sexta-feira, 9 de março de 2012

ENTREVISTA: Anderson Thives, corta e cola aspectos da vida fazendo arte‏

Anderson Thives é puro encantamento com sua arte de fazer arte. Há mais de 10 anos cria obras com a técnica de colagem tendo exposto no mundo inteiro. Ele não só corta e cola para fazer arte, ele corta e cola aspectos da vida que o tornam mais que um artista sensível. Anderson é uma pessoa inspiradora, que não se deslumbra mesmo sendo quem é, fazendo a arte que faz, tendo o sucesso que tem. Valores como família e amigos norteiam os recortes da sua personalidade e dão mais cores as suas obras. Com a alegria de uma criança que descobriu a tesoura, o papel, a cola e a traquinagem, Anderson dá forma à imaginação tendo como iluminação as coisas cotidianas muitas vezes. E o que ele espera do público? Um sorriso ou um franzir na testa, e é exatamente que vai acontecer quando você ler essa entrevista.

Como você se descobriu um artista? Foi muito natural. Desde muito criança já fazia as minhas artes. Adorava colar coisas na parede e nos trabalhos de escola, ao invés de desenhar e pintar optava pela colagem. Acredito que a gente não se "descobre" artista. Já nasce. O que acontece é ir lapidando-se ao longo da vida. Nunca estamos prontos. Estamos em constante aprendizado.

Qual o conceito de arte para você? Qual a função dela? Não existe um conceito. Acredito no belo. Arte para mim tem que ser bonita, gostosa de ver. É óbvio que arte nos traz um novo conhecimento de mundo, mas isso não é um discurso lógico e racional, mas intuitivo. Acredito que a arte não tem obrigação de explicar nada logicamente, ou seja, por conceitos. Ela simplesmente nos faz sentir por meio de uma obra concreta, outras possibilidades criadas pelo artista. Nos faz refletir e compreender certos aspectos do mundo.


Por que a técnica do procurar, cortar e colar? Isso também não foi algo proposital. Aconteceu. E dessa forma agradeço a Deus pelo presente. Cada dia uma descoberta, uma nova forma de demonstrar e aperfeiçoar a técnica. Sendo mais direto, acho a forma da colagem mais atraente e ao mesmo tempo um trabalho que se forma através de uma brincadeira séria. Não é a toa que nos remete as lembranças de infância. Gosto muito do fato de reconstruir formas já pré-existentes e dessa forma, a colagem, para mim, além de trabalho é sim, uma grande brincadeira.
 

Você pensa a imagem primeiro e depois procura os recortes certos pra ela ou através dos recortes que dispõe pensa a imagem? Depende. Em alguns casos, tem que se pensar na imagem primeiramente. Em outros, o segredo está no que virá. E não existem recortes certos. Não é como a tinta, que se mistura daqui e de lá e consegue-se o tom desejado. Na colagem é mais difícil. Se quero um tom de azul para fazer um "céu", tenho que procurar muito, pois em uma folha de revista há muito pouco da cor que preciso. Então são várias revistas e uma longa pesquisa de cores para se obter o resultado pretendido. Afinal, são quase cinco mil quadrados de papel por obra.

Que artistas você admira e de certa forma te influenciaram ou te estimularam a ser artista? Meu trabalho é "Pop-Contemporâneo". Então minha maior fonte é sem dúvida, a Pop Art. Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Richard Hamilton, fora Picasso, entre outros. Além do fato de que nessa linguagem, a colagem era mais usada, minha identificação vem de como, ela era usada. Colorida, alegre, vibrante, sendo de certa forma a manifestação de uma atitude. A proposta da Pop Art, e a qual me identifico era tratar e ver o mundo com outro olhar para poder incorporá-lo à arte.

Quando você é o espectador que tipo de arte gosta de contemplar?Aquela que me faça esboçar um sorriso ou um franzir na testa.



É possível viver de arte no Brasil? Estamos aí, né? (risos)... Mas falando sério, é muito difícil. Aliado a muito trabalho, dei sorte em trabalhar com grandes galeristas na Europa, o que fez meu trabalho ser muito mais valorizado lá fora. Trabalho com uma das maiores galerias de lá, que fica na Holanda, e que é uma "distribuidora" de galerias. Ou seja, meu trabalho vai para lá, e de lá, para o resto do mundo. Vejo a importância que dão, cada vez que tenho que ir para Paris, Amsterdã ou outra cidade, para abrir uma determinada exposição. Eles fazem se baseando na agenda do artista e isso é incrível. Aqui fui aos poucos, conquistando território. O fato de abrir minha própria galeria no Rio de Janeiro foi como uma libertação e de certa forma ter meu próprio "play", para assim que meu trabalho fosse terminado, sem críticas ou negativas, eu tivesse uma parede para expor. Não é fácil, mas quando se tem muito amor pelo que faz as pedras no caminho vão se tornando seu castelo.

