sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MENSCH ENTREVISTA: Jairo Goldflus


Autor de belos ensaios, campanhas publicitárias de sucesso e uma variada quantidade de capas de badaladas revistas, Jairo Goldflus hoje é um exemplo não só na fotografia, mas ao amor e dedicação à seu maior prêmio, sua família. Pai orgulhoso e marido dedicado, Jairo ao longo de anos de carreira conquistou não só fãs da fotografia e editores de revistas como Elle,Vip, Playboy, Estilo, mas a admiração da atriz Gabriela Duarte, com quem tem uma bela filha. Pai coruja, se orgulha do seu principal retrato, o de sua própria filha. Entre lindas e famosas mulheres, atores renomados e marcas famosas, Jairo se mostra um cara simples e amante (e observador) da vida. Conheça um pouco desse grande profissional, Jairo Goldflus.
Começando pelo começo de tudo... de onde você é? Qual sua formação?Paulistano, 43 anos. Formado em Jornalismo

Quando e como você se tornou fotógrafo profissional?
Vivo de fotografia há uns 22 anos. Comecei tendo como herança uma Nikon FE que minha irmã não usava mais, desde então câmeras são minhas eternas companheiras.

Pra você fotografia sempre foi vista como arte, hobby ou uma forma de ganhar dinheiro, fazendo algo que gostava?
Começa como um hobby, ai você percebe que pode viver daquilo e creio que depois de muitos anos você já constrói um olhar para ser considerado arte, mas isto é bem questionável, o "fotógrafo artista", por isso não ligo muito para as fases, vou vivendo cada uma da forma mais vibrante que se possa viver. A grande vantagem da fotografia é que ela se renova ano após ano.

O mercado brasileiro hoje em dia está mais profissional em relação ao exterior? Existe grandes diferenças? Quais?
Creio que esta mais profissional do que no passado, mas existe um longo caminho a seguir. Acho que a grande diferença está na formação do próprio fotógrafo. Quando digo isto, falo de uma maneira mais erudita e natural. Algo de Percepção e sensibilidade. Vejo que os fotógrafos mais novos mudaram o foco do prazer da fotografia, estão muito apegados ao reconhecimento instantâneo. Uma vez, há uns 20 anos, fiz um workshop com Lucien Clergue, que foi um gênio da fotografia, e ele sugeriu que não pode ser chamado de fotógrafo o cidadão que não tem menos de 40 anos de observação fotográfica, concordo com ele! Eu sou calouro.

Existe diferença pra você entre fotografar para campanhas publicitárias, revistas e viagens? O prazer é o mesmo?
São prazeres diferentes, sempre digo que existem 3 motivos que fazem o fotógrafo executar um trabalho: Dinheiro, Portfolio e Amizade. Não existe ordem para esta seqüência, vai depender do momento e da necessidade.

Como lidar com o lado artístico e o comercial quando se fotografa para uma revista masculina ou de moda?Acho difícil chamar de artístico um trabalho que tem um briefing fotográfico. Todo fotógrafo deve acreditar na sua linguagem e não se flexibilizar ao extremo simplesmente para estar lá, eu penso: Se me chamaram é porque querem a minha linguagem. No Brasil existe a cultura do fotógrafo polivalente, aquele que faz tudo a médio prazo isso é determinante para ele cair no ostracismo.

Como você lida com a insegurança da modelo? Você percebe logo de cara e já imagina os limites com aquela estrela? Ou você tenta ultrapassar os limites dela?
Depois de um tempo você já tem uma técnica natural de transformar aquela situação em algo agradável, é o que eu chamo de "O dia da Noiva", tudo flui naturalmente, não tenho reparado este tipo de dificuldade.

Hoje em dia você acha que o photoshop é utilizado de forma exagerada? Você tem controle sobre isso nos seus trabalhos?Acho que agora esta havendo uma conscientização do mal uso do Photoshop, creio que as coisas estão melhorando conforme são testadas. Sou do tempo onde havia o risco de errar, existia um cuidado maior na captura da imagem, existiam limites e por isso dedicava-se muito nas alternativas de luz, filme revelações, e diria que existia muito mais prazer na conquista de uma linguagem. Tenho a impressão que nenhum fotógrafo que não passou por isso, sabe fazer uma pele de verdade... sem o efeito. Photoshop.

Como é seu grau de satisfação em relação aos seus trabalhos em geral?
Gosto de fotografar, o ato em si, a coisa do Showtime. O resultado é conseqüência. Gosto de ver um trabalho pronto, mas sinceramente acho que ele é o resultado de um dia bom ou ruim, gosto de lembrar de dias bons.


Muitas mulheres famosas se negam a posar nua para revistas como PLAYBOY, mas posam nuas para revistas de moda e livros de arte. Como você vê isso? Que tendência é essa?Revistas com a PLAYBOY, tem uma linguagem muita clara e definida, não dá para sair muito daquilo, as coisas precisam ser com aquela cara, aquele enquadramento, aquela seqüência. Acho que não se tem preconceito com o nu, mas elas tem vontade de fazer algo que saia do formato do nos comercial.
Você já fez ensaios com sua esposa, a atriz Gabriela Duarte, em poses sensuais e semi nua. Na hora de expor o trabalho, pinta algum ciúme? Existe um limite em relação a expor sua esposa?
Nenhum. Não tenho nenhum problema com isso.

