sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ENTREVISTA MENSCH: CARLOS MACHADO



Carlos Machado é o que se pode chamar de um verdadeiro gentleman. Gentil, educado e generoso, conhece bem das mulheres, afinal foi criado entre 6! Acredita que as melhores qualidades de um homem são a fé, a esperança e o amor e ainda de quebra nos revela uma surpresa, é um dentista conceituado, especializado em ortodontia. Conheça um pouco mais do novo galã das 21 horas (Fina Estampa), que começou na TV com Chico Anysio em 95 e que além de atuar, pinta, já escreveu e dirigiu duas peças de comédia. Pelo visto fazer sorrir já estava mesmo no destino dele.

Carlos, como está sendo para você estrear numa novela das 21hs? É uma experiência nova. Sem dúvidas muito da minha rotina vai mudar. Antes mesmo de estrear já está mudando. E estar aqui respondendo essas perguntas já mostra isso... Vem com um gostinho especial de conquista e realização? O que esse papel representa pra você? Vem com esse gosto de realização sim... De reconhecimento, inclusive. Ser escolhido pra estar no elenco principal de uma novela desse porte, já representa muito.

Você está há muitos anos na Globo, já participou de várias novelas, seriados e programas humorísticos. Agora com o destaque desse novo papel em horário nobre você será algo como um "lançamento" para o grande público. Isso deve parecer estranho para um ator com tantos anos de atuação não é?  Acho que veio em boa hora. Me sinto maduro, como ator, e recebi um presente do Wolf, pois acredito que o Ferdinand foi escrito pra que eu o interprete. Não foi por acaso que sonhei que o Wolf me dizia que íamos trabalhar juntos na sua próxima produção. E foi por isso que o procurei no Projac no dia seguinte. Era pra ser...


Trabalhar com Renato Aragão (na Turma do Didi) e no “Zorra Total” por um bom tempo fez aguçou a sua veia cômica? Como foi passar esse período dentro dos humorísticos? O que isso te acrescentou?  Sem dúvidas aprendi muito com grandes gênios... Comecei, na verdade, na TV, com Chico Anysio em 1995. Sempre gostei de humor e já escrevi, atuei e dirigi duas peças de comédia. Uma adulta e outra infantil, com meu grupo de Juiz de Fora, minha terra. Ganhamos, inclusive, 8 prêmios com esses espetáculos em 2 festivais nacionais de teatro.


Pelo que soube seu personagem será dono de uma rede de vôlei na praia e termina se debandando pro lado do personagem de Christiane Torloni e se tornando meio que um vilão. É isso? Como será o Ferdinand (que você possa nos adiantar)?  Ferdinand, logo de cara já se mostra um pouco mau caráter... Ele não tem papas na língua. Fala o que pensa, o que deve e o que não deve... Isso trará conseqüências, claro... Mau caráter, sim... Mas, ninguém é só o que parece ser... Quanto a Cristiane Torloni ser uma aliada. Ainda não sei nada a respeito...

Você é noveleiro? Homem curte novela ou isso não é coisa de macho? (risos)  Macho também curte novela sim... (risos).... Curti muito algumas novelas, sim. E sempre fui fã de Aguinaldo Silva. Representar um personagem criado por ele é uma coisa fantástica. Ainda não caiu a ficha...


Uma das exigências do papel era um físico atlético. Isso irá deixar a mulherada suspirando e a macharada com inveja querendo ficar igual. Você acha que a TV influencia, em específico um personagem, tanto assim aos homens como às mulheres?  Bom, o cara é mau caráter, mas tem uma estampa atlética!? O que vale mais? Claro que seria melhor ele ser barrigudinho e careca e ter bom caráter. Acho que o público vai concordar. Ou não... Essa será uma das temáticas a se debater nesta novela. Acho que como pessoa, em entrevistas como esta, por exemplo, sim, poderei influenciar e mostrar que podemos envelhecer com qualidade hoje em dia. Estou com 46 e me sinto melhor do que quando tinha 20.

Aos 46 anos, dá mais trabalho manter um ótimo físico? Qual sua rotina de malhação e atividades físicas? O que você faz para manter um corpo saudável? Fui atleta dos 14 aos 20, apenas... Acho que o atleta que não para cedo, se consome demais, pois vai ao seu limite, sempre, quando é profissional. Isso não é bom. Aos 18 iniciei atividade física de musculação e não parei mais. Aliada a boa alimentação e estilo de vida moderado e com noites de sono bem dormidas, acho que são 90% do resultado. O restante depende da genética.


Consome algum suplemento alimentar? Consome vitaminas? Como é sua dieta? Alimentação e suplementação desde os 40 anos. Tenho dieta direcionada por especialistas em nutrição como Geraldo Muzzi e Fernanda Machado. Não sou radical, mas procuro seguir as orientações. No meu caso em particular, não como carnes vermelhas e não bebo leite há 20 anos.

Que dica você daria a nossos leitores sobre atividade física e nutrição? Procure um especialista na área. Somos indivíduos e como tal, necessitamos de dietas específicas... Não fume, a não ser que queira se matar, não beba, a não ser socialmente. Mas não seja muito social, se gosta muito de bebidas... Não se estresse muito com nada, perdoe e faça o bem... A juventude esconde, mas a idade cobra com juros muito altos... Colhemos o que plantamos.


O que pouca gente sabe é que você é um conceituado dentista. De onde veio essa vocação para a ortodontia? Sempre gostei de desenhar, pintar e isso me levou pra área estética da odontologia. Tenho uma irmã americana, que vive na Califórnia e é ortodontista e um cunhado australiano que é referência na no mundo na técnica autoligável que está muito à frente da técnica convencional, por isso, tive acesso a esta tecnologia mais cedo que a maioria no Brasil, sendo pioneiro na técnica lingual bidimensional no Rio de Janeiro. Técnica que possibilita a atores usarem aparelhos sem que ninguém note pois é fixado pela face interna dos dentes sem atrapalhar a fala. Como o caso dos atores Carlos Bonow e Marco Antonio Gimenez, por exemplo.

Como é essa especialidade do Dr. Carlos Machado, a ortodontia autoligável. Como funciona esse processo? Basicamente, a grande diferença está em usarmos braquetes que não precisam de ligaduras de borracha (as borrachinhas coloridas) para segurar o fio. O que gera muito atrito e necessidade de forças muito maiores para as movimentações. Isso, aliado ao fato de usarmos fios com tecnologia desenvolvida a partir de pesquisas da Nasa, faz com que os casos se resolvam em muito menos tempo e com muito menos incômodo.

O que te dá mais satisfação pessoal poder melhorar a qualidade de vida das pessoas através dos processos ortodônticos ou entreter através dos personagens? Dá pra escolher? Seria difícil escolher, mas não posso negar que me divirto muito mais nas artes cênicas. Não há rotina e podemos ser outras pessoas, experimentar vidas diferentes, passar exemplos e ser referência. Isso é incrível e terapêutico, até. Já na carreira de dentista, apesar de muito estressante e cansativo, de vida à responsabilidade de lidar com vaidade e uma necessidade absurda de precisão que nos obriga a usar lentes de aumento nos procedimentos, a satisfação de transformarmos, literalmente, vidas, é indescritível... Mas nessa área, pretendo apenas ficar administrando clínicas e orientando os profissionais que trabalham para mim.
Depois de Ferdinand (o personagem em Fina Estampa) deve aparecer muita mulher de boca aberta no seu consultório inventando desculpas para uma cantada. Como você lida com o assédio?  Isso não acontece quando temos postura. E digo isso com muita propriedade. Seja qual for a profissão estamos sujeitos a isso, mas se tivermos jogo de cintura e postura, no máximo, precisaremos fingir que não entendemos e tudo fica bem.

