quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SAÚDE: IMPOTÊNCIA SEXUAL. VAMOS FALAR SOBRE ISSO SEM VERGONHA‏

“Isso nunca aconteceu comigo”. Essa costuma ser a frase mais dita pelos homens que experimentam o gosto amargo da impotência sexual pela primeira vez. Em uma cultura ainda dominada pelo machismo, exigindo do homem um eterno vigor, é natural que uma situação como essa cause vergonha e constrangimento, mas é fundamental que se busque mais informações e ajuda médica para enfrentar o problema. Fugir dele ou fingir que ele não existe, definitivamente, não é a melhor opção.


O QUE É A IMPOTÊNCIA SEXUAL?

A impotência é o fato do homem não conseguir produzir ou manter uma ereção peniana durante tempo suficiente para uma relação sexual. É muito mais comum do que muita gente pensa, cerca de mais de 30 milhões só no Brasil, e pode acontecer com homens de qualquer faixa etária, sendo mais comum após os 40, quando praticamente todo homem vai ser acometido por pelo menos um caso de impotência em sua vida sexual.

QUANDO A IMPOTÊNCIA SE TORNA UM PROBLEMA?
Apesar de ser o pesadelo de todo homem, a impotência só se tornará de fato um problema, algo considerado fora da normalidade, quando começam a acontecer de forma recorrente. Uma, duas, três vezes em períodos espaçados não representam um problema, por isso, o melhor a fazer nesses casos é esquecer o assunto. Já quando a coisa começa a acontecer com certa dose de frequência, aí sim, vale um cuidado maior e principalmente uma ida ao médico. Só o médico, um andrologista, será capaz de diagnosticar a causa, que pode se dá por vários fatores, e aplicar o tratamento correto.

AS CAUSAS DA IMPOTÊNCIA SEXUAL

Antes de falar das causas, vamos derrubar alguns mitos. O primeiro deles é que impotência sexual está ligada a idade. Não, não está. Apesar de acontecer com mais frequência a partir dos 40 anos e se intensificar aos 60, há um número significantes de jovens que já vivenciaram a impotência sexual ao menos uma vez. Vasectomia e masturbação não causam impotência, e sequer tem alguma ligação com isso. Impotência não tem a ver com masculinidade, assim como potência sexual também não.

Dito isso, vamos às causas...

Convencionou-se dividir as causas da impotência sexual em dois tipos: Orgânica e Psicológica.

- Causas orgânicas ou físicas

Ligada a distúrbios orgânicos relacionados aos hormônios e questões vasculares, tem como principal característica começar de forma gradual e depois se intensificar ao longo do tempo.

As principais causas físicas são:

• Problemas com o suprimento de sangue do pênis – problemas vasculares
Impedem a irrigação do corpo cavernoso peniano responsável pela ereção. O diagnóstico se dá através de um exame de ultrassom chamado Cavernossonograma Doppler capaz de desenhar a imagem colorida do fluxo sanguíneo no pênis.

• Efeitos colaterais de drogas e medicamentos Geralmente afetam a irrigação dos vasos ou atacam o sistema nervoso central impedindo os comandos ligados à ereção. Os remédios que mais causam disfunções eréteis são:

• Medicamentos usados para tratar hipertensão arterial (pressão alta), tais como espironolactona e diuréticos a base de tiazida, bem como beta-bloqueadores.

• Medicamentos usados para tratar depressão (antidepressivos) e ansiedade (ansiolíticos), tal como fenotiazina.

• Medicamentos usados para tratar distúrbios neurológicos, tais como doença de Parkinson e outras.

• Medicamentos usados para tratar problemas gastrointestinais, tal como a cimetidina.

• Medicamentos usados para tratar alergias.

Fique atento e evita a auto-medicação. Vale lembrar que drogas, álcool e fumo são atualmente uma das maiores causas da impotência sexual.

• Distúrbios do sistema nervoso

As doenças nervosas geralmente afetam os nervos que controlam o processo de ereção impedindo que ela aconteça ou tenha a duração necessária para o ato sexual.



Hiperplasia (aumento das células de um tecido) e o câncer da próstata têm sido responsáveis pelo aumento do número de casos de impotência. As cirurgias e tratamentos radioterápicos causam danos aos nervos, em maior ou menor grau, afetando desta forma a função erétil.

• Distúrbios hormonais
Distúrbios hormonais estão comumente ligados ao universo feminino, mas engana-se quem pensa que homens também não sofrem deste mal. Calcula-se que 5 a 10% dos homens sofrem de algum tipo de disfunção hormonal. Os casos mais comuns são a diminuição dos níveis de testosterona, que é o hormônio sexual masculino mais importante. Alguns especialistas falam em andropausa, uma versão masculina da menopausa, já que a queda no nível de testosterona está ligada a idade e afeta a libido, assim com no caso feminino, mas não há consenso médico em relação a isso.
Outro hormônio apontado como causa de impotência sexual é a prolactina, que na mulher é responsável pela estimulação das glândulas mamárias para a produção de leite. Nos homens, o nível normal desse hormônio é baixo, somente em casos de alterações hormonais é que ele aumenta de nível causando o que os médicos chamam de hiperprolactinemia. Antes mesmo de surgir uma primeira experiência de impotência sexual é importante nos check ups de rotina solicitar exames de testosterona, FSH e prolactina, são eles que vão detectar alguma alteração nos níveis desses hormônios possibilitando alguma ação preventiva caso alguma anormalidade seja apresentada.

• Danos estruturais do pênis

Acontecem devido a cistos, tumores, fibrose do tecido do pênis e a um encurvamento anormal, conhecido como Doença de Peyronie Traumas na virilha também têm sido apontados como causa de impotência sexual. Pesquisas ainda em evolução apontam que andar de bicicleta pode ser um grande fator de impotência por conta dos golpes no períneo (triângulo entre o ânus e a base do escroto) contra a barra frontal da bicicleta. As pesquisas estão em andamento para avaliar se a fricção contra o assento também pode levar a disfunção erétil. Para os praticantes do ciclismo fica o alerta para maiores cuidados na prática do esporte.
- Causas psicológicas
O sexo está longe de ser uma função puramente fisiológica do ser humano. Envolve emoções das mais variadas que vão desde o amor a vaidade de uma performance digna de aplausos. A pressão social sobre a potência e desenvoltura masculina na hora do sexo gera grande ansiedade e expectativa que muitas vezes levam a falta de ereção, causando desconforto e constrangimento entre os parceiros. As causas puramente psicológicas para a impotência sexual, podem se instalar de forma abrupta, após algum trauma, por exemplo, ou de forma gradativa, por conta de ansiedade prolongada, depressão, stress, decepções amorosas, entre outros fatores.



