sexta-feira, 26 de novembro de 2010

MENSCH ENTREVISTA: Christian Gaul






Christian Gaul é o tipo do fotógrafo, digamos, "desglamourizado". Um grande profissional que não se deslumbra com o meio onde circula, cheio de celebridades e personalidades. Um cara que simplesmente tem a fotografia na veia e a paixão pela vida, muito mais que pelas coisas. Com seu jeito simples e uma inteligência que lhe é peculiar, Christian respondeu às nossas perguntas com jeito de quem recebe um amigo sentado no chão da sala com vista pro mar. Esse é o jeito simples, e sofisticado ao mesmo tempo, de um dos grandes fotógrafos nacionais.

Você é formado em Literatura e Economia, e terminou virando fotógrafo. Como foi isso?
É aquele velha historia.. Quando eu era garoto, não sabia realmente o que eu gostaria de fazer. Meu pai era formado em economia e parecia ter uma vida feliz. Economia é um bom mix de humanas com exatas, requer conhecimento de muitas áreas. Então imaginei, na época, estar fazendo uma escolha sensata. A literatura alemã, faculdade na qual também me formei, veio justamente com a vontade de me aproximar do que eu entendia como arte ou artístico - foi uma necessidade de dar mais vazão a minha criatividade. Precisava ver mais disso, sim falar que cumprir a faculdade de literatura me ajudou também a manter viva o que já fora minha língua materna - o alemão.



Soube que você conheceu J. R. Duran na época em que morava em NY  e ficaram amigos. Teve alguma influência de Duran na sua carreira?  Como é a relação de vocês hoje em dia?
Não ficamos amigos, só dei umas escovadas nele em jogos de squash... rs rs rs. Foi assim, meu pai arrumou um trabalho em NY e fomos todos - meu irmão, minha mãe, meu pai e eu- morar lá. Morávamos em Scarsdale. Ai, certo dia meu pai falou: "Sabe aquele fotografo da PLAYBOY, o JR Duran? Vai chegar aqui em casa hoje.." Eu não sei como meu pai trombou com o Duran, mas o fato é que ele apareceu e marcamos de jogar squash. Eu não tava nem um pouco ligado em fotografia. Queria é fazer esporte e Duran foi meu "freguês".  Eu tinha 16 anos... tem tempo. Mas lembro que não perguntei nada de fotografia pra ele e lembro de ter uma imagem dele ser um sujeito bacana.  Infelizmente, depois dessa época, encontrei pouco com ele, mas tenho uma admiração enorme por seu trabalho, pelo jeitão que ouço falar dele por ai. Deve ser um cara ótimo de tomar um chopp.

Qual a sua formação em fotografia?
Tenho um "Minor degree" em fotografia. Nos “Estates” é assim: Você se forma com Major, a faculdade principal (no meu caso me formei em economia e literatura, como Major), e minor, uma faculdade secundaria, com um pouco de menos ênfase e tal. Depois de fazer esse "minor" de fotografia na NYU (Universidade de Nova Iorque), onde tive professores  absolutamente incríveis, sendo que o Josef Koudelka foi um deles (!), fui para a New England School of Photography em Boston, Massachussets,  por recomendação de outra grande fotografa amiga minha, a Ana Quintela. Os cursos lá eram extremamente técnicos, aprendi a relevar e  ampliar com destreza. Fazia um monte de viragens loucas em filme, torrava a química. Era divertido, mas depois de um ano (o curso era desenhado para 2 anos), comecei a "encher" um pouco. Dai, passei umas  ferias no Brasil e aconteceu o obvio - me apaixonei por uma carioca e  larguei tudo! Fui pro Rio e comecei a labuta - na fotografia!!! 


Quem você citaria como seus grandes mestres e "ídolos" na fotografia?
Josef Koudelka, Helmut Newton, Yousuf Karsch, Sally Mann, Cartier Bresson, Duane Michals, Jacques-Henri Lartigue, Ansel Adams, Edward Weston, William Claxton, Nan Goldin, Geraldo de Barros, Richard Avedon, Sebastião Salgado, Maureen Bisiliat, Robert Mapplethorpe, Andre Kertesz, Rodchenko, Diane Arbus, Robert Capa, Miguel Rio Branco.. São muitos.

Você já teve que administrar ciúmes de namoradas por conta de alguma modelo ou celebridade que estava fotografando?
Às vezes acontece, mas nada serio. No imaginário das pessoas tem esse negócio de achar que modelo e fotografo sempre dão uma trepada no camarim, entre um clic e outro. Não é assim. É profissional... Passo isso para quem eu fotografo e passo para quem estiver comigo.


Aliás, você é um dos fotógrafos mais requisitados para fotografar celebridades? Existe algum motivo especial?
Sou uma pessoa tranqüila no set, sem pressa, embora eu clique rápido, resolva rápido a imagem. Sou bem humorado. Procuro me divertir e quem está junto dá lá suas risadas também. Bom, acho que o maior motivo, porém, é que a celebridade acredita num bom resultado estético desse encontro. Acho q isso deve ser o principal.

Como você lida com as celebridades na hora de fazer um trabalho? Algum ataque de estrelismo?
Lido com respeito, mas não coloco em altar. Sinceramente, não me recordo agora de ataque de estrelismos. "Mala" tem em tudo que e lugar, e uma ou outra acaba virando celebridade, outras viram fotógrafos!

