Não, nem tudo pode ser sobre os prazeres elaborados na vida. Se tivermos como exemplo a culinária: um chocolate Ferreiro Rocher é uma experiência estética magnífica. Sua apresentação é impecável (aquela pequena pepita dourada sobre um suporte de brigadeiro com um adesivo gracioso da marca no topo) passando para a degustação de texturas crocantes e macias de sabores perfeitos. Em contrapartida imagine um chocolate ao leite da Nestlé, com a embalagem simples e o sabor homogêneo do início ao fim, previsível e sem altos nem baixos.
Nenhum dos dois é melhos nem pior, assim como todos os outros prazeres da vida. E sim, isso se aplica aos momentos a dois.
Existe uma ideia latente (ou uma cobrança, quem sabe) em especial no início da relação de que cada momento de casal deve ser um grande evento, elaborado, pensado, especial! A roupa é uma produção, o horário é ideal, o programa é significativo e vai gerar memórias duradouras. O que esquecemos é o peso que colocamos sobre isso. Expectativas geradas trazem a possibilidade de desapontamentos, além do que essas produções elaboradas são cansativas.
Falo por mim quando digo (mas creio que não estou só ao dizer) que existe felicidade também na familiaridade. Programas repetidos, restaurantes revisitados, o cineminha no domingo à tarde, tudo isso me faz apreciar o que realmente importa: a minha companhia, afinal todo o resto eu já estou careca de conhecer, certo?
Compartilhar familiaridade aprofunda a relação e fortalece os laços de casal. Investir nisso pode ser muito bom, caso seja a proposta. O perigo é a mesmice, que vai chegar invariavelmente se o familiar for tudo o que existir. Como tudo o mais da vida, o equilíbrio é a chave do sucesso.
A barra de chocolate ao leite e o bombom de amêndoa recoberto de flocos crocantes se complementam e nós nos deliciamos com cada um exatamente por existir o outro.
domingo, 12 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
ENTREVISTA: Pedro Mariano
Para algumas pessoas ter na genética a vêia artística de pais como Elis Regina e César Camargo Mariano pode ser uma carga muito grande que talvez resulte no comodismo, já que tudo isso seria o suficiente para se lançar ao sucesso. Mas para o cantor Pedro Mariano, a música é muito mais que algo genético ou de sobrenome, a música é a filosofia de vida dele. A música é o talento dele. A genética não garante o sucesso, mas o talento sim. E ao longo de sua carreira de sucessos Pedro foi se descobrindo cada vez mais capaz do seu potencial e fazendo parcerias (e amigos) de sucesso que resultaram em indicações ao Grammy, reconhecimento musical que o leva ao o sucesso incondicional. Aliás, Incondicional é o nome do seu mais recente cd, o 7o de sua carreira, agora com selo próprio. Conheça um pouco mais desse grande artista e vire fã!
A música sempre esteve presente em sua vida, chegou a pensar em ser outra coisa que não fosse ligado à música? Existiu essa possibilidade? Tirando a fase de criança, nunca pensei em outra coisa. Na fase de adolescente sempre me perguntava qual faculdade eu faria e na época não existia (como hoje) faculdades de música no Brasil, então como ninguém ficava satisfeito com a opção em ser músico, acabava dizendo que faria Arquitetura, mas esse plano nunca saiu do papel. Essa história rendeu o boato que dura até hoje de que eu queria ser arquiteto… Nunca passou pela minha cabeça! Não deu tempo!
Em 1995 você participou do cd do seu irmão "João Marcello Boscoli & Cia." ao lado de amigos como Wilson Simoninha e Claudio Zoli. Aquele foi um ensaio para sua carreira solo? Como foi participar daquele projeto? Na verdade eu já estava em processo de consolidação do formato de carreira solo, porque já havia um tempo eu saíra da minha banda, a Confraria, e fazia shows em pequenos bares da Vila Madalena como artista solo. Depois desta fase veio a homenagem que eu e o João fizemos para minha mãe. Isso foi o que realmente possibilitou a entrada em uma gravadora, criando a chance de fazer parte deste projeto junto com todos estes nomes. Esse disco foi muito importante para aliviar a pressão que existia para que eu gravasse logo o meu disco, o que depois de toda a repercussão da homenagem à minha mãe, era o que eu menos queria. Era importante que a poeira assentasse, e aí sim decidir qual melhor caminho.
O que os "Artistas Reunidos" (Max de Castro, Wilson Simoninha, Jairzinho Oliveira, Luciana Mello, Daniel Carlomagno e João Marcelo) tem mais em comum fora a música e a herança musical genética? Acho que muitas coisas, além do universo musical. Tenho muita afinidade pessoal com a família do Jair. Vivo na casa dele, nossas filhas vivem brincando, assim como com a Luciana também. Mas todos nos relacionamos com muita freqüência e amizade, mas a grande verdade é que a música nos rodeia e nos norteia.
A maior cantora que eu já vi em ação.
