terça-feira, 7 de junho de 2011

LEITURA: Game of Thrones, o livro que deu origem à série de maior sucesso atualmente.


É dito que cada livro tem a idade certa para ser lido. Também existe uma certa crença que certos gêneros, ao contrario, são dirigidos para públicos de determinada idade. Especificamente, esse filho bastardo da literatura chamado de Fantasia Heróica, que geralmente fica socado nas prateleiras da livraria na seção de “literatura juvenil”. Porém, nem toda a fantasia heróica se resume a Conam, o Bárbaro de Robert E. Howard ou O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. Existem grandes surpresas no gênero que acabam ficando esquecidas.

Uma destas séries esquecidas que acabou de ser revivida é “Uma Canção de Fogo e Gelo”, cujo primeiro livro, “Um Jogo de Tronos” foi recentemente transformada em série pela HBO, com boa recepção pelas audiências televisivas. Embora o primeiro livro já tenha 20 anos. É coisa de gente grande, em vários níveis, e um livro que nenhum adulto em sã consciência permitiria que seu filho em início de adolescência tivesse na estante.

Sem comentar Spoilers, os livros descrevem as intrigas entre as grandes casas de Westeros, um continente fictício claramente inspirado na Europa Pós Império Romano. Uma dinastia recente está se estabilizando, e eventos acabam por trazer de volta a guerra civil dentro do Reino. Se parece clichê, bem, é por que é. A parte boa é que o Autor, G.R.R. Martin, sabe disso e reverte a mesa na cara do leitor.
O estilo de escrita de Martin lhe rendeu um três prêmios Locus, e indicações a três prêmios Nebula e 3 indicações ao prêmio Hugo, que são os Oscars específicos das publicações de ficção científica e fantasia. Com razão: O autor nos leva pela mão gentilmente, nos apresentando um mundo complexo e fantástico com personagens marcantes. Depois ele permite que o leitor dê um passo à frente, afeiçoando-se.

E depois ele chuta nossos joelhos por trás. Com força. Um dos truques para isto é a forma como escreve. Ao invés de usar o narrador onipresente geralmente usado na literatura, onde podemos ver sentir, e saber tudo que se passa pela cabeça de todos os personagens relevantes da cena, Martin na verdade escreve pelos pontos de vista de personagens específicos, muitas vezes trocando de visão no meio dos acontecimentos. Isto nos sonega informações, algo que Alfred Hitchcock citou a Trouffaut como sendo a alma do suspense. O medo nasce daquilo que não sabemos, ou não conseguimos compreender. Esta sensação de “Que diabo...?” nos segue por boa parte da trama. É como Martin escrevesse os textos em primeira pessoa, e depois refizesse cada capítulo em terceira pessoa mantendo a estrutura básica. “Eu fiz isto” se torna “fulano fez isso” com pensamentos em itálico. Gera-nos a intimidade do romance de primeira pessoa com a ilusão de onipresença do romance de terceira.

Outra característica admirável em Martin é o seu desapego. É fácil criar um mundo, criar criaturas, ordená-las. Enfim é a parte divertida do processo criativo. Destruir a própria criação, com distancia, e fazer isso com coerência e requintes de crueldade, é outra bem diferente. É um romance de fantasia sim, mas fantasia para adultos. É um texto violento, sexual, sangrento e sem piedade. Muito diferente da terra média limpinha, cheia de elfos musicais com ascendências WASP.

Finalmente os primeiros volumes estão sendo traduzidos para o português. Já era hora do pessoal que leu Tolkien na adolescência ler coisa de gente grande.
Texto: Bernardo Queiroz
Jornalista, Especialista em Cinema e Mestrando em Comunicação
Fotos: Divulgação HBO

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

HOMEM DE ESTILO por Bebel Ambrósio


Depois de viver a personagem Milena na novela Ti-Ti- Ti, Bebel Ambrosio ficou ainda mais ligada em moda e no que vestir em cada ocasião. É por isso que ela vem a MENSCH para estreia uma nova seção para dar dicas de estilo para os nossos leitores. Depois das dicas da Bebel, vai rolar o maior Ti-ti-ti, disso a gente não tem dúvida.

É brega um homem que se veste fora do seu próprio estilo só pra parecer alguém que não é e impressionar uma mulher? É bem brega! Acho que o modo como nos vestimos diz muito sobre quem nós somos. Se o homem decide adotar um estilo que não é o dele, mesmo que seja para impressionar uma mulher, ele no fundo, tá escondendo da mulher quem ele realmente é. Pra mim, o legal é sempre ser autêntico. 

Quais os maiores erros de um homem ao se vestir para uma balada? Acho que os homens erram quando tentam imitar outros homens só para seguir uma modinha. Cansei de ver em baladas homens usando o mesmo estilo de roupa, como se estivessem vestindo uma fórmula que acham que dá certo. Para uns, pode até cair como uma luva, mas para outros, é nítido que não tem nada a ver com a personalidade do cara. E ele só usa (a fórmula) para não se sentir out.