         
Você trabalhou como modelo há alguns anos, o que esse trabalho te trouxe de bom? Aprendeu a ficar mais ligado em moda? É vaidoso?  O máximo que fiz como modelo, foi desfilar no Copacana Palace para Oscar de la Renta. Nunca fui para o exterior, aonde essa carreira deslancha de fato. Mas não sou muito ligado a moda. Prefiro o básico de uma camiseta branca e calça jeans. Ou um terno de corte sob medida. Fora disso, preciso de dicas...


A passeio ou a trabalho, você já viajou o mundo todo? O que é mais legal de fazer quando se está numa viagem visitando um local pela primeira vez?  Conheci alguns países. Mas, ainda falta muito pra conhecer o mundo. O que mais gosto é de ir a museus e de andar pelas ruas aonde a historia do mundo se desenrolou, como em Roma, por exemplo. Andamos pelo passado, literalmente. Mas é maravilhoso conhecer as belezas naturais, as pinturas de Deus mundo afora.


Fernando de Noronha, Nova York ou Veneza? O que te fascina mais? Qual desses lugares te faria (ou faz) voltar várias vezes? Desses três lugares, o único que já voltei e mais de uma vez, foi N.Y. Em parte por ter três primas e um primo que moram lá. E por ter green card, o que me obriga a ir todos os anos aos EUA. Em Veneza estava sozinho e lá não é lugar pra isso, mas foi especial, mesmo assim... Mas, quero muito voltar a Fernando de Noronha. Passei quatro dias por lá. Mas foi pouco. Lugar maravilhoso!!!
Vincent Van Gogh exerce algum fascínio sobre você ou é impressão minha? Curte arte? Que tipo? Curto muito Van Gogh. Não é impressionismo seu... Tenho a ousadia de fazer ''réplicas'' de suas obras, vez ou outra... (no meu Face você acha duas telas que fiz, de Van Gogh). Curto muito e também faço umas copias de Monet.

Que mania as mulheres tem que deveriam ser copiadas pelos homens em como fazer ou lidar? Fui criado entre seis mulheres. Aprendi que nós homens é que temos, e muito, o que aprender com esses seres que me parecem mais anjos do que humanos...


Daqui pra frente ninguém segura mais Carlos Machado? O que você espera realizar ainda? Ninguém segura? (risos). Realmente me sinto como se tudo estivesse começando agora... A visibilidade de uma novela desse nível em uma emissora desse porte... É uma lente de aumento muito grande... Espero surpreender e aprender muito com essa experiência... Espero que seja apenas o começo e que muita coisa ainda venha pela frente.


Que qualidades um homem deve cultivar?  ''Amor, fé e esperança. Mas, o mais importante é o amor''. 1a Carta do Apóstolo Paulo à igreja de Corinto, capítulo 13.

Fotos: Wagner Carvalho
Coordenação de Produção: Márcia Dornelles - MD PRODUÇÔES
www.mdproduções.com
Assistente groming: Dan Marques
Styling: Naná de Mello
Assistente: Karina Aquino

Figurino: Carlos Machado Veste ELLUS
Jóias: Bruno Latini
Locação: Forte do Copacabana / RJ
Assessoria: Sylvia Goulart

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

SHOW: ROCK IN RIO - O festival, retrospectiva, programação e o que vestir

Ou Rock in Brasil? Acredito mais nessa segunda opção, haja vista que meio mundo de brasileiros estarão lá, como também outros malucos sulamericanos. Malucos? Como assim? Não, não achem que estou metendo o pau em que vai. Longe disso. Loucos por uma ótima causa: o velho e bom rock’n roll que estará bem representado nessa mais nova edição. Ok, haverá outros ritmos também.

Para os que torcem o nariz diante das apresentações de Claudia Leitte e Ivete Sangalo, musas da Axé Music, o criador do Rock in Rio, o publicitário Roberto Medina, costuma dizer que rock é antes de mais nada transgressão e não nada mais transgressor que misturar ritmos. Ele também costuma lembrar que já na primeira edição o evento já apresentava a mistura de gêneros com os artistas Elba Ramalho, George Benson, Al Jarreau, Ivan Lins, Ney Matogrosso e Gilberto Gil. Então, sendo assim, melhor pensar o Rock in Rio como um evento grandioso de música, e não de rock em si, que tal?

E o que acontecerá de inusitado dessa vez? Anos atrás, Rod Stewart até futebol jogou, mas na suíte do hotel que estava hospedado. Lembram da meia 7/4 que o Anthony Kiedis...? Deixa pra lá!. E quem diria que Axl Rose, com aquele jeito de freqüentador da Delegacia para Mulheres, jantaria com camareiras, produtores e outros profissionais? Não há como esquecer que ao sobrevoar o evento, Roberto Medina ficou %$#@& ao ver os roqueiros fazendo aquele sinalzinho que sempre fazem com a mão para celebrar o rock e ele achou que o estavam aclamando como corno. Pode?

A 1ª edição foi um divisor de águas. Após o evento, vários shows internacionais começaram a aportar em terras tupiniquins, como também vários gêneros da música começaram a ter mais visibilidade. Antes, não se tinha muito a ideia certa de como seria a receptividade e vendas; mas depois quem passou por aqui foi Paul McCartney,que na época acabou realizando no Rio de Janeiro o maior show do mundo, indo parar nas páginas do Guinnes Book.

Outras edições do Rock in Rio vieram. Em 1991 o Maracanã recebeu os fãs do rock para celebrar artistas como A-HA, Billy Idol, e George Michael, ídolos da década de 80. A terceira edição aconteceu em 2001 em Jacarepaguá, assim como na 1ª edição, mas já com o nome de Cidade do Rock. Quem deu as caras dessa vez, entre outros, foram Aaron Carter, Britney Spears, Dave Mathews Band, Deftones, Foo Fighters e Oasis.

Em 2004 o evento cruzou os mares e aportou em Lisboa, que foi a casa do Rock in Rio ainda em 2006 e 2008, para curtir o bom e velho rock and roll com os nossos patrícios se tornando um produto de exportação. Ainda em 2008 logo após Lisboa, as guitarras, baixos e baterias viajaram até Madrid, mais precisamente em Arganda Del Rey para dessa vez fazer a Espanha tremer. Em 2010 a dobradinha Lisboa/Madrid se repetiu e finalmente em 2011, o Rock in Rio volta ao lar, ao seu lugar de origem para sorte e aproveitamento de nós brasileiros. E volta com novidades.

Este ano o Rock in Rio mostra que rock é sustentabilidade também. O evento está pleiteando a Certificação 100R, que se alicerça no econômico, ambiental e social, para atestar 100% de reciclagem e emissão zero de Carbono nos dias 23, 24, 25, 29 e 30 de setembro e 01 e 02 de outubro. Para tanto, haverá cuidado com os dejetos, diminuição e compensação da emissão de carbono, programas educacionais e outras ações.