Fora o gosto pela música o que você herdou da sua mãe e do seu pai? Meu pai sempre me disse que minha forma de me relacionar com as canções que escolho é muito parecida com a da minha mãe. Que meu temperamento por muitas vezes também lembra o dela, apesar de me achar bem mais manso que ela! Sou muito organizado no trabalho, gosto de palco e de me preparar para meus compromissos com relativa antecedência, o que é mais parecido com meu pai. Mas sou bem menos preocupado que ele, passo pelos preparativos relativamente relaxado. Talvez porque confie muito na minha equipe. Sou mais de observar do que falar, o que é bem mais meu pai. Talvez seja isso… ou não!!
Em 2003 você fez uma parceria com seu pai César Camargo Mariano no CD "Piano e Voz", e no CD "Voz no Ouvido" o César participou como produtor juntamente com Otávio de Moraes. Esses trabalhos em conjunto refletem uma afinidade musical entre pai e filho ou é apenas resultado de uma parceria comercial? Muito mais que isso, é uma parceria profissional entre dois colegas de trabalho que têm muita admiração um pelo outro. Sou fã do trabalho dele, e o fato de conhecê-lo muito bem me deixa honrado saber que fiz por merecer a parceria dele, que é muito criterioso e junta seu nome com qualquer um. Além de não ser paternalista nem nepotista.
Que comparação você faria entre "Intuição", "Piano e Voz" e o mais recente "Incondicional"? É muito difícil pra eu fazer esse tipo de comparação, são momentos diferentes com propostas diferentes. Mas todos eles têm um papel muito grande na minha formação, e quando os ouço sinto nitidamente a transformação que o cantor sofreu ao longo do processo. Sou muito auto-crítico e gosto de sentar e fazer esse tipo de exercício. Sabendo como cada disco foi feito, suas circunstâncias e tudo mais que envolve uma produção, consigo ver como me saí em cada um deles. Isso me traz a bagagem que preciso para uma nova empreitada.
"Incondicional". Por que este nome para a sua turnê? O nome é o mesmo do disco, e o nome do disco veio quando buscava um nome que me desse uma sensação de eternidade, mas não no sentido soberbo da palavra, mas sim de algo que fosse como o amor, que como disse o Vinícius de Moraes: "Que seja eterno enquanto dure." Partindo desse raciocínio cheguei à palavra "incondicional" que reflete o meu relacionamento em particular com esse disco. Depois de toda a novela que foi para conseguir liberar esse disco, cinco anos aguardando o momento de poder ir para a estrada com ele, acabei desenvolvendo uma relação diferente com essas músicas. Daí meus sentimentos incondicionais por ele.
Em uma das suas músicas você fala "simplesmente posso esquecer"...o que você não consegue esquecer ou perdoar? Falta de respeito, acho que não dá mesmo!
Cantar, ouvir aplausos no final, você consegue descrever a emoção do artista diante de sua platéia? Só que passa por isso sabe o que é essa sensação. Não existe nada paralelo que se possa comparar!
Você chegou a ser indicado várias vezes ao Grammy, inclusive como "Melhor Disco Pop Brasileiro". Você esperava por essas indicações? O mercado latino é uma boa saída para músicos brasileiros que desejam divulgar seus trabalhos?
Não esperava as indicações, e foi muito gostoso. Hoje com a internet é possível afirmar que as fronteira foram derrubadas, porque é comum eu receber notícias de que meu disco foi parar em algum canto da Europa pelas mãos de algum fã e de repente aquele país pode ser um mercado em potencial, sem que você tenha feito quase nada! Tudo isso é muito louco!!
Com "Incondicional" você lança seu próprio selo, Nau. Era algo desejado há muito tempo? Esse cd tem um gostinho especial por conta disso? Era algo que inevitavelmente aconteceria. Dentro de uma gravadora as coisas mudaram muito e, talvez para que esteja começando agora, tudo seja normal, mas para que é da minha geração, as coisas estavam um pouco desconfortáveis. Não me via mais dentro deste cenário, e além do mais sempre tive minha equipe trabalhando minha imagem, mesmo quando estava em gravadora, e acho que aquele espaço dentro da companhia deveria ser ocupado por algum artista novo, que precise de todo aquele aporte. Minha carreira fluindo como ela vem fluindo, é bem plausível seguir a vida em um selo próprio. E sim, o gosto é especial.
Você começou o ano abrindo a temporada no Tom Jazz cantando além de outras coisas, músicas de outros artistas, dá nervosismo cantar música de amigos, ainda mais com eles assistindo? Confesso que cantar músicas inéditas para o público é bem mais difícil, mas totalmente confortável não é!
Você se sente realizado como artista? O que você espera do futuro? Sim, sem dúvida! Agora o futuro só depende de minhas ações, e procuro ser muito honesto comigo e com meu público. O próximo passo é sempre difícil, mas o fato de conhecer bem os que me acompanham, me dá uma certa dose de confiança. Mas o que eu sei, com certeza é que sempre buscarei novidades, não quero ficar vivendo de conquistas já feitas, quero sempre conquistar mais.
O que a maturidade está te trazendo de bom?
A calma! Um bem precioso na minha profissão!
O que você gosta de ouvir para relaxar?
