quinta-feira, 14 de julho de 2011

AVENTURA: Red Bull X-Alps 2011 - A maior corrida individual de aventura do mundo.



Que os homens em geral são movidos pela aventura e muita adrenalina é algo que já vem de muito tempo, talvez desde o tempo das Olimpíadas. Brincar e desafiar o perigo faz parte da alma masculina. Atrelado a tudo isso existem as competições onde atletas desafiam seus próprios limites em busca muito mais de superação do que de prêmios.


E dentro desse espírito está chegando a hora da largada da corrida das corridas... Dia 17 será dada a largada para que 30 atletas participem da maior corrida individual de aventura do mundo, – única competição internacional a reunir técnicas de voo livre e trekking. Eles terão que percorrer a pé um percurso dos Alpes até ao Mar Mediterrâneo, usando para auxiliá-los apenas com um parapente e botas de montanhismo, tendo todos os seus movimentos detectados e acompanhados numa missão acompanhada por milhões de espectadores em todo o mundo!

Em sua quinta edição, 30 atletas, de 22 nacionalidades, tentarão que completar o quanto antes, pela terra e pelo ar, um percurso de 864 km que começa em Salzburg (Áustria) é o ponto de partida da competição que visita mais três países (Itália, Suíça e França), na, e cruza os Alpes até Mônaco, no Mar Mediterrâneo. Os atletas podem tanto voar de parapente, como escalar carregando os seus equipamentos. A corrida ocorre durante dia ou de noite, com sol ou neve, não importa o clima, até que o primeiro vença a meta. Todos os atletas terão suporte motorizado ou outro escolhido para que obtenham comida, equipamento e informações.

Para vencer a corrida, o participante terá que chegar até o mar após cumprir os nove pontos obrigatórios da rota, carregando nada mais do que um parapente, um capacete, mantimentos, sinalizadores, instrumentos de navegação e um dispositivo para rastreio por satélite. Entre os pilões da corrida estão os cumes de montanhas como o Mont Blanc, na França; e o Matterhorn, entre a Suíça e a Itália - ambos com mais de 4 mil metros de altitude. A corrida termina 48h após o primeiro piloto chegar a Mônaco. A última edição, em 2009, foi vencida pelo suíço Christian Maurer, que completou os mais de 800 km em 11 dias.

A concorrência vai ser forte: Nosso representante Richard Pethigal, vai encarar pela frente tem Alex Hofer, suíço, campeão Europeu e vencedor da Taça do Mundo de Parapente em 2002, campeão Mundial em 2003, vencedor do X-Alps em 2005 e 2007 e vice-campeão do X-Alps no ano passado; Christian Chrigel Maurer, também suíço, tri-campeão da Taça do Mundo de Parapente, campeão Europeu em 2004 e vencedor do X-Alps em 2009; para além destes dois, há ainda mais 27 pilotos com currículos semelhantes.

O Red Bull X-Alps 2011 poderá ser acompanhado em tempo real através do site oficial da competição, no qual um sistema de rastreamento informará o posicionamento de cada participante 24h por dia. O portal também trará relatos, fotos e vídeos enviados pelos próprios atletas durante o desafio.
As regras também são simples: além do equipamento citado acima, também poderão utilizar na competição um sinalizador de emergência, um cinto refletor e um localizador, só podem ter um colega de equipe, não podem usar túneis, têm de obedecer às Regras de Voo Visual (VFR) e a corrida acaba 48 horas depois de o primeiro atleta chegar à meta. A edição de 2011 promete manter inalterado e elevado o patamar de dureza - depois de apenas dois atletas terem conseguido cumprir todo o percurso da competição em 2009.


TEM BRASILEIRO NA AVENTURA

Apesar do nome e de ter nascido em Newport Beach (Califórnia/EUA), Richard Pethigal (naturalizado brasileiro) garante ser 100% brasileiro. Atualmente trabalhando como piloto de parapente e instrutor de rafting, Pethigal será um dos 30 atletas participantes da maratona para cruzar as montanhas por 864 km até Mônaco, no Mar Mediterrâneo, seja por terra ou pelo ar, no menor tempo possível. Confira aqui os melhores momentos da entrevista feita com Pethigal pela Red Bull:

Como foi o seu início no vôo livre? Comecei a voar no Peru, em 1999. Naquele ano passei seis meses em Cusco e outros seis no sul do Brasil. Esta experiência foi importante para que eu desenvolvesse um estilo variado de vôo, tanto no verde do Brasil, quanto nas altas montanhas dos Andes.

Como compara o seu local de treinamento com os Alpes? O Brasil é bem diferente. Temos montanhas baixas, é muito verde e a condição é um pouco mais fraca. Mas tenho bastante experiência nos Andes, que de certa forma são parecidos com os Alpes.

Falando sobre a rota: Quais seriam os pontos chaves da corrida? Eu ainda conheço muito pouco da rota, então para mim é difícil dizer com precisão. Terei melhor noção à medida que evoluir nos meus treinamentos. No momento, a rota me parece um grande ponto chave.

A corrida é bem conhecida em seu país? Que tipo de apoio você consegue no Brasil? Entre a comunidade de pilotos o evento é bem conhecido. Eu recebo bastante incentivo moral, mas é bem difícil conseguir patrocinadores no Brasil.

Quais será o maior desafio para superar essa corrida? Há tantos desafios que é difícil eleger um principal. Mas acredito que a logística será uma das principais dificuldades. Você precisa escolher muito bem as melhores rotas, tanto no ar quando em solo.

Que vantagem você acredita ter em comparação aos demais competidores? Eu consigo lidar muito bem com o sofrimento causado por este tipo de corrida.

Quais são seus preparativos técnicos? Tem algum equipamento especial? Estou acostumado a grandes corridas de aventura em montanhas ou qualquer outro lugar. Há uma infinidade de estratégias que vão desde o alimento para corrida até o peso dos equipamentos.

Veja o vídeo de divulgação e sinta o que será essa aventura:




Acompanhe toda essa aventura pelo: redbullxalps.com

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