As ações sociais desenvolvidas pelo Rock in Rio 2011 receberam o nome de “Por um mundo melhor”, e envolvem também doação de instrumentos musicas, no intuito de contribuir para a formação de novos músicos; instalação de sala de músicas em escolas municipais do Rio e campanha contra o uso de drogas. O Rock já não tem a cara de mau que fazia os pais de antigamente abominarem os acordes das guitarras, não é mesmo?

Bons motivos não faltam para se ir ao Rock in Rio, fica até difícil escolher uma ou até mesmo 02 bandas preferidas. Tem rock na roll pra tudo que é gosto contemplando a diversidade musical mundial. A festa será tão singular no cenário musical que já deu filhos. Em Pernambuco haverá a Rock in Rio Doce. Pois é, um ótimo desdobramento, hein? Será que aprenderam com a Al Qaeda a gerar células independentes?



Quem viver, verá.

Por Alfredo Galamba*
*Alfredo é publicitário, DJ e fanático por música

O que rolou nas edições antigas no Brasil
1ª Edição - RIO DE JANEIRO – JACAREPAGUÁ - 11 a 21 de Janeiro de 1985
Número de bandas: 28 Bandas
Público 1.380.000 pessoas

Artistas Internacionais:AC-DC, All Jarreau, B’52, George Benson, Go Go’s, Iron Maiden, James Taylor, Nina Hagen, Ozzy Osbourne, Queen, Rod Stewart, Scorpions, White Snake e Yes

Artistas Brasileiros:Alceu Valença, Barão Vermelho, Blitz, Eduardo Dusek, Elba Ramalho, Erasmo Carlos, Gilberto Gil, Ivan Lins, Kid Abelha, Lulu Santos, Moraes Moreira, Ney Matogrosso, Paralamas do Sucesso, Pepeu Gomes e Rita Lee
2ª Edição - RIO DE JANEIRO – MARACANÃ - Entre 18 e 27 de Janeiro de 1991
Número de bandas: 44 Bandas
Público 700.000 pessoas

Artistas Internacionais:
A-HA, Billy Idol, Colin Hay, Debbie Gibson, Dee-Lite, Faith No More, George Michael, Guns N’Roses, Happy Monday, Information Society, INXS, Joe Cocker, Judas Priest, Lisa Stansfield, Megadeth, New Kids on the Block, Prince, Queensryche, RUN DMC, Santana e SNAP.

Artistas Brasileiros:
Alceu Valença, Capital Inicial, Ed Motta, Elba Ramalho, Engenheiros do Hawaii, Gal Costa, Gilberto Gil, Hanói Hanói, Inimigos do Rei, Laura Finokiaro, Leo Jaime, Lobão, Moraes & Pepeu, Nenhum de Nós, Orquestra Sinfônica, Paulo Ricardo, Roupa Nova, Sepultura, Serguei, Supla, Titãs, Vid e Sangue Azul.

3ª Edição - RIO DE JANEIRO - JACAREPAGUÁ (CIDADE DO ROCK) - Entre 12 e 21 de Janeiro de 2001
Número de bandas: 160 Bandas
Público 1.235.000 pessoas

Artistas Internacionais:
Aaron Carter, Beck, Britney Spears, Dave Mathews Band, Deftones, Five, Foo Fighters, Guns N’ Roses, Iron Maiden, James Taylor, Neil Young, N´Sync, Oasis, Papa Roach, Queens of The Stone Age, Red Hot Chili Peppers, REM, Halford, Sting, Sheryl Crow e Silver Chair.


Artistas Brasileiros:Barão Vermelho, Capital Inicial, Carlinhos Brown, Cássia Eller, Daniela Mercury, Elba Ramalho, Engenheiros do Hawai, Fernanda Abreu, Funk ´N Lata, Gilberto Gil, Ira, Ultraje a Rigor, Kid Abelha, Milton Nascimento, Moraes Moreira, O Surto, Pato Fu, Pavilhão 9, Sandy & Junior, Sepultura e Zé Ramalho.
Para mais informações: http://www.rockinrio.com.br

LIVRO: Rock in Rio – A história do maior festival de música do mundo, de Luiz Felipe Carneiro, reúne um amplo trabalho de pesquisa, que incluiu a leitura de mais de dois mil artigos e entrevistas com dezenas de artistas, críticos de música e os principais organizadores do festival, incluindo Roberto Medina, em busca dos mais marcantes e inusitados episódios de cada edição. Tudo isso num livro com mais de 200 fotos e muitas histórias. Para quem foi ao Rock in Rio, o livro aquece a memória. Para quem nunca foi, mas ouviu histórias a respeito, o livro traz uma compilação das melhores delas. À venda nos quiosques oficiais do Rock in Rio; nas maiores redes de livrarias do país e no site da Globo Marcas por R$ 44,90

Barra Shopping - Av. das Américas, 4666 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Shopping Rio Sul - Rua Lauro Müller, 116 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ



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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CARRO: O melhor racha entre os melhores e mais velozes carros esportivos do mundo




Uma das coisas mais fascinantes dentro da tecnologia automotiva é admirar a potência dos carros atuais e se imaginar dirigindo. E essa potência existente nas grandes máquinas cultiva a paixão pelas corridas, disputas e rachas. Agora já imaginou assistir um racha entre onze dos melhores carros esportivos do mundo?
Agora eu pergunto o faz de um motorista um ótimo piloto? Não é o desempenho bruto ou a estabilidade do carro na pista. Um grande piloto é uma questão de equilíbrio e elegância, entre a qualidade da interação entre o homem e a máquina. Um grande carro tem o chassi, a potência, freios e direção que permitem que o condutor fique entusiasmado e confiante em explorar os limites do desempenho do carro na pista.

Um grande piloto não se permite a domar o carro, ele ajuda a maximizar o seu potencial. Foi o que aconteceu esse mês nos EUA num aeroporto abandonado onde foram reunidos os seguintes modelos: BMW 1M, Ford Mustang Boss 302 Laguna Seca, Porsche 911 GT3 RS, Chevrolet Corvette Z06, Ferrari 458 Italia, Nissan GT-R, Audi R8 GT, Mercedes-Benz SLS AMG, Lexus LFA, Porsche Cayman R, Lotus Evora S. Juntando todas essa super-máquinas dá uma soma de alguns milhões de dólares.




Confira o maior pega dos últimos tempos...


