segunda-feira, 18 de abril de 2011

Assim Pensam os Homens: "Dresscode da paquera"



Vivemos numa sociedade capitalista, e mais do que um sistema de trocas meramente financeiras isso molda a forma como agimos e nos organizamos. Não há como não misturarmos as coisas, e levamos o que é da vida para a ciência e trazemos do mercado para a vida afetiva. Nós nos vendemos para as pessoas e também as compramos o tempo todo.

Explicando melhor: nós vendemos (criamos uma imagem de nós mesmos que expomos para quem está ao nosso redor) e compramos (absorvemos as imagens que as pessoas projetam para nós). Me refiro em termos de compra e venda, pois são imagens criadas com o intuito de serem lançadas e elas tem seu valor também. É nisso que nos aproximamos do Marketing: o Marketing pessoal.

Utilizando essa analogia na vida sentimental (e por que não dizer sexual) podemos imaginar pessoas como seres que despertam a atenção, que despertam o desejo e que motivam ações (assim como produtos). Então vamos usar um pouco do que o Marketing ensina a nosso favor também, adaptando algumas regras e princípios de estratégia empresarial a nosso favor.

A coisa mais importante é a percepção da marca ser equivalente ao momento e aos interesses da empresa. Isso quer dizer para pessoas: fazer com que a sua aparência reflita e exponha seus interesses e sua realidade. Longe de se lançar em estereótipos de imagem pré-concebida (o “mauricinho”, o “yuppie”, o alternativo”) que venham de fora pra dentro, é sempre o processo inverso, de deixar algo de dentro aparecer do lado de fora.

Um ponto interessante é no que o marketing fala do “ciclo de vida” do produto. Ele é concebido, nasce, cresce, amadurece, declina e morre, assim como o ser humano (pois é do ser humano que vem essa analogia) e de acordo com o estágio em que a empresa deseja estar ela muda a sua imagem. Da mesma forma nós passamos pelas fases da vida e devemos ser honestos com nós mesmos, pois a imagem que passaremos demonstra nosso estágio e atrai quem se interessa por aquele estágio. A criação de uma imagem que não bate com a realidade do produto traz casos como o “tiozão” (que foca seu interesse num público que não se interessa pela sua faixa etária). Como dizem os americanos: say what you mean and mean what you say (diga o que pensa e haja de acordo com isso).

Então se você está se “vendendo muito barato” ou não atrai os olhares das pessoas que você gostaria de atrair, talvez precise repaginar a sua marca, não esquecendo nunca que a apresentação do produto é uma “justiça elogiosa” que se faz ao seu conteúdo. Ela nunca deve ferir a essência desse produto nem impedir a criação do estilo pessoal, sobretudo quando se trata de uma pessoa, suas convicções e valores. A beleza estética não se trata de futilidade, mas da busca pela melhor forma de externar algo, já que o essencial é invisível aos olhos.

domingo, 17 de abril de 2011

FÓRMULA 1: GP da China - O desempenho de Hamilton e equipe o levam à vitória.

Confesso que já tinha acostumado a assistir Vettel vencer desde a temporada do ano passado, afinal, ele consegue percorrer um Grande Prêmio como se estivesse correndo sozinho, sem grandes ameaças. E este parecia ser mais uma vitória na hegemonia do alemão, sensação que durou pelo menos até a quinta volta, quando o campeão que vinha fazendo uma temporada perfeita foi ultrapassado por Hamilton da McLaren.

Logo na largada não se depositou muita confiança em Hamilton, pois o carro apresentou problemas no alinhamento logo no grid, o que gerou bastante correria nos boxes da McLaren, afinal, o carro vazava combustível minutos antes da largada. Apesar deste imprevisto, o piloto pareceu calmo e conseguiu sair 30 segundos antes, ainda com partes do carro desmontado.


Após sua primeira vitória do ano e superar o líder do campeonato, o inglês da McLaren não escondeu seu entusiasmo: “Estou absolutamente extasiado. Já fazia muito tempo que eu não subia aqui e estou orgulhos pelo nosso trabalho duro. Vou continuar a forçar e estou ansioso para ter mais momentos como este. Acho que nossa estratégia de economizar um jogo de pneus macios no treino classificatório nos ajudou. Eles duraram mais do que o normal e os pit stops foram fantásticos. Tentei cuidar dos pneus e andar em um ritmo bom”. Afirma Hamilton.


Já Vettel, que teve muita facilidade e sorte neste mundial, teve algumas controvérsias na China. O piloto, mesmo largando na pole position, foi logo no início ultrapassado por Hamilton e Button, o que garantiu uma emoção a mais; ele ainda teve dificuldades com Nico Rosemberg, da Mercedez. Assim, tendo que resistir a tantas investidas, acabou não tendo tempo de superar Hamilton, terminando a corrida no segundo lugar do pódio de Xangai. 



Talvez este segundo lugar seja merecido por ter exagerado no intermédio de tempo nos pit stops, nova estratégica adotada pela Red Bull, o piloto ainda confirmou que teve problemas com os Kers e a comunicação do carro. Apesar disto, mostrou-se satisfeito com o resultado: “Fiquei com o pneu duro e Lewis estava se aproximando cada vez mais. Não tinha motivos para lutar muito duro, mas tentei defender a posição ao máximo. Não dava para fazer sem perder muito tempo. Cometemos alguns erros e tivemos problemas, mas chegamos em segundo, fiquei feliz com o resultado. Parabéns a Lewis e à McLaren. Isto mostra que você pode cometer erros quando tenta algo diferente. É natural e existem outros pilotos para te superar”.