Pra você fotografar belas mulheres pra editorais de moda, campanhas publicitárias, mulheres nuas ou cantores para capas de cd, tem tudo o mesmo peso de satisfação? Onde você se realiza mais?
Mulheres nuas, pra mim é sempre um prazer de observar, independente do grau de beleza. Aliás, a beleza física, pra mim, já está em outro plano. Curto nudez, inclusive de homem. Acho pele uma coisa muito bonita. Gosto do nu, por que em ultima análise é o melhor retrato e adoro fazer retratos. Contar estórias fotográficas que componham um  retrato ou o retrato de uma situação é gostoso também - e a moda,  muitas vezes é isso pra mim. Gosto quando utilizo a moda como suporte para  contar outra coisa. Fotografo editoriais de moda como quem escreve uma crônica.

Qual trabalho faria você aceitar sem receber um tostão?
Fotografar o papa. Não sou religioso.

Em geral você tem como característica fotografar em estúdio. É uma preferência sua realmente ou questão de oportunidade?
Não me considero um fotógrafo com essa característica. Na verdade, até  venho fotografando um pouco mais em estúdio, mas diria que sou da rua,  de locação. Portanto, acaba sendo, de fato, uma questão de oportunidade. Gosto muito do estúdio. Gosto muito da "rua". Sou de gêmeos, entendeu?

Os seus trabalhos pairam por universos bem contrastantes, que vão do glamour dos ensaios sofisticados de moda à produções mais alternativas e simples na concepção como alguns ensaios para a TRIP e trabalhos com músicos. Como você consegue transitar em universos tão distintos?
É da minha natureza experimentar, diversificar. Sou assim. Houve um momento onde procurei traçar "a reta", mas não consigo. Gosto muito de muitas coisas e quero ser livre para ver, sentir, expor.

E para campanhas publicitárias, existe alguma técnica especial? Dá mais ou menos trabalho que um editorial de moda?
Dá mais trabalho porque você tem um diretor de arte no seu cangote querendo que você faça coisas. Às vezes coisas que você acha ruins, às vezes  essas diferenças de opiniões afloram no meu silêncio, mas toco pra  frente. Acho que fazer algo que você não acredita plenamente é difícil, mas levo na boa. A melhor técnica, além da boa técnica, é ser uma pessoa atenciosa no set, saber respeitar o cliente, não ser um chatuba que vem com uma idéia "nova" a cada 5 minutos - é saber proceder, trabalhar junto com a criação da agência. Já no editorial dá pra colocar mais a sua opinião. e isso é assim, suponho, porque se é bem menos remunerado por um editorial... 

Uma vez você comentou que freqüentou um campo de nudismo na Austrália e não usou sua câmera. Experiências como essa que tornam  o nu algo banal facilitaram para você como fotógrafo na hora de  fazer ensaios de nudez? Como lida com isso? 
Não sei se entendi bem a pergunta, mas o q rolou na Austrália é que "cai" de pára-quedas num dos encontros  anuais do Rainbow Community (encontro da comunidade hippie mundial). Foi mágico ver o que vi e não me senti a  vontade para deflorar com minha câmera tudo que via. Fiz alguns retratos, fotografei alguns cangurus selvagens pastando e correndo no meio da floresta. Mas tinha um universo todo lá para "captar". Logo no começo dessa temporada conheci um fotografo que vinha clicando essa turma há anos. Ele era um hippie nas horas vagas e durante o resto do tempo vivia de fotografia de casamento em Londres. Ele me mostrou as suas fotos e eu me emocionei muito.

Era um trabalho lindo e vertiginoso. Um trabalho de muita intimidade com as pessoas. Um trabalho de amizade, de amor. Realmente muito tocante e muito diferente de tudo que vi até hoje. Perguntei na época o que ele queria fazer com as imagens e ele disse que  nada o interessava alem de  poder distribuir as imagens para quem estava nelas. Ou seja, ele ia nos encontros fotografar, dar fotos para as pessoas que ele  fotografava e ficava lá curtindo isso. Enfim, não me senti no direito de fazer nada ali. Qualquer coisa estaria muito aquém do que eu vi com esse fotógrafo, que não me lembro o nome, cacete!!!! Ali despertou em mim, de maneira muito natural, o que depois descobri ser algo que Kertesz  divulgava no tempo dele: "respeite o material, respeite o sujeito,  respeite o assunto" ...ou algo assim. Hoje fotógrafo com isso na cabeça.


Você já morou em vários países, estudou literatura, já fotografou cavalos... o que você trás na sua bagagem pessoal que  você acrescentou na sua carreira como fotógrafo?
Na minha bagagem coloco sempre a sandália da humildade... rs rs aquela  do pânico mesmo - porque já fotografei cavalos, mas também já fotografei  porcos, vacas, ferro velho (tudo p uma revista de leilões) e já  fotografei coluna social também, que pra mim foi o pior! Brincadeiras a parte, sigo com os dizeres de Kertesz, sobre o respeito durante o exercício da nossa profissão. Na vida como um todo, vale o mesmo.