Aqui a lista dos 11 carros que competiram e o resultado final do racha:
11º - Lotus Evora S (12,9 sec @ 109.9 MPH)
10º - BMW Série 1 Coupe M (12,8 MPH sec @ 110.2)
- Porsche Cayman R (12,7 sec @ 111 MPH)
- Ford Mustang Boss 302 Laguna Seca (12,4 sec @ 115 mph)
- Porsche 911 GT3 RS (11,9 sec @120.7 MPH)
- Chevrolet Corvette Z06/Z07 (11.9 sec @ 123.7 MPH)
- Lexus LFA (11.9 sec @ 123.7 MPH)
- Mercedes-Benz SLS AMG (11,7 sec @ 124.1 MPH)
- Audi R8 GT (11,5 MPH sec @ 125.1)
- Ferrari 458 Itália (11,3 sec @ 125.6 MPH)
- Nissan GT-R (11,2 sec @ 121.8 MPH)

Fonte:- Auto Rodas
- Motor Show
- G1
- Quatro Rodas

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

MUSA: Gyselle Soares, nossa "La Belle Du Jour" encanta brasileiros e franceses com sua beleza tropical

Gyselle Soares, docemente conhecida como a “cajuína do Big Brother 8”, onde se destacou com a segunda colocação, a morena tropicana trocou de vez o Piauí, sua terra natal, pela França. Lá Gyselle se sente tão à vontade quanto em casa, “eu tenho no meu coração a França”, diz a bela. Com uma vida profissional agitada, hoje Gyselle é atriz e sua carreira anda a todo vapor. Trilhando uma carreira internacional, onde já participou do programa “Bikini Bresilien”, Gyselle foi responsável por ciceronear no Brasil as participantes da atração francesa, e gravar o seriado francês “Camping Paradis”, que já está no ar há três anos. No Brasil, a bela acaba de ser aprovada para o elenco do novo filme do cineasta francês Arnaud Lemort, onde viverá a Thalita, e ainda esteve envolvida em dois longas: “Natascha – O Anjo da Morte”, onde viverá a personagem Catarina, e “Os sonhos de um sonhador”, que contará a trajetória de Frank Aguiar. Entre idas e vindas da ponte França-Brasil, conversamos com Gyselle e ainda colhemos um ensaio inédito feito pelo fotógrafo francês Francesco Bonanno.

Seguindo as regras do BBB... Você é um anjo ou mandaria fácil alguém que te desagrade para o paredão? Felizmente o mundo real não se parece com o BBB. Nós não eliminamos pessoas que encontramos com votos! Além disso, acho que no mundo real, eu certamente teria vencido (risos). Mas é verdade que na vida eu sou muito instintiva. As pessoas que eu encontro e sinto um ar ruim, eu me afasto rapidamente.

Dona de um corpo escultural o que você faz para que os homens prestem atenção a suas outras qualidades? Eu sou uma pessoa muito natural, não sou uma sedutora. Sou um pouco desastrada: riu alto, derramo copo de vinho na própria roupa... Acreditem em mim, isso chama atenção! (risos)

O que a França fez para te conquistar? Minha pátria é o Brasil, mas eu tenho no meu coração a França. Minha mãe me deu um nome francês (Gyselle), que influenciou minha vida. Eu tenho no meu coração os dois países que amo muito. E do que você sente falta do Piauí, sua terra natal? Do Piauí, sinto saudades da minha família e do calor humano daquela terra, da comida, dos amigos e se eu for contar tudo aqui do que sinto falta não vai ter espaço para as outras respostas.

O que é um homem bem vestido pra você? É um homem tem o seu próprio estilo e assume o que ele veste, se bem que às vezes, é melhor pedirem um conselhinho a namorada!

O que os homens ainda não sabem sobre as mulheres, mas precisam descobrir já? Eu sou a favor por deixá-los procurarem sempre! É assim que eles ficam mais lindinhos.

Qual o cenário ideal para viver uma noite romântica? Eu penso que não existe um cenário ideal, mas eu confesso que um homem que passa vários dias e semanas a refletir para preparar a mais bela noite da sua vida, é muito romântico. O que não acontece muitas das vezes.

Qual parte do seu corpo mais te agrada? Meus olhos castanhos escuros.

O que te faz aumentar ou diminuir a libido? Eu sou muito sensível ao odor, à pele. Mesmo o mais bonito dos homens e mais bem vestido, se o cheiro da pele não me agrada, me corta todo o desejo.
Fotos: Francesco Bonanno
Agradecimento: Fabiana Gomes - GMP Assessoria de Imprensa
Agradecimento especial a Gyselle Soares
Site Oficial:
www.gysellesoares.com

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ESTILO: A elegância das jaquetas e blazers em qualquer estação

De modelos esportivos e modernos a clássicos blazers, as duas peças agradam aos mais diferentes estilos. Jaquetas antes eram especificas para a o inverno, quando os tecidos eram elaborados com composição de fios de lã. Hoje as jaquetas e blazers são para todas as estações, podem ser usadas com bermudas, calças cargo, jeans ou até mesmo calças sociais. Não precisando compor um estilo só, ou seja, pose-se misturar peças mais leves e mais pesadas, justos e amplos, brincando com proporções. É tendência nas coleções do Armani, Thierry Mugler masculino, Prada, entre outros. A sobriedade dos tons de cinza, preto e azul marinho compõe este visual retrô e ao mesmo tempo absolutamente atual. Sem regras!






Para nossa matéria sobre blazers e jaquetas, convidamos o ator e roteirista paulista Tony Correa, por expressar a elegância que estes looks imprimem. Tony esteve morando nos Estados Unidos por dois anos e mal chegou ao Rio de Janeiro já está conquistando seu espaço nas artes. Num breve histórico sobre sua carreira, onde teve sua primeira experiência no palco interpretando Nelson Rodrigues, Tony recentemente passou pela TV, no especial “O Relógio da Aventura”, na Globo, direção de Márcio Trigo e Paola Pol, onde contracenou com o ator, Enrique Diaz.
O talento de Tony Correa, em breve será mostrado no cinema, onde atualmente ele está trabalhando em seu 1º Longa-metragem como Diretor e Roteirista no filme “Vida e Arte”. Quem sabe em breve estará concorrendo nos Festivais de Gramado e pelo mundo?!

Edição de Moda: Marco Antonio Ferraz
Fotos: Kadu Niemeyer
Assessoria e Coordenação de Produção: Márcia Dornelles – MD Produções
www.mdproducoes.com

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

BEBIDA: As novidades de cervejas especiais no Brasil

Que as cervejas especiais ou artesanais estão invadindo o Brasil é fato. Fica fácil perceber este fenômeno quando visitamos um evento totalmente direcionado ao público cervejeiros e também curiosos no assunto, assim foi o Beer Experience, realizado no mês de agosto em São Paulo, no Centro de Convenções Frei Caneca.

Quando falamos de cervejas artesanais, não estamos falando necessariamente de cerveja pilsen, ou seja, um evento desses engloba um universo imenso de possibilidades, com várias microcervejarias e importadoras presentes, com novidades em estilos, receitas e ingredientes. Como você imagina que seja uma cerveja de Abóbora (Sauber beer), Bacuri (Amazon Beer), Capim-Limão (Backer 3 Lobos) e Doce de Leite (Cervejaria Jambreiro).

No Beer Experience tinha tudo isso e muito mais. Com mais de 2000 pessoas presentes, o festival que durou o dia todo trouxe além das cervejas, bandas como Velhas Virgens, que também entrou no embalo das cervejas e trouxe sua IPA (India Pale Ale) um estilo de cerveja mais encorpada, mais aromática e mais amarga do que as comerciais encontradas normalmente no Brasil.


Empórios e restaurantes também marcaram presença, criando assim um ambiente muito agradável, com boas cervejas, comidas e música. Com certeza, a cerveja da fruta Bacuri da cervejaria Amazon Beer (Belém do Pará) foi a mais procurada no festival. Para entender um pouco mais sobre a cervejaria e suas cervejas, conversamos durante o evento com um dos sócios, Arlindo Guimarães.

Como surgiu o conceito da Amazon Beer?Arlindo – No início das cervejas especiais no Brasil com a Dado Beer e Continental, nós pesquisamos e acreditamos muito neste mercado. Nos Estados Unidos foi um processo extraordinário, na Itália também, e levamos para Belém o projeto onde já completamos 11 anos.

