segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Universo Masculino segundo: Regiane Alves

Como sempre, um dos assuntos que mais gostamos de debater é esse eterno universo de múltiplas escolhas que é o relacionamento homem e mulher, e mais ainda, a cabeça de nossas queridas mulheres. Para fazer a estréia dessa nova seção convidamos uma mulher que ao mesmo tempo é linda, delicada, é uma mulher forte e inteligente, a atriz Regiane Alves. Estrela de diversas novelas de sucesso, como "Mulheres Apaixonadas", "Beleza Pura", e mais recentemente, "Tempos Modernos", Regiane se mostrou uma mulher simples, e acima de tudo, uma mulher como tantas outras, que requer atenção, carinho e boas doses de humor. Regiane respondeu às nossas 8 perguntas sempre com muita franqueza e acima de tudo, bom humor. A Regiane o nosso muito obrigado, e à todos, uma boa leitura.

01 - Regiane, você acha que o "homem ser de marte e as mulheres de Vênus", cria um abismo que ao mesmo que afasta pelas diferenças também aproxima pelas partes que se completam?
Creio que sim, acho que a aproximação se dá pela curiosidade sobre o que o outro pensa, quer ou deseja, e o abismo pela falta das respostas, acho que sempre haverá uma tentativa pelo segredo do outro.

02 - Em geral, depois de um tempo, as mulheres fazem uma discreta (ou não) pressão pros homens casarem logo. Como devemos ser sinceros sem estragar a relação?
Nem sempre, ultimamente as mulheres não querem muito se casar?(risos) Mas de qualquer forma quando você sente a vontade de dividir uma vida em comum, você tem que começar a falar da possibilidade de viver juntos, para depois saber aonde e como, para depois se casar, acho que tem que ser por partes. Sempre acreditei no diálogo, pois dessa forma você pode perceber o que a sua parceira quer e seguir adiante ou esperar um pouco mais.

03 - O que um homem precisa ter ou fazer para chamar sua atenção à  primeira vista? Meros desconhecidos já tiveram chance?Ser ele mesmo, sempre. Um olhar diferente também conta, pode ser sincero, misterioso, gentil, enfim para mim a forma como o homem me olha diz tudo para mim. Óbvio que meros desconhecidos tiveram chances? (risos)

04 - Qual a maior gentileza que um homem pode fazer a uma mulher?Cuidar dela quando ela está doente, sabe aquela gripe? Qualquer mulher faria a mesma coisa por um homem.

05 - Com essa liberação sexual feminina atual, você acha que as  mulheres preferem sexo com homens bonitos, endinheirados ou inteligentes?Para mim o que conta é a atitude de um homem, o caráter, se depois disso ele for bonito, endinheirado e inteligente melhor ainda. Mas prefiro os inteligentes do que os bonitos e por último os endinheirados.

06 - Quais as principais qualidades de um homem que as mulheres mais observam?A gentileza, a educação, o cuidado, o carinho e compreensão.

07 - Como sinalizar para a mulher que aquela é apenas uma noite, e não uma futura história de amor?Puxa que difícil. Será que é dizer antes de ir para a cama?!? Ou esperar o outro dia?! Acho que depende da forma que rola, e se for muito bom a cama? Vocês vão abrir mão do que é extremamente prazeroso?

08 - E o que os homens ainda não sabem (ou teimam em não saber) sobre as mulheres?Esse será um segredo eterno! Mas continuem tentando, nós mulheres adoramos saber que vocês sempre querem saber algo a mais de nós.


Fotos: Pino Gomes

MENSCH INVESTIMENTO: Cavalos de Raça - Um mercado milionário



A afeição entre homens e cavalos existe desde o princípio das civilizações, quando o animal começou a ser usado para o transporte ou conduzindo os soldados nas guerras. Hoje, a criação de cavalos, também chamada de “hobby dos milionários”, é na verdade um grande mercado que rende altas cifras para o restrito mundo dos haras. Segundo dados da Confederação de Agricultura e pecuária do Brasil, o mercado movimenta cerca de R$ 7,5 bilhões por ano, contabilizando 641 mil empregos diretos, estes números espantam, pois representam seis vezes mais que os empregos da indústria automotiva, e 20 vezes mais que os da aviação civil.
Ultimamente, houve um crescimento admirável de empresários de outros setores que partiram para o agronegócio de eqüinos. Muitos afirmam que é necessário conciliar as habilidades de gestão com o conhecimento sobre os animais, e aguardar o retorno do capital investido, que deverá ser em longo prazo. Mesmo com a inconstância da economia, o país mostrou-se vitorioso, houve um aumento da procura interna e externa pelos cavalos brasileiros. Empresários do porte de Luís Ermírio de Moraes, José Victor Oliva e Odebrecht, foram atraídos pelo aumento da rentabilidade no setor.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Cavalos Crioulos (ABCCC), Roberto Davis, o mundo dos cavalos não é como investir na bolsa de valores, pois todos inicialmente entram pela paixão, e acaba se tornando um negócio. Não é a toa que conquistou alguns famosos, como Ana Paula Arósio, Jayme Monjardim e Galvão Bueno, que são criadores da raça Mangalarga Machador e Crioulos.
Uma boa explicação para o crescimento do mercado no Brasil seriam os baixos custos para a criação no país, em relação aos altos preços praticados no mundo dos esportes equestres. Porém, é preciso paciência, pois para a atividade se tornar um negócio lucrativo, é preciso um período de maturação entre cinco e sete anos. Além disso, há os custos para manutenção de cada animal, que é bem salgado.
Grande parte dos números desse mercado são conquistados nos leilões, que costumam até ser transmitidos ao vivo, para os interessados que não estejam presentes. São leiloados, garanhões, matrizes, potros, embriões e até o sémem, para que as características genéticas e habilidades do animal sejam propagadas.
Os “filhos” dos grandes garanhões, como o cavalo americano Royal Academy, um dos mais requisitados reprodutores de Puro Sangue Inglês do mundo, tem grandes chances no mercado internacional. Este, que citamos, teve sua última vinda ao Brasil  patrocinada por um consórcio formado pelos haras Old Friends, Mondesir e Stud TNT, pela bagatela de 2 milhões de reais. Tudo que ele teve a fazer é saciar seu apetite sexual com as éguas brasileiras.

