sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ENTREVISTA: EROM CORDEIRO

Erom Cordeiro é antes de tudo uma grata surpresa. Com uma trajetória de personagens densos e por muitas vezes polêmicos, o ator se mostra uma pessoa leve e diplomática ao tratar de assuntos como religião e castidade. Bem humorado, carismático, e segundo ele mesmo, “tagarela”, Erom falou de suas travessuras de menino em Maceió, sua terra natal; de como recarrega as energias no mar alagoano e da forte ligação com suas bases familiares. Quando menino, tinha desejo de ser carteiro só para levar notícias para as pessoas, virou ator e de alguma forma, como um carteiro, entra na casa delas pela televisão, e em suas emoções pelo teatro e cinema. As notícias vêm através de seus personagens e das histórias que contam, como o Padre Francisco em “Morde & Assopra”, atual novela das 19h na Rede Globo, ou Robson Félix, o malabarista do filme “O Palhaço” com estréia para breve. Conheça um pouco mais deste brilhante ator que quer conhecer o mundo e arriscar-se mais na vida.

Você estreou no teatro em 1993 e passou quase 10 anos para estrear na TV. Isso foi uma preferência por atuar no teatro ou uma questão de oportunidades?
Quando eu comecei a fazer teatro foi em Maceió, era um curso técnico da universidade. Aí eu comecei a ver aquilo e aí à primeira vez que pisei no palco eu falei: é isso que eu quero mesmo. Aí eu comecei a devorar a biblioteca da faculdade, comecei a ler muito dramaturgia mesmo. E resolvi que era aquilo mesmo que eu queria fazer. Daí fui pro Rio de Janeiro, fiz vestibular passei e fui pra lá de vez. A minha intenção mesmo era me instrumentalizar, quero pisar firmemente no terreno que to pisando. Então a minha idéia realmente inicial era fazer teatro, teatro, teatro. Por acaso, eu fui pro Rio em 95 e em 97 eu fui fazer uma primeira mostragem para Rede Globo, pra eles terem lá no arquivo deles. Eles me chamaram para fazer um teste para oficina de atores. Aí pensei: ok, vamos lá fazer.

Você chegou a fazer a Malhação?Fiz. Fiz em 98, mas antes eu fiz um teste da oficina e passei. Eu fazia a oficina em paralelo com a faculdade de teatro. E nisso eu já tava fazendo peça no Rio de Janeiro e tal e lá foi meu primeiro contato com câmera e comecei a gostar. A oficina de atores da Globo é muito intensa, muito bom mesmo fazer e daí, logo em seguida, eu entrei em Malhação fazendo um papel pequeno, mas também foi uma escola, foi onde comecei a ver como era um set de gravação, câmera... você vê cinco câmeras e fica meio perdidão, se perguntando: pra onde eu olho? (risos)

O começo é o teatro...
Na verdade acho que o caminho pra mim foi muito gradual, muito aos poucos e acho que a história de cada um é a história de cada um, não existe uma fórmula, uma equação pra você conseguir chegar num determinado ponto que almeja, então acho que pra mim foi muito degrau a degrau. Eu tava muito focado no teatro e a televisão veio depois e eu fui me aproximando dela muito devagarzinho. Hoje em dia eu tenho uma prazer enorme de fazer TV e quero fazer cada vez mais.

Como se descobriu ator? Sempre quis ser ator?
Não, não. Quando você é criança você sempre quer ser um monte de coisas. Eu lembro que a primeira coisa que eu quis ser era músico. Sou um músico frustrado. Até hoje eu gostaria de ser. Ouço música pra caramba. Tentei aprender instrumentos, mas não consegui. Fiz aula de piano, teoria musical, fiz aula de violão, mas meio que ficou abandonado, mas foi uma das coisas que já me levava pra área artística. O teatro veio quando eu tava saindo do curso de inglês e vi uma placa com curso de formação de ator, inscrições abertas e tal, aí olhei, interessei, uns amigos também ficaram afim, eu tinha uns 15 anos.

O que você lembra da sua estréia no palco?
Comecei meio que sem saber direito. Quando eu fiz catecismo, eu estudei em colégio de freira, e daí tinha umas dramatizações de passagens bíblicas e o meu primeiro papel foi do anjo Gabriel. Aí depois no Auto de Natal eu fiz um dos Reis Magos, foi uma primeira aproximação assim. Depois eu participei de um grupo folclórico que tem lá em Maceió, meu colégio também sempre tinha umas apresentações de coco de roda, festas juninas, folguedos, essas coisas e logo em seguida veio o teatro. Daí eu me inscrevi pro vestibular da faculdade de teatro do Rio, passei e fui com isso na cabeça. Com Foco. Eu sempre gostei de saber bem onde tava pisando. Então sempre que eu pego um personagem eu gosto de estudar ir a fundo. Então o lance de fazer faculdade é que eu queria ter um embasamento teórico, não só a prática.


Foi difícil migrar pra TV? O que de diferente o teatro, a TV e o cinema exigem do ator ao atuar em cada um desses meios?Acho que você precisa passar verdade do personagem e isso é inerente a qualquer veículo, agora a forma como você se coloca difere. No teatro você fala pra uma platéia ali na sua frente todo dia, e todo dia você fala a mesma coisa mas pra platéias diferentes. Na televisão você tem um nível de agilidade muito grande, às vezes você grava as cenas de uma semana inteira num dia só, então você tem de ter uma agilidade de memória, o seu HD tem de estar sempre bem. A TV tem essa dinamicidade que eu gosto muito, você tem de estar sempre muito atento, tem de ter disponibilidade. O cinema já tem um tempo maior de preparação. Os três têm essas características diferentes, mas você, como ator, tem de estar ali presente.

Muito ator fala que o teatro é a base, é onde se começa você acha isso?
Olha pra mim isso faz total sentido mas não acho que seja uma regra, porque eu vejo, conheço grandes atores, inclusive ídolos de cinema que quase não fizeram teatro. Não é uma regra e nem por isso desmerece quem nunca fez. Temos grandes atores e atrizes que fizeram toda a sua carreira em televisão. Ao mesmo tempo eu acho que o teatro te dá uma noção, uma vivência que é única. Não que isso seja melhor ou pior, mas tem uma diferença ali, quando você tá na frente de uma platéia, você não pode parar se acontecer alguma coisa, você tem de dar o seu jeito.
O único recurso que você tem é você mesmo...Pois é, e também com quem você está contracenando. Na TV você pode cortar, editar... Mas não quer dizer que TV seja mais fácil. Tem seu grau de dificuldade e risco também.

A novela América não exibiu o beijo homossexual entre o seu personagem, Zeca e o Júnior, personagem interpretado por Bruno Gagliasso por receio de uma resposta negativa do público. O que você pensa sobre isso? Abordar o homossexualismo é levantar bandeira?Levantar bandeira não, quando a gente fez, isso foi em 2005, a Glória Perez fez muito baseada na trajetória do personagem do Bruno Gagliasso, que era estilista e tinha de fingir que tinha namorada, pra passar uma imagem. Quando meu personagem chega ele é muito objetivo, muito direto. Eu acho que a forma como Glória Perez colocou, não escreveu pra levantar uma bandeira, ela colocou como uma realidade, pra mostrar um lado de um personagem que tava sofrendo e ela quis resolver da melhor maneira. E o fez muito bem. Engraçado que logo em seguida apareceu o filme O Segredo de Brockback Moutain. Aquela coisa dos dois peões, vaqueiros, teve gente que veio perguntar se eu já tinha pedido indenização ao pessoal do filme (risos). Mas acho que não é levantar bandeira, a gente vê coisas que não deveriam acontecer tipo violência contra homossexuais, preconceito e a questão é mostrar os vários lados do ser humano. O folhetim é uma crônica do dia-a-dia, então eu acho que é pertinente você colocar assuntos que são polêmicos, tabus, não só o homossexualismo, mas várias outras questões, assuntos.