Nada!! Se colocar música, começo a trabalhar!! O silêncio é maravilhoso!!
Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Fotos: Divulgação
Agradecimento: Patrícia Fano
Agradecimento especial a Pedro Mariano
quinta-feira, 9 de junho de 2011
FITNESS: Vamos Correr, os benefícios e as técnicas do esporte que mais cresce no país.
Talvez você ainda não tenha percebido, mas um dos esportes que mais cresce no país é a corrida de rua e vários são os fatores que tem levado às pessoas a aderirem tal prática. A facilidade de acesso ao esporte, praticado em ruas, parques, praias, vias, academias, e por não exigir um alto investimento inicial, são alguns deles. Hoje, não é difícil encontrar propagandas de corridas de 5, 10 e 21 quilômetros e até maratonas (42.195 km ), cada vez mais frequentes nos meios de comunicação, sendo esta uma aposta de diversas empresas para divulgação de sua marca, devido ao baixo custo e a associação de sua imagem a uma atividade saudável e de promoção da qualidade de vida.
É possível afirmar que correr traz inúmeros benefícios (reduções na quantidade de gordura corporal e concentrações de triglicerídeos, LDL e colesterol total, redução da pressão arterial pós-exercício, aumentos de massa magra e óssea, melhora do sono, aumento da autoconfiança e otimismo frente aos desafios, melhora da auto- estima, entre outros), fundamentados em grande quantidade de estudos, mas como toda atividade física, é necessária uma avaliação médica e treinamento adequado para sua realização.
É possível afirmar que correr traz inúmeros benefícios (reduções na quantidade de gordura corporal e concentrações de triglicerídeos, LDL e colesterol total, redução da pressão arterial pós-exercício, aumentos de massa magra e óssea, melhora do sono, aumento da autoconfiança e otimismo frente aos desafios, melhora da auto- estima, entre outros), fundamentados em grande quantidade de estudos, mas como toda atividade física, é necessária uma avaliação médica e treinamento adequado para sua realização.
Correr virou moda, afirmam alguns, mas a verdade é que um novo perfil de corredores tem surgido, e a maioria não possui como objetivo maior subir ao pódio e conquistar as diversas premiações oferecidas. Esse novo público corre em busca de saúde, qualidade de vida, diminuição do estresse, socialização e bem estar. Quando existe o desafio, este parece ser pessoal, especificamente, em melhorar seu próprio tempo. Nessa perspectiva, podemos dizer que as grandes corridas se transformaram em eventos de lazer. O problema é que, como citado anteriormente, as distâncias percorridas são longas e não podemos ignorá-las. Correr acima de 5 km exige muito do organismo e pode representar um risco à boa parte dos indivíduos, em especial aos que não seguem as recomendações básicas para inicio de qualquer atividade.
Antes de sair por ai correndo é imprescindível procurar um médico clínico ou cardiologista para fazer a devida avaliação, que inclui anamnese, exame físico geral e auscultas. Um exame complementar simples como eletrocardiograma é frequente realizado e junto com a consulta, já detectará a maioria dos problemas, doenças e fatores de risco que necessitem de avaliações médicas mais profundas.
Em casos específicos e dependendo da faixa etária, tabagismo, entre outras, o médico poderá solicitar o teste ergométrico, e/ou eco cardiograma e demais que julgar necessário. Um profissional de educação física também é indispensável, pois é a prescrição do treinamento que pode minimizar à alta incidência de lesões desse esporte, que chega a atingir 60% a 90% dos praticantes em dois anos e são geralmente causadas pelo excesso de volume empregado no treinamento (grandes distâncias percorridas), aliado a falta de um programa de fortalecimento muscular e articular que poderia ser feito na musculação, por exemplo.
Portanto, seja qual for o seu objetivo com a corrida, seguir estas recomendações lhe proporcionará uma prática mais segura e com riscos diminuídos, para que você desfrute de todos os benefícios físicos e psicológicos desse prazeroso exercício. E ai, vamos correr?
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
ESPECIAL Dia dos Namorados - Dicas e sugestões de presentes, lugares e programações.
O Dia dos Namorados está chegando e sempre existe aquela dúvida na hora de escolher um presente para a pessoa amada. Como esta data exige um presente especial, tudo tende a ficar mais difícil ainda. E é claro que isso irá variar de pessoa a pessoa, pois alguns fatores como a situação financeira ou o tempo de duração do namoro irão influenciar bastante. Desta forma, numa tentativa de se adequar a todos os estilos, segue aqui algumas dicas de mimos que gostaríamos de ganhar ou dar de presente. São opções que vão de itens eletrônicos de ponta à coisas simples. Espero que ajude.