Quando a pessoa percebe que quer ser artista e fazer disso uma profissão, quais as maiores dificuldades que se pode enfrentar? E que dicas você daria? São muitas desde o início, não? Você percebe que tem dificuldade desde escolher seu objeto de trabalho, seu tema até onde expor, passando por diversos outros obstáculos que vão dos "nãos" das galerias, do fato de não vender,  e isso é desestimulante. Não existe um segredo. A realidade é focar. Fazer seu projeto de vida artístico e ir cumprindo as metas a curto, médio e longo prazo. Se existe paixão no que faz não desistir jamais!
 

Qual o maior reconhecimento do artista, o aval do público ou da crítica? Por quê? Os dois são importantes. Mas confesso que me preocupo mais com o público. Afinal, é o comprador final. Mas sou da premissa que se faz sucesso com o público, a crítica só não vai gostar se for burra. Nunca tive problemas com a crítica, nem quando fiz minha mostra Pornopoética em 2008, na qual cheguei a retratar Jesus Cristo feito de pornografia. Muito pelo contrário. Enquanto a igreja católica se manifestou contrária, a crítica me deu abertura e valorizou meu trabalho. Foi um divisor de águas. Acredito que minha arte é como uma peça de teatro, na qual cada quadrado de papel pode ser percebido individualmente, embora todos façam parte de um mesmo significado. Na minha cabeça, assim funciona crítica versus público.

O que faz para estimular sua criatividade? Poderia dizer várias coisas que faço realmente, como ler, viajar, ver filmes, peças, exposições, mas dormindo estimulo muito mais. Tenho idéias incríveis durante o sono. Acordo e anoto. 

Qual foi sua primeira obra e como surgiu a idéia pra produzi-la? Foi durante o primeiro ano de faculdade. Em uma matéria que não lembro qual, foi lançado o desafio de fazer algo que nunca tínhamos feito antes. Eu sempre adorei Marilyn Monroe, e já a havia retratado de várias maneiras. Então decidi fazer uma colagem. Demorei muitos dias. O trabalho final ficou péssimo para mim, mas todo mundo adorou. Daí então nasceu um hobby, que dois anos depois virou profissão.

No seu site tem bastantes fotos com familiares e amigos. São a base de um vida feliz pra você? Tem né? Se não tivesse dava briga (risos). Mas com certeza eles são a base de tudo. Minha família sempre me deu todo o amor, carinho e educação que precisei. Meus amigos são a alegria de viver constante. E fundamental é a troca de energia com todas as pessoas. Tudo nessa vida, só nos acrescenta. Somos seres humanos em eterna evolução. E para essa vida ser cada vez mais feliz, essa troca é necessária, e com certeza refletida em meu trabalho.

Eike Batista no ano passado comprou uma obra sua e presenteou a cantora Madonna. Como você se sente tendo esse prestígio da rainha do pop mundial ter um quadro seu na parede? Muitas celebridades tem (risos). É engraçado quando me perguntam isso, por que não sou tão fã de Madonna. Quando falam: "Nossa, Madonna tem quadro seu!” Eu digo: “Mas Ivete tem três!" (risos) Porque sou mais ela. Mas falando bem a verdade, prestígio é qualquer cliente que já tenha, ou queira ter uma obra minha na parede. Sei o duro que alguns dão para economizar e ter uma obra. E é muita honra ter um trabalho desejado e muitas vezes comprado, por quem quer que seja!
 


Quem você gostaria que pintasse um quadro seu? Andy Warhol e Picasso. Já pensou? Imortalizado por eles!

A arte não tem limites? Algo dito como arte que você não considere arte? Quem sou eu pra dizer algo do tipo. Mas concordo que tem que se ter um certo cuidado ao se fazer arte, pois ela torna-se sensível ao efêmero e se compromete com a vida cotidiana. Existem artistas que no ato de criar como reflexão, sobre os valores da arte, se perdem sem dar maior precisão à sua revolta e mais lirismo a sua poética. Nesse caso, banaliza. Na minha arte, por mais simples e complexa que seja, tento associar os aspectos culturais, sociais, políticos e históricos da humanidade a uma visão colorida do que muitas vezes não passa de um preto e branco. Se uso personalidades, santos, cartoons e a própria vida cotidiana são porque essas, para mim, são as fontes mais inspiradoras. Tudo rico de significados.