A cerveja de Bacuri surgiu como algo normal para cervejaria ou foi pensada como um marketing para conquistar demais regiões no Brasil?Arlindo – Está dentro de um projeto, de inserção da floresta da Amazônia, retirar tudo que ela oferece, seus aromas, sementes, raízes, madeiras e frutas (como é o caso). Temos que ter uma identidade com o local. O Bacuri foi a primeira escolha por causa do aroma extraordinário e leveza, mas o nosso projeto é avançar, e não parar no Bacuri.

Existe um projeto da Amazon Beer para o exterior?
Arlindo - O nome já contribui bastante, temos o registro da marca no mundo todo, Ásia, Europa e Estados Unidos. Nós já temos praticamente fechado contratos para distribuição com América e Europa primeiramente, mas vamos deixar isso para o próximo ano. Para começar precisamos ganhar o Brasil, iniciamos agora com a Tarantino em São Paulo.


Novidades de cervejas especiais no Brasil

A Tarantino acaba de trazer algumas novidades da cervejaria escocesa BrewDog, considerada uma das mais criativas no mercado cervejeiro mundial. Uma tendência mundial são as cervejas colaborativas, cervejas feitas entre duas ou mais cervejarias, e neste ideal chegam duas da BrewDog, a Bashah Reserve, uma American Strong Ale feita com a Stone Brewing (EUA) e a Bitch Please, uma barley wine feita com a cervejaria 3 Floyds (EUA). As duas são envelhecidas em barris de whisky. Chega também o 4pack IPA is Dead, cada cerveja com diferentes lúpulos (ingrediente que produz o amargor da cerveja). AB:06 chega com um conceito diferenciado, edição limitada associando cerveja e arte. E a Alice Porter, com notas de chocolate e frutas vermelhas.

A cervejaria Falke Bier de Minas Gerais lança oficialmente em lojas especializadas quatro novos rótulos. A Estrada Real WeissBier, cerveja de trigo com notas de banana e cravo, a Diamantina, cerveja dourada, amarga e muito refrescante, a Villa Rica, cerveja escura com aroma e sabor de café e a Vivre Pour Vivre, feita com jabuticaba e maturada durante alguns anos.

Texto: Raphael Rodrigues
Sommelier de Cerveja, Jornalista e
Colunista do Rate Beer e Hop Press International
All Beers
http://www.allbeers.com.br
Fonte:

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domingo, 18 de setembro de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "Nós falamos muito ou vocês que ouvem pouco?"

A grande maioria esmagadora dos homens, pra não dizer a unanimidade, costuma apontar como um dos maiores defeitos femininos o fato de falarmos muito. A pergunta que eu faço é: será que falamos muito mesmo, ou são vocês, hominhos, que não param pra nos escutar? Hã?
Porque a bem da verdade a gente até se comunica com mais efusão e quantidade de palavras que os homens, chegamos a repetir algumas frases, mas isso simplesmente pelo fato de que vocês nos dão as paredes ao invés dos ouvidos! E aí, não temos outra saída a não ser falar, falar e falar até vocês resolverem escutar.

Tenho plena certeza que nossas conversas seriam mais simples e objetivas se vocês nos dessem atenção, poucos minutos e pronto, qualquer assunto estaria devidamente e satisfatoriamente resolvido e não teríamos a fama injusta de falarmos demais.

Claro que também vale lembrar que como seres mais sensíveis ao mundo que nos cerca, observamos mais e melhor tudo e todos, por isso nossos assunto tendem a ser mais ricos em conteúdo e diversidade, mas isso não é falar muuuuito, isso é ter muito assunto sobre o qual falar, por favor, não confundam, ok?

A meu ver, homens são desatentos por natureza, desligados, e até desnaturados, daí toda essa problemática do falatório feminino. Aposto que se tivessem dado ouvido às suas mães, hoje não jogariam toalha molhada na cama, não fariam xixi fora do vaso saberiam que não se bebe água direto da garrafa.

Ah que bom seria se vocês não fossem surdos. Ouviram?
Ps: esse texto é curtinho pra ninguém sair por aí dizendo que eu falo muito, viu?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ENTREVISTA: EROM CORDEIRO

Erom Cordeiro é antes de tudo uma grata surpresa. Com uma trajetória de personagens densos e por muitas vezes polêmicos, o ator se mostra uma pessoa leve e diplomática ao tratar de assuntos como religião e castidade. Bem humorado, carismático, e segundo ele mesmo, “tagarela”, Erom falou de suas travessuras de menino em Maceió, sua terra natal; de como recarrega as energias no mar alagoano e da forte ligação com suas bases familiares. Quando menino, tinha desejo de ser carteiro só para levar notícias para as pessoas, virou ator e de alguma forma, como um carteiro, entra na casa delas pela televisão, e em suas emoções pelo teatro e cinema. As notícias vêm através de seus personagens e das histórias que contam, como o Padre Francisco em “Morde & Assopra”, atual novela das 19h na Rede Globo, ou Robson Félix, o malabarista do filme “O Palhaço” com estréia para breve. Conheça um pouco mais deste brilhante ator que quer conhecer o mundo e arriscar-se mais na vida.

Você estreou no teatro em 1993 e passou quase 10 anos para estrear na TV. Isso foi uma preferência por atuar no teatro ou uma questão de oportunidades?
Quando eu comecei a fazer teatro foi em Maceió, era um curso técnico da universidade. Aí eu comecei a ver aquilo e aí à primeira vez que pisei no palco eu falei: é isso que eu quero mesmo. Aí eu comecei a devorar a biblioteca da faculdade, comecei a ler muito dramaturgia mesmo. E resolvi que era aquilo mesmo que eu queria fazer. Daí fui pro Rio de Janeiro, fiz vestibular passei e fui pra lá de vez. A minha intenção mesmo era me instrumentalizar, quero pisar firmemente no terreno que to pisando. Então a minha idéia realmente inicial era fazer teatro, teatro, teatro. Por acaso, eu fui pro Rio em 95 e em 97 eu fui fazer uma primeira mostragem para Rede Globo, pra eles terem lá no arquivo deles. Eles me chamaram para fazer um teste para oficina de atores. Aí pensei: ok, vamos lá fazer.

Você chegou a fazer a Malhação?Fiz. Fiz em 98, mas antes eu fiz um teste da oficina e passei. Eu fazia a oficina em paralelo com a faculdade de teatro. E nisso eu já tava fazendo peça no Rio de Janeiro e tal e lá foi meu primeiro contato com câmera e comecei a gostar. A oficina de atores da Globo é muito intensa, muito bom mesmo fazer e daí, logo em seguida, eu entrei em Malhação fazendo um papel pequeno, mas também foi uma escola, foi onde comecei a ver como era um set de gravação, câmera... você vê cinco câmeras e fica meio perdidão, se perguntando: pra onde eu olho? (risos)

O começo é o teatro...
Na verdade acho que o caminho pra mim foi muito gradual, muito aos poucos e acho que a história de cada um é a história de cada um, não existe uma fórmula, uma equação pra você conseguir chegar num determinado ponto que almeja, então acho que pra mim foi muito degrau a degrau. Eu tava muito focado no teatro e a televisão veio depois e eu fui me aproximando dela muito devagarzinho. Hoje em dia eu tenho uma prazer enorme de fazer TV e quero fazer cada vez mais.