Para elas... 1 - Bolsa Louis Vuitton Speedy 30, além de clássica é um presente que irá durar para sempre, alem disso pode ter certeza que a sua namorada lembrará de você sempre que usá-la. 2 - Uma peça de roupa legal. Para as mulheres roupas nunca é demais, só preste atenção para não escolher algo totalmente fora do estilo dela, se for preciso chame a ajuda da cunhada ou de uma amiga. 3 - iPad 2, o objeto de desejo de todos no momento, é um presente que não tem erro, elas vão adorar. 4 - Uma pulseira ou um conjunto bonito. 5 - Colar de coração da Tifany, além da praticidade de poder usá-lo todos os dias, é bem romântico. 6 - Havaianas missonini, ideal para o nosso clima e também para ir à praia. 7 - Um ótimo perfume, no caso Amour da marca Kenzo. Obs: Vale salientar que os presentes acompanhados de um bouquet de flores é sempre bem vindo.
Para eles... 1 - iPad 2, lembre-se que é um presente que você também vai usar bastante. 2 - Camisa tipo xadrez, que está bem na moda agora e parece que veio para ficar. 3 - Cinto legal, pode se um colorido de nylon pra usar com jeans. 4 - Gravata, afinal todo homem deve ter uma gravata clássica no armário. 5 - Kit esportivo da Nike + iPod, para vê se dá um incentivo nas corridas. 6 - Kit dia dos namorados da enoteca Fasano, afinal todo homem de bom gosto sabe o valor de um bom vinho. 7 - O novo lançamento da Hugo Boss, o perfume Orange Men.
Por Manuela Nunes
Fotos: Divulgação
ELES DÃO AS DICAS...
Completando nosso especial Dia dos Namorados, fomos atrás de nossos entrevistados para saber deles qual a boa pro Dia dos Namorados. O que eles irão fazer que podemos tomar como exemplo ou mesmo seguir alguma das dicas deles. Recrutamos o empresário João Marinho, os atletas Fernando Scherer e Giovane Gávio, o fotógrafo Christian Gaul, o chef de cozinha André Falcão, e o cantor Pedro Mariano (nossa próxima capa). Confira as dicas e sucesso!
Obs.: Se você não leu as entrevistas deles ou quer relembrar clique nos nomes deles.
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terça-feira, 7 de junho de 2011
LEITURA: Game of Thrones, o livro que deu origem à série de maior sucesso atualmente.
É dito que cada livro tem a idade certa para ser lido. Também existe uma certa crença que certos gêneros, ao contrario, são dirigidos para públicos de determinada idade. Especificamente, esse filho bastardo da literatura chamado de Fantasia Heróica, que geralmente fica socado nas prateleiras da livraria na seção de “literatura juvenil”. Porém, nem toda a fantasia heróica se resume a Conam, o Bárbaro de Robert E. Howard ou O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. Existem grandes surpresas no gênero que acabam ficando esquecidas.
Uma destas séries esquecidas que acabou de ser revivida é “Uma Canção de Fogo e Gelo”, cujo primeiro livro, “Um Jogo de Tronos” foi recentemente transformada em série pela HBO, com boa recepção pelas audiências televisivas. Embora o primeiro livro já tenha 20 anos. É coisa de gente grande, em vários níveis, e um livro que nenhum adulto em sã consciência permitiria que seu filho em início de adolescência tivesse na estante.
Sem comentar Spoilers, os livros descrevem as intrigas entre as grandes casas de Westeros, um continente fictício claramente inspirado na Europa Pós Império Romano. Uma dinastia recente está se estabilizando, e eventos acabam por trazer de volta a guerra civil dentro do Reino. Se parece clichê, bem, é por que é. A parte boa é que o Autor, G.R.R. Martin, sabe disso e reverte a mesa na cara do leitor.
O estilo de escrita de Martin lhe rendeu um três prêmios Locus, e indicações a três prêmios Nebula e 3 indicações ao prêmio Hugo, que são os Oscars específicos das publicações de ficção científica e fantasia. Com razão: O autor nos leva pela mão gentilmente, nos apresentando um mundo complexo e fantástico com personagens marcantes. Depois ele permite que o leitor dê um passo à frente, afeiçoando-se.E depois ele chuta nossos joelhos por trás. Com força. Um dos truques para isto é a forma como escreve. Ao invés de usar o narrador onipresente geralmente usado na literatura, onde podemos ver sentir, e saber tudo que se passa pela cabeça de todos os personagens relevantes da cena, Martin na verdade escreve pelos pontos de vista de personagens específicos, muitas vezes trocando de visão no meio dos acontecimentos. Isto nos sonega informações, algo que Alfred Hitchcock citou a Trouffaut como sendo a alma do suspense. O medo nasce daquilo que não sabemos, ou não conseguimos compreender. Esta sensação de “Que diabo...?” nos segue por boa parte da trama. É como Martin escrevesse os textos em primeira pessoa, e depois refizesse cada capítulo em terceira pessoa mantendo a estrutura básica. “Eu fiz isto” se torna “fulano fez isso” com pensamentos
Outra característica admirável em Martin é o seu desapego. É fácil criar um mundo, criar criaturas, ordená-las. Enfim é a parte divertida do processo criativo. Destruir a própria criação, com distancia, e fazer isso com coerência e requintes de crueldade, é outra bem diferente. É um romance de fantasia sim, mas fantasia para adultos. É um texto violento, sexual, sangrento e sem piedade. Muito diferente da terra média limpinha, cheia de elfos musicais com ascendências WASP.