Os homens devem ficar calados ao não ter o que elogiar no visual de uma mulher ou devem mandar ver nas críticas?
É uma situação bem delicada. Depende da relação do casal, assim como a forma como as críticas devem ser feitas. Por exemplo, se a relação é recente, o casal ainda está se conhecendo, o homem deve ser mais discreto, esperar para ver se a mulher vai toda vez errar na escolha do modelito. Se esse for o caso, aí sim, é valido o homem falar com jeitinho, a fim de não fazer com que a mulher se sinta ofendida. Não sou contra as críticas, só acho que se pode escolher o momento e as palavras certas para não haver constrangimentos entre o casal.


Com inúmeras peças teatrais no currículo, responda qual o melhor jeito de se vestir para ir ao teatro? Acho que devemos nos vestir do jeito que nos sentimos mais a vontade, com uma roupa que nos sentirmos bem e confortáveis. Lógico, que devemos prestar atenção na ocasião, o local, o tipo de evento, para não destoar demais das outras pessoas, e acabar se sentindo um estranho no ninho.

O quanto a moda é prioridade pra você e o quanto ela deve ser para um homem? Não sou uma expert em moda, mas gosto muito de estar por dentro das tendências. Gosto de assistir a desfiles, de ver as extravagâncias e ousadias dos estilistas, enfim, de saber o que está in. Já para o homem, basta ter bom gosto e bom senso ao se vestir. Dificilmente ele vai errar dessa forma.
E por fim, o que não pode faltar no kit de higiene e cuidados de beleza de um homem? Escova de dente, fio dental, desodorante, e se ainda tiver espaço, um perfuminho.

Texto: Nadezhda Bezerra
Fotos: Divulgação
Agradecimento: Bruna Brandão
Destaque Estratégia de Imagem
Agradecimento especial a Bebel Ambrósio

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domingo, 5 de junho de 2011

OBJETO DE DESEJO: Transporte-se no design




Que os clássicos nunca podem ser chamados de ultrapassado isso todo mundo já sabe, agora nada mais instigante do que transformá-los em algo único no planeta.  E principalmente com toda esta tecnologia disponível por aí, a mente humana esta cada vez mais estimulada a expandir toda essa criatividade. Reunimos aqui, algumas idéias de como podemos nos transportar com estilo, seja na terra, na água ou no ar.
MOTOS: Henderson 1030

Quem nunca sonhou com uma moto com aquele jeitão antigo? Afinal o mundo moto ciclístico venera um 'find celeiro'. Essa Henderson 1930 parece ser o sonho até para àqueles que não são chegados num veículo de duas rodas. Com uma aparência “dark”, escondendo as rodas e uma vibe meio retrô, está maquina foi personalizada por Ray Courtney e é equipado com carroçaria de streamliner.
Para sua concepção é possível identificar traços da legendária Harley Earl, por conta das curvas. Mas o que torna este modelo mais inusitado ainda é o fato de todos os seus mecanismos estarem ocultos, o que já não se vê com tanta freqüência atualmente. A Henderson foi uma marca de grande sucesso surgida em Chicago, tendo ido à falência por volta de 1931 após a grande depressão americana.
Esta motocicleta pertence ao colecionador Frank Westfall, que causou uma comoção quando apareceu com ela na Hudson Nacional (uma exposição de motos em Nova York), no ano passado, vale frisar que estas fotos foram tiradas pelo fotografo Graal Mortillaro que registrou este momento.



BARCO BLUE
Por incrível que pareça este pequeno barco azul foi leiloado por uma pequena fortuna, cerca de 200 mil euros, recentemente em um evento em Monte Carlo, sendo disputado as tapas pelos colecionadores.
Esta obra de arte monocromática náutica foi o trabalho mais recente criado pelo artista francês Xavier Veilhan, um dos mais conhecidos de Paris. A idéia de concepção deste barco surgiu quando um design chamado John Dodelande, convidou Xavier para criá-lo. O protótipo foi concebido no estaleiro Frauscher, na Áustria.
Ele hoje se encontra ancorado em Saint Tropez, cabe até 9 pessoas e está equipado com um motor MerCruiser 220HP. Com toda certeza este “barco Avatar” chama atenção por onde passa, mas fica uma dúvida: este barco é para navegar ou admirar?