Você é um homem que lida com várias mulheres bonitas, famosas num ambiente descolado e pretensiosamente liberal. Na sua vida particular, bate o Jairo homem-machão-conservador em algum momento?As pessoas fantasiam que nesses ambientes as pessoas são descoladas e liberais. Não tem nada disso. Todo mundo tem suas angustias, inseguranças e contas para pagar. Sou contra o excesso de glamorização da minha profissão. O fato de viver em um ambiente de gente bonita e descolada não quer dizer que vivemos a década de 70, onde todo mundo é lindo, muito louco e liberal. Não acreditem nessa mentira.

Pra você qual a maior dificuldade do homem hoje em dia? Afinal temos que ser profissional de destaque, pai, bom marido e amante, e ainda arrumar tempo pra sair pra tomar chopp com os amigos.
Tudo se torna fácil em comparação a responsabilidade de ser pai hoje em dia.

Qual seu momento "válvula de escape", que você precisa ter pra relaxar e enfrentar um novo dia de trabalho e vida conjugal?Antigamente trabalhava 7 dias por semana, sem hora para terminar. Hoje determinei limites. Não trabalho de finais de semana, preciso deste tempo para poder observar e viver a vida

O mercado da fotografia praticamente é dominado por homens. Se as mulheres são mais sensíveis, por que elas não se destacam no campo da fotografia?
Existem muitas fotógrafas de destaque hoje em dia. Acho que esta bem dividido

Por ser casado com uma atriz conhecida, de certa forma esse convívio mais próximo com as celebridades influenciou de alguma forma no seu trabalho?
Conheci minha mulher trabalhando, já trabalhava com pessoas conhecidas antes de casar. Não creio que mudou.

Você teve ou tem algum referencial masculino? No seu lado profissional e pessoal.Tenho admiração por inúmeras pessoas. Cada vez menos por pessoas públicas ou conhecidas, gente comum me fascina.


Se você estivesse numa praça com sua câmera na mão e flagrasse três momentos distintos como: - duas belas mulheres incríveis, - um ídolo num banco da praça comendo com a mão, - um acidente na rua. Você apontaria sua câmera pra onde?
Para as mulheres. O as outras opções, fotograficamente falando, não me interessam.

Que dicas você daria a quem está começando a fotografar?
Fotografe e observe a vida.

Dá pra citar algum trabalho que você tem o maior orgulho de ter feito? E qual ainda deseja realizar?
Odeio explicar fotografia. A imagem tem de ser auto explicativa, mesmo porque o que é relevante para um se torna banal para o outro, mas em geral as fotos que faço da minha filha são as que me dão mais orgulho. E desejo sempre me surpreender com a fotografia.

Conheça o site ficial de Jairo Goldflus:
http://www.jairo.com.br/

O Homem e a Cerveja na Publicidade


É uma relação estável e duradoura essa que a maioria dos homens mantém com as loiras geladas, ou seja, uma boa cerveja. Por elas deixam a barriga crescer felizes, deixam às vezes as mulheres de lado e por muitas vezes é motivo para comemorar com os amigos. Em geral é um momento de felicidade. Diferente de beber um vinho, que leva a um clima mais romântico e sofisticado, ou ao whisky que representa sofisticação. A cerveja é uma bebida democrática e mundial, assim como é a paixão dos homens por ela. E a publicidade usa desses artifícios para conquistar cada vez mais consumidores para uma determinada marca de cerveja. Para isso criam propagandas de tv que representam todo o universo masculino: mulheres, futebol e amigos. Não necessariamente tudo junto. E em comum, muito bom humor. Separei aqui três ótimos exemplos de propagandas que mostram essa paixão que os homens nutrem pela boa e velha cerveja. Confiram e divirtam-se!






SEXO: Terapia Sexual. Como funciona?

Para muita gente quando se fala em terapia, se nega logo a participar alegando não ser louco. Agora imagine sugerir a um cara fazer uma tal de "terapia sexual"?! Jamais! Nem pensar! Pior que muitos homens, e casais, não sabem é que problemas comuns, as tal "inadequações sexuais", que não passam de um conflito pessoal ou de casal causado por alguma disfunção sexual ou algum problema sexual. As disfunções sexuais são problemas bem comuns, tais como nível de desejo sexual, que pode sofrer alterações entre o hipoativo (diminuído) ou hiperativo (adição sexual); problema de excitação (falta de ereção no homem e falta de lubrificação na mulher); de orgasmo, no caso ejaculação precoce e ejaculação retardada no homem, e anorgasmia na mulher. Tudo isso são fatores que podem interferir no comportamento e desempenho sexual de um casal.

Essas interferências podem resultar em problemas como discordância de apetite sexual, quando um dos parceiros tem mais vontade que outro; o de preferência sexual, quando um deseja fazer determinado tipo de sexo e outro não; insatisfação na qualidade sexual; conflitos de identidade sexual, dificuldade de iniciar e manter um relacionamento; e por fim dificuldade de se relacionar com seu parceiro. Todos esses problemas terminam gerando outros problemas. Alguns bem comuns resultam em traições e fim de relacionamento.