Finalmente os primeiros volumes estão sendo traduzidos para o português. Já era hora do pessoal que leu Tolkien na adolescência ler coisa de gente grande.
Texto: Bernardo Queiroz
Jornalista, Especialista em Cinema e Mestrando em Comunicação
Fotos: Divulgação HBO
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
HOMEM DE ESTILO por Bebel Ambrósio
Depois de viver a personagem Milena na novela Ti-Ti- Ti, Bebel Ambrosio ficou ainda mais ligada em moda e no que vestir em cada ocasião. É por isso que ela vem a MENSCH para estreia uma nova seção para dar dicas de estilo para os nossos leitores. Depois das dicas da Bebel, vai rolar o maior Ti-ti-ti, disso a gente não tem dúvida.
É brega um homem que se veste fora do seu próprio estilo só pra parecer alguém que não é e impressionar uma mulher? É bem brega! Acho que o modo como nos vestimos diz muito sobre quem nós somos. Se o homem decide adotar um estilo que não é o dele, mesmo que seja para impressionar uma mulher, ele no fundo, tá escondendo da mulher quem ele realmente é. Pra mim, o legal é sempre ser autêntico. Quais os maiores erros de um homem ao se vestir para uma balada? Acho que os homens erram quando tentam imitar outros homens só para seguir uma modinha. Cansei de ver em baladas homens usando o mesmo estilo de roupa, como se estivessem vestindo uma fórmula que acham que dá certo. Para uns, pode até cair como uma luva, mas para outros, é nítido que não tem nada a ver com a personalidade do cara. E ele só usa (a fórmula) para não se sentir out.
Os homens devem ficar calados ao não ter o que elogiar no visual de uma mulher ou devem mandar ver nas críticas?
É uma situação bem delicada. Depende da relação do casal, assim como a forma como as críticas devem ser feitas. Por exemplo, se a relação é recente, o casal ainda está se conhecendo, o homem deve ser mais discreto, esperar para ver se a mulher vai toda vez errar na escolha do modelito. Se esse for o caso, aí sim, é valido o homem falar com jeitinho, a fim de não fazer com que a mulher se sinta ofendida. Não sou contra as críticas, só acho que se pode escolher o momento e as palavras certas para não haver constrangimentos entre o casal.
Com inúmeras peças teatrais no currículo, responda qual o melhor jeito de se vestir para ir ao teatro? Acho que devemos nos vestir do jeito que nos sentimos mais a vontade, com uma roupa que nos sentirmos bem e confortáveis. Lógico, que devemos prestar atenção na ocasião, o local, o tipo de evento, para não destoar demais das outras pessoas, e acabar se sentindo um estranho no ninho.
O quanto a moda é prioridade pra você e o quanto ela deve ser para um homem? Não sou uma expert em moda, mas gosto muito de estar por dentro das tendências. Gosto de assistir a desfiles, de ver as extravagâncias e ousadias dos estilistas, enfim, de saber o que está in. Já para o homem, basta ter bom gosto e bom senso ao se vestir. Dificilmente ele vai errar dessa forma.
O quanto a moda é prioridade pra você e o quanto ela deve ser para um homem? Não sou uma expert em moda, mas gosto muito de estar por dentro das tendências. Gosto de assistir a desfiles, de ver as extravagâncias e ousadias dos estilistas, enfim, de saber o que está in. Já para o homem, basta ter bom gosto e bom senso ao se vestir. Dificilmente ele vai errar dessa forma.
E por fim, o que não pode faltar no kit de higiene e cuidados de beleza de um homem? Escova de dente, fio dental, desodorante, e se ainda tiver espaço, um perfuminho.
Texto: Nadezhda Bezerra
Fotos: Divulgação
Agradecimento: Bruna Brandão
Destaque Estratégia de Imagem
Agradecimento especial a Bebel Ambrósio
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domingo, 5 de junho de 2011
OBJETO DE DESEJO: Transporte-se no design

Que os clássicos nunca podem ser chamados de ultrapassado isso todo mundo já sabe, agora nada mais instigante do que transformá-los em algo único no planeta. E principalmente com toda esta tecnologia disponível por aí, a mente humana esta cada vez mais estimulada a expandir toda essa criatividade. Reunimos aqui, algumas idéias de como podemos nos transportar com estilo, seja na terra, na água ou no ar.
Quem nunca sonhou com uma moto com aquele jeitão antigo? Afinal o mundo moto ciclístico venera um 'find celeiro'. Essa Henderson 1930 parece ser o sonho até para àqueles que não são chegados num veículo de duas rodas. Com uma aparência “dark”, escondendo as rodas e uma vibe meio retrô, está maquina foi personalizada por Ray Courtney e é equipado com carroçaria de streamliner.