HELICOPTERO DA HERMÈS
Uma das marcas mais tradicionais e caras do mundo, que atua no mercado desde 1920, a Hermès, lançou recentemente um helicóptero com seu nome.  O modelo é fabricado pela montadora Eurocopter.
A idéia surgiu inicialmente para atender apenas ao público dos Emirados Árabes e na verdade trata-se da customização do modelo EC135 da Eurocopter. A cabine comporta quarto passageiros e os acentos de couro são revestidos o ‘Tolie H’, tecido emblemático da marca.
A intenção da parceria da Eurocopter com a Hermès foi de redefinir as viagens de helicóptero em termos de conforto e elegância. Externamente, o EC135 Hermès tem o ski redesenhado para se harmonizar com as linhas do helicóptero e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso à cabine, ganhou novas maçanetas das portas e as faixas na cor laranja, tradicional da marca Hermès.
É claro que o acabamento interno é indiscutível, possui um interessante porta-livro, além de uma divisória de vidro separando o piloto dos passageiros para proporcionar maior privacidade.  A boa notícia é que este lançamento já esta sendo vendido no Brasil, e para quem está interessado em se livrar deste trânsito infernal, é só entrar em contato com a Helibras, pelo número (11) 2142 3700, e fazer o depósito de oito milhões de dólares. Não é uma boa idéia?



LEXUS BIKE
O pioneirismo nipónico, conhecido de modelos como o Toyota Prius e o Honda Insight,  neste tipo de veículos levou a Lexus a encetar um novo segmento até aqui sem tradição na marca: o das bicicletas híbridas.
A definição do termo híbrido implica que sejam utilizadas duas forças de fontes distintas para locomoção de um veículo, ou seja, não faz sentido numa bicicleta pensarmos num motor a gasolina associado a um motor elétrico, aqui apenas a força dos pedais e a energia acumulada através do movimento das rodas criam a energia necessária ao funcionamento do sistema.
Se o mercado possui já tradições em vias de massificação (é possível encontrarmos uma bicicleta híbrida numa loja dedicada às duas rodas) este era o momento da subsidiária da Toyota criar um produto refinado tendo como suporte o crescendo de vendas de velocípedes deste tipo.
Os pormenores técnicos revelam que está dotada de um motor elétrico de 240W, associado a uma pilha de baterias de lítio de 25,9 volt, juntamente com os essenciais pedais. O quadro, fabricado em fibra de carbono, tem a ligeireza essencial à eficiência deste tipo de veículos, associado a um sistema de desmultiplicação interna de 8 relações de engrenamento automático concebido pela Shimano.
Por enquanto esse modelo LS 600H da Lexus, se trata ainda de um embrião que desconhecemos se estará à disposição dos afortunados compradores em breve.

Texto: André Lima
Fotos: Divulgação


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sexta-feira, 3 de junho de 2011

ENTREVISTA: Giovane Gávio


A simplicidade com que Giovane Gávio encara vitórias, medalhas, fama e realização profissional é algo tão incrível e ao mesmo tempo coerente que nos pega de surpresa. Como ele mesmo fala nessa entrevista, ele é apenas um profissional do esporte, assim como poderia ter outra profissão que também a faria da melhor forma possível. Isso infelizmente é um caso raro, mas demonstra o grande ser humano que ele é que vai muito além do atleta famoso. Atualmente técnico da seleção do SESI-SP, campeã da Superliga Brasileira de Voleibol em 2011, pais de quatro filhos, poeta nas horas vagas, Giovane é merecedor de medalhas dentro e fora das quadras.

O que o vôlei ensinou aquele garoto de 12 anos que perpetuou por toda sua vida como jogador e homem maduro? Me ensinou muito. O esporte é importante na formação do jovem, da criança, ajuda a socializar, ajuda a moldar a personalidade, te ensina a conviver em grupo. O vôlei me fez crescer, amadurecer, me deu alegrias, me ajudou a conquistar muitas coisas, além de medalhas, e sou muito grato a tudo o que esse esporte maravilhoso fez por mim, por tudo o que ele me ofereceu. Hoje meus dois filhos mais velhos (Gianmarco e Giulia) jogam vôlei. Se vão seguir ou não, não sei, é algo que vai depender deles, não coloco pressão alguma, mas fico feliz de ver que estão no meio do esporte. Incentivo, apoio e vou sempre estar ao lado deles.


Quando foi que você se encantou com o vôlei e decidiu: é isso que quero fazer! Eu fazia judô e foi vendo a minha irmã Giseli que comecei a me interessar pelo vôlei. Os meus pais sempre me incentivaram muito a praticar esportes, experimentei o vôlei e me apaixonei. Entrei em quadra para não sair mais.

Por que a final das Olimpíadas de Barcelona foi o jogo da sua vida?
Foi uma partida marcante para mim. Lembro bem de tudo o que aconteceu naquela partida, lembro muito dos dias que passamos em Barcelona, de cada momento daquela conquista. Aquela vitória sobre a Holanda foi a coroação de um trabalho bem feito por uma equipe, jogadores, comissão técnica, confederação, e que nos deu uma medalha de ouro que mudou a história da modalidade. Quando aquele saque do Marcelo Negrão passou pelos holandeses, sem defesa, o nosso sonho virou realidade. E ninguém queria acordar daquele sonho.