Para entender um pouco melhor como se tratar esses problemas de ordem sexual, que em geral são de ordem psicológica, procuramos uma especialista no assunto. A consultora sexual Iara Nárdia. Nascida em Brasília, Iara trabalha a mais de quinze anos como consultora e conselheira sexual, ministrando palestras e cursos em todo o Brasil.

Iara como você avalia a sexualidade masculina hoje em dia?
Não muito boa, porque, eles não estão preocupados com as preliminares sendo que as mulheres são de 70 a 80 % de sensibilidade sendo que elas devem ser veneradas como a incorporação da Deusa do amor.

Os homens continuam mais liberais em relações extra-conjugais do que no seu casamento?
O homem a alguns anos atrás eles traiam mais. Na verdade os homens traem por alta afirmação do seu machismo, e hoje com certeza as mulheres estão traindo muito mais pela incompetência dele mesmo. Obs. Quando um homem entender que uma mulher é um vulcão de energia sexual ele vai entender que não precisa traí-la e dar oportunidade para sua parceira mostrar a fêmea que tem nela.

O que impede do homem se liberar mais sexualmente numa relação a dois?
Simples apenas o homem tem que parar de ser machista e deixar o despertar da Deusa que existe dentro de sua parceira.

Ainda existe muito taboo para os homens?
Existe. Exemplo eles nunca perguntam para as mulheres se elas têm fantasia ou fetiche sexual acham que só eles têm.

Qual o perfil de um homem que procura terapia sexual?
Quando ele cai na realidade, porque os homens acham que sabe tudo e não é bem assim então eles resolver procurar os profissionais da área.

Quais as maiores inseguranças masculinas hoje em dia?
Impotência, problemas na ereção, traição, independência financeira emocional.

A liberação feminina inibiu mais o homem? De que forma?
Sim de todas as formas.
  
O quanto a terapia sexual pode ajudar os casais?
70%  se ele permitir a cura, sendo que a cura e pra quem quer a cura. 

Quais os sinais de que um homem precisaria fazer uma terapia sexual?
Tristeza, depressão, isolamento, e quanto qualquer pessoa conversa sobre sexo porque ele fica completamente agressivo.

Como funciona essa terapia? Existe só pra casal ou algo direcionado só para o público masculino?
Existe para homens separados e mulheres, da mesma forma de querer a cura dos problemas conjugas.

Como você avalia que um homem ou casal se desenvolveu após um período de terapia sexual? Como mensurar?
Quando eles começam a ter diálogos entre eles.

Problemas como ejaculação precoce e disfunção erétil podem ser resolvidos com ajuda de terapia?
Sim é lógico, se ele foi ao medico e o mesmo constatou que não existe problema científico ou físico com certeza será psicológico e tem cura e lógico se ele quer a cura.

Os homens que chegam a procurar um curso ou terapia sexual são levados por suas parceiras ou vão de livre escolha?
Os homens chegam a procurar a terapia pela sua parceira é raro aqueles que comparecem por livre escolha. 

Existe uma idade ou fase do homem que comece a dar sinais de que ele precisa de ajuda especialista para melhorar sua vida sexual conjugal?
Não. Eles procuram porque chegou a hora deles.

Como são os cursos dados para homens e casais?
Os cursos são separados. Cada homem e mulher é direcionado pontos diferente pois cada um tem seus problemas diferenciados. Alguns tópicos abordados são: alto estima, motivação, despertar os cincos sentidos da mulher, sexualidade e sensualidade e sexo tantra.

Para maiores informações sobre o trabalho desenvolvido por Iara Nárdia: 81-8700.4668 ou 3088.1228

terça-feira, 19 de outubro de 2010

LEITURA: 10 Livros para Machos

Fala-se muito de filminho de mulherzinha baseado em livros de mulherzinha, livros de mulherzinha... etc. E o que poderia ser um livro de "homemzinho"?! Livro que fale de futebol, mulher e cerveja?! não! Queremos mais que isso. Afinal somos sensíveis e desejamos aprender muito com livros de "auto-ajuda" e "sérios". Pra esta missão eu selecionei uma amiga que é devoradora de livros e apreciadora da alma masculina (ou devoradora de homens e admiradora de livros?!?! hehehe Brincadeirinha gente!). Enfim, chamei minha amiga Júlia Fraga pra indicação divertida e curiosa sobre quais seriam os "10 Livros para Machos" do momento. Aquele tipo de literatura de cabeceira de cama. Daí Júlia, e sua sensibilidade admirável, nos apresentou esses 10 ótimos exemplares que merecem sair das prateleiras direto pras cabeceiras masculinas. No mínimo vai garantir boas risadas e momentos de puro humor.

Não Existe Mulher Dificil
O publicitário paulista André Aguiar Marques, 34 anos, depois de anos de conquistas, práticas e observações sobre o comportamento feminino e a arte de seduzir conclui que não existe mulher difícil. Ele ensina com humor e ótimas sacadas que  aquela loira ou morena cheias de charme e atrai todas as atenções não é tão difícil assim. "Não Existe Mulher Difícil" é sua primeira publicação lançada pela Editora Jardim dos Livros.

Preço médio: R$ 29

 
Beber, Jogar,F@#er
Em "Beber, Jogar, F@#er", Bob Sullivan traído e abandonado por sua mulher, parte em uma jornada em busca da felicidade e da liberdade. Desiludido, Sullivan narra suas farras homéricas e algumas confusães como - encher a cara na Irlanda, apostar até as calças em Las Vegas, e dar asas a seus desejos proibidos na Tailândia. A única regra é não ter regras.