Rolou frustração porque a cena não saiu?
Frustração não, mas você joga uma energia... “ok, o papel é esse? vamos fazer.”, fazer com a maior integridade possível e é claro que a gente cria uma expectativa e tal. Eu lembro que foi uma polêmica, eu entrei nos dois últimos meses da novela e a coisa ganhou uma dimensão enorme. Lembro de uma vez abrir o jornal e tava lá :Fernando Gabeira e Severino Cavalcanti brigando, o congresso falando disso... é interessante isso, quando você vê você tá fazendo um personagem que as pessoas comentam, é uma forma de comunicação muito ampla com as pessoas. E acho que to ficando especialista em polêmica. Agora mesmo na novela faço um padre que se apaixona por uma mulher.

Vinícius de Moraes já dizia “a vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros pela vida”. Você concorda?
Sou suspeito pra falar porque adoro os poemas e músicas dele (risos), mas total a ver com a história do Padre Francisco e da Melissa. Ele chega na cidade e encontra aquela beata que faz trabalho voluntário na igreja e surge um encantamento, um sentimento que surpreende ele, um sentimento que ele nunca sentiu, só que ele está numa condição em que ele não pode se entregar, ele tem a sua vocação, seu voto de castidade, de se entregar à religião, então rola mesmo um desencontro. Na novela ele pede uma licença do sacerdócio pra pensar se é isso mesmo que ele quer... essa história de desencontro é também a história da peça que estou fazendo, né?

Em Morde & Assopra você interpreta um padre que foge do amor de uma mulher. Você acha que vida religiosa não combina com o casamento?
Eu acho que cada religião tem seus preceitos, seus dogmas, suas bases sólidas. NO catolicismo a pessoa que entra pro seminário pra se dedicar ao sacerdócio já entra sabendo pelo que vai ter de passar, já entra se colocando nesse lugar de castidade, é uma escolha e ninguém obrigou. É simplesmente uma característica dessa religião. Você que nas religiões protestantes e evangélicas, elas permitem o casamento, então é mesmo uma questão de aceitar as leis de cada religião.
O ser humano é passível de sofrer tentações. Se isso acontece, na novela você tem o Padre lá que é convicto da sua vocação, mas que precisa repensar se é isso que quer pra sua vida. Eu conversei com alguns padres que largaram o sacerdócio e hoje em dia se casaram, tem filhos, e eles disseram que o amor veio de um jeito que não deu pra controlar e aí seria injusto com os fiéis... Tem uma fala na novela que acho bem bacana: “como é que eu poderia falar de fé se eu tenho dúvidas, como eu posso falar de redenção se eu estou pecando?” Então eu acho assim, pintou esse momento crucial na vida do personagem e ele está repensando sobre.

No que você tem fé?
Eu acredito em Deus sim, confesso que tive momentos em que fui bastante cético, de questionamentos mesmo. Porque você vai vendo determinadas coisas, estuda aqui estuda ali, e aí hoje em dia eu sei tranquilamente que eu tenho fé, fé em Deus e Deus nesse sentido... é engraçado, porque quando a gente fala em Deus a gente faz uma visão um pouco romântica, do que é...aquele senhor de cabelo branco...eu vejo isso de maneira um diferente. A maneira de ver Deus é uma coisa que me questiono sempre. Eu acredito, eu tenho fé, mas eu não vejo Deus distanciado, eu vejo Deus aqui, eu olho pra natureza, eu olho pro mar eu vejo Deus ali, não vejo de forma distanciada e opressora, eu vejo Deus participante dessa vida o tempo inteiro, então eu tenho fé, eu tenho fé sim.

“Mais uma vez amor...” apesar das diferenças entre um casal vale à pena insistir em um relacionamento quando ainda há amor?
Tem aquela velha frase que diz assim: “errar é o humano, permanecer no erro é burrice”. (risos) Mas não sei, eu acho que a gente é muito mais complexo, às vezes você sabe que aquilo não vai dar certo mas você teima em ir, quebra a sua cara mas você tem que quebrar a cara pra dizer “errei de novo”, mas não tem uma fórmula certa não. Por exemplo, na peça eles são tipo água e vinho, a personalidade dela é totalmente emotiva, romântica e ele é mais turrão, pé no chão, é quase o estereótipo mesmo do masculino e feminino. Só que ao passar do tempo essas coisas vão se misturando, e aí em um determinado momento que ele está casado, e ela sabe, mas mesmo assim eles ficam... depois ele foge, ela se distancia, daí vem o acaso e reúne eles novamente. Acho que enquanto você tem alguma centelha ali tem de pagar pra ver.


Você já passou por isso?
Olha não, não passei não... É engraçado, nesse sentido eu acho que sou meio racional, pragmático demais.

Se arrepende de ser assim?Não, não, mas eu posso morder a minha língua na próxima esquina (risos)

O que em você reflete sua origem Alagoana?
EU tenho uma coisa que eu sempre tenho de voltar pra Maceió, eu não posso ficar muito tempo sem vir, é onde eu recarrego as minhas energias. Minha família inteira está lá, minhas lembranças de infância, de adolescência, sabe? Eu quase que tenho um ritual. Eu chego lá e tenho que mergulhar na praia que eu ia toda vez quando era criança. Fico que nem hipopótamo sabe? Só com a orelha pra fora (risos).

Eu lembro que na infância minha rua não era asfaltada, era de terra, eu lembro que era muito barro e eu fui uma criança de brincar na rua mesmo, vivia com o joelho esfolado, minha mãe ficava doida comigo (risos). Eu sumia, saia correndo, sabe? Isso pra mim tem um valor enorme, hoje em dia, eu vivendo numa cidade grande, é muito concreto, asfalto... não sei, acho que eu faço parte de uma das últimas gerações que viveu isso. Tá tudo mudando e muito rápido, shopping, playground, videogame, eu fui uma criança que brincou mesmo, eu era como minha mãe dizia, “os pés da foice”. (risos)

Por que homens e mulheres vivem uma eterna “guerra dos sexos”?Bicho, eu acho que é como eu estava falando antes, esse estereótipo do masculino e feminino... acho que ele tem isso, geralmente nós homens somos mais racionais... enfim...é uma grande bobagem, a gente também sente, só que de forma diferente, as mulheres são mais transparentes, elas botam a emoção na cara: se está com raiva vai lá e fala, não guarda. Eu acho que são planetas diferentes mesmo mas que se complementam. Quando existe essa percepção e o respeito por essas diferenças eu acho que aí a química rola e você deixa acontecer.

Fica na paz, né? (risos)Ou não, né? (risos)

O que torna uma mulher interessante? E o que te assusta nas mulheres?
Olha, uma das primeiras coisas que se fala “ah não precisa ser bonita”. A beleza é importante, mas que tipo de beleza? Acho que essa é a questão, existem vários tipos de beleza. Não é uma beleza padrão, é um detalhe, é um jeito de olhar que é diferente. Mas principalmente tem de ter bom humor, não pode ser bitolada com pequenas coisas, tem de ter bom humor, tem de deixar a coisa fluir de uma forma leve, tem de ser inteligente, isso pra mim são características fundamentais. Não to desprezando a beleza não. Acho que a beleza é importante sim, mas não é o único ponto... Acho que existem vários tipos de beleza que não correspondem ao padrão, ao padrão das revistas, que é bom que tenha também (risos)... O que assusta é a imprevisibilidade.

Mas isso é quase que inerente a personalidade feminina (risos)
(risos) É que às vezes, você pode tá abanando isso aqui e daí isso pode virar um furacão, e vem do nada... Calma! (risos) mas acho que essa imprevisibilidade também é um grande atrativo, senão a coisa fica muito chata... É importante dosar, né? (risos)

Seu próximo filme será O Palhaço, ao lado de Selton Mello, como é o seu personagem?
Então, a história é centrada nos personagens do Selton e do Paulo José, são pai e filho donos do circo, e eu faço um dos membros da trupe que é um trapezista, acrobata, metido a galã. Ele pinta o cabelo de louro pra dizer que é russo, que é um artista internacional.