Como já mencionamos anteriormente, algumas falhas podem acontecer uma vez ou outra e não significarem necessariamente impotência sexual, contudo, alguns homens não conseguem ver dessa maneira e já ficam tão perturbados que acabam por falhar outras vezes e com mais frequência. Entender que falhas eventuais podem e são normais de acontecer é o primeiro passo para que elas não se tornem frequentes.



Algumas situações, relativamente banais, da rotina de qualquer casal, também podem levar a falta de ereção, como falta de diálogo após uma briga, desconfiança e ciúme. O cenário e contexto da transa também podem levar a não realização do ato, como iluminação excessiva, barulhos perturbadores, medo de ser pego (no caso de estar transando em lugar apropriado ou com pessoa não apropriada) e até mesmo estar em uma relação sem vontade e sim pela “obrigação de macho”.



TESTE DA EREÇÃO DO SONO

Na busca pelo diagnóstico os médicos costumam fazer um teste para descobrir se o paciente tem ereções durante o sono. As ereções matutinas são de fundo psicológico e a presença delas é sinal de não haver causas orgânicas para a impotência sexual. O teste implica em uso de um anel de selos de correio ao redor do pênis flácido. Caso ao amanhecer o selo esteja rompido é sinal de que houve uma ereção durante o sono. Ainda que diagnósticos apontem para causas psicológicas, testes para causas orgânicas também devem ser realizados, pois muitas vezes o psicológico está presente quando a causa é orgânica.

TRATAMENTO DA IMPOTÊNCIA SEXUAL

Já sabemos das possíveis causas e também que uma ou outra falta de ereção não é motivo de preocupação, mas e no caso de ser constada a impotência sexual? O que deve ser feito? O sexo é de extrema importância na vida do homem, então, é natural que a falta de ereção, ocasional ou frequente, mexa com suas estruturas emocionais e em uma primeira reação, ele tenda a “se esconder” e não enfrentar o problema de frente, contudo, é imprescindível que uma vez recuperado do susto ele procure ajuda médica, pois a impotência tem tratamento.

Nada de vergonha na hora de conversar com o andrologista (a versão masculina da ginecologista). Nenhum detalhe deve deixar de ser dito e não minta na conta de falta de ereções, o médico não está ali para julgar seu desempenho sexual como um amigo em mesa de bar ou mulher sedenta de desejo. O papel dele é descobrir as causas e tratar o problema. Tenha isso em mente e a consulta fluirá de forma leve e segura.

O médico irá realizar exames físicos completos e exames de laboratórios, só assim poderá indicar o tratamento ideal, que pode implicar em uso de medicamentos orais (como Viagra e afins), injeções de prostaglandina ou implante de prótese peniana. Além dos resultados dos exames alguns fatores pessoais do paciente serão considerados, como idade, estado geral de saúde, funções circulatórias e quantidade de parceiros sexuais.
- Medicamentos orais: Atuam no controle do fluxo sanguíneo no pênis permitindo que a ereção aconteça e tenha duração suficiente para a relação sexual. Vale lembrar que só causam efeito sob estímulo sexual.

- Injeção de Prostalglandina: Assim como os medicamentos orais, atua no fluxo sanguíneo. A aplicação indolor e tem efeito rápido (2 a 3 minutos) e confiável, com duração de cerca de 01 a 02 horas com custo acessível.

- Prótese Peniana: As próteses penianas são principalmente indicadas para casos de causas orgânicas mais sérias, como diabetes e doença de Peyronie. A cirurgia de implante de prótese peniana é realizada há mais de 3 décadas e apresenta resultados de satisfação em índices elevados de 80 a 90% dos casos.

A prótese funciona como “esqueleto” novo no pênis, sendo implantada dentro dos corpos cavernosos gerando ereções normais como se o homem nunca tivesse tido problemas e impotência sexual. Há diversos tipos de próteses, sendo a mais procurada a do tipo maleável por causar mais conforto ao usuário. A cirurgia é simples feita inclusive com anestesia local e duração de 01 hora. O paciente estará liberado para atividades sexuais 30 dias após a cirurgia seguindo as recomendações médicas.
Bem, diante de qualquer sintoma, procure logo o médico e não tenha vergonha de enfrentar esse problema. Afinal, é importante se sentir de bem com a vida e com seu corpo.


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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ROTEIRO: Bonito, de se ver e se viver‏

Bonito é uma pequena cidade situada há 299 km de Campo Grande, na serra da Bodoquena, sul do Pantanal. A cidade está em meio a um dos vales desse planalto, com inúmeras formações rochosas, com predominância do calcário. No subsolo do município há rochas que acumulam água, proveniente da chuva formando o lençol freático. Esta água atravessa rupturas de algumas partes de rochas calcárias, recolhendo seus minerais por isso as nascentes de Bonito saem ricas em bicarbonato de cálcio e magnésio e isso dá a característica principal que é a cor azulada.

Em Bonito os rios possuem características peculiares: são rios transparentes. Essa transparência impressiona os visitantes que atribuem isso a conservação ambiental proveniente da pouca ocupação humana, mas o motivo real para os rios locais terem águas cristalinas está na geologia: na região há muitas rochas, principalmente o calcário, cuja procedência vem do fundo do mar. Os principais rios são: Formoso, Prata, Perdido, Mimoso, Peixe, Ahumas, Olaria e Miranda.
A cidade possui inúmeros atrativos, principalmente para quem gosta do ecoturismo.

