quinta-feira, 15 de março de 2012

FOTOGRAFIA: A imagem da paixão sob a ótica de cinco fotógrafos

“Um fotógrafo não faz uma fotografia apenas com sua câmera, mas com os livros que leu, os filmes que assistiu, as viagens que fez, as músicas que ouviu, as pessoas que amou.” (Ansel Adams)
 
O que á a paixão senão um turbilhão de emoções, instintos e impulsos que nos levam à frenética e insistente vontade de viver cada vez mais e mais profundamente junto do ser apaixonante? Exagero? Talvez sim, talvez não, caro leitor. Para alguns, paixão é algo tão sério, que até se torna profissão. Uma profissão apaixonante que começa no olhar de um e segue para o olhar de muitos.
 
Estamos falando da fotografia, a arte de usar a luz e a sensibilidade do olhar para contar uma história, revelar uma personalidade, criar um personagem, denunciar uma injustiça, celebrar uma conquista ou simplesmente capturar um momento único. Próxima da pintura para a grande maioria dos fotógrafos, ela também é comparada ao teatro.

Conversamos com alguns fotógrafos, com especialidades distintas para tentar compreender a fotografia e a paixão que ela desperta. Aviso antes de ler: você corre o sério de risco de também se apaixonar.
 
O Começo
 
O interesse pela fotografia pode vir da influência de alguém próximo, amigo, familiar ou pela magia que uma foto pode provocar. Sergio Santoian,  viu sua paixão pela fotografia nascer ao se deparar com uma capa de Playboy: “Meu primeiro contato com a fotografia, se deu em 1997, quando tinha apenas 12 anos de idade. Sem querer, passei numa banca com minha mãe, olhei para as revistas que lá estavam e me chamou atenção a capa da Playboy (fevereiro de 1997 - irmã caçula de Luiza Brunet) fiquei com a imagem da capa na cabeça, nem pela mulher em si, mas pela composição da capa. Cheguei em casa, liguei pra minha tia e pedi pra ela comprar a edição pra mim. A partir daí, começou não só uma história de amor pela revista, mas também, mesmo que involuntariamente, um amor por imagens”

Uma paixão que começou em uma banca de revista hoje é vista nelas também, já que Sergio fotografa para várias publicações brasileiras. O começo de qualquer profissão nunca é fácil, até o fotógrafo encontrar seu espaço e fazer o diferente, o que é só do seu olhar, leva tempo e precisa de muita dedicação e persistência. O mercado oferece vários cursos de fotografias que vão desde interesses por hobby ou profissionais. Escolher um bom profissional e uma boa proposta de conteúdo e metodologia pode fazer toda a diferença no resultado, e claro, entender que não basta só um curso, mas vários, até porque cada um tende a focar em uma parte do todo que é a fotografia.
 
Um bom curso deve ensinar a técnica, mas, sobretudo e ainda mais estimular o olhar do aluno, perceber suas potencialidades e encaminhá-lo ao desenvolvimento, segundo Miva Filho: “A técnica qualquer um aprende e o cara que quer ser fotografo ele vai aprender, se se dedicar, até mesmo sozinho. O bom curso tem que incentivar o aluno a construir, compreender e interpretar a realidade. O bom curso deve dar referencias e repertório para que o aluno consiga isso.” A leitura de revistas e vídeos na internet também rende boas dicas. Para Miva Filho, profissionalmente ou por hobby, o respeito pela fotografia deve ser o mesmo: “Acredito que um profissional ou um amador deve tentar ao máximo registrar o que realmente se quer registrar no momento do clique. Nunca fotografe de qualquer maneira só porque você não é profissional, faça o melhor, faça a foto.”

Para quem busca a fotografia como profissão a primeira lição vem do fotógrafo Arlindo Namour, “profissionalizar-se em primeiro lugar. Estudar muito, ter postura e acima de tudo: Ética. Quem tem intenção de entrar neste mercado que entre para somar, não para subtrair.” Miva Filho sugere a observação do mundo, suas formas, linhas, luzes “desmonte o que está a sua volta, tente sair do óbvio do que todos conseguem ver. veja o que está abaixo da superfície e experimente. Eduque seu olhar.”

De uma brincadeira de criança à realização de um adulto, foi assim que o fotógrafo Alan Chaves descobriu a fotografia na sua vida. “Saímos pelas ruas para estudar pessoas e como que por brincadeira com uma máquina simples registrava cenas e situações de pessoas ditas comuns, fazendo coisas banais e isso causou certo impacto nos meus professores, daí pra frente gostei do resultado que isso tudo causava e sempre tentava me superar, era um autodidata, resolvia minhas próprias equações (risos)... A fotografia entrou na minha vida como uma brincadeira de criança que não parou mais.”

A eterna e incansável prática é para Sergio Santoian o caminho certeiro para produzir cada vez melhor: “praticar muito, na rua, com amigos... praticar, clicar sempre! Conhecer trabalhos de fotógrafos reconhecidos e tentar buscar, na obra de algum deles, uma referência... também é legal!”

O Equipamento

As opções de equipamentos fotográficos são inúmeras e estão acessíveis a vários níveis de interesse e econômicos. Miva Filho sugere que a máquina do amador permita que ele realmente faça a imagem, sendo o mais manual possível para se evitar o uso da programação da câmera, para profissionais ele sugere câmeras reflex de lentes intercambiáveis. Segundo Alan Chaves, para um amador, de preferência uma que seja bem automática e fácil de ser manuseada. “As duas câmeras profissionais mais adquiridas são as linhas da Canon e da Nikon. Cada fabrica tem dezenas de modelos, com particularidades indicadas para cada seguimento profissional.”

Outras sugestões:


Como acontece a paixão 
O viver a fotografia, o seu dia-a-dia tem um sabor especial e promove toda uma gama de situações que a tornam ainda mais interessante. Conhecer pessoas, viajar em busca do cenário perfeito, ver algo de um jeito só seu e transmitir para outras pessoas, fazer poesia em um click, tudo isso faz a paixão nascer e crescer diariamente.
 
Eternizar um momento e saber que seu nome vai pra posteridade junto com a imagem que você criou é umas das delícias da profissão para Sergio “saber que seu trabalho pode ser publicado, conhecido por um grande número de pessoas, e que principalmente vai ficar para posteridade, com a assinatura de um olhar único, sem cópias.”
 
Para Miva Filho, além de ser pago pra fazer algo que ama profundamente, o melhor de ser fotógrafo é poder se comunicar com outras pessoas de uma forma mais ampla, do que a fala ou a escrita, poder mostrar o que pensa não importando a língua e dando a oportunidade das pessoas darem outros significados e interpretações ao que ele viu e mostrou através de suas imagens. A fotografia faz do fotógrafo um professor, um artista e também um contador de histórias e o glamour e o reconhecimento pelo que se produz, segundo Arlindo, dá um gostinho bom à profissão, mesmo com os desafios diários e busca incessante pela perfeição.
 
 

A fotografia perfeita e os sacrilégios

Para Miva Filho a perfeição é impossível de ser alcançada, mas é uma obrigação persegui-la, e este perseguir se traduz na eficiência da fotografia. De acordo com nosso time de entrevistados a imagem antes de tudo tem de contar uma história, dizer o que aconteceu ali, naquele momento em que foi capturada, unir a exposição correta com um apurado senso de oportunidade, seja ela o que for. A foto jornalística precisa narrar os fatos sem que o leitor precise ler a matéria, a artística precisa provocar reações, afloras sentimentos e a foto-publicitária, por exemplo, vender o produto. E tudo isso precisa ser feito saindo do óbvio.

