesmo com minha mulher à paisana sem nada poder fazer. Faz parte do encantamento do chef. Por outro lado, o advogado goza do paletó e da gravata, o que encanta ainda mais do que a própria profissão. De todo modo, eu acho que o homem é atraente à sua maneira seja de avental ou paletó. Mas se ao tirar o paletó ele continuar advogado, com termos jurídicos e excesso de intelectualidade, a mulher pode tomar um abuso, ao passo que o cozinheiro, com toda a masculinidade aflorada..... Bom, Ai tem que abrir um bom vinho e pagar para ver!

08 - Dizem que os homens se destacam mais como chefs porque cozinham por prazer, enquanto que a mulher na sociedade sempre cozinhou por obrigação. Você concorda?
Discordo totalmente. Os homens se destacam pelas possibilidades físicas. São mais aptos à carregar panelas com 20kg de molho quente, destrinchar pernis, trabalhar 15h seguidas e tudo o que exija a força. Particularmente percebo que os homens tendem a buscar uma notoriedade maior, pois a cena sempre foi feminina. Mas as mulheres gozam, em contrapartida, da sensibilidade, que conta muito na hora de elaborar um prato. Conheço mulheres que botam muitos marmanjos no bolso. Acho que estamos numa fase de acordo sexual. É impossível ter um bom restaurante sem homens e mulheres na cozinha.

09 - Qual o grande segredo para o sucesso na hora de preparar um jantar para alguém que se quer conquistar?
Nunca inventar mais do que se tem conhecimento sobre o paladar da pretendida. Se for o primeiro encontro, não abuse do novo. Não faça cordeiro. Demora, exige perícia para cortar e ela pode não se sentir à vontade para rejeitar. Procure saber do que ela gosta e busque fazer isto, afinal, é você quem precisa ser encantador, não a sua comida. Ela pode não entender ou não gostar de invenções. Opte por algo sem erro. Na bebida, tenha várias opções, mas tenha personalidade. Beba o que você está acostumado a beber e ofereça possibilidades para a pretendida. Vai que ela gosta de Rum Montila com Coca e você só tem vinho. Vinho é bom, e água também. Não vista a roupa de 007 para meses depois ela reconhecer apenas o capitão nascimento que há dentro de você.  Mas a minha dica pessoal é a seguinte: Comece mostrando o Capitão Nascimento para somente aos poucos revelar o 007.... Ela deve gostar de você de cara, mesmo com certas imperfeições. Faça a coisa ser progressiva, afinal, é pra frente e avante que se caminha!!!

10 - Você acha que o boom de chefs de cozinha hoje em dia banalizou a profissão?
Sem dúvida. Estatisticamente os novatos e recém- formados pretendem ser chefs de cozinha sem antes terem sido cozinheiros. Isso já mostra de maneira irrefutável quem vai viver de gastronomia e quem vai, em poucos meses, buscar outra profissão. Há nas redes sociais uma utilização banal do termo Chef de cozinha. Chef é um cargo, apenas isso, alcançado por mérito e tempo de serviço. Eu mesmo nem uso o termo, mas conheço casos de gente que me pediu estágio e no orkut tinha "Chef"...Ai me ocorre a velha e má pergunta: Chef de onde pelo amor de Deus????

11 - Qual seu ídolo na gastronomia e qual seu prato preferido?
Chef Carlos Ribeiro, Restaurante Nacozinha SP. É uma figura carismática, de bem com a vida, e brasileiríssimo. Meu prato predileto??? Moqueca de frutos do mar, arroz branco e farofa de camarão defumado!!!!

12 - Fora gastronomia, o que mais te dar prazer em fazer?
Pedalar... Pedalar até onde o corpo aguentar. É um exercício constante de autoconhecimento, reflexão e um bom culto à saúde. Sou ciclista viciado, corredor de plantão. Foi ligado à saúde, tô dentro!

13 - Qual a receita do ano novo?
Saladinha de folhas com lâminas de abacaxi, cottage, tomate seco, e cenourette ralada. Quero começar 2011 dando um bom exemplo pra mim  mesmo. Sempre comecei o ano com um bom peso extra na consciência, e neste ano que vem vou fazer diferente. Descobri o valor que tem estar no peso adequado, não vou querer perder esse foco.

