quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TECNOLOGIA: Voando com a Honda



Correria nos aeroportos, passageiros do eixo Rio-Tóquio reclamando de malas extraviadas, salas de embarques lotadas e você sonhando em ter o seu próprio jatinho particular.
De olho no crescente mercado mundial de jatos executivos compactos e em pessoas que sonham em não depender mais de companhias aéreas, a montadora japonesa Honda já está produzindo com força total o seu Honda Jet.  Trata-se de um modelo Very Light Jet (também chamado de VLJ), uma categoria de aviões a jato de pequeno porte que já começou a circular pelos céus desde o ano passado.
E com pouco tempo em ação a companhia só tem motivos para comemorar, pois sua primeira investida no mercado aéreo decolou com o Honda Jet já que a lista de pedidos só aumenta desde que o modelo foi lançado na NBAA (convenção de aviação executiva nos Estados Unidos).

O Jatinho

O Honda Jet comporta até dois tripulantes e seis milionários passageiros. As turbinas, também produzidas pela própria Honda, são projetadas na superfície superior da asa principal resultando no ganho de 30%  de espaço no interior da cabine excluindo a necessidade de instalações estruturais da turbina na fuselagem reduzindo o arrasto a altas velocidades e aumentando a eficiência da aeronave.

O modelo tem autonomia para trafegar por 3540 km (1180 nm), atinge altitude máxima de 43.000 pés e velocidade de cruzeiro de 420 nós. Além disso, o seu design e aerodinâmica avançada contribuem para redução do consumo de combustível, pois seu bico cria um fluxo laminar de ar, que em combinação com o motor, resulta em uma economia de até 40% em comparação com outros jatos do mesmo grupo.

Os japas não brincam mesmo em serviço, a fuselagem é feita em compósito de carbono e as asas são construídas com painéis inteiriços de alumínio deixando sua superfície mais lisa e mais eficiente. O HondaJet está equipado com duas turbinas a jacto (turbofan) GE Honda HF120 de elevada eficiência.

O painel de controle possui um layout inovador a base de vidro, o mais avançado painel de comando de vôo disponível, com modernas funcionalidades integradas em termos de instrumentos eletrônicos aéreos, apresentando telas com capacidade MFD, informação meteorológica por satélite, sinóptica por gráficos, áudio digital, e sistema de Visão Sintética opcional.
No seu interior, encontramos bancos confortáveis de couro e vários acessórios que tornam o percurso bem confortável. Como o foco é o público executivo, o interior poderá se transformar tranquilamente numa pequena sala de reunião ou lounge para tomar um whisky e bater um papo descontraído. Com este lançamento a Honda pretende causar uma turbulência no mercado, pois um dos fatores que explica o sucesso do seu Jet é o preço acessível, cerca de US$ 4 milhões, que por sinal, é uma pechincha comparado ao modelo Gulfstream G550, um dos mais vendidos e modernos do momento, que chega a custar quase US$ 60 milhões. Assim acredita-se que a Honda dará asas a um novo segmento: o avião comercial “popular”.
Testando
A Honda iniciou os testes no dia 20 de dezembro de 2010 e o seu primeiro vôo foi realizado no Aeroporto Internacional Piedmont Triad em Greensboro, Carolina do Norte, onde está situada a unidade sede da Honda Aircraft Company. A aeronave permaneceu no ar durante 51 minutos, onde foi possível analisar as características, desempenho e também verificações do sistema. Os diversos dados de teste colhidos durante o vôo foram transmitidos em tempo real à base operacional. Os primeiros modelos vendidos, só serão entregues em 2012, dois anos depois do previsto pela Honda.
"Este é um marco muito importante para o programa HondaJet. Esta aeronave foi construída e testada segundo os rigorosos processos de certificação da FAA, pelo que estamos muito contentes por termos alcançado com sucesso este primeiro vôo. A nossa equipa tem trabalhado de forma extremamente afincada para alcançar este objetivo fundamental para o programa HondaJet e estes resultados refletem a atenção e a determinação da Honda no desenvolvimento de uma aeronave topo de classe. A análise inicial dos dados de vôo deixa-nos muito encorajados, o que indica que o HondaJet cumpriu com o esperado. À medida que avançamos, continuaremos a centrar todos os nossos esforços e energias para fornecer aos nossos clientes o avião a jacto executivo mais avançado e mais leve jamais construído”.
(Michimasa Fujino, Presidente e CEO da Honda Aircraft Company)



Interessou-se em decolar nessa? Então comece a selecionar a sua tripulação, caprichando na aeromoça, claro, entre no site da Honda e veja como encomendar o seu Honda Jet. Boa viagem!

Texto: André Lima

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "Meu buraco é mais em cima"


Já que esse é o tema dessa coluna clamo aos homens brasileiros que me tirem uma grande dúvida: qual o problema de chamar uma mulher para sair e demonstrar/dizer que está interessado nela? Isso se chama encontro ou date em inglês e nas séries americanas também. A história é assim: duas pessoas se curtiram, mesmo que rapidamente, marcam um encontro para saber se realmente é o que estão pensando, se interesse e desejo vão surgir. Ambos sabem que pode rolar, afinal date é isso mesmo. Pode ser que não aconteça se um não for o que se esperava, mas também pode ser que aconteça tudo.

