quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CARRO MENSCH: Lexus LFA 2011


Apresentado na Semana do Design de Milão em 2009, o Lexus esteve de novo em exibição no Tokyo Motor Show e como sempre atraiu todas as atenções. O Lexus LFA 2011 não é simplesmente um carro, é uma super-máquina que levou quase uma década para ser produzido, tempo que levou para aprender a construir suas próprias ferramentas até concretizar isso tudo. Para fazer o LFA, a Toyota criou um dos dois únicos teares circulares no mundo, então o utilizou para tecer simultaneamente um tubo de carbono dentro de outro. Construíram este sistema somente para fabricar as colunas A do carro.  
Algumas características próprias do Lexus, faz dele um carro pra lá de especial. Como por exemplo centro de gravidade baixo sem precedentes com 45 cm – localizado diretamente abaixo do aro do volante. uma característica convencional executada com perfeição, mas como chegaram a esse CdG é muito mais complicado. Primeiro, o motor está localizado bem recuado no compartimento, e ligado à transmissão de seis velocidades por um eixo de transmissão em carbono. Os resfriadores de óleo estão na frente do carro, enquanto os radiadores estão na traseira para ajudar na distribuição de peso, alimentados pelas entradas atrás das portas. Tudo isso cria uma distribuição dos 1480 kg em 48% para a dianteira e 52% para a traseira. Isso explica o CdG na horizontal, mas não na vertical, o que é atingido com uma instalação incrivelmente baixa do motor no carro, que empurra o centro de gravidade para baixo. Os pontos de fixação do motor e do transaxle (transeixo) estão localizados em quatro lugares, nos extremos da unidade. Tudo isso elimina os efeitos da distribuição de força no chassi.

Com o Lexus se pode chegar ao ponto de corte de combustível, em 9.500 rpm, em seis décimos de segundo. Isso é resultado de uma massa recíproca incrivelmente baixa. Usaram tecnologias desenvolvidas pelo programa da Toyota na Fórmula 1 para desenvolver o bloco, por exemplo, forjado nas mesmas instalações, usando as mesmas técnicas do motor de F1. O mesmo aconteceu com a transmissão, cujas seis velocidades são acionadas hidraulicamente por borboletas, com o sistema simples tradicional no lugar das embreagens duplas, com receio que as duas embreagens influenciassem negativamente a distribuição de peso no carro. A velocidade de troca de marchas é ajustável, levando apenas dois décimos de segundo no ajuste mais rápido, mas que pode ficar mais lento para um uso mais “macio” no dia a dia, coisa que ele não é mesmo no ajuste mais rápido. E ainda possui uma transição dos freios incrivelmente poderosos – discos com 38,9 cm de diâmetro com um monobloco Brembo acionado por seis pistões – para o acelerador supersensível não é tão suave, atualmente, quanto é necessário quando se dirige no limite da aderência. Mas estes LFAs são protótipos pré-produção, e serão aprimorados antes do inicio da produção agora em dezembro de 2010. A Lexus planeja “quebrar as fôrmas” após apenas 500 LFAs, e planeja construir cada carro de acordo com as necessidades dos clientes. Em tom de piada, a empresa estima haver cerca de “30 bilhões” de possíveis combinações.




O Lexus pode atingir uma velocidade máxima de "apenas" 325 km/h, um tempo de 0 a 100 de 3,7 segundos e um tempo de volta em Ring de 7:30, o LFA não é o sonho de consumo de um colecionador de recordes. Apenas 500 sortudos compradores do LFA comprarão o mais completo "pacote" já construído para um supercarro. Com uma capacidade tecnológica e desempenho, a Toyota conquista o patamar dos maiores fabricantes de carros esportivos do mundo. São carros como esse que projetam o futuro de montadoras e seus incríveis protótipos para uma nova era automotiva. E pra encerrar, sabe o preço desse sonho? Quase US$ 400.000!

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