Deixando a fotografia de lado, o que você curte como hobby? Quais são suas outras paixões?
Gosto de andar de moto, enduro, meio do mato, trilha, gosto de acelerar, deitar a bichinha na curva. Aí, gosto de jogar tênis, frescobol. Minha paixão é por minha família. E gosto muito de não fazer nada tb.

Você se incomoda com o uso do photoshop nas suas fotos? Alguma  vez erraram a mão e você cancelou o trabalho?
Procuro me estressar cada vez menos. Já erraram, ainda erram - tanto pra cima quanto pra baixo. O photoshop não me incomoda quando bem usado. Estamos passando por uma fase louca nisso de apreciar a beleza. O padrão é cruel. Não vejo muita volta nisso.
Você convive com muitas mulheres, famosas ou anônimas, deve ouvir muitas histórias... Daí te pergunto, o que as mulheres ainda  não sabem sobre os homens (ou teimam em não saber)?
Acho q elas sabem muito mais sobre os homens do que os próprios homens.

O que tem mais peso para você, a sua vaidade ou o seu desempenho? (de modo geral)
Desempenho.

Qual seu próximo trabalho? E qual gostaria que fosse o próximo?
Fotografar Marina de La Riva para a S/N, do BOB. E gostaria de clicar o Papa.


Conheça um pouco mais do trabalho de Christian: www.chistiangaul.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Show Paul McCartney, eu fui!

A língua portuguesa é uma das mais ricas do mundo, contudo e ainda assim, não há palavras que possam descrever tudo o que foi o show de Paul McCartney no dia 21 em São Paulo.

Até para quem não é fã seria emocionante.

Além de toda a história que carrega este “senhor” de 68 anos, a sua alegria, vitalidade e energia em cima do palco é contagiante e eletrizante. Os portões abriram às 17h30, tinha gente acampado desde a quinta-feira, a fila dava voltas em todo o Morumbi s-e-m  e-x-a-g-e-r-o mas as pessoas não pareciam se importar, afinal aquilo tudo não era sacrifício era só um warm up para o show que viria logo depois.

O público era de várias partes do país e a julgar pelas bandeiras, alguns vizinhos latinos também estavam presentes juntando-se ao coro que gritava “Paul, Paul, Paul” sempre que o astro terminava uma canção ou fazia algum comentário em um português  arranhado.

Aliás, prova de gentileza digna de um “sir” tentar se comunicar na língua do público. Há quem fique falando porque ele estava lendo, mas há tantos que falam nossa língua e fazem show sem o mínimo de interação, como quem está só mesmo cumprindo contrato. Paul não, Paul arriscou gírias e rebolados para mostrar que respeitava aquelas 64 mil pessoas que o aplaudiam, riam, gritavam e choravam emocionadamente por estarem ali, diante de um sonho que se realizava numa super produção de tirar o fôlego.

Me perdoem (assim mesmo com o pronome oblíquo na frente) os confetes mas não tenho a menor pretensão de aqui, neste espaço, fazer um relato frio e imparcial de um momento mágico. Minha pretensão é de tentar passar nessas linhas o máximo possível da emoção que vivi e vi nas pessoas ao meu redor durante 03 horas de show inesquecíveis.

E por falar em pessoas, o público era bem eclético. Várias gerações de fãs se encontraram e cantaram juntos sucessos de Paul e dos Beatles. Famílias inteiras estavam presentes, com pai, mãe, avós, filhos e netos curtindo o mesmo som. Minutos antes de o show começar era perceptível a ansiedade e os olhos marejados de muita gente que parecia não acreditar que estava ali.

Quando Paul McCartney entrou no palco o estádio foi ao delírio. Dias, horas, uma eternidade de espera acabava ali, com o ex-beatle (será mesmo justo usar “ex”?) trajando calça preta, camisa branca e um blazer azul. Foi dada a largada para uma das noites mais importante, inesquecível, extraordinária da vida das milhares de pessoas que lotaram o estádio.

Paul seguiu o setlist da turnê (no segundo dia houve surpresas e alterações) abrindo o show com Venus and Mars/Rock  Show, seguidas por Jet e All My Loving (ver setlist completo aqui). Não dá para descrever os melhores momentos, mas alguns foram realmente tocantes, quando ele tocou My Love  dedicada a Linda (e fez questão de dizer: “essa música eu fiz para minha gatinha”) , Here Today em homenagem a Lennon e Something para lembrar George Harrison.

And I Love Her” e “Blackbird” também chamaram a atenção, principalmente o telão da segunda que parecia ter imagens em 3D. Antes de iniciar Ob-la- di, Ob-la-da Paul pediu para que todos cantassem com ele para depois emendar com “ vocês já estão cantando todas mesmo” o que demonstrou a emoção dele ao ter TODAS as músicas cantadas pela platéia.

A Day in the Life/Give Peace a Chance” com certeza fez muita gente pensar: “se estamos todos aqui unidos por Paul por que não nos unirmos em outras situações também?”  A sincronia das “Olas” feitas várias vezes pelas arquibancadas mostravam o quanto estavam todos envolvidos, atentos e dispostos a fazer daquele show um grande momento em todos os sentidos.