E na busca por essa perfeição será que vale tudo? Em um mundo cada vez mais tecnológico em nome da perfeição a imperfeição pode surgir por conta dos abusos cometidos no uso dos softwares de tratamento de imagem. Para Alan Chaves, a fotografia perfeita é aquela que transcende os padrões da câmera e ultrapassam a visão humana, atingindo assim o coração.
 
Arlindo considera um sacrilégio deixar as pessoas com aparências andrógenas de tanta manipulação através de photoshop e outros recursos. A aparência fake da foto desacredita publicação e profissional, por isso o uso desses artifícios deve ser feito com bom senso. A obsessão pela técnica tira muito da vida da fotografia, e fotografia é antes de tudo feita com a alma, afinal não são os olhos as janelas da alma?
 
Usar softwares e manipular imagens não é um crime que deve ser banido do mundo da fotografia, muito pelo contrário, pode e deve ser usado, quando necessário e desde que haja uma admissão de seu uso. O limite da manipulação é o bom senso e a verdade que se quer passar através daquela imagem.



Para ser um bom fotógrafo
E depois que você se apaixonou pela fotografia, o que fazer para se tornar um bom fotógrafo? Ter um bom equipamento faz parte, mas antes de tudo você deve ser um observador nato, perceber o mundo à sua volta, interpretar e fazer um recorte disso em uma imagem, Miva Filho completa que o bom fotógrafo consegue colocar significado e compor elementos no espaço físico que é a fotografia.

A sensibilidade é requisito fundamental, segundo Sergio, é a sensibilidade que vai fazer com que o profissional enxergue que cada pessoa é uma pessoa, cada objeto é um objeto, ou seja, que cada coisa a ser fotografada é única e especial naquele momento e que mesmo o mundo sendo único para todos, para o fotógrafo cada pessoa deve ser encarada como um mar de possibilidades. “A sensibilidade está para a arte, como a água esta para o corpo humano. É fundamental ser capaz, a se abrir para um outro mundo diferente, mais panorâmico, abrangente, que não seja somente um fundo infinito com dois flashes ao lado.” Diz Alan Chaves.

Mas para tudo isso, bagagem é fundamental e aí retomamos a citação de início de Ansel Adams: “Um fotógrafo não faz uma fotografia apenas com sua câmera, mas com os livros que leu, os filmes que assistiu,  as viagens que fez, as músicas que ouviu, as pessoas que amou.”

Um bom repertório cultural é fundamental para despertar os vários sentidos de um fotógrafo, liberar sua imaginação, apurar seu senso de oportunidade e fazê-lo enxergar onde os demais nada vêem. A técnica, claro, é indispensável, mas operar botões se aprende rápido, todo o resto é uma construção que começa e recomeça a todo instante.


AS REFERÊNCIAS
E como quem quer começar muitas vezes precisa ter referências, nossos entrevistados falam das suas:

Para Arlindo Namour: “Helmut Newton, pela originalidade, técnica e ousadia. Bresson, pela vida dedicada a registrar o século passado de forma tão imparcial. Sebastião Salgado, pela maneira com que se envolve em seu trabalho, vivendo cada desafio profundamente.”

Para Sergio Santoin: “Bob Wolfenson e Sebastião Salgado. Acho que são exemplos de fotógrafos reconhecidos mundialmente, com lindos olhares serem compartilhados por todos nós! “

Para Miva Filho: “José Medeiros, Robert Capa, Annie Leibovitz e Henri Cartier Bresson”

Para Alan Chaves: Sebastião Salgado. Foi quando ele foi morar com os “sem terra”, para entender melhor antes de contar uma história, foi o que entendi que não se pode se apropriar de uma causa sem abraçá-la de corpo e alma. E que isso seria um falso testemunho. Cada pessoa tem sua singularidade e suas verdades e que se você não se dedicar a ouvi-los jamais será digno de retratá-los.

E já que falamos tanto de fotografia, vamos mostrar um pouco mais da produção de nossos entrevistados:

Arlindo Namour:

http://namourphoto.com/

Miva Filho:
http://www.flickr.com/photos/mivafilho

Sergio Santoin:
https://www.facebook.com/sergio.santoian



Paula, quando você descobriu a fotografia? Em 2004, quando comecei a buscar mais um instrumento de manifesto dentro da área das artes visuais.   

Em que momento a fotografia passou a ser profissão para você? Nunca. A fotografia para mim é arte. Tem sido há sete anos meu veículo de expressão artística. Antes da fotografia me utilizei de vários outros veículos e, nada impede que eu ainda os troque ou, até mesmo que eu faça uma boa mistura entre eles. Sou inquieta e preciso de liberdade. Esse preceito me levou a uma carreira solo. Aprendi com minha experiência a aceitar somente os trabalhos em que meu DNA possa ficar implantado. 

Quais as delícias e agruras de ser fotógrafo profissional? No meu caso, a delícia maior de ser uma fotógrafa é poder construir uma imagem e me expressar através dela. O maior dissabor é o de, às vezes, inevitavelmente, ter que ceder as ideias e as opiniões de terceiros.

Representar o Brasil na Bienal Internacional de Roma significa o que para você? Vejo isso como um aprendizado. É mais uma etapa do caminho que estou percorrendo.
 
Sua obra “The Little Princess”, baseada em "O Pequeno Príncipe", te trouxe algum desafio novo? Como esse trabalho te tocou? Na obra "The Little Princess" abordei a liberdade artística. O tema foi levado a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Firenze em dezembro do ano passado. Participar de uma Bienal é sempre um desafio.

Qual o limiar entre uma foto meramente técnica  e uma obra de arte fotográfica? A existência ou não de uma ideia, de um conceito.
 
Pode-ser treinar o olhar para se tornar um bom fotógrafo? Sim, o que já é boa parte do caminho. Fica faltando a alma e um pouquinho de técnica.

Correções através de softwares tiram maculam a foto? Depende de que categoria de foto estamos falando. Em moda, por exemplo, não existe imagem sem manipulação. Não existem verdades absolutas. Depende do que se deseja fazer, de onde se quer chegar, de que resultado se quer atingir...

Quem são seus ídolos na fotografia? Por quê? Steven Meisel, Patrick Demarchelier, Mario Testino, Terry Richardson, Helmut Newton e muitos outros. Seus trabalhos têm força e personalidade.



Site oficial: www.paulaklien.com.br


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quarta-feira, 14 de março de 2012

MUSA: A bela dançarina do Zorra Total, Ivonete Liberato‏

Que a dança é um dos artifícios na hora da sedução todos aqui já sabem. Seja uma dançarina do ventre, uma musa de Carnaval ou mesmo uma suave bailarina. A dança traz sempre um tom de sedução aos olhos de quem vê. A bela bailarina Ivonete Liberato nasceu para a dança e com ela fez sua carreira de sucesso em programas de TV como Dança dos Famosos e atualmente no humorístico Zorra Total. Depois de muito admirá-la, vamos conhecer um pouco mais dessa loira simpática e encantadora.