O mundo do circo pode ser uma grande escola? Por quê?
Cara, o circo é o teatro são artes irmãs. O teatro teve um tempo que foi mais essa coisa de rua, meio saltimbanco, ficar viajando de um lugar para outro. E quando a gente está em turnê, viajando de um lado pra outro, a gente vê platéias diferentes, formas de agir diferentes. O circo hoje em dia está passando por um processo de revitalização, teve um tempo que foi marginalizado e o circo, cara...eu fiz uma preparação razoável pra fazer um trapezista e eu saí da preparação com uma admiração total pelos artistas de circo. É uma superação diária, eles trabalham com a dor o tempo inteiro. O circo tem uma disciplina que é louvável, muito bonita, é uma doação, é um bom exemplo pro ator. Fiquei muito tocado com o que vi.

Tem vontade de fazer outras coisas, como escrever, dirigir?
Agora não, mas tenho vontade de, mais pra frente, dirigir...
O que você pretende conquistar e o que espera eliminar daqui pra frente?Eu pretendo continuar trabalhando no que faço, no que amo, pretendo fazer mais, e mais bons personagens, ter mais boas histórias pra contar, quero continuar comunicando até quando eu puder. E um desejo que tenho mesmo é de viajar muito, independente de trabalho ou não, é uma coisa que quero fazer ainda. Talvez o que me fizesse deixar de atuar seria dar um tempo, ficar um tempo em outro lugar, experimentar outra coisa. Eu tenho muita vontade de rodar esse mundão de meu Deus. Eliminar, eu queria eliminar... Eu queria ser um pouco menos racional, queria que a loucura tomasse conta mais vezes. Às vezes eu me programo muito, sou metódico. Queria arriscar mais na profissão, acho que seria bacana como ator, como artista. Sou muito autocrítico, gostaria de me criticar menos em relação ao trabalho.


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DESTINO: Uma aventura pelos Balcãs, da Croácia até a Sérvia

Palco recente de um dos piores conflitos da atualidade a região dos Balcãs se abre novamente aos turistas em um roteiro que combina paisagens maravilhosas e experiências inesquecíveis.

Comecei minha cruzada pelos Balcãs inesperadamente por Dubrovnik no sul da Croácia. Por conta de problemas com o visto Sérvio tive que entrar pela Croácia e resolver minha situação na embaixada em Podegorica, capital de Montenegro, antes de entrar na Sérvia. Os transtornos da viagem foram rapidamente compensados pela beleza da cidade. Dubrovnik é seguramente uma das cidades mais bonitas que eu já estive. Toda fortificada e localizada na beira do mar esmeralda croata a cidade guarda uma aula de história em suas vielas medievais. Dar a volta na antiga muralha é um dos grandes atrativos da cidade e é difícil fazer o percurso sem tirar uma centena de fotos. No final da tarde a melhor pedida é subir de teleférico para a parte mais alta da cidade onde fica as ruínas de uma antiga fortaleza hoje símbolo da resistência da cidade no bombardeio de 1991. Além das marcas da guerra o forte tem hoje uma exposição interessante sobre os dias de guerra. O tom da apresentação expondo a versão croata dos fatos mostra como as feridas da guerra recente continuam abertas. Aproveite a vista maravilhosa do local e o por do sol no mar com a cidade antiga de fundo.
De Dubrovnik segui em carro rumo ao sul a Montenegro. Para quem vêm da Croácia as paisagens mais incríveis da costa de Montenegro estão próximas a fronteira. O litoral abre como um fiorde ao sul do país revelando praias maravilhosas e cidades históricas pitorescas. A primeira delas é Perast que além de um vilarejo medieval bem preservado tem duas pequenas ilhas com antigos mosteiros. A vista do alto da torre da igreja é maravilhosa e o passeio fica completo com um almoço de frutos do mar a beira mar. Seguindo pela estrada a próxima cidade que vale uma visita com pernoite é Kotor. Aqui encontrei uns amigos e com a ajuda de uma agencia de viagens na praça principal alugamos um apartamento dentro da cidade antiga. Kotor tem como atrativo além da vila medieval cercada por muros uma fortaleza militar que sobe 2 km morro acima dando a cidade uma linha extra de muralha. A subida até a fortaleza é dura e tem que ser feita no final da tarde com o sol mais baixo. O esforço é compensado com o visual maravilhoso da cidade e do Fiorde. À noite Kotor ferve no verão com vários pequenos bares em suas ruelas e becos.

No dia seguinte seguimos viagem pela costa de Montenegro até Budva que seria nossa base para explorar a costa desse belo país. Budva tem um bonito centro histórico também com sua cidade murada, mas predomina no cenário a cidade moderna e a praia de Becici com bons resorts para quem quer curtir uns dias de praia no mar Adriático. O balneário é bastante turístico com grande parte dos turistas vindo da Sérvia para passar o verão. Por conta disso a cidade tem uma vida noturna interessante, mas já foi bem descaracterizada pelo turismo de massa. 

Após alguns dias de praia curtindo o belo litoral Montenegrino subimos a serra rumo à fronteira com a Sérvia. O trajeto até Belgrado não é longo em distancia (cerca de 500 km), mas as pequenas estradas que atravessam as montanhas tornam a viagem lenta e demorada. O visual no caminho é espetacular principalmente cruzando as altas montanhas que dividem os dois países. Se prepare para encarar uma fila de até 4 horas para passar pela imigração Sérvia. Doze horas depois que deixamos Budva chegávamos ao povoado de Guca no interior da Sérvia onde ficaríamos alguns dias para o tradicional festival de trompetas que acontece todos os anos em Agosto. Por uma semana bandas de
trompetas de todo o país e até internacionais vem a esse pequeno vilarejo competir no festival.
A festa reúne milhares de pessoas que transformam Guca em uma versão Sérvia do Festival de Woodstock com pessoas acampando em todo o espaço disponível nos pastos ao redor da cidade. Através da agencia oficial do evento (guca.com) nos hospedamos em uma casa de uma família local que logo nos recebeu com uma tradicional dose de Raki e o café forte no estilo turco. As ruas estavam lotadas de barracas que vendiam o tradicional porco e carneiro no rolete, bandeiras e camisetas nacionalistas Servias e todo o tipo de souvenir da festa. Por todos os lados bandas desfilavam tocando para qualquer grupo que abanasse alguma nota de Dinar Sérvio. A folia se concentra na arena onde as bandas que estão competindo se apresentam, na rua principal da cidade vários bares e restaurantes ficam lotados. Outro ponto de concentração é a praça da vitória que tem uma estátua de um trompetista. Como manda a tradição todos escalam a estátua para tirar uma foto de preferência abanando a bandeira Sérvia. Para curtir bem o festival apreenda duas palavras essenciais em Sérvio: Pivo (cerveja em Sérvio) vai ser usada ao longo de toda a tarde e a noite, e Voda (água em Sérvio) será essencial para a sua sobrevivência na manhã seguinte.

Depois da minha primeira noite fui desesperado por uma água logo que acordei e os sinais que fiz me renderam uma “Pivô” quente logo de manhã. Outra dica fundamental é que vegetarianos devem passar longe de Guca. As refeições variam de porco e carneiro à kebabs e linguiças. O único vegetal que passou pelos nossos pratos quando alguém pediu uma salada foi um pouco de repolho. Eu presenciei o desespero de um casal holandês que com muito custo conseguiu em uma das barracas que o churrasqueiro prepara-se um peito de frango grelhado que antes de ir para dentro do pão foi batizado com o molhinho do leitão assado. Curta a música e a alegria das ruas com os simpáticos locais. São poucos os estrangeiros que chegam a Guca então é comum que os locais ofereçam Raki ou Pivo aos turistas em gesto de confraternização.
Terminado o fim de semana de festa seguimos para Belgrado. A hoje alegre capital da Sérvia é testemunha da história de muitas guerras envolvendo o país. Da fortaleza medieval que marca seu centro históricos aos prédios em ruínas bombardeados pela Otan em 98 a cidade pode ser facilmente conhecida a pé. Além dos atrativos diurnos Belgrado guarda o melhor para a noite. Com o tamanho de Campinas Belgrado surpreende com uma vida noturna de dar inveja a qualquer metrópole. No verão grande parte dos restaurantes, bares e casas noturnas se concentram na beira do Rio Danúbio em balsas flutuantes.