“Não sou freira, nem sou puta”

Isso em tese, porque por essas bandas especialmente Nordeste você nunca sabe se é um date mesmo, nunca fica claro que está a fim e que pode acontecer algo. Às vezes, há uns cinco encontros e você não sabe qual é a do cara. E a mulher não pode dizer tão claramente porque pode ser tachada de muitas palavras impronunciáveis para essa revista tão polida. Os homens parecem não estar preparados para essa mulher decidida e forte e que muitas vezes não está procurando um casamento, mas apenas uma ou algumas noites de prazeres. Tão normal, tão instintivo. Tão humano.

“Sou rainha do meu tanque”

Ai o resultado é um “chove não molha”, uma indefinição, um joguinho chato que só faz perder tempo.  Já ouvi muitas histórias dessas: um cinema, dois cinemas, um jantar, outro cinema e nada. E não é por falta de interesse, porque se for isso não tem nem a segunda saída. Mas por pura falta de atitude. Falta de um olhar mais forte, de uma certeza arrebatadora, de um impulso, de uma ação direta e final. É simples: quero ou não quero.

Antes que todos os homens se pronunciem, sei que também há muitas mulheres que complicam, fazem doce e cozinham em banho maria. Mas aviso aos navegantes: nem todas são assim. Há muitas bem resolvidas, decididas e firmes nos seus propósitos. Então para essas, não precisa ter medo, basta ter atitude e decisão.

“Sou mais macho que muito homem”.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TECNOLOGIA: Os celulares "Smart"


Hoje em dia fica difícil escolher um celular e dizer qual é o melhor e mais moderno. Afinal a tecnologia é algo que não para, e disso todo mundo já sabe. A cada dia mais e mais recursos estão sendo criados e jogados para o mercado com uma velocidade incontrolável. Você compra um celular com a maior tecnologia existente hoje e daqui dois ou três meses essa tecnologia já ficou ultrapassada. E com essa evolução novos termos vão surgindo ao ponto de necessitar um mínimo de conhecimento básico para entender o que aquele celular é capaz de fazer.

Muitas pessoas querem saber o que existe de mais avançado até o momento para poderem fazer sua escolha. Mas outro ponto importante é procurar um aparelho que melhor se adéqüe às necessidades de cada usuário. Não adianta investir num celular com mil recursos se não terá uso. Hoje em dia existe um tipo de celular para cada perfil de usuário. Fizemos uma seleção de seis aparelhos smartphone top de linha e os principais sistemas operacionais. Agora é só escolher o melhor para você.



ACER STEAM
A máquina perfeita para o entretenimento. Assim a Acer definiu o novo Acer Stream, smartphone de última geração apresentado ano passado no mercado internacional e dedicado às funções multimídias como filmes, música e navegação Web. Com 11.2 mm de espessura o Stream traz uma tela WVGA touchscreen capacitiva AMOLED com um contraste superior a 2.000:1 mais legível que as telas tradicionais e menos mesquinho em termos de requisitos energéticos. Em termos de conexão inclui HSDPA a 7.2 Mbps, Bluetooth e Wi-Fi enquanto o processador é o Qualcomm Snapdragon de 1GHz acompanhado de 512 MB de RAM. Como benefício, conta com a potência computacional Android 2.1, a última versão (excluindo a 2.2 que ainda não é comercializada) do sistema operativo da Google. A câmera fotográfica de 5 megapixel registra vídeos em alta definição a 720p e o GPS permite “geotagar” fotos e vídeos. Possui 2GB de memória interna, um cartão de 8GB incluída na embalagem (podendo chegar até a 32 G), Dolby Mobile e porta HDMI para conectar o Stream a uma TV ou monitor. Ainda sem preço para o mercado brasileiro e data de lançamento aqui.

NOKIA N8
Lançado no início de outubro para brigar com os aparelhos top de linha dos concorrentes, como o iPhone da Apple e o Xperia X10 da Sony, o Nokia N8 vem com muitos recursos para atrair os usuários fiéis à marca e aqueles que ainda estão na dúvida de que smartphone comprar. O que faz desse Nokia N8 tão desejado é que o aparelho vem com câmera de 12 megapixels, lente Carl Zeiss e flash Xenon, para ajudar o usuário a capturar imagens mesmo em ambientes com pouca luz. Os vídeos são gravados em alta definição e ainda é possível assistir tudo pela televisão ou em projetores compatíveis com a conexão HDMI. O serviço Ovi Mapas também está embarcado no smartphone e vem com licença gratuita para sempre. E o melhor, é possível usá-lo como GPS, com navegação orientada por voz em qualquer lugar do mundo, de carro ou a pé! Além disso, o Nokia N8 vem com Web TV com os principais canais nacionais e internacionais e também fácil acessos às principais redes sociais.
R$ 1.499*