Fale um pouco do seu início de carreira... Foi como modelo ou já como bailarina? Foi como bailarina. Dancei no ballet da Xuxa, quando criança, depois fiz o filme “Xuxa Requebra”. Aos 17 anos iniciei no ballet do Faustão, onde fiquei durante 10 anos e há dois faço parte do ballet do programa Zorra Total, da TV Globo.

Você é uma mulher de atitude na hora da conquista? Corre atrás do que quer? Eu corro atrás, falo o que penso e mando a real (risos).

O que um homem precisa ter e ser para provocar interesse em você? Ser honesto, falar a verdade, ter opinião.
E que qualidades você admira em um homem? O cara que corre atrás, que é batalhador e atencioso.
 

O que faz para manter esse corpão? (Risos) Corpão? Não acho que eu tenho um corpão (risos). Faço exercícios aeróbicos e os tratamentos estéticos estão sempre presentes na minha rotina, tanto que resolvi abrir um centro de estética, o Corpo & Movimento. Mas eu gosto muito de comer e beber bem, não abro mão disso. E que parte dele você gosta mais e é mais elogiada? Sorriso.

Na convivência é melhor se relacionar com homens ou mulheres? Convivo bem com todos, tenho muitas amigas mulheres, mas homens também. Falta nas mulheres a cumplicidade masculina? Ah, falta sim. Um amigo homem é totalmente diferente, acho que dá para confiar mais. O problema é quando o mesmo confunde a amizade. 


A TPM virou desculpa pra muita coisa? Como os homens devem lidar com isso para não deixar a mulher virar uma fera? Eu não tenho TPM, graças a Deus, mas tenho os meus dias de chatice, de estresse, como todo mundo tem, normal!
 
Onde os homens estão pisando na bola na hora da conquista? Dá um toque pros leitores não errarem mais. Por conta de algumas atitudes erradas de algumas mulheres, eles começam a tratar todas do mesmo jeito. Sem sinceridade, de uma forma descartável. Mas eu ainda acredito na conquista à moda antiga. Vamos respeitar quem merece ser respeitado!

Na hora do rala e rola na cama, vale tudo? Acho que vale sim (risos), desde que haja respeito. E como o homem deve convencer a mulher a inovar e explorar novos caminhos? Ele deve fazer com que ela se sinta à vontade para inovar, sempre com  respeito, claro.

Como se sair bem com aquele tipo de mulher que adora jogar o charme, mas que não sai do pedestal? Acho que para o homem se dar bem nesse caso, ele deve mandar a mulher descer do pedestal (risos). Mulher não gosta de homem babão. Fica a dica! (risos)


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BAR: Drinks e bebidas para refrescar seu verão‏

Sabemos que em alguns lugares do Brasil parece que vivemos em eterno verão, visto isto, para aproveitar o país da estação do sol, nada melhor do que de às vezes, bancar o barman e experimentar bebidas geladas, coloridas e suculentas, acredite você ainda ganhara pontos impressionando sua gata.
 
E quem não acreditava no poder do vinho para ajudar a refrescar neste calor, estava equivocado. Pois os drinks que estão fazendo o maior sucesso nos principais pontos de turismo, como nas praias da Grécia e Punta Del Leste, são feitos com este fermentado. Vale destacar, que esses refrescos alcoólicos são figuras carimbadas no mundo da coquetelaria e foram criados pelos Europeus, que é povo que mais consome vinho no Globo.
CLERICOTO clericot é um drink de origem francesa. Mas alguns contam a história de que o drinque foi inventado por ingleses que moravam em Punjab, na Índia, para amenizar o calor. O fato é que, hoje, o clericot é praticamente uma bebida típica da Argentina e Uruguai , consumida principalmente nas praias de Punta Del Este. Alem de ser bonito, o seu preparo é muito fácil e pode ser servido em uma poncheira. Sucesso na temporada do calor, o drink roubou um pouco do espaço da caipirinha e foi logo importado para os restaurantes paulistanos de vanguarda. Ficou com vontade? Então vamos aprender.
 

COMO FAZER:1 garrafa de vinho rose ou se preferir pode ser vinho branco ou até mesmo espumante
1 pêra picada
2 latas de soda
2 Kiwi em cubinhos
3 pêssegos em cubinhos
3 maçãs picadas
1/2 de abacaxi em cubinhos
10 morangos picadinhos.


Para preparar a bebida basta juntar todos os ingredientes em uma bela jarra e servir com bastante gelo. Coloque algumas rodelas e pedaços grandes de frutas, para decorar.“Em um sábado vendemos 30 jarras de clericot só no almoço. “É quase um efeito psicológico: os clientes veem na mesa ao lado e querem também”, diz Márcia Freitas, proprietária do mediterrâneo “O Pote do Rei”.



SANGRIAA sangria é uma bebida típica espanhola, feita com vinho tinto seco, mas nada obsta, de usar outras bebidas como aguardente, no caso do Brasil, que também fica excelente, afinal, o importante é que a Sangria esteja bem gelada.
 

Este drink é bem comum em Portugal, aonde tradicionalmente adicionam-se especiarias como; pau de canela e ervas aromáticas frescas (hortelã). Em Portugal existe uma variedade de sangria, algumas em vez de utilizarem vinho, utilizam, por exemplo, champanhe com frutas vermelhas, como bagas de groselha, mirtilo e framboesas. No Brasil, a bebida está bombando nos cardápios deste ano, até os restaurantes orientais deram um jeitinho de incorporá-lo, trocando o vinho pelo saquê.

COMO FAZER:1 garrafa de vinho tinto seco ou Sake
1 lata de refrigerante de limão
1 dose de licor de laranja
1/2 copo de suco de laranja
2 maçãs picadas
1 abacaxi picado (sem o miolo)
1 cacho grande de uvas (tipo itália) sem sementes
Cravo da índia (uns 3)
Açúcar a gosto
Gelo picado a gosto


Para preparar a bebida basta juntar todos os ingredientes em uma jarra e servir com bastante gelo. Você também poderá usar o truque das frutas com pedaços grande para decorar.

OBS: Tanto para o Clericot quanto para a Sangria, tem de ser um vinho seco. Não pode ser muito doce por causa do açúcar, das frutas e licores e, se for usar espumante, tem de ser Brut.


Fabricio Marques, embaixador da Cîroc, lançou recentemente no Brasil os dos dois novos sabores da vodca francesa: Coconut e Red Berry. “Existem já no mercado muitas vodcas com sabores, mas esta é a primeira feita com sabor natural”, explica Fabricio. “Os novos sabores são feitos a partir de finas uvas francesas fermentadas a frio, assim como os melhores vinhos,  e destiladas por cinco vezes. Após esse processo, as novas variantes são cuidadosamente infusionadas com ingredientes naturais, resultando nos equilibrados flavours de frutas vermelhas e de côco. O ideal nestas vodcas é que elas podem ser apreciadas puras, apenas com gelo”. No caso da Red Berry a vodca é misturada na infusão com essências da framboesa fresca e do morango maduro. Já na Coconut, a infusão é resultado da mistura da essência do coco cremoso com um toque de frutas tropicais.
 

Miks é mais uma bebida gaseificada, leve e de sabor refrescante, elaborada a base de vodka, frutas e chás, com baixo teor alcoólico (5,5%). Refrescante e ideal para o verão. A linha é composta por cinco variações, todas prontas para beber: morango e kiwi com chá vermelho; pêssego com chá preto; frutas verdes com chá verde; citrus com chá branco e limão; e gengibre com chá branco. Sua embalagem traz números para facilitar a memorização do sabor e indicativo de temperatura ideal no gargalo.
 