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SERVIÇO:
Oficina do Sabor
Rua do Amparo, 335, Cidade Alta, Olinda/PE, Brasil - CEP: 53020-190
Fone: (81) 3429.3331
- http://www.oficinadosabor.com/
Pomodoro Café
Rua Capitão Rebelinho, 418 - Pina, Recife/PE
Fone: 81- 3326-6023 - 
www.pomodorocafe.com.br
Varekai
Av. Engenheiro Domingos Ferreira, 2377 - Boa Viagem - Recife/PE
Tel:
(81) 3326-4495 - http://www.varekaicafe.com.br/

TELEVISÃO: "Afinal, o que querem as mulheres?"




Chegou ao final uma série bem peculiar, que retrata bem o que esse universo de dúvidas e questões que permeiam as mentes femininas e criam conflitos e desentendimentos nas mentes masculinas. A série "Afinal, o que querem as mulheres?" levantou a questão que não tem resposta única e real. Questionou os desejos e sonhos femininos para que nós homens pudéssemos entendê-las melhor e quem sabe amá-las melhor. Mas como entender quem muitas vezes não se entende?! Eis a questão.

E foi diante disso que o personagem André, caiu em campo atrás de respostas e só encontrou dúvidas. Mirou nos homens e também questionou "afinal, o que querem os homens?", ouviu respostas como assistir o jogo em paz, poder broxar sem medo, tem uma mulher que lhe faça esquecer a última... Mas nenhuma resposta plena. Ao fim, concluiu que todos nós, homens ou mulheres, queremos antes de tudo nos entendermos com nós mesmos, saber o que nós queremos. Já que somos frutos de tudo que vivemos e de quem conhecemos, e que muitas vezes nos perdemos entre ações e desejos que não esperávamos de nós. Afinal nós queremos nos entender, para só depois querer algo do outro.

E foi com essas conclusões que o magistral (sem exagero da palavra) Luis Fernando Carvalho encerrou esse belo trabalho. Confira aqui depoimentos dele em relação à temas sobre a série e questões sobre a relação homem e mulher, retirados do site da série no portal da Globo.

Clichês [?]
Há uma infinidade de repetições em todos nós, homens e mulheres, que nos curvamos muitas vezes em prol de um bem comum, um mundo melhor, princípios e moral elevada, enfim, tudo isso que me parece um material rico para dramaturgia. Por outro lado, a repetição destes comportamentos é cada vez mais tragicômica e ridícula. Se tivesse que resumir este seriado em uma frase, diria: a tragédia de um homem ridículo! ‘Afinal, o que querem as mulheres?’ conta a travessia patética de um homem em relação aos seus objetos de desejo, ao amor, aos afetos e a uma espécie de visão do feminino que parece o devorar sempre.

Patético [?]
Não sei ser engraçado, muito menos pretendo. Não peço isso aos atores, também não escrevemos o texto pensando em fazer graça, o resultado seria uma catástrofe. Já a melancolia me orienta, talvez tenha nos orientado no texto também e certamente já me salvou muitas vezes. Acho graça nos filmes de Chaplin, que ao mesmo tempo me levam às lágrimas, daí você tira o quanto estou dando os primeiros passos. É que ainda encontro certa dificuldade para crer que os acontecimentos e a narrativa de ‘Afinal’ devam se concentrar em um único gênero. Fico me perguntando se um bom texto, moderno ou clássico, já não traz em si várias camadas.

Comédia [?]
Não chamaria de comédia, mas este deslocamento está vinculado à minha curiosidade por novos temas e linguagens, uma certa versatilidade narrativa. Sinto que cada conteúdo requer uma linguagem. E como não sou capaz de escrever um sitcom, aí vai minha pequena tentativa. Procuramos nos aproximar da linguagem das redes sociais, das mídias modernas, do diálogo curto, do diálogo fazendo o papel dos comentários da rede, com mais acidez, mais risco, uma linguagem mais direta, sem tantas reiterações da dramaturgia televisiva. E apesar da aparente leveza, há um conjunto de linguagens por trás desse trabalho que me interessa e que, na verdade, torna o todo algo bem indefinido em termos de gênero.

Cia de ópera [?]
Primeiro veio a ideia de trabalharmos pequenas narrativas, mas para isso precisava de um elenco grande. Junte-se a isso uma necessidade de continuar a trabalhar os atores como coautores do processo criativo, elaborando as cenas com boa dose de improvisação. No caso específico de ‘Afinal, o que querem as mulheres?’, parti de um pressuposto: esse grupo de mulheres, que se revezam em várias cenas e em diferentes personagens, representam o desdobramento do feminino principal, Lívia, o amor primordial de André. Lancei o mesmo conceito para os personagens masculinos, que então representam o desdobramento do masculino, ou seja, do próprio André.