Foram mais de 30 partidas em jogos olímpicos, bicampeonato olímpico e diversas medalhas olímpicas. Qual o momento mais marcante de tudo isso? Todas as conquistas foram marcantes. Cada uma à sua maneira, porque cada uma marcou um momento da minha carreira. Não teve uma medalha, um título que eu possa escolher como o mais importante, muitos foram marcantes, as medalhas de ouro olímpicas, aquele saque no Campeonato Mundial, cada Liga Mundial, enfim, guardo com muito carinho os momentos que vivi com a camisa do Brasil, desde a primeira convocação à minha despedida.

Você se sente um atleta e um homem plenamente realizado? O que você almeja mais? Sim. Como atleta eu conquistei tudo, fui muito além do que eu poderia imaginar. Tive a oportunidade de jogar com os melhores jogadores, de trabalhar com os melhores treinadores, de vestir a camisa do Brasil e ajudar a Seleção Brasileira a conquistar títulos importantes, aprendi muito e levo isso comigo para a minha vida, não apenas como técnico, mas como homem. Hoje sou treinador, estou começando uma nova carreira e estudando para estar cada vez mais bem preparado, para ser cada vez melhor na minha profissão, na minha função de técnico.

Competir é mesmo o mais importante OU isso é discurso de perdedor?
É claro que todo mundo quer vencer. Mas só um vence, só um atleta, só uma equipe, só um país. Mas, para saber vencer, é preciso saber perder, é preciso saber competir, entender a essência do esporte. Ninguém é imbatível, ninguém é invencível, não existe isso no esporte. As vitórias são fruto de um trabalho bem feito e até mesmo aquele que é derrotado, muitas vezes, precisa ser enaltecido. O atleta precisa entender o sentido da competição, precisa saber o que é o respeito com o adversário, e precisa demonstrar isso, porque ele é espelho para jovens e crianças, precisa dar bons exemplos. Um bom perdedor é mais digno do que um mau vencedor.

O que é mais fácil, conquistar uma medalha ou a mulher que se quer para uma vida inteira? Nada é fácil. Tudo exige dedicação e paixão. Claro, são conquistas diferentes, uma medalha marca o atleta, traz uma felicidade e uma realização que marcam a sua carreira. Conquistar o amor de uma mulher é especial, é para uma vida inteira, e é uma conquista diária, como um namoro que precisa ser vivido intensamente e renovado a cada dia.

E o que é mais difícil, bloquear um ataque do adversário ou as fãs mais ousadas? Bloquear os adversários sempre foi muito difícil. Enfrentei muitos grandes atacantes e também muitos excelentes bloqueadores, os melhores do mundo, pelos clubes e pela Seleção Brasileira. Mas as fãs eu nunca bloqueei, sempre tratei a todas e a todos com carinho, porque o fã é aquela pessoa que te admira e isso é um reconhecimento ao seu trabalho. Seja um autógrafo, um sorriso, uma foto, um aperto de mãos, o fã é aquele que te recompensa.

Chegar aos 40 anos pesou um pouco para um atleta? O que faz para manter a vitalidade de 20 anos atrás? Não. Não tenho essa vaidade de idade. Sempre aproveitei muito cada momento da minha vida, e a idade traz não apenas cabelos brancos, que eu ainda não tenho, mas traz maturidade, experiência, sabedoria. E acredito muito nisso. Todo mundo envelhece, o segredo está em saber envelhecer, saber aproveitar a vida e o que ela oferece de melhor. A idade física é algo que não se pode mudar, a diferença está na cabeça, é preciso respeitar o corpo, ter cuidados com a saúde, uma vida regrada e aproveitar cada momento.

Por que demorou tanto para fazer uma tatuagem que era um desejo antigo? Receio de algum preconceito? Não, nenhum preconceito. Tem gente que não gosta, tem gente que gosta tanto que tem dezenas, às vezes tem partes inteiras do corpo tatuadas. Acho a tatuagem algo bastante pessoal, quando alguém resolve fazer, os motivos são os mais variados, e isso se reflete na escolha do desenho, do que será escrito, de uma imagem.

Priscila é a sua maior inspiração? Priscila é uma das maiores inspirações da minha vida. Não apenas ela, mas meus filhos, minha família, é sempre pensando neles que eu vou atrás dos meus objetivos, que me dedico todos os dias como marido, pai, filho e profissional do vôlei.

Giovane poeta, como isso se deu? Tem planos de publicar algo?
Já tive planos de escrever um livro de poesias. Escrevi alguns poemas, um ficou mais famoso, que foi o que falava da Seleção Brasileira, é algo que gosto. Quem sabe, um dia ainda me dedico mais e publico um livro?