Tem mergulho, rapel, flutuação, cavalgadas, trilhas à pé e em quadriciclos.
E para quem curte umas comprinhas tem o centro comercial recheado de lojinhas de artesanatos e outras quinquilarias bem transadinhas. Uma delícia para passear principalmente a noite antes de sentarmos em uma das opções de bares e restaurantes para degustarmos a culinária local.
Uma dica é o Taboa, que oferece uma cachaça de fabricação própria, pratos típicos como isca de jacaré e caldo de piranha; além de uma boa musica ao vivo. A cidade tem ampla estrutura para o turismo ecológico sustentável, como hotéis, pousadas e um excelente hostel, além de várias opções de restaurantes e bares que você pode desfrutar tranquilamente durante a noite ou dia. Mesmo ficando pouco tempo em Bonito, o lugar conseguiu contaminar-me pelo clima de descontração e alegria, recheado de visitantes do mundo inteiro.
A atração que mais me chamou atenção foi o Abismo Anhumas, para realizá-lo é preciso descer 72 m de rapel através de uma fenda na rocha que nos leva a uma caverna com uma plataforma de madeira sobre um lago de uma cor azul indescritível. A impressão que tive descendo o abismo era que eu estava vivendo em um dos meus sonhos loucos e sem nexos onde os olhos saciavam os sentidos pelo surrealismo, a água é de uma transparência chocante e abaixo de nós formações geológicas calcárias que levaram mais de 300 milhões de anos para chegarem àquele tamanho - com cerca de 19m de altura, são os maiores até hoje descobertos no mundo (segundo o site www.bonitoweb.com.br), chamadas de floresta de coníferas.

Como eu não tenho carteira de mergulhadora e nem gosto de mergulho de cilindro, fiz a flutuação pelo lago literalmente mergulhada no silêncio e inebriada pela cidade subterrânea de formação calcária. Fiquei extremamente satisfeita com o passeio de bote e a flutuação. Estava estarrecida achando que meus sentidos só podiam estar mentindo, que um lugar como aquele não podia ser real, mas existe e fica há 23 km de Bonito - MS e honestamente é o segundo lugar mais deslumbrante que já conheci. A subida é bem dura, afinal descer todo santo ajuda, mas como ficamos por ultimo na ascensão um dos guias foi junto, o Márcio. Muito espirituoso ele dizia que eu parecia uma minhoca subindo e que a cada movimento da minha dupla tinha que ser seguido por dois movimentos meus, só porque eu era a metade do tamanho do meu companheiro de rapel, absurdo isso! (risos)


Mas a brincadeira tornou a subida menos penosa e eu perdia o fôlego de dar risada nessas pausas enquanto ele começava a contar as inúmeras histórias de cada formação rochosa. Lá existe até uma coruja albina, mas ela não deu o ar da graça, uma pena. O Abismo Anhumas é surreal e é um dos destinos brasileiros que realmente vale a pena conhecer. Embora eu tenha ficado abismada, Bonito não se resume ao Abismo. Tem ainda a cachoeira da Boca da Onça onde é possível a prática de rapel, mas essa eu vou ter que voltar para conferir.
Existe a visitação ao Buraco das Araras onde ficam os ninhos das araras vermelhas. Assistir uma revoada delas é privilégio para pouco, o guia local ficou arrepiado com o espetáculo que elas nos proporcionaram neste dia pois segundo eles as araras são monogâmicas e voam quase sempre em pares, no máximo em grupo de oito, só que naquele momento a revoada tinha umas 30. Nos rios é possível fazer flutuação, mas não é permitido tocar o chão para que não levante sedimentos, por isso eles treinam um pouco antes de começar para certificar-se de não haver problemas com o equipamento e orientar corretamente com os turistas.
foto: marcelo krause
Vivenciar um aquário natural é uma experiência deliciosa então nada mais justo que seja mantida essa beleza para as próximas gerações. Os locais onde ficam as atrações turísticas oferecem estrutura com uma área coberta e aberta com redes, restaurantes de comidas típicas, onde a refeição está inclusa no pacote e lojinha onde é possível comprar vídeos e livros sobre a história do lugar. No centro e no hostel eles alugam bicicletas, para quem gosta e tem fôlego a pedalada é uma boa opção. Para fechar com chave de ouro vivencie o pôr do sol da Fazenda do Rio da Prata para chegar à conclusão que Bonito é simplesmente LINDO!  Agora é só ir lá conferir!

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

MUSA (Clássica): Kristhel Byancco, revive divas clássicas do cinema‏

Quando pensamos nas grandes divas do cinema, verdadeiras musas clássicas, logo nos vem à cabeça uma mulher que tinha tudo a ver com esse clima refinado e encantado do cinema, a atriz e dançarina, Kristhel Byancco. Uma eterna musa anos 80 que já brilhou em programas humorísticos, espetáculos de dança e peças de teatro. Com a sedução que lhe é peculiar e a eterna simpatia , Kristhel respondeu às nossas perguntas e nos fez relembrar grandes momentos do showbiz. Conheça um pouco mais da “dadivosa” Kristhel Byancco.

