quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Show Paul McCartney, eu fui!

A língua portuguesa é uma das mais ricas do mundo, contudo e ainda assim, não há palavras que possam descrever tudo o que foi o show de Paul McCartney no dia 21 em São Paulo.

Até para quem não é fã seria emocionante.

Além de toda a história que carrega este “senhor” de 68 anos, a sua alegria, vitalidade e energia em cima do palco é contagiante e eletrizante. Os portões abriram às 17h30, tinha gente acampado desde a quinta-feira, a fila dava voltas em todo o Morumbi s-e-m  e-x-a-g-e-r-o mas as pessoas não pareciam se importar, afinal aquilo tudo não era sacrifício era só um warm up para o show que viria logo depois.

O público era de várias partes do país e a julgar pelas bandeiras, alguns vizinhos latinos também estavam presentes juntando-se ao coro que gritava “Paul, Paul, Paul” sempre que o astro terminava uma canção ou fazia algum comentário em um português  arranhado.

Aliás, prova de gentileza digna de um “sir” tentar se comunicar na língua do público. Há quem fique falando porque ele estava lendo, mas há tantos que falam nossa língua e fazem show sem o mínimo de interação, como quem está só mesmo cumprindo contrato. Paul não, Paul arriscou gírias e rebolados para mostrar que respeitava aquelas 64 mil pessoas que o aplaudiam, riam, gritavam e choravam emocionadamente por estarem ali, diante de um sonho que se realizava numa super produção de tirar o fôlego.

Me perdoem (assim mesmo com o pronome oblíquo na frente) os confetes mas não tenho a menor pretensão de aqui, neste espaço, fazer um relato frio e imparcial de um momento mágico. Minha pretensão é de tentar passar nessas linhas o máximo possível da emoção que vivi e vi nas pessoas ao meu redor durante 03 horas de show inesquecíveis.

E por falar em pessoas, o público era bem eclético. Várias gerações de fãs se encontraram e cantaram juntos sucessos de Paul e dos Beatles. Famílias inteiras estavam presentes, com pai, mãe, avós, filhos e netos curtindo o mesmo som. Minutos antes de o show começar era perceptível a ansiedade e os olhos marejados de muita gente que parecia não acreditar que estava ali.

Quando Paul McCartney entrou no palco o estádio foi ao delírio. Dias, horas, uma eternidade de espera acabava ali, com o ex-beatle (será mesmo justo usar “ex”?) trajando calça preta, camisa branca e um blazer azul. Foi dada a largada para uma das noites mais importante, inesquecível, extraordinária da vida das milhares de pessoas que lotaram o estádio.

Paul seguiu o setlist da turnê (no segundo dia houve surpresas e alterações) abrindo o show com Venus and Mars/Rock  Show, seguidas por Jet e All My Loving (ver setlist completo aqui). Não dá para descrever os melhores momentos, mas alguns foram realmente tocantes, quando ele tocou My Love  dedicada a Linda (e fez questão de dizer: “essa música eu fiz para minha gatinha”) , Here Today em homenagem a Lennon e Something para lembrar George Harrison.

And I Love Her” e “Blackbird” também chamaram a atenção, principalmente o telão da segunda que parecia ter imagens em 3D. Antes de iniciar Ob-la- di, Ob-la-da Paul pediu para que todos cantassem com ele para depois emendar com “ vocês já estão cantando todas mesmo” o que demonstrou a emoção dele ao ter TODAS as músicas cantadas pela platéia.

A Day in the Life/Give Peace a Chance” com certeza fez muita gente pensar: “se estamos todos aqui unidos por Paul por que não nos unirmos em outras situações também?”  A sincronia das “Olas” feitas várias vezes pelas arquibancadas mostravam o quanto estavam todos envolvidos, atentos e dispostos a fazer daquele show um grande momento em todos os sentidos.

Os balões brancos agitados enquanto o telão exibia o símbolo da paz e Paul puxava o coro “give peace a chance” foi como uma oração aos céus pela paz e amor ao próximo. Arrepiante até para a mais cética das criaturas.

Let It be” dispensa comentários, mas vale dizer que a partir deste momento esta narradora não mais conteve a emoção inside e colocou para outside tudo o que sentia através de lágrimas e aposto que muita gente fez igual!

Para quem estava ligado no setlist sabia que Let It Be anunciava o apogeu de efeitos visuais do show com Live and Let Die. Dito e feito. Todo mundo parecia realmente esperar pelos fogos sincronizados com os acordes da canção que foi trilha sonora de ninguém mais ninguém menos que 007, o espião mais famoso de todos os tempos. Os gritos (inclusive e principalmente os meus) acompanharam a queima de fogos que poderia ser vista do alto dos céus de São Paulo e levou todos a loucura. Por falar em céu vale dizer que este show foi presenteado por uma lua cheia em tons de laranja que mais parecia uma espectadora nobre do que um astro celestial.

Hey Jude anunciava o fim do show e mais uma vez o público mostrou que conhecia as letras e cantou junto com o astro que se despediu com a banda ao final da canção. Aliás, que banda! Dava pra ver a emoção dos músicos por estarem ali com ele, Paul McCartney. O baterista era uma alegria só e durante Dance Tonight fez passinhos que renderam gargalhadas e a certeza que Paul não era o único músico simpático no palco.

Como era esperado, todos voltaram ao palco para o primeiro “bis” que começou com Day Tripper. Já o segundo teve início com Yesterday, que, aliás, devia estar sendo bastante aguardada devido a reação do público. O rock and roll tomou conta quando Paul tocou Helter Skelter e os tiozões de camiseta preta e cabelos longos grisalhos foram ao delírio!