Um desafio: a gente te entrega um exemplar impresso da MENSCH e você faz uma arte, topa? (risos) Desafio aceito! Um exemplar é pouco... Mas não é impossível!
 


Site oficial:
www.andersonthives.com

Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter: @RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store.

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIÁRIO DE BORDO: Bahamas, descubra porque os piratas (e os turistas) invadiram esse lugar‏

Menina criada no interior, sempre senti uma incrível atração pelo mar e seus mistérios. Não à toa meus filmes prediletos sempre foram os que contavam histórias e aventuras sob as águas salgadas com navios piratas, documentários e até matérias sobre embarcações, pesca e afins. Por isso amei quando surgiu a oportunidade de visitar o Caribe e conhecer as Bahamas e toda sua a história permeada de incríveis e instigantes lendas e curiosidades em torno dos famosos ladrões dos mares. Consegui registrar em meu caderninho de viagens as minhas impressões do lugar, sua cultura, influência, e o inesquecível azul cristalino do mar caribenho. Impressões que agora divido com você, leitor.


Com suas 700 ilhas e ilhotas, as Bahamas são o destino de férias mais popular no Caribe. A emoção de pescar em alto mar, mergulhar com tubarões, nadar com golfinhos, curtir os cassinos, relaxar em um bar aquático, explorar as ilhas de barco, ou simplesmente relaxar na praia sob o sol (sem esquecer o filtro solar, claro!) é imperdível. Estando sós ou acompanhado, de férias, business ou em lua de mel, seja qual for o motivo, vale a pena conhecer esse lindo país caribenho.

Um pouco de História e geografia
Em 1492, Cristóvão Colombo chegou ao Novo Mundo na Ilha de San Salvador, no leste das Bahamas. Após observar o mar raso ao redor das ilhas, ele disse "baja mar" (mar raso) e efetivamente batizou a área de Bahamas, ou Ilhas do Mar Raso. Bahamas (capital Nassau) é um país das Caraíbas, situado entre o oceano Atlântico, a Nordeste, e o Mar das Caraíbas, a Sudoeste. Os territórios mais próximos são a colônia britânica de Turks e Caicos, os Estados Unidos, Cuba e o Haiti.


A maior ilha das Bahamas é a Ilha de Andros, no ocidente do arquipélago. A Ilha de New Providence, a Leste de Andros, é onde se localiza a capital, Nassau, e onde mora cerca de dois terços de toda a população do país. Outras ilhas importantes são a Grande Bahama no Norte e Inágua a Sul. A maior parte das ilhas — formações de coral — são relativamente planas, com algumas colinas baixas e arredondadas, a mais alta das quais é o monte Alvernia, na Ilha Cat, com 63 m de altitude. O clima local é tropical, moderado pelas águas quentes da corrente do Golfo, com furacões e tempestades tropicais frequentes entre Maio e Outubro, daí evitar esse período pra visitas. A língua oficial é o inglês, mas a maioria da população fala o crioulo baamiano, de origem inglesa.
 

Cultura e influências externasA cultura das Bahamas é um híbrido de formas africanas, européias e indígenas. A sua manifestação mais famosa no exterior talvez seja uma forma rítmica de música chamada junkanoo de raízes africanas. Outras amostras da influência da África são o Johnny cake (bolo de milho) e os cantos nas igrejas. A presença britânica pode ser percebida através da direção dos automóveis, nos uniformes da Força Policial Real Bahamense e da cerimônia da mudança da guarda na Casa do Governo e sua força nas Bahamas se deve ao descobrimento do Porto de Nassau em 1600, quando a população era composta de religiosos, agricultores e piratas e a declaração em 1718 como colônia da coroa quando o ex-corsário Woodes Rogers foi nomeado governador real, expulsando piratas e restaurando a ordem no local.

OS PIRATAS
Os registros de Nassau indicam que dos anos de 1600 a 1700 os piratas usaram o local como base de operação daí todas as lendas que se formaram em torno deles, juntamente com os fatos históricos documentados. Quem nunca ouviu falar do grande pirata Barba Negra (Edward Teach) que ficou conhecido em todo o mundo por sua violência e atos imprevisíveis?