Kristhel, o início da carreira foi como modelo ou atriz? Que momento foi decisivo para cada rumo? Em 1982, vim para o Rio de Janeiro depois de morar em Vila Velha (ES) para me tornar bailarina profissional, já que eu havia feito vários espetáculos através do grupo de dança, “Ballet Studio Dance”. Eliete Barbosa Laurindo. Quando estava cursando socila para me tornar uma modelo profissional. Aconteceu um grande BUM na minha vida profissional. O “Scala Rio”, uma produção de Chico Ricarey, com direção de Maurício Sherman, onde contracenei com Watuzi e Grande Otelo. Tornei-me a grande atração do espetáculo com meu número ousado e irreverente, “A gaiola das Loucas”. Uma mulher com movimentos agressivos de uma leoa, sendo perseguida por guerreiros e caçadores africanos. Com este número fui contratada da Globo para participar como modelo e bailarina em diversos programas como: Jô Soares, Chico City, inclusive o meu mestre Chico Anísio, que mais tarde chegou a escrever uma personagem para mim. “DADIVOSA” a mulher do “SANTELMO”. Portas e mais portas foram abertas.
Com tantos anos de carreira dá para destacar alguns momentos inesquecíveis? Sim, como bailarina. Quando aconteceu um acidente comigo no palco. Nunca interpretei com tanta veracidade uma personagem, em “A Gaiola das Loucas”. Era um quadro de acrobacia e movimentos bruscos e um dos bailarinos que tinha que está muito bem preparado com os bambus, creio eu que não quis ensaiar, nem quero hoje questionar o ocorrido. Este fato mudou aminha vida, encurtou a minha caminhada e enterrou um grande sonho. Ser uma grande “Show Woman”. Se não tivesse acontecido esta ruptura na quinta vértebra lombar eu poderia estar até hoje, fazendo musicais, que eu AMO.
Os anos 80 foram mais soltos e divertidos que os dias atuais? Qual a grande diferença da liberdade daquela época para os dias de hoje?
Meu Deus, quanta diferença (risos)! É incomparável. Nos anos 80 eu era uma menina linda, cheia de sonhos, guerreira, brava, destemida, abusava da sensualidade. Explorava cada detalhe do meu corpo para expandir minha expressão de ser e existir. As minhas extravagantes gargalhadas era o anúncio da minha existência. O grito ao inverso do medo, tudo era maravilhoso, colorido, eu achava que todas as portas que estavam abertas eu poderia entrar. A juventude me fazia ir, pois nunca tive que trabalhar para sobreviver. Graças à Deus. Eu abusava nos meus gostos desde me vestir até nos carros que eu tinha. Eu era diferente, nunca deixei de usar saltos e nem batom. Acho que a única característica que permaneceu em mim nos dias de hoje foi o salto e o batom. Não conheci a maldade... Apenas desafios.
Qual foi a festa inesquecível daquela época que você não trocaria por nenhuma nos dias de hoje? Nenhuma, porque festas são apenas comemorações do momento e infelizmente o tempo não para. Nem mesmo nos glamour dos grandes devaneios ilusórios que envolvem uma “festa”. Tudo passa com o tempo e você não tem tempo para armazenar algo do passado. Foi assim que sobrevivi às grandes frustrações do século XXI. Tudo tem um porque, não importa a dor, o que conta para o Criador é o final do seu projeto. Assim ele pensou se fez. Quem poderá viver do passado na era do futuro relâmpago. Hoje não há tempo para o presente, tudo é passageiro, há não ser o que é eterno.
Ser um Sex Symbol nos anos 80 era algo muito mais duradouro. Hoje com a internet tudo é muito mais rápido e descartável. Como você ver isso? Eu, com quase 50 anos, não é o meu foco olhar as mulheres e a mim mesma como ser sex symbol. Infelizmente as mulheres de hoje se tornaram bonecas infláveis em série, todas tem silicone nos peitos, já passaram por lipo-escultura ou quase morrem de levantar peso. Vejo que as sex symbols dos tempos atuais não marcam com suas características e graciosidades, que se diferenciam umas das outras. Hoje as mulheres são praticamente iguais.
Você parece ser muito bem humorada, acha que o humor é um ingrediente fundamental na hora da conquista? Depende! Nossa... Antes de humor é preciso ter dignidade e caráter. Para que não haja desgaste nas explicações e nos argumentos. O mundo gira com muita velocidade e eu não quero mais perder tempo com conflitos, disputas. Quero apenas sentir brisas no meu corpo e reagir ao mais simples piscar de um olhar, como uma nuvem que passa a frente do sol e transforma a paisagem de quem olha e observa. Saber, Saber! Os homens são confusos quando não se tem um despertar com amor e romantismo, que jamais, deixará de ser a chave do relacionamento. Vou entender no contexto se o humor e real ou só frisson!
O que os homens ainda não sabem (ou teimam em não saber) sobre as mulheres? Que a mulher por mais que se mostre ser independente, livre, fugaz, auto-suficiente, são todas iguais querem ter um homem que apenas as amem e as protejam. Somos constituídas para sermos adornadas por todos os mimos inclusive nos abraços do seu amado.
Que qualidades você valoriza no homem para ter algo sério? Sinceridade, caráter, dignidade, amizade e cumplicidade precisam estar acima de tudo. Quando o corpo fala, o olha seduz, o cheiro te conquista e a vontade ficar sempre por perto não importa a circunstância. Este é o homem para ter algo sério.
Como foi interpretar divas do cinema clássico para esse ensaio? Quem é seu ícone de beleza feminina dessas divas? Bom, as Divas sempre foram meus referenciais, para que eu criasse uma “identidade eterna” que remetesse ao mercado de trabalho. Sempre gostei de Rita Hayworth, principalmente no filme “Gilda”. Destes 23 anos, toda minha inspiração era o cabelo, as roupas e olhar. Olhar algo fundamental para tudo que eu conquisto e tudo e que me envolve. Gosto muito dos tempos de conquista, glamour, adornos, a mulher para mim hoje é como árvore, precisa ser intensa, profunda, bem cuidada para gerar bons e lindos frutos.
Fotos: João Rocha
Coordenação de Produção e Assessoria: Márcia Dornelles - MD Produções
www.mdproducoes.com
Beauty: Luciano Sousa
Kristhel Veste: Tony Palha
Locação: Tempo Glauber
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CARRO: Range Rover Evoque, chega ao Brasil o mais novo utilitário e mais importante lançamento da Land Rover

O Evoque é o mais recente membro da classe Off Road no Brasil, porém com uma idéia mais urbana. O carro tem pouco mais que quatro metros e aparenta ser um pouco menor que a BMW X1, sua principal concorrente. Isto pode ser um forte indicador que este carro seja mais popular com as senhoras ou os mais jovens, concorda? Bem, pelo menos na Grã-Bretanha vai haver uma edição do carro especial para a ex-cantora Victoria Beckham.

Bem, esta máquina conseguiu ser fiel ao design da Range Rover, entretanto com uma pegada menos “quadrada”, bem moderna, talvez este seja o grande desafio para qualquer crossover. O carro impressiona no primeiro olhar, não restando dúvidas que irá ser um sucesso de vendas. O modelo de duas portas é também muito convidativo, possuindo o mesmo cumprimento que o de quatro rodas, dando uma impressão de carro-conceito.

Além de uma largura considerável, que lhe garante maior estabilidade no asfalto, o Evoque também é ideal para o mundo Off Road; vêm com o tradicional Terrain Response da marca, que molda o carro para cinco tipos de terrenos distinto e também pode receber uma configuração adicional nos modelos que tem o sistema dinâmico adaptivo. Ela consegue fazer isto através de recursos eletrônicos que agem no motor, suspensão, transmissão e do ESP.