SONY XPERIA X10
O mais novo integrante da família Sony – o X10, vem com artilharia pesada pra disputar o mercado com qualquer Nokia N97 ou iPhone 3GS. Pra começar, este é o primeiro aparelho da Sony Ericsson a trazer o sistema operacional do Google – Android OS (versão 1.6), que roda em um largo display TFT capacitivo, touchscreen de 4 polegadas, e com resolução de 854 x 480 pixels. Além disso, seu processador é um “modesto” Snapdragon de 1 GHz, acompanhado de 256 MB de memória RAM, 1GB de memória interna (com expansão via cartão microSD), e uma câmera integrada de 8 megapixels repleta de recursos, como: Touch focus, estabilizador de imagens, geo-tagging, reconhecimento de rostos e detector de sorrisos.
Se isso não for o suficiente, ele ainda conta com alguns recursos, como GPS, câmera secundária, Bluetooth com A2DP, Wi-Fi, tecnologia 3G HSDPA 10.2 Mbps e acelerômetro, que pode ser usado para dar interatividade em jogos 3D. Pode se dizer que é um smartphone fenomenal.
R$ 999,00*
BLACKBERRY STORM
O BlackBerry é um dos smartphones mais conhecidos do mundo. É comum encontrar algum executivo andando com os aparelhos com o tecladinho físicos por aí. Ou celebridades. Pois bem, com o Storm, a RIM, empresa que produz o aparelho, resolveu deixar de lado o famoso teclado e ir mais para o lado iPhone de ser. Afinal, trata-se do primeiro BlackBerry a abrir mão do teclado QWERTY físico, um dos grandes trunfos da marca. Ou seja: touchscreen. O BlackBerry Storm tem câmera de 3.2 MP, Wi-Fi, lê arquivos de Word, Excel e PowerPoint, tem MSN, grava vídeos, tem Bluetooth… Ou seja, em especificações, ele é melhor que o iPhone. A diferença fica na parte dos aplicativos. Uma coisa é fato: ninguém vai conseguir chegar aos pés da Apple Store. Mas mesmo assim, a RIM anunciou essa semana a criação de uma loja de aplicativos gratuítuos para o BlackBerry aqui no Brasil. Se dar certo não se sabe ainda. A principal diferença entre o BlackBerry e o iPhone é que o iPhone é voltado para mídia. BlackBerry para os que são corporativos.
R$ 2.200*


LG KM900 ARENA
Para se diferenciar do número crescente de dispositivos que parecem com o iPhone, o fabricante koreano LG mostrou no Congresso Mundial Mobile o seu novo celular com uma interface de utilização 3D, dotado de tecnologias diferenciadoras na visualização de informação. Claramente voltado para o mercado multimédia, o LG KM 900 Arena posiciona-se de forma para beneficiar o público que aprecia a alta fidelidade, quer música, quer videos, permitindo uma utilização fácil e prática de todos os conteúdos que se disponibiliza hoje em dia num celular. Desde fotos, vídeos, mensagens e música, tudo é acessível de uma forma eficiente e simples.  A utilização é baseada numa interface 3D que possui a aproximação de um cubo que o utilizador pode rodar de forma a obter uma visualização diferente em função do contexto das diversas aplicações. Em termos de conectividade, vem equipado com um modem rápido HSDPA de 7.2Mbps, Wi-Fi e também GPS. Além da adoção de sistemas de GPS.
R$ 699,00*

iPHONE 4
O iPhone 4 possui um novo design 20% mais fino do que o do 3GS, duas câmeras, giroscópio, bateria com longa duração, suporte para gravação de vídeos em alta definição e muito mais.  É a quarta geração do iPhone, e sucessor do iPhone 3GS.  O iPhone 4 executa o sistema operacional iOS da Apple, o mesmo sistema operacional usado nos iPhones anteriores, no iPad, e no iPod Touch.  A diferença mais notável entre o iPhone 4 e seus modelos anteriores é o novo design, que incorpora um aço inoxidável que funciona como antena do aparelho. Ele usa o processador Apple A4 e tem 512 MB de eDRAM, o dobro do seu antecessor e quatro vezes maior do que o iPhone original. Sua tela de 3.5 polegadas (89 mm) com LED backlit de cristal líquido com resolução de 960 por 640.
De R$ 399 a R$ 1.799*



*os valores podem variar entre planos e operadoras, assim como lojas que comercializam aparelhos.

Fonte:
- Revista Info Exame
- Revista Playboy
- Gizmodo.com

domingo, 23 de janeiro de 2011

ESTILO: James Dean, um ícone diferente.


A capital das exposições, Berlim, embarca numa viagem através do tempo para o século 20 no museu "The Kennedys". Ao lado do ícone político John F. Kennedy, a história de outro ícone da cultura pop, será colocado em foco, um ícone que nunca foi um ser associado com o mundo da moda em primeiro instante: James Dean.


A partir do dia 19 de janeiro de 2011, foi aberta uma exposição especial sobre o fenômeno James Dean colocada em exposição nas instalações da arquitetura do atraente museu. O museu "The Kennedys" oferece aos seus visitantes a oportunidade única de encontrar a relação especial entre moda e estilo de vida de James Dean, que celebra o aniversário de nascimento, 80 anos, que cairá no dia 08 de fevereiro de 2011. Aproveitando a sugestão do lema da "DIAS DE SHOWROOM BERLIM"os visitantes são incentivados a questionar a relação entre os valores tradicionais, tais como elegância e graça únicos do estilo James Dean.


Sua imagem de ator cult não sofreu alterações ao longo dessas cinco últimas décadas. Considerado como um de rebelde, dissidente, secreto e provocante, por vezes, na fronteira com o insondável, mas sempre em formação. Dificilmente algum outro ator de Hollywood do pós-guerra influenciou tanto toda uma época e geração como ele fez. Mesmo até hoje, muitos mitos e lendas cercam esta ilustre figura, fazendo com que James Dean, um objeto de pesquisa em muitos campos científicos. O foco da exposição é o seu sentido excepcionais de moda através da qual ele conscientemente se distanciou das massas na América dos anos 1950.