The End” significava exatamente isto, o fim do show, mas o começo de lembranças que ecoarão por toda a vida de quem esteve presente no estádio do Morumbi das 21h30 às 24h30 do dia 21 de novembro de 2010 ao virem entre tantas outras coisas, Paul carregar a bandeira brasileira junto da britânica em um sinal de agradecimento.

Eu vivi isso. Isso vai viver em mim para sempre.


SERVIÇO
Dados da viagem MENSCH
Cia Aérea: TAM – www.tam.com.br
Hotel: Panamericano – Rua Augusta, 778 - Consolação, São Paulo, 01305-000 (11) 3231-0312

CARRO MENSCH: Lexus LFA 2011


Apresentado na Semana do Design de Milão em 2009, o Lexus esteve de novo em exibição no Tokyo Motor Show e como sempre atraiu todas as atenções. O Lexus LFA 2011 não é simplesmente um carro, é uma super-máquina que levou quase uma década para ser produzido, tempo que levou para aprender a construir suas próprias ferramentas até concretizar isso tudo. Para fazer o LFA, a Toyota criou um dos dois únicos teares circulares no mundo, então o utilizou para tecer simultaneamente um tubo de carbono dentro de outro. Construíram este sistema somente para fabricar as colunas A do carro.  
Algumas características próprias do Lexus, faz dele um carro pra lá de especial. Como por exemplo centro de gravidade baixo sem precedentes com 45 cm – localizado diretamente abaixo do aro do volante. uma característica convencional executada com perfeição, mas como chegaram a esse CdG é muito mais complicado. Primeiro, o motor está localizado bem recuado no compartimento, e ligado à transmissão de seis velocidades por um eixo de transmissão em carbono. Os resfriadores de óleo estão na frente do carro, enquanto os radiadores estão na traseira para ajudar na distribuição de peso, alimentados pelas entradas atrás das portas. Tudo isso cria uma distribuição dos 1480 kg em 48% para a dianteira e 52% para a traseira. Isso explica o CdG na horizontal, mas não na vertical, o que é atingido com uma instalação incrivelmente baixa do motor no carro, que empurra o centro de gravidade para baixo. Os pontos de fixação do motor e do transaxle (transeixo) estão localizados em quatro lugares, nos extremos da unidade. Tudo isso elimina os efeitos da distribuição de força no chassi.

Com o Lexus se pode chegar ao ponto de corte de combustível, em 9.500 rpm, em seis décimos de segundo. Isso é resultado de uma massa recíproca incrivelmente baixa. Usaram tecnologias desenvolvidas pelo programa da Toyota na Fórmula 1 para desenvolver o bloco, por exemplo, forjado nas mesmas instalações, usando as mesmas técnicas do motor de F1. O mesmo aconteceu com a transmissão, cujas seis velocidades são acionadas hidraulicamente por borboletas, com o sistema simples tradicional no lugar das embreagens duplas, com receio que as duas embreagens influenciassem negativamente a distribuição de peso no carro. A velocidade de troca de marchas é ajustável, levando apenas dois décimos de segundo no ajuste mais rápido, mas que pode ficar mais lento para um uso mais “macio” no dia a dia, coisa que ele não é mesmo no ajuste mais rápido. E ainda possui uma transição dos freios incrivelmente poderosos – discos com 38,9 cm de diâmetro com um monobloco Brembo acionado por seis pistões – para o acelerador supersensível não é tão suave, atualmente, quanto é necessário quando se dirige no limite da aderência. Mas estes LFAs são protótipos pré-produção, e serão aprimorados antes do inicio da produção agora em dezembro de 2010. A Lexus planeja “quebrar as fôrmas” após apenas 500 LFAs, e planeja construir cada carro de acordo com as necessidades dos clientes. Em tom de piada, a empresa estima haver cerca de “30 bilhões” de possíveis combinações.




O Lexus pode atingir uma velocidade máxima de "apenas" 325 km/h, um tempo de 0 a 100 de 3,7 segundos e um tempo de volta em Ring de 7:30, o LFA não é o sonho de consumo de um colecionador de recordes. Apenas 500 sortudos compradores do LFA comprarão o mais completo "pacote" já construído para um supercarro. Com uma capacidade tecnológica e desempenho, a Toyota conquista o patamar dos maiores fabricantes de carros esportivos do mundo. São carros como esse que projetam o futuro de montadoras e seus incríveis protótipos para uma nova era automotiva. E pra encerrar, sabe o preço desse sonho? Quase US$ 400.000!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

VAIDADE MENSCH: Pelos, como tê-los

Como já sabemos, em geral os homens são mais peludos que as mulheres devida a composição genética e hormônios masculinos. Para muitos homens, a masculinidade ainda se encontra na quantidade de pelos que se carrega. Pensamento antigo que hoje em dia está indo literalmente pro ralo junto com os pelos da macharada por aí. Aparar os pelos não afeta a masculinidade de ninguém, pelo contrário até atiça a libido e desperta a atenção feminina. Sem falar no aspecto de higiene e bem estar.
A moda de depilar o peito que tomou conta dos malhadores convictos e atletas em geral se expandiu e fez nascer um outro grupo de adeptos, os que estão depilando o corpo todo. Os números comprovam essa tendência. Numa pesquisa encomendada pela Philips comprovou que 72% dos brasileiros fazem algum tipo de intervenção nos pelos do corpo. E ainda mostrou que os homens estão aparando, raspando ou depilando pelos inclusive (principalmente) da área íntima. Por exemplo, a depilação dos pelo pubianos foi aprovada por 90% das leitoras da revista NOVA. Clínicas estéticas cada vez se preparam para esse novo público e empresas investem em novos produtos nessa linha.