A Red Bull conseguiu também o terceiro lugar com o Webber, que se mostrou até contente por alguém ter superado o seu companheiro de equipe, defendendo a tese de que é importante Vettel ter adversários à altura e não se distancie muito nas pontuações, afinal, todos ali estão disputando um campeonato.

Já a Ferrari garantiu o sexto e sétimo lugar em Xangai. O brasileiro Felipe Massa terminou em sexto apesar de ter liderado a corrida e ficado em segundo durante boa parte dela, porém o piloto não resistiu por muito tempo devido a um desgaste demasiado nos pneus. Mas já ficamos satisfeitos por ele ter superado com folga o seu companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, que mais uma vez reclamou do carro da escuderia Italiana. Alias já estamos acostumados com o Alonso, sempre “chorando” e reclamando de alguma coisa, talvez aguardando o momento  do tão esperado jogo de equipe para favorecê-lo.

Massa usou a mesma tática de duas paradas nos boxes que Vettel, e assim como o alemão admitiu que três paradas talvez fossem melhor, pois o ritmo com o pneu macio estava dando conta. Já Rubinho conseguiu pela primeira vez do ano terminar a prova, ficando com a 13° posição, o brasileiro não realizou grandes ultrapassagens e nem fez um bom tempo, ao final comentou que trabalhará duro para que a equipe melhore o desempenho.



Sem dúvida a China esquentou e muito este mundial, principalmente com a surpresa da McLaren que duelou friamente com a Red Bull nas ultimas voltas, para a torcida valeu a pena ficar acordado nesta última madrugada, agora é aguardar o GP da Turquia, pois a temporada 2011 está só começando.

Texto: André Lima
Fotos: Divulgação, Getty Images
Fonte: UOL ESPORTES, Globo.com

sexta-feira, 15 de abril de 2011

ENTREVISTA: Fernando Scherer


Com uma trajetória de superação e vitórias, a vida do atleta Fernando Scherer podia muito bem figurar como um livro de auto-ajuda. Pois foi através de problemas de saúde que a natação chegou até ele e o transformou num homem que aprendeu a lidar com seus problemas e superar seus limites. Campeão olímpico consagrado, nem tudo foi fácil ao longo da sua carreira. Porém foi necessário para construir o grande homem que se tornou Fernando Scherer. Hoje, empresário, casado com a bela dançarina Sheila Mello, que conheceu em mais um desafio da sua vida, o reality show A Fazenda, Fernando procura passar para as pessoas em suas palestras exemplos de superação e palavras de incentivo. Incentivo esse que dedica ao patrocinar crianças de todo o Brasil pela a natação. Enfim, um campeão dentro e fora das competições, porém sem nunca desistir de sonhar e correr, ou melhor, nadar.

Você começou na natação aos 14 anos por conta de problemas respiratórios, mas se não fosse assim qual profissão você teria seguido, faz idéia?
Não faço idéia, pois foi à natação que me levou a tudo o que tenho hoje: a Hammerhead (empresa de material de natação), a Record como comentarista de natação, as palestras motivacionais (que são baseadas em minha experiência no esporte) e minha academia. Tudo veio através deste caminho... Não poderia ser outra coisa senão nadador.

Qual sua reação ao ouvir pela primeira vez seus amigos te chamando de Xuxa? Porque Xuxa?
Eu não gostei (risos)... Tinha apenas nove anos e foi por isso que o apelido pegou, porque eu não gostei. Tinha cabelos compridos e loiros até o ombro, coisa que hoje parece ser impossível, mas é verdade e era realidade na época! Mas pegou mesmo e eu tenho maior orgulho em ter este apelido, ainda mais depois de ter conhecido a minha madrinha em 1996. Nós chegamos a gravar um comercial lado a lado, foi muito bacana. Tanto Fernando como Xuxa fazem parte da minha pessoa.

Treinar nos EUA foi fundamental para sua carreira?
Não foi. Eu fui bi-campeão mundial e medalhista olímpico em Atlanta treinando em Florianópolis, com Carlos Camargo e no clube Doze de Agosto. Ir aos EUA foi uma opção boa na época (em 1998), por ter mais privacidade, mudar a rotina e assim buscar novas motivações e inspiração.  Foi muito útil e me trouxe resultados maravilhosos, como ser número 1 do mundo nos 50 e 100 m naquele ano (98), mas não foi fundamental. 

2000, um sonho que não aconteceu? 
Nossa! Foi de pesadelo ao maior dos sonhos! Torci o pé, rompi três ligamentos e pelos médicos estaria fora das Olimpíadas, pois tudo aconteceu apenas a quatro semanas dos Jogos. Mas consegui ir e me superar, apesar das dificuldades físicas e da dor. E acabei realizando o sonho de qualquer atleta: representar seu país numa Olimpíada e ganhar uma medalha, mesmo estando lesionado e manco. Em vez da frustração por não ter competido em nível normal, pela lesão, sei que fui muito abençoado por ter conseguido não só participar, mas me tornar medalhista. Sou sim muito agradecido a Deus por isso.