Para sua concepção é possível identificar traços da legendária Harley Earl, por conta das curvas. Mas o que torna este modelo mais inusitado ainda é o fato de todos os seus mecanismos estarem ocultos, o que já não se vê com tanta freqüência atualmente. A Henderson foi uma marca de grande sucesso surgida em Chicago, tendo ido à falência por volta de 1931 após a grande depressão americana. Esta motocicleta pertence ao colecionador Frank Westfall, que causou uma comoção quando apareceu com ela na Hudson Nacional (uma exposição de motos em Nova York ), no ano passado, vale frisar que estas fotos foram tiradas pelo fotografo Graal Mortillaro que registrou este momento.
BARCO BLUE
Por incrível que pareça este pequeno barco azul foi leiloado por uma pequena fortuna, cerca de 200 mil euros, recentemente em um evento em Monte Carlo , sendo disputado as tapas pelos colecionadores.
Esta obra de arte monocromática náutica foi o trabalho mais recente criado pelo artista francês Xavier Veilhan, um dos mais conhecidos de Paris. A idéia de concepção deste barco surgiu quando um design chamado John Dodelande, convidou Xavier para criá-lo. O protótipo foi concebido no estaleiro Frauscher, na Áustria.
Ele hoje se encontra ancorado em Saint Tropez , cabe até 9 pessoas e está equipado com um motor MerCruiser 220HP. Com toda certeza este “barco Avatar” chama atenção por onde passa, mas fica uma dúvida: este barco é para navegar ou admirar?
HELICOPTERO DA HERMÈS
Uma das marcas mais tradicionais e caras do mundo, que atua no mercado desde 1920, a Hermès, lançou recentemente um helicóptero com seu nome. O modelo é fabricado pela montadora Eurocopter.
A idéia surgiu inicialmente para atender apenas ao público dos Emirados Árabes e na verdade trata-se da customização do modelo EC135 da Eurocopter. A cabine comporta quarto passageiros e os acentos de couro são revestidos o ‘Tolie H’, tecido emblemático da marca.
A intenção da parceria da Eurocopter com a Hermès foi de redefinir as viagens de helicóptero em termos de conforto e elegância. Externamente, o EC135 Hermès tem o ski redesenhado para se harmonizar com as linhas do helicóptero e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso à cabine, ganhou novas maçanetas das portas e as faixas na cor laranja, tradicional da marca Hermès.É claro que o acabamento interno é indiscutível, possui um interessante porta-livro, além de uma divisória de vidro separando o piloto dos passageiros para proporcionar maior privacidade. A boa notícia é que este lançamento já esta sendo vendido no Brasil, e para quem está interessado em se livrar deste trânsito infernal, é só entrar em contato com a Helibras, pelo número (11) 2142 3700, e fazer o depósito de oito milhões de dólares. Não é uma boa idéia?
LEXUS BIKE
O pioneirismo nipónico, conhecido de modelos como o Toyota Prius e o Honda Insight, neste tipo de veículos levou a Lexus a encetar um novo segmento até aqui sem tradição na marca: o das bicicletas híbridas.

A definição do termo híbrido implica que sejam utilizadas duas forças de fontes distintas para locomoção de um veículo, ou seja, não faz sentido numa bicicleta pensarmos num motor a gasolina associado a um motor elétrico, aqui apenas a força dos pedais e a energia acumulada através do movimento das rodas criam a energia necessária ao funcionamento do sistema.
Se o mercado possui já tradições em vias de massificação (é possível encontrarmos uma bicicleta híbrida numa loja dedicada às duas rodas) este era o momento da subsidiária da Toyota criar um produto refinado tendo como suporte o crescendo de vendas de velocípedes deste tipo.
Os pormenores técnicos revelam que está dotada de um motor elétrico de 240W, associado a uma pilha de baterias de lítio de 25,9 volt, juntamente com os essenciais pedais. O quadro, fabricado em fibra de carbono, tem a ligeireza essencial à eficiência deste tipo de veículos, associado a um sistema de desmultiplicação interna de 8 relações de engrenamento automático concebido pela Shimano.
Por enquanto esse modelo LS 600H da Lexus, se trata ainda de um embrião que desconhecemos se estará à disposição dos afortunados compradores em breve.Texto: André Lima
Fotos: Divulgação
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
ENTREVISTA: Giovane Gávio

A simplicidade com que Giovane Gávio encara vitórias, medalhas, fama e realização profissional é algo tão incrível e ao mesmo tempo coerente que nos pega de surpresa. Como ele mesmo fala nessa entrevista, ele é apenas um profissional do esporte, assim como poderia ter outra profissão que também a faria da melhor forma possível. Isso infelizmente é um caso raro, mas demonstra o grande ser humano que ele é que vai muito além do atleta famoso. Atualmente técnico da seleção do SESI-SP, campeã da Superliga Brasileira de Voleibol em 2011, pais de quatro filhos, poeta nas horas vagas, Giovane é merecedor de medalhas dentro e fora das quadras.