PRINCIPAIS RAÇAS:
ÁRABE (O filho do vento) - É a raça mais antiga do mundo, seus registros foram encontrados com o Faraó Phihiri, que viveu no século XX A.C. Por conta da sua resistência tornou-se a montaria de generais famosos como Alexandre O Grande, Napoleão Bonaparte, além de outros reis e príncipes. Possui uma conformação elegante e nobre linhagem, o cavalo Árabe é bastante usado no melhoramento de outras raças e até de cavalos comuns. Atualmente, a raça é uma das que atingem os maiores valores em leilões e coberturas, um bom animal custa em média oito mil dólares, porém o preço dos campeões é incalculável. O Brasil passou a produzir mais e acabou fazendo uma boa troca: a da quantidade pela qualidade. Desta forma, os equinos brasileiros tiveram êxito entre as criações do mundo inteiro e hoje a nossa produção de Árabe é reconhecida internacionalmente, na posição de terceiro maior criador do mundo, atrás dos Estados Unidos e Canadá.
INGLÊS (PURO SANGUE) - Como já diz o próprio nome, surgiu na Inglaterra, do cruzamento de outras raças para se obter animais para corridas de longa distância. Além de velocista, é usado como saltador de obstáculos e um bom cavalo de sela para passeio, também uma das raças mais famosas e valiosas do mundo. A sua excepcional mecânica de salto permite um excelente resultado no hipismo. O cruzamento de garanhões ingleses com éguas das antigas linhagens de sela ou trotadoras Anglo-normandas, resulta na raça Sela francesa, do famoso cavalo tricampeão brasileiro Baloubet du Rouet, montado por Rodrigo Pessoa. Vale dizer também, que há estudos avançados para clonagem do Baloubet du Rouet e outros cavalos campeões, o que custará em média US$ 200.000,00.
MANGALARGA MACHADOR -Esta raça é Brasileira, surgiu em Minas Gerais, em 1812, do cruzamento da raça andaluza com éguas nacionais de linhagens menos nobres. É sempre alvo de crítica pelos criadores de raças mais tradicionais. Devido a sua marcha confortável, é apto para passeios ou grandes viagens. O  mercado nunca esteve tão aquecido como agora, segundo Magdi Shaat, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), o sucesso se deve a caracterís­ticas únicas da raça, como a de ser um animal pronto para qualquer trabalho no campo e também próprio para equitação técnica, além de extremamente dócil e fácil de ser manuseado por mulheres e crian­ças. Cerca de 800 novos investidores entraram no negócio desde 2005 só na raça Mangalarga Marchador, os 5,9 milhões de cavalos presentes no país geram um faturamento anual de US$ 3,6 bilhões.
QUARTO DE MILHA é fruto de garanhões da Arábia com éguas da Inglaterra. É conhecido por ser capaz de correr distâncias curtas mais rapidamente que qualquer outra raça. A raça é bastante conhecida em provas de vaquejada, tambores e corridas. Voltando aos leilões, é inquestionável que eles estão cada vez mais organizados, pois são as principais fontes de renda dos haras. Porém, antes de sair dando lances é importante analisar valores como genética, nutrição, manejo e criação. Além de checar a notoriedade da empresa leiloeira e verificar com cautela o catálogo de lotes. O leilão é de fato o termômetro mais confiável, demonstrando os altos e baixos das condições atuais do mercado.

Após adquirir seus novos animais, é hora de fazê-los render e criar a sua fábrica de cavalos. Produzir cavalos, como os puro-sangue, por exemplo, é uma atividade cara, demorada e de risco. Criar um potro, da concepção até o momento do leilão, aos dois anos de idade, custa entre dez e quinze mil reais, nos haras mais qualificados.
Os grandes garanhões como o cavalo Gadheer, do Haras Mondesir, do grupo carioca Peixoto de Castro, chegou a valer até quatro milhões de reais e foi o maior reprodutor brasileiro. A baia de Gadheer tem paredes revestidas de madeira, iluminada por lampiões e é climatizada para garantir uma temperatura amena no verão, além do detalhe da fechadura da porta, que é de bronze. Importante citar este cavalo como exemplo, pois ele rendeu mais de dez milhões de reais a seus donos, só como reprodutor.
Para tornar o hobby lucrativo é preciso computar item por item, reduzindo gastos excessivos para, no mínimo, empatar os custos de produção com o valor de comercialização. É preciso uma administração muito cautelosa, apesar desse trabalho não, necessariamente, representar uma fonte de renda que interfira na saúde orçamentária dos proprietários.
No Haras Mairiflor, propriedade de Luiz Augusto Sacchi, criador de Mangalarga Marchador, a política é visar o lucro dos negócios de sua fazenda, mas sua experiência de 12 anos como diretor de banco torna-se relevante na hora de saber a diferença entre custo e despesa. "Custo é o que se gasta para obter resultados. Despesa é a taxa de desperdício sobre a produção. Dessa forma, temos de fazer o nível de despesa ficar o mais próximo dos índices desejáveis do custo, uma vez que isso determinará maior ou menor sucesso na venda."
Eleito melhor criador-expositor do país em 2010, o mineiro Adolfo Geo Fi­lho também diz que o mercado nunca esteve tão bom e credita essa expansão ao aquecimento da economia rural como um todo, mas destaca que o Man­galarga Marchador leva vantagem sobre outras espécies por ter o “melhor custo­-benefício”. “O agronegócio tem crescido muito. Com o aumento da base da pirâ­mide da economia, mais trabalhadores rurais entram no mercado e todo si­tiante quer ter um cavalo. E o manga­larga tem uma marcha excepcional e agrada muito ao usuário final, seja ele o peão, a mulher ou a criança”, diz o pro­prietário do Haras Santa Esmeralda, em Belo Horizonte, com a experiência de quem está no ramo há 30 anos.
Os cavalos destinados aos esportes recebem um tratamento diferenciado, são inúmeros tratamentos veterinários, alimentação balanceada e equilibrada, treinamentos esportivos específicos para raça, estábulos climatizados, sessões de natação e até supervisão de acumputuristas.
ESPORTES
Hipismo - Além disso, muitos são os esportes que aquecem o mercado. O hipismo, por exemplo, é a arte de transpor obstáculos sobre os cavalos, sendo o único esporte em que competem homens e mulheres em uma mesma prova. Suas regras variam de acordo com a modalidade. O salto é a categoria mais conhecida e, dependendo da competição, ganha aquele que percorrer a prova no menor tempo possível. O esporte surgiu do costume de nobres europeus, tem como linha básica para um bom resultado a integração entre o conjunto cavaleiro e cavalo.
Os campeonatos movimentam e muito o mercado atual. Recentemente, a etapa final do campeonato mundial de hipismo foi no Rio de Janeiro, no evento Athina Onassis International Horse Show. O porte do evento é muito grande, contou com um investimento superior a quinze milhões de reais, com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e patrocínio de empresas como Bradesco Private, CN e CN Worldwide, Copacabana Palace, Daslu, Gerdau, Rolex e Pamcary.
Pólo - Pouco conhecido no Brasil, porém não menos importante, o pólo, é um dos esportes mais empolgantes. É considerado um esporte para poucos, pois exige animais de alta qualidade, muito treino e estrutura. Geralmente usa-se a raça Petizo de Pólo, que poderá ser cruzado com o Puro Sangue Inglês para obter uma raça mais forte. É jogado a galope e é um dos esportes mais rápidos do mundo. Cada time possui quatro jogadores montados em cavalos, golpeando uma bola com um taco de 3 metros. O objetivo é fazer o maior número de gols. A partida  dura em média 1 hora e é dividido em 4 a 6 chukkas, que duram 7,5 minutos cada, os cavalos deverão ser trocados a cada chukka e só podem ser utilizados 2 vezes na mesma partida.
Corrida - Um dos esportes mais populares, sem dúvida, é a corrida. É pouco rentável no Brasil, mas isto é bem diferente no exterior, como nos Estados Unidos, por exemplo. A corrida de cavalo mais lucrativa do mundo fica em Dubai, a Dubai World Cup. Lá as premiações chegam a US$ 21.5 milhões.  Atualmente os Emirados, são conhecidos como o novo centro internacional de cavalos, sem falar, que é uma experiência única assistir a exibição dos cavalos da família real e dos melhores do planeta no local onde foram criados.
CURIOSIDADES
- Sendo tão valiosos e para melhor exposição aos compradores, os cavalos também têm direito a tratamento completo de beleza. Os cavalos, antes de participarem de exposições, apresentações e corridas, são aprimorados por profissionais especializados, os chamados groomers.
Há vinte anos, quando a quantidade de leilões de cavalos no Brasil era imensa, o embelezamento dos animais era bem mais comum. Entretanto, ainda hoje, os tratamentos valorizam os eqüinos, sendo capazes de harmonizar defeitos e realçar qualidades”, diz o groomer e esteticista de animais, Sérgio Villasanti, que é de Campinas (SP), mas realiza trabalhos em todo o país.
- O “spa” envolve banho, tosquia, embelezamento de pêlos, adornos de crina (como pentear, realizar tranças, sprays para dar brilho ao dorso e vernizes para casco), além de pintura de rosto, que geralmente destaca marcações no animal que com o tempo vão se apagando. Cada raça tem suas necessidades, como corte de crina diferente e pelagens específicas, é importante respeitar as especificidades de cada uma.
- Como se vê, o comércio dos cavalos de raça é bem agitado. Para quem tem uma visão leiga sobre o assunto, não imagina os saltos do negócio, principalmente no país. É um trabalho que mistura paixão e lazer, o que torna a corrida pelo lucro bem acirrada. Então se você se interessou pelo assunto, esqueça a fazendinha do facebook e comece a pesquisar onde será o próximo leilão.