E como é ser pai de quatro crianças? O que a paternidade te trouxe? Ser pai é maravilhoso. E eu sou pai quatro vezes. Amo meus filhos, aproveito muito o convívio ao lado deles, um tempo que é e sempre foi mais curto do que eu queria, por causa dos treinos, dos jogos e das viagens. Mas procuro curtir ao máximo as folgas para estar perto deles, acompanhar o desenvolvimento, o crescimento, ser um pai o mais presente possível. Ser pai é uma sensação maravilhosa, o homem amadurece muito quando nasce um filho, passa a ver a vida por um ângulo diferente, traz uma enorme responsabilidade que se transforma em um amor difícil de descrever pela criança. Um filho marca o nascimento de uma nova família.

O mineirinho é mesmo um "come-quieto"? O mineiro é pacato, trabalhador, de boa paz e gosta das coisas certas. Isso de come-quieto é engraçado, é uma velha expressão e, até onde eu sei, tem a ver com o jeito caseiro, familiar, com a simplicidade do mineiro. Se for isso mesmo, eu sou um 'come-quieto', sim.
Em suas palestras o que você tenta passar de mais importante é a sua experiência como atleta dentro do universo esportivo ou o que o esporte te ensinou como ser humano?
Um pouco de cada coisa. Tento passar um pouco da minha experiência, do que vivi no esporte, de como o vôlei me ajudou a vencer na vida, a me formar como homem e como atleta profissional. Muitas pessoas tem curiosidade de saber como é a vida de atleta, como foi minha carreira, alguns me enxergam como ídolo e tem as curiosidades mais diferentes. Sou uma pessoa como outra qualquer, escolhi jogar vôlei, mas poderia ter sido médico, engenheiro, ator, poderia ter seguido outro caminho. O sucesso e o reconhecimento não tem a ver com a profissão que se escolhe, se o lixeiro não fizer bem o seu serviço, a cidade vai estar suja, e ele tem uma importância enorme no nosso dia-a-dia. Se o médico não estiver atualizado, não for competente, a nossa saúde fica prejudicada. Se o professor não for bem preparado para ensinar, nosso futuro estará comprometido. Todos nós somos importantes, todos precisamos fazer o nosso melhor, isso tem a ver com dedicação, com vontade, com profissionalismo. Se hoje eu tenho o respeito das pessoas, não é só porque fui um bom jogador, isso tem a ver com a minha conduta também. Para se viver em grupo é preciso que o respeito venha em primeiro lugar. É assim no esporte, é assim na sociedade, na vida.

O que foi (e é) mais importante para você dentro de um trabalho em equipe, a disciplina, o coleguismo ou o comprometimento?
Acho que tudo isso é importante. Não existe grupo forte sem isso, sem liderança, sem união e sem dedicação. No esporte coletivo todos são importantes, cada um tem sua função e o entendimento e o respeito das individualidades é que fazem um coletivo forte.

O vôlei te trouxe dois grandes amigos, Paulão e Tande. Como você explica essa fidelidade nas amizades masculinas que os homens em geral nutrem e as mulheres invejam? Fiz grandes amigos no vôlei. Tande então é quase que um irmão, nos conhecemos há mais de 20 anos, Paulão também é um grande amigo. Não sei se as mulheres invejam, mas eu prezo muito minhas amizades, as amizades verdadeiras que tenho. Algumas pessoas acabam virando quase que parte da família, tamanha a afinidade e o prazer do convívio. Me sinto um cara de sorte por ter muitos bons amigos.

Qual a maior virtude que um homem deve ter? Caráter. Independente de classe social, de profissão, acima de tudo, o homem precisa ter caráter. E caráter tem a ver com honestidade, com hombridade, com respeito e com educação.



Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Fotos: Roberto Lima, Divulgação
Capa: Roberto Lima / Tratamento de imagem: Jorge Souza
Agradecimentos: Samy Vaisman - MPC Rio Comunicação & Marketing
Giovane veste Remo Fenut - www.remofenut.com.br
Agradecimento especial a Giovane Gávio

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

As revistas masculinas mais legais do mês de junho.

Todo mês ficamos ligados nas bancas e site para conferir o que de melhor vai rolar nas revistas masculinas. E esse mês não foi diferente, que dizer, parece que as editoras resolveram caprichar mais nas capas. Talvez pelo fato de hoje em dia o mercado nacional de revistas masculinas tenha crescido com a chegada de mais títulos. Isso vem apontar um crescente mercado direcionado para um público que tem evoluído ao longo do tempo. O público masculino está mais vaidoso e consumindo ainda mais produtos eletrônicos. Sabemos bem disso, afinal a MENSCH surgiu por conta desses fatores de mercado também. E como uma das missões da MENSCH não é competir com essas revistas que estão no mercado, e sim ser um aliado delas, sempre estamos aqui para levantar a bola de algumas revistas que nós adoramos (e acompanhamos) todos os meses.


GQ - Foi unânime esse mês os comentários pela bela capa da GQ com o atleta César Cielo, fotografado pelo competente Maurício Nahas. A revista traz como destaque também uma matéria sobre o maior assalto a banco no Brasil. Os 50 anos do Jaguar E-Type e o astro da música Bob Dylan também ganham destaque na edição, que ainda traz Bradley Cooper, Vik Muniz e Woody Allen.