O que o vôlei ensinou aquele garoto de 12 anos que perpetuou por toda sua vida como jogador e homem maduro? Me ensinou muito. O esporte é importante na formação do jovem, da criança, ajuda a socializar, ajuda a moldar a personalidade, te ensina a conviver em grupo. O vôlei me fez crescer, amadurecer, me deu alegrias, me ajudou a conquistar muitas coisas, além de medalhas, e sou muito grato a tudo o que esse esporte maravilhoso fez por mim, por tudo o que ele me ofereceu. Hoje meus dois filhos mais velhos (Gianmarco e Giulia) jogam vôlei. Se vão seguir ou não, não sei, é algo que vai depender deles, não coloco pressão alguma, mas fico feliz de ver que estão no meio do esporte. Incentivo, apoio e vou sempre estar ao lado deles.
Quando foi que você se encantou com o vôlei e decidiu: é isso que quero fazer! Eu fazia judô e foi vendo a minha irmã Giseli que comecei a me interessar pelo vôlei. Os meus pais sempre me incentivaram muito a praticar esportes, experimentei o vôlei e me apaixonei. Entrei em quadra para não sair mais.
Por que a final das Olimpíadas de Barcelona foi o jogo da sua vida?
Foi uma partida marcante para mim. Lembro bem de tudo o que aconteceu naquela partida, lembro muito dos dias que passamos em Barcelona, de cada momento daquela conquista. Aquela vitória sobre a Holanda foi a coroação de um trabalho bem feito por uma equipe, jogadores, comissão técnica, confederação, e que nos deu uma medalha de ouro que mudou a história da modalidade. Quando aquele saque do Marcelo Negrão passou pelos holandeses, sem defesa, o nosso sonho virou realidade. E ninguém queria acordar daquele sonho.
Foram mais de 30 partidas em jogos olímpicos, bicampeonato olímpico e diversas medalhas olímpicas. Qual o momento mais marcante de tudo isso? Todas as conquistas foram marcantes. Cada uma à sua maneira, porque cada uma marcou um momento da minha carreira. Não teve uma medalha, um título que eu possa escolher como o mais importante, muitos foram marcantes, as medalhas de ouro olímpicas, aquele saque no Campeonato Mundial, cada Liga Mundial, enfim, guardo com muito carinho os momentos que vivi com a camisa do Brasil, desde a primeira convocação à minha despedida.
Você se sente um atleta e um homem plenamente realizado? O que você almeja mais? Sim. Como atleta eu conquistei tudo, fui muito além do que eu poderia imaginar. Tive a oportunidade de jogar com os melhores jogadores, de trabalhar com os melhores treinadores, de vestir a camisa do Brasil e ajudar a Seleção Brasileira a conquistar títulos importantes, aprendi muito e levo isso comigo para a minha vida, não apenas como técnico, mas como homem. Hoje sou treinador, estou começando uma nova carreira e estudando para estar cada vez mais bem preparado, para ser cada vez melhor na minha profissão, na minha função de técnico.
Competir é mesmo o mais importante OU isso é discurso de perdedor?
É claro que todo mundo quer vencer. Mas só um vence, só um atleta, só uma equipe, só um país. Mas, para saber vencer, é preciso saber perder, é preciso saber competir, entender a essência do esporte. Ninguém é imbatível, ninguém é invencível, não existe isso no esporte. As vitórias são fruto de um trabalho bem feito e até mesmo aquele que é derrotado, muitas vezes, precisa ser enaltecido. O atleta precisa entender o sentido da competição, precisa saber o que é o respeito com o adversário, e precisa demonstrar isso, porque ele é espelho para jovens e crianças, precisa dar bons exemplos. Um bom perdedor é mais digno do que um mau vencedor.
O que é mais fácil, conquistar uma medalha ou a mulher que se quer para uma vida inteira? Nada é fácil. Tudo exige dedicação e paixão. Claro, são conquistas diferentes, uma medalha marca o atleta, traz uma felicidade e uma realização que marcam a sua carreira. Conquistar o amor de uma mulher é especial, é para uma vida inteira, e é uma conquista diária, como um namoro que precisa ser vivido intensamente e renovado a cada dia.
E o que é mais difícil, bloquear um ataque do adversário ou as fãs mais ousadas? Bloquear os adversários sempre foi muito difícil. Enfrentei muitos grandes atacantes e também muitos excelentes bloqueadores, os melhores do mundo, pelos clubes e pela Seleção Brasileira. Mas as fãs eu nunca bloqueei, sempre tratei a todas e a todos com carinho, porque o fã é aquela pessoa que te admira e isso é um reconhecimento ao seu trabalho. Seja um autógrafo, um sorriso, uma foto, um aperto de mãos, o fã é aquele que te recompensa.
Chegar aos 40 anos pesou um pouco para um atleta? O que faz para manter a vitalidade de 20 anos atrás? Não. Não tenho essa vaidade de idade. Sempre aproveitei muito cada momento da minha vida, e a idade traz não apenas cabelos brancos, que eu ainda não tenho, mas traz maturidade, experiência, sabedoria. E acredito muito nisso. Todo mundo envelhece, o segredo está em saber envelhecer, saber aproveitar a vida e o que ela oferece de melhor. A idade física é algo que não se pode mudar, a diferença está na cabeça, é preciso respeitar o corpo, ter cuidados com a saúde, uma vida regrada e aproveitar cada momento.