Os balões brancos agitados enquanto o telão exibia o símbolo da paz e Paul puxava o coro “give peace a chance” foi como uma oração aos céus pela paz e amor ao próximo. Arrepiante até para a mais cética das criaturas.

Let It be” dispensa comentários, mas vale dizer que a partir deste momento esta narradora não mais conteve a emoção inside e colocou para outside tudo o que sentia através de lágrimas e aposto que muita gente fez igual!

Para quem estava ligado no setlist sabia que Let It Be anunciava o apogeu de efeitos visuais do show com Live and Let Die. Dito e feito. Todo mundo parecia realmente esperar pelos fogos sincronizados com os acordes da canção que foi trilha sonora de ninguém mais ninguém menos que 007, o espião mais famoso de todos os tempos. Os gritos (inclusive e principalmente os meus) acompanharam a queima de fogos que poderia ser vista do alto dos céus de São Paulo e levou todos a loucura. Por falar em céu vale dizer que este show foi presenteado por uma lua cheia em tons de laranja que mais parecia uma espectadora nobre do que um astro celestial.

Hey Jude anunciava o fim do show e mais uma vez o público mostrou que conhecia as letras e cantou junto com o astro que se despediu com a banda ao final da canção. Aliás, que banda! Dava pra ver a emoção dos músicos por estarem ali com ele, Paul McCartney. O baterista era uma alegria só e durante Dance Tonight fez passinhos que renderam gargalhadas e a certeza que Paul não era o único músico simpático no palco.

Como era esperado, todos voltaram ao palco para o primeiro “bis” que começou com Day Tripper. Já o segundo teve início com Yesterday, que, aliás, devia estar sendo bastante aguardada devido a reação do público. O rock and roll tomou conta quando Paul tocou Helter Skelter e os tiozões de camiseta preta e cabelos longos grisalhos foram ao delírio!

The End” significava exatamente isto, o fim do show, mas o começo de lembranças que ecoarão por toda a vida de quem esteve presente no estádio do Morumbi das 21h30 às 24h30 do dia 21 de novembro de 2010 ao virem entre tantas outras coisas, Paul carregar a bandeira brasileira junto da britânica em um sinal de agradecimento.

Eu vivi isso. Isso vai viver em mim para sempre.


SERVIÇO
Dados da viagem MENSCH
Cia Aérea: TAM – www.tam.com.br
Hotel: Panamericano – Rua Augusta, 778 - Consolação, São Paulo, 01305-000 (11) 3231-0312

CARRO MENSCH: Lexus LFA 2011


Apresentado na Semana do Design de Milão em 2009, o Lexus esteve de novo em exibição no Tokyo Motor Show e como sempre atraiu todas as atenções. O Lexus LFA 2011 não é simplesmente um carro, é uma super-máquina que levou quase uma década para ser produzido, tempo que levou para aprender a construir suas próprias ferramentas até concretizar isso tudo. Para fazer o LFA, a Toyota criou um dos dois únicos teares circulares no mundo, então o utilizou para tecer simultaneamente um tubo de carbono dentro de outro. Construíram este sistema somente para fabricar as colunas A do carro.  
Algumas características próprias do Lexus, faz dele um carro pra lá de especial. Como por exemplo centro de gravidade baixo sem precedentes com 45 cm – localizado diretamente abaixo do aro do volante. uma característica convencional executada com perfeição, mas como chegaram a esse CdG é muito mais complicado. Primeiro, o motor está localizado bem recuado no compartimento, e ligado à transmissão de seis velocidades por um eixo de transmissão em carbono. Os resfriadores de óleo estão na frente do carro, enquanto os radiadores estão na traseira para ajudar na distribuição de peso, alimentados pelas entradas atrás das portas. Tudo isso cria uma distribuição dos 1480 kg em 48% para a dianteira e 52% para a traseira. Isso explica o CdG na horizontal, mas não na vertical, o que é atingido com uma instalação incrivelmente baixa do motor no carro, que empurra o centro de gravidade para baixo. Os pontos de fixação do motor e do transaxle (transeixo) estão localizados em quatro lugares, nos extremos da unidade. Tudo isso elimina os efeitos da distribuição de força no chassi.

Com o Lexus se pode chegar ao ponto de corte de combustível, em 9.500 rpm, em seis décimos de segundo. Isso é resultado de uma massa recíproca incrivelmente baixa. Usaram tecnologias desenvolvidas pelo programa da Toyota na Fórmula 1 para desenvolver o bloco, por exemplo, forjado nas mesmas instalações, usando as mesmas técnicas do motor de F1. O mesmo aconteceu com a transmissão, cujas seis velocidades são acionadas hidraulicamente por borboletas, com o sistema simples tradicional no lugar das embreagens duplas, com receio que as duas embreagens influenciassem negativamente a distribuição de peso no carro. A velocidade de troca de marchas é ajustável, levando apenas dois décimos de segundo no ajuste mais rápido, mas que pode ficar mais lento para um uso mais “macio” no dia a dia, coisa que ele não é mesmo no ajuste mais rápido. E ainda possui uma transição dos freios incrivelmente poderosos – discos com 38,9 cm de diâmetro com um monobloco Brembo acionado por seis pistões – para o acelerador supersensível não é tão suave, atualmente, quanto é necessário quando se dirige no limite da aderência. Mas estes LFAs são protótipos pré-produção, e serão aprimorados antes do inicio da produção agora em dezembro de 2010. A Lexus planeja “quebrar as fôrmas” após apenas 500 LFAs, e planeja construir cada carro de acordo com as necessidades dos clientes. Em tom de piada, a empresa estima haver cerca de “30 bilhões” de possíveis combinações.