Comece com um jantar na cidade histórica de Zenum que fica a 18 km de Belgrado e foi no passado o limite do império Austro-Hungaro enquanto Belgrado estava sob o domínio Otomano. A cidade histórica bem preservada tem ótimos restaurantes à beira do rio. Depois da meia noite siga para as balsas em frente ao antigo Hotel Iugoslavia que fica nas proximidades. Invista em uma visita ao Blay Watch que mistura música pop internacional com shows de cantores Sérvios que empolgam os locais. Por conta da vida noturna vale ficar na cidade pelo menos quatro dias. Procure pelo Hotel Mr President, um excelente hotel butique com ótimo custo benefício. Além dos quartos confortáveis o hotel oferece internet, jantar e ligações internacionais grátis.

Terminamos nossa aventura nos Balcãs em Belgrado com a certeza que voltaríamos para conhecer a Bósnia, Macêdonia e o restante da Croácia. Seguramente a região tem assunto para meses de viagem e muitas matérias.

Texto e fotos: Fernando Russo
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CARRO: Pagani Zonda F, o carro mais caro do Brasil e um dos mais velozes do mundo

Você já se imaginou dirigindo um carro de mais de R$ 3 milhões, com motor V12 de 555 cavalos e fuselagem de um caça? Pois é, algo até difícil de imaginar. Porém aqui no Brasil, que se tenha notícia, apenas um brasileiro conseguiu essa proeza. Considerado a um bom tempo o automóvel mais caro do Brasil, o italiano Pagani Zonda F é uma máquina incrível. Seu potente motor empurra com disposição e sua direção parece adivinhar os movimentos do piloto. Isso mesmo, piloto, porque quem dirige uma máquina dessa não é mero motorista, e sim um piloto hábil para comandar esse automóvel. A idéia é que o carro seja uma extensão do piloto, tanto é que o Zonda pode ser construído sob medida para o proprietário por ser um carro de produção artesanal, 25 unidades por ano.

Essa adequação do projeto não se limita à compleição física do motorista. O comprador pode encomendar acessórios exclusivos como bancos de competição e tomadas de ar extras na carroceria. E a fábrica privilegia as preferências pessoais no ajuste do carro. Na estrada, o Zonda se mostra um carro "nervoso", mas sempre firme e equilibrado. O motor do Zonda é o Mercedes-Benz AMG 7.3, preparado especialmente para a Pagani Automobili, com bielas de titânio e coletores de admissão específicos. Gerando uma enorme força - 555 cavalos a 5900 rpm e 76,5 mkgf de torque a 4050 rpm - e um ronco estimulante. A história desse motor é curiosa. O Zonda é único modelo feito por uma empresa de fora do grupo DaimlerChrysler a utilizar um motor com a inscrição Mercedes-Benz, com a autorização da fábrica. Essa regalia foi conseguida graças à influência do piloto Juan Manuel Fangio, amigo do construtor do Zonda, o argentino Horácio Pagani, junto à Mercedes. Mesmo assim, Pagani teve de submeter seu projeto à avaliação dos alemães. Por pouco o Zonda não se chamou Fangio. Com a morte do corredor, Pagani optou pelo nome de um vento que sopra nos Andes argentinos.  

O PAI DO ZONDA
Segundo seu criador, Horacio Pagani, 52, argentino radicado na Itália, declarou em entrevista concedida no lançamento do Zonda que tinha uma verdadeira paixão por construir carros desde pequeno. “Com 10 ou 12 anos eu desenhava automóveis e dizia para minha mãe que iria à Itália para fazer automóveis. Fui nos anos 1980, sem mais dinheiro do que o suficiente para comprar uma bicicleta para mim e para minha esposa. Acabei conseguindo trabalhar na Lamborghini, em um cargo pouca coisa acima do de um faxineiro. Foi uma época difícil, sem muito trabalho. Uns dois anos depois eu já era o encarregado pela carroceria.”
Com essa experiência na Lamborghini, Pagani adquiriu experiência necessária para criar sua própria empresa, a Modena Design, uma companhia de projetos que foi pioneira no uso de materiais leves e resistentes, como a fibra de carbono. “Lá, somos todos apaixonados por automóveis, não só os nossos, mas também os criados por outras fabricantes. Depois de trabalhar na Lamborghini, eu queria criar meu próprio carro. Não melhor ou pior, mas com uma proposta diferente. Nossos carros são caros e exclusivos, voltados a um mercado muito pequeno. A faixa etária dos compradores com dinheiro para comprar nossos automóveis é de cerca de 50, 60 anos. Assim, criamos um veículo com aparência extrema, pronto para desafiar uma pista de corrida, mas também muito confortável e luxuoso.” Que é a mesma proposta de outra super-máquina conhecida nossa, o Bugatti Veyron, tornando o Zonda F um dos poucos automóveis do mundo capazes de rivalizar com uma das máquinas mais fantásticas já criada pela indústria automotiva.

PILOTANDO O "CAÇA"
Essa experiência na Lamborghini, trouxe ao Zonda influências no seu design. Além da inspiração nos carros de corrida do Grupo C europeu como o Jaguar XJR 12 e o Aston Martin AMR-1. Para quem está na cabine, a sensação é a do cockpit de um verdadeiro carro da categoria protótipo. À frente, o motorista vê as duas saliências laterais dos pára-lamas, como as que existem nos carros que correm em Le Mans, Daytona e Donington Park. Para trás, o mais interessante é olhar pelo retrovisor e ver as ondas de calor e vapor de gasolina subindo do escapamento de quatro bocas, localizado bem no centro da traseira. Os engates suaves das marchas lembram um automóvel de luxo, mas o pedal da embreagem exige força como num carro de pista. Com o mínimo de deslocamento do pedal, o sistema entra para decidir.

Com uma velocidade máxima é de 345 km/h, com uma aceleração de 0 a 100 km/h em 3,5 s. O responsável por esses belos números, além da carroceria de apenas 1.344 kg (isso para um carro de 4,44 m de comprimento e apenas 1,14 de altura), é o motor V12 fornecido pela AMG, divisão de preparação da Mercedes-Benz. Não fosse pela aparência, seria possível intuir a força do motor pela medida dos pneus Michelin Pilot Sport 2: 255/35 R19 na frente e 335/30 R20 atrás. Os freios Brembo, a disco ventilado nas quatro rodas, também denunciam o que empurra o Zonda F para a frente: os discos dianteiros, de 380 mm x 34 mm, são “mordidos” por pinças de seis pistões; os traseiros, em medida 355 mm x 32 mm, param de girar com a ajuda de quatro pistões. E param rápido. A frenagem completa, de 200 km/h à imobilidade, leva apenas 4,4 s.
 