FONTES: Veja São Paulo, GQ Brasil, GNT Gourmet

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terça-feira, 13 de março de 2012

SAÚDE: A ordem é dieta para desintoxicar‏

Não podemos negar que o ser humano está cercado de novos hábitos alimentares, que ainda não sabemos quais podem ser suas consequências; comidas sintéticas, conservantes, agrotóxicos, hormônios, remédios, shakes, gorduras malignas, refrigerantes, entre outros. É tanta novidade para acompanhar a pressa do mundo capitalista, que alguns estudiosos afirmam que a má alimentação condicionada com o estresse e outros fatores, poderia acarretar em doenças como o câncer, por exemplo.
 

E parece que os americanos tentaram arrumar uma solução para o problema; Você já ouviu falar em Master Cleanse? Pois bem, trata-se de um jejum criado na década de 70 para limpar as toxinas do corpo e melhorar os hábitos alimentares. Essa dieta promete limpar o corpo, removendo as toxinas associadas às drogas, álcool, tabaco, fast-foods ou alimentos industrializados como refrigerantes, café e chás.

A dieta criada por Stanley Burroughs foi publicada em seu primeiro livro em 1976. Já na introdução da obra, o autor descreve; “Para os novatos e também para os estudantes avançados, a purificação serve para eliminar qualquer doença. A proposta deste livro é simplificar a causa e a correção de todas as desordens do corpo, não importando o nome que se dê a elas”.

Na dieta ingere-se única e exclusivamente uma limonada feita com limões sicilianos frescos, Maple Syrup Canadense (chá com folha típica do Canadá), água mineral e pimenta caiena (vermelha), além de uma lavagem matinal de água morna com sal marinho. Não é permitido ingerir nenhum tipo de alimento sólido nesse período, que poderá durar de 10 a 40 dias. Segundo o livro, a Master Cleanse não agride o corpo porque contém algumas vitaminas e minerais essenciais.  

Para os corajosos que se aventurar nesta ideia, o ideal é aguentar no mínimo dez dias. Após o seu término, algumas pessoas retornam aos seus hábitos alimentares normalmente logo no dia seguinte, mas não é recomendado, principalmente nas primeiras vezes. Na verdade o objetivo dela não é a perda de peso, mas uma desintoxicação completa do organismo, você irá emagrecer apenas como consequência. A dieta ficou mundialmente conhecida após a cantora e atriz Beyoncé Knolwes ter confirmado no programa "The Oprah Show" que a seguiu por 10 dias eliminando 9kg. Vamos a dieta!

DIETA MASTER CLEANSE

PRIMEIRA FASE - começo da dieta (3 DIAS)



DIA 1: você só se alimenta de "comidas vivas" [ou raw food, em inglês]: frutas, verduras e legumes. Nada de carnes, laticínios e alimentos processados e industrializados.
DIA 2: igual ao 1º dia, só que na forma de líquidos. Ou seja, você vai consumir os mesmos alimentos na forma de sucos e sopas pra preparar seu corpo pra vários dias seguidos de uma dieta "monolíquida".
DIA 3: apenas suco de laranja. À noite beber 1 xícara de chá de Senne [laxante natural].

SEGUNDA FASE - limonada [10 à 40 dias]

Manhã: Salt Water Flush
Lavagem Estomacal - 500 ml de água morna com 1 colher de chá de sal marinho [de preferência o NÃO iodado. Caso não encontre pode ser o sal marinho iodado mesmo. Esta lavagem faz você ir ao banheiro - limpa o intestino mesmo - cerca de meia hora depois].

Durante todo o dia: Limonada
* 2 L de água mineral
* 195mL de suco de limão [cerca de 5 limões]
* 195mL de Xarope de Maple [maple syrup]. Como é difícil de encontrar pode ser substituído pelo Melado Puro.
* 1/2 colher de chá de Pimenta Cayena [É um preparado de pimenta em pó encontrada em lojas de condimentos.

Noite: Laxante [Apenas na noite anterior ao 1º dia e na 2º noite]
* 1 xícara de chá de Senne [laxante natural]

TERCEIRA FASE - saída da dieta [3 dias] 
Igual à fase de entrada, revertendo os dias, começando pelo final. Inicia com o suco de laranja e termina na raw food. Obs: Você poderá adotar a "Master Cleanse" apenas 1 dia na semana. 

“O corpo guarda a maioria das toxinas nas células de gordura, e o jejum é necessário para que essas células possam ser quebradas e as toxinas eliminadas”, afirma o designer Peter Glickman, autor do livro Lose Weight, Have More Energy & Be Happier in 10 Days (Perca Peso, Tenha Mais Energia e Seja Mais Feliz em Dez Dias), lançado há dois anos nos Estados Unidos. Glickman aderiu ao Master Cleanse em 2003. De lá para cá, afirma recorrer ao jejum de dez dias uma vez a cada três meses. Ele não é médico nem nutricionista. Diz ter acompanhado a desintoxicação de mais de mil pessoas. “O limão e o bordo dão energia. A pimenta é para ajudar a dilatar os vasos. Já a água com sal é para facilitar o trabalho do sangue”, afirma. “As pessoas se sentem muito bem durante a dieta.” (criticas retirada da revista Época de 10/09/2008) 

Os interessados são seduzidos pela perda de peso rápida. Só que o jejum ativa um estado de alerta no organismo. Quando a pessoa volta a comer, as calorias são estocadas com maior eficiência. Isso faz com que o incauto recupere rapidamente todo o peso perdido. Muitas vezes, a pessoa fica mais gorda que antes da dieta, em um efeito conhecido como “sanfona”. De acordo com Marcio Mancini, supervisor do laboratório de obesidade do Hospital das Clínicas, em São Paulo, o corpo reage a essas dietas como se estivesse sendo agredido. “O organismo tenta economizar o máximo de calorias e, quando a pessoa volta a comer, ele continua fazendo isso. Por isso, o ganho de peso é bem rápido”, diz Mancini.
 
Os médicos especializados em emagrecimento encaram a Master Cleanse com aquele ar de quem já está vacinado contra essa história de milagres que queimam calorias. Embora os dois livros de Burroughs não tenham sido lançados no Brasil, eles continuam a vender bem nos Estados Unidos. Lembrando que ainda não existe relato de morte ou queixas graves de pessoas que embarcaram na Master Cleanse. Nos relatos da internet, porém, há indícios de que ela é inofensiva e benéfica. Bem, agora cabe a você encarar mais essa e descobrir os benefícios (ou não).

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segunda-feira, 12 de março de 2012

PALADAR: Café Expresso, a bebida que mais atrai consumidores‏

O café talvez seja bebida mais popular consumida no Brasil sem distinção de classe social ou poder aquisitivo. Como passamos muito tempo ouvindo, o Brasil seria o país do futebol, carnaval e do café. Mas será mesmo? São anos e anos de fama de que o café brasileiro é um dos melhores do mundo. A história aponta seu cultivo como sendo iniciado pelo desbravador brasileiro Francisco de Melo Palheta, que de passagem por terras francesas, iniciou uma paixão que resultou num presente inusitado na despedida do casal, um pé de café. Assim, Palheta ao chegar ao Brasil tratou de cultivar as mudas no Pará.