Preço médio: R$ 39



Sorte No Amor
Em Sorte no amor, a terapeuta especialista em relacionamentos Susan Rabin mostra que qualquer pessoa pode aprender a conquistar. Por meio de um divertido quiz, o leitor descobre qual é o seu estilo de conquista e traça estratégias que fortalecerão suas habilidades na hora da paquera. A partir disso, a autora ensina a aprimorar os pontos fortes, trabalhar os pontos fracos, freqüentar os lugares realmente ideais para conhecer novas pessoas e a decidir o momento certo de agir.

Preço médio: R$ 19

Como Se Dar Bem Com As Mulheres
Se antes alguns homens, eram especialistas nos caminhos do coração e dos desejos das mulheres eram seres invejados, hoje suas façanhas podem ser igualadas com os segredos revelados em 'Como se dar bem com as mulheres'. Neste livro, os autores dão dicas para a paquera bem-sucedida. Ensinam maneiras irrecusáveis de se convidar uma mulher para sair, mostram experiências sensuais que sempre as deixam excitadas e como melhorar dramaticamente a vida sexual dos homens de todas as idades. Sem falar em toques para quebrar o gelo e conselhos para manter um relacionamento duradouro e feliz.

Preço médio: R$ 48

Como Se Dar Bem Na Vida, Mesmo Sendo Um Bosta
Divertido e politicamente incorretos como de costume, a turma do Casseta & Planeta apresenta neste livro uma divertidíssima sátira aos livros de auto-ajuda com a irreverência, o escracho, o tom demolidor e desconcertante que tornaram o grupo a referência do humor brasileiro. Se nada na sua vida dá certo, você é um incompetente no trabalho, um perna de pau no futebol e um mané com as mulheres... Não se desespere, nem tudo está perdido! Com este maravilhoso manual para se dar bem na vida, os Doutores cassetas vão ensinar como reverter este quadro com dicas sensacionais ao alcance de qualquer um.

Preço médio R$ 30


Por Que Os Homens Tem Tetas?
Neste livro, os autores - um médico de pronto-socorro e um roteirista de sucesso - respondem a mais de cem perguntas que você só teria coragem de fazer ao seu médico depois do terceiro martíni. As dúvidas vão de esquisitices do corpo (o que é uma remela, por que o bocejo é contagioso, por que batemos os dentes quando estamos com frio) a sexo (esperma é nutritivo, existe mesmo um ponto G, se o pênis pode quebrar); de piadas de banheiro (peido é inflamável, por que sentimos vontade de fazer xixi quando ouvimos o barulho de água correndo) a drogas e álcool (bebidas alcoólicas matam neurônios, por que os bêbados roncam tão alto). Acredite - há resposta para quase todas essas questões aparentemente sem nexo. Para as que são invencionice, crendice popular ou coisa da cabeça dos produtores de séries como Plantão Médico e ER, os autores fazem piada ou dão explicações politicamente incorretas.
Preço médio: R$ 35

Quem Mexeu No Meu Salame
'Quem Mexeu no Meu Salame' é mais um livro que faz sátira a diversos livros de auto-ajuda. Nele o leitor irá se divertir com as parábolas, com as leituras clássicas recomendadas, e irá conhecer a 'rede terrorista de mocréias Al-Qaída' e a 'Igreja Universal do Sacro Cheio', além de fazer os testes para medir a masculinidade e até a sanidade. Humor na medida.

Preço médio: R$ 20


Eu Mexi No Seu Queijo
Seguindo a linha, "Eu Mexi No Seu Queijo", o premiado colunista Darrel Bristow-Bovey também resolveu fazer uma sátira com os livros de auto-ajuda do mercado. O autor define 'Eu Mexi no seu Queijo' como 'o livro de auto-ajuda para quem não quer tomar nenhuma providência'. O autor ensina o leitor a colher as recompensas de ser uma pessoa melhor, sem ter que se dar ao desnecessário trabalho de realmente se tornar uma pessoa melhor. Suas páginas foram tratadas com uma nova fórmula revolucionária que conduz à sabedoria através do processo OsmatixTM, que passa diretamente da página para a atmosfera, onde pode ser inalado por qualquer um que se encontre em decúbito dorsal.
Preço médio: R$ 25

Como Enlouquecer Sua Sogra...
Este é um livro de humor, todo ilustrado, que aborda questões de convivência entre casais e as respectivas sogras. Um divertido manual de sobrevivência à sogra e dicas de como se ver livre da dita cuja antes que seja tarde! Ácido na medida certa, o autor sabe transformar situações constrangedoras em nitroglicerina pura. Verdadeiro manual para agitar o convívio em família. Um guia que privilegia genros e noras. Como enlouquecer sua sogra chegou para acabar com o martírio daqueles que sofrem com ela. Muitos sabem o que Amaral quer dizer; a diferença é que o autor trata do assunto com bastante humor e doses de ironia e sarcasmo, porém sem ofensas. Como enlouquecer sua sogra apresenta um humor saudável, que não deprecia a figura da sogra. Pode até ser lido na presença dela! O que ajudará a harmonizar o clima familiar. O mais engraçado é que as próprias sogras adoraram o livro. “Realmente perturbamos um pouco, mas é só um pouquinho!”, dizem elas.