Segundo relato feito à revista masculina VIP por uma proprietária de clínica estética, a tendência é só aumentar: "atendo de dez a quinze clientes por dia. E a cada dez, quatro ou cinco depilam a virilha". E ainda acrescentou: "Geralmente é a mulher ou a namorada que os trazem aqui.". Segundo o proprietário de outra clínica, o que levam os homens à depilação íntima são higiene e estética. Ainda segundo entrevistas feitas pela VIP, um dentista carioca de 37 anos afirmou "Não que eu não goste de pelos, só não gosto deles em determinados momentos e regiões".

Mas antes de tudo é necessário que a pele esteja saudável, que não se encontre em processos inflamatórios, tais como: Acnes, foliculites, herpes, micoses, psoríase, entre outras. Não há restrições nos casos de vitiligo, melasma (manchas causadas pela exposição excessiva ao sol), varizes. A pele é a capa que recobre o corpo humano. Sua espessura varia de acordo com a região do corpo, com a faixa etária do individuo e com o gênero. A pele é formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme.

Os pelos são hastes queratinizadas produzidos pelos folículos pilosos. Sua espessura varia de alguns centésimos de milímetro até 0,30mm. O pelo varia também em função da etnia. O pêlo é estruturado em duas partes: a raiz (que fica dentro do folículo piloso) e a haste ou talo (que fica fora do folículo piloso). Para cada processo depilatório há formas diferentes de remoção dos pêlos. Os processos com lâminas, alguns depilatórios elétricos, cremes e loções depilatórias fazem a remoção dos pêlos pelo corte dos mesmos na haste ou talo. Já os processos com ceras, eletrocoagulação, laser e pinça fazem a remoção pela raiz, resultando num tempo maior entre uma depilação e outra. Uma depilação mal feita pode resultar em uma pele coberta de micro inflamações, parecidas com espinhas, além de coçar bastante. Se você quer partir para outro método, a dica é uma depilação a laser. Menos dolorosa para a pele, porém mais dolorosa pro bolso. O aconselhado é usar o laser apenas nas regiões das costas, tórax e orelhas.

Por outro lado há os que preferem um meio termo, ou seja, simplesmente aparar os pelos do corpo. É uma forma de higiene que resulta numa aparência bem cuidada e que em geral ajuda a diminuir a quantidade de suor no corpo. Principalmente para que mora em regiões quentes e durante o verão. Para isso, hoje em dia já existem uma série de maquininhas propícias para aparar os pelos sem afetar o crescimento do pelo ou agredir a pele. Com esses aparelhos ainda é possível optar pelo tamanho que se deseje que os pelos fiquem. É a forma ideal para domar os pelos do tórax, axilas, pernas e partes íntimas. Veja o quadro e escolha a melhor forma que se adéqua a seu estilo:

obs.: Se precisar ver a foto maior é só clicar nela.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Amy Winehouse no Brasil


Então prepare a rehab, porque a produtora Mondo Entretenimento confirmou as apresentações de “Êmi RaizeRaize” nas cidades de  Florianópolis, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Além da nossa “heroína” do rock-blues, haverá apresentação de duas revelações da soul music, que irão abrir os show; os cantores americanos Janelle Mona e Mayer Hawtorne.
Não se sabe ao certo o que Amy irá cantar nas suas apresentações, já que desde o lançamento de Black to Back, nenhum projeto foi finalizado, talvez porque tenha passado o ano de 2009 na rehab, no Caribe. 
Com a sua vida pessoal “agitada” e depois da sua apresentação do Rock in Rio Lisboa, muitos estão com receio de que ela realmente venha ao Brasil. Amy entrou em palco bêbada, com um hematoma no pescoço e uma ligadura na mão que a impedia de segurar no microfone, além de rouca. Por conta disto, pediu desculpas e chorou diante de mais de cem mil pessoas presentes.
Na sua ultima apresentação, no festival de Glanstobury, Amy cantou bem durante uma hora, até que um fã jogou um objeto na sua cabeleira, o que fez com que Amy tivesse uma reação agressiva, avançando na multidão e tentando dar socos no rapaz. Conclusão Brasil; não joguem nenhum “bagulho” nela e fiquem longe do palco, esqueça o front stage.
Após esses incidentes, ela gravou um single que já é sucesso no mundo todo, “it’s my party”, uma regravação de Quincy Jones dos anos 60, também, sua gravadora confirma o lançamento do seu novo álbum em dezembro deste ano, então quem sabe nos iremos escutar suas novas músicas.
http://www.youtube.com/watch?v=5jYQrTYTfkA

É incontestável que Amy tem uma das melhores vozes do mundo, e mesmo com tudo que vem ocorrendo nos últimos tempos, não diminui a admiração dos seus fãs e o seu carisma. Afinal ela é vencedora de cinco Gramys e incontáveis premiações. O que torna esses shows ainda mais aguardado, é o retorno da cantora após a reabilitação, e sem dúvida uma nova fase na sua carreira. Os produtores que escutaram as músicas do novo álbum afirma que são excelentes e que tem material para três discos.
Especula-se que Amy irá lucrar em média R$ 800.000,00 nas quatro apresentações que irá fazer no Brasil e mais uma no exterior. Confira local e data das apresentações:
Quanto ao preço dos ingressos, a Mondo Entretenimento confirmou os valores dos shows do Rio (entre R$ 700, pista premier e camarotes, e R$ 180 cadeira nível 3) - e em Florianópolis (R$ 300, camarote, e R$ 100, pista).