- Vídeo: Galvão Bueno com Rodrigo Pessoa (3 vezes campeão do mundo, campeão olímpico)

FONTE:
- IstoÉ Dinheiro
- Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
- Associação Brasileira de Cavalos Crioulos (ABCCC)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

PERSONALIDADE MENSCH: Mark Zuckerberg, o homem do ano ou o bilionário da década?


Como será o Natal na era digital? Quer dizer, a resposta para isso nós já estamos vivenciando isso nesse final de década. Década que passaou mais rápido que a anterior. Década onde as fronteiras de culturas e povos se estreitaram ainda mais graças aos avanços tecnológicos. A coisa passaou tão rápida, avançou tão depressa que se pegarmos revistas de dois anos atrás e observarmos as novidades eletrônnicas da época, já vão nos parecer obsoletas. O que marcou esse final de década, especificamente esse final de ano, sem dúvida foi o surgimento de duas novas ferramentas que reforçaram ainda mais o fim das fronteiras: o surgimento do iPad (uma das grandes invenções tecnológicas do ano, aguarde matéria próxima semana), que virou o objeto de desejo do mundo; e o Facebook.
2010 sem dúvida foi o ano do Facebook, pelo menos aqui no Brasil. O novo site de relacionamento e comunicação chegou no início como alto até meio "elitista", em inglês, como uma alternativa para quem queria ser um pouco diferente no universo digital. Pós-Orkut, o Facebook foi aos poucos dominando a web e se popularizou ao ponto de ser mania mundial. Milhões de pessoas estão conectadas, e bilhões de dólares sendo movimentado em torno de uma criação que partiu de um desejo de um indivíduo em ter uma ferramenta de comunicação sem fronteiras. É essa ferramenta que hoje está fazendo milhões de pessoas e vérios países montarem árvores de Natal virtuais, cartões de Natal digitais e proporcionando uma troca maior de interação com fotos, vídeos e menssagens.

O Natal da era digital é instatâneo, prático, direto, assim como pede os novos tempos. Estamos chegando a 2011, ano que imaginávamos estarmos voando em carros futurísticos de filmes de ficção. Isso ainda não existe, mas a tecnologia avança a passos de mega bites de velociade e a cada mês nos apresenta formas mais modernas de vivermos esse futuro de ficção científica sonhado. Se lá trás, no início dos anos 2000, o grande criador atendida pelo nome de Bill Gates, hoje o pai todo poderoso criador do céu de pixels e da terra do bytes se chama Steve Jobs que vem ao lado do seu "espírito", nada "santo", chamado Mark Zuckerberg. O "grande criador", Steve Jobs, semeou pelo mundo a nova religião chamada Apple, onde milhares de seguidores seguem o futuro determinado por ele na nova era. A nossa realidade é o que ele cria.