MENS HEALTH - O destaque de capa esse mês é sobre alimentação, com um guia completo sobre alimentação a MH ajuda o leitor a blindar sua saúde e ficar com o corpo sarado. O astro Vin Diesel dar dicas para se ganhar músculos de aço e um treino de alpinista completa o pacote para ficar em forma. A edição ainda vem com um guia pra casal que vai ajudar a galera esquentar ainda mais a relação. Se você quer mais, 724 soluções que vão de bem-estar até mulher.

QUATRO RODAS - Na capa o VW Jetta x Chevrolet Cruze x Hyundai Elantra x Honda Civic numa rodada em Los Angeles, a novíssima safra de sedãs médios põe suas cartas na mesa. Um teste com o Mercedes-Benz C250 CGI Sport na nova versão do Classe C, o símbolo da marca trocou de posição. E uma reportagem onde um empresário recria universo paralelo de carros na escala 1:18. E mais: o Lamborghini Aventador, o Citroën C3 Picasso e o Nissan Leaf.

MAXIM - A bela da capa nós já conhecemos bem, se você não a conhece dê uma olhada na matéria logo abaixo. A repórter Mônica Apor é a estrela do mês da MAXIM, que ainda traz a dupla do filme Velozes e Furiosos, Jordana e Vin Diesel. Na reportagem, os matadores de Bin Laden, os melhores tênis para correr e viagem sem bagagem. Essa até eu quero ver!

 STATUS - A segunda edição da STATUS já veio mostrando qual o perfil da revista, uma revista mais madura, mais, digamos, "hard". É o que percebe-se pelas matérias. Uma mostra o submundo da maior obra pública da Amazônia, e outra mostra a cobertura feita por um fotógrafo que passou dois meses no meio da guerra na Líbia. As matérias de aventura também são mais "hard", com um mochileiro que uniu a falcoaria ao paragliding. Sim, mas o principal atrativo sem dúvida é a bela Cristine Fernandes num belo ensaio assinado pelo craque Bob Wolfenson. 

SEXY - Diana Balsini, pra quem não lembra, a Diana do BBB 11, é a bela da capa num provocante (e belo) ensaio feito pelo competente Daniel Aratangy. Na entrevista o goleiro do Flamengo Felipe fala sobre sua passagem pelo Corinthias e da acusação de ter agredido uma mulher em Portugal. Uma matéria sobre aluguel de super carrões e outra matéria curiosa sobre hipnose. Ah, e dicas de como se dar bem num rodízio.

VIP - A VIP completa seus 30 aninhos esse mês e presenteou os leitores com uma ensaio com a bela vencedora do BBB 11, e milionária, Maria num belo ensaio feito por Valério Trabanco. A revista ainda traz uma bela retrospectiva dos melhores momentos e fatos curiosos ao longo desses anos e uma galeria de artes com estrelas pintadas como deusas. Seguindo as comemorações dos 30 anos, uma ótima matéria sobre o ano de 1981, a vida nos anos 80 e 38 coisas para fazer antes dos 30 anos. E o ensaio de moda também vem no clima anos 80. Destaque para a dupla Carol & Jhenny.

PLAYBOY - E finalmente temos a capa da PLAYBOY que esse mês pela primeira vez na história da revista, traz uma vencedora do BBB, no caso a desinibida Maria. O ensaio que vem com 30 páginas foi feito na Argentina e clicado pelo badalado fotógrafo J.R.Duran. Na entrevista o polêmico deputado Jair Bolsonaro e nas 20P o popular Antônio Banderas. Ainda tem exibida filha do roqueiro Mick Jagger, Lizzy mostra suas curvas num ensaio que deu o que falar. Além de uma reportagem coleção de carros de Ralph Lauren e sobre os matadores de Bin Laden.
 
 Ainda esse mês, a PLAYBOY lança nas bancas o especial "Mundo de PLAYBOY" com a bela Cleo Pires na capa e em várias fotos. Além de Cleo, uma constelação de estrelas da TV como Flávia Alessandra, Fernanda Paes Leme, Bárbara Paz, Juliana Alves, Bárbara Borges, dentre outras. Além de muitos cartuns, James Bond, estrelas de Hollywood... uma clássica edição de PLAYBOY no melhor estilo.