ACABAMENTO REFINADO
Apesar da aparência de um carro de corrida, em uma coisa o Zonda não lembra em nada um protótipo de corrida: seu acabamento primoroso, algo raro quando se trata de superesportivos feitos em pequena escala. Para os amantes, ou apenas admiradores, de automóveis é possível passar horas apreciando o interior do Zonda, que mistura materiais nobres como cristal, alumínio e couro no revestimento. O CD player é da marca Becker, famosa por equipar os Mercedes-Benz desde 1949.
Por fora o Zonda tem estrutura tubular de aço e carroceria de fibra de carbono - que, de tão bem acabada, nem precisaria ser pintada. Tanto que uma das unidades produzidas foi entregue na cor natural, que é preta. A carroceria do carro é de fibra de carbono e pode ser aberta pelo motorista para se ter acesso ao motor, tanque de combustível e até espaço para bagagens nas laterais do carro. Todos esses detalhes refletem o cuidado com que a Pagani cria seus automóveis de forma artesanal assim como o método utilizado na F-1. Afinal, Horacio Pagani, como todo bom alfaiate, sabe que o cliente - especialmente o que dispõe alguns milhões de reais para aplicar num carro esportivo como esse, sempre tem.
Fonte:G1
Revista Quatro Rodas
Motorsa.com
www.paganiautomobili.it
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

VAIDADE: Suor & Axilas, mantenha o controle evitando irritações na pele e manchas na roupa

Usamos a expressão “suar a camisa” para indicar a prática de um esforço para conseguir algo que se deseja. Aos nos esforçamos fisicamente o corpo tende a transpirar para controlar a temperatura do corpo. Mas nem sempre “suar a camisa” é algo natural. Muitos homens se queixam daquelas enormes “pizzas” em baixo do braço ou do odor que exalam durante o exercício físico. Para saber um sobre esse tipo de problema, consultamos a dermatologista Carol Coelho que nos esclareceu sobre o que é a Hiperidrose e também a bromidrose e como tratá-las.

O suor é uma forma que o nosso organismo tem de controlar a temperatura do corpo, especialmente durante a prática de exercícios físicos, febre ou em ambientes quentes. Suar bastante nestas situações é normal e até saudável, mas se esse suor excessivo acontece a todo instante e em qualquer ocasião, é um sinal de hiperidrose. Esta doença se caracteriza pela hiperatividade das glândulas de suor, principalmente nas regiões das axilas, pés e mãos, mas também pode acometer outras áreas do corpo como virilhas e couro cabeludo e tem nos fatores psicológicos as principais causas da doença.
 

A hiperidrose pode ser primária (quando não se encontra uma doença associada) ou secundária (relacionada a doenças endócrinas, neurológicas, menopausa, obesidade e principalmente doenças psiquiátricas/transtornos de ansiedade). Os pacientes com hiperidrose associada à ansiedade normalmente não suam quando estão dormindo (estado de relaxamento), mas suam bastante mesmo com o tempo frio. Apesar de o senso comum nos levar a achar que homens suam mais que mulheres, não há comprovação científica para isso e dados indicam que a hiperidrose atinge homens e mulheres em igual proporção e que cerca de 2.8% da população sofram com esta doença.

O tratamento para a hiperidrose varia de acordo com a causa. A primeira regra é não tentar a automedicação e sim procurar um dermatologista. Os médicos costumam graduar a hiperidrose primária em leve, moderada e severa através da avaliação do grau de constrangimento, problemas sociais e de auto-estima relacionados à doença para escolher o tratamento mais adequado. Nos casos leves usa-se desde soluções simples, como talcos anti-sépticos e leite de magnésia aos medicamentos tópicos contendo cloreto/cloridróxido de alumínio, associados ou não, ao triclosan, glutaraudeído, iontoforese. Existem ainda os anticolinérgicos orais que também podem ser usados, mas eles causam muitos efeitos colaterais e por isso costuma ser recomendados.

Nos moderados/severos partimos para aplicação da toxina botulínica tipo A nas regiões afetadas garantindo ao paciente um média de 6 meses sem suar. Nos casos de difícil tratamento ou em que o paciente sofre muito com o problema, a melhor opção é o encaminhamento para um cirurgião torácico para realizar a cirurgia de simpatectomia (remoção de uma parte específica do nervo simpático principal) que cura definitivamente a hiperidrose daquele local, mas pode ter um efeito colateral de compensação da sudorese em outras áreas como peito e costas. Ao optar por este tipo de tratamento é aconselhável conversar com o médico sobre todas as possibilidades de efeitos colaterais, alguns podem ser irreversíveis.

Outro mal ligado a hiperidrose é a bromidrose, nome dado ao mau odor provocado pelo suor excessivo em algumas partes do corpo, principalmente axilas e pés. O odor ocorre pela decomposição do suor por bactérias que habitam estas regiões. A cura da bromidrose esta na cura da hiperidrose. No caso dos homens que, em geral, não depilam as axilas, não há relação entre os pelos das axilas e hiperidrose ou bromidrose. E provavelmente os homens exalam mais odor por outros fatores associados como a questão hormonal (testosterona) e a maior produção de sebo/oleosidade da pele. Se você não tem umidade excessiva em determinadas regiões e faz uma boa higiene local, não haverá mau odor.
HIGIENE, TECIDOS E DESODORANTES – como agir e escolher

- A higiene é sempre a primeira ação para combater qualquer tipo de doença, ainda mais quando se trata de suor e odores.

- É fundamental lavar e enxugar muito bem não só as axilas, mas também os pés e a virilha. Manter sempre estas regiões limpas e secas e usar talcos para os pés e antitranspirante.

- O uso de antitranspirante não faz mal à saúde como já se ouviu falar, pois ao contrário do que se pensa ele não impede a produção de suor, só minimiza.

- É importante saber que os desodorantes comuns não tratam a hiperidrose e são apenas perfumes que disfarçam o odor com uma leve ação antitranspirante. O melhor a fazer é escolher desodorantes suaves, com pouco perfume e secos/dry para evitar irritações na pele.

- O melhor tecido para quem sofre de hiperidrose ou bromidose é o algodão e uma dica importante é nunca repetir roupa. Usar apenas uma vez e colocar para lavar. É também aconselhável ter sempre uma camisa limpa para trocar durante o dia e/ou também meias e cuecas. Isto previne não só a bromidrose como as micoses e outras doenças associadas ao excesso de umidade da pele.
 
PESQUISA SOBRE CONSUMO X VAIDADE DO HOMEM
 
Recentemente a Unilever fez uma pesquisa com cerca de mil brasileiros de 30 a 55 anos sobre questões como os cuidados pessoais e a imagem dos homens na mídia. Confira alguns pontos bem interessantes:Sobre frequência de uso, o desodorante, foi citado por 90% dos entrevistados, vem depois apenas do sabonete em barra, mencionado por 94% deles. Quando o assunto é a representação do homem na publicidade e na mídia, eles consideram ser retratados como caricaturas que expressam mitos e estereótipos. Sete em cada dez entrevistados acham que a mídia os mostra como muito mulherengos, além de muito atléticos e malhados. Ou seja, a maioria até gostaria de ser considerado um Casanova ou ter uma barriga tanquinho, mas a realidade é bem diferente. Outro estudo da Unilever revela que 27% dos homens declaram ter sensibilidade a desodorantes e, entre esses, 57% sofrem com irritações nas axilas. Fonte: Unilever
 
SERVIÇO:
Clínica Carolina Coelho – Rua Frei Matias Teves, 280, Emp. Albert Einstein, Sala 509, Ilha do Leite, Recife/PE - F: (81) 3423.5690


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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ESPORTE: Kitesurf, o esporte que envolve grandes paixões do homem: o vento, o mar e a velocidade

Como já percebemos o verão já chegou no Brasil. E porque não começar a investir em esportes novos que tem a cara dessa estação? Pensando nisso, resolvemos navegar um pouco nas particularidades de cada esporte, que seja ideal para se curtir na estação do sol, dos mais radicais aos mais simples. Começamos nosso papo, pelo Kitesurf, um esporte que é muito divertido, porém é preciso de um pouco de técnica e treinamento.

Então, vamos começar a alongar, porque nem só de cerveja vive o verão!


O Kitesurf é um esporte futurista que envolve grandes paixões do homem, como; o vento, o mar e a velocidade, de uma maneira genial, possibilitando muita adrenalina e liberdade. O esporte que também pode ser chamado de Flysurf, não é tão simples quanto parece, mas depois de praticar, você irá descobrir que é bem legal. Para começar você precisará de uma prancha pequena com suporte para os pés (parecida com a que se usa para esquiar) e uma pipa, que também é conhecida por muitos como “papagaio”. O kitesurf pode levar os amantes do vento a uma velocidade que poderá chegar a 80 km/h e saltos de até 10 metros de altura.