“Com certeza será um divisor de águas. A expectativa e o desejo vêm desde 2008, com o conceito LRX”, afirmou John Peart, diretor de operações da marca no país.

Por dentro, muito conforto para cinco pessoas e acabamento impecável. Você poderá controlar todo o entretenimento e ajuste do carro com um simples toque numa tela colocada no painel. O interior conta ainda com 80.000 possibilidades de personalização, incluindo a opção de mudança da cor do teto.

Já o motor, é o novo Ford 2.0 turbo de 240 cv, e segundo o teste realizado pela Revista Quatro Rodas, o Evoque demonstra no asfalto uma aceleração convincente desde o primeiro toque no acelerador de resposta rápida. O ruído de funcionamento apenas se torna presente acima de 4000 rpm, o que até combina com a personalidade mais esportiva desse SUV urbano. O carro avaliado estava equipado com um câmbio automático de seis marchas, com aquele comando rotativo (sem alavanca) usado pela Jaguar.


ESCOLHA A SUA VERSÃO
São disponibilizadas três versões: Pure, Prestige e Dynamic, além do pacote Tech.

Range Rover Evoque Pure: A versão Pure já é por si só um carrão, diga-se de passagem, vem com rodas aro 18, bancos de couro com regulagem elétrica e memória, sistema de áudio de 380 watts e 11 alto falantes, tela touchscreen com oito polegadas, ar-condicionado automático e conexão Bluetooth, USB e para iPod. Preço em média: R$ 164.900 (quatro portas) e R$ 167.900 (cupê)

Range Rover Evoque Dynamic: A Dynamic Tem um conceito mais esportivo, oferecendo como diferencial, rodas aro 20, grade frontal e saídas de ar mais escuras. O acabamento interno conta com bancos diferenciados, mais esportivos e com quatro opções de cores aliada a alumínio escovado. Também há um sistema de iluminação interna com várias opções de cores. Entre os equipamentos, está o sistema de navegação HDD com tela de 8 polegadas e sistema Park Assist, que ajuda a estacionar o veículo. Preço em média: R$ 182.900 (quatro portas) e R$ 187.900 (cupê)

Range Rover Evoque Prestige: Esta é a versão intermediária, é bastante luxuosa, disponível no modelo 5, oferece um acabamento externo com grade frontal, saídas de ar e faróis de neblina cromados. As rodas de liga leve de 19 polegadas trazem um design e acabamento exclusivos. Por dentro são cinco opções de cores com bancos de design inovador e um teto panorâmico. Entre uma grande lista de equipamentos estão sistema Park Assist, bancos elétricos, ar-condicionado automático e sistema de navegação HDD. Preço em média: R$ 182.900 (quatro portas)

Range Rover Evoque Prestige + pacote Prestige Tech: Versão com rodas aro 20, áudio 825 watts, dual view e sistema multimídia completo, câmeras 360º e abertura elétrica do porta-malas. Preço em média: R$ 231.900

Range Rover Evoque Dynamic + pacote Dynamic Tech: R$ 231.900 (quatro portas) e R$ 236.900 (cupê). É o modelo mais luxuoso e completo.
No Brasil, chega somente a versão 4x4 com motor 2.0 turbo a gasolina de 240 cv de potência, 34 mkgf de torque e câmbio automático de seis velocidades. Atualmente, com as montadoras investindo cada vez mais forte nos SUVs confortável e suntuosos, a Land Rover entrou na moda e fez bonito, sem perder sua identidade.


Fonte: Quatro Rodas, Land Rover

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ENTREVISTA: Marcos Damigo, num papo sobre cultura, e claro, atuação‏

Marcos Damigo trocou a agronomia pela arte de atuar e foi nessa troca que se descobriu um homem muito mais realizado com seu destino. Marcos se descobriu como pessoa e como ele poderia ser um instrumento de transmitir a arte através de seu talento. Afinal a arte de representar é uma forma de autoconhecimento e de evolução para o ser humano. E assim tem sido a evolução de Marcos Damigo nos palcos, e TV, até hoje. O grande público teve o prazer de conhecer seu trabalho na recente novela “Insensato Coração”, onde vivia um professor de direito que era gay. O personagem terminou coroando a estréia de Marcos no horário nobre na TV Globo e tendo seu talento reconhecido do grande público. Talento esse que hoje em dia ele demonstra na sua atual peça “Deus é DJ”, em cartaz no Oi Futuro, RJ, até dia 11 de dezembro. Visite o site da peça (aqui) e leia essa entrevista que está incrível (assim como esse belíssimo ensaio exclusivo para a MENSCH)!!


Você tem formação técnica em agropecuária e chegou a cursar 2 anos de agronomia antes de se tornar ator. Algo desse tempo te ajudou a ser o profissional que você é hoje? Com certeza, pois uma vida rica em experiências é muito importante pra um ator, é o seu próprio material que ele vai trabalhar depois nos seus personagens. Foi um período de grandes desafios e grandes conquistas na minha vida, onde eu tive que aprender a me virar longe da minha família, descobrir quem eu era de fato, e isso muito cedo, a partir dos quinze anos. Essas experiências catalisaram um profundo processo de autoconhecimento que em última análise desembocou no teatro.

Tinha certeza que trocar a agronomia pelas artes era o seu caminho?
Quando eu abandonei o curso de Agronomia eu ainda não sabia o que queria fazer, e isso dificultou bastante o processo, por um lado. Por outro, minha família sempre me apoiou e confiou em mim, e eu pude viver essa transição entre áreas tão distintas. Contei também com a ajuda de um grande mestre, o escritor e psicanalista Roberto Freire. Foi com ele que eu tive coragem de desconstruir o que eu já era pra que uma possibilidade nova e nunca antes imaginada, que foi o teatro, pudesse surgir.
Como e quando você se descobriu ator?  Foi durante esse processo terapêutico com o Roberto Freire. Ele havia montado um grupo de teatro que funcionava paralelamente à terapia em grupo que eu fazia, chamada Somaterapia. Além disso, eu me matriculei num curso de iniciação ao teatro ministrado pelo Gerson Esteves, ator paulista. Então descobri que o teatro é a ferramenta mais poderosa que existe pra transformar uma pessoa. Eu fui completamente absorvido por esse universo tão vasto e incrivelmente rico de grandes autores teatrais, de jogos e exercícios de teatro e de pessoas maravilhosas que eu fui conhecendo ao longo desse caminho.