Como se descobriu ator? Sempre quis ser ator?
Não, não. Quando você é criança você sempre quer ser um monte de coisas. Eu lembro que a primeira coisa que eu quis ser era músico. Sou um músico frustrado. Até hoje eu gostaria de ser. Ouço música pra caramba. Tentei aprender instrumentos, mas não consegui. Fiz aula de piano, teoria musical, fiz aula de violão, mas meio que ficou abandonado, mas foi uma das coisas que já me levava pra área artística. O teatro veio quando eu tava saindo do curso de inglês e vi uma placa com curso de formação de ator, inscrições abertas e tal, aí olhei, interessei, uns amigos também ficaram afim, eu tinha uns 15 anos.

O que você lembra da sua estréia no palco?
Comecei meio que sem saber direito. Quando eu fiz catecismo, eu estudei em colégio de freira, e daí tinha umas dramatizações de passagens bíblicas e o meu primeiro papel foi do anjo Gabriel. Aí depois no Auto de Natal eu fiz um dos Reis Magos, foi uma primeira aproximação assim. Depois eu participei de um grupo folclórico que tem lá em Maceió, meu colégio também sempre tinha umas apresentações de coco de roda, festas juninas, folguedos, essas coisas e logo em seguida veio o teatro. Daí eu me inscrevi pro vestibular da faculdade de teatro do Rio, passei e fui com isso na cabeça. Com Foco. Eu sempre gostei de saber bem onde tava pisando. Então sempre que eu pego um personagem eu gosto de estudar ir a fundo. Então o lance de fazer faculdade é que eu queria ter um embasamento teórico, não só a prática.


Foi difícil migrar pra TV? O que de diferente o teatro, a TV e o cinema exigem do ator ao atuar em cada um desses meios?Acho que você precisa passar verdade do personagem e isso é inerente a qualquer veículo, agora a forma como você se coloca difere. No teatro você fala pra uma platéia ali na sua frente todo dia, e todo dia você fala a mesma coisa mas pra platéias diferentes. Na televisão você tem um nível de agilidade muito grande, às vezes você grava as cenas de uma semana inteira num dia só, então você tem de ter uma agilidade de memória, o seu HD tem de estar sempre bem. A TV tem essa dinamicidade que eu gosto muito, você tem de estar sempre muito atento, tem de ter disponibilidade. O cinema já tem um tempo maior de preparação. Os três têm essas características diferentes, mas você, como ator, tem de estar ali presente.

Muito ator fala que o teatro é a base, é onde se começa você acha isso?
Olha pra mim isso faz total sentido mas não acho que seja uma regra, porque eu vejo, conheço grandes atores, inclusive ídolos de cinema que quase não fizeram teatro. Não é uma regra e nem por isso desmerece quem nunca fez. Temos grandes atores e atrizes que fizeram toda a sua carreira em televisão. Ao mesmo tempo eu acho que o teatro te dá uma noção, uma vivência que é única. Não que isso seja melhor ou pior, mas tem uma diferença ali, quando você tá na frente de uma platéia, você não pode parar se acontecer alguma coisa, você tem de dar o seu jeito.
O único recurso que você tem é você mesmo...Pois é, e também com quem você está contracenando. Na TV você pode cortar, editar... Mas não quer dizer que TV seja mais fácil. Tem seu grau de dificuldade e risco também.

A novela América não exibiu o beijo homossexual entre o seu personagem, Zeca e o Júnior, personagem interpretado por Bruno Gagliasso por receio de uma resposta negativa do público. O que você pensa sobre isso? Abordar o homossexualismo é levantar bandeira?Levantar bandeira não, quando a gente fez, isso foi em 2005, a Glória Perez fez muito baseada na trajetória do personagem do Bruno Gagliasso, que era estilista e tinha de fingir que tinha namorada, pra passar uma imagem. Quando meu personagem chega ele é muito objetivo, muito direto. Eu acho que a forma como Glória Perez colocou, não escreveu pra levantar uma bandeira, ela colocou como uma realidade, pra mostrar um lado de um personagem que tava sofrendo e ela quis resolver da melhor maneira. E o fez muito bem. Engraçado que logo em seguida apareceu o filme O Segredo de Brockback Moutain. Aquela coisa dos dois peões, vaqueiros, teve gente que veio perguntar se eu já tinha pedido indenização ao pessoal do filme (risos). Mas acho que não é levantar bandeira, a gente vê coisas que não deveriam acontecer tipo violência contra homossexuais, preconceito e a questão é mostrar os vários lados do ser humano. O folhetim é uma crônica do dia-a-dia, então eu acho que é pertinente você colocar assuntos que são polêmicos, tabus, não só o homossexualismo, mas várias outras questões, assuntos.

Rolou frustração porque a cena não saiu?
Frustração não, mas você joga uma energia... “ok, o papel é esse? vamos fazer.”, fazer com a maior integridade possível e é claro que a gente cria uma expectativa e tal. Eu lembro que foi uma polêmica, eu entrei nos dois últimos meses da novela e a coisa ganhou uma dimensão enorme. Lembro de uma vez abrir o jornal e tava lá :Fernando Gabeira e Severino Cavalcanti brigando, o congresso falando disso... é interessante isso, quando você vê você tá fazendo um personagem que as pessoas comentam, é uma forma de comunicação muito ampla com as pessoas. E acho que to ficando especialista em polêmica. Agora mesmo na novela faço um padre que se apaixona por uma mulher.

Vinícius de Moraes já dizia “a vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros pela vida”. Você concorda?
Sou suspeito pra falar porque adoro os poemas e músicas dele (risos), mas total a ver com a história do Padre Francisco e da Melissa. Ele chega na cidade e encontra aquela beata que faz trabalho voluntário na igreja e surge um encantamento, um sentimento que surpreende ele, um sentimento que ele nunca sentiu, só que ele está numa condição em que ele não pode se entregar, ele tem a sua vocação, seu voto de castidade, de se entregar à religião, então rola mesmo um desencontro. Na novela ele pede uma licença do sacerdócio pra pensar se é isso mesmo que ele quer... essa história de desencontro é também a história da peça que estou fazendo, né?

Em Morde & Assopra você interpreta um padre que foge do amor de uma mulher. Você acha que vida religiosa não combina com o casamento?
Eu acho que cada religião tem seus preceitos, seus dogmas, suas bases sólidas. NO catolicismo a pessoa que entra pro seminário pra se dedicar ao sacerdócio já entra sabendo pelo que vai ter de passar, já entra se colocando nesse lugar de castidade, é uma escolha e ninguém obrigou. É simplesmente uma característica dessa religião. Você que nas religiões protestantes e evangélicas, elas permitem o casamento, então é mesmo uma questão de aceitar as leis de cada religião.
O ser humano é passível de sofrer tentações. Se isso acontece, na novela você tem o Padre lá que é convicto da sua vocação, mas que precisa repensar se é isso que quer pra sua vida. Eu conversei com alguns padres que largaram o sacerdócio e hoje em dia se casaram, tem filhos, e eles disseram que o amor veio de um jeito que não deu pra controlar e aí seria injusto com os fiéis... Tem uma fala na novela que acho bem bacana: “como é que eu poderia falar de fé se eu tenho dúvidas, como eu posso falar de redenção se eu estou pecando?” Então eu acho assim, pintou esse momento crucial na vida do personagem e ele está repensando sobre.