E hoje em dia o país é o maior produtor mundial, com colheita anual de 25 milhões de sacas. Grande parte dessa produção vinda do interior de Minas Gerais e São Paulo. Com a chegada de marcas importadas, o brasileiro começou a ter opções mais variadas. Com aromas e sabores diversos. E o modo de se consumir café mudou um pouco, chegando a ser até questão de status, assim, a bebida popular ganhou ares mais sofisticados em cafés e lanchonetes que começaram a despertar para o grande leque de variações sobre a mesma bebida. O cafezinho simples ganhou outros ingredientes, aromas e formas de apresentação (inclusive sobremesas). Preparado na hora, com coador ou em máquina de expresso, o café cada vez mais conquista novos consumidores. 

O Brasil é um grande produtor de café, mas não necessariamente um bom torrador de cafés, por outro lado, pelas dimensões dos terrenos agrícolas os produtores brasileiros precisam-se preocupar com o binômio qualidade/volume. Na argentina existem diferentes versões do café, é o que se pode notar no tipo de café servido nos bares e restaurantes. A capital Buenos Aires tem o seu cuidado com o café, lá eles têm uma "cultura do café" impressionante, onde cada habitante consome em média um quilo de café por ano. Bem menos que países como Finlândia, Suécia e Noruega, que consomem 15 quilos por ano. Comparando com o Brasil que consome 8 e os EUA , 4. Porém na Argentina faltam pessoas especializadas e máquinas para que o café tenha uma melhor qualidade.

Mas como avaliar o café que é servido em cafeterias e restaurantes?  Nada melhor que o cheiro, sentir o creme e o gosto. Outras dicas são ver o tipo de xícara em que é servido, a máquina e o volume de café servido. Uma dica para o café expresso é que ele deverá ter no máximo 50 ml. O que faz do café uma bebida sofistica em sua essência, por exemplo, é observar que numa xícara de café expresso já foram identificadas mais de 500 substancias diferentes, já numa taça de vinho o numero máximo identificado foram 50. Ao ser preparado, o café vai liberando seus aromas e conquistando o paladar. Algumas dicas básicas de como identificar um bom café são:  

 

a) Aroma e Sabor - O aroma é o cheiro que o café tem, e o sabor é o gosto do café. Grande parte do sabor que percebemos deriva do que conseguimos apreender com nosso olfato. Exemplos de aroma são o cheiro de torrado, de flores ou de especiarias, enquanto exemplos de sabores podem ser chocolate, cacau ou frutas.

b) Corpo - É a percepção táctil de oleosidade/viscosidade na boca. O corpo pode ser fraco ou encorpado. Diz-se que é fraco quando a percepção táctil é mais suave fazendo com que essa característica não prevaleça mais do que as demais do café. O café diz-se encorpado quando a sensação táctil é imediata, forte, intensa e perceptível sem contestações.

c) Acidez-Qualifica o sabor provocado por soluções aquosas diluídas puras ou misturas, cuja degustação provoca o sabor ácido. Um café com uma acidez elevada é caracterizado por deixar o palato rapidamente limpo de quaisquer vestígios, após ser degustado. A acidez do café é percebida nas partes laterais e na ponta da língua. Cafés de acidez elevada são descritos como vívidos, adstringentes, mas com passagem rápida pela língua, sem deixar muitos vestígios. Cafés de baixa acidez são mais suaves na boca e seu paladar tende a perdurar mais.

d) Equilíbrio-Correlação existente entre todas as características sensoriais e a harmonia existente entre elas mesmas.

FAÇA SEU EXPRESSO EM CASA
Com a popularização do café expresso, as máquinas de café ganharam outros ares e modelos. Algumas chegam a receber prêmio de design e a cada lançamento mais variedades de bebidas são oferecidas e procuram ganhar o cliente pelas suas formas diferenciadas. O sistema de cápsulas de variados aromas, conhecidas como "bar", virou um produto à parte. Selecionamos algumas das máquinas mais legais do mercado e suas devidas características. Escolha a que melhor se adéqüe ao seu desejo e bom café!

DICA DE COMPRA 
O especialistas recomendam que é importante pesquisar a que temperatura chega a água (90°C é o ideal) e qual a pressão máxima a ser alcançada (deve ser de ao menos 9 BAR, mas 15 BAR é o ideal). Selecionamos cinco modelos de última geração.





01. Comprei uma máquina popular e não estou satisfeito com a qualidade do expresso, será que o problema está na máquina? Provavelmente não, mas como podemos afirmar com certeza? Esses fabricantes sequer informam onde produzem os equipamentos. Não dá pra confiar. Não divulgam dados técnicos importantes, porém vendem a um precinho “camarada”. Se você comprou uma dessas e está insatisfeito, não reclame, bote a mão na massa e tente fazê-la funcionar da melhor maneira possível.

02. O meu expresso sai aguado e sem creme. O problema está na máquina? Talvez. Levando-se em consideração o baixo preço que você pagou (caso tenha comprado uma popular), provavelmente esse seja o melhor resultado. De todo modo,  cronometre o tempo de extração, se o expresso sair antes de 20 segundos você terá que afinar a moagem do café (ou compactar com mais força). O tempo ideal para um expresso normal (30ml) deve ser superior a 20 segundos. Na realidade muitos cafés pedem um tempo ainda mais longo, 30 ou 40 segundos.

03. Fiz uma moagem mais fina e compactei com mais força, mas agora o café não sai. O que está acontecendo? Você exagerou. Tente não compactar com tanta força ou moa o café ligeiramente mais grosso. Cuidado com o porta filtro pressurizado (aquele que possui uma válvula que promete um café “cremoso”), não costuma aceitar uma boa compactação.

04. Não tenho um moinho, como faço? Tente ajustar apenas na mão, isto é, fazendo uma compactação apropriada.

05. O café continua saindo fraco e com pouco creme. Será que a máquina não é boa? Talvez, mesmo assim é bom não esquecer do papel do moinho. Sem esse equipamento é difícil resolver a fórmula moagem+compactação = tempo adequado de extração.


06. Devo comprar um moinho? Se você gosta de café expresso a resposta é sim!


07. Já tentei milhares de variações de moagem e compactação, porém ainda acho o expresso um pouco fraco e com creme ralo... Pode ser a temperatura da máquina. Se o tempo de extração estiver adequado, é muito provável que a água não esteja na temperatura adequada. Ligue a máquina e deixe esquentando por mais tempo antes de começar.


08. Não quero aprender a ciência de tirar um bom expresso, quero apenas um bom café. Tem jeito? Claro que sim! As máquinas de cápsulas como a Nespresso surgiram para preencher essa necessidade. Apesar de você conseguir um resultado satisfatório no expresso sem precisar desembolsar uma cifra elevada com máquina e moinho, o preço das cápsulas acaba sendo o calcanhar de Aquiles.


09. E as super-automáticas? São fáceis de usar como as de cápsulas? Não. São mais práticas que as semi-automáticas e mais econômicas que as de cápsulas. Super-automáticas possuem um moinho interno que precisa ser ajustado de acordo com o tipo do café. Não é “plug and play” como uma de cápsula.