Preço médio: R$ 8

Minha Vida Na Horizontal
"Minha vida na horizontal" traz uma coletânea de histórias da vida real, em que ela conta suas experiências na cama de vários pretendentes. É um relato do que pode acontecer entre um homem e uma mulher, às vezes drogada e atrevida, durante noites de paixão. Desde seu relacionamento com um stripper de Las Vegas até seu flerte com um anão, além do encontro com um ator em um cruzeiro marítimo.

Preço médio: R$ 39

Publicidade: "Vire um brinquedo das mulheres"

A marca de roupas masculinas Jack & Jones acaba de lançar sua campanha para vender sua nova linha de jaquetas. Uma campanha no mínimo curiosa, ou para alguns, feminista demais. No vídeo veiculado, o homem é tratado como brinquedo das mulheres. É usado e abusado por elas de forma inversa ao universo masculino. As mulheres vão a forra e desprezam e descartam o cara de forma hilária e até desprezível. É uma campanha ousada para os moldes brasileiros, mas que fica bem dentro do contexto de publicidades veiculadas na Europa. Seria uma forma de reverter e criticar os atos masculinos ou até mesmo fazer os homens se sentirem meros objetos sexuais.




A Jack & Jones é de origem dinamarquesa, vendem roupas tanto de uma marca ou de todas as marcas da empresa. A marca é vendida em cerca de 2.000 lojas, das quais 270 são franquias Jack & Jones em 43 países. O que a torna uma das maiores empresas de moda da Europa. Sempre com o estilo cool, casual e confiante, são os requisitos de entrada para o universo da Jack & Jones, um autêntico universo onde os indivíduos podem ter seus estilo de vida para curtir a vida ao máximo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sérgio Porto e As Cariocas


Amanhã começa na Globo mais uma série baseada nas obras do escritor Sérgio Porto, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta. Mas e quem foi Sérgio Porto? Ou porque Stanislaw Ponte Preta? Essas talvez sejam as perguntas mais feitas por alguns ultimamente. Pensando nisso mergulhamos de cabeça da vida e na obra desse grande escritor, cronista, radialista e compositor brasileiro.
Carioca nascido em pleno verão em 11 de janeiro de 1923, foi lá no final dos anos 40 que Sérgio iniciava sua carreira de jornalista em publicações como nas revistas Sombra e Manchete e jornais como Última Hora, Tribuna de Imprensa e Diário Carioca. Seus textos tinha como característica a irreverência.

O seu jeito carioca de ser fez nascer textos saborosos de ler com o tom coloquial do Rio de Janeiro da época. Suas crônicas eram conduzidas a partir de pistas falsas, onde o final esperado não acontecia, pegando o leitor de surpresa diante de um final totalmente inesperado. Sérgio Porto conhecedor de Música Popular Brasileira, chegou a compor músicas como "Samba do Crioulo Doido" para o teatro rebolado.

Foi na época em que trabalhou nos jornais que conheceu o jornalista Jacinto de Thormes que também trabalhava no jornal como ilustrador. Foi nesse momento que surgiria o Stanislaw Ponte Preta com crônicas satirizando e criticando o cenário político e social na época criadas por Sérgio e Santa Rosa. Por sinal o primeiro ilustrador do personagem inspirado em Serafim Ponte Preta de Oswald de Andrade. E foi com a criação de personagens como Tia Zulmira e Primo Altamirando que surgiu o primeiro FEBEAPÁ, Festival de Besteira que Assola o País, lançado em pleno golpe militar de 1964. Por conta disso que terminaram tendo mais projeção e por consequência foi um sucesso.

Stanislaw dizia que era difícil dizer em que dia que as besteiras começaram a assolar o Brasil, mas disse ter notado o crescimento desse festival depois que uma inspetora de ensino na época, vinda do interior de São Paulo, trouxe uma senhora de nível intelectual mais elevado pouquinha coisa, que soube que o filho tinha tirara zero numa prova de matemática, e mesmo sabendo que o filho era um debilóide, não pensou duas vezes e foi denunciar às autoridades o professor da criança como ser um perigoso agente comunista.

AS CERTINHAS DO LALAU
Depois que a revista Manchete lançou a lista com as "Mulheres Mais Bem Vestidas do Ano", Stanislaw, que também começara a escrever sobre teatro-rebolado, tratou de pegar carona e criou sua própria lista das "Mulheres Mais Bem Despidas do Ano". De tanto ouvir das mães das vedetes, começou a usar a expressão ouvida de seu pai — "Olha só que moça mais certa" — daí surgiam as "certinhas" do Lalau. No período de 1954 a 1968 foram 142 selecionadas. As que ficaram mais famosas foram Aizita Nascimento, Betty Faria, Brigitte Blair, Carmen Verônica, Íris Bruzzi, Miriam Pérsia, Norma Bengell, Sônia Mamede e Virgínia Lane, só pra citar algumas. Era uma honra ser escolhida como "certinha do Lalau", algo como uma "namoradinha do Brasil" ou simplesmente um sex symbol admirada por todos. Adaptando para os dias de hoje poderiam exemplificar como uma Aline Moraes, Deborah Secco ou uma Grazi Massafera (todas escolhidas para o seriado).
AS CARIOCAS
A série de contos que relata a vida de várias mulheres diferentes no cotidiano carioca foi lançado em 1967. Ambientado em diversos bairros do Rio de Janeiro, a história de "As Cariocas" é escrito de um jeito irônico e irreverente do Sérgio, ou Stanislaw Ponte Preta, seu pseudônimo em textos mais humorísticos, quase um alterego. Na série da Globo teremos dez atrizes irão protagonizar dez episódios independentes. São elas: Alinne Moraes ("A Noiva do Catete"), Cíntia Rosa ("A Internauta da Mangueira"), Adriana Esteves ("A Vingativa do Méier"), Alessandra Negrini ("A Iludida de Copacabana"), Paola Oliveira ("A Atormentada da Tijuca"), Grazi Massafera ("A Desinibida do Grajaú"), Fernanda Torres ("A Invejosa de Ipanema"), Sonia Braga ("A Adúltera da Urca"), Deborah Secco ("A Suicida da Lapa") e Angélica ("A Traída da Barra").