No que você tem fé?
Eu acredito em Deus sim, confesso que tive momentos em que fui bastante cético, de questionamentos mesmo. Porque você vai vendo determinadas coisas, estuda aqui estuda ali, e aí hoje em dia eu sei tranquilamente que eu tenho fé, fé em Deus e Deus nesse sentido... é engraçado, porque quando a gente fala em Deus a gente faz uma visão um pouco romântica, do que é...aquele senhor de cabelo branco...eu vejo isso de maneira um diferente. A maneira de ver Deus é uma coisa que me questiono sempre. Eu acredito, eu tenho fé, mas eu não vejo Deus distanciado, eu vejo Deus aqui, eu olho pra natureza, eu olho pro mar eu vejo Deus ali, não vejo de forma distanciada e opressora, eu vejo Deus participante dessa vida o tempo inteiro, então eu tenho fé, eu tenho fé sim.

“Mais uma vez amor...” apesar das diferenças entre um casal vale à pena insistir em um relacionamento quando ainda há amor?
Tem aquela velha frase que diz assim: “errar é o humano, permanecer no erro é burrice”. (risos) Mas não sei, eu acho que a gente é muito mais complexo, às vezes você sabe que aquilo não vai dar certo mas você teima em ir, quebra a sua cara mas você tem que quebrar a cara pra dizer “errei de novo”, mas não tem uma fórmula certa não. Por exemplo, na peça eles são tipo água e vinho, a personalidade dela é totalmente emotiva, romântica e ele é mais turrão, pé no chão, é quase o estereótipo mesmo do masculino e feminino. Só que ao passar do tempo essas coisas vão se misturando, e aí em um determinado momento que ele está casado, e ela sabe, mas mesmo assim eles ficam... depois ele foge, ela se distancia, daí vem o acaso e reúne eles novamente. Acho que enquanto você tem alguma centelha ali tem de pagar pra ver.


Você já passou por isso?
Olha não, não passei não... É engraçado, nesse sentido eu acho que sou meio racional, pragmático demais.

Se arrepende de ser assim?Não, não, mas eu posso morder a minha língua na próxima esquina (risos)

O que em você reflete sua origem Alagoana?
EU tenho uma coisa que eu sempre tenho de voltar pra Maceió, eu não posso ficar muito tempo sem vir, é onde eu recarrego as minhas energias. Minha família inteira está lá, minhas lembranças de infância, de adolescência, sabe? Eu quase que tenho um ritual. Eu chego lá e tenho que mergulhar na praia que eu ia toda vez quando era criança. Fico que nem hipopótamo sabe? Só com a orelha pra fora (risos).

Eu lembro que na infância minha rua não era asfaltada, era de terra, eu lembro que era muito barro e eu fui uma criança de brincar na rua mesmo, vivia com o joelho esfolado, minha mãe ficava doida comigo (risos). Eu sumia, saia correndo, sabe? Isso pra mim tem um valor enorme, hoje em dia, eu vivendo numa cidade grande, é muito concreto, asfalto... não sei, acho que eu faço parte de uma das últimas gerações que viveu isso. Tá tudo mudando e muito rápido, shopping, playground, videogame, eu fui uma criança que brincou mesmo, eu era como minha mãe dizia, “os pés da foice”. (risos)

Por que homens e mulheres vivem uma eterna “guerra dos sexos”?Bicho, eu acho que é como eu estava falando antes, esse estereótipo do masculino e feminino... acho que ele tem isso, geralmente nós homens somos mais racionais... enfim...é uma grande bobagem, a gente também sente, só que de forma diferente, as mulheres são mais transparentes, elas botam a emoção na cara: se está com raiva vai lá e fala, não guarda. Eu acho que são planetas diferentes mesmo mas que se complementam. Quando existe essa percepção e o respeito por essas diferenças eu acho que aí a química rola e você deixa acontecer.

Fica na paz, né? (risos)Ou não, né? (risos)

O que torna uma mulher interessante? E o que te assusta nas mulheres?
Olha, uma das primeiras coisas que se fala “ah não precisa ser bonita”. A beleza é importante, mas que tipo de beleza? Acho que essa é a questão, existem vários tipos de beleza. Não é uma beleza padrão, é um detalhe, é um jeito de olhar que é diferente. Mas principalmente tem de ter bom humor, não pode ser bitolada com pequenas coisas, tem de ter bom humor, tem de deixar a coisa fluir de uma forma leve, tem de ser inteligente, isso pra mim são características fundamentais. Não to desprezando a beleza não. Acho que a beleza é importante sim, mas não é o único ponto... Acho que existem vários tipos de beleza que não correspondem ao padrão, ao padrão das revistas, que é bom que tenha também (risos)... O que assusta é a imprevisibilidade.

Mas isso é quase que inerente a personalidade feminina (risos)
(risos) É que às vezes, você pode tá abanando isso aqui e daí isso pode virar um furacão, e vem do nada... Calma! (risos) mas acho que essa imprevisibilidade também é um grande atrativo, senão a coisa fica muito chata... É importante dosar, né? (risos)

Seu próximo filme será O Palhaço, ao lado de Selton Mello, como é o seu personagem?
Então, a história é centrada nos personagens do Selton e do Paulo José, são pai e filho donos do circo, e eu faço um dos membros da trupe que é um trapezista, acrobata, metido a galã. Ele pinta o cabelo de louro pra dizer que é russo, que é um artista internacional.

O mundo do circo pode ser uma grande escola? Por quê?
Cara, o circo é o teatro são artes irmãs. O teatro teve um tempo que foi mais essa coisa de rua, meio saltimbanco, ficar viajando de um lugar para outro. E quando a gente está em turnê, viajando de um lado pra outro, a gente vê platéias diferentes, formas de agir diferentes. O circo hoje em dia está passando por um processo de revitalização, teve um tempo que foi marginalizado e o circo, cara...eu fiz uma preparação razoável pra fazer um trapezista e eu saí da preparação com uma admiração total pelos artistas de circo. É uma superação diária, eles trabalham com a dor o tempo inteiro. O circo tem uma disciplina que é louvável, muito bonita, é uma doação, é um bom exemplo pro ator. Fiquei muito tocado com o que vi.

Tem vontade de fazer outras coisas, como escrever, dirigir?
Agora não, mas tenho vontade de, mais pra frente, dirigir...
O que você pretende conquistar e o que espera eliminar daqui pra frente?Eu pretendo continuar trabalhando no que faço, no que amo, pretendo fazer mais, e mais bons personagens, ter mais boas histórias pra contar, quero continuar comunicando até quando eu puder. E um desejo que tenho mesmo é de viajar muito, independente de trabalho ou não, é uma coisa que quero fazer ainda. Talvez o que me fizesse deixar de atuar seria dar um tempo, ficar um tempo em outro lugar, experimentar outra coisa. Eu tenho muita vontade de rodar esse mundão de meu Deus. Eliminar, eu queria eliminar... Eu queria ser um pouco menos racional, queria que a loucura tomasse conta mais vezes. Às vezes eu me programo muito, sou metódico. Queria arriscar mais na profissão, acho que seria bacana como ator, como artista. Sou muito autocrítico, gostaria de me criticar menos em relação ao trabalho.


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DESTINO: Uma aventura pelos Balcãs, da Croácia até a Sérvia

Palco recente de um dos piores conflitos da atualidade a região dos Balcãs se abre novamente aos turistas em um roteiro que combina paisagens maravilhosas e experiências inesquecíveis.