O Lexus pode atingir uma velocidade máxima de "apenas" 325 km/h, um tempo de 0 a 100 de 3,7 segundos e um tempo de volta em Ring de 7:30, o LFA não é o sonho de consumo de um colecionador de recordes. Apenas 500 sortudos compradores do LFA comprarão o mais completo "pacote" já construído para um supercarro. Com uma capacidade tecnológica e desempenho, a Toyota conquista o patamar dos maiores fabricantes de carros esportivos do mundo. São carros como esse que projetam o futuro de montadoras e seus incríveis protótipos para uma nova era automotiva. E pra encerrar, sabe o preço desse sonho? Quase US$ 400.000!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

VAIDADE MENSCH: Pelos, como tê-los

Como já sabemos, em geral os homens são mais peludos que as mulheres devida a composição genética e hormônios masculinos. Para muitos homens, a masculinidade ainda se encontra na quantidade de pelos que se carrega. Pensamento antigo que hoje em dia está indo literalmente pro ralo junto com os pelos da macharada por aí. Aparar os pelos não afeta a masculinidade de ninguém, pelo contrário até atiça a libido e desperta a atenção feminina. Sem falar no aspecto de higiene e bem estar.
A moda de depilar o peito que tomou conta dos malhadores convictos e atletas em geral se expandiu e fez nascer um outro grupo de adeptos, os que estão depilando o corpo todo. Os números comprovam essa tendência. Numa pesquisa encomendada pela Philips comprovou que 72% dos brasileiros fazem algum tipo de intervenção nos pelos do corpo. E ainda mostrou que os homens estão aparando, raspando ou depilando pelos inclusive (principalmente) da área íntima. Por exemplo, a depilação dos pelo pubianos foi aprovada por 90% das leitoras da revista NOVA. Clínicas estéticas cada vez se preparam para esse novo público e empresas investem em novos produtos nessa linha.

Segundo relato feito à revista masculina VIP por uma proprietária de clínica estética, a tendência é só aumentar: "atendo de dez a quinze clientes por dia. E a cada dez, quatro ou cinco depilam a virilha". E ainda acrescentou: "Geralmente é a mulher ou a namorada que os trazem aqui.". Segundo o proprietário de outra clínica, o que levam os homens à depilação íntima são higiene e estética. Ainda segundo entrevistas feitas pela VIP, um dentista carioca de 37 anos afirmou "Não que eu não goste de pelos, só não gosto deles em determinados momentos e regiões".

Mas antes de tudo é necessário que a pele esteja saudável, que não se encontre em processos inflamatórios, tais como: Acnes, foliculites, herpes, micoses, psoríase, entre outras. Não há restrições nos casos de vitiligo, melasma (manchas causadas pela exposição excessiva ao sol), varizes. A pele é a capa que recobre o corpo humano. Sua espessura varia de acordo com a região do corpo, com a faixa etária do individuo e com o gênero. A pele é formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme.

Os pelos são hastes queratinizadas produzidos pelos folículos pilosos. Sua espessura varia de alguns centésimos de milímetro até 0,30mm. O pelo varia também em função da etnia. O pêlo é estruturado em duas partes: a raiz (que fica dentro do folículo piloso) e a haste ou talo (que fica fora do folículo piloso). Para cada processo depilatório há formas diferentes de remoção dos pêlos. Os processos com lâminas, alguns depilatórios elétricos, cremes e loções depilatórias fazem a remoção dos pêlos pelo corte dos mesmos na haste ou talo. Já os processos com ceras, eletrocoagulação, laser e pinça fazem a remoção pela raiz, resultando num tempo maior entre uma depilação e outra. Uma depilação mal feita pode resultar em uma pele coberta de micro inflamações, parecidas com espinhas, além de coçar bastante. Se você quer partir para outro método, a dica é uma depilação a laser. Menos dolorosa para a pele, porém mais dolorosa pro bolso. O aconselhado é usar o laser apenas nas regiões das costas, tórax e orelhas.

Por outro lado há os que preferem um meio termo, ou seja, simplesmente aparar os pelos do corpo. É uma forma de higiene que resulta numa aparência bem cuidada e que em geral ajuda a diminuir a quantidade de suor no corpo. Principalmente para que mora em regiões quentes e durante o verão. Para isso, hoje em dia já existem uma série de maquininhas propícias para aparar os pelos sem afetar o crescimento do pelo ou agredir a pele. Com esses aparelhos ainda é possível optar pelo tamanho que se deseje que os pelos fiquem. É a forma ideal para domar os pelos do tórax, axilas, pernas e partes íntimas. Veja o quadro e escolha a melhor forma que se adéqua a seu estilo:

obs.: Se precisar ver a foto maior é só clicar nela.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Amy Winehouse no Brasil