A prática da Yoga é melhor para o corpo ou para a mente? Para ambos, pois não acredito que se possa separar uma coisa da outra. Mas yoga é um termo muito vasto, que abrange uma gama muito vasta de práticas, que vão desde meditações, exercícios físicos, práticas de limpeza do corpo e até práticas de trabalho voluntário, só para citar alguns exemplos. Em relação especificamente à pratica física, é uma meditação em movimento. Quando seu corpo flui de uma postura para outra, e o praticante tem a nítida sensação de que não é mais ele que está conduzindo, mas sim que ele somente deixa fluir através dele aquela força, é que se alcança o estado meditativo da prática. E isso tem uma analogia muito grande com o trabalho do ator.

Podemos dizer que seu personagem em Insensato Coração foi um divisor de águas para sua carreira? Qual a importância desse trabalho?Por um lado sim, pois nunca havia feito uma novela na TV Globo, e estive no produto de maior audiência da televisão brasileira. Por outro eu tenho um trabalho muito consistente: além de atuar, eu também produzo, dirijo, escrevo, faço direção de movimento e preparação física de atores através do que aprendi na yoga. Então eu sinto que a novela é mais uma de tantas etapas na minha vida profissional.

A tentativa de se evitar a homofobia com as situações mostradas na novela acabou fazendo com que algumas pessoas entendessem como um incentivo à homossexualidade. Qual sua opinião sobre isso?Não sei se entendi completamente a pergunta, mas acredito que você se refira às cenas de violência contra gays na novela. Para mim é muito claro que os autores criaram essas situações pra jogar luz sobre esse assunto, e num momento muito pertinente, pois as agressões a homossexuais nunca ocuparam tanto os noticiários. Não acredito que o que foi mostrado na novela tenha funcionado como incentivo à homofobia de maneira alguma.


Qual a sua receita para qualquer tipo de intolerância? Existe receita?
O preconceito é filho da ignorância. E isso foi muito bem mostrado em Insensato Coração através do personagem do Kleber, interpretado muito bem pelo Cássio Gabus Mendes. Ele tinha uma postura intolerante em relação aos gays até o momento que começou a conviver mais de perto com alguns, e isso fez com que ele percebesse que são pessoas como ele, com seus desejos e medos.


Está preparado para o rótulo de galã? Até que ponto essa fama é válida?Não me vejo como galã. Fui galã de uma novela no SBT em 1998, chamada Fascinação, do Walcyr Carrasco. Embora tenha sido uma experiência incrível e da qual me orgulhe muito, sinto que existe uma cobrança muito grande para que o galã corresponda a determinadas expectativas, e eu sou um artista acima de tudo. Minha vida toda, desde que comecei a me entender como gente, eu lutei contra rótulos e estereótipos. Mas não julgo quem goste, pelo contrário. É preciso que alguém queira ocupar esse espaço dentro da nossa sociedade, e acredito que muitos queiram, pois é uma posição de prestígio e de riqueza inclusive. Sei que meu caminho é mais árduo, mas não saberia ser de outro 
modo.
Para você que tem sua formação no teatro, essa glamorização que a TV dá ao ofício do ator incomoda? Você acha que atrapalha na percepção do público diante do trabalho de ator que termina só vendo o cara famoso da novela da Globo? Pois é, isso tem a ver um pouco com a pergunta anterior. É um equilíbrio delicado, entre corresponder ao que as pessoas esperam de você e continuar provocando uma reflexão sobre o mundo através do seu trabalho. Muitos artistas foram incompreendidos enquanto estavam vivos e depois foram tratados como gênios. Uma dose de desconforto é essencial pra qualquer pessoa. E no caso da televisão o maior perigo para um ator é que, a partir do momento em que ele se torna uma persona, em que medida ele consegue se anular para que o personagem fique em primeiro plano? Isso tem a ver com aquelas coisas que eu falei sobre a relação da yoga com a arte do ator. No fundo somos um veículo através do qual as coisas se expressam.

Em O Retrato de Dorian Gray a vaidade terminou por destruir o jovem e belo Dorian. Que tipos de vaidades você se permite? E quais te incomodam? Eu me cuido bastante, mas de um jeito muito particular. Acredito que a beleza tem a ver com um aspecto saudável. Uma má alimentação vai deixar sua pele feia, por mais cremes que você passe ou plásticas que faça. Me incomoda essa vaidade fast food, de querer resultados imediatos. Vivemos bombardeados por imagens photoshopadas, que criam em nós uma frustração permanente por jamais conseguir corresponder a nossos padrões de beleza.
Qual a importância e quais as dificuldades de se criar uma Cia Teatral? O teatro ainda é algo difícil de sustentar? O teatro de grupo é o lugar onde as pessoas desenvolvem um trabalho a longo prazo, capaz de gerar novas provocações estéticas, amadurecer as ferramentas de linguagem que refletem as transformações da sociedade. É uma incubadora, importante como o mangue pro ecossistema marítimo. Isso está relacionado também à formação da identidade de um povo. Às vezes sabemos mais da história do nazismo, pra citar o exemplo de um tema que é exaustivamente abordado no cinema americano, do que sobre a Guerra de Canudos, que foi um evento dos mais importantes da história do Brasil. Não estou dizendo que não precisamos saber do nazismo e da história da Europa, mas a nossa é tão importante quanto ou até mais, porque vivemos a partir desse legado. A Guerra de Canudos está diretamente ligada à formação das favelas no Rio de Janeiro, pra dar um exemplo de como nosso passado está presente no nosso cotidiano.