Mas o mundo digital criado pelo grande, e jovem, criador Mark Zuckerberg começou mesmo a seis anos atrás quando Mark juntamente com seus colegas Dustin Moskovitz, Chris Hughes e o brasileiro Eduardo Saverin, enquanto eles eram estudantes na Universidade de Harvard e fundaram uma pequena empresa privada sobre novas tecnologias. Zuckerberg nasceu em White Plains, Nova York, em maio de 1984, filho de uma psiquiatra, e um dentista e criado nos moldes judáicos. O jovem Zuckerberg estudava na Ardsley High School quando já se destacava nos estudos e chegou a ganhar prêmios em ciência (a astronomia matemática e física) e os estudos clássicos, em sua aplicação da faculdade, Zuckerberg foi listado com línguas não-Inglês, ele sabia ler e escrever: francês, latim e grego antigo e era o capitão hebraico de uma equipe de estudos. Na faculdade, ele era conhecido por recitar versos de poemas épicos como a Ilíada.


Zuckerberg gostava de programas de computador de desenvolvimento, ferramentas de comunicação especial e jogos. Em um desses programas, uma vez que a prática odontológica de seu pai foi a partir de sua casa, ele construiu um programa de software que chamou de "ZuckNet", que permitiu que todos os computadores em sua casa e o consultório odontológico se comunicar usando o ping para o outro. É considerado uma "versão" primitiva da AOL que é o Instant Messenger, que saiu no ano seguinte. Durante o ano do High School, Zuckerberg, sob o nome da empresa Intelligent Media Group, construiu um leitor de música chamado Synapse Media Player que usou a inteligência artificial para aprender a ouvir os hábitos do usuários, o que foi publicado para Slashdot que na época recebeu a classificação de 3 a de 5 na revista PC Magazine. A Microsoft e a AOL tentaram adquirir o Synapse e recrutaram Zuckerberg, mas ele preferiu se inscrever na Faculdade de Harvard em Setembro de 2002.
 
Onde estudou psicologia e ciência da computação, e pertencia a Alpha Epsilon Pi, uma fraternidade judaica. Em seu segundo ano, ele escreveu um programa que chamou de "CourseMatch", que permitia que os usuários tomassem decisões com base na seleção de classe e escolhas dos outros alunos e também ajudá-los a formar grupos de estudo. Pouco tempo depois, ele criou um programa diferente, que ele inicialmente chamou de "Facemash" que permitia aos alunos escolherem a pessoa com melhor aspecto de uma escolha de fotos. Diante do sucesso, os alunos solicitaram que a universidade desenvolvesse um web site que incluísse fotos semelhantes e detalhes de contato para fazer parte da rede da faculdade de informática. Mark ouviu esses argumentos e decidiu então que ele iria fazer esse site, que seria ainda melhor do que a universidade havia planejado.
E foi assim que de dentro de um dormitório de Harvard, que Mark, juntamente com seu amigo brasileiro, estrearam o Facebook no início de 2004 entre os alunos da Faculdade. O sucesso foi imediato, em quatro dias já tinha 900 usuários e em duas semanas 5 mil alunos já possuíam um perfil no Facebook. Não foi muito difícil para a novidade se espalhar e tomar outras faculdades. Diante disso tudo, Mark largou os estudos alguns meses depois e mudou-se para o Vale do Silício, na Califórnia, que concentra a grande maioria das empresas de tecnologia do mundo. Hoje em dia, após algumas mudanças de espaço, a empresa de Mark está num prédio de dois andares, e em 21 de julho deste ano, Zuckerberg informou que a empresa atingiu a marca de 500 milhões de usuários.

Agora nessa final de ano foi lançado o filme Rede Social é baseado no livro "The Billionaires Acidental" do publicitário Ben Mezrich. Na ocasião de lançamento, questionado pelo que Zuckerberg tinha achado do filme ele comentou: "Eu só não queria que ninguém fizesse um filme sobre mim enquanto eu ainda estivesse vivo." Além disso, depois do filme o roteiro foi vazou na internet e era evidente que o filme sobre Zuckerberg não o retratava de forma positiva, ele declarou que queria estabelecer-se como um "bom rapaz". A revista Vanity Fair Zuckerberg o número 1 na lista de 2010 do Top 100 "pessoas mais influentes da Era da Informação". Zuckerberg foi classificado como o número 23 na lista da Vanity Fair 100 em 2009. Em 2010, Zuckerberg foi escolhido como o número 16 no ranking anual da New Statesman das 50 personalidades mais influentes, é o bilionário mais jovem do mundo, com uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 6,5 bilhões. De nerd tímido a ícone mundial de uma nova era da comunicação.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MENSCH ESPECIAL: Coca-Cola natalina - A publicidade de Natal ao longo dos anos



Como estamos numa época especial do ano, resolvemos fazer uma homenagem à data, e ao mesmo tempo fazer uma viagem no tempo ao longo das publicidades natalinas da marca Coca-Cola. Sabemos que o verdadeiro símbolo do Natal é Jesus Cristo, isso é inegável. Mas essa época também tem outro símbolo muito forte criado pela propaganda: O Papai Noel ou Santa Claus.

A maioria das pessoas pode concordar sobre o que lembra o Papai Noel - alegre, com uma roupa vermelha e barba branca. Mas ele nem sempre parecer que assim, e a Coca-Cola, na verdade ajudou a dar uma imagem moderna do Papai Noel. 2006 marcou o aniversário de 75 anos do famoso Papai Noel da Coca-Cola Papai. Criado a partir de 1931, os anúncios de revista para Coca-Cola apresentou St. Nick como uma espécie de ícone, um alegre homem em um terno vermelho. Pelo fato das revistas serem amplamente vistas, e por causa desta imagem de Papai Noel que apareceu há mais de três décadas, é a imagem que maioria das pessoas têm hoje baseada nessas propagandas. Antes da introdução em 1931 do Papai Noel da Coca-Cola, criado pelo artista Haddon Sundblom, a imagem da Noel variava, de grande a pequeno e de gorducho a muito alto. Papai Noel até apareceu como um duende e parecia um pouco assustador.

Através dos séculos, o Papai Noel foi descrito de diversas formas, desde um homem magro à altura de um elfo. Usado um manto de um bispo até de um caçador de animais. O moderno Papai Noel é uma combinação de uma série de histórias a partir de uma variedade de países. Na Guerra Civil o cartunista Thomas Nast desenhou Papai Noel para a Harper's Weekly, em 1862; Santa foi mostrado como um duende, pequena figura que apoiaram a União Europeia. Nast continuou a chamá-lo de Santa (Claus) por 30 anos e ao longo do caminho mudaram a cor do casaco do castanho para o vermelho tradicional. Embora algumas pessoas acreditem que o Papai Noel da Coca-Cola veste de vermelho porque essa é a cor de Coca-Cola, a roupa vermelha vem da interpretação Nast de St. Nick. A Coca-Cola começou a sua propaganda de Natal em 1920 com os anúncios relacionados em revistas como The Saturday Evening Post.