Houve também o Calico Jack famoso pirata que navegava ao redor de Paradaise Island. Dizem que foi ele quem criou o símbolo composto de uma caveira e ossos cruzados, que veio a se tornar a famosa bandeira dos piratas. Calico Jack ficou conhecido pelo seu “affair” com Anne Bonny e Mary Read, as únicas mulheres piratas conhecidas.

As demais histórias você pode descobrir visitando as Bahamas, que tal?

05 coisas mais 01 para se fazer nas Bahamas 


• Ardastra Gardens Zôo inaugurado em 1937 pelo botânico jamaicano Hedley Edwards que criou a Marcha dos Flamingos, a mais famosa tradição da ilha há mais de 50 anos, exibida duas vezes por dia fazendo sucesso entre os turistas de todas as idades e nacionalidades.
 
• Chubasco ChartersOs barcos das Bahamas são considerados os melhores barcos de pesca do mundo.  Esta modalidade é chamada de “Sport FIeshing” , oferece boa oportunidade para quem quer conseguir pescar um peixe grande.
 
• Cove´s DiveComo o nome já diz, são mergulhos nas cavernas. Há opções para todos os níveis de coragem, o mais radical é promovida pela Stuart Cove. Você desce a 15 metros de profundidade numa espécie de bike aquática onde sua cabeça fica coberta e seca (claro!), é bem parecido com uma bolha. A “bolha” ou cúpula é grande o suficiente para a sua cabeça e até suas mãos. Isso também significa que você respira normalmente sem a necessidade do uso de tubos de snorkel ou reguladores, como você faria se estivesse mergulhando. Lá embaixo você vai vislumbrar recifes de coral, peixes coloridos, e sim diversos tubarões. Eles são alimentados na sua frente por um funcionário da Stuart. Encara?



• Hotel AtlantisDica imperdível é se hospedar ou visitar o Hotel Atlantis. Muito consideram a Disneylândia aquática! Sim, o lugar é demais. Um hotel enorme, com milhares atrações aquáticas num clima de muito astral. Neste complexo maravilhoso do Atlantis, há uma interminável gama de prazeres a serem explorados, a começar pela visita aos gigantescos aquários que mostram milhares de espécies de diferentes peixes, crustáceos, moluscos reproduzindo um verdadeiro cenário da antiga cidade perdida. Vale apena ver os vídeos com as atividades. http://www.atlantis.com/

• Nadar com golfinhosEste programa acontece na Blue Lagoon Island, onde você pode ter a incrível sensação de nadar com os golfinhos que são seres incríveis e especiais. A ilha é paradisíaca, o mar é de um azul profundamente claro e cristalino. Os Golfinhos são treinados para te abraçar, te beijar, dançar e nadar com você, te impulsionando numa velocidade de Jet SkY. Imperdível e inesquecível.

ESPECIAL
BIFF – Bahamas International Film Festival Essa é para os amantes da 7ª arte! O BFF já está na sua 8ª edição, e tem como missão, desde sua criação em 2004,  criar uma comunidade artístico-cultural entre os países a fim de atrair turismo voltado para indústria cinematográfica. Muito artista de peso já passou pelo BIFF, como comoHeather Graham, Johnny Depp, Alan Arkin, Sean Connery Sir, Cage Nicholas,Laurence Fishburne, de Roger Corman, Daryl Hannah, Sophie Okonedo, Anna Faris,Naomie Harris, Zoe Kravitz entre outros. Já foram mais de 600 filmes em 8 anos de festival. Vale a pena conferir um festival de cinema em um lugar que mais parece um cenário de tão lindo e perfeito.
 
TOURS
Christ Church Cathedral (interior espetacular e vitrais idem), passar pelos prédios cor de rosa da Parliament Square, avança pela antiga cadeia (hoje, biblioteca) e termina na residência do governador-geral. A essência caribenha e inglesa ainda se mantém apegada aos hábitos britânicos. Duas pontes, por exemplo, unem Nassau a Paradise Island. Em Nassau, é interessante ver os coloridos mercados da Bay Street, as lojas duty free e os penteados das mulheres.

Os cruzeiro costumam ancorar em Freeport, em Grand Bahama, em virtude não só das praias mas, também, do International Bazaar. International Bazaar é um shopping gigantesco, temático, dividido em seções com produtos de diferentes partes do mundo e com preço bastante convidativo.

Outra atração é caminhar pelas largas avenidas e sair em Port Lacaya. Tem de tudo lá: hotéis extraordinários, cassinos, e o melhor, bares pertinhos das marinas e do charmoso iate clube. O lindo canal interno que separa a região da ilha também faz de Freeport um lugar que vale constar no roteiro.