Obs.: clique nas fotos para vê-las maior

Texto: André Porto
Fotos: Divulgação/Reprodução
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

MUSA: Mônica Apor encanta na noite de São Paulo pelas lentes de Angelo Pastorello



A afinidade entre a repórter do TV Fama, Mônica e o fotógrafo Angelo Pastorello é algo comprovadamente de sucesso. Desde o primeiro trabalho, há dois anos, a dupla não parou mais. E mais uma vez os dois mostraram que essa dupla ainda vai render muitos trabalhos de sucesso, como esse recente feito por eles para a revista masculina MAXIM de junho. Num clima bem voyeur, os dois pararam o centro de São Paulo e deixaram muito marmanjo de boca aberta com as cenas que viu. Fomos conversar com eles para saber como foi feito tudo isso e conhecer um pouco mais dessa sintonia desses dois craques. E de quebra, veja algumas das belas fotos do ensaio. Pra quem curte fotografia um prato cheio, e para quem curte fotografia e mulher bonita então... perfeito!!


A ORIGEM DESSA AFINIDADE

MÔNICA "Nunca fui modelo. Então quando fui fazer minha primeira capa, na época para a revista UM, escolheram ele como o fotógrafo. Nos demos bem desde o início. E foi com ele que aprendi a fotografar. Então sempre que posso fotografo com ele."

ANGELO "Começou quando fizemos o primeiro ensaio há dois anos... Foi espontâneo, talvez porque gostamos de Black Sabbath!! Então fomos melhorando esta afinidade nas fotos."


DE ONDE SURGIU A IDÉIA

MÔNICA "Foi uma idéia minha. Saiu totalmente como eu imaginava. Eu queria fotografar de luxo e lixo, Av. Paulista, imagens clássicas... com uma pegada mais Rock n´Roll."


ANGELO "...a Mônica ofereceu a idéia para a Maxim, que topou na hora fazer o ensaio."


O QUE FOI MAIS DIFÍCIL


MÔNICA "Seguir a proposta do ensaio sem perder a concentração. Manter o foco e não se importar com a galera gritando, soltando gracinhas... Ela 7hs da noite no Centro de São Paulo, daí você já viu né?! Nessa foto da varanda mesmo, ficavam soltando gracinhas, e eu focada em Angelo do outro lado da rua em outro prédio. Foi aí que começaram a me chamar de Nathalie Lamour. (risos)"


ANGELO "Administrar luz a noite na rua precisa ter alguns cuidados, como por exemplo, quando e como somar a luz ambiente com o tipo de luz que eu vou adicionar, para poder "manter" o clima de noite mas com informações. São Paulo a noite tem alguns "problemas", como segurança para a equipe, muitas pessoas que param em volta e que às vezes acabam atrapalhando. A Mônica é a parte mais fácil!"


CLIMA DE VOYEURISMO


MÔNICA "Como te falei, não sou atriz e nem sou modelo, mas tem que dar uma de atriz ali e entrar no clima. Mas vocês homens devem entender mais do que eu de fetiche... Aquela coisa de olhar pelo buraco da fechadura... (risos) Homem curte muito isso. E acho que conseguimos passar esse clima. E tem que agradar aos leitores que vão comprar né?!"

ANGELO "A primeira idéia era fotografar num hotel antigo com várias possibilidades de cenários, que se estenderiam para a rua... Mas não foi possível fotografar neste hotel, então acabou utilizando a rua e tudo que estava em volta, viadutos, portas, hall, o terraço de um prédio antigo, onde eu fiquei do outro lado em outro prédio. O clima voyeur aconteceu naturalmente em algumas fotos pela própria distancia entre a Mônica e eu. Acredito que não existe uma "fórmula" para seduzir o leitor, a sedução é subjetiva, mas acho que existe uma "mística" na foto voyeur!"



Mônica, depois de ter feito PLAYBOY esse tipo de ensaio você tira de letra? Se eu te falar que não é mentira. Fazer PLAYBOY é o auge que se pode chegar da ousadia. Então te dar mais desenvoltura. Facilita sim.


Angelo, como foram feitas essas fotos? Que tipo de máquina, filme, efeito... foi utilizado? Minha primeira opção era fazer com filme de alta sensibilidade e fazer uma revelação "cruzada", filme cromo (slide) revelado em processo para negativo, o resultado seria uma foto com densidades fortes, contrastes e cores saturadas, também pensei em fazer um polaróide bem "tosco" com cores desaturadas, duas idéias opostas..... Mas, ambas as opções teriam custos! Então, fotografei com uma Canon digital com iso 1.200, para obter uma textura mais "suja" e também somar a luz ambiente que era muita fraca!!! Usei dois geradores a bateria com flashs e temperatura de cor fria, depois no photoshop fiz alguns layers de ajustes e desaturei um pouco as cores... Portanto, sem efeitos!!!






[+ de Mônica e Angelo]
Mônica Apor já participou de nossa seção O Universo Masculino... veja aqui. E Angelo Pastorello já foi capa da MENSCH em fevereiro passado, veja aqui a entrevista completa.

Por André Porto
Fotos: Angelo Pastorello
Agradecimentos: Revista MAXIM (ensaio completo na edição de junho)
Agradecimento especial ao fotógrafo Angelo Pastorello que gentilmente nos cedeu as fotos da matéria.

