Informação não é problema, jornais, televisão, revistas, internet, todos falam da importância do exercício para a sua vida... Atenção! Para a sua vida, não apenas para uma sunga no verão, para se olhar no espelho antes de sair para balada ou para vencer uma competição. O foco é a qualidade de vida.
Assim, fica implícito que quem não faz exercícios deixa de colaborar com sua própria saúde. Não é verdade? A atividade física aliada a um planejamento alimentar equilibrado poderia salvar/evitar 260.000 mortes por doenças cardiovasculares e cânceres, apenas no Brasil. Outros dados de uma pesquisa internacional, publicados no The Lancet, estimam que uma em cada 10 mortes tenha relação com o sedentarismo*. Conclusão: exercitar-se evita mortes! Estudos apontam que 10% das mortes por câncer de mama e cólon, 7% de diabetes tipo II e 6% de doença cardíaca coronariana têm relação com a inatividade. Para quem gosta de números, isso significa 5,3 milhões de mortes a mais por ano.
*É classificado sedentário quem realiza menos de 150 minutos de exercícios moderados por semana (equivalente a treinar 5X por semana durante 30’) ou quem treina menos de 3X na semana de maneira intensa por 20’ ou mais.
Se as pessoas sabem que o exercício faz bem à saúde, por que elas não incorporam a mensagem? E se a atividade física faz as pessoas se sentirem tão bem, por que elas simplesmente não começam a praticá-la? Na verdade, não deveria haver argumentos para justificar que 26,3% da população brasileira sejam totalmente inativos, ou seja, não praticaram qualquer atividade física nos últimos 3 meses, não realizaram esforço físico intenso no trabalho, não se deslocaram para o trabalho a pé ou de bicicleta e não eram responsáveis pela limpeza pesada da casa. Talvez, por este motivo, as campanhas anti-sedentarismo estão focando na relação entre este estilo de vida e as mortes. Certamente, uma tentativa mais radical de conscientizar a população.
Chega de desculpas, como que não tem tempo, que você não leva jeito para isso ou até mesmo que é muito difícil iniciar. Se você já teve uma experiência prazerosa ou que o conduziu a um resultado positivo para sua saúde/estética não precisamos argumentar mais nada, você sabe até onde pode ir e como essa atitude lhe fez bem. O desafio que propomos é para quem nunca teve essa oportunidade maravilhosa de sentir-se “mais vivo”, mais disposto, melhor com o seu corpo, com uma autoestima mais elevada, com menos ansiedade e outras doenças. Assuma a responsabilidade de cuidar do seu corpo, ele é a sua “casa”, como não investir nele? Faça da atividade física uma parte de seu plano de vida e de saúde. EX-PE-RI-MEN-TE!
1. É importante criar uma lista de razões que o levaram a optar pelo início dos exercícios. Seja para melhorar a saúde, seja para recuperar o fôlego que já falta, seja para ter mais disposição para brincar com os filhos, etc. Pode parecer bobo, mas é importante enumerar estas razões e ler sempre que se sentir desestimulado;
2. Exercite-se acompanhado. Pode ser um amigo, vizinho, primo ou até a namorada. Ao assumir o compromisso com outra pessoa, um motiva o outro;
3. Anote seus recordes. Você pode marcar seu tempo ao dar início às atividades e à medida que seu corpo for se acostumando com os exercícios, você pode aumentar o tempo e a potência dos treinos;
4. Escolha modalidades que te agradem. Os iniciantes devem passar por vários tipos de aulas para escolher a que mais se encaixa em seu perfil. Esta dica é válida também para veteranos que, em algum momento, podem se sentir também desestimulados com a rotina dos treinos;
5. Não exigir demais do corpo logo no começo da prática da atividade física. Os iniciantes devem se exercitar em um curto período de duração e aos poucos aumentar o tempo e a intensidade das atividades.



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