2003, a realização?
Vejo mais como o fim de um ciclo vitorioso, porque eu vinha de muitas lesões após 2000, por culpa dos ligamentos, e elas acabaram afetando meu rendimento. Foi um ano complicado, pois havia treinado pra uma prova, os 50m borboleta, e há menos de um mês do Pan cancelaram esta prova. Fiquei sem chão, chorei e fiquei muito preocupado com isso, pois não havia treinado só para os 50m, na qual eu levei o tri-campeonato Pan Americano. Não digo que foi o momento de realização mais importante, mas todas as vitórias, todos os momentos em que alcancei meus objetivos, chamo de momentos de realização.
 

Por que expor-se em um reality show, dinheiro? Fama? Curiosidade?
Graças a Deus fiz a escolha certa. Estava em um momento certo da minha vida em que buscava novos desafios e lá encontrei vários. O principal: como ser e buscar o melhor que há em mim, e mostrar o verdadeiro Fernando, que ninguém conhecia. O brincalhão, moleque, divertido, amigo e apaixonado pela vida. E agora apaixonado pela Sheila Mello Scherer.

Nós temos que arriscar na vida sem ter medo e foi isso que fiz. Temos sim é que ter medo de ter medo. Sou muito agradecido a Record que me acolheu, me proporcionou esta maravilhosa experiência e conhecer a minha esposa. E ainda ser contratado como comentarista da natação, para o próximo Pan e para as próximas Olimpíadas, competições que a Record vai ser emissora oficial e exclusiva para o Brasil. Vou fazer o que gosto e o que sei fazer de melhor, falar e viver a natação ao vivo e a cores. A “Fazenda” foi um grande prêmio na minha vida. Não fui em busca de dinheiro, fama e muito menos por curiosidade. Fui em busca de ser feliz e me achei.

Qual sua melhor definição sobre Sheila Mello? 
Minha esposa.

Foram as suas famosas braçadas que conquistaram Sheila?
Tenho certeza que não, porque dei muitas braçadas e quase morri na praia (risos). 

Você já fez fotos sensuais para a revista NOVA, é sempre convidado para desfiles de moda e está sempre bem vestido. Isso tudo é reflexo de um homem vaidoso? Como você lida com a vaidade?
Sou vaidoso, me irrito com as rugas e adoro me cuidar. Eu me sinto bem me arrumando e uso até mesmo maquiagem se for preciso pra corrigir alguma olheira, não tenho vergonha disso, pois vivo da minha imagem até hoje. Gosto de fazer aquilo que me faça feliz. A minha vida gira em torno de felicidade, quero ser feliz e fazer quem estiver ao meu redor se sentir da mesma forma.

Aos 21 anos você foi considerado o Esportista Brasileiro do Ano (1995). O que isso significou para você na época. Mexeu com sua vaidade ou te puxou mais cobrança?
Falando a verdade nada me passou pela cabeça. Claro que este tipo de premiação me deixa orgulhoso, melhor atleta do Brasil, mas todos os atletas têm seu mérito. O atleta busca performance, isso nos engrandece, gera cobrança. O título de melhor atleta só veio porque eu tive de vencer tudo naquele ano: além do Pan, ser campeão mundial. A cobrança vem aí, o resto é conseqüência. Em 1998 fui considerado o melhor nadador do mundo, tenho orgulho disso também, mas sempre mantive os pés no chão, porque a vaidade no esporte não pode ter lugar. Se você se deixar levar ou acreditar que é superior por estas premiações você já era. Sempre haverá alguém mais novo ou treinando tanto quanto você, por isso eu sempre procurei dar tudo de mim sabendo que amanhã é um novo dia.

Dentre outros prêmios você conquistou 7 medalhas de ouro em jogos Pan-Americanos e 2 medalhas de bronze em Olimpíadas. Você se sente um atleta realizado? 
Um ser humano realizado. Tenho uma filha formidável, uma esposa maravilhosa e sinto que sempre dou o melhor de mim em tudo que faço, podendo errar, mas buscando ser o mais correto e justo. Tento ser amigo, fiel e companheiro. A natação perto da família fica muito pequeno, mas certamente fui realizado como atleta, foi o esporte que me proporcionou tudo. Mas a família deu um significado que faltava no meu coração. Um filho vale mais que todas as medalhas de ouro que conquistei.

Todos sabem o quanto um atleta esportivo deve ter perseverança, dedicação e viver para o esporte por grande parte da trajetória. O que foi mais difícil de agüentar e que lições para a vida você tirou disso tudo?
Todos teremos momentos difíceis, dúvidas em relação ao nosso sonho, mas um homem sem sonho é como um céu sem estrelas. Precisamos sonhar e acreditar, persistir, lutar, trabalhar duro pra que nossos sonhos e objetivos aconteçam, nunca desistir deles. Minha palestra é exatamente sobre esse assunto... posso falar aqui por uma hora...sonhem e lutem por eles, continuo sonhando e batalhando.

Que conselho(s) você daria a quem está se dedicando a carreira esportiva? 
Nunca aceitem um não, acreditem em vocês, todos somos capazes. Eu fui, sou e vocês também são capazes de chegar lá.