Crônicas e Indagações Femininas: "Porque queimamos os sutiãs."


Meninos, quando Olympe de Gouges, no calor da Revolução Francesa redigiu uma declaração dos direitos das mulheres, ela não estava pedindo a vocês que deixassem de serem gentis conosco.
O que as grandes mulheres da história do feminismo queriam era participar ativamente da vida política, do mercado de trabalho e ter direito a uma vida sexual livre de julgamentos e preconceitos e não sermos tratadas como “machos”.
Podemos sim pagar a conta, mas queremos que vocês sejam gentis no primeiro encontro, que, aliás, sequer precisa ser no lugar mais chique e caro da cidade, pode ser na beira da praia tomando água de coco. A gente pode trocar o pneu do carro, mas esperamos que vocês não nos deixem quebrar a unha que levou mais de uma hora pra ficar pronta no salão. Podemos caminhar sozinhas, mas adoramos que vocês nos deem a mão como um gesto de carinho. Podemos abrir o pote de conservas, mas gostamos de ver a força que vocês têm.
Ok, muitas de nós não tem se permitido a gentilezas por achar que isso pode soar como dependência do espécime masculino, mas insistam mesmo assim.
Adoramos a independência que conquistamos e jamais abriremos mão dela, mas também adoramos que vocês nos admirem por isso sem deixar de perceber a delicadeza de nossas almas,  e atenção, isso não é uma questão de p-r-e-c-i-s-a-r é uma questão de d-e-s-e-j-a-r.
E hoje, como ontem, desejamos que vocês sejam gentis.
Inclusive nos possíveis comentários sobre esse artigo...hehehehehehe
*a queima de sutiãs não aconteceu realmente durante o concurso da Miss América de 1968, mas foi sugerido que se fizesse isso para protestar contra a ditadura da beleza e o fato acabou repercutindo e desde então virou símbolo de algumas manifestações femininas. Para mais informações pode-se pesquisar por “bra-burning day”

sábado, 16 de outubro de 2010

Portfolio MENSCH: Lucien Clergue

Como a fotografia teve um berço francês, talvez isso explique a grande variedade de artistas franceses na fotografia. É o caso do fotógrafo francês Lucien Clergue. Lucien nasceu em Arles, França, em 14 de agosto de 1934, filho de pais comerciantes. Ainda muito criança começou a tocar violino e aos 10 anos iniciou, de forma precária, a fotografar. Durante a II Guerra Mundial, em 1949, viu sua casa ser destruída e teve que ir morar na rua juntamente com os ciganos. Logo os ciganos que sua mãe passou a vida dizendo que caso não se comportasse, os ciganos o levariam embora. Foi nesse mundo que Lucien aprendeu a viver e ficou fascinado pela organização social desse povo que passava parte do ano vivendo em casas e parte em caravanas. Enquanto as fotografias de Clergue sobre a vida cultural dos ciganos era documentada, elas não funcionam como etnografia. Seu interesse não estava tanto no cotidiano como o extraordinário. 
Após a morte de sua mãe, conheceria o escritor Jean-Marie Magnan que ajudou a orientá-lo e encorajar nos estudos e na prática da fotografia. Mais alguns anos depois, durante uma corrida de touros em Arles, Lucien conheceu o pintor Pablo Picasso e mostrou suas fotos a ele. O interesse pelas fotos de Lucien Clergue foi aumentando com o passar do tempo que o apoiou em suas obras, criando a partir da influência do pintor imagens abstracionistas da arena dos touros. Nesses trabalhos é possível notar a influência da mitologia e do sentimento de aventura que o acompanha, o que Lucien chamava de “Mentalidade do Homem Mediterrâneo” . Foi durante este período também que ele trabalhou em uma série de fotografias contando a viagem de artistas de circo, arlequins, acrobatas, vulgo saltimbancos. Em 04 de novembro de 1955, Lucien Clergue visitou Picasso em Cannes, e os dois artistas já eram grande amigos. Amizade essa que durou por quase 30 anos até a morte do Mestre. O livro, meu amigo Picasso retrata os momentos importantes da sua relação.