A pipa é presa à cintura, que impulsionada pelo vento te faz deslizar sobre a água. É possível controlar seus movimentos através de uma barra e fazer saltos extraordinários. O esporte é relativamente recente, já que foi inventado em 1985 pelos irmãos franceses Bruno e Dominique Legaignoux, entretanto encontra-se num momento de grande popularidade, com vários adeptos, principalmente no Brasil e Portugal.

DESLIZANDO PELO TEMPO

Porém. antes da invenção dos irmãos Legaignoix, o kitesurf já existia. Fosse pelas mãos dos chinese com o surgimento das pipas, isso há mais de 2 mil anos, quando criaram a pipa para ajudar na navegação de barcos e o transporte de materiais pesados de construção. Ou na Segunda Guerra Mundial, onde as pipas também foram usadas, dessa vez como mecanismo de defesa contra aviões. Mas foi em 1295, pelas mãos do explorador italiano Marco Pólo que a Europa teve acesso a essa nova invenção. Porém o inglês George Peacock é apontado como o pai da tração à pipa, quando em 1826, na cidade inglesa de Bristol, criou uma estrutura em que as pipas puxavam carroças a velocidades de até 20 km/h. A invenção terminou sendo patenteada, mas não evoluiu muito em quase 150 anos, a não ser pela experiência do americano Samuel Franklin Cody, um dos pioneiros da aviação, que navegou o canal da Mancha puxado por uma pipa.
Outros acontecimentos históricos marcaram a evolução da pipa no meio de transporte, como na década de 70, onde alguns americanos começaram a usar pára-quedas para puxá-los sobre esquis aquáticos. O holandês Gijsbertus Panhuise, em 1977, conseguiu patentear um equipamento em que uma pessoa é puxada por um pára-quedas em uma prancha e, em 1978, um barco movido à pipa, desenvolvido pelo americano Ian Day, ultrapassa a velocidade de 40 km/h. Muitos anos, e invenções, depois é que a pipa começou a tomar espaço como um esporte. Foi em 1998, em Maui, no Havaí, onde foi disputado o que foi chamado de 1º Campeonato Mundial, nas modalidades de longa distância, wave e slalom. Dos 24 competidores, apenas dois optaram pelo kiteski e o resto usou as pipas infláveis. O americano Marcus Flahs Austin foi o campeão na classificação geral, com a pipa inflável. Cory Roeseler, com seu kiteski, ficou em segundo. O americano campeão mundial de windsurf, Robby Naish, foi o primeiro na categoria slalom e a windsurfista japonesa Tomoko Okazaki foi a campeã feminina, ambos usando a estrutura inflável. O brasileiro Maurício Abreu, também com a pipa inflável, terminou em sexto lugar.

OS PRIMEIROS CAMPEÕES MUNDIAIS

Já em 2000, foi criado o Kiteboard Pro World Tour, o primeiro Circuito Mundial de Kitesurf. O campeonato passou por países como Cabo Verde, República Dominicana, França e Rio de Janeiro. Na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Jasneiro, o francês Christopher Tasti e a neo-zelandesa Stephanie Gamble se tornaram os primeiros campeões mundiais. Os franceses Franz Olry e Anne Laure Pegon venceram a etapa do Rio. Em 2001, no segundo ano do Kiteboard Pro World Tour, o Rio encerrou mais uma vez o circuito e ganhou o status de Campeonato Mundial feminino. Os atletas fundaram a Kiteboard World Association (KWA) e nesse ano também foi criada a Associação Brasileira de Kitesurf (ABK), que promoveu o 1º Desafio Brasileiro de Kitesurf, na cidade de Araruama, vendido por Marcelo Cunha e Daniela Monteiro.

COMEÇANDO A VOAR...
Para começar o esporte o ideal é fazer um curso com um instrutor qualificado, pois todos os participantes devem ser orientados a seguir as normas de segurança. Já as primeiras voltas na água acontecem sem a prancha, para que o iniciante entenda e domine o controle do kite, assim como, procedimentos de resgate e comandos para estacioná-lo. Depois de compreender a intensidade da força que o kite consegue exercer, é hora de se adaptar ao equilíbrio da prancha. Lembrando que o ideal é comprar o equipamento depois de começar o curso, pois você poderá manuseá-lo de forma errada, além disso, é preciso da indicação do seu instrutor para comprá-los baseado no seu biótipo, peso, altura, local, condições de velejo e qualidade do material.



EQUIPAMENTOS
Você terá um gasto aproximado de R$ 3.000,00 com equipamentos e aulas.
KITE (PIPA):
Os kites infláveis são os mais utilizados, podendo ficar longos períodos na água e continuando aptos a decolar novamente. Possuem apenas uma superfície de tecido, talas infláveis que lhes mantém o perfil aerodinâmico estável, e um inflável principal que mantém o formato em arco, tornando-os insubmersíveis.

PRANCHA:
São vários os modelos de pranchas disponíveis, sendo cada tipo, ideal para cada objetivo e intensidade de vento.

KIT:
Na verdade é uma mochila com a bomba para encher o kite, barra, acessórios (linhas de vôo e cabos de conexão), trapézio (prende o kite na cintura) e o kit de reparo.

MALHA PARA PROTEGER A PELE DO SOL:
Você passará muito tempo dentro d’água e exposto ao sol, assim, é melhor usar uma camada de tecido protetora, que ficar repondo toda hora o protetor solar.


O kitesurf também exige uma boa noção dos conceitos de velejo, pois todos os seus movimentos estão ligados a tração gerada sob o vento e o equilíbrio na água, sendo possível navegar perpendicular ao vento, través dele, a favor dele (arribada) ou com um ângulo contra ele (orça ou contravento).



 


Emfim, as praias que tem condições perfeitas para a prática do Kitesurf, como a de Maracaípe, em Pernambuco, Jericoacoara, no Ceará, e no Rio de Janeiro, estão sendo invadidas por essas enormes pipas coloridas no céu. Como muitos praticantes dizem; o kitesurf não é um esporte, e sim, um vício, pois desde o momento que você começa a flutuar pela primeira vez na água, não consegue parar mais. Lembrando que este é um esporte que lhe coloca em contato direto com a natureza, sem poluí-la.
CONFIRA O VIDEO QUE DÁ UMA AULA SOBRE KITESURF:




MACEIÓ / AL - Fortes Kitecenter - forteskitecenter@hotmail.com




SALVADOR / BA - KGB Kiteboarding Center - Naish Bahia - kgbkitecenter@yahoo.com.br

JERICOACOARA / CE - Naturalmente Jeri / Preá Kite School - kitejeri@hotmail.com

FORTALEZA / CE - Kitecenter Fortaleza - ygones@gmail.com

BRASÍLIA / DF - Escola Brasiliense de Kitesurf (Naish DF) - joao.foto@hotmail.com

VITÓRIA / ES - 30 knots - Escola de Kiteboarding - trintaknots@click21.com.br

SÃO LUIZ / MA - Centro de Kitesurf Olho dágua - olhodaguacenter@yahoo.com.br

BELÉM / PA - Amazon Kitesurf - campbell28@terra.com.br

JOÃO PESSOA - CABEDELO / PB - The Hand Kitecenter - thehandjunior@hotmail.com

RECIFE - PORTO DE GALINHAS /PE - Kitecenter Naish - EPK - ratofernandes@hotmail.com

CURITIBA/PR - Kanaha Water Sports - kanaha@kanaha.com.br

GALINHOS/RN - Kitesurf Center - edgar@kitesurfgalinhos.com

NATAL/RN - Escola de Kite e Wind Trust - ricardokite@ig.com.br

OSÓRIO/RS - Escola Rajada de Kitesurf - rajada@rajada.tur.br

FLORIPA/SC - Windcenter - windcenter@windcenter.com.br

ARACAJU/SE - Extreme Adventure - marcelokitecenter_se@yahoo.com.br
ILHABELA/SP - Kitecenter Ilhabela - ederkite@hotmail.com

SÃO PAULO/SP - Bl3 Escola de Iatismo - Ilhabela - bl3@bl3.com.br

FONTE:www.kitesurfmania.com.br
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domingo, 11 de setembro de 2011

MENSCH ESPECIAL: 11 de setembro, dez anos depois...