Segurar a onda e não cair nos braços das mulheres antes dos treinos e competições também foi uma barra difícil de segurar? 
Não me lembro de nada disso... Houve outras mulheres??? (risos) Como sou casado hoje, não me lembro bem desta parte, mas caso tenha acontecido algo, nunca atrapalhou (risos).

Além de trabalhar na sua empresa de roupas e material para natação, você também participa de um projeto que patrocina crianças pelo Brasil. Como é esse trabalho?  
Queria fazer um trabalho para desenvolver o esporte e junto com a empresa, decidi patrocinar crianças de 10 a 16 anos, em todo o Brasil, entregando todo material de natação necessário para prática do esporte. Chegamos a 2000 crianças. Tento retribuir ao esporte um pouco do que ganhei com ele, ajudando há desenvolver um pouco o que me fez ser quem sou. Tudo o que sei, devo a natação. Sou muito grato ao esporte.


Quais serão seus próximos desafios de agora em diante? O que você almeja? 
São vários projetos, motivar as pessoas com as palestras e com a Record conseguir divulgar o esporte, no momento estou com um quadro no programa “Esporte Fantástico” com o quadro “Gigantes da Água” ao lado de César Cielo (ver vídeo abaixo). E fazer tudo isso de uma forma leve, alegre e verdadeira - como sou no meu dia a dia.



Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Fotos: Divulgação
Agradecimento: Danielle Carvalho - D&D Assessoria de Comunicação
Agradecimento especial a Fernando Scherer ( http://www.fernandoscherer.com.br/ )

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DESTINO: Ferrari World Theme Park, uma verdadeira "Disneylandia" para os amantes da Ferrari.

Não precisa dizer que uma viagem aos Emirados Árabes Unidos envolve muito luxo, melhor ainda, quando for atrelada a toda esta ostentação muita velocidade.  Então, além de conhecer umas das culturas mais interessantes do planeta, em Abu Dhabi, tem-se a oportunidade de visitar o maior parque indoor já construído, o Ferrari World Theme Park, surgido de uma parceria dos bilionários excêntricos do oriente e a Ferrari.

 O empreendimento foi inaugurado no ano passado e fica localizado na ilha Yas, entre as cidades de Abu Dhabi e Dubai,  podendo-se dizer que o  local é uma verdadeira “Disneylândia” para os apaixonados por carros e é claro pela Ferrari, sem falar que o local abriga ainda, o GP de Formula 1 de Abu Dhabi.

Ao entrar no parque, prepare-se, pois no local respira-se velocidade, a começar pela visita à fábrica da Ferrari histórica, possibilitando acompanhar exatamente como uma Ferrari é concebida (desde os projetos gráficos até a pintura e acabamentos a mão), como se você estivesse em Maranello, um privilégio que antes só pertencia aos proprietários de carros Ferrari.

O complexo entrou inovando no calendário mundial da Fórmula 1, este novo circuito conta com grandes surpresas, como o desenho  futurista da pista e o horário da corrida, pois diferentemente de todas, ela começa no final da tarde e termina durante a noite.  A pista possui duas grandes retas que possibilitam os carros superarem 310 km/h e inúmeras curvas de 90° que exigem grande atenção dos pilotos.  Além disso, no dia da corrida, quem estiver hospedado no parque, tem acesso exclusivo a todos os bastidores do Grande Prêmio, como se você fizesse parte da equipe Ferrari, acompanhando a agitação do pit stop e escutando de perto os ruídos dos motores.


E para aqueles que se sentem criança perto de uma corrida, lá ainda é possível, no espaço Fiorano GT Challenge,  fazer uma simulação de corrida entre duas Ferrari F-430 Spider, durante um inusitado percurso, em alta velocidade. Também é proporcionado imaginar-se em um Paddock, simulando a troca de pneus durante um pit-stop. Já na Scuderia Challenge, você poderá realizar seu sonho de desafiar um piloto profissional ao volante, com uma disputa simulada com uma parafernália de equipamentos, como os usados por Fernando Alonso e Felpe Massa nem seus treinamentos.
Há também o cinema Maranello, que conta com a tela mais moderna do mundo, alias, é uma característica desses Árabes, tudo que eles fazem é pensando em ser o maior ou o melhor. Nas telas, em formato 4k, é contada a historia de Enzo Ferrari, que possuía o sonho de ser o mais rápido, muito antes de existir formula 1 ou mesmo a Ferrari, assim, o filme nos remete a 1920 para experimentar a força bruta dos motores e o glamour da velha estrada italiana em Coppa di Sicilia.

Confira também toda a arte e historia da Ferrari no museu mais completo do mundo. É um mergulho na trajetória da marca na Galleria Ferrari, com todos que fizeram parte da marca. Com toda certeza é um diálogo audiovisual entre o design moderno, tecnologia e história, ainda, é uma chance de entender uma história de amor que começou com Enzo Ferrari e perdura até hoje.

São muitas as opções para ver e experimentar, alem disso, é possível assistir como funciona a preparação antes de cada corrida, espetáculos de patinação no gelo (no meio do deserto), parque de diversão com direito a montanha russa mais veloz do planeta, que chega a 240 km/h simulando uma pista de corrida, sem falar de uma viagem em 3d por dentro do motor da Ferrari, em fim, tem opções para todos os gostos, além de um mundo destinado só para as crianças.