10. Qual tipo de máquina de expresso é melhor? Para quem não é exigente e quer gastar pouco: Uma semi-automáticas popular. Para quem é exigente e pode gastar R$ 1.000 ou mais: Uma semi-automática intermediária juntamente com um moinho. Para quem é exigente, quer praticidade e não pretende tirar muitos cafés por dia: Nespresso. Para quem não é exigente e quer praticidade, além de tirar muitos cafés por dia: Uma super-automática. Para quem é aficionado é deseja um expresso tão bom quanto aqueles das melhores cafeterias: Qualquer máquina das marcas top de linha, algumas do time intermediário também desempenham muito bem. Um bom moinho também é indispensável.


Fonte:
Revista Playboy
Café Palheta
ABIC -
www.abic.com.br

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sexta-feira, 9 de março de 2012

ENTREVISTA: Anderson Thives, corta e cola aspectos da vida fazendo arte‏

Anderson Thives é puro encantamento com sua arte de fazer arte. Há mais de 10 anos cria obras com a técnica de colagem tendo exposto no mundo inteiro. Ele não só corta e cola para fazer arte, ele corta e cola aspectos da vida que o tornam mais que um artista sensível. Anderson é uma pessoa inspiradora, que não se deslumbra mesmo sendo quem é, fazendo a arte que faz, tendo o sucesso que tem. Valores como família e amigos norteiam os recortes da sua personalidade e dão mais cores as suas obras. Com a alegria de uma criança que descobriu a tesoura, o papel, a cola e a traquinagem, Anderson dá forma à imaginação tendo como iluminação as coisas cotidianas muitas vezes. E o que ele espera do público? Um sorriso ou um franzir na testa, e é exatamente que vai acontecer quando você ler essa entrevista.

Como você se descobriu um artista? Foi muito natural. Desde muito criança já fazia as minhas artes. Adorava colar coisas na parede e nos trabalhos de escola, ao invés de desenhar e pintar optava pela colagem. Acredito que a gente não se "descobre" artista. Já nasce. O que acontece é ir lapidando-se ao longo da vida. Nunca estamos prontos. Estamos em constante aprendizado.

Qual o conceito de arte para você? Qual a função dela? Não existe um conceito. Acredito no belo. Arte para mim tem que ser bonita, gostosa de ver. É óbvio que arte nos traz um novo conhecimento de mundo, mas isso não é um discurso lógico e racional, mas intuitivo. Acredito que a arte não tem obrigação de explicar nada logicamente, ou seja, por conceitos. Ela simplesmente nos faz sentir por meio de uma obra concreta, outras possibilidades criadas pelo artista. Nos faz refletir e compreender certos aspectos do mundo.


Por que a técnica do procurar, cortar e colar? Isso também não foi algo proposital. Aconteceu. E dessa forma agradeço a Deus pelo presente. Cada dia uma descoberta, uma nova forma de demonstrar e aperfeiçoar a técnica. Sendo mais direto, acho a forma da colagem mais atraente e ao mesmo tempo um trabalho que se forma através de uma brincadeira séria. Não é a toa que nos remete as lembranças de infância. Gosto muito do fato de reconstruir formas já pré-existentes e dessa forma, a colagem, para mim, além de trabalho é sim, uma grande brincadeira.
 

Você pensa a imagem primeiro e depois procura os recortes certos pra ela ou através dos recortes que dispõe pensa a imagem? Depende. Em alguns casos, tem que se pensar na imagem primeiramente. Em outros, o segredo está no que virá. E não existem recortes certos. Não é como a tinta, que se mistura daqui e de lá e consegue-se o tom desejado. Na colagem é mais difícil. Se quero um tom de azul para fazer um "céu", tenho que procurar muito, pois em uma folha de revista há muito pouco da cor que preciso. Então são várias revistas e uma longa pesquisa de cores para se obter o resultado pretendido. Afinal, são quase cinco mil quadrados de papel por obra.

Que artistas você admira e de certa forma te influenciaram ou te estimularam a ser artista? Meu trabalho é "Pop-Contemporâneo". Então minha maior fonte é sem dúvida, a Pop Art. Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Richard Hamilton, fora Picasso, entre outros. Além do fato de que nessa linguagem, a colagem era mais usada, minha identificação vem de como, ela era usada. Colorida, alegre, vibrante, sendo de certa forma a manifestação de uma atitude. A proposta da Pop Art, e a qual me identifico era tratar e ver o mundo com outro olhar para poder incorporá-lo à arte.

Quando você é o espectador que tipo de arte gosta de contemplar?Aquela que me faça esboçar um sorriso ou um franzir na testa.



É possível viver de arte no Brasil? Estamos aí, né? (risos)... Mas falando sério, é muito difícil. Aliado a muito trabalho, dei sorte em trabalhar com grandes galeristas na Europa, o que fez meu trabalho ser muito mais valorizado lá fora. Trabalho com uma das maiores galerias de lá, que fica na Holanda, e que é uma "distribuidora" de galerias. Ou seja, meu trabalho vai para lá, e de lá, para o resto do mundo. Vejo a importância que dão, cada vez que tenho que ir para Paris, Amsterdã ou outra cidade, para abrir uma determinada exposição. Eles fazem se baseando na agenda do artista e isso é incrível. Aqui fui aos poucos, conquistando território. O fato de abrir minha própria galeria no Rio de Janeiro foi como uma libertação e de certa forma ter meu próprio "play", para assim que meu trabalho fosse terminado, sem críticas ou negativas, eu tivesse uma parede para expor. Não é fácil, mas quando se tem muito amor pelo que faz as pedras no caminho vão se tornando seu castelo.

Quando a pessoa percebe que quer ser artista e fazer disso uma profissão, quais as maiores dificuldades que se pode enfrentar? E que dicas você daria? São muitas desde o início, não? Você percebe que tem dificuldade desde escolher seu objeto de trabalho, seu tema até onde expor, passando por diversos outros obstáculos que vão dos "nãos" das galerias, do fato de não vender,  e isso é desestimulante. Não existe um segredo. A realidade é focar. Fazer seu projeto de vida artístico e ir cumprindo as metas a curto, médio e longo prazo. Se existe paixão no que faz não desistir jamais!
 

Qual o maior reconhecimento do artista, o aval do público ou da crítica? Por quê? Os dois são importantes. Mas confesso que me preocupo mais com o público. Afinal, é o comprador final. Mas sou da premissa que se faz sucesso com o público, a crítica só não vai gostar se for burra. Nunca tive problemas com a crítica, nem quando fiz minha mostra Pornopoética em 2008, na qual cheguei a retratar Jesus Cristo feito de pornografia. Muito pelo contrário. Enquanto a igreja católica se manifestou contrária, a crítica me deu abertura e valorizou meu trabalho. Foi um divisor de águas. Acredito que minha arte é como uma peça de teatro, na qual cada quadrado de papel pode ser percebido individualmente, embora todos façam parte de um mesmo significado. Na minha cabeça, assim funciona crítica versus público.

O que faz para estimular sua criatividade? Poderia dizer várias coisas que faço realmente, como ler, viajar, ver filmes, peças, exposições, mas dormindo estimulo muito mais. Tenho idéias incríveis durante o sono. Acordo e anoto. 