No Monte Alvernia, o ponto mais alto de Cat Island, existe um mosteiro todo em pedra. Cat Island é, ainda, o lugar onde os nativos praticam o Obeah, um ritual de magia. Até hoje muitos casais americanos procuram o lugar para “absorver” um pouco da magia local.

Little Bahamas Banks é o ponto certo para quem procura águas rasas, com uma visibilidade absurda e mar tranqüilo. Também é lugar de diversão. Basta apanhar um barco e seguir rumo a região dos golfinhos. É quase impossível determinar o número desses cetáceos, são muito, nadam livremente e não se assustam com nada. Em alguns dias, a colônia é ainda maior. Seja como for, sempre haverá golfinhos amistosos. Dá para nadar ao lado deles, interagir, e brincar.

Andros – Fica lá o mais antigo resort de mergulho do arquipélago, o Small Hope Bay Lodge. É lá que ficam as mais extensas barreiras de corais do mundo e os 50 “buracos azuis”. Indispensável, mesmo para quem não pratica mergulho com cilindros. Se você adora fazer snorkeling, pescar, ou apenas admirar uma linda paisagem, não deixe de visitar.

ONDE FICAR
Existe uma variedade quase vertiginosa de hotéis e acomodações em todas as ilhas. De ultra-luxuosos casas de aluguel em ilhas privadas e serviço completo, resorts all-inclusive aos quartos baratos em um local de cama e pequeno-almoço. Compare acomodações e decida qual se adéqua mais a sua necessidade.

Informações Úteis para quem pretende visitar Bahamas:
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en|pt&u=http://www.bahamas4kids.com/stories.html
Ilustração: Hugo Jucá Designer
Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter: @RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store.

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Dia Internacional da Mulher, Darwin e a seleção natural‏



Segundo as teorias do biólogo Charles Darwin, as espécies evoluem e se adaptam ao meio. Dessa forma algumas sobrevivem e outras desaparecem em um processo natural. Deve ser por isso que temos tão mais mulheres que homens de uns tempos pra cá. Será? Dotadas de uma natureza perfeitamente adaptável, nós mulheres, somos o retrato da evolução.
 

Queimamos sutiãs, brigamos pelo voto, pela pílula, sexo livre e hoje, pasmem, podemos até engravidar sem um parceiro (vide os bancos de esperma). Saímos da Amélia de Mario de Lago e Ataulfo Alves e chegamos à presidência da República. Deixamos fogão, vassoura e tanque para pilotar aviões, gerenciar grandes empresas e sermos chefes de família. Somos leoas, camaleoas ou gatinhas manhosas. Somos a moça bonita da Praia de Boa Viagem, somos mulher de verdade. Do salto ao calcanhar rachado somos guerreiras de dia e maquiadas à noite.
 

E vocês, homens? Ah vocês continuam na idade da pedra e lascadas estamos nós por isso. Continuam rudes, grosseiros e querendo nos conquistar pelos cabelos. Continuam embebidos em velhos clichês e não percebem que o mundo mudou, que nós ocupamos, não os seus espaços, mas espaços que poderiam ser nossos também assim como os nossos podem ser compartilhados com vocês.
 

Que apesar de às vezes ser divertido, não queremos a guerra dos sexos, queremos o amor entre os sexos, porque em toda essa evolução uma coisa não mudou, continuamos românticas. Românticas e não bobas, que fique claro. Vamos lá rapazes, não é o mais forte quem sobrevive, mas aquele com maior capacidade de adaptação.


Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter: @RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store.

quarta-feira, 7 de março de 2012

FITNESS: Dicas para deixar suas pernas mais fortes e resistentes‏

De modo geral a maioria dos homens, ao contrário das mulheres, gosta de treinar a parte superior do corpo, ou seja, braços e peito, deixando meio de lado os membros inferiores. Aliás, as mulheres são muito mais cobradas nesse sentido, em ter pernas bem torneadas, que os homens. Como ainda não tínhamos discutido um assunto a respeito exclusivamente aos homens. Decidimos falar sobre o treino para membros inferiores em praticantes de musculação, mostrando quanto o mesmo é importante para resultados estéticos e de saúde. 