Então prepare a rehab, porque a produtora Mondo Entretenimento confirmou as apresentações de “Êmi RaizeRaize” nas cidades de  Florianópolis, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Além da nossa “heroína” do rock-blues, haverá apresentação de duas revelações da soul music, que irão abrir os show; os cantores americanos Janelle Mona e Mayer Hawtorne.
Não se sabe ao certo o que Amy irá cantar nas suas apresentações, já que desde o lançamento de Black to Back, nenhum projeto foi finalizado, talvez porque tenha passado o ano de 2009 na rehab, no Caribe. 
Com a sua vida pessoal “agitada” e depois da sua apresentação do Rock in Rio Lisboa, muitos estão com receio de que ela realmente venha ao Brasil. Amy entrou em palco bêbada, com um hematoma no pescoço e uma ligadura na mão que a impedia de segurar no microfone, além de rouca. Por conta disto, pediu desculpas e chorou diante de mais de cem mil pessoas presentes.
Na sua ultima apresentação, no festival de Glanstobury, Amy cantou bem durante uma hora, até que um fã jogou um objeto na sua cabeleira, o que fez com que Amy tivesse uma reação agressiva, avançando na multidão e tentando dar socos no rapaz. Conclusão Brasil; não joguem nenhum “bagulho” nela e fiquem longe do palco, esqueça o front stage.
Após esses incidentes, ela gravou um single que já é sucesso no mundo todo, “it’s my party”, uma regravação de Quincy Jones dos anos 60, também, sua gravadora confirma o lançamento do seu novo álbum em dezembro deste ano, então quem sabe nos iremos escutar suas novas músicas.
http://www.youtube.com/watch?v=5jYQrTYTfkA

É incontestável que Amy tem uma das melhores vozes do mundo, e mesmo com tudo que vem ocorrendo nos últimos tempos, não diminui a admiração dos seus fãs e o seu carisma. Afinal ela é vencedora de cinco Gramys e incontáveis premiações. O que torna esses shows ainda mais aguardado, é o retorno da cantora após a reabilitação, e sem dúvida uma nova fase na sua carreira. Os produtores que escutaram as músicas do novo álbum afirma que são excelentes e que tem material para três discos.
Especula-se que Amy irá lucrar em média R$ 800.000,00 nas quatro apresentações que irá fazer no Brasil e mais uma no exterior. Confira local e data das apresentações:
Quanto ao preço dos ingressos, a Mondo Entretenimento confirmou os valores dos shows do Rio (entre R$ 700, pista premier e camarotes, e R$ 180 cadeira nível 3) - e em Florianópolis (R$ 300, camarote, e R$ 100, pista).

Para Recife os ingressos começam a ser vendidos no dia 1º no site www.ingressorapido.com.br O preços são o seguinte:  R$ 300 frontstage (para quatro mil pessoas) e R$ 200 pista (para 8 mil pessoas), esse setor terá meia entrada. Os pontos de venda ainda não estão definidos. O festival começará às 21h, seguindo a seguinte ordem de apresentações: Mayer Hawtorne, Janelle Monae e Amy. Os ingressos já estão à venda para outras cidades, e poderão ser comprados pelo site, www.livepass.com.br , ou  pelo telefone 4003-1527 (custo de ligação local).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PORTFOLIO MENSCH: Horst P. Horst


Filho de um merchant bem conceituado, Horst nasceu na cidade alemã de Weissenfels-an-der-Saale. Quando adolescente, conheceu a bailarina Eva Weidemann na casa de uma tia o que fez despertar o interesse pela arte de vanguarda. Foi estudar arquitetura em Paris, onde fez muitas amizades com pessoas relacionadas às artes. Nessa época conheceu o fotógrafo da Vogue, o Barão George Hoyningen-Huene e se apaixonou pela fotografia. Viajaram juntos para a Inglaterra, onde conheceu o também fotógrafo Cecil Beaton, que trabalhava para a mesma revista, e assim a tendência foi seguir o mesmo caminho e adotar a revista Vogue como o veículo para expor suas artes fotográficas. Se tornando assim uma referência na história da fotografia no século XX diante da sua contribuição artística.

Durante o período de 1931 e 1991, seu nome tornou-se lendário  e suas fotografias passaram a serem vistas como sinônimo de elegância, estilo e glamour inigualáveis. Nascido em 14 de agosto de 1906, Horst Paul Albert Bohrmann era o segundo filho de um casal classe média, Max Bohrmann e Klara Schoenbrodt. Os avanços, Horst como fotógrafo de reconhecido foi quando teve fotos de moda publicadas nas páginas da Vogue britânica em 1932, mostrando três fotos de moda e um retrato de página inteira da filha de Sir James Dunn, o patrono das artes e apoiador do surrealismo.









Sua primeira exposição foi exposta em La Plume d'Or em Paris em 1932. Ela foi comentada por um consagrado jornalista da revista The New Yorker, o que resultou que após a sua exibição, Horst instantaneamente era um artista famoso. Nesse período Horst fez um retrato da atriz Betti Davis, o primeiro de uma série de celebridades que iria fotografar durante sua vida. No embalo da sua carreira internacional, Horst alugou um apartamento em Nova York em 1937 e, época em que conheceu Coco Chanel, a quem Horst chamava de "a rainha da coisa toda". Um ano depois ele conheceu a diplomata britânica, Valentine Lawford, e viveram juntos como um casal até a morte Lawford, em 1991. Eles adotado e criado um filho, Richard J. Horst, juntos.