Qual foi sua primeira obra e como surgiu a idéia pra produzi-la? Foi durante o primeiro ano de faculdade. Em uma matéria que não lembro qual, foi lançado o desafio de fazer algo que nunca tínhamos feito antes. Eu sempre adorei Marilyn Monroe, e já a havia retratado de várias maneiras. Então decidi fazer uma colagem. Demorei muitos dias. O trabalho final ficou péssimo para mim, mas todo mundo adorou. Daí então nasceu um hobby, que dois anos depois virou profissão.

No seu site tem bastantes fotos com familiares e amigos. São a base de um vida feliz pra você? Tem né? Se não tivesse dava briga (risos). Mas com certeza eles são a base de tudo. Minha família sempre me deu todo o amor, carinho e educação que precisei. Meus amigos são a alegria de viver constante. E fundamental é a troca de energia com todas as pessoas. Tudo nessa vida, só nos acrescenta. Somos seres humanos em eterna evolução. E para essa vida ser cada vez mais feliz, essa troca é necessária, e com certeza refletida em meu trabalho.

Eike Batista no ano passado comprou uma obra sua e presenteou a cantora Madonna. Como você se sente tendo esse prestígio da rainha do pop mundial ter um quadro seu na parede? Muitas celebridades tem (risos). É engraçado quando me perguntam isso, por que não sou tão fã de Madonna. Quando falam: "Nossa, Madonna tem quadro seu!” Eu digo: “Mas Ivete tem três!" (risos) Porque sou mais ela. Mas falando bem a verdade, prestígio é qualquer cliente que já tenha, ou queira ter uma obra minha na parede. Sei o duro que alguns dão para economizar e ter uma obra. E é muita honra ter um trabalho desejado e muitas vezes comprado, por quem quer que seja!
 


Quem você gostaria que pintasse um quadro seu? Andy Warhol e Picasso. Já pensou? Imortalizado por eles!

A arte não tem limites? Algo dito como arte que você não considere arte? Quem sou eu pra dizer algo do tipo. Mas concordo que tem que se ter um certo cuidado ao se fazer arte, pois ela torna-se sensível ao efêmero e se compromete com a vida cotidiana. Existem artistas que no ato de criar como reflexão, sobre os valores da arte, se perdem sem dar maior precisão à sua revolta e mais lirismo a sua poética. Nesse caso, banaliza. Na minha arte, por mais simples e complexa que seja, tento associar os aspectos culturais, sociais, políticos e históricos da humanidade a uma visão colorida do que muitas vezes não passa de um preto e branco. Se uso personalidades, santos, cartoons e a própria vida cotidiana são porque essas, para mim, são as fontes mais inspiradoras. Tudo rico de significados.

Um desafio: a gente te entrega um exemplar impresso da MENSCH e você faz uma arte, topa? (risos) Desafio aceito! Um exemplar é pouco... Mas não é impossível!
 


Site oficial:
www.andersonthives.com

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quinta-feira, 8 de março de 2012

DIÁRIO DE BORDO: Bahamas, descubra porque os piratas (e os turistas) invadiram esse lugar‏

Menina criada no interior, sempre senti uma incrível atração pelo mar e seus mistérios. Não à toa meus filmes prediletos sempre foram os que contavam histórias e aventuras sob as águas salgadas com navios piratas, documentários e até matérias sobre embarcações, pesca e afins. Por isso amei quando surgiu a oportunidade de visitar o Caribe e conhecer as Bahamas e toda sua a história permeada de incríveis e instigantes lendas e curiosidades em torno dos famosos ladrões dos mares. Consegui registrar em meu caderninho de viagens as minhas impressões do lugar, sua cultura, influência, e o inesquecível azul cristalino do mar caribenho. Impressões que agora divido com você, leitor.


Com suas 700 ilhas e ilhotas, as Bahamas são o destino de férias mais popular no Caribe. A emoção de pescar em alto mar, mergulhar com tubarões, nadar com golfinhos, curtir os cassinos, relaxar em um bar aquático, explorar as ilhas de barco, ou simplesmente relaxar na praia sob o sol (sem esquecer o filtro solar, claro!) é imperdível. Estando sós ou acompanhado, de férias, business ou em lua de mel, seja qual for o motivo, vale a pena conhecer esse lindo país caribenho.

Um pouco de História e geografia
Em 1492, Cristóvão Colombo chegou ao Novo Mundo na Ilha de San Salvador, no leste das Bahamas. Após observar o mar raso ao redor das ilhas, ele disse "baja mar" (mar raso) e efetivamente batizou a área de Bahamas, ou Ilhas do Mar Raso. Bahamas (capital Nassau) é um país das Caraíbas, situado entre o oceano Atlântico, a Nordeste, e o Mar das Caraíbas, a Sudoeste. Os territórios mais próximos são a colônia britânica de Turks e Caicos, os Estados Unidos, Cuba e o Haiti.


A maior ilha das Bahamas é a Ilha de Andros, no ocidente do arquipélago. A Ilha de New Providence, a Leste de Andros, é onde se localiza a capital, Nassau, e onde mora cerca de dois terços de toda a população do país. Outras ilhas importantes são a Grande Bahama no Norte e Inágua a Sul. A maior parte das ilhas — formações de coral — são relativamente planas, com algumas colinas baixas e arredondadas, a mais alta das quais é o monte Alvernia, na Ilha Cat, com 63 m de altitude. O clima local é tropical, moderado pelas águas quentes da corrente do Golfo, com furacões e tempestades tropicais frequentes entre Maio e Outubro, daí evitar esse período pra visitas. A língua oficial é o inglês, mas a maioria da população fala o crioulo baamiano, de origem inglesa.
 

Cultura e influências externasA cultura das Bahamas é um híbrido de formas africanas, européias e indígenas. A sua manifestação mais famosa no exterior talvez seja uma forma rítmica de música chamada junkanoo de raízes africanas. Outras amostras da influência da África são o Johnny cake (bolo de milho) e os cantos nas igrejas. A presença britânica pode ser percebida através da direção dos automóveis, nos uniformes da Força Policial Real Bahamense e da cerimônia da mudança da guarda na Casa do Governo e sua força nas Bahamas se deve ao descobrimento do Porto de Nassau em 1600, quando a população era composta de religiosos, agricultores e piratas e a declaração em 1718 como colônia da coroa quando o ex-corsário Woodes Rogers foi nomeado governador real, expulsando piratas e restaurando a ordem no local.

OS PIRATAS
Os registros de Nassau indicam que dos anos de 1600 a 1700 os piratas usaram o local como base de operação daí todas as lendas que se formaram em torno deles, juntamente com os fatos históricos documentados. Quem nunca ouviu falar do grande pirata Barba Negra (Edward Teach) que ficou conhecido em todo o mundo por sua violência e atos imprevisíveis?

Houve também o Calico Jack famoso pirata que navegava ao redor de Paradaise Island. Dizem que foi ele quem criou o símbolo composto de uma caveira e ossos cruzados, que veio a se tornar a famosa bandeira dos piratas. Calico Jack ficou conhecido pelo seu “affair” com Anne Bonny e Mary Read, as únicas mulheres piratas conhecidas.

As demais histórias você pode descobrir visitando as Bahamas, que tal?

05 coisas mais 01 para se fazer nas Bahamas 


• Ardastra Gardens Zôo inaugurado em 1937 pelo botânico jamaicano Hedley Edwards que criou a Marcha dos Flamingos, a mais famosa tradição da ilha há mais de 50 anos, exibida duas vezes por dia fazendo sucesso entre os turistas de todas as idades e nacionalidades.
 