Neste momento, muitas pessoas pensavam na Coca-Cola como uma bebida apenas para o tempo quente. A Coca-Cola Company iniciou uma campanha para lembrar as pessoas que a Coca-Cola foi uma grande escolha em qualquer mês. Isso começou com o slogan 1922 "A sede não conhece a temporada", e continuou com uma campanha de ligação com um verdadeiro ícone do inverno - Papai Noel - com a bebida. Em 1930, o artista Fred Mizen pintou numa loja de departamentos a imagem de Papai Noel com uma multidão bebendo uma garrafa de Coca-Cola. O anúncio ganhou destaque maior do mundo na Soda Fountain, que era localizado na famosa loja de departamento de Barr Co., em St. Louis, Missouri, Mizen de pintura e foi utilizada em anúncios impressos que época do Natal, aparecendo em The Saturday Evening Post, em dezembro de 1930.


A Archie Lee, D'Arcy Publicidade, Agência Executiva que trabalhava com a Coca-Cola, queria que a próxima campanha para mostrar um Papai Noel saudável, realista e simbólico. Em 1931, a Coca-Cola encomendou ao ilustrador Haddon Sundblom (ver boxe) para desenvolvesse imagens publicitárias com Papai Noel - Santa mostrando-se, não um homem vestido de Papai Noel, como Mizen o retratou. Para se inspirar, Sundblom se virou para o poema Clement Clark Moore 1822 "A Visit From St. Nicholas" (comumente chamado de "'Twas the Night Before Christmas"). A descrição de Moore de S. Nick levou a uma imagem do Papai Noel que foi calorosa, simpática, agradavelmente roliça e humana. Para os próximos 33 anos, Sundblom pintou retratos de Santa, que ajudou a criar a imagem moderna de Papai Noel - uma interpretação que vive até hoje nas mentes de pessoas de todas as idades, em todo o mundo.


De 1931 a 1964, a publicidade da Coca-Cola mostrou Papai Noel entregando (e brincando!) brinquedos, parando para ler uma carta e desfrutando uma Coca-Cola, brincando com as crianças que ficaram para cumprimentá-lo e atacando uma geladeira em um número de casas. As pinturas originais de Sundblom eram em óleo, e foram adaptados para a Coca-Cola em anúncios de revista, displays de loja, outdoors, cartazes, calendários e até bonecos de pelúcia. Muitos dos que hoje são itens para colecionadores. O Papai Noel da Coca-Cola Santa fez sua estréia em 1931 no The Saturday Evening Post e aparecia regularmente na revista que, assim como Ladies Home Journal, National Geographic, The New Yorker e outros. A campanha publicitária popular apareceu instantaneamente em cada época, refletindo os tempos. Sundblom continuou a criar novas versões do Papai Noel até 1964. Por décadas depois, da Coca-Cola ter caracterizado a imagem de Papai Noel na base original das pinturas de Sundblom.

Estas pinturas originais de Haddon Sundblom são algumas das peças mais apreciadas na colecção de arte dos Arquivos da Coca-Cola, e que tenham sido expostos ao redor do mundo, inclusive no Louvre, em Paris, o Royal Ontario Museum, em Toronto, no Museu da Ciência e Indústria de Chicago, a loja de departamento Isetan, em Tóquio e a loja de departamentos NK, em Estocolmo. O Papai Noel da Coca-Cola teve uma fase duradoura, e a poderosa qualidade poderosa continua a ressoar até hoje. Muitas das pinturas originais podem ser vistas em exposição no Mundo da Coca-Cola em Atlanta ou em turnê durante o período de Natal. No início, o artista Haddon Sundblom pintou a imagem de Papai Noel usando um modelo vivo - seu amigo, Lou Prentiss, um vendedor aposentado. Quando Prentiss faleceu, Sundblom utilizou a sí próprio como um modelo, se olhando em um espelho. Após a década de 1930, ele usou as fotografias para criar a imagem de São Nicolau.

A imagem do Papai Noel apareceu nas caixas de garrafas de Coca-Cola desde 1931, quando o artista Haddon Sundblom criou pela primeira vez a sua versão do St. Nick. A embalagem em si foi criada - e patenteada - pela Coca-Cola. E introduzida em 1923, permitindo que as pessoas tomassem mais garrafas de Coca-Cola em casa. "Sprite Boy" personagem, que apareceu com o Papai Noel e foi utilizado em publicidade da Coca-Cola na década de 1940 e 50, também foi criado pelo artista Haddon Sundblom. Embora a Coca-Cola tenha uma bebida chamada Sprite, o personagem não foi nomeado para a bebida. O nome Sprite Boy veio porque ele é um sprite - um elfo. Sprite Boy apareceu pela primeira vez em anúncios, em 1942, enquanto o Sprite bebida não foi introduzido até a década de 1960. Em 2001, as obras originais de Sundblom de 1962 foram utilizadas como base para um comercial de TV de animação estrelando pelo Papai Noel da Coca-Cola. O anúncio foi criado pelo vencedor do Oscar de animação de Alexandre Petrov.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

AVENTURA: Fotografia Aérea com Newman Homrich



A avião é algo que fascina os homens desde criança. Seja com os modelinhos de plástico ou no passeio de domingo ao aeroporto. Já a fotografia é a arte de olhar as coisas, agora imagine olhar tudo isso lá do alto, das nuvens?! Unir a aviação com a fotografia?! É a fotografia aérea. Um ramo pouco divulgado dentro do universo da fotografia tanto comercial como de arte. Um ramo que requer do profissional da fotografia não só apuro técnico e um olhar apurado para captar os melhores momentos (e não são poucos), mas muito estômago e coragem. Para conhecer e se informar sobre essa categoria da fotografia fomos bater um papo com Newman Homrich, que nos concedeu uma entrevista. Fotógrafo conceituado que se descobriu fotógrafo numa noite no meio de uma semana qualquer de 1985, onde estudava Administração na UFPE. Newman, que sofria para acordar cedo, largou as aulas de administração para se dedicar a fotografia, iniciada com um curso com o fotógrafo-mestre Firmo Neto. Como precisava pagar as contas, resolveu unir a necessidade ao prazer. Seu primeiro trabalho na área foi fotografando para um jornal de praia, que o acolheu e publicou suas primeiras fotos que logo em seguida resultou nos primeiros trabalhos de publicidade.