 
Lucien tinha três temas bem característicos como costumava dizer: "A vida; A morte, a morte do touro na tourada; O nu feminino em verdadeira natureza, paisagem, são os fundamentos de minhas pesquisas permanentes para encontrar as origens do nosso mundo que está em nós mesmos." Depois das perdas sofridas ao logo dos anos, Lucien encontrou acalento no dorso feminino e se esmerou ao fotografar o nu feminino, e as fotografias que produziu entre 1950 e 1970 do dorso nu de mulheres, são as mais conhecidas imagens do artista.


Nas touradas as fotografias Clergue de luta de touro são muito mais gritante apresentando a corrida como tablado teatral. Em El Cordobes, Nîmes, 1965, a multidão nas arquibancadas formam uma única massa atuando como pano de fundo para o desempenho. O ângulo da câmera Clergue enfatiza o domínio da Cordobes, e o tamanho do animal. Uma arena romana repleta de espectadores. Ao permitir que o fundo da imagem caia fora de foco, os espectadores perder qualquer senso de especificidade. Os espectadores saem da história e tornar-se tão eterno quanto a própria performance.

 
Lucien Clergue se tornou fundador do famoso festival: “I Encontro Internacional da Fotografia em Arles” (1969) iniciativa que vem crescendo de tamanho e importância a cada ano. Em 2007, na cidade de Arles, Lucien Clergue foi honrado e teve uma coleção com retrospectiva de 360 de suas fotografias de 1953-2007. Ele também recebeu o Prêmio 2007 Lucie. Ele foi nomeado cavaleiro da Légion d´honneur em 2003 e eleito membro da Academia de Belas Artes do Instituto da França em 31 de Maio de 2006, sobre a criação de uma nova seção dedicada à fotografia. Clergue é o primeiro fotógrafo a entrar na Academia para um banco dedicado à fotografia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Hollywood Mensch: Javier Barden

O cinema mundial vive fases que vão ditando regras, foi-se a fase de astros mais almofadinhas que lutavam sem atrapalhar o penteado, a fase dos fortões bombados da época de Rambo e o Exterminador, dos bons rapazes que além de ser o par romântico ideal ainda dançavam e cantavam ou mesmo dos guerreiros épicos loiros de traços afilados. Hoje em dia Hollywood vive uma fase "testosterona", digamos assim. Com astros de aspectos mais másculos, traços mais fortes e uma beleza nem sempre harmônica. Fase onde o novo 007, Daniel Craig, tem cara de homem no real sentido da palavra e poucas palavras ao arrebatar a mocinha. É a fase de astros como Daniel, Clive Owen, Gerald Buttler e mais recentemente, Javier Bardem. Que depois de levar o Oscar em 2008 por "Onde os fracos não tem vez", e mais recentemente com o filminho de "mulherzinha", "Comer, Rezar e Amar" ao lado de Julia Roberts, Javier veio pra ficar e mostrar que realmente os fracos não tem vez nessa nova fase.

Nascido na cidade espanhola de Las Palmas, Gran Canaria, Javier, 41 anos, vem de uma família de atores e cineastas, jogou rugby na seleção espanhola e ainda estudou pintura antes de partir para sua carreira no cinema. Já em 1994 ganhou seu primeiro prêmio no Festival de San Sebastián e um prêmio por conta de sua atuação em Dias Contados. Até que seu encontro com o conceituado diretor, descobridor de grandes talentos do cinema espanhol, Pedro Almodóvar, iria mudar definitivamente seu destino na arte de interpretar. Pois foi com o filme de Almodóvar, "Carne Trêmula" que Javier ganhou o Prêmio Goya em 1997. Pouco mais de dez anos depois e muitos filmes, e mais alguns prêmios, Javier subia ao palco do teatro onde receberia o prêmio máximo para um ator, o Oscar de melhor atuação (ator coadjuvante) por Onde o Fracos Não Tem Vez em 2008, tornando-se o primeiro ator espanhol a ganhar uma estatueta dourada. E este ano, mais um prêmio para um homem que tanto se empenhou na arte de conquistar as mulheres, Javier casou-se com sua namorada de 3 anos, a atriz Penélope Cruz, nas Bahamas. Uma bela trajetória de um homem determinado.

Aproveitamos para incluir aqui parte da matéria de capa escrita por Cris Jones para a revista americana Esquire de outubro. Que traz uma matéria relatada com um médico e amigo durante um passeio de barco.

Javier Bardem está ouvindo o médico explicar sobre a propriocepção, o processo cósmico que nos permite conhecer, entre outras coisas, a localização dos nossos pés no espaço. Ele está ouvindo o médico enquanto estão num veleiro que quase derrubou literalmente sobre as águas azuis de Oahu, Hawaii. O médico que está explicando o processo a Bardem - ele é um neurologista respeitado chamado Dr. Tom, e ele é o capitão deste navio - mas ainda é difícil de entender. Nós somos máquinas complicadas. Propriocepção envolve fusos musculares, receptores articulares e órgão tendioso de Golgi, que envolve a transmissão de impulsos elétricos através do trato espinho-cerebelar nos bolsos, como núcleo de Clarke, e como a linguagem, o medo e o prazer, que envolve, enfim, os lobos e fissuras de cérebro. É uma cadeia de eventos miraculosos que nós realmente não entendemos. Para a maioria de nós, isso acontece, os nossos pés e nossos cérebros trabalhando em conjunto, como acrobatas, e nós sabemos exatamente onde estamos.