Riso final [?]
Talvez minha incapacidade confessa de traduzir o feminino [que é mesmo tão múltiplo] tenha me emprestado a coragem de criar este ‘Afinal?’, que não se trata de retirar uma resposta pronta da cartola, nem de definir um gênero: isto é uma comédia! isto é um melodrama! Mas de rir do patético que há em nós – este, sim, me parece um gênero novo! – e de seguir gargalhando dos meus eternos clichês cheios de formulas e certezas, e tudo isso em companhia dos meus novos amigos de texto – Cuenca, Ciça e Michel –, tão cheios de sonhos esfarrapados quanto eu.

Então, o riso final seria este: fruto da constatação do grande vazio que se tornou qualquer modelo oficial – amoroso ou não. Esta constatação deu a André a possibilidade de não se cristalizar, reinventando seus dias com força capaz de seguir amando a Vida e o Amor. André vencerá a si mesmo e, pegando na mão de Simone de Beauvoir, poderia até nos dizer: “Querer-se livre é também querer livres os outros”.

E por fim veja o vídeo com uma parte do início da série.



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

FITNESS: Corra com estilo, escolha a roupa certa e melhore seu desempenho.



A corrida de São Silvestre está se aproximando e muita gente já está correndo contra o tempo. Mesmo que você não vá participar dessa importante corrida, um dos detalhes muito importante, fora os fatores relativos à saúde de forma direta, é o que você deve vestir. Isso mesmo. Só colocar um tênis e camiseta qualquer não quer dizer que seja a melhor forma. Tudo bem que você não precisa ir ao Shopping comprar roupa nova para correr no parque, academia ou beira-mar, mas alguns detalhes fazem a diferença, ajudam seu desempenho e melhoram seu bem-estar na hora de uma boa corrida. Separamos alguns pontos importantes e algumas peças de roupas idéias para quem quer correr. Afinal, verão chegando pede muita disposição.

A primeira coisa é não cometer o "overdress", que é o exagero de roupa e peças que muitas vezes mais atrapalham que ajuda. Pois com o suor essas roupas vão ficando mais pesadas o que irá dificultar o desempenho na corrida. O ideal é manter o seu corpo arejado durante a corrida, e morno quando tiver terminado vai ajudar os seus músculos e trabalho de corpo a seu potencial máximo.


 Corrida com acessórios podem ser úteis para você quando você corre, mas também podem afetar o seu ritmo. Você vai correr mais rápido e mais suave quando seu corpo não está compensando a adição de um acessório de execução. Se você ouvir um iPod certifique-se que ele é ajustado confortável, porque se não, seu corpo irá naturalmente manter sua cabeça em ordem para ele não cair, e esse estado de distração afetará o resto de seu corpo. Se você usar um cinto certifique-se que não está saltando para cima e para baixo, ou se você levar alguma coisa no seu bolso se certificar do quanto está seguro. Durante a sua corrida se você está concentrando, pensando se os acessórios que um não vai sair do lugar ou cair fora, então é inevitável que o seu corpo esteja ajustado que não será necessário parar para isso. O melhor passo é aquele que é suave e natural, e se isso afeta o seu acessório, então não vale a pena usá-lo.

Uma peça importantíssima são os sapatos, definitivamente o mais importante para corredor, e têm de ser escolhidos com cuidado. O primeiro requisito para um tênis de corrida é ter um ajuste confortável e bem almofadadas. Se seus pés tendem a ter alguma angulação específica o ideal é escolher um calçado com características específicas de controlo de movimento. Tênis com amortecedores e que permitam os pés transpirarem também são características importantes.


Um detalhe importante em relação aos tênis. Não dê um laço muito forte nos seus sapatos ou você pode causar danos aos nervos na parte superior do seu pé. Se você é sensível aos problemas com os pés "adormecer" a partir de laços muito apertados, olhar para os sapatos que usam espuma rígida na língua, para proteger os nervos em pé. Não compre sapatos de corrida pelo seu tamanho, pois os tênis de corrida não são os mesmos sapatos de rua. Você provavelmente vai precisar comprar tênis que são pelo menos um ou dois números maiores do que os seus sapatos de rua. Experimentá-los antes de comprá-los. 