A rebeldia e o caráter desse dissidente icônico: Não foi só a atitude de James Dean em relação à vida que reflete perfeitamente a singularidade da sua personalidade dentro do mundo de Hollywood e muito além. Com seu senso incomum para a moda, ele conscientemente desafiou as convenções rigorosas das massas na América conservadora dos anos 50. Seja numa das apresentações de uma peça da Broadway em Nova York, onde usava jeans rasgado e com os pés descalços, vestido, como jornalistas na época publicaram: "como um vagabundo", ou iconograficamente representado pelo fotógrafo da Magnum, Dennis Stock: James Dean polarizou a sociedade muitas vezes criticado e afrontando na moda.

Com uma abordagem original sob um ponto de vista diferente, quinze fotografias, algumas das quais estão profundamente marcadas na memória coletiva, será o foco principal do dia de moda no museu The Kennedys. Tendo James Dean como protagonista, oferecem um retrato profundo da diversidade do ator em grande estilo. Junto as fotografias por Dennis Stock, muitas das peças em exposição foram tiradas por Phil Stern e Schatt Roy, cujo trabalho foi criado dentro do contexto de uma aula de fotografia com James Dean.

Algumas das peças usadas por James Dean, como a clássica camiseta branca surrada, calças de cintura alta, jeans rasgados, botas de couro liso, malhas grossas e jaquetas de couro podem repercutir na Semana de Moda de Berlim. Afinal são ítens clássicos da moda que ficaram marcados sob a imagem de astros como James Dean, Elvis e Marlon Brando. James Dean faria 80 anos agora em 08 de fevereiro, no entanto, ele permanecerá jovem para toda a eternidade, imortalizado pela cultura popular mundial. Um legado e tanto para um jovem ator que morreu com apenas 26 anos, num trágico acidente de carro. Porém, permanece vivo até hoje.




James Dean. A Different IconMuseu The Kennedys - Berlim
De 19 de janeiro a 13 de fevereiro, das 10hs. às 6hs.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

MENSCH ENTREVISTA: Edson Rossi


Ser consagrado um grande profissional não basta apenas ser graduado nas melhores universidades e ter os maior número de prêmios. Requer acima de tudo coisas básicas como carisma, simplicidade, humildade e saber ouvir o próximo. São essas características todas que fazem do jornalista Edson Rossi um dos maiores profissionais do mercado editorial nacional. Elogiado por diretores e leitores, Rossi tem feito uma trajetória de sucesso por onde passa. Entre novos amigos (e admiradores) e novos projetos, como a atual direção da revista Riders, Rossi é um dos nosso eleitos como exemplo de homem MENSCH. Acompanhe nossa conversa com esse cara admirável e também vire fã.

Edson, você está formado em jornalismo há mais de 24 anos, já trabalhou como assessor de imprensa trabalhou em jornal, revista feminina, lecionou... Resume um pouco pra nós esse seu início de carreira.
Nasci em Santo André (18/3/1966) e me formei em jornalismo em 1987, pela Metodista. Um ano antes (1986), aos 20 anos, comecei a trabalhar na área como estagiário da assessoria de imprensa da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo. O secretário era o José Serra, logo substituído pelo Clovis Carvalho. O governador era o Orestes Quércia. Mas eu era o último da assessoria, não tinha nenhuma ligação política ali. Fiquei um ano na assessoria. Aí fiz o Curso Abril de Jornalismo, na virada de 1987 para 1988. Fui da revista Placar (88-90), do Jornal Diário do Grande ABC (90-97), do Jornal de Economia DCI (93-94), editor de projetos especiais da revista Caras (97-00), redator chefe da Ação Games (00-01) e dafeminina Elle (01-03), diretor de redação das revistas Contigo! (03-06) e da Vip (06-07). Saí da Abril em 2008 e lancei a revista Fut! (do Jornal Lance, em 2008), estive diretor de conteúdo do portal Terra (08-10). Aí cheguei à Riders, no meio do ano passado.

Você uma vez criticou a mídia eletrônica por não conseguir ser isenta dos interesses públicos/políticos, já que depende de concessões públicas. Ano passado na campanha política à Presidência a imprensa foi acusada de falar demais chegando a incomodar o governo. Você ainda concorda com seu depoimento anterior?
O que penso é que TVs e rádios são concessões públicas e evidentemente seus concessionários podem relutar antes de criticar uma instituição de estado. Afinal, por menor que seja a probabilidade, existe o risco de a concessão ser tomada. Mas mais que a concessão ser tomada ou não, critico a qualidade. A gente não pode imaginar que toda emissora de TV do país é a Globo que vemos no Rio ou em São Paulo, uma máquina profissional. A maioria não é assim. Há inúmeras retransmissoras locais, com programação local, na mão de políticos. Nem todas são ruins, claro, e tem umas com excelente serviço, mas não acho exatamente saudável tanto político dono de meios de comunicação. Sobre as críticas à imprensa no processo eleitoral, me parece natural. É do DNA de quem ocupa cargo público reclamar da imprensa. Reclamar pode, censurar não pode. Parto do princípio de que se estão reclamando da imprensa é que a imprensa está incomodando, e isso é o papel principal dela.


A imprensa de hoje está caminhando para uma independência maior? Está mais fiel aos seus princípios jornalísticos de informar à população a verdade dos fatos?
Hummmm... Esta resposta pede umas 12 horas de conversa, metade num bar. Sou professor de jornalismo há 14 anos e uma das minhas aulas iniciais é falar sobre o que é verdade factual e verdade absoluta. Sobre a diferença delas. Para mim, a qualidade da imprensa é cíclica, melhora e piora. Mas ao longo de uma observação histórica, ao longo de anos, eu acredito que ela esteja melhor do que estava. Não sou saudosista, ou um tipo de velhote que fica repetindo que tudo antes era melhor. Com relação à independência, a web ampliou muito esse debate e as possibilidades de um jornalismo mais independente - e nem vou falar de wikileaks.