Logo de início, agregando ao trabalho de fotógrafo de publicidade e modelos, Newman enveredou para uma de suas grandes paixões, a aviação. Na época já frequentador do Aeroclube de Pernambuco, desde quando foi morar em Recife vindo do Sul do país, onde fazia fotos de aviões e se arriscava em vôos panorâmicos. "Cheguei, inclusive, a iniciar o meu curso de piloto privado que minguou, ao ser interrompido. Em pouco tempo passei a procurar por oportunidades de fotografar para o II COMAR, Base Aérea do Recife, Aeroporto dos Guararapes e demais organizações, unidades militares e empresas de aviação aqui sediadas."

Questionado sobre o que veio primeiro, se a paixão pela aviação ou pela fotografia, Newman é categórico: "Tenho certeza que foi a paixão pela aviação, pois ela veio primeiro. Desde meus primeiros modelos plásticos, aqueles da Revell, ganhos no Natal do ano em que completei sete anos de idade, me encantei com o mundo da aviação. Li muito sobre Segunda Guerra para pesquisar sobre os modelos que montava e passei mais tarde a querer ser piloto também. Prestei exames para a EPCAR - Escola Preparatória de Cadetes do Ar e AFA - Academia da Força Aérea. Não passei e a FAB não perdeu nada, porque voltei a fotografar para ela na primeira oportunidade! Além da FAB pude na minha vida civil, viver oportunidades que não teria se fosse militar, com seus compromissos."

Esse tipo de fotografia é separada por Newman como a fotografia aérea (objetos no solo, vistos do céu) daquela de aviação em vôo (aeronaves em vôo, vistas de outra aeronave ou plataforma elevada). "Para esta acredito, que para alguém que não conheça o meio aéreo, a preparação para o vôo com o devido planejamento e noção das variáveis envolvidas (tempo, vento, orientação do sol, tráfego aéreo no local, etc.) seja o mais difícil, conjugado ao bem estar fisiológico em uma situação onde estamos olhando fixamente através da câmera e a nossa plataforma está em constante movimento, sofrendo turbulências. A comunicação com o piloto também costuma ser difícil para os dois tipos de fotografia, mas se resolve com o conhecimento dos sistemas de bordo. Na foto de aviação uma das situações mais difíceis é quando temos que alinhar uma aeronave em vôo com algum objeto no solo, criando aí uma série de exigências, tais como orientação da iluminação para ambos, contraste entre o primeiro e o segundo plano, posição na hora da foto e ainda altitude e orientação da aproximação, com as correções imediatas na hora da tomada da imagem. Faz suar bastante!"

Newman nos explicou que para as imagens de objetos no solo, com necessidade de visualização de detalhes eleva a exigência sobre o equipamento. Câmeras de alta resolução e objetivas de série profissional dão ao produto final o diferencial que se espera, sempre com redundância ou reserva, pois uma hora de vôo perdida por problemas de equipamento pode sair muito caro ou ser uma oportunidade perdida para sempre. Ter ainda um bom GPS ajuda a localizar áreas e limites de propriedades em locais desconhecidos do piloto e do fotógrafo. "Nas imagens de aviação em vôo o equipamento especial que é bom que tenhamos é um cinto de segurança redundante, quando trabalhamos com a porta da aeronave aberta. Fita adesiva fechando levemente o cinto normal da aeronave também é desejável. Nas fotos feitas a bordo de caças é imperativo que o equipamento não possua correias e não seja volumoso, pois o espaço é mínimo e uma correia solta ou uma teleobjetiva pode bater sem intenção ou acionar algo indesejado, como um manche ou um acionador de assento ejetor!"

E como se concentrar no foco, no ângulo... enquanto o avião faz as piruetas e o estômago dá aquela embrulhada?! "Não sei! (risos). Isto mesmo. Tive a sorte (e, às vezes, ajuda dos comprimidos...) de nunca passar mal em vôos de fotografia. Me concentro e me sinto à vontade voando de tal forma que não passo mal em vôos de foto aérea. Em fotos a bordo de caças e outras aeronaves de combate tive a ajuda dos anti-enjôos, recomendados pelos pilotos para aqueles que voam de "saco", como chamam quem vai de carona, sem poder mexer em nada. Dizem que esses comprimidos dão sonolência, mas já cheguei a tomar dois (com a supervisão do médico da unidade aérea) e voltar eufórico, "adrenalizado", com o sucesso da missão de foto e as imagens obtidas."

E ao ser indagado sobre sua melhor experiência no ar, Newman foi direto: "Isso é o mesmo que perguntar ao Sultão qual a melhor do harém com elas todas olhando! Cada experiência tem um sabor especial. Pode ser em um vôo de formação com 27 AT-26 Xavantes, sendo o único civil participante, um pairado de helicóptero, assistindo manobras quase acrobáticas de outra aeronave do mesmo tipo a poucos metros de distância, acrobacias de uma aeronave solitária a 40.000 pés de altitude com manobras comandadas pelas minhas próprias mãos, vôos em ala para fotografar pela porta de pára-quedistas do Bandeirante ao entardecer no litoral sul, participar de exercícios e pousar de helicóptero a bordo de um navio da Marinha do Brasil que passa ao lado de uma baleia se apresentando para a platéia de marinheiros, ouvir o som dos motores de um R-35 Learjet acelerando para manter a ala acima das nuvens enquanto eu o fotografo, subir à bordo de um Bandeirante que acabou de pousar em uma auto-estrada, circular em vôo e voltar a pousar nesta, etc. São inúmeros os momentos gratificantes."

Agora é difícil se imaginar em tal situação, câmera na mão, avião nas alturas e não sentir sequer um medinho. "O único medo que tive em todos esses anos de vôo aconteceu seis meses depois de a situação perigosa ter acontecido! Marcamos para fazer uma fotografia inspirada em imagem de decolagem de um dos Blue Angels, esquadrilha da marinha dos Estados Unidos. Fizemos a imagem com alguns problemas de comunicação, mas a imagem ficou muito interessante. No final do ano o comandante da unidade pediu para que eu fizesse um pôster da imagem. Como a imagem era feita em slide, o que na época acarretaria em custos altos e qualidade baixa, pedi ao piloto que fizera a primeira para fazermos novamente a imagem. Um guerreiro sempre gosta de desafios, mas ele disse que não gostaria de fazer. Refugou mesmo! Senti que eu estava totalmente inocente do perigo que passei quando os outros pilotos presentes perguntavam, não quem foi o piloto da aeronave da foto, mas sim quem era o doido que fotografou aquilo e até se era câmera por controle remoto... As pernas tremeram na hora!"