A manhã de 11 de setembro de 2001 está marcada na mente de bilhões de pessoas ao redor do mundo. Independentemente de estar na Europa, Ásia, América ou qualquer outro recôndito desse planeta, pessoas das mais variadas crenças reuniram-se na frente da televisão para assistir absortos dois aviões que se chocavam contra o World Trade Center. Ao vivo, acompanhamos o trajeto daquelas aeronaves que se chocavam contra os prédios como brinquedos. Nem nos mais ficcionais filmes hollywoodianos, tínhamos visto cenas tão realistas e chocantes. O replay infinito de imagens, com aqueles aviões batendo sem cessar nas torres, nos levou a uma imersão midiática global. E foi tal a grandiosidade do fato que hoje esse dia se tornou referência e todos nos conseguimos lembrar o que estávamos fazendo naquela manhã de sol em Nova York. Mas, por que, afinal, esse acontecimento foi tão importante?

Era apenas o primeiro ano do século XXI e o mundo esperava ansioso novos tempos, típico do início de um novo ciclo. Mas o que se viu naquele dia ajudaria a determinar os rumos do mundo nos próximos anos. America under attack mostrava que agora o inimigo dos EUA era outro, não mais os clássicos bolcheviques ou vietcongues, mas um adversário sem face, que não se materializava num país, numa cor ou numa bandeira. Eram muitos, espalhados entre os seus, com outras ideologias, um orgulho diferente e um ódio impensável para os americanos. Uma nova forma de guerrear estava declarada ali – a Guerra ao Terror estava nascendo dos destroços daqueles prédios.

Sem contar também o próprio simbolismo do fato. Afinal não era uma construção qualquer, mas o símbolo do capitalismo norte-americano no coração financeiro dos EUA e também o Pentágono, base da inteligência militar do país. Há também o outro avião, que não atingiu seu alvo, mas se presume que rumava de encontro ao Capitólio, representação do poder político. Estratégia perfeita, se é que podemos usar esse adjetivo. Tudo milimetricamente programado com um fim único de promover o medo e o terror. E assistíamos todos àquelas cenas, compartilhando com americanos a incredulidade e o sofrimento. Nosso imaginário ganhou vida com aviões seqüestrados, torres gigantes que desafiam a gravidade tombando no chão, fogo e pessoas se jogando para a morte. Era um espetáculo real, ao vivo, dentro de nossas casas que fez, por alguns instantes, comungarmos a dor alheia e nos sentirmos todos solidários e humanos pela mesma causa.
Dez anos passados, com duas guerras em curso, com Saddam Hussein e Bin Laden mortos, podemos nos perguntar se o mundo está mais seguro. Ainda é cedo para fazer tal afirmação, mas já sabemos e sentimos que está diferente, com certeza. Viajar se tornou um tormento, uma vez que paira sempre a dúvida na hora das imigrações. Sempre um alerta de que podemos ser barrados, para nos lembrar de que a tão festejada aldeia global só se fundamenta mesmo virtualmente. O terror, como arma de afirmação de ideologias radicais, espalhou-se pelo mundo e hoje somos todos vitimas, haja vista a Rússia e a Noruega recentemente. Qualquer ação política contestada em uma parte do mundo pode se transformar em uma bomba que explode no seu caminho para o trabalho. Vimos, com o atentado em solo americano, que mesmo as grandes potências não são invulneráveis. O mundo está politicamente mais equilibrado e abre, assim, espaço para novos atores no cenário global, como os emergentes como Índia, China e Brasil que têm ganhado cada vez mais representatividade nas esferas de poder internacional.

A grandiosidade simbólica da tragédia redefiniu o mundo nos mais variados aspectos, promoveu mudanças drásticas para o novo século que acabou de terminar sua primeira década com muitos poucos indícios do que vai vir pela frente. Podemos não saber o futuro, mas todos nós sabemos o que vimos e sentimos naquele dia de setembro.
O 11 SETEMBRO EM IMAGENS, SONS E LETRAS:

Filme:
Voo United 93, de Paul Grengrass
(
http://pt.wikipedia.org/wiki/United_93)
11 de setembro, de Sean Penn, Alejandro Gonzalez Iñarritu e outros diretores
(
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=3128196&sid=8711231361362736225122146)
Globalização, Democracia e Terrorismo, de Eric Hobsbawn
(
http://livraria.folha.com.br/catalogo/1011748/globalizacao-democracia-e-terrorismo)
Site:


Texto: Mônica Tavares e Sérgio Mendonça
Imagens: Reprodução de capas de revistas de todo o mundo
Agradecimento: NasCapas

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ENTREVISTA: ARY AGUIAR JR

Ary Aguiar caiu meio que de pára-quedas como ator por conta da sua eterna inquietação quando criança. Porém, naquele momento nascia um ator com facilidade para fazer rir e criar situações no mínimo divertidas. O talento de Ary Aguiar resultou em grandes momentos à frente das câmeras como a participação no programa “Quinta Categoria” da MTV, e o fez ganhar o prêmio de campeão da Copa do Mundo de Improvisação em 2010. Ary é desses caras que naturalmente faz rir, inclusive a sí mesmo com situações engraçadas como a do velório que vocês verão nessa entrevista. Para posar para a MENSCH, Ary encarnou um 007 pra lá de trapalhão sob as lentes de Kadu Niemeyer. O resultado, como vocês podem ver, foi hilário. Como não consegue ficar parado, Ary estreia essa semana, ao lado de sua “Bond Girl” Emanuella Grun, a comédia-romântica “Felizes para sempre” no Teatro Vanucci no Rio de Janeiro. Quem tiver a oportunidade não deve perder, é riso certo! Pra quem quer um pouco mais de Ary, é só conferir no site da sua assessoria e agente Márcia Dornelles, as matérias e trabalhos ou seguir pelo no Twitter @aryaguiarjr. Boa entrevista e boa diversão!

Como você se descobriu comediante? Como foi o início de carreira? Comecei a fazer teatro aos nove anos por livre espontânea pressão e porque foi a única maneira que minha professora achou pra me fazer ficar quieto e focado na aula, a partir dos 14 é que comecei a levar a sério. Fazer comédia foi um caminho muito natural, não se procura isso ou você é engraçado ou não é nunca fui o cara mais engraçado da turma, mas com certeza fui o mais cara de pau, acho que depois do espetáculo “Os Adoráveis Sem-Vergonhas” que fez grande sucesso em 2005 e 2008 começou a surgir mais trabalhos para mim nessa área, não me considero um comediante, sou um ator que sabe fazer rir... e gosta muito disso! O humor hoje em dia tomou outro rumo, saiu daquela coisa de só ter personagens e bordões repetitivos é muito mais uma crítica, um olhar debochado e mais criterioso de assuntos sérios ou banais que levam ao riso. Rir do absurdo, e com o meu trabalho como ator e improvisador acho que me encaixei e descobri o meu espaço.

Em algum momento você já foi engraçado quando deveria ter sido sério? Sou o rei dos furos, mas juro que é muito sem querer! Estava num velório e o morto era um torcedor do botafogo, de repente um celular tocou bem alto do meu lado tocando o hino do Flamengo e eu mandei: “Nossa assim o defunto vai levantar!” todos no velório começaram a rir muito e eu fiquei sem graça, pra tentar disfarçar piorei: “agora já chega, voltem a chorar porque ele era botafoguense!”, a viúva foi a única que não riu e me fuzilou com os olhos, achei prudente ir embora. Pelo menos foi um enterro divertido... Qualquer coisa viro animador de velório!