Você trabalhou em revistas para públicos variados, do feminino ao masculino, do jovem ao adulto. O que essas experiências tão opostas acrescentaram, ou mudaram, no profissional que você é hoje?Fundamentalmente aprendi três coisas. A) Não importa qual o seu público, ele merece o maior respeito. B) A cadeira do outro não tem
menos espinhos que a sua. C) A ser uma pessoa menos intolerante e menos preconceituosa.


Existe muita diferença em comandar uma revista feminina como a Elle e uma revista masculina, como foi o caso da VIP na Editora Abril e a Riders hoje em dia? É mais fácil fazer revista para homens?É mais difícil fazer revista para homens, porque o mercado de revistas femininas - com ressalvas, claro - é um mercado mais maduro, mais profissional, mais consistente. Desde que nasceram as revistas essencialmente masculinas, no fim do século 19, elas se baseiam na fórmula humor+mulher+serviço. Com exceções de sempre, a revista masculina é baseada na fórmula outdoor (as pautas falam do que fazer fora de casa) e as femininas são baseadas na pauta indoor (são pensadas para deixar a mulher em casa). As femininas, no entanto, mudaram (e continuam mudando) mais, segmentando mais. As maiores revistas do Brasil em receita publicitária e circulação são femininas, e não masculinas. Isso diz muito.

Por falar em Editora Abril, você trabalhou lá por oito anos até ser demitido em 2007 de surpresa. Ficou algum ressentimento? Faria algo diferente?

Na verdade, no fim de 2007 eu fui desligado do cargo de diretor de
redação da Vip, onde estava havia quase dois anos. Mas continuei na Abril por mais um ano, antes de sair (a pedido) para dirigir o Terra. Por favor, só digo isso para contar como foi, não tenho vergonha de demissão. Já tive três profissões (em engenharia, dando aula, como jornalista) e já fui demitido nas três. Por isso, nenhum ressentimento em relação à Abril. Pelo contrário. É uma das maiores escolas de revistas do mundo, lugar em que o lema fazer benfeito (ficou horrível escrever benfeito com a nova ortografia) vem acima e antes de tudo.


Depois dessa experiência toda em uma das maiores editoras brasileiras, você foi trabalhar numa editora menor. Dá pra fazer um trabalho de qualidade independentemente do porte da editora? Quais os principais pontos contra e a favor?
Dá para fazer de um bistrô o melhor restaurante do mundo? Ou dá para fazer de um bistrô um grande restaurante? Tem gente que responderá sim, tem gente que responderá não. Eu sou dos que
responderá sim. Mas é claro que uma máquina poderosa tende a ajudar. Eu diria que uma revista nota seis numa editora grande tende a se dar melhor que uma revista nota nove numa editora pequena.

A favor, numa grande editora, está a máquina: produzir, distribuir,
vender (em banca e publicidade), tudo isso funciona melhor em um lugar maior. Mas tem o outro lado. Numa editora menor, a favor está o fato, por exemplo, de que consigo aplicar técnicas de edição que poucas editoras grandes têm tempo de conhecer, adotar, incluir na máquina (por ser muito grande).


Como você vê o panorama editorial das revistas masculinas nacional atualmente?
Fiquei empolgado com o lançamento de Alfa e estou ansioso com o da
GQ. Espero que ambas possam ser feitas com qualidade para que o
mercado avance. Estamos muito atrás.



Nos últimos anos novas publicações surgiram para esse tipo de público. O mercado tem reagido bem mesmo com os avanços da internet?
Se houver conteúdo inteligente e de qualidade não há o que temer. Agora, se a fórmula for piadas rasteiras + mulheres sem graça, ou mulheres rasteiras + piadas sem graça, ganha a internet. Além disso, dá para fazer conteúdo de qualidade, com técnicas de edição de revista, na web. Vocês são exemplo disso. Fazer revista é um jeito, não uma mídia (offline x online). E não podemos tirar da equação os aplicativos. Tablets têm a portabilidade que até aqui só as revistas tinham. Então, fazer no papel terá de ser enxergado de outra forma, terá de ser incorporado a esse fazer do mundo dos tablets



Hoje você está no comando da Riders, uma revista masculina para amantes de motos. Como está sendo essa nova experiência? Como surgiu o convite?
Surgiu em junho. Comecei em julho e minha conversa inicial com o Alfredo Nastari (publisher e dono da Nastari Editores, que edita Riders no Brasil) foi fazer o lançamento da versão brasileira. Gostei da proposta, da revista e da possibilidade de lançar algo de altíssima qualidade. É bom fazer coisas com pauta criativa, gramatura boa. (risos) Hoje fazemos uma revista que trabalha técnicas avançadas de edição. Praticamente não temos quebra de parágrafo entre as colunas – e nunca quebramos parágrafos entre as páginas. Isso cria harmonias, um “nível inicial de leitura” que mistura design, percepção, conforto... E isso é só um exemplo. Temos regras avançadas também para textos e fotos, coisas que somente ficam na percepção do leitor, mas que ajudam a deixar a revista benfeita.