Ao todo, já foram horas e horas de fotografia e muitas outras de vôo: "Fotografo profissionalmente desde 1985 e comecei a fazer um levantamento de horas e tipos de aeronaves. Só de helicópteros são 16 modelos diferentes, totalizando quase 400 horas. De caça, um modelo apenas, onde totalizei 23 vôos em 21 horas. Faltam as aeronaves de transporte, de aviação comercial e até três vôos de para-pente (ironia para um careca voar nisso)!"

Numa das fotos selecionadas para essa matéria, uma esquadrilha da fumaça faz sua apresentação do ladinho do avião onde nosso fotógrafo estava; "Fica difícil temer algo junto a um pessoal tão profissional como os "Fumaceiros". Eles são muito preparados e inspiram total confiança. Friozinho sempre tenho em qualquer show aéreo, pois do contrário vai me faltar a emoção. Sei que o perigo existe, mas ele não é palpável para nós como é para os que estão voando. Um dos pilotos que conheci pessoalmente faleceu recentemente em vôo de apresentação e eu fiz um vídeo em sua homenagem:




Mas e qual as diferenças entre esses diversos tipos de fotografia? Segundo Newman o grau de controle sobre a criação e sobre os meios para se obter as imagens desejadas é muito maior na fotografia de aviação em vôo ou foto aérea. "Domino o equipamento, a técnica, o controle sobre os meios e com planejamento, procuro o momento ideal para marcar a realização das imagens. Procuro conhecer a ficha técnica e o envelope de emprego das aeronaves envolvidas para melhor aproveitar suas capacidades. Nas fotos publicitárias temos que seguir uma receita criada pela agência, com margem de influência pessoal reduzida. Nas fotos de modelos temos uma boa dose de liberdade de criação, mas as variáveis são tantas que temos que trabalhar em equipe para reduzir a carga de trabalho de um editorial de moda, por exemplo."

Para Newman, o mercado para fotografia aérea é bom mas pode crescer mais. É um tipo de serviço muito procurado por empresas com plantas industriais, latifundiários, construtoras e editoras. Newman começou a difundir o uso da fotografia aérea como arte e está em processo de captação de imagens. Para a fotografia de aviação o mercado é reduzidíssimo, segundo ele. Quase inexistente embora muitas pessoas gostem de aviação. É constituído basicamente por editoras de revistas especializadas, nacionais e internacionais, sites e blogs especializados.

Brincar de "voar" e ainda fotografar deve proporcionar nomentos em que é difícil não parar de fotografar para contemplar o visual. "Recentemente, quase deixo de curtir em 3D real uma cena que estava fotografando compulsivamente! Era um pôr-do-sol sobre nuvens a bordo de um Hércules C-130 do 1º/1º GTT, em deslocamento de Natal-RN para Recife, ao final de um dia para a imprensa no exercício Cruzex V."


Diante de tão belas fotos, fica difícil imaginar alguma que não foi feita ainda. Mas como a magia da fotografia é infinita, sempre se tem uma que se deseja saber. Perguntamos isso ao nosso intrépido fotógrafo: "A foto que ainda não foi feita é a minha melhor! Estou trabalhando nela!" E quais os planos para o futuro? "Popularizar produtos e vendê-los o suficiente para viver apenas disso seria como um sonho realizado. Algo como uma loja de produtos de aviação. Gostaria também de testar meus conhecimentos e meu inglês ao guiar um grupo de amantes da aviação em viagem para Oshkosh - Wisconsin - EUA, feira aérea que reúne cerca de 10.000 aeronaves em Wittman Field. Gostaria ainda de fotografar operações a bordo de porta-aviões, registrar em vôo as acrobacias com a Esquadrilha da Fumaça, fotografar uma grande aeronave comercial em vôo, etc."

Mais informações: http://www.nh.fot.br/

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cuca Elias, sem papas na língua: 8 Perguntas

O que seria de nós homens sem as mulheres. Ainda mais sem a brilhante mente de algumas mulheres que além de bonitas são inteligentes, bem-humoradas e não tem "papas na língua"? Foi pensando nisso que a partir de agora a MENSCH contará com a apimentada participação de uma jornalista (e cronista) que é tudo isso que gostamos. Cuca Elias, conhecida de alguns leitores de conceituadas revistas masculinas, é a nossa mais nova colaboradora e terá duas novas seções em suas doces mãos. O "Cuca Elias, sem papas na língua", onde escreverá suas crônicas e pensamentos sobre esse misterioso (ou não) universo masculino e (feminino). E a outra seção será o "Cuca Responde", onde os leitores terão suas dúvidas e questões respondidas de forma descontraída e informativa, sempre sob o ponto de vista de quem conhece bem esse tipo de questão. Para sua estréia, fizemos oito perguntinhas básicas para conhecermos um pouco mais de Cuca Elias.

01 - Cuca, quando foi que você começou observar o universo masculino? Como começou seu trabalho?
Sempre gostei muito de revista masculina, comecei a comprar revista masculina para ler as entrevistas, ver os ensaios, sim os ensaios! Comprava Playboy, depois VIP, quando ainda era Exame VIP, comprava Interview, tudo que se relacionava a homem, eu gostava de saber o que o homem falava e achava sobre as mulheres, comecei a produzir, fui assistente é lógico, fiz várias coisas, até que fui trabalhar na revista Sexy de assistente de produção. Fiquei um tempinho, até que fiquei como produtora fixa de uma revista para o público masculino, mas dessa vez, gay. Não deixa de ser masculino né? Mas diferenciado e com gostos só um pouquinho diferente. Mas a moda era sempre a mesma. Sempre foi uma coisa de paixão mesmo, sempre quis trabalhar com este público, eles são mais fáceis de trabalhar, mais sinceros, diretos e muito mais divertidos.

02 - Por ter passado vários anos respondendo as perguntas dos leitores na VIP, você terminou aprendendo um pouco com eles? Houve uma troca de informações e experiências?
Olha pra te falar a verdade a única coisa que eu acho que aprendi o bastante com os leitores foi que macho que é macho já teve ou ainda vai ter uma bela brochada na vida e que isso é super, master absolutamente normal e faz parte de qualquer ser humano com testosterona. Fiquei amiga de alguns de conversar até hoje pelo MSN, ou pelo facebook. Sempre curti muito meus leitores, e por incrível que pareça, eu tinha muitas leitoras e muitos gays que amavam a minha coluna, eu conseguia agradar muita gente. Talvez por ter uma linguagem um tanto quanto diferenciada, que é o jeito que eu falo no meu dia a dia, nunca foi nada forçado, quem me conhece sabe bem como eu sou, essa coisa meio que traveca mesmo.