Não corra nas suas meias de algodão velhas. Não tente correr usando aquelas meias de algodão velhas. Tecidos modernos deixam a umidade longe dos seus pés para mantê-los secos e o "blister" livre.

Camisas e bermudas devem ser leves. Nada de tecido de algodão que absorvem o suor, fazer a roupa pesar e ficar com mau cheiro. O ideal são os tecidos com tecnologia "thermodry", que joga o suor para fora deixando o corpo seco. Bermudas de poliéster e elastano são as mais indicadas, se ajustam ao corpo mantendo a mobilidade natural do corpo e ao mesmo tempo aquecidos. Tecidos com tecnologia "climate" mantêm você confortável e livre de umidade.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

DESTINO MENSCH: Vietnã - Uma incrível viagem oriental





Minha jornada pelo mundo começou em janeiro de 2006, quando meu marido foi transferido pela firma para morarmos em Kiev, na Ucrânia, uma “pequena” mudança de clima! De 30 graus positivos, para 30 graus negativos e uma aventura e tanto, que precisa ser contada em outra ocasião!

Depois de quatro anos vivendo no país do frio, mudamos mais uma vez para o calor dos trópicos, mais precisamente para o outro trópico, estamos agora no Vietnam, na antiga Saigon, atualmente batizada de Ho Chi Minh City, antiga capital do Império Francês.

Ho Chi Minh é a capital econômica do país, e é onde tudo acontece, o problema é que tudo acontece em cima de uma moto! A primeira impressão que se tem da cidade é de completo caos, o calor, o trânsito, o barulho, o número de pessoas nas ruas e acima de tudo as motos, ahh as motos, eu poderia passar a vida falando sobre elas, e ainda assim não conseguiria descrever com precisão o espetáculo que é ver as fotos de HCM.
Para se ter uma idéia, o número de motos é maior que o numero de habitantes, somente na cidade de HCM são cerca de seis milhões de pessoas e oito milhões de motos, e sobre as motos a vida acontece, nelas as pessoas carregam de tudo que você pode imaginar, aliás, o que você não pode imaginar não se espante de ver uma porta “andado”, ou uma árvore, ou uma geladeira, TVS (das grandes), porcos, e uma infinidade de outras coisas, além das pessoas, às vezes até cinco em uma mesma motinha, ok, os vietnamitas são pequenos, mas as motinhas também e cinco em uma moto, é mesmo uma façanha. É incrível, lindo, cheio de vida, ensurdecedor, eles buzinam todo o tempo, enlouquecedor, interessante, enfim, só dá para entender vendo ao vivo!!!

Vocês podem achar que sou louca, mas é tudo encantador mesmo, e as pessoas são abertas, calorosas, amigas, gostam de conversar e saber de onde você vem, o que faz, acham o tipo de beleza acidental lindo, principalmente as crianças.


Aqui também cada cidade tem o seu mercado municipal, e o de HCM é uma das maiores atrações turísticas da cidade. É um lugar cheio de vida, cheio de gente e cheio de tudo. Nele você compra as mais deliciosas frutas tropicais, as que a gente conhece no Brasil e outras muitas, que nunca vimos, ou que encontramos somente em lojas de importados. Caríssimas no Brasil, aqui a preço de banana. Tem carnes e frutos do mar, e até sapo, tem roupa, tem brinquedos, têm tecidos, aviamentos, artigos para casa, festas, jóias, e acima de tudo os produtos “FAKE” - a pirataria. Todo tipo de copia, de tudo, bolsas, sapatos, roupas, relógios..., e o tempo todo os vendedores a fazer a propaganda do produto: “Good quality madam, good price madam, I make discount for you madam”. Difícil resistir a uma calça Levis a USD 15!   Bem, também aqui, como em qualquer lugar do mundo, turista é para ser enganado, então a primeira coisa que se precisa aprender quando se vem ao Vietnam e especialmente ao mercado, ou outros lugares turísticos é a barganhar. Nunca aceite o primeiro preço, que é pelo menos três vezes mais do que o produto realmente vale. Nunca demonstre muito interesse, eles ficam desesperados quando você pergunta o preço e vai saindo, e vão baixando o preço logo pela metade. Então, se você se mantém firme eles colocam a calculadora na sua mão e pedem para você indicar quanto quer pagar, é meio desesperador, no inicio eu ficava morrendo de pena e comprava tudo!!!

As coisas aqui são muito baratas, principalmente comparando com o atual momento do Brasil, além de que existe um artesanato bonito, e uma infinidade de produtos com todos os motivos orientais, que é realmente muito difícil não sair com as mãos cheias de sacolas.