(VEJA AQUI + UM VÍDEO DA FORMULA ROSSA (MONTANHA RUSSA) COM ALONSO E MASSA. )




É incrível, como poderia existir tanto entretenimento ligado a quatro rodas, talvez passássemos horas tentando enumerar todas as atrações deste parque, mas para finalizar, não precisa nem comentar que existe um shopping destinado a vender todos os produtos com a marca Ferrari hein? Realmente tamanha grandiosidade, só poderia vir de um povo que consegue transformar areia em palácios.
Por falar em palácios, ao chegar em Abuh Dabhi, além do pit stop no Ferrari World Theme Park, não poderíamos deixar de indicar a hospedagem no Emirates Palace Hotel, que possui um cenário Hollywoodiano, todo folheado a ouro; uma passada no Caviar Bar, perfeito para experimentar as ovas iranianas; uma pausa na Grande Mesquita Sheikh Zayed Bin Sultan Nahyan, que é uma das maiores templos do mundo, destinado ao público que não seja muçulmano apenas pela manhã; além de uma ida a Avenida Comish, uma região com parques e fontes considerada o centro de Abu Dhabi.

Agora fica a dúvida se para conhecer a Ferrari é melhor ir até a Itália ou até Abu Dhabi. Na minha opinião, optaria pelo Ferrari World Theme Park, pois como diria o mestre Álvaro Garnero: "esta sim é a minha Dubai!" Compre já a sua passagem para os Emirados na velocidade da luz.

MAIS ATRAÇÕES DO FERRARI WORLD:

- Speed of Magic – uma aventura em 4D pelas fantasias de um jovem garoto por paisagens onde uma Ferrari jamais esteve.

- V12 – um passeio pelo interior de um motor V12.
- G-Force – uma verdadeira catapulta, que eleva os passageiros acima do teto do pavilhão, para demonstrar a força G à qual os pilotos da Scuderia são submetidos. Os bancos são semelhantes aos de uma Ferrari Enzo.

- Fiorano GT Challenge – uma montanha-russa na qual os carros são réplicas da Ferrari F430 Spider.

- Bell’Italia – um passeio por um cenário em miniatura dos mais belos locais da Itália, tais como: Portofino, a Costa Amalfitana, a pista de Monza, o Coliseu, a linda Veneza e Maranello, a casa da Ferrari.

- Paddock – uma viagem pelos bastidores de um GP de F-1 nas dependências da Ferrari, incluindo áreas como: o motorhome, os boxes, e o Hospitality Center.

- Junior GT – uma escola de pilotagem para crianças em modelos F430 Spider.

- Junior Grand Prix – após o curso Junior GT, as crianças podem participar de uma corrida com carros de F-1.

- The Racing Legends – um passeio pelos melhores momentos da Ferrari nas pistas e competições.

O Ferrari World conta com 4 tipos de passaportes:
General Admission – acesso ilimitado a todas as atrações para pessoas acima de 1,5 m de altura.
General Admission Junior – acesso ilimitado a todas as atrações para pessoas abaixo de 1,5 m de altura.
Premium Admission – acesso ilimitado a todas as atrações para pessoas acima de 1,5 m de altura + acesso ao VIP Lounge
Premium Admission Junior - acesso ilimitado a todas as atrações para pessoas abaixo de 1,5 m de altura + acesso ao VIP Lounge

Preços:
- General Admission: US$ 61
- General Admission Junior: US$ 45
- Premium Admission: US$ 102
- Premium Admission Junior: US$ 74

Vídeo de divulgação: http://www.youtube.com/watch?v=x6lpDyYycoE

Para mais detalhes sobre o Ferrari World, visite o site: www.ferrariworldabudhabi.com

Texto: André Lima
Fotos: Divulgação

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Universo Masculino segundo: Sheila Mello

Um dos maiores símbolos sexuais do final dos anos 90, que costumava deixar muito homem com cara de bobo, Sheila Mello hoje em dia direcionou sua carreira para novos horizontes, mas jamais sem perder a simpatia e o rebolado que lhe são característicos. Atuou em algumas peças de teatro e programas de TV, e terminou indo morar numa fazendo quando aceitou participar do reality show, A Fazenda. Programa esse que mudaria mais uma vez o seu rumo, pois foi lá que conheceu seu parceiro e marido, o atleta Fernando Scherer. É ao lado de Fernando que hoje Sheila constrói uma vida conjugal e descobre os dois lados da vida a dois num casamento. Sem muita enrrolação e sempre muito franca Sheila respondeu nossas oito perguntas sobre o universo masculino e entrega logo que "um carinho transforma qualquer leoa em gatinha mansa!". Simples assim. Assim como a doce e bela Sheila Mello de sempre.

01 - Que atitudes o homem comete que faz Sheila Mello perder o rebolado? Espero não perder o rebolado nunca! Mas me tira o fôlego, quanto sinto que sou realmente importante para a pessoa.