03 - Já aconteceu de você fica ser graça ao ter que responder alguma pergunta de leitor? E isso já aconteceu ao vivo em alguma paquera sua?
Opa! Lógico que já teve. E olha que eu não me assusto com quase nada... mas por receber sempre quase as mesmas perguntas, quase com o mesmo perfil de tema, essa meio que me assustou. O rapaz me perguntou se era normal ele ficar com vontade de sair com travesti. Pô! Eu respondi na maior sutileza “Cuquíssima” de ser, e a resposta, a pergunta, tudo foi gongado, meu diretor que não deixou passar nada, achou que aquilo não era pergunta para a revista... Talvez não fosse mesmo... Ah! Teve a chuva dourada também! Mas essa eu tirei de letra! Agora ao vivo, juro que não me lembro, faz tanto tempo que isso não acontece menino!

04 - Qual o erro mais comum de um homem, não conseguir colocar um ponto final numa relação desgastada ou no dia após uma noite de sexo não corresponder ao que se imaginou?
Noite de sexo pode se ter várias e várias e isso pode acontecer diversas vezes, agora ficar enrolando para gongar uma relação só faz mau para os dois lados, aliás só piora cada vez mais. Se a coisa tá ruim, pra ficar cagada, é tiro e queda. Pra que empurrar com a barriga uma coisa que não se consegue nem empurrar com a bunda não é mesmo? Tem que pensar que o ponto final nessa hora só vai fazer o bem para ambos, ir atrás da felicidade, ir atrás do tempo perdido, ir atrás do prejú, ir atrás da moça certa é o que tem que fazer agora. Passar a borracha, para não falar outra coisa e ponto final. Bola pra frente.

05 - Conheço muitas mulheres que dizem que preferem ter amigos homens do que amigas mulher? Por que isso é tão comum? De onde vem a fidelidade masculina nas relações de amizade e essa disputa velada (em muitos casos) entre as mulheres?
Ai é uma questão que tem que ser muuuuuito bem pensada. Eu já tive vários amigos homens. Eles são ótimos ouvintes, conselheiros amorosos, os melhores pinicos de todas as mulheres, mas aí que está a questão. Basta a gente estar tristonha, chateada com alguma coisa, ou até mesmo ter levado aquela gongada do nosso moço, vamos procurar quem, o no melhor amigo, que sabe tudo e mais um pouco da nossa vida, sabe do que gostamos e do que odiamos, sabe aonde está os nossos pontos mais fracos. Enfim sabe às vezes até mais que do que a gente, é aí que mora o perigo, na carência, o nosso melhor amigo, pode virar um ótimo PA.

Mas a pergunta nem é essa, é a fidelidade, a amizade entre homem e mulher. Como eu falei o homem, é um ótimo ouvinte e nunca vai disputar com você a vaga que é sua, nunca vai querer ser você, nem querer seu macho, o que é seu, é seu, e o que é dele é dele e ponto. Sempre vai haver essa divisão, diferente da mulher, que apesar de ser uma boa ouvinte (quase sempre), ela se incomoda em saber que a amiga é disputada numa roda de homens, que a amiga tem um corpo mais bonito que o dela, que a outra é melhor que ela por qualquer outro motivo, enfim existe uma disputa, uma inveja que não é do bem. Bem no fundinho, pode-se falar que não existe nada, mas alguma coisa tem. Por isso, várias mulheres preferem ter a presença de um macho do lado delas do que uma mulher, mesmo porque é bem mais gostoso, fala a verdade.

06 - Segundo o jornalista Xico Sá, em entrevista com a MENSCH, as mulheres hoje querem amores platônicos e fodas homéricas, querem tudo junto. Talvez seja por isso que elas terminam se perdendo nos relacionamentos? Não conseguem reconhecer que tipo de homem é para o que (em alguns casos).
Desculpe, mas não li essa entrevista, mas vou ler e depois responder. Super concordo com as fodas homéricas. Toda mulher quer ser bem comida, e muito bem comida, obrigada. Agora juntar a foda platônica com a foda homérica, aí a coisa fica pesada. Não dá certo mesmo. Prefiro ler a entrevista e depois responder, ok?

07 - Suas crônicas sempre se destacaram por serem bem-humoradas inteligentes e sacanas. É mais fácil escrever sobre o universo masculino ou feminino?
Sabia que nunca escrevi para o público que menstrua? É verdade! Morro de vontade, mas nunca escrevi! Teve uma época que eu respondia perguntas para mulheres também. Eu recebia muitos e-mails de mulheres também, sabia? Mas fui gongada, pois a revista que eu trabalhava era para o público masculino, mesmo tendo muita mulher lendo. Se fosse para escrever para mulher, não ia escrever coisinha bobinha, ia escrever como macho mesmo... Tipo: fica de olho nas funcionárias que seu marido contrata, pois ele deve ter comido ou deve estar de caso com alguma, caso ele chegue tarde, coisinhas que as mulheres tolinhas acham que os maridos são todos santinhos e ela levando chifre feito uma condenada, um monte de coisa que eu sei de cor e salteado que homem faz e que mulher acha que dá de cem a zero no marido e a coitada lá só levando corno, dá toques, disso e de um monte de coisinha bacana... Pra moça e pro moço também... tanta coisa que precisa ser falada ainda....

08 - O que os homens ainda não sabem (ou teimam em não saber) sobre as mulheres?
Mulher é um ser que gosta de carinho, gosta de beijo na boca, curte um abraço, se delicia com as preliminares, ama ganhar presentinhos, agradinhos, ama ser paparicada, se derrete com um elogio, pode ser qualquer um, adoram homens educados, que paguem as contas, que mandem flores, aquela gentileza. Essas coisas são alguns itens que eu acho que todo homem sabe ou deveria saber, mas vários ainda teimam em colocar na prática, esse que é o problema.


Lembrando que já está aberta a caixa postal para que você leitor mande suas dúvidas (seu e-mail e nome serão preservados). Escreva para revistamensch@gmail.com. Coloque no título do e-mail "Cuca Responde".