As ruas do centro de HCM são outra grande atração turística, cheias de lojinhas onde pode se encontrar de tudo, muitas galerias de arte com obras de qualidade por um preço bastante acessível. Guarde lugar na bagagem para levar uma pintura dos pitorescos arrozais do Vietnam, com os trabalhadores ao fundo, com o típico chapéu de ponta que os protege do sol! Outra coisa que as pessoas não podem deixar de experimentar aqui é um day-spa, uhhhhh massagem de corpo, pés, tudo bem mais barato que no Brasil e tem até uma “fish pedicure-massagem”, você coloca os pés num tanque cheio de peixinhos que comem toda a sujeira e pele morta dos seus pés, eu não tive coragem, mas tem gente que adora.

Até agora ainda não falei sobre a guerra do Vietnã, bem a guerra já acabou desde 1975, mas o país se orgulha de ter mandado os americanos de volta para casa e exploram o turismo de pós-guerra. Toda a história pode ser vista nos museus da cidade, o mais importante é o Museu da Guerra, mas também pode ser vista nas ruas, nas muitas pessoas mutiladas pelas minas, ou deformadas pela herança do agente laranja, veneno utilizado pelos americanos para desfolhar as florestas e achar os Vietcongs, mas que deixada um rastro de destruição humana a cada lançamento.

Outra grande atração do tempo da guerra são os Cu Chi Tunnels, os túneis subterrâneos no meio da floresta que eles construíram na época da guerra para se esconder e usar como armadilhas para os americanos. Hoje esses túneis foram alargados para poder serem usados pelos turistas, mas mesmo assim ainda são pequenos e claustrofóbicos. Difícil imaginá-los ainda menor, e pensar que eles ficavam meses escondidos nesses lugares.

A comida vietnamita sofre a influência da colonização francesa. É mais requintada que do que a do resto da Ásia e tem um sabor especial. É uma mistura de ervas frescas e produtos locais, muito fruto do mar, muito vegetal, e tudo com um toque de chef francês, só que apimentado, realmente imperdível. Claro que existem algumas especiarias, das mais tradicionais, que eu ainda não me atrevia a provar, mas esse é somente o meu primeiro ano aqui! No mais HCM é uma cidade super cosmopolita e aqui você encontra uma infinidade de diferentes restaurantes, onde pode-se provar comida de diversas partes do mundo, e tudo a preços incrivelmente baixos. Para se ter uma idéia, dá para fazer uma ótima refeição por USD 10 por pessoa, não em um restaurante de um bom hotel, mas nos vários espalhados pelas ruas, é claro!

Se quiser se aprofundar na culinária vietnamita, é só participar de uma das muitas aulas de culinária oferecida pelos restaurantes locais, com direito a uma visita ao mercado logo cedo para a compra dos produtos, seguido da aula com chef e no final, a degustação dos pratos. Se o viajante for explorar outras regiões do Vietnã, pode até fazer essa aula depois de ir ao mercado flutuante, que existe em alguns trechos do rio Saigon ou no delta do Mekong, realmente uma aventura e tanto!



O Vietnã possui duas estações climáticas principais, inverno e verão, porém como no nordeste do Brasil, o inverno (novembro a março) não é verdadeiramente frio. As temperaturas variam ente 25 a 30 graus Celsius, e no verão (de maio a outubro) as temperaturas sobem um pouco mais, chegando a até 38 graus, mas a maior característica dessa estação são as chuvas no fim do dia. Normalmente chove muito forte todas as tarde entre 4h e 5h por aproximadamente 1 hora. Então se você estiver visitando o país nesse período, tome o cuidado de fazer a programação antes da chuva, ou depois da chuva!