Quais os grandes atrativos e diferenciais da Riders? Qual o perfil da revista?
De certo modo, Riders está para as motos de alta cilindrada como a
Trip está para o surfe. Não dizemos que é uma revista de moto. É uma revista de estilo, uma masculina.

O público de Riders é masculino, com 28 anos ou mais, que se relaciona com o universo das motocicletas de alta cilindrada. É um cara bem resolvido, que curte o consumo, mas com estilo, assim como se preocupa com o consumo responsável; um cara que busca a felicidade profissional, mas sabe que acima disso estão sua família e seus amigos...

Todo esse pacote é envolto com um design inovador em nosso mercado. Toda edição temos fotos diferenciadas. Nossa moda também está um ponto ou mais acima do nível médio de informação. Não damos o conjuntinho padrão do que vestir damos uma foto de um cara de bermuda estampada com um blazer estilosíssimo de linho com um cadarço amarrado na manga. É uma informação mais refinada, não é manual, do tipo A + B e vá para a rua.

Muitas vezes dizemos para o cara que está com a pauta fotográfica ou de texto: faça o que quiser, voe, e o cara não voa. A gente vive reclamando de revistas que não dão espaço para a criatividade, para o fazer diferente, e quando essa liberdade aparece a gente faz o by the book. Esse é o nosso desafio: saber criar com a liberdade que Riders traz sem que seja algo inconsequente, sem que seja o criar por criar. Queremos o diferente sem perder a função maior de uma revista: informar e entreter. Isso vale para toda a revista, todas as seções.

Você curte motos? O que curte fora jornalismo?Estou na base da linha de corte da Riders: há cinco anos tenho uma Shadow (600cc) com pintura personalizada. É minha primeira – e até aqui única – moto. Curto muito, mas curto mais gastronomia e viagens (acabo de voltar da Síria). Curto mais literatura (livros de reportagens, em especial). Curto o Palmeiras (mais do que deveria, eu acho).



Soube que você partiu para o jornalismo para ficar mais próximo do cinema, outra grande paixão. O que você mais gosta em cinema, de ver e fazer pelo cinema?
Já fui bem mais consumidor de cinema. Só para disparar uma metralhadora diria que adoro Sergio Leone, Michael Hanecke (“Funny Games” e “Cachê” me impressionaram), Barbara Stanwick, Gary Oldman, “M, o Vampiro de Dusseldorf”, cinema francês, mas não do iraniano... Fernando Meirelles é para mim um divisor de águas. Não gosto de comédias. Em geral, acho o humor nosso (e aqui nem falo de cinema) muito ruim para tamanha pretensão. E para qualquer pessoa sempre recomendo “12 Homens e uma Sentença” (que não é western, claro) e "O Bom, O Mau e O Feio" (que é western spaghetti, claro).



Você continua lecionando? Como mantém essa troca de informação e experiências que o bom jornalismo e redator-chefe requerem?
Dou aulas há 14 anos. Como não fico lá falando da minha vida, sou forçado a preparar as aulas. Logo, sou obrigado a estudar. Isso faz com que obrigatoriamente veja mais coisas do que a maior parte das pessoas que só está na redação.


Por falar nisso, que livros você está lendo e que livros
indicaria nos dias de hoje?

Acabei “Uma História dos Povos Árabes”, de Albert Hourani, e estou terminando “Como Fazer Inimigos e Alienar Pessoas”, de Toby Young, jornalista inglês que conta suas experiências na redação da Vanity Fair. Indicações não tão recentes, mas vale garimpar e achar, além de “O Reino e o Poder”: a) “Gostaríamos de Informá-los de que Amanhã Seremos Mortos com Nossas Famílias”, de Philip Gourevitch, sobre o genocídio em Ruanda; b) “No Coração do Mar”, de Nathaniel Philbrick, sobre o naufrágio do barco que inspirou Moby Dick; e c) “O Estranho Caso do Cachorro Morto”, romance escrito pelo olhar de um menino autista, de Mark Haddon.

O que é mais difícil entender a cabeça de uma mulher ou agradar a um leitor?
Agradar um leitor.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

DESTINO: Huvafen Fushi - um paraíso escondido nas Maldivas.



Se há um lugar na Terra em que qualquer mortal não hesitaria em conhecer sem dúvida são as Maldivas, mais especificamente no Resort Huvafen Fushi, um dos mais luxuosos hotéis e resorts do mundo todo. Erguido dentro de uma lagoa privada de uma das ilhas, que leva o próprio nome, o Huvafen Fushi combina  o design contemporâneo com o charme inigualável das tradicionais Maldivas. O Huvafen possui 43 bangalôs estrategicamente posicionados em palafitas sobre o cristalino oceano de águas transparentes.

Com bangalôs espaçosos e elegantes que são uma obra-prima, o Huvafen é ideal para jovens recém-casados e casais que procuram um refúgio romântico. Huvafen Fushi está localizado a apenas um cruzeiro de 30 minutos do Aeroporto Hulhule. O translado é feito por uma lancha confortável levará para a sua ilha paradisíaca, Huvafen Fushi literalmente significa "ilha dos sonhos" em Dhivehi, que é a língua nacional falada nas Maldivas.

Como um bom resort que é, o Huvafen possui um o primeiro spa subaquático do mundo e possui alguns pormenores excelentes, como uma piscina individual em cada vila e um serviço classe A na categoria mais elevada de moradias. Mas mesmo se o ultra-elegante design do resort não lhe conquistar, a melhor parte da ilha está na beleza sensacional e natural que é encontrado tanto na parte de cima como abaixo da superfície irá deixar qualquer um impressionado.