Quando a guerra foi declarada entre os EUA e a Alemanha, em dezembro de 1941. Horst até chegou a ser convocado para o serviço militar, mas ele não foi oficialmente matriculados até Julho de 1943, escapando da guerra e podendo se dedicar mais a suas fotografias. Em 21 de outubro ele recebeu sua cidadania norte-americana como Horst P. Horst. Foi justamente no período entre o final dos anos 30 e início dos anos 40 os anos mais produtivos, durante o qual se destacou no trabalho com 10 x 8 polegadas transparências coloridas, para sessões de retrato e moda. Um bom exemplo dessa "escapada" do período de guerra, foram alguns dos trabalhos que Horst teve a oportunidade de fazer como aconteceu durante o filme de Rita Hayworth Cover Girl (1944), ele teve o privilégio de fotografar as mais suntuosas estrelas de cinema, como Rita e Marilyn Monroe, ainda produziu capas em uma montagem de sete retratos diferentes da garota da capa Susann Shaw. E em 1945, Horst fotografou presidente dos EUA, Harry S. Truman, com quem ele se tornaria amigo, e assim seguiu fotografando cada Primeira-dama desse período pós-guerra, a convite da Casa Branca.


Já na década de 1950, longe da interferência do estúdio da editora da Vogue nova, Horst fez sua primeira viagem importante para a Áustria em 1952, para trabalhar em uma grande campanha publicitária com a modelo de Suzy Parker, que se tornaria uma grande estrela nos anos 1960 antes de tentar uma carreira no cinema. A década de 1960 começou bem para a Vogue americana e a Horst foi atribuído alguns dos principais editoriais da época e produziu uma série de imagens arquetípicas desta década energética. A década de 1970 continua a ser uma década atemporal onde os trabalhos para Horst ficaram escassos. No entanto, uma redescoberta de Horst por um novo grupo de entusiastas do seu estilo na década de 80 resultou em aumento dos trabalhos com a contratação de Horst para tirar nove fotografias que apareceram em Fevereiro de 1980. E se tornou em um dos trabalhos mais populares, vendendo 1,5 milhões de cópias. O que resultou num contrato para um livro com o editor James Watters.

A carreira Horst atingiu o status de "velho mestre" quando a mais famosa da deusa pop do mundo, Madonna, homenageou o célebre mestre da fotografia de moda clássica, em seu single Vogue em 1990. No vídeo, dirigido por David Fincher, ela posou como uma recriação de imagem Horst de moda mais emblemáticos, um modelo de visto de costas, vestindo um espartilho. Bruce Weber, um dos muitos fotógrafos influenciados por Horst, descreveu seus sentimentos sobre o trabalho de Horst em um documentário de televisão de 1992: "A elegância de suas fotografias... você levou para outro lugar, muito bonito... a qualidade intocável do povo é realmente interessante, pois dá-lhe algo de uma distância... É como ver alguém de outro mundo... e você quer saber quem é essa pessoa e você quer realmente conhecer essa pessoa e quer realmente nos apaixonar com essa pessoa".  Horst morreu em 1999, em sua casa localizada na Flórida, aos 93 anos de idade.

domingo, 21 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Playing For Change


Estava eu como de costume "caçando" novidades numa grande livraria no departamento de cd/dvd quando passo na frente da tv que fica passando alguns vídeos... rapidamente minha atenção se voltou para o que estava tocando naquele momento, as pessoas ao redor nem piscavam os olhos... a música era inebriante e as imagens enchiam os olhos de emoção diante de várias pessoas cantando músicas como "Stand By Me" e "One Love". Mas o que era aquilo? Quem cantores tão diferente eram aqueles? Não sabia de nada, só sabia que eu tinha gostado e pelo balando da música e a emoção prontamente peguei o último cd/dvd do "Playing For Change" e corri pro caixa pra pagar.

"Playing For Change" é uma delícia de ouvir. É daquele tipo de música que te leva ao nirvana pela simplicidade. E acima de tudo, por tudo que está por trás desse encantador projeto criado pelo engenheiro de som Mark Johnson, que num determinado momento andava por uma estação de metrô nova-iorquina, a caminho do trabalho, quando viu - e ouviu - dois monges vestindo túnicas brancas, um deles tocando violão com cordas de nylon, e o outro cantando. Quem já viajou pros EUA, por exemplo, sabe o quanto é comum encontrar ótimo artistas de rua tocando em lugares como estação de metrô ou simplesmente numa calçada movimentada. Mark então percebeu que envolta uma pequena multidão de pessoa atentas estavam alí paradas extasiadas com a música, algumas chorando, outras rindo. Dez anos depois, Johnson lançou o CD/DVD "Playing for Change: Songs around the world" - um projeto, que une músicos de rua de diversos lugares do mundo, resultado da idéia que nasceu naquela estação, com os monges.