02 - O Fernando Scherer penou muito para conquistar sua confiança e te passar segurança? O que ele fez de especial que te fez investir na relação? Não acho que penou, pelo contrário, em pouco tempo nós estávamos muito conectados, estar num reality show ajudou a esta entrega, ali precisávamos um do outro e eu achei o Fernando muito corajoso em assumir seu sentimento, ele tinha tanto carinho e cuidado comigo que não foi difícil investir na relação.

03 - Qual a melhor forma para um homem sair de um relacionamento? Essa história de "vamos dar um tempo!" funciona? Não odeio covardia, pode até doer, mas a verdade é a melhor opção. 

04 - As mulheres reclamam que homem não presta atenção em lingerie nova e não se ligam em usar uma cueca pra agradar a elas. Como, nós homens, devemos agir para agradá-las? Não podemos generalizar, o meu homem adora e tenho certeza que muitos outros também! O que eu acredito é que uma relação precisa ser cuidada com disciplina, ligar o automático e a TV não ajuda nada! Mulher gosta de se sentir como rainha, elogio e reconhecimento, acreditam que seja um bom caminho

05 - Muitos homens no início da relação se mostram cultos, descolados e tolerantes, com o passar do tempo na relação (ou casamento) eles se acomodam. O que devemos fazer para evitar isso e manter a relação sempre interessante pros dois lados? Bom eu ainda estou no “início” e tenho medo da tão falada rotina por isso eu e o Fernando sempre conversamos sobre como as coisas estão indo, acho imprescindível você saber das necessidades do seu parceiro, a relação tem que ter boa comunicação

06 - Mulher em geral gosta de freqüentar Sex Shops com as amigas, mas às vezes se inibe de confessar ao homem que curte esses brinquedinhos. Como o homem deve agir para tornar a coisa mais natural? Primeiro a mulher precisa ter coragem de surpreender o homem, e se caso estivermos falando para algum homem que tenha receio sobre o assunto. Mas calma que só tirará proveito da situação. Os dois saem ganhando.

07 - Quando você era solteira, o fato de você ser uma dançarina afastava homens que não sabiam dançar? Qual o grau de importância em um homem saber dançar? Que dicas você daria a esses homens travados para a dança? Se afastasse realmente não me casaria com o Fernando (risos). Ele pode ser milhares de coisas, só não pé de valsa. Todos têm seus pontos fortes e fragilidades. Minha dica para uma iniciação na dança seria um bom vinho e uma boa música!

08 - Muita gente fala das dificuldades da vida a dois, como driblar essas crises e dificuldades? Dividir o mesmo teto. É saber negociar, são universos e desejos diferentes, nada de querer tornar o outro perfeitinho e esperar que pensem e ajam da mesma forma que você. Temos que aprender a arte da comunicação.

Entrevista: André Porto
Fotos: Edu Moraes
Agradecimento: Sheila Mello e Fernando Scherer

terça-feira, 12 de abril de 2011

PORTFOLIO: Henri Cartier Bresson, o homem invisível e toda a visibilidade de sua obra.

Nascido na Paris de 1908, Henri viveu uma época onde os pais ditavam o futuro dos filhos mas tendo ele já nascido um artista livre seguiu seu próprio rumo. Em uma viagem à África Henri deixou a pintura e se enveredou de vez pela fotografia se tornando o grande mestre da arte fotográfica dos anos 20 inspirado pela fotografia de do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo.

Viajou o mundo com sua Laica em punho e fez o mundo viajar com suas fotografias focadas em temas do fotojornalismo. Como não poderia deixar de ser, fez grandes registros históricos, foi prisioneiro dos Alemães por três anos durante a Segunda Grande Guerra e por pouco não fazem uma exposição póstuma de suas obras por acharem que estava morto. Foi também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre.

Junto com o amigo Robert Capa, David ''Chim'' Seymour e George Rodger, fundou a Agência Magnum em 1947 e já em 1948 partiu para o mundo novamente, circulando por Índia, Burma, Paquistão, China e Indonésia até 1950. Suas lentes registraram o fim do domínio britânico na Índia, o assassinato de Mohandas Gandhi e os primeiros meses de Mao Tse Tung tudo devidamente registrado no livro IMAGES À LA SAUVETTE lhe rendendo uma reputação sem precedentes.
"No meu modo de ver, a fotografia nada mudou desde a sua origem, exceto nos seus aspectos técnicos, os quais não são minha preocupação principal. A fotografia é uma operação instantânea que exprime o mundo em têrmos visuais, tanto sensoriais como intelectuais, sendo também uma procura e uma interrogação constantes. E' ao mesmo tempo o reconhecimento de um fato numa fração de segundo, e o arranjo rigoroso de formas percebidas visualmente, que conferem a esse fato expressão e significado".


Perfeccionista, tentou por duas vezes destruir suas próprias fotos, o que felizmente, não conseguiu. Deixou a Magnum em 1966 e passou a não mais fotografar de forma profissional. Avesso a fama e badalações não se deixava fotografar por não querer que fizessem com ele o que ele fez com os outros a vida inteira. Para muitos Cartier-Bresson é puro lirismo e poesia, suas imagens desconhecem limites e sua genialidade se dá justamente por ele estar sempre invisível e deixar suas fotos sob os holofotes.