A maior celebração do país acontece durante o ano novo, não em 01 de Janeiro, já que eles seguem o calendário Chinês, mas em Fevereiro, quando se comemora o ano novo Lunar, e a cidade toda se enfeita de flores, cores e luzes, um lindo espetáculo de tradição e simbologia, 2010 é o ano do Tigre, um ano forte e propício a bons negócios! O visitante que quer aproveitar essa época para conhecer o país, deve fazer reservas com no mínimo três meses de antecedência!  
Além de Ho Chi Minh City, o Vietnã também tem lindas praias, como Mui Ne, Phan Thiet, Dannag, Vung Thau, Hga Trang,  a capital Hanoi, com muita beleza e história, Halong Bay, uma baía de uma beleza inimaginável, Sapa, outro país, dentro do País, Phu Quoc, um ilha paradisíaca, Hue e Hoi Anh, cidades históricas, a última considerada patrimônio da humanidade, além de fazer fronteira com o Camboja, Laos e China, está a poucas horas da Tailândia, Malásia, Cingapura, Indonésia... Enfim, a Ásia é muito mais que somente China e Japão, e vale muito a pena ser descoberta!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

MUSA MENSCH: Carla Bruni



 É inevitável não se impressionar com Carla Bruni. Muito bem nascida, tornou-se uma das modelos de maior sucesso do mundo, atriz, cantora e compositora de milhões de discos vendidos, largou tudo para se casar com o presidente da França, o sortudo Nicolas Sarcozy.
Impressionante como ela é bem sucedida em tudo o que faz; um colírio para os olhos e um presente para os ouvidos. Atualmente está dando os primeiros passos como atriz, sendo dirigida pelo mestre de Hollywood, Woody Allen, para o filme “Midnight in Paris”, uma comédia passada na Paris de 1920, que será lançada no próximo ano.

A Sra. Sarkozy nasceu na Itália em uma família milionária, do ramo petrolífero. Porém sua família mudou-se para a França, quando ela ainda tinha quatro anos de idade, por conta de uma onda terrorista que surgiu nos anos 70. Estudou por um longo período na Suíça e voltou para a França, aonde decidiu começar a carreira de modelo, porque, segundo ela, sentiu a necessidade de ter sua independência financeira, pois nunca achou que o dinheiro do seu pai lhe pertencesse. No ano de 1988, largou os estudos e se tornou uma das modelos mais bem pagas da sua época, juntamente com Claudia Schiffer, Naomi Campbell e Kate Moss, chegando a faturar cerca de oito milhões de dólares por temporada.

Em seguida, apaixonou-se pela música, assim, começou a compor e cantar musica para os amigos mais próximos, que um dia pediram para ela parar de perguntar se eram boas e tentar gravar um disco. Não demorou muito e ela trocou as passarelas pelo microfone, gravando seu primeiro CD, Quelqu'un m'a dit, lançado em 2002, que vendeu dois milhões de cópias. Carla surpreendeu-se, e confessou que achou esse sucesso repentino um milagre. Em seguida, vieram os álbuns, No Promisses, em 2006; e Comme Si De Rien N'Était, de 2008, que causou grande polêmica, pois algumas letras faziam alusão ao seu marido, o presidente da França, como “Tu Es Ma Came” , “Je Suis une Enfant” e “Ta Tienne e You Belong to me.Sem dúvida, o seu maior sucesso foi “Quelqu'un m'a dit”, elogiada pela crítica e número 1 de vendas pela gravadora Amazon. Àquela música que da vontade de levar pra uma ilha deserta, pena não poder levar a cantora junto. 
Largou o sucesso para se casar com Nicolas Sarcozy, aonde reforçou as visitas de Estado do marido, ganhando inclusive um gabinete para auxiliá-lo em algumas funções, se tornando sempre alvo de controvérsias. Enquanto, encontrava-se com a Rainha da Inglaterra, em uma visita de protocolo, foi surpreendida com a exposição de uma foto sua, completamente nua, em um leilão, o que chamou atenção de todos os tablóides sensacionalistas.
Hoje, Carla Bruni Sarcozi, trabalha na conscientização e proteção de famílias que se encontram com HIV e em estado de miséria, se tornou a Embaixadora do Fundo Global, porém, não ficou isenta de críticas pela Igreja Católica, quando o Papa Bento XVI, repudiou sua campanha contra a AIDS.
Recentemente se envolveu com o governo do Irã, impedindo que uma mulher fosse condenada a apedrejamento em praça pública: ”Seu rosto, seu cérebro, sua alma, tudo transformado em alvo de atiradores de pedra. Esta imagem aterrorizante que nos revolta pode virar realidade", escreveu Carla Bruni em carta aberta publicada no site do filósofo Bernard-Henri Lévy.
Depois dela a França não é mais a mesma. Apesar de ser sempre assunto para os mais conservadores, o que acaba gerando uma grande mídia, Carla Bruni, passou a ser considerada uma das mulheres mais admiradas do Mundo. Aguardaremos, então, seu próximo filme, histórias e investidas, pois, será sempre um prazer observá-la.