Para Recife os ingressos começam a ser vendidos no dia 1º no site www.ingressorapido.com.br O preços são o seguinte:  R$ 300 frontstage (para quatro mil pessoas) e R$ 200 pista (para 8 mil pessoas), esse setor terá meia entrada. Os pontos de venda ainda não estão definidos. O festival começará às 21h, seguindo a seguinte ordem de apresentações: Mayer Hawtorne, Janelle Monae e Amy. Os ingressos já estão à venda para outras cidades, e poderão ser comprados pelo site, www.livepass.com.br , ou  pelo telefone 4003-1527 (custo de ligação local).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PORTFOLIO MENSCH: Horst P. Horst


Filho de um merchant bem conceituado, Horst nasceu na cidade alemã de Weissenfels-an-der-Saale. Quando adolescente, conheceu a bailarina Eva Weidemann na casa de uma tia o que fez despertar o interesse pela arte de vanguarda. Foi estudar arquitetura em Paris, onde fez muitas amizades com pessoas relacionadas às artes. Nessa época conheceu o fotógrafo da Vogue, o Barão George Hoyningen-Huene e se apaixonou pela fotografia. Viajaram juntos para a Inglaterra, onde conheceu o também fotógrafo Cecil Beaton, que trabalhava para a mesma revista, e assim a tendência foi seguir o mesmo caminho e adotar a revista Vogue como o veículo para expor suas artes fotográficas. Se tornando assim uma referência na história da fotografia no século XX diante da sua contribuição artística.

Durante o período de 1931 e 1991, seu nome tornou-se lendário  e suas fotografias passaram a serem vistas como sinônimo de elegância, estilo e glamour inigualáveis. Nascido em 14 de agosto de 1906, Horst Paul Albert Bohrmann era o segundo filho de um casal classe média, Max Bohrmann e Klara Schoenbrodt. Os avanços, Horst como fotógrafo de reconhecido foi quando teve fotos de moda publicadas nas páginas da Vogue britânica em 1932, mostrando três fotos de moda e um retrato de página inteira da filha de Sir James Dunn, o patrono das artes e apoiador do surrealismo.









Sua primeira exposição foi exposta em La Plume d'Or em Paris em 1932. Ela foi comentada por um consagrado jornalista da revista The New Yorker, o que resultou que após a sua exibição, Horst instantaneamente era um artista famoso. Nesse período Horst fez um retrato da atriz Betti Davis, o primeiro de uma série de celebridades que iria fotografar durante sua vida. No embalo da sua carreira internacional, Horst alugou um apartamento em Nova York em 1937 e, época em que conheceu Coco Chanel, a quem Horst chamava de "a rainha da coisa toda". Um ano depois ele conheceu a diplomata britânica, Valentine Lawford, e viveram juntos como um casal até a morte Lawford, em 1991. Eles adotado e criado um filho, Richard J. Horst, juntos.

Quando a guerra foi declarada entre os EUA e a Alemanha, em dezembro de 1941. Horst até chegou a ser convocado para o serviço militar, mas ele não foi oficialmente matriculados até Julho de 1943, escapando da guerra e podendo se dedicar mais a suas fotografias. Em 21 de outubro ele recebeu sua cidadania norte-americana como Horst P. Horst. Foi justamente no período entre o final dos anos 30 e início dos anos 40 os anos mais produtivos, durante o qual se destacou no trabalho com 10 x 8 polegadas transparências coloridas, para sessões de retrato e moda. Um bom exemplo dessa "escapada" do período de guerra, foram alguns dos trabalhos que Horst teve a oportunidade de fazer como aconteceu durante o filme de Rita Hayworth Cover Girl (1944), ele teve o privilégio de fotografar as mais suntuosas estrelas de cinema, como Rita e Marilyn Monroe, ainda produziu capas em uma montagem de sete retratos diferentes da garota da capa Susann Shaw. E em 1945, Horst fotografou presidente dos EUA, Harry S. Truman, com quem ele se tornaria amigo, e assim seguiu fotografando cada Primeira-dama desse período pós-guerra, a convite da Casa Branca.


Já na década de 1950, longe da interferência do estúdio da editora da Vogue nova, Horst fez sua primeira viagem importante para a Áustria em 1952, para trabalhar em uma grande campanha publicitária com a modelo de Suzy Parker, que se tornaria uma grande estrela nos anos 1960 antes de tentar uma carreira no cinema. A década de 1960 começou bem para a Vogue americana e a Horst foi atribuído alguns dos principais editoriais da época e produziu uma série de imagens arquetípicas desta década energética. A década de 1970 continua a ser uma década atemporal onde os trabalhos para Horst ficaram escassos. No entanto, uma redescoberta de Horst por um novo grupo de entusiastas do seu estilo na década de 80 resultou em aumento dos trabalhos com a contratação de Horst para tirar nove fotografias que apareceram em Fevereiro de 1980. E se tornou em um dos trabalhos mais populares, vendendo 1,5 milhões de cópias. O que resultou num contrato para um livro com o editor James Watters.