"Vi ali a incrível habilidade que a música tem de aproximar as pessoas - conta o produtor. - Poucos entendiam as letras ou mesmo a língua, mas todos sentiam o poder da música. Então percebi que uma boa parte da melhor música que eu ouvia se encontrava na rua, no caminho do estúdio onde eu trabalhava. Decidi montar um estúdio de gravação móvel e procurar pelos momentos de música e inspiração onde eles estivessem." E assim Johnson e sua equipe viajaram por vários países descobrindo talentos de rua para juntos formar essa colcha de retalhos musical que se tornou o projeto "Playing For Change". 

É emocionante ver pessoas tão diferentes, de pessoas tão diferentes unidos simplesmente pela música. São artistas de rua - negros e brancos, árabes e muçulmanos, violoncelistas europeus e percussionistas indígenas - em seus locais de origem interpretando hinos pop que falam de paz, tolerância, amor e apelos por um mundo melhor. Todas essas gravações renderam um documentário em 2003, "Playing for Change", que mostrava músicos de três cidades americanas em ação. Mas, Johnson foi percebendo que o projeto poderia ser maior: "Poucos entendiam as letras ou mesmo a língua, mas todos sentiam o poder da música. Então percebi que uma boa parte da melhor música que eu ouvia se encontrava na rua."


"Eu estava em Santa Monica, Califórnia, quando ouvi Roger Ridley cantando "Stand by me" a um quarteirão de distância. Corri para assistir ao fim de sua apresentação e nunca mais fui o mesmo. Sua voz, alma e paixão nos levaram a buscar pelo mundo outros músicos para adicionar à sua gravação de "Stand by me" - lembra. - Essa canção transformou o projeto Playing for Change de um grupo pequeno de indivíduos num movimento global de paz e compreensão. A faixa traz 35 músicos de todo o mundo. Eles podem não ter se encontrado nunca, mas conversaram pela música.


"Stand by me" abre o CD/DVD, e Ridley e seu violão são os primeiros a serem ouvidos. Mas a gravação ainda inclui, entre outros, a voz e a gaita do americano Grandpa Elliott, as congas do espanhol Django "Bambolino" Degen, o violoncelo do russo Dimitri Dolgonov, o coral sul-africano Sinamuva e o cavaquinho do brasileiro - o único brasileiro do projeto em meio aos mais de cem músicos participantes - Cesar Pope, que gravou nos Arcos da Lapa. "Encontramos Cesar Pope em Barcelona. Sua energia era tão positiva que nos tornamos amigos instantaneamente - conta. - Amamos música brasileira, e esse foi o primeiro passo para aprendermos mais sobre ela." 

O repertório que se ouve e vê - os clipes do DVD potencializam a força dos encontros, ao mostrar as diferentes roupas, feições e cenários dos artistas - em "Playing for change: Songs around the world" inclui canções como "One love", "War" e "No more trouble" (as três de Bob Marley), "Talkin' bout a revolution" (Tracy Chapman), "A change is gonna come" (Sam Cooke) e "Stand by me" (também de Cooke, sucesso com John Lennon). As letras que falam de revolução, mudança e pacifismo, aliadas ao discurso de Johnson, remetem a antigas utopias dos anos 1960/70 - hippies, flower power, "faça amor, não faça guerra" e similares. Tecnologia à parte - afinal, o projeto só é possível graças a ela -, a impressão que se tem é que, no conceito, "Playing for Change" pertence a uma época passada e não aos dias atuais, aparentemente mais cínicos e pragmáticos.


A Fundação Playing For Change tem como objetivo conectar o mundo através da música, providenciando um local, instrumentos, programas educacionais, entre outros, para músicos em diferentes partes do mundo, além de apoiar projetos inspirados nas comunidades apresentadas no documentário Playing For Change. A Fundação está construindo uma escola em Gugulethu na África do Sul, um gueto onde os jovens terão acesso a música, informação e tecnologia podendo assim transformar suas vidas através da música. Em Dharamsala na Índia e em Kathmandu no Nepal, a Fundação está reconstruindo os centros para refugiados Tibetanos. Em conjunto com o poeta sul africano Lesego Rampolokeng e Bobby Rodwell, a Fundação trabalha na construção do Mehlo Arts Center em Johannesburgo na África do Sul. O centro de artes será uma escola para futuros escritores da área de Johannesburgo e Soweto. A comunidade do The Playing For Change é formada por artistas e pessoas que resolveram unir-se através da música e assim tem a oportunidade de colaborar com pessoas da sua vizinhança e de outros pontos no mundo.


Abaixo, vídeo que conta com a participação dos músicos: Roger Ridley, Grandpa Elliott, Wahsboard Chaz, Twin Eagle Drum Group, Roberto Luti, (EUA), Clarence Bekker (Holanda), Francois Viguié (França), Cesar Pope (Brasil), Dimitri Dolganov (Russia), Geraldo & Dionisio (Venezuela), Junior Kissangwa Mbouta (Congo), Pokei Klaas, Sinamuya, Vusi Mahlasela (África do Sul), Django Degen (Espanha) e Steffano Tomaselli (Itália), cantando a música “Stand by Me” de Ben E. King.



O projeto "Playing For Change", foi lançado em abril de 2009. Mas como música e solidariedade nunca são demais e são atemporais, vamos fazer nossa parte em incentivar esse maravilhoso projeto. Qualquer informação em como contribuir é só acessar o site oficial do projeto e fundação: http://playingforchange.com/ e http://playingforchange.org/