Comecei minha cruzada pelos Balcãs inesperadamente por Dubrovnik no sul da Croácia. Por conta de problemas com o visto Sérvio tive que entrar pela Croácia e resolver minha situação na embaixada em Podegorica, capital de Montenegro, antes de entrar na Sérvia. Os transtornos da viagem foram rapidamente compensados pela beleza da cidade. Dubrovnik é seguramente uma das cidades mais bonitas que eu já estive. Toda fortificada e localizada na beira do mar esmeralda croata a cidade guarda uma aula de história em suas vielas medievais. Dar a volta na antiga muralha é um dos grandes atrativos da cidade e é difícil fazer o percurso sem tirar uma centena de fotos. No final da tarde a melhor pedida é subir de teleférico para a parte mais alta da cidade onde fica as ruínas de uma antiga fortaleza hoje símbolo da resistência da cidade no bombardeio de 1991. Além das marcas da guerra o forte tem hoje uma exposição interessante sobre os dias de guerra. O tom da apresentação expondo a versão croata dos fatos mostra como as feridas da guerra recente continuam abertas. Aproveite a vista maravilhosa do local e o por do sol no mar com a cidade antiga de fundo.
De Dubrovnik segui em carro rumo ao sul a Montenegro. Para quem vêm da Croácia as paisagens mais incríveis da costa de Montenegro estão próximas a fronteira. O litoral abre como um fiorde ao sul do país revelando praias maravilhosas e cidades históricas pitorescas. A primeira delas é Perast que além de um vilarejo medieval bem preservado tem duas pequenas ilhas com antigos mosteiros. A vista do alto da torre da igreja é maravilhosa e o passeio fica completo com um almoço de frutos do mar a beira mar. Seguindo pela estrada a próxima cidade que vale uma visita com pernoite é Kotor. Aqui encontrei uns amigos e com a ajuda de uma agencia de viagens na praça principal alugamos um apartamento dentro da cidade antiga. Kotor tem como atrativo além da vila medieval cercada por muros uma fortaleza militar que sobe 2 km morro acima dando a cidade uma linha extra de muralha. A subida até a fortaleza é dura e tem que ser feita no final da tarde com o sol mais baixo. O esforço é compensado com o visual maravilhoso da cidade e do Fiorde. À noite Kotor ferve no verão com vários pequenos bares em suas ruelas e becos.

No dia seguinte seguimos viagem pela costa de Montenegro até Budva que seria nossa base para explorar a costa desse belo país. Budva tem um bonito centro histórico também com sua cidade murada, mas predomina no cenário a cidade moderna e a praia de Becici com bons resorts para quem quer curtir uns dias de praia no mar Adriático. O balneário é bastante turístico com grande parte dos turistas vindo da Sérvia para passar o verão. Por conta disso a cidade tem uma vida noturna interessante, mas já foi bem descaracterizada pelo turismo de massa. 

Após alguns dias de praia curtindo o belo litoral Montenegrino subimos a serra rumo à fronteira com a Sérvia. O trajeto até Belgrado não é longo em distancia (cerca de 500 km), mas as pequenas estradas que atravessam as montanhas tornam a viagem lenta e demorada. O visual no caminho é espetacular principalmente cruzando as altas montanhas que dividem os dois países. Se prepare para encarar uma fila de até 4 horas para passar pela imigração Sérvia. Doze horas depois que deixamos Budva chegávamos ao povoado de Guca no interior da Sérvia onde ficaríamos alguns dias para o tradicional festival de trompetas que acontece todos os anos em Agosto. Por uma semana bandas de
trompetas de todo o país e até internacionais vem a esse pequeno vilarejo competir no festival.
A festa reúne milhares de pessoas que transformam Guca em uma versão Sérvia do Festival de Woodstock com pessoas acampando em todo o espaço disponível nos pastos ao redor da cidade. Através da agencia oficial do evento (guca.com) nos hospedamos em uma casa de uma família local que logo nos recebeu com uma tradicional dose de Raki e o café forte no estilo turco. As ruas estavam lotadas de barracas que vendiam o tradicional porco e carneiro no rolete, bandeiras e camisetas nacionalistas Servias e todo o tipo de souvenir da festa. Por todos os lados bandas desfilavam tocando para qualquer grupo que abanasse alguma nota de Dinar Sérvio. A folia se concentra na arena onde as bandas que estão competindo se apresentam, na rua principal da cidade vários bares e restaurantes ficam lotados. Outro ponto de concentração é a praça da vitória que tem uma estátua de um trompetista. Como manda a tradição todos escalam a estátua para tirar uma foto de preferência abanando a bandeira Sérvia. Para curtir bem o festival apreenda duas palavras essenciais em Sérvio: Pivo (cerveja em Sérvio) vai ser usada ao longo de toda a tarde e a noite, e Voda (água em Sérvio) será essencial para a sua sobrevivência na manhã seguinte.

Depois da minha primeira noite fui desesperado por uma água logo que acordei e os sinais que fiz me renderam uma “Pivô” quente logo de manhã. Outra dica fundamental é que vegetarianos devem passar longe de Guca. As refeições variam de porco e carneiro à kebabs e linguiças. O único vegetal que passou pelos nossos pratos quando alguém pediu uma salada foi um pouco de repolho. Eu presenciei o desespero de um casal holandês que com muito custo conseguiu em uma das barracas que o churrasqueiro prepara-se um peito de frango grelhado que antes de ir para dentro do pão foi batizado com o molhinho do leitão assado. Curta a música e a alegria das ruas com os simpáticos locais. São poucos os estrangeiros que chegam a Guca então é comum que os locais ofereçam Raki ou Pivo aos turistas em gesto de confraternização.
Terminado o fim de semana de festa seguimos para Belgrado. A hoje alegre capital da Sérvia é testemunha da história de muitas guerras envolvendo o país. Da fortaleza medieval que marca seu centro históricos aos prédios em ruínas bombardeados pela Otan em 98 a cidade pode ser facilmente conhecida a pé. Além dos atrativos diurnos Belgrado guarda o melhor para a noite. Com o tamanho de Campinas Belgrado surpreende com uma vida noturna de dar inveja a qualquer metrópole. No verão grande parte dos restaurantes, bares e casas noturnas se concentram na beira do Rio Danúbio em balsas flutuantes.

Comece com um jantar na cidade histórica de Zenum que fica a 18 km de Belgrado e foi no passado o limite do império Austro-Hungaro enquanto Belgrado estava sob o domínio Otomano. A cidade histórica bem preservada tem ótimos restaurantes à beira do rio. Depois da meia noite siga para as balsas em frente ao antigo Hotel Iugoslavia que fica nas proximidades. Invista em uma visita ao Blay Watch que mistura música pop internacional com shows de cantores Sérvios que empolgam os locais. Por conta da vida noturna vale ficar na cidade pelo menos quatro dias. Procure pelo Hotel Mr President, um excelente hotel butique com ótimo custo benefício. Além dos quartos confortáveis o hotel oferece internet, jantar e ligações internacionais grátis.

Terminamos nossa aventura nos Balcãs em Belgrado com a certeza que voltaríamos para conhecer a Bósnia, Macêdonia e o restante da Croácia. Seguramente a região tem assunto para meses de viagem e muitas matérias.

Texto e fotos: Fernando Russo
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