Os alojamentos são divididos em quatro categorias, os bangalôs de terrenos e moradias e três tipos de bangalôs aquáticos estão disponíveis para os hóspedes. O Huvafen dispõe de uma piscina individual em cada do Villa Guest, nome dado a cada categoria de acomodações. As diferenças não são enormes entre as vilas, já que todos têm um espaço muito generoso e as mesmas facilidades, embora com diferenças discretas, como tamanho de TVs e tamanho das piscinas, além de um mordomo pessoal.

Um resort ideal que se preze também oferece uma cozinha com alta gastronomia e bons vinhos. Tudo isso dividido em três restaurantes muito diferentes, o Celsius, o Raw, e Sal, para garantir que há algo para todos e para manter a variedade. O Celsius funciona como restaurante principal, que permite ao hóspede escolher um jantar ao ar livre ou no quarto. Com luz de velas ou ao ar livre, em uma tarde brilhante nas Maldivas, ou curtindo um dia de sol sendo refrescado por sprays. Tudo isso com um buffet de excelente qualidade ou menu a la carte.


Já o Raw é adaptada para atender as necessidades de vegetarianos, com a exclusão de carne, peixe e ovos em pratos que são tão deliciosos que não-vegetarianos vão querer se converter. No Raw também servem pratos nutritivos e deliciosos feitos a partir de matérias orgânicas, que incluem carne e frutos do mar, para amantes de carne que não tem compromisso. E por fim, o Sal, situado em um cenário de água transparente durante o dia, e os reflexos da lua no oceano à noite. Este restaurante de água em cima serve de caviar de polvo e camarões jumbo ao bife de atum - Sal é especializado em todas as coisas que vêm do mar. Considerando que a pesca é um dos principais recursos nas Maldivas seguido apenas pelo turismo. Dentro os bares do resort, temos o Umbar. Localizado à beira da água e com vista para a piscina infinita projetada e excepcionalmente iluminada à noite com fibra óptica e se misturando no oceano.


Um dos grandes atrativos do Huvafen Fushi é seu incrível spa, o Per Aqumm Spa Collection, que atende aos hóspedes com uma consulta bem-estar pessoal. Pode-se reservar em um dia ou uma semana ou programas customizados para atender retiros de estilo de vida do indivíduo e exigências.
Um outro spa de luxo de pequeno porte, o primeiro do mundo em salas de tratamentos de massagens subaquáticas, Huvafen Fushi é um lugar onde a profundidade do elemento água pode ser vivenciado como nunca antes. A água está em toda parte: nas cores, texturas, aromas e arquitetura do spa. É onde se funde seascape fluida com a beleza absoluta do mundo do design spa interior.

São seis salas de tratamento, com piso de vidro e espelhos estrategicamente colocados no chão, debaixo de sua cama de massagem para deixar você olhar para a vida marinha em seu aquário pessoal. Uma variedade de terapias estão disponíveis nas salas de tratamento de água. Estes tratamentos podem ser experimentados por conta própria ou com um parceiro. Com área de relaxamento, distribuídos por dois pisos, com Aroma infundido na sala de vapor, sauna, sala de gelo, o chuveiroa de alta tecnologia, ao longo do Pavilhão da Água de ioga e ginástica. E a primeira piscina de sal com flutuação na água também conhecido como um Veyo Lonu - conhecido pelos seus efeitos terapêuticos e de cura.


Com um centro de mergulho, o resort oferece uma grande variedade de oportunidades de mergulho para o iniciante até mergulhadores qualificados. O centro está aberto todos os dias, das 8h até as 19hs para que o hóspede possa chegar, pegar algum equipamento de snorkel e conversar com o instrutor sobre mergulho e snorkel na área e mergulhar num dos melhores pontos de mergulho do mundo, as Maldivas são famosas pela sua paisagem subaquática. Corais vibrantes, centenas de peixes e tubarões são apenas algumas das suas fantásticas características de recifes do Fushi Huvafen. Agora que parar de sonhar e encarar uma viagem dessa? A média de um pacote de sete noites saindo do Brasil sai entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por pessoa. Afinal, até o paraíso tem seu preço. E não é barato! Para quem tá podendo, boa viagem!


Fonte:

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CARRO: New Audi A1 - Lindo e compacto, o novo concorrente do Mini Cooper


O sucesso dos “mini” não é de agora, há muito tempo que eles têm seu espaço garantido pelos apaixonados por carro. Para ser mais exato, eles surgiram em 1957, numa criação do alemão Sir Alec Issigonis, que naquela época, para conseguir reduzir o espaço dos carros, foram alterados itens como; local do motor, suspensão, jantes, estrutura interna e etc. O objetivo principal era criar um carro engraçado, econômico e confortável.

Assim, surgiram os modelos Saloon, Mini Moke, Cooper 997, Cooper S 1071cc, entre outros. E  apesar de todas as críticas, os “pequenos” tornaram-se um ícone desejado por todos. Não é a toa que despertaram o interesse de empresas como a Fiat, BMW e Audi. E foi no salão de automóveis de Tóquio que a Audi lançou pela primeira vez o seu tão esperado A1, que foi inspirado no conceito compacto da marca chamado metroproject quattro, que traz inspiração dos cupês hardtop, aqueles antigos modelos sem colunas centrais. Diferentemente das outras marcas, que fizeram uma releitura, a Audi inovou fazendo um modelo compacto, porém, sendo fiel a sua identidade.