Por que demorou tanto para fazer uma tatuagem que era um desejo antigo? Receio de algum preconceito? Não, nenhum preconceito. Tem gente que não gosta, tem gente que gosta tanto que tem dezenas, às vezes tem partes inteiras do corpo tatuadas. Acho a tatuagem algo bastante pessoal, quando alguém resolve fazer, os motivos são os mais variados, e isso se reflete na escolha do desenho, do que será escrito, de uma imagem.Priscila é a sua maior inspiração? Priscila é uma das maiores inspirações da minha vida. Não apenas ela, mas meus filhos, minha família, é sempre pensando neles que eu vou atrás dos meus objetivos, que me dedico todos os dias como marido, pai, filho e profissional do vôlei.
Giovane poeta, como isso se deu? Tem planos de publicar algo?
Já tive planos de escrever um livro de poesias. Escrevi alguns poemas, um ficou mais famoso, que foi o que falava da Seleção Brasileira, é algo que gosto. Quem sabe, um dia ainda me dedico mais e publico um livro?
E como é ser pai de quatro crianças? O que a paternidade te trouxe? Ser pai é maravilhoso. E eu sou pai quatro vezes. Amo meus filhos, aproveito muito o convívio ao lado deles, um tempo que é e sempre foi mais curto do que eu queria, por causa dos treinos, dos jogos e das viagens. Mas procuro curtir ao máximo as folgas para estar perto deles, acompanhar o desenvolvimento, o crescimento, ser um pai o mais presente possível. Ser pai é uma sensação maravilhosa, o homem amadurece muito quando nasce um filho, passa a ver a vida por um ângulo diferente, traz uma enorme responsabilidade que se transforma em um amor difícil de descrever pela criança. Um filho marca o nascimento de uma nova família.
O mineirinho é mesmo um "come-quieto"? O mineiro é pacato, trabalhador, de boa paz e gosta das coisas certas. Isso de come-quieto é engraçado, é uma velha expressão e, até onde eu sei, tem a ver com o jeito caseiro, familiar, com a simplicidade do mineiro. Se for isso mesmo, eu sou um 'come-quieto', sim.
Em suas palestras o que você tenta passar de mais importante é a sua experiência como atleta dentro do universo esportivo ou o que o esporte te ensinou como ser humano?
Um pouco de cada coisa. Tento passar um pouco da minha experiência, do que vivi no esporte, de como o vôlei me ajudou a vencer na vida, a me formar como homem e como atleta profissional. Muitas pessoas tem curiosidade de saber como é a vida de atleta, como foi minha carreira, alguns me enxergam como ídolo e tem as curiosidades mais diferentes. Sou uma pessoa como outra qualquer, escolhi jogar vôlei, mas poderia ter sido médico, engenheiro, ator, poderia ter seguido outro caminho. O sucesso e o reconhecimento não tem a ver com a profissão que se escolhe, se o lixeiro não fizer bem o seu serviço, a cidade vai estar suja, e ele tem uma importância enorme no nosso dia-a-dia. Se o médico não estiver atualizado, não for competente, a nossa saúde fica prejudicada. Se o professor não for bem preparado para ensinar, nosso futuro estará comprometido. Todos nós somos importantes, todos precisamos fazer o nosso melhor, isso tem a ver com dedicação, com vontade, com profissionalismo. Se hoje eu tenho o respeito das pessoas, não é só porque fui um bom jogador, isso tem a ver com a minha conduta também. Para se viver em grupo é preciso que o respeito venha em primeiro lugar. É assim no esporte, é assim na sociedade, na vida.
O que foi (e é) mais importante para você dentro de um trabalho em equipe, a disciplina, o coleguismo ou o comprometimento?
Acho que tudo isso é importante. Não existe grupo forte sem isso, sem liderança, sem união e sem dedicação. No esporte coletivo todos são importantes, cada um tem sua função e o entendimento e o respeito das individualidades é que fazem um coletivo forte.
O vôlei te trouxe dois grandes amigos, Paulão e Tande. Como você explica essa fidelidade nas amizades masculinas que os homens em geral nutrem e as mulheres invejam? Fiz grandes amigos no vôlei. Tande então é quase que um irmão, nos conhecemos há mais de 20 anos, Paulão também é um grande amigo. Não sei se as mulheres invejam, mas eu prezo muito minhas amizades, as amizades verdadeiras que tenho. Algumas pessoas acabam virando quase que parte da família, tamanha a afinidade e o prazer do convívio. Me sinto um cara de sorte por ter muitos bons amigos.
Qual a maior virtude que um homem deve ter? Caráter. Independente de classe social, de profissão, acima de tudo, o homem precisa ter caráter. E caráter tem a ver com honestidade, com hombridade, com respeito e com educação.
Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Fotos: Roberto Lima, Divulgação
Capa: Roberto Lima / Tratamento de imagem: Jorge Souza
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Agradecimentos: Samy Vaisman - MPC Rio Comunicação & Marketing
Giovane veste Remo Fenut - www.remofenut.com.br
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Agradecimento especial a Giovane Gávio
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