É bem verdade que boa parte dos adeptos ao treino em academias está em busca do “corpo perfeito”, e acabam não se dando conta que negligenciar o treinamento para coxas e pernas não colabora com a composição de um corpo esteticamente bonito e equilibrado. Passou-se o tempo em que elas só olhavam para nossos braços e peitorais. Podemos afirmar que corpos extremamente musculosos atraem muito mais atenção dos homens do que das mulheres. Sem contar que atualmente elas estão cada vez mais exigentes e não dispensam coxas e pernas simétricas, além de um abdômen menos protuso, mas não necessariamente de “tanquinho”.

AGACHAMENTO, MEU REI
Profissionais sérios e comprometidos com sua prática utilizam este exercício para os diferentes objetivos, seja na reabilitação, manutenção da saúde ou com fins estéticos, e consideram este como o “rei dos exercícios” por conta de seus ótimos resultados. O agachamento é um movimento complexo que envolve um número elevado de articulações e músculos, consistindo em um excelente meio de fortalecer a musculatura da coxa, do quadril, e de inúmeros grupos musculares que atuam indiretamente em sua execução, como o abdome e panturrilhas, por exemplo. A polêmica gira em torno de possíveis lesões no joelho e coluna, mas que ainda não foram comprovadas cientificamente. Sintetizamos 10 dicas valiosas do que há de mais moderno a cerca deste valioso exercício:

01 - Se respeitados a técnica perfeita a um treino progressivo e inteligente nossas estruturas ósseas e articulares darão conta do recado, com sobras;

02 - “Descer no máximo até 90 graus” não tem fundamentação, visto que já se verificou que podemos descer\flexionar até as coxas se encontrarem paralelas ao solo, o que dá um ângulo de aproximadamente 100 graus, com segurança;

03 - Em caso de lesões prévias ou problemas de coluna, faça primeiro um tratamento com um profissional adequado;




04 - Para agachar em maiores ângulos devemos colocar uma carga absoluta menor, visto que o esforço será muito maior;

05 - Agachar em menores ângulos pode ser mais perigo por conta das altas cargas que a menor amplitude possibilita;

06 - Não despenque na fase da descida, provavelmente esse é o maior fator de risco para se conseguir uma lesão, desça de maneira lenta e controlada;

07 - Variações dos pés, quanto ao ângulo ou abertura, não ativam partes diferentes das musculaturas solicitadas, cuidado com os modismos;

08 - Não passar o joelho da ponta dos pés ao agachar, diminui a compressão na articulação;

09 - Exercícios como a cadeira extensora provocam mais pressão em alguns ligamentos do joelho do que agachar até as coxas ficarem paralelas ao solo;

10 - Provavelmente as lesões são causadas pela combinação desses fatores – exagero do número de séries, técnica inapropriada, excesso de treinamento (overtraining), cargas exageradas.

Diversos são os benefícios quando passamos a levar a sério uma rotina de treino para membros inferiores. Dentre muitos podemos citar o fortalecimento dos tecidos moles (tendões e ligamentos), além da musculatura que envolve as articulações do joelho e tornozelo, diminuindo a incidência de lesões; Promovendo mais independência a pessoas idosas, aumentando a força e equilíbrio muscular, evitando quedas; Aumento significativamente a massa muscular, visto o volume muscular presente nas coxas, promovendo o aumento do gasto calórico durante o treino, gasto calórico total e o metabolismo de repouso. Colaborando de maneira importante a diminuição ou manutenção do peso corporal; além de uma panturrilha fortalecida serve como um “segundo coração” que bombeia o sangue que desce até os pés contra a gravidade, ajudando no retorno venoso até o coração.

Por isso, passe a valorizar mais os dias reservados para o treino de coxas e pernas. Nada de series leves demais, ou com altíssimas repetições. Treinar próximo ao seu limite, com graus cada vez maiores de amplitudes (salvo casos específicos) é o recomendado.  Três meses de treinos bem planejados garantirá bons resultados. Além de prazeroso, o treino de membros inferiores é desafiador e motivador, devido a grande quantidade de músculos (cerca de quinze), com grande potencial hipertrófico. A saber: extensores (parte anterior da coxa), flexores (parte posterior), adutores (parte medial), abdutores (parte lateral), mais os músculos da perna (tríceps sural e sóleo), que forma as panturrilhas.

Para um treino especifico a sua necessidade procure um profissional de educação física habilitado, pois só ele será capaz de elaborar sua planilha de treino. Bom treino!