Henri Cartie-Bresson, faleceu em 02 de agosto de 2004, mas a sua obra é eterna e continua influenciando muitos artistas, fotógrafos e admiradores. Como poucos sabem fazer parar no tempo situações que duraram frações de segundos. Para preservar o seu legado e manter vivo o seu espírito livre, Henri Cartier-Bresson, Martine Franck e sua filha Mélanie decidiram montar uma fundação que teve início na primavera de 2003, um ano antes de o mestre partir.

A fundação é reconhecida pelo governo Francês como de obra de grande interesse público e está sediada em uma belíssima casa em Montparnasse. Fica a dica para os amantes do trabalho de Henri Cartier-Bresson, para quem a câmera é um instrumento de intuição e espontaneidade. 

Texto: Nadezhda Bezerra
Fotos: Reprodução

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CONSUMO: Jóias de pulso - Relógios que são edições limitadas para poucos.

Relógio talvez seja a mais importante, ou talvez a única, jóia que os homens em geral costumam investir. Tem relógio e fanático por relógio de tudo que é tipo e gosto. Alguns homens curtem fazer coleções de relógios ou simplesmente ter um que seja básico para todas as ocasiões, contanto que seja de qualidade. Porém alguns homens curtem ter um relógio para cada estilo, que a meu ver é o ideal, dos esportivos aos mais refinados. Pensando nisso a cada ano, empresas e marcas lançam modelos cada vez mais sofisticados, trazendo diferenciais, seja de design, seja de funcionabilidades.

Além disso, algumas marcas trazem agregados valores como status, credibilidade, e todo um histórico por trás da peça. Alguns chegam a serem produzidos numa pequena escala dando mais valor a peça e se tornando um objeto de valor único para os poucos felizardos. Porém, tudo isso tem um preço, que não costuma ser baixo. Fizemos uma pequena pesquisa em torno de alguns modelos diferenciados, não são os mais caros do mundo e nem os mais modernos, mas com certeza chamam atenção pelo seu charme e preço.

Ulysse Nardin Freak Diavolo Rolf 75
O CEO da Ulysse Nardin na comemoração dos 75 anos de vida da marca apresentou o modelo de relógio comemorativo, uma edição limitadíssima a 75 peças apenas. É o disputado Freak Diavolo Rolf 75. Um item único para poucos, aliás, muito poucos. Até pelo seu valor, uma pequena quantia de 100 mil dólares (valor estimado). Mas o modelo tem tudo de especial, à começar pela sua caixa em platina e com um sistema totalmente diferente de corda e ajuste, o seu aro da luneta ao ser girado, faz os ajustes de horas, e o aro inferior localizado na parte trazeira, carrega a corda. Essa série já havia revolucionado o mercado tempos atrás quando lançou o Tourbillon rotativo, modelo sem coroa e sem ponteiros. E foi o primeiro relógio a utilizar espiral de silício. Essa série Freak, do Tourbillon, foi trazida por Schnyder a 30 anos atrás.
Harry Winston Ocean Chronograph
Uma das marca mais clássicas de relógios conhecidos internacionalmente, a Harry Winston recentemente apresentou o seu modelo Ocean Chronograph. Um relógio sofisticado e elegante, feito em ouro branco, protetor em cristal de safira e pulseira preta de couro de crocodilo. O design preza por linhas modernas, arredoradas e detalhes em azul, a cor favorita de Harry Winston. Com mostrador das horas na posição 12 horas e um cronógrafo dividido em três mostradores retrógrados, com o dos minutos na posição 4 horas, o das horas na posição 8 horas e os segundos na parte inferior do dial, na posição 6 horas. O Harry Winston Ocean Chronograph tem uma caixa de 44 mm, reserva de corda de 40 horas e resiste à água até 10 m.
Site oficial: http://www.harrywinston.com/


Porsche Design P’6930 Chronograph
Com o intúito de criar algo que fosse além dos luxuosos carros, a empresa lançou sua recente máquina de pulsos esse ano, trata-se do Porsche Design P’6930 Chronograph, um modelo inspirado no lendário P’6910, lançado em 2009. Uma verdadeira máquina com caixa em titânio medindo 47 mm de diâmetro e 17 mm de espessura, o que faz do P’6930 Chronograph um relógio robusto, porém, muito leve e confortável de se usar. Alguns detalhes fazem desse modelo algo bem especial, como os botões do cronógrafo que são baseados no desenho dos pedais do Porsche Carrera GT, mais um dos clássicos da fábrica alemã, produzido entre 2004 e 2006.

Com um dial, em formato de colméia, com indicação das horas e minutos através dos grandes ponteiros vazados do eixo principal e dos segundos, em um pequeno mostrador na posição 9 horas. No cronógrafo o indicador das horas vem na posição de 6 horas, o indicador de 30 minutos na posição 12 horas e os segundos através do grande ponteiro preto, no eixo principal. A data e o dia da semana estão na posição 3 horas, e a parte de trás da caixa é transparente permitindo visualizar o pêndulo. Com resistência a 50 m de profundidade, com uma pulseira de borracha e na parte interna com design que lembra pneus esportivos.