Mas, para certas pessoas, em determinados momentos, o processo pode ser interrompido. O que antes era manual ou automático torna-se pior, ela desaparece completamente. A perda da propriocepção pode acontecer com os idosos através de uma degradação geral das suas infra-estruturas, razão pela qual eles estão propensos a quedas. Isso pode acontecer ao doente de verdade, para pessoas que sofrem, por qualquer motivo terrível, um curto de uma descarga elétrica. Isso pode acontecer com bêbados, razão pela qual eles não podem colocar um pé na frente do outro. E isso pode acontecer com as pessoas em veleiros que estão inclinados para o lado quase sobre as águas azuis fora de Oahu.
Bardem, no entanto, quer saber se a sua súbita sensação de instabilidade sobre o tombamento do barco é o resultado de algo mais sinistro. "Eu costumava ser um hipocondríaco, mas eu era jovem, então", diz ele. "Agora eu realmente estou doente." Cada dor, cada estalo, cada formigamento - eles são amplificados em sua mente em balas e venenos. Dr. Tom diz que ele é um candidato improvável para ser perdido no espaço, pois os seus membros tornam-se estrangeiros e dormentes: Ele tem apenas 41 anos de idade, e ele é fisicamente forte, com costas largas e pernas grossas - que ele usou para jogar na Espanha numa equipe de rugby nacional de juventude - e ele não bebe. Ele olha para a água com os seus grandes os olhos cansados e conta seus dias restantes, talvez imaginando qual dos seus cancros imaginados e pragas que estão finalmente puxando-o para o abrigo do bem.
O barco fica em silêncio, exceto para o retalho ocasional da vela. É uma tarde perfeita, céu aberto e arejado, e Dr. Tom dirige-nos agora para o mar, a milhas de distância da costa, a sonda, indicando que o fundo está a centenas de metros abaixo de nós. O barco mais próximo é um ponto branco no horizonte. Estamos todos a sós com nossos pensamentos de morte e outras coisas. 

A vela tira as pessoas dos seus parâmetros normais de entendimento, tornando-os a questionar seu lugar no mundo, pois seus pés e seu cérebro precisam de tempo para se adaptar à sua nova realidade. (Gaste tempo suficiente no mar e a terra se torna um lugar estranho.) Para algumas pessoas, a idéia é demais para suportar, e os seus sistemas sensoriais ficam sobrecarregados e começam a vomitar o almoço. Para outras pessoas, o sentimento torna-se viciante. Eles aprendem a amar a sensação de estar um pouco fora de equilíbrio. É como se eles pudessem encontrar a verdade sobre si apenas quando eles não conseguem encontrar seus pés.

A verdade sobre mim é que eu estou sentado em um veleiro com Javier Bardem, um homem com uma cabeça gigante que eu vi na última vez estourar o cérebro das pessoas com uma pistola de ar em No Country for Old Men. Agora, ele senta em cima do oceano a meu pedido, Anton Chigurh, empurrando esse rosnado baixo ao vento: "Chame isso, friendo". De repente eu sou o velho atrás do balcão na estação de gás apostando minha vida em um sorteio. Além do nosso iatismo-neurologista - Dr. Tom compartilha com Bardem uma amizade mútua - nós estamos unidos, para a boa causa. Eu voei até aqui depois de passar seis semanas na Copa do Mundo na África do Sul - Bardem diz que acordou cedo para ver a Espanha ganhar - um tempo de doze horas de fuzo horário. Noite é dia e o dia é noite, e Javier Bardem está sentado aqui, em um ângulo estranho campal, às vezes entrando em uma voz assustadora e indagando sobre o lugar central que ocupa o núcleo de Clarke em sua existência.

"Esses são os caras que você deveria escrever sobre isso", Bardem diz, apontando para os médicos. "Eles deveriam estar na capa de sua revista. Eles salvam vidas. Eu só faço filmes. O mundo é um lugar engraçado. Não faz nenhum sentido." Nós nos encontramos pela primeira vez na tarde anterior. Desta vez, o problema ia ser Penélope Cruz. Bardem tinha casado com ela apenas duas semanas anteriores, nas Bahamas, e os jornais tinham feito manchetes, eles ficaram juntos por seis semanas no Havaí, onde ela está filmando a quarta parcela do Piratas do Caribe foi. Bardem tinha passando seus dias debaixo das palmeiras, em sua casa alugada na sombra do Diamond Head, esperando que ela volte para casa. Ele não teve trabalho até Outubro - tem um filme de Terrence Malick a ser rodado em Oklahoma - mas ele teve turnê promocional chegando para "Comer Rezar e Amar" e um pequeno filme chamado "Biutiful" (para o próximo ano), e ele estava curtindo a nova vida deles. Ele estava em um bom lugar. Mas ele tem uma reputação de ser um homem privado, e ele tinha deixado de ser reconhecido por conta de Penélope, no momento, parte de sua vida profissional e pessoal estavam expostos, e por isso ele prefere que ela não faça parte de nossas conversas. E ainda que sendo natural que os homens a falem sobre suas esposas - e que essa história pode acabar com apenas um vislumbre dela, uma silhueta na porta, um sorriso largo através de uma janela aberta. Eu tinha uma ideia vaga que essa história poderia ser bela, mesmo que só poderia terminar com um homem apaixonado.

www.esquire.com/features/javier-bardem-interview-1010