A carreira Horst atingiu o status de "velho mestre" quando a mais famosa da deusa pop do mundo, Madonna, homenageou o célebre mestre da fotografia de moda clássica, em seu single Vogue em 1990. No vídeo, dirigido por David Fincher, ela posou como uma recriação de imagem Horst de moda mais emblemáticos, um modelo de visto de costas, vestindo um espartilho. Bruce Weber, um dos muitos fotógrafos influenciados por Horst, descreveu seus sentimentos sobre o trabalho de Horst em um documentário de televisão de 1992: "A elegância de suas fotografias... você levou para outro lugar, muito bonito... a qualidade intocável do povo é realmente interessante, pois dá-lhe algo de uma distância... É como ver alguém de outro mundo... e você quer saber quem é essa pessoa e você quer realmente conhecer essa pessoa e quer realmente nos apaixonar com essa pessoa".  Horst morreu em 1999, em sua casa localizada na Flórida, aos 93 anos de idade.

domingo, 21 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Playing For Change


Estava eu como de costume "caçando" novidades numa grande livraria no departamento de cd/dvd quando passo na frente da tv que fica passando alguns vídeos... rapidamente minha atenção se voltou para o que estava tocando naquele momento, as pessoas ao redor nem piscavam os olhos... a música era inebriante e as imagens enchiam os olhos de emoção diante de várias pessoas cantando músicas como "Stand By Me" e "One Love". Mas o que era aquilo? Quem cantores tão diferente eram aqueles? Não sabia de nada, só sabia que eu tinha gostado e pelo balando da música e a emoção prontamente peguei o último cd/dvd do "Playing For Change" e corri pro caixa pra pagar.

"Playing For Change" é uma delícia de ouvir. É daquele tipo de música que te leva ao nirvana pela simplicidade. E acima de tudo, por tudo que está por trás desse encantador projeto criado pelo engenheiro de som Mark Johnson, que num determinado momento andava por uma estação de metrô nova-iorquina, a caminho do trabalho, quando viu - e ouviu - dois monges vestindo túnicas brancas, um deles tocando violão com cordas de nylon, e o outro cantando. Quem já viajou pros EUA, por exemplo, sabe o quanto é comum encontrar ótimo artistas de rua tocando em lugares como estação de metrô ou simplesmente numa calçada movimentada. Mark então percebeu que envolta uma pequena multidão de pessoa atentas estavam alí paradas extasiadas com a música, algumas chorando, outras rindo. Dez anos depois, Johnson lançou o CD/DVD "Playing for Change: Songs around the world" - um projeto, que une músicos de rua de diversos lugares do mundo, resultado da idéia que nasceu naquela estação, com os monges.


"Vi ali a incrível habilidade que a música tem de aproximar as pessoas - conta o produtor. - Poucos entendiam as letras ou mesmo a língua, mas todos sentiam o poder da música. Então percebi que uma boa parte da melhor música que eu ouvia se encontrava na rua, no caminho do estúdio onde eu trabalhava. Decidi montar um estúdio de gravação móvel e procurar pelos momentos de música e inspiração onde eles estivessem." E assim Johnson e sua equipe viajaram por vários países descobrindo talentos de rua para juntos formar essa colcha de retalhos musical que se tornou o projeto "Playing For Change". 

É emocionante ver pessoas tão diferentes, de pessoas tão diferentes unidos simplesmente pela música. São artistas de rua - negros e brancos, árabes e muçulmanos, violoncelistas europeus e percussionistas indígenas - em seus locais de origem interpretando hinos pop que falam de paz, tolerância, amor e apelos por um mundo melhor. Todas essas gravações renderam um documentário em 2003, "Playing for Change", que mostrava músicos de três cidades americanas em ação. Mas, Johnson foi percebendo que o projeto poderia ser maior: "Poucos entendiam as letras ou mesmo a língua, mas todos sentiam o poder da música. Então percebi que uma boa parte da melhor música que eu ouvia se encontrava na rua."


"Eu estava em Santa Monica, Califórnia, quando ouvi Roger Ridley cantando "Stand by me" a um quarteirão de distância. Corri para assistir ao fim de sua apresentação e nunca mais fui o mesmo. Sua voz, alma e paixão nos levaram a buscar pelo mundo outros músicos para adicionar à sua gravação de "Stand by me" - lembra. - Essa canção transformou o projeto Playing for Change de um grupo pequeno de indivíduos num movimento global de paz e compreensão. A faixa traz 35 músicos de todo o mundo. Eles podem não ter se encontrado nunca, mas conversaram pela música.


"Stand by me" abre o CD/DVD, e Ridley e seu violão são os primeiros a serem ouvidos. Mas a gravação ainda inclui, entre outros, a voz e a gaita do americano Grandpa Elliott, as congas do espanhol Django "Bambolino" Degen, o violoncelo do russo Dimitri Dolgonov, o coral sul-africano Sinamuva e o cavaquinho do brasileiro - o único brasileiro do projeto em meio aos mais de cem músicos participantes - Cesar Pope, que gravou nos Arcos da Lapa. "Encontramos Cesar Pope em Barcelona. Sua energia era tão positiva que nos tornamos amigos instantaneamente - conta. - Amamos música brasileira, e esse foi o primeiro passo para aprendermos mais sobre ela." 