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terça-feira, 31 de maio de 2011

CARRO: Peugeot BB1 - Um novo conceito de carro.


Por incrível que pareça nem a própria montadora consegue definir o que seria o Peugeot BB1, afinal este protótipo é um carro ou não? A Peugeot o define como uma solução totalmente nova para as necessidades atuais e futuras de mobilidade urbana. Na verdade ele parece uma mistura de quadriciclo e carro.


E o mais inacreditável é que para que caibam quatro pessoas dentro do carro, foram realizadas varias modificações nos seus 2.5m de comprimento; a começar pelo fato de o motorista não ter pedais, além disso, o pára-brisa é inclinado para frente, a porta é aberta no sentido contrário e os espelhos retrovisores foram substituídos por câmeras.
Pequeno no tamanho e gigante na tecnologia, todos os seus comandos são acionados pelo volante em formato de um guidom, acelerador e freio na mão esquerda, seta na direita. O carro é ligado por uma tecla, e vale frisar que o motor não faz um ruído sequer, em vez da alavanca de marcha, há um botão giratório com três posições: estacionamento e marchas para frente e ré.

O arranque é feito com dois motores elétricos que ficam ligados nas rodas traseiras, que tem potência de 15 kW, ou seja, 20 cavalos, e aceleram de 0-30 km/h em apenas 2,8 segundos. O carrinho pesa menos de 600 kg porque sua carroceria é toda feita de fibra de carbono e chega a velocidade máxima de 90km/h.

O nome BB1 é inspirado em um dos mais importantes modelos da história da Peugeot: o Bébé, um “minicarro” produzido de 1905 a 1912. E apesar do nome fazer alusão ao passado, este carro promete vir como uma nova proposta para o futuro, pois cada vez mais precisamos ocupar menos espaço no transito e se movimentar com mais facilidade nas grandes metrópoles. Imagine como seria fácil arrumar uma vaga para estacionar com este carro, ele consegue realizar uma volta completa de 360 graus com um espaço de apenas 3,5 metros, sendo que os outros carros precisam de três vezes mais que isso.
Veja o ótimo vídeo promocional do BB1:





Se um dia a Peugeot vier a fabricá-lo, esta aí um carrinho que vale a pena comprar, politicamente correto como precisamos no momento, além de charmoso, cabe em qualquer lugar, não faz barulho e não polui o ar porque é elétrico.
Texto: André Lima
Fotos: Divulgação
Fonte: Peogeot (www.peugeot.com.br)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Crônicas e Indagações Femininas: "Porque nem tudo é o que parece!"

Nas teorias de comunicação, ruído é toda e qualquer interferência que impeça a comunicação de ser perfeita. Só tem um problema: na comunicação homem-mulher, às vezes (ou quase sempre) o que acontece é um estrondo. Se fosse só um ruído estava bom! É que na maioria do tempo, falamos maçã, pensamos abacaxi e o homem entende banana. Ai já viu. Estão lançadas as cartas para os mal-entendidos, as explosões e até, em casos mais graves, rompimentos.

Há as diferenças natas entre os gêneros. Mulher, todos sabem, tem mais habilidade com as palavras. Aos três anos, nós já possuímos um vocabulário três vezes maior do que o dos meninos na mesma idade.
Enquanto vocês ainda estão no bla bla bla, nós já elaboramos sentenças complexas e intermináveis. Ai reside o primeiro problema. É que a gente fica assim pra sempre! E os homens, bem, falam menos, tendem a ser mais objetivos e menos detalhistas.

Ai a mulher fala, diz, explica. Fala de novo! Insinua, mas no fundo está pensando um monte de outras coisas, elucubrando, se adiantando nas suas complexidades. E o homem, coitado, está se atendo literalmente às palavras que lhe foram dadas. Na sua objetividade infinita e miopia para os detalhes, ele não vê a profundidade das sentenças, se pega ao dito como a única verdade. Não sabe ele, que existe todo um outro lado, um mar de significados a ser desvendado.  

Às vezes, tenho a impressão que é um diálogo de surdos. Nem tudo pode ser dito e quase tudo é reinterpretado, até porque, além das diferenças inerentes, há de se acrescentar as vivências de cada um. Ai para um viajar significa a alegria de fazer a malas e descobrir o novo; para outro, sair do conforto, desviar, mudar planos. E não vou nem falar de outros verbos como amar, comer e rezar também, os resultados podem ser explosivos.

É desse abismo de interpretações que reside a grande diferença entre os gêneros e também é aquilo que torna ainda mais instigante essa relação. O sucesso dos relacionamentos está justamente em tentar entender os pensamentos, desvendar as reais intenções, se colocar no lugar do outro. É claro que tudo fica mais fácil se a gente pensar e dizer a mesma coisa e se os homens também buscarem um pouquinho mais de abstração. Porque nem tudo é o que parece e eu escrevi tudo isso porque, na verdade, eu queria dizer que...risos! Decifrem!