Site:

Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter: @RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store.

terça-feira, 6 de março de 2012

GADGETS: Eletrônicos de som e imagem que trazem o futuro para o presente‏


A cada mês a tecnologia avança numa rapidez tão grande que às vezes eletrônicos lançados no final do ano passado logo já são superados meses depois. É como o caso dos novos celulares com Windows, telas cada vez maiores e com cores mais vibrantes. Alguns desses gadgets de tão revolucionários que são parecem equipamentos de filmes de ficção, como é o caso desses óculos 3D aí de cima. Com eles a tecnologia 3D chega ao alcance de qualquer cinéfilo aficionado por novas emoções. Essa evolução tecnológica toda recria equipamentos clássicos como o velho toca-discos e a tradicional câmera fotográfica que vão ganhando novas versões à uma velocidade impressionante ao ponto de quase funcionarem sozinhos. O importante é trazer estímulos audiovisuais e sofisticação em maiores escalas e menores formatos para os usuários. Essa é a nova leva de equipamentos que trazem a tecnologia do futuro para o presente em som e imagem. 
 


PERSONAL 3D VIEWER
A novidade apresentada na IFA 2011, feira de eletrônicos e eletrodomésticos realizada em Berlim, deve chegar ao mercado europeu pelos próximos meses por cerca de 800 euros (R$ 1.860). Ainda não há previsão para lançamento no Brasil. Chamado de “Personal 3D viewer” (visualizador pessoal de 3D, em tradução livre), o equipamento é um par de óculos que o usuário coloca para ter acesso a conteúdos 3D. Ele é composto, basicamente, por lentes 3D ativas (que precisam de bateria), fones de ouvido e uma espécie de suporte, que prende tudo isso à cabeça. O objetivo é dar a sensação de imersão. Já a experiência tridimensional depende do conteúdo exibido na telinha que simula uma telona de cinema, com 750 polegadas.
www.sony.com 

HTC ULTIMATE Com o HTC Ultimate você pode editar documentos, assistir filmes, jogar ou acessar a internet em sua tela de 4,7 polegadas, sem perder a comodidade de um aparelho compacto com apenas 9,9 milímetros de espessura. Trabalha com o processador mais rápido da categoria, 1.5 GHz e tecnologia de internet 4G. Preço em média R$ 1.800.
www.htc.com.br


NIKON 1 J1 Concebida para ajudar os fotógrafos a captar na perfeição um momento no tempo, graças ao seu processador que é muitas vezes mais rápido que a maior parte das câmaras profissionais. Com seu formato compacto e lentes intercombiáveis de ajustes automáticos, ainda pode ser acomplado uma teleobjetiva e uma grande angular (vendidas separadamente). Ainda possui a opção de gravar imagens de alta velocidade em câmera lenta. Estas câmaras intuitivas pensam por si. Basta pressionar o botão do obturador uma vez e a câmara grava 20 imagens de alta resolução a alta velocidade e selecciona automaticamente as cinco melhores fotografias com base em expressões faciais, enquadramento e focagem. Preço em média R$ 2.700. www.shoptime.com.br
 


Fonte: Mac Magazine, UOL, Tech Tudo, Microsoft, Info Exame


Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter: @RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store.

segunda-feira, 5 de março de 2012

ESTILO: MAD MEN dita moda para ver e vestir‏

Ganhadora de 02 Globos de Ouro a série Mad Men, lançada em 2007 vem dando o que falar. O cenário é a Nova York dos anos 60 e todas as revoluções que esta época traz tendo como personagens publicitários da fictícia agência Sterling Cooper. Além das histórias vividas pelos personagens, Mad Men chama a atenção pelo estilo do seu personagem principal, Don Harper, interpretado pelo ator Jon Hamm. A elegância do personagem levou seu figurino para além das telas.
 

A grife americana Banana Republic em parceria com a Mad Men Emmy ® Award-winning Costume Designer Janie Bryant, lançaram recentemente uma coleção para homens e mulheres inspirados na série com peças da moda nos anos 60. A grande conquista desta parceria se deve ao fato dos fãs da série levarem pra casa peças de roupa que são moda e não fantasia. 

A parceria da marca com a equipe de produtores e figurinistas da séria foi fundamental para captar a essência das roupas e pelo sucesso de vendas em todas as lojas. "Trabalhar com Janie para obter uma compreensão verdadeira de olhar os 'Mad Men' e sentir foi uma delícia", diz Banana Republic Creative Director Simon Kneen. "Janie foi fundamental para nos ajudar a alcançar a estética da série e nível de autenticidade com esta coleção cápsula, oferecendo desenhos, suas inspirações próprias e artefatos reais da produção no set para ajudar a inspirar os 'Mad Men' dentro de todos nós.”