O repertório que se ouve e vê - os clipes do DVD potencializam a força dos encontros, ao mostrar as diferentes roupas, feições e cenários dos artistas - em "Playing for change: Songs around the world" inclui canções como "One love", "War" e "No more trouble" (as três de Bob Marley), "Talkin' bout a revolution" (Tracy Chapman), "A change is gonna come" (Sam Cooke) e "Stand by me" (também de Cooke, sucesso com John Lennon). As letras que falam de revolução, mudança e pacifismo, aliadas ao discurso de Johnson, remetem a antigas utopias dos anos 1960/70 - hippies, flower power, "faça amor, não faça guerra" e similares. Tecnologia à parte - afinal, o projeto só é possível graças a ela -, a impressão que se tem é que, no conceito, "Playing for Change" pertence a uma época passada e não aos dias atuais, aparentemente mais cínicos e pragmáticos.


A Fundação Playing For Change tem como objetivo conectar o mundo através da música, providenciando um local, instrumentos, programas educacionais, entre outros, para músicos em diferentes partes do mundo, além de apoiar projetos inspirados nas comunidades apresentadas no documentário Playing For Change. A Fundação está construindo uma escola em Gugulethu na África do Sul, um gueto onde os jovens terão acesso a música, informação e tecnologia podendo assim transformar suas vidas através da música. Em Dharamsala na Índia e em Kathmandu no Nepal, a Fundação está reconstruindo os centros para refugiados Tibetanos. Em conjunto com o poeta sul africano Lesego Rampolokeng e Bobby Rodwell, a Fundação trabalha na construção do Mehlo Arts Center em Johannesburgo na África do Sul. O centro de artes será uma escola para futuros escritores da área de Johannesburgo e Soweto. A comunidade do The Playing For Change é formada por artistas e pessoas que resolveram unir-se através da música e assim tem a oportunidade de colaborar com pessoas da sua vizinhança e de outros pontos no mundo.


Abaixo, vídeo que conta com a participação dos músicos: Roger Ridley, Grandpa Elliott, Wahsboard Chaz, Twin Eagle Drum Group, Roberto Luti, (EUA), Clarence Bekker (Holanda), Francois Viguié (França), Cesar Pope (Brasil), Dimitri Dolganov (Russia), Geraldo & Dionisio (Venezuela), Junior Kissangwa Mbouta (Congo), Pokei Klaas, Sinamuya, Vusi Mahlasela (África do Sul), Django Degen (Espanha) e Steffano Tomaselli (Itália), cantando a música “Stand by Me” de Ben E. King.



O projeto "Playing For Change", foi lançado em abril de 2009. Mas como música e solidariedade nunca são demais e são atemporais, vamos fazer nossa parte em incentivar esse maravilhoso projeto. Qualquer informação em como contribuir é só acessar o site oficial do projeto e fundação: http://playingforchange.com/ e http://playingforchange.org/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

MENSCH ENTREVISTA: Fernando Deluqui



Afinal o que é o sucesso? Para muitos é ser reconhecido na rua e ter seu nome estampado nas capas de revista. Para o músico e guitarrista da extinta banda RPM, Fernando Deluqui, sucesso é se descobrir feliz e completo com a vida que conquistou com a maturidade da vida. Sucesso para Fernando Deluqui é sua família e seus amigos. Sucesso para Deluqui foi ter passado pelo furação RPM, com altos e baixos e sobreviver a tudo isso de pé, honrado e pronto pra encarar uma nova fase. Conheça um pouco mais desse grande músico e uma grata pessoa.

Como você se descobriu guitarrista? Como foi seu início até chegar no RPM?
Com amigos tocando no Colégio São Luiz. Havia uma turma de músicos e fundamos um trio para tocar músicas de Jimi Hendrix e Johnny Winter. Mas lá eu ainda tocava o contra baixo elétrico. Com o tempo pude comprar uma Fender Stratocaster que é o modelo pelo qual me apaixonei e uso até hoje.

Proveta Negra. Esse nome tem a ver com as aulas de química do ginásio?
Sim, era o nome de uma pré-banda...rs...era mais uma tiração de sarro que fiz para um festival do mesmo colégio. Fomos expulsos do festival.

Qual cena foi inesquecível (positivamente) da época do RPM?
Há os mega show da Praça da Apoteose e Estádio do Palmeiras em São Paulo. Há outras imagens mas não sei o que aconteceu a onde, pois foram muitos momentos passados em pouco tempo. Você não conecta o acontecimento ao lugar verdadeiro onde aconteceu.


RPM. Uma banda que chegou a ser comparada com os Beatles tamanho o sucesso no Brasil. Como foi ou é ter feito parte dessa história? O que ficou disso tudo?
Ficou um grande aprendizado e uma plataforma para o meu trabalho solo, pois sempre se lembram de mim no RPM.

Como você vê o rock brasileiro atual? Mais comercial? Mais comprometimento com lucro do que com a idéia de revolucionar algo?
O rock, como outros estilos, vai evoluindo e criando novas ondas que seguem estéticas e maneirismos próprios. Acho que as novas bandas hap, emo ou sei lá o que, estão evoluindo e começando a apresentar bons frutos. Escutei uma boa música do NX Zero, conheci a rapaziada do Strike de quem eu gostava anteriormente e vi uma entrevista com a banda Restart que achei interessante. Creio que com trabalho vão crescer...

Nasi, Schiavon e Paulo Ricardo, quem são eles na sua vida?
O Nasi nunca mais vi, o Paulo Ricardo e Luiz Schiavon estão sempre na minha vida. É como uma ex mulher mãe de seus filhos. Quer queira ou não você vai ter um relacionamento até o fim da vida....rs...

Surf e música, qual o melhor de cada um?
O bem estar que os dois trazem, isso sem contar a grana do segundo...rs...