Conta sobre sua participação no "Quinta Categoria" da MTV. Ficou de primeira categoria? Participar como convidado do Quinta Categoria foi um grande marco na minha carreira, a primeira vez foi em 2010 e a outra foi agora em julho de 2011, é muito bom ver este formato chegando a TV e se consolidando no Brasil, lá fora já tinha o “Whose Line Is It Anyway?” Que inspirou toda uma geração por aqui. Foi muito bom improvisar ao lado de Paulinho Serra, Rodrigo Capella e Tatá Werneck, o programa é sucesso na MTV e muito bem dirigido pelo Ivan Von Simson, esses ingredientes tornam o Quinta um programa de primeira categoria, com certeza! É impressionante o carinho e a dedicação dos fãs do programa, estão sempre em contato comigo e tenho prazer em atender cada recado, uma platéia completamente apaixonada por jogos de improvisação.

O que tira o teu bom humor? Políticos safados, atendente de telemarketing e fatura de cartão de crédito, não tem como rir disso mesmo eles sendo uma piada! Falando sério, levo a vida de uma maneira muito leve, não costumo levar problemas pra casa, vivo o momento.

É mais fácil fazer rir no teatro ou na TV? Com certeza absoluta no teatro você tem a resposta imediata da platéia e isso facilita muito... ou não! Na TV, no “Cuecas de Plantão”, procuramos fazer uma análise divertida dos absurdos do cotidiano, como o programa é ao vivo na ALLTV, até temos uma resposta imediata também, mas a repercussão é sempre maior após o programa, nosso programa é o mais visto da emissora e nossos vídeos no Vimeo e no Youtube fazem sucesso na internet. Tudo bem que na TV você conta com a ajuda de outros profissionais de som e edição que ajudam muito a tirar leite de pedra! (risos)

No teatro o improviso é improvisado mesmo ou é um improviso planejado? Totalmente improvisado, as cenas são criadas na hora com sugestões da platéia, nunca um espetáculo é igual ao outro, acho que isso é o que torna a improvisação tão interessante para o público. Isso foi uma técnica que estudo e venho me dedicando desde o final de 2004 criada por um inglês chamado Keith Johnstone que despertam a imaginação e a espontaneidade no ator. Sou suspeito pra falar, mas considero a melhor técnica de formação de atores, pois desenvolve princípios como escuta e generosidade em cena!

Dá pra viver de fazer rir ou essa pergunta é uma verdadeira piada? Dá sim, o Brasil sempre valorizou mais o ator que trabalha com humor, e hoje em dia o público está em busca disso, são tantos problemas no dia a dia que uma comédia sempre cai bem! O humor invadiu as redes sociais, agora todo mundo quer ser engraçado e descolado na internet, acho interessante isso! A conta bancária do pessoal do Pânico ou do CQC deve ser bem divertida, eu com certeza estaria com sorrisos de orelha a orelha!

Para você quem são o rei e a rainha do improviso no Brasil? Temos excelentes improvisadores no mercado, embora seja uma técnica muito nova no Brasil ainda, mas admiro muito Fábio Nunes que faz o Sem Noção no Esporte Espetacular - TV Globo e Tatá Werneck que faz o Comédia MTV e o Quinta Categoria na MTV, começamos juntos em 2005 a estudar as técnicas do improviso e fico feliz de ver a trajetória de cada um, são gênios em cena, quando junta esse povo todo no mesmo palco, é risada na certa!

Vale tudo, tudo mesmo, pra fazer rir? Se a causa for nobre, acho que vale sim. Adoro quando vejo uma pessoa triste e consigo arrancar um sorriso ou uma gargalhada. É muito gratificante para nós, artistas, quando termina um espetáculo e alguém da platéia vem te agradecer por ter alegrado o dia dela, esse reconhecimento é o que faz isso tudo valer a pena. Afinal, um dia sem rir é um dia desperdiçado.

Conta aí uma piada no estilo do politicamente correto pros leitores da MENSCH. Piada? Tem uma de português que visitou uma bichinha chamada Joãzinho... brincadeira! Não conto piadas, isso é uma confusão freqüente que as pessoas fazem, costumam confundir improvisação com Stand Up Comedy e contadores de piada, são estilos completamente diferentes. Na improvisação as cenas são criadas na hora não existe combinação prévia, no stand up são textos escritos e ensaiados sobre observações de si ou do dia a dia e temos ótimos humoristas contadores de piada como o Castrinho, o saudoso Costinha e o meu xará Ary Toledo, diante deles nem me atrevo contar uma. (risos) De qualquer jeito recomendo assistir a TV Senado, impossível não rir!

Ser engraçado ajuda na hora da conquista? Claro que sim, bom humor é fundamental numa relação! Acho que inteligência e bom humor são afrodisíacos sim, nada como fazer uma mulher rir para ter ela completamente apaixonada por você. O problema é quando você realmente se apaixona e elas não te levam a sério por você ser comediante!



O “politicamente correto” tirou a graça do humor brasileiro? Totalmente, acho uns chatos de plantão! Inclusive já falei isso várias vezes no meu programa, acho um caminho perigoso, pois começa a classificar as pessoas em grupos e isso é o destino certo para guerras e intolerâncias. O brasileiro sempre riu de suas próprias desgraças, não é à toa que os grandes humoristas são nordestinos. Sempre fomos um povo leve, que soube ao longo dos anos conviver com a diversidade. Engrosso o coro de humoristas como Renato Aragão e o Jô Soares que disse “se o humor for politicamente correto, ele perde a graça.” Agora tudo é “bullying”, as pessoas estão perdendo o dom de rir.

O que o fato de ter sido Campeão da Copa do Mundo de Improvisação (2010) te trouxe? 2010 foi um ano especial e de consolidação no improviso pra mim. Selecionei um grupo de atores talentosos e começamos a treinar as técnicas de improvisação, expressão corporal, estilos. E o primeiro resultado veio com a Copa do Mundo em junho, depois disputamos o Campeonato Carioca de Improvisação e conquistei o tri-campeonato (2005, 2008, 2010), mas o título que foi mais importante pra mim pessoalmente foi o de Campeão Brasileiro de Improvisação, em novembro, pois fechou todo esse trabalho ao lado dos improvisadores, Kastello, Susana Soares, Alessandro Valéryio, Flávio Lobo e Danilo Maroja, a união e a dedicação do grupo foi fundamental para o “Alcatéia” alcançar esse resultado. A disputa foi cena a cena, o “Alcatéia”, meu grupo, contra a UMA Companhia, de MG, a platéia foi ao delírio! Este ano em outubro e novembro estarei disputando novamente, a cada ano os campeonatos de teatro esporte revelam novos talentos, vale à pena conferir.

Depois de participar de várias peças, filmes e novelas, como "Tempos Modernos" da Globo, como anda seu lado ator? Sempre trabalhando, estudando, não consigo ficar parado. Sou completamente apaixonado pela minha profissão, mesmo ela sendo tão difícil, tive sorte de poder atuar nas três áreas: teatro, TV e cinema. Cada uma tem sua particularidade, seu sabor, embora eu admita que TV é minha grande paixão, o lugar onde mais me identifico e gosto de atuar. Além do “Cuecas de Plantão” programa que dirijo e apresento na AllTV, estou em cartaz no Teatro Vanucci no Rio de Janeiro com a comédia romântica “Felizes para Sempre!”, um grande elenco com atores talentosos e dedicados, fico muito feliz de dividir o palco com eles.

Que "falhas" uma mulher pode comentar que você acha uma graça? Ela pode cometer todas as falhas que quiser, é sempre bom rir do mico alheio, só não pode trocar meu nome na hora H, até porque são 3 letrinhas só!
Grande Abraço aos leitores da MENSCH!
Fotos: Kadu Niemeyr
Assistente: Ana Cristina Barros
Atriz na foto de Bond Girl: Emanuella Grun
Assessoria e Produção: Márcia Dornelles – Md Produções www.mdproducoes.com
Figurino: Ary Veste Ninarô - www.ninaro.com.br
Beauty: Eliane Medeiros
Acessórios: Penéolope Acessórios

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