terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

ESPORTE: O judô como herança para toda a vida

Diante de tantas modalidades esportivas que nos fazem buscar superação pessoal, vamos falar de um esporte cuja essência vai além da superação: o judô! Conhecido pela expressão “arte suave”, carrega princípios em sua filosofia que fazem desse esporte uma doutrina na qual seus praticantes irão levar para a vida toda. Quando Jigoro Kano criou o judô em 1882, tinha o objetivo de desenvolver uma arte de defesa pessoal que fortalecesse o físico, o espírito e a mente, disseminando uma cultura de honra, educação e respeito, de geração a geração; verdadeiro espírito dos samurais - o Bushido.


Nosso atleta é Sérgio Nagai, 50 anos, casado com Danuza Moura e pai de Luana (20 anos), que irá prestar exame para faixa preta esse ano, Luisa (9 anos), competidora de ginástica rítmica e Yudi (4 meses), futuro judoca.
Sérgio praticamente nasceu dentro de uma academia de judô e começou a praticar o esporte aos cinco anos de idade. É filho do Sensei Tadao Nagai, um dos mais conceituados professores de judô no Brasil. “Seu Nagai” como é conhecido seu pai, fundou a associação Nagai de Judô, em 1971, e deu início a uma linhagem de judocas, que já está na terceira geração. 

“Meu pai veio de uma família de lavradores e desde pequeno ajudava nos serviços árduos da lavoura. Aos 10 anos saiu do interior do Paraná, onde morava, e foi estudar em São Paulo. Ficou interno na casa de Ryuzo Ogawa, um dos precursores da difusão do judô no Brasil. Ali iniciou os primeiros passos no judô, junto com uma rotina diária de serviços, como a limpeza da academia. Com o tempo foi aflorando o dom que tinha no esporte. Após ter se classificado em 3º colocado em um campeonato internacional pré-olímpico em Nova Iorque, chegou a ser convocado para as olimpíadas de Tokyo em 1964, mesmo ano em que o Judô se tornou esporte Olímpico. Infelizmente, o Brasil não teve verba suficiente para levar toda a sua delegação.” 

Sérgio é formado em educação física pela UFPE, com especialização em bases fisiológicas e metodológicas da preparação física pela Universidade Gama Filho. Na carreira de judô, tem um histórico de peso: vinte títulos de campeão pernambucano, dois de norte-nordeste e um terceiro lugar no campeonato brasileiro universitário. Na categoria máster, conquistou os títulos de bicampeão brasileiro, campeão sul-americano e vice-campeão pan-americano, chegando a se classificar em quinto lugar no mundial. Também praticou jiu-jitsu, conquistando os títulos de campeão pernambucano, campeão norte-nordeste e terceiro lugar no mundial. Em um campeonato na Bahia, enfrentou o Rodrigo Minotauro.



“Sou viciado em exercícios físicos. Corro uma média de 8km, três vezes por semana, e treino judô semanalmente, estando sempre pronto para competir. Tenho que conciliar meus treinos com as 13 turmas de alunos (dos 3 aos 50 anos de idade), já que sou professor de judô em algumas escolas e universidades e na minha academia. Nessa rotina pesada de treinos e muitos campeonatos, foram muitas contusões ao longo dos anos, mas consigo suportar graças ao amigo e quiropraxista Fabrício Bartholo, que vem me tratando e aliviando minhas dores”.

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