Eu estava lendo um texto que dizia que ser homem implica na capacidade de se reinventar, por determinação própria ou do destino. Como foi pra você o recomeçar?
Foi acontecendo tudo junto pois as contas não param. Quando a banda acabou fui para frente e aprendi a cantar rapidamente. Logo estava fazendo shows com repertório de Chuck Berry, The Rolling Stones e Jimi Hendrix. Essa coisa do rock´n roll. Depois me exilei num estúdio em Sampa para gravar o que seria o meu primeiro CD individual. Depois, para apresentar ao vivo esse CD foi muito difícil... percebi que o povo gosta mesmo é de músicas conhecidas. Acabei me especializando em reinventar clássicos do pop rock de Raul Seixas (toca Raul), Legião Urbana, Kiko Zambianchi e outros que estão à disposição em DOWNLOAD no site www.fernandodeluqui.com.br.

Rock, ondas, fãs, viagens como é viver isso tudo no auge da juventude?
É o sonho da tríade "sexo, drogas e rock´n roll" se realizando. Depois com o tempo você percebe que essa tríade não é perfeita... rs... Eu diria que o bem estar é o caminho para a felicidade.


Quem é Virgínia Carvalho para Fernando Deluqui?
A Vi, minha mulher, é um doce. Me colocou nos eixos da vida agradável. Quando a conheci eu estava buscando uma estabilidade da qual o tal bem estar de que estou falando fazia parte e ela me ensinou isso. Foi um redirecionamento que tornou minha vida muito, mas muito mais produtiva. Tudo em termos de gerenciamento de carreira, financeiro e documentos eu aprendi com ela. A mulher é dura nas contas pois é filha de seu Geraldo Carvalho que foi fiscal de rendas da Fazenda.  Não tente enganá-la em contratos...rs

Roqueiro faz mesmo muito sucesso entre a mulherada?
É como jogador de futebol ou qualquer outra pessoa que tenha alguma visibilidade... Tem mulher que não se agüenta na frente de famoso... é descarado mesmo...parece que se encostar no famoso vai ficar famosa também...rs...Se der então... rs

Como foi a experiência de tocar com os engenheiros?
Também foi muito agitado pois o CD "Simples de Coração" foi um sucesso e saímos em turnê pelo Brasil por mais de um ano. Além disso a banda estava em reformulação e as disputas por espaço dentro da mesma geraram episódios memoráveis. Mas eu estava cansando daquele modus operandi competitivo e logo, em 1996, abandonei o projeto para tentar conquistar minha liberdade através de uma banda própria. Deu certo.

Música nova, banda própria... como está a vida e a carreira hoje?
Acabo de lançar meu novo single "Eu só te quero do meu lado" que acaba de entrar no FM (Mitsubishi FM e 107,3 FMem São Paulo. É o início de uma parceria com Ray Z, um dos responsáveis pelo atual pop e rock gaúcho, tendo emplacado nas rádios de lá os últimos singles das bandas Bidê ou Balde e Nenhum de Nós. Todo mundo está gostando e quem quiser escutar é só acessar www.fernandodeluqui.com.br. A banda própria que é conhecida pelo meu nome mesmo (o show é anunciado assim: SHOW COM FERNANDO DELUQUI, GUITARRISTA DA BANDA RPM) vai bem obrigado.

Estamos tocando quase toda semana, com shows cheios e receptividade invariavelmente boa. Esse ano de 2010 foi o melhor para nós com a melhor média no que diz respeito ao número de shows. Misturo os sucessos da minha carreira solo (escute no www.fernandodeluqui.com.br) às inspiradas releituras do pop e do rock que faço com tanto carinho. Quem vai ao show percebe na hora que está assistindo uma apresentação bem cuidada. No dia 3 de dezembro faço show em São Paulo no Acústica SP (http://www.acusticasp.com/) que é uma casa muito bacana. Esse show promete pois estou num momento bom graças a todo o trabalho que agora vem sendo reconhecido. Também estou chamando meus amigos dos anos 80 e músicos da nova geração para tornar o show do dia 3 de dezembro mais rico.

Passado o furacão RPM, as desavenças, agora no comando da sua carreira, discos gravados e sua vida nos trilhos como sempre desejou... Agora você se sente feliz, realizado? Ainda falta algo?
Parece que sempre falta algo se você não se policia nesse sentido. Eu tento ser feliz com o que tenho e viver cada dia como se fosse o último pois é isso mesmo que está acontecendo. Logo não estaremos mais aqui na terra. Mas estou com quase 50 anos de idade e sinto muita energia comigo. Energia para continuar tocando por muitos anos ainda. Enquanto eu tiver saúde e família por perto estarei bem. 

Hoje, que valores você cultiva? Que qualidades você persegue? O que você quer do futuro?
Tento me relacionar com pessoas que me dão valor. Pessoas que gostam de mim como eu sou. Esse negócio de ir trabalhar e aguentar pití e conversa mole de gente autoritária não está com nada. Descobri que o stress é a principal causa de doenças graves com o câncer. Sei que tudo tem preço nessa vida, mas tento escolher caminhos que não vão me agredir. Caminhos dos quais não vou me arrepender de ter escolhido. Sempre que posso tento pegar as minhas ondinhas e aloçar com amigos e familiares que é o que me traz prazer. E a música sempre é bem vinda... rs...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Beatlemania