Hublot F1 King Power
Nomeada oficialmente como a Watchmaker pela Fórmula 1, a Hublot foi aprensentou no GP da China, Shanghai, um modelo de relógio para celebrar a parceria, o F1 King Power. Numa edição limitada de apenas 500 exemplares numerados, o Hublot F1 King Power tem design inspirado no universo da Fórmula 1, o Hublot F1 King Power vem com uma luneta de cerâmica é um disco de freio duplo e ventilado. Seus botões do cronógrafo são iguais aos botões do volante de um carro. As referências não param só aí, a pulseira é de Nomex, material anti-chama usado para confeccionar as roupas e proteções dos pilotos de corrida. Com uma caixa de 48 mm de diâmetro, produzida em zircônio com acabamento acetinado. E uma coroa e os botões do cronógrafo em titânio. O além de tudo isso, é resistente à 100 m de profundidade e conta com reserva de corda de 42 horas.
Site oficial: http://www.hublot.com/

Texto: André Porto
Fotos: Divulgação
Fonte: Hublot, Porsche-Design, Harry Winston, Ulysse Nardin

domingo, 10 de abril de 2011

FÓRMULA 1: Grande prêmio da Malásia

Na madrugada de hoje, enquanto acontecia o show de U2 aqui pelo Brasil, lá na Malásia, começava o 2° Grande Prêmio da temporada deste ano. Além do calor asiático, o Autódromo Internacional de Sepang, oferece uma pista com duas retas grandes e pontos fortes de ultrapassagem, sendo uma pista muito técnica do ponto de vista de pilotagem, além de exigir uma boa aerodinâmica dos carros. Muitas equipes temiam o calor, porque sempre surge a dúvida de que pneu usar.


Questionado sobre isto no início da corrida, o campeão do primeiro GP desta temporada, Sebanntian Vettel, afirmou que isto não seria problema para a equipe Red Bull, já Felipe Massa, adiantou que a pista exige muito fisicamente dos pilotos. Por conta do alto grau de unidade é como se estivesse correndo em uma sauna úmida.

E não é que Vettel estava confiante mesmo, o alemão subiu ao pódio na primeira colocação novamente, comprovando que não se trata de uma boa fase, e sim, de muita capacidade. Líder do Mundial dos pilotos e com 50 pontos, Vettel mostrou-se satisfeito com o campeonato brilhante que vem fazendo:
"Estou muito satisfeito com o resultado de hoje. Eu amo o que faço e não acho que eu poderia estar mais feliz nesta fase. Foi bem perto, por isso precisamos manter a calma e continuar lutando, mas os caras sabem que este é o caminho a seguir, por isso não estou preocupado. Mas por hoje, vamos comemorar e ficar orgulhoso". Enquanto Vettel disparava na frente, a segunda posição da corrida foi disputada entre Nick Heidfeld, Lewis Hamilton e Jenson Button. No final, sem muito esforço, Button garantiu o segundo lugar do pódio, talvez esta posição tenha sido um alívio para a sua equipe, pois a McLaren tinha feito a pior campanha da pré-temporada. O piloto estava com sede mesmo de vencer, era constante a chamada da equipe no rádio para que ele reduzisse a velocidade para poupar os pneus, assim, optando confiar na sua própria experiência, o inglês continuou acelerando até o fim, conquistando os 18 pontos da segunda posição. 

Completando o pódio, o alemão Nick Jeidfeld, que conquistou mais uma vitória para a Renaut nesta temporada, surpreendendo a tentativa de ultrapassagem de Hamilton. Mas, esta corrida guardou mesmo todas as emoções para o final. Nas últimas voltas, Alonso partiu para ultrapassar Hamilton, que acabou tocando no monolugar do inglês, fazendo Alonso parar aos boxes para trocas a asa dianteira. Duas horas após a corrida os comissários da FIA decidiram punir os dois pilotos com 20 segundos no tempo final de prova.

Já Vitaly Petrov, que havia sido a grande surpresa do pódio da corrida passada, foi vítima de um incidente; o russo não controlou o carro nas ultimas voltas, fazendo o carro voar 'literalmente' para fora das pistas, na queda a direção do carro ficou solta, o que lhe fez terminar a corrida ali mesmo, ficando na ultima colocação.

O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, fez uma boa corrida e mostrou-se bem mais disposto do que o GP da Austrália, principalmente por contar com o carro mais potente da temporada, porém, Felipe teve problemas em um dos pit stops, que lhe fez perder 7 segundos, mas mesmo assim, chegou em quinto lugar, uma posição à frente de Alonso, seu companheiro de equipe.“Na minha corrida, foi uma pena perder segundos valiosos no meu primeiro pit stop. Se não fosse este problema, poderia ter lutado por uma vaga no pódio. Meu ritmo com os pneus macios estava muito bom, mas nem tanto com os duros. Por isso Webber conseguiu me passar no fim”.

Já a participação de Rubinho, da Williams, durou até meados da corrida, o que comprova a má fase do piloto desde a corrida passada, na Austrália, que também foi obrigado a abandonar a corrida por problemas hidráulicos no carro. Apesar do começo difícil e de contar com um carro que não lhe inspira muita confiança, o brasileiro mostrou-se como sempre muito confiante, apostando na breve reação da sua equipe. Resta-nos torcer.


Agora é só aguardar a próxima corrida do circuito que acontecerá na China, ou se preferir, acompanhe o sumário dos fatos pela MENSCH.

Texto: André Lima
Fotos: Divulgação, agência Reuters, Getty Images
Fonte: Globo.com, UOL Esportes