Como você enxerga o público brasileiro em relação à cultura hoje em dia com a internet cada vez mais popular? Isso afetou em algo? A internet é uma ferramenta maravilhosa de distribuição de informação, mas sem uma formação consistente, sem uma educação sólida, ela se torna instrumento de um fetiche que eu particularmente não gosto e não incentivo. Às vezes sugiro no meu twitter (@marcosnauta) que as pessoas leiam mais, ou divulgo um link de uma coisa que eu acho bacana de ser compartilhada, e tem gente que não entende ou até se ofende comigo. Mas eu acho mesmo que a vida é curta demais pra se ficar perdendo tempo com certos assuntos. E o Brasil, com sua gravíssima má distribuição de renda, potencializa esse fetiche, pois as pessoas querem se desligar do seu cotidiano buscando nos seus ídolos uma válvula de escape. Quantas pessoas me falam do twitter que não tem teatro bom perto de onde moram! As opções de atividades culturais e de lazer numa cidade como o Rio de Janeiro são extremamente concentradas, e isso é péssimo pra cidade toda.
Em o Retrato de Dorian Gray você trabalhou como autor da adaptação, ator e produtor. Foi um grande desafio? Já se sentia preparado pra tudo isso? Eu fiz a adaptação do livro junto com a diretora, Débora Dubois, e a produção da peça eu só assumi quando começamos a viajar, na verdade, porque a produtora não quis continuar. Eu gosto de produzir, mas produzo mais por necessidade que por vocação. Quando eu li o livro do Oscar Wilde imediatamente veio uma adaptação pro teatro na minha cabeça, e por essas coincidências da vida algum tempo depois a Débora me chamou pra esse projeto, que iria acontecer no Teatro Popular do SESI em São Paulo, onde eu também tive a honra de fazer o Hamlet. Eu já havia feito algumas adaptações de literatura pro palco, mas todo trabalho novo é um grande desafio. Superar a si mesmo faz parte da gênese do trabalho do ator e do artista de um modo geral. Pelo menos é assim que eu vejo.

O que te encanta no universo feminino? Quando elas são irresistíveis?Gosto de mulheres inteligentes e divertidas. Mulheres seguras são mais interessantes. Ansiedade e carência tiram muito do brilho de uma mulher. Observo hoje um movimento interessante de mulheres que já conseguiram absorver qualidades que até pouco tempo atrás eram mais atribuídas aos homens, e o oposto também. Homens que ajudam a cuidar dos filhos trocam fraldas, fazem comida. Acho tudo isso extremamente saudável e um reflexo da evolução da nossa sociedade.


Quais seus medos e desejos em relação ao futuro? Tenho medo da intransigência que cresce em determinadas partes do mundo. Parece que uma onda de ignorância e fundamentalismo avança onde há mais miséria e falta de perspectiva. E diga fundamentalismo, mas não me refiro somente ao religioso, mas sim a todo processo onde não há disposição para o diálogo e para o entendimento. E já está mais que estabelecido hoje que a felicidade da humanidade depende da nossa capacidade de conviver num mundo que está ficando pequeno. Então estar disposto a dialogar com as diferenças é parte fundamental do nosso processo evolutivo e pode inclusive determinar o sucesso ou o fracasso da raça humana. E desejo do fundo do meu coração que sejamos capazes de enfrentar esses desafios!
Fotos: Sérgio Santoian
Agradecimento: Renato Saraiva
Agradecimento especial a Marcos Damigo
Site da peça "Deus é DJ":
http://deusdj.com/
Blog de Marcos: : www.sobreteatro.wordpress.com 

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ESTILO: Jeans - conheça a história, aprenda a comprar o seu e combinar estilos‏

Sabe o bom e velho jeans que você usa para ir do supermercado à balada? Pois bem, seu grande companheiro de aventuras nasceu no século XIX e não tinha a menor pretensão de ser peça de moda, mas sim uma opção de vestuário resistente para o duro trabalho nas minas.

ORIGEM EUROPÉIA, FAMA DE AMERICANO

Quando a gente pensa em jeans associa logo aos cowboys americanos, certo? Certo, mas não foram eles os primeiros a usar esse tipo de calça nem tão pouco o tecido nasceu nos EUA. 

Denim, nome original do tecido que dá origem ao Jeans, nasceu na França, na cidade de Nime em 1872, e era bastante usado por trabalhadores de Gênova, na Itália. Foi o comerciante europeu Levi Strauss e seu colega Jacob Davis que deram origem ao que hoje chamamos de jeans.
DAS MINAS PARAS AS VITRINES

Strauss e Davis comercializam materiais e equipamento para os mineiros americanos na Califórnia, principalmente lonas para as barracas onde acampavam. Percebendo que suas roupas ruíam facilmente devido ao trabalho pesado e uso de ferramentas cortantes, Strauss teve a idéia de usar o tecido das lonas, que era forte e resistente na fabricação de calças para os mineradores. Coube a Davis a idéia de usar rebites de cobre para reforçar as costuras e tornar a roupa ainda mais resistente para os trabalhadores. Em seguida, Strauss teve a idéia de usar o brim azul (o Denim ) e registrar a invenção da peça com o nome de, adivinhem só: Levi´s. E foi em 1890 que surgiu o modelo mais famoso de todos os tempos da calça jeans, a Levi´s 501.

CIDADÃO AMERICANO
O termo jeans começou a ser usado nos EUA na década de 40 para designar as calças de feitas de brim índigo blue, e segundo relatos históricos, é uma variação do francês Gênes ( Gênova, na Itália)a cidade onde marinheiros usavam calças de tecidos fortes e resistentes oriundos de Nîme ( o mesmo lugar dos tecidos usados as lonas dos mineiros).



Após cai no gosto dos mineradores, a calça jeans passou a ser usada também por vaqueiros e cowboys, pois além da resistência necessária para essas atividades, também oferecia bom caimento (o tecido foi ficando mais macio ao longo do tempo devido as lavagens com pedras) e praticidade, pois já apresentava os bolsos como conhecemos hoje.


Durante a 2ª Guerra as marcas Wrangler e Lee utilizaram o jeans fardamento de militares e posteriormente para roupas de “civis”. Na década de 50 foi a vez da juventude adorar o jeans como “uniforme” e o que era usado para durar, agora começava a ser usado para mudar.


A “FARDA” DA REBELDIA

Depois de sair das minas e ganhar as ruas, o jeans caiu rapidamente no gosto dos jovens e vestiu atores do cinema que faziam grande sucesso e fama de rebeldes no período pós-guerra. Elvis Presley, James Dean e Marlon Brandon deram ao jeans o caimento perfeito para os jovens que queriam transgredir e mudar o way of life de toda uma geração em filmes como Juventude Transviada e O Selvagem.