De 1962 a 1970 o mundo ouviu, viu e viveu a presença marcante dos Beatles. Paul, Lennon, George e Ringo formaram  a maior banda de todos os tempos e até hoje, décadas após seu “fim oficial” sucessos como Love me do,Yesterday, And I Love Her, entre tantas outras, embalam a trilha sonora da vida de muita gente. Gente que viveu a era Beatles e gente que sequer era nascida na época do The Fab Four, como a banda era conhecida.
Como explicar tamanha admiração, amor e Beatlemania?
Mensch entrevistou 02 gerações de Beatlemaníacos pra tentar dimensionar a importância dos Beatles na vida desses amantes das músicas que revolucionaram o Rock’n Roll, a geração dos anos 60 e, porque não dizer, todas as outras que se seguiram até hoje.
Jocílio Tavares, 58, é engenheiro elétrico que este ano realizou o grande sonho de ir até Liverpool conhecer o “Blue suburban sky”.  A história de Jocílio com os Beatles começou em Campina Grande, interior da Paraíba, em uma época em que os meios de comunicação eram precários ou inexistentes no local e descobrir “Os 4 Rapazes de Liverpool” foi mesmo uma grande sorte.
Incentivado pelas filhas, Mônica e Vanessa, Jocílio montou em casa um pequeno “museu” (ele diz que é só um ”espaço Beatle”, mas eu estive lá e posso dizer, tem porte de Museu!..rs) com várias coisinhas dos Beatles, como  souvenirs, livros, LP´s, DVDs e quadros.

Não é fácil determinar qual dos momentos mais me tocou porque tive muitas situações em que a música dos Beatles, principalmente na Beatlemania, envolveram minha vida, mas dois momentos posso afirmar que marcaram a minha vida Beatle. Um deles foi quando ainda em 1965, no interior da Paraíba, em Campina Grande aonde parecia distante se pensar em música inglesa e ainda dos Beatles. Não havia televisão, não havia rádio FM e ainda a mídia impressa era quase inacessível. Lembro que os jornais do sul do país só chegavam dois ou três dias da publicação. Nesse ambiente hostil de comunicação, por intermédio de um irmão curioso ouvíamos com bastante ruído algumas rádio em ondas curtas e transmissões da Voz da América e BBC de Londres eram fáceis de captar. Numas dessas transmissões ouvi pela primeira vez a música que começava a fazer sucesso na Inglaterra: I wanna hold your hand. Aquilo parecia estranho para a época, mas soou como o novo sentimento musical. Nada se assemelhava. Era único e permanente. Desde esse momento fiquei meio aficionado, mas sempre desconfiado de como poderia aquele ritmo, aquela música chegar melhor aos nossos ouvidos. O ruído da transmissão era horrível.

Sergio Mendonça, 30, publicitário e professor universitário, descobriu os Beatles fuçando os vinis de sua casa ainda com 15 anos e a relação dele com Paul, Lenon, Ringo e George é tão forte que o quarteto recebeu agradecimentos em sua dissertação de mestrado.
“Quando ouvi senti uma familiaridade muito grande, como jamais senti novamente. Passei a ouvir todo dia e a aprender inglês. Fui comprando discos e conhecendo as músicas, que jamais me cansam os ouvidos. Meu interesse foi crescendo e a paixão pela banda surgindo. Foi também uma época em que praticamente tudo o que fazia sucesso nas rádios faziam doer meus ouvidos adolescentes. Daí quando descobri a banda, senti que eu também era deste planeta.”
Com tanto amor pela banda,tanto Sergio como Jocílio concordaram ser injusto escolher a melhor música dos Beatles, mas arriscaram falar sobre as mais marcantes em suas vidas:

Uma das coisas mais difíceis de falar é sobre a melhor música dos Beatles, aquela que mais toca a alma, aquela que identifica. Tudo é difícil de afirmar. Parece que a gente está ofendendo as outras quando se dirige para uma música. Acho que as outras ficam magoadas. De qualquer forma e respeitando as demais fico com All you need is Love pela mensagem e It Won't Be Long pela leveza da letra e o embalo da música simples e gostosa de se ouvir. Não dá para esquecer Paul cantando The Fool On the Hill. É uma viagem. Sei que estou sendo injusto, mas essas me tocam de imediato. “ (Jocílio Tavares)
Não tenho música preferida. Sinto que escolher uma é negar, em parte, as outras. Admiro a obra como um todo. Mas, nas primeiras descobertas, a música que me fez compreender e dizer para mim mesmo "é disso que eu gosto" foi I feel fine. Tenho um carinho especial por ela.” (Sergio Mendonça)
Às vésperas do show de Paul McCartney em São Paulo Sergio e Jocílio não escondem a ansiedade e a emoção de ver o ex-beatle ao vivo. Haja coração para esses dois fãs de gerações diferentes, mas que compartilham uma mesma paixão: The Beatles.
Não tem como descrever o sentimento. Ver um ex-beatle se apresentando para mim é fechar um ciclo de realização. Certamente, para quem tem um alto envolvimento com a história do The Beatles e de Paul, vai ser mais que um show. Além disso, Paul McCartney, para mim, é o maior músico do século XX.” (Sergio Mendonça)
É mais um desafio para o coração. Tenho por Paul certa “intimidade”, pois sua música melodiosa me fez ser um colecionador de seus DVDs e CDs. Assim, o show, com alguma modéstia, me parecerá “familiar”.  Mas na verdade é outro sonho que se realiza. Gostaria que ele tocasse algumas canções que embalei sentimentos como I'll Follow The Sun e Hello, Goodbye, dos Beatles ou Mull Of Kintyre e Ebony And Ivory de Paul.” (Jocílio Tavares)

Acesse as entrevistas na íntegra aqui

Texto: Nadezhda Bezerra