O carro possui as seguintes proporções; (3,95m x 1,74 m x 1,48m), com traços que só de olhar percebe-se logo a presença da Audi, como os faróis, semelhante aos modelos A4, A6 e R8. Quem vê, pensa logo: esse é pequeno e invocado! O seu interior é bem esportivo, tem um acabamento perfeito, só pecou nas laterais traseiras que ficaram sem o acabamento de couro, contudo, lembra muito a do Audi TT. No centro do painel iremos encontrar a tela responsável pelo sistema de navegação e entretenimento, com sistema de controle de voz, tela retrátil e GPS.

Além disso, compondo a lista dos opcionais; ar-condicionado digital, sistema de som Base com 14 alto-falantes, suspensão recalibrada, bancos esportivos, kit aerodinâmico da divisão S-Line e transmissão S-Tronic de sete velocidades com embreagem dupla. O carro vem com o sistema start-stop (que desliga o motor do carro automaticamente para economizar combustível) e os freios regenerativos, que armazenam a energia desperdiçada em frenagens para alimentar os componentes elétricos.

Nos testes que foram realizados no veículo, foi verificada uma excelente suspensão, o que garante momentos de conforto para longas distâncias. No entanto o A1 perde para o Mini Cooper, no que diz respeito ao espaço interno dos bancos traseiros. O A1 é uma reunião de toda a “potência” dos carros da Audi, em um modelo menor, com o foco no público jovem, inferior a 30 anos. Recentemente a Audi divulgou que: “o A1 atende a necessidade de pessoas solteiras, jovens casais sem filho ou com filho pequeno, e casais mais velhos que já estão na fase de entregar a chave do carro na mão do filho”. Ou seja, é um carro para sair a dois.

Uma boa notícia é que esse é o modelo mais barato fabricado pela Audi, o que o torna bem competitivo, custando a partir de 15,8 mil euros (o equivalente a R$ 40 mil, sem taxas de importação e impostos), como estamos falando de Brasil, especula-se que o modelo chegará às lojas tupiniquins por mais ou menos R$ 90 mil. Então, depois de saber do preço, se você se animou, só precisa esperar mais um pouco, pois o A1 chegará ao Brasil no primeiro trimestre de 2011. A marca pretende seduzir àqueles que almejam o “primeiro Audi” e estremecer a concorrência.



Texto: André Lima

Fontes:
- Revista Quatro Rodas
- Auto Esporte G1

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

VAIDADE: Bleu de Chanel - o perfume que é coisa de cinema.


Seguindo uma tendência atual de grandes diretores de cinema dirigirem comerciais de grandes marcas, como já citamos na matéria abaixo com Jude Law e Guy Ritchie para Dior, a Chanel escalou ninguém menos do que Martin Scorsese. Depois de 10 anos sem um importante lançamento masculino, Chanel lança o perfume Bleu, com fragrância amadeirada aromática, e que criou grande expectativa ao ser anunciado. Mantendo a tradição  Chanel têm mantido a tradição em convidar nomes de peso para dirigirem os anúncios de seus perfumes, desta vez não poderia ser diferente.
O escalado foi o ator francês Gaspar Ulliel e a modelo Ingrid Schram. Gaspar, é pouco conhecido no Brasil, começou a carreira fazendo filmes para TV francesa nos anos 90. Em 2001, estreou no cinema e três anos depois teve seu talento reconhecido com um prêmio César de Ator Revelação (o equivalente ao Oscar, na França). Ingrid, é uma modelo canadense, contratada da Elite de NY, com experiências no teatro e algumas participações no cinema. Talvez daí tenha vindo a razão de ter sido escolhida, além dona de uma bela e clássica.

O vidro azul escuro quase negro, de formas limpas e linhas retas, contém uma fragrância inesperada e máscula, deliciosa – composta por notas de frutas cítricas, vetiver, cedro, gengibre e sândalo – que deve mudar o estilo dos aromas criados para homens. Curioso observar que esse lançamento vem depois de um período em que predominaram perfumes suaves e adocicados para o público masculino, a marca propõe a volta da masculinidade de uma forma livre e nada literal.

A parceria entre diretores de cinema e grandes marcas tem rendido grandes frutos. Fora os dois casos citados, outros diretores participaram de comerciais para marcas famosas como Sofia Coppola e David Lynch. A diretora Sofia Coppola dirigiu comercial do perfume Miss Cherrie, da Dior. Onde a modelo Maryna Linchuk vive um dia de sonho ao som de “Moi Je Joue”, na voz de Brigitte Bardot. Como típico de Coppola, o filme é super delicado. Já o comercial dirigido por David Lynch, foi estrelado pela atriz francesa Marion Cotilard ( “Piaf: Um Hino ao Amor”, de 2007), da bolsa Lady Blue Shangai.
Confira, abaixo, o filme da campanha publicitária, dirigido por Martin Scorsese. A narrativa é recheada de referências a filmes dos anos 60, como Blow Up de Michelangelo Antonioni, e mostra um ator atormentado por um amor do passado e por seu estilo de vida atual. Veja como o personagem resolve o impasse.



O bom mesmo é acompanhar os bastidores dessa super produção. Confira os vídeos de making of. Imperdível!

Video - 1/4




Video - 2/4


Confira ainda o Video 3/4: http://www.youtube.com/watch?v=TYcVu3hcles&feature=channel
e o Video 4/4: http://www.youtube.com/watch?v=HnUhCDH7sR4&feature=channel