• Chubasco ChartersOs barcos das Bahamas são considerados os melhores barcos de pesca do mundo.  Esta modalidade é chamada de “Sport FIeshing” , oferece boa oportunidade para quem quer conseguir pescar um peixe grande.
 
• Cove´s DiveComo o nome já diz, são mergulhos nas cavernas. Há opções para todos os níveis de coragem, o mais radical é promovida pela Stuart Cove. Você desce a 15 metros de profundidade numa espécie de bike aquática onde sua cabeça fica coberta e seca (claro!), é bem parecido com uma bolha. A “bolha” ou cúpula é grande o suficiente para a sua cabeça e até suas mãos. Isso também significa que você respira normalmente sem a necessidade do uso de tubos de snorkel ou reguladores, como você faria se estivesse mergulhando. Lá embaixo você vai vislumbrar recifes de coral, peixes coloridos, e sim diversos tubarões. Eles são alimentados na sua frente por um funcionário da Stuart. Encara?



• Hotel AtlantisDica imperdível é se hospedar ou visitar o Hotel Atlantis. Muito consideram a Disneylândia aquática! Sim, o lugar é demais. Um hotel enorme, com milhares atrações aquáticas num clima de muito astral. Neste complexo maravilhoso do Atlantis, há uma interminável gama de prazeres a serem explorados, a começar pela visita aos gigantescos aquários que mostram milhares de espécies de diferentes peixes, crustáceos, moluscos reproduzindo um verdadeiro cenário da antiga cidade perdida. Vale apena ver os vídeos com as atividades. http://www.atlantis.com/

• Nadar com golfinhosEste programa acontece na Blue Lagoon Island, onde você pode ter a incrível sensação de nadar com os golfinhos que são seres incríveis e especiais. A ilha é paradisíaca, o mar é de um azul profundamente claro e cristalino. Os Golfinhos são treinados para te abraçar, te beijar, dançar e nadar com você, te impulsionando numa velocidade de Jet SkY. Imperdível e inesquecível.

ESPECIAL
BIFF – Bahamas International Film Festival Essa é para os amantes da 7ª arte! O BFF já está na sua 8ª edição, e tem como missão, desde sua criação em 2004,  criar uma comunidade artístico-cultural entre os países a fim de atrair turismo voltado para indústria cinematográfica. Muito artista de peso já passou pelo BIFF, como comoHeather Graham, Johnny Depp, Alan Arkin, Sean Connery Sir, Cage Nicholas,Laurence Fishburne, de Roger Corman, Daryl Hannah, Sophie Okonedo, Anna Faris,Naomie Harris, Zoe Kravitz entre outros. Já foram mais de 600 filmes em 8 anos de festival. Vale a pena conferir um festival de cinema em um lugar que mais parece um cenário de tão lindo e perfeito.
 
TOURS
Christ Church Cathedral (interior espetacular e vitrais idem), passar pelos prédios cor de rosa da Parliament Square, avança pela antiga cadeia (hoje, biblioteca) e termina na residência do governador-geral. A essência caribenha e inglesa ainda se mantém apegada aos hábitos britânicos. Duas pontes, por exemplo, unem Nassau a Paradise Island. Em Nassau, é interessante ver os coloridos mercados da Bay Street, as lojas duty free e os penteados das mulheres.

Os cruzeiro costumam ancorar em Freeport, em Grand Bahama, em virtude não só das praias mas, também, do International Bazaar. International Bazaar é um shopping gigantesco, temático, dividido em seções com produtos de diferentes partes do mundo e com preço bastante convidativo.

Outra atração é caminhar pelas largas avenidas e sair em Port Lacaya. Tem de tudo lá: hotéis extraordinários, cassinos, e o melhor, bares pertinhos das marinas e do charmoso iate clube. O lindo canal interno que separa a região da ilha também faz de Freeport um lugar que vale constar no roteiro.

No Monte Alvernia, o ponto mais alto de Cat Island, existe um mosteiro todo em pedra. Cat Island é, ainda, o lugar onde os nativos praticam o Obeah, um ritual de magia. Até hoje muitos casais americanos procuram o lugar para “absorver” um pouco da magia local.

Little Bahamas Banks é o ponto certo para quem procura águas rasas, com uma visibilidade absurda e mar tranqüilo. Também é lugar de diversão. Basta apanhar um barco e seguir rumo a região dos golfinhos. É quase impossível determinar o número desses cetáceos, são muito, nadam livremente e não se assustam com nada. Em alguns dias, a colônia é ainda maior. Seja como for, sempre haverá golfinhos amistosos. Dá para nadar ao lado deles, interagir, e brincar.

Andros – Fica lá o mais antigo resort de mergulho do arquipélago, o Small Hope Bay Lodge. É lá que ficam as mais extensas barreiras de corais do mundo e os 50 “buracos azuis”. Indispensável, mesmo para quem não pratica mergulho com cilindros. Se você adora fazer snorkeling, pescar, ou apenas admirar uma linda paisagem, não deixe de visitar.

ONDE FICAR
Existe uma variedade quase vertiginosa de hotéis e acomodações em todas as ilhas. De ultra-luxuosos casas de aluguel em ilhas privadas e serviço completo, resorts all-inclusive aos quartos baratos em um local de cama e pequeno-almoço. Compare acomodações e decida qual se adéqua mais a sua necessidade.

Informações Úteis para quem pretende visitar Bahamas:
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en|pt&u=http://www.bahamas4kids.com/stories.html
Ilustração: Hugo Jucá Designer
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CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Dia Internacional da Mulher, Darwin e a seleção natural‏



Segundo as teorias do biólogo Charles Darwin, as espécies evoluem e se adaptam ao meio. Dessa forma algumas sobrevivem e outras desaparecem em um processo natural. Deve ser por isso que temos tão mais mulheres que homens de uns tempos pra cá. Será? Dotadas de uma natureza perfeitamente adaptável, nós mulheres, somos o retrato da evolução.
 

Queimamos sutiãs, brigamos pelo voto, pela pílula, sexo livre e hoje, pasmem, podemos até engravidar sem um parceiro (vide os bancos de esperma). Saímos da Amélia de Mario de Lago e Ataulfo Alves e chegamos à presidência da República. Deixamos fogão, vassoura e tanque para pilotar aviões, gerenciar grandes empresas e sermos chefes de família. Somos leoas, camaleoas ou gatinhas manhosas. Somos a moça bonita da Praia de Boa Viagem, somos mulher de verdade. Do salto ao calcanhar rachado somos guerreiras de dia e maquiadas à noite.
 

E vocês, homens? Ah vocês continuam na idade da pedra e lascadas estamos nós por isso. Continuam rudes, grosseiros e querendo nos conquistar pelos cabelos. Continuam embebidos em velhos clichês e não percebem que o mundo mudou, que nós ocupamos, não os seus espaços, mas espaços que poderiam ser nossos também assim como os nossos podem ser compartilhados com vocês.
 

Que apesar de às vezes ser divertido, não queremos a guerra dos sexos, queremos o amor entre os sexos, porque em toda essa evolução uma coisa não mudou, continuamos românticas. Românticas e não bobas, que fique claro. Vamos lá rapazes, não é o mais forte quem sobrevive, mas aquele com maior capacidade de adaptação.


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