As marcas da rebeldia jeans foram as mundialmente conhecidas Lee, Wrangler, Levi´s e Mustange estavam não só no cinema mas também nos palcos e festivais de música. Nos anos 60, o jeans, além da consagração junto ao público jovem, também começou a ganhar cores e se tornar uma forma de expressão da juventude sendo embalado por cantores como Janis Joplin e Jimmy Hendrix que cantaram e encantaram no festival de Woodstock vestindo, claro, jeans.

A ROUPA DA DEMOCRACIA

Depois de vestir jovens rebeldes o jeans foi alçado à condição de estrela pelas mãos do estilista Calvin Klein na década de 70, que passou a usar o tecido em suas criações. No início houve quem torcesse o nariz, mas depois outros estilistas se renderam ao jeans como Giorgio Armani, Ralph Lauren e Fiorucci. A criatividade dos estilistas e as inovações tecnológicas fizeram do jeans um tecido mais maleável e possível de ser usado tanto no inverno quanto no verão, sendo base para diversas peças além da boa e velha calça jeans.
E você, já vestiu seu jeans hoje?

Fonte: Infoescola, Manequim, Playboy, Guia VIP de Estilo 2011

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CARRO: Mercedes-Benz Classic Center, o lugar ideal para ter contato com a lendária marca e seus incríveis modelos‏

O fascínio que os carros exercem nas pessoas, em especial nos homens, é algo que não tem explicação. Ou talvez tenha. A atração pela velocidade, a sensação de liberdade que um carro na estrada proporciona e as suas inúmeras formas sob quatro rodas talvez explique bem isso. Alguns modelos são clássicos e exercem um fascínio ainda maior. Mesmo para quem não pode ter aquele carro dos sonhos, não é nada mal imaginar um local repleto de belos exemplares automobilísticos. O Mercedes-Benz Classic Center, localizada em Irvine, Califórnia, é o lugar ideal para os amantes de automóveis. Lá proprietários, colecionadores e entusiastas tem um contato direto com esta marca lendária e seus incríveis modelos.

Nesse centro os carros da marca Mercedes-Benz são meticulosamente restaurados e vendidos. É um verdadeiro museu de clássicos Mercedes-Benz, e ao mesmo tempo uma luxuosa oficina. O Centro Classic oferece avaliações, fornece peças genuínas Mercedes-Benz Classic e pode até mesmo organizar um evento especial ao gosto do cliente. Afinal são 125 anos de história automotiva num só espaço.
O Mercedes-Benz Classic Center funciona também como porto de escala para os proprietários e potenciais compradores desses automóveis mundialmente conhecidos. Além de ser o maior departamento corporativo de veículos históricos existente até hoje. Seu leque de serviços prestados abrange todas as linhas da marcas dos clássicos do Benz, Daimler, Mercedes e Mercedes-Benz. Tudo isso fez com que o Mercedes-Benz Classic Center crescesse para mais de 6.200 clientes ao ano nos últimos 60 anos.

"O Mercedes-Benz Classic Center está em uma posição única por causa do seu conhecimento e dos recursos que temos no local. E como resultado de ser parte da mais antiga companhia de automóveis do mundo", disse Mike Kunz, Gerente da Mercedes - Benz Classic Center nos EUA. "Nossos clientes confiam em nós com carros especiais, que são valiosos tanto monetariamente, historicamente ou sentimentalmente, e sabem que seus veículos estarão sendo revistos ou trabalhados por especialistas em cada área, e são apoiados por 125 anos de história."
CONSULTORIA COMPETENTE
Os especialistas do Mercedes-Benz Classic Center oferecem uma consultoria competente e detalhada a todos os possíveis compradores da Mercedes-Benz. Antes de ser oferecido para venda no showroom, cada carro é cuidadosamente avaliado através da oficina de carros da Mercedes-Benz Classic Center, para certificar-se que o carro está dentro dos rígidos padrões de qualidade da marca. Por ser o único de seu tipo nos Estados Unidos, a Mercedes-Benz Classic Center, mantêm uma parceria muito próxima com o Centro Classic em Fellbach, na Alemanha, que fornece um link direto para acessar peças, ferramentas, manuais de serviços e registros de produção necessários para trabalhar nos automóveis da linha Mercedes-Benz.

Outro tipo de serviço praticado no Mercedes-Benz Classic Center com seus clientes é de ajudá-los a localizar e adquirir até mesmo peças mais raras necessárias para determinados modelos, mantendo um vasto arquivo de materiais que documentam a história dos veículos referente ao proprietário original de forma gratuita para o cliente. Estes serviços incorporam a autenticidade da marca e os valores da Mercedes-Benz.

QUALIDADE E ORIGINALIDADE NA OFICINA
No Centro Classic, os mecânicos são verdadeiros artesãos especializados em compartilhar seu conhecimento de restauração de alcance inigualável e detalhado necessário para cada veículo. Para restaurações simples, como mudanças de óleo, a equipe tem um treinamento técnico necessário para reconstruir qualquer coisa, desde o sistema de injeção mecânica direta em um 300SL, ou até mesmo ressuscitar um único exemplar do Sport Roadster 150. Porque a mesma engenharia técnica que atende aos carros de corrida Mercedes-Benz há décadas também dá suporte nesse serviço de fábrica. Lá também são armazenadas mais de 50.000 peças originais de reposição.

MUITO ALÉM DE UMA OFICINA, UM MUSEU
Nesse misto de oficina e museu, o Mercedes-Benz Centro Classic possui uma extensa gama de modelos de carros, acessórios, literatura e relógios que ficam expostos para os clientes e visitantes. Lá é possível encontrar desde elegantes carros clássicos, carros de corrida, modelos pré-guerra até carros personalizados. Qualquer um desses carros que seriam facilmente encontrados em um leilão de automóveis. Cada um dos carros tem uma história que os funcionários do Centro teriam o maior orgulhoso em contar de quando eram apenas um amontoado de componentes de metal enferrujado que foram transformados em uma obra-prima de qualidade. Devido a esta meta pela autenticidade, os carros que saem da loja são apresentados como peças atemporais da história automotiva.




Fonte: Mercedes-Benz Classic Center


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