Lançar moda através de filmes, novelas e sérias não é de hoje, o encanto dos espectadores por seus personagens preferidos os fazem buscar todo o tipo de associações possíveis e o estilo de se vestir é sem dúvida a via preferida e a indústria da moda já se deu conta disso. Quem não se recorda de Carrie Bradshaw, de “Sex & The City”?  Ou dos jovens riquíssimos de Gossip Girls? E Marisa de The O.C. A lista é grande, mas em sua maioria os olhos se voltam sempre para as personagens femininas. 

O diferencial de Mad Men é o fato de o personagem masculino atrair tantos olhares e interesses. Mulheres sempre foram historicamente mais antenadas em moda e as que buscavam inspirações nos personagens femininos do cinema e televisão. Com Mad Men a coisa muda, porque os homens também mudaram. O personagem Don Draper atrai como há muito não acontecia os olhares de grandes grifes e editoriais de moda voltadas para o público masculino. 

E se perguntarem se ele traz grandes novidades, a resposta é não. O que há é um resgate de elementos básicos e uma recriação de estilos clássicos do guarda-roupa masculino. Mas então por que tanto sucesso? Pelo que o personagem representa? Por seu charme com as mulheres? Pela sua ascensão profissional? Talvez seja porque há algo que provoque um diferencial no visual vintage do momento. Mas e que estilo é esse do personagem Don Draper que está fazendo a cabeça dos homens e encantando as mulheres?









Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter: @RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store.

sábado, 3 de março de 2012

SAÚDE: Sucos funcionais, refrescam e ainda ajudam seu organismo a funcionar melhor‏

Nesse período de folia carnavalesca chega um ponto que seu corpo não agüenta mais tanto exagero. Os excessos terminam atingindo diretamente o fígado e o intestino. Que juntos, são responsáveis por 80% do processo enzimático do nosso organismo para conseguir cumprir sua função de limpeza de resíduos. E uma opção para dar uma geral são os sucos funcionais. Que são bebidas preparadas com frutas e outros vegetais naturais que possuem propriedades benéficas para o corpo humano.

Existem receitas para diversas finalidades, como melhorar a pele, emagrecer, ativar o metabolismo e até desintoxicar. Além de que, neste verão nada melhor do que sucos naturais para dar uma refrescada. Procuramos o nutrólogo e ortomolecular, Abib Maldaun, para nos dá dicas de misturas que além de gostosas - ele garante que os gostos são agradáveis - ainda fazem bem para o organismo. Aproveite as sugestões...




*Dr. Abib Maldaun Neto é formado em Medicina pela Universidade de Taubaté (Unital – ano 1989). Possui Especialização em Nutrologia e Tratamento Ortomolecular.www.abibmaldaunneto.com.br


Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e FanPage: RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store.

sexta-feira, 2 de março de 2012

ENTREVISTA: Nelson Freitas, encarando a vida sempre com muito bom humor‏

Fazer entrevista com Nelson Freitas antes de tudo é uma terapia do riso! Já tínhamos idéia de que o cara era uma simpatia e, como ele mesmo diz, sem frescura. Mas ele se superou! Nelson nos contou sobre a vida dura da época da Marinha Mercante, e da não menos dura, vida do ator em início de carreira. E detalhe, em ambas, o bom humor de Nelson supera as adversidades da realidade. Talvez aí esteja a lição de vida e o exemplo que ele pode nos passar. A arte de fazer rir é uma dádiva. E o bom humor é uma terapia sem limites e sem contra-indicações. Vamos conhecer também um pouco do Nelson músico, que acreditem, foi vocalista de uma banda. Assim como seus inúmeros personagens, Nelson possui inúmeras facetas, todas elas levadas sempre com muita alegria e disposição. Recomendamos que depois de ler a entrevista, releia naqueles dias em que as coisas parecem não dar certo. Te garanto, será um santo remédio! Com vocês, Nelson Freitas...

Nelson, você parece ser um cara bem humorado independente de ser humorista. É verdade? À que se deve isso? Sempre fui muito otimista em relação às agruras da vida... fui muito cedo, aos 13 anos para o Colégio Militar de Salvador, depois para o de Belo Horizonte, o que me deu uma cancha pra me adequar aos espaços e pessoas, descobrindo ainda moleque que o humor facilitava o caminho. As pessoas gostam de estar ao lado de gente bem humorada, e assim fui sendo sempre o palhaço pelos nichos por onde passava. Virou quase que um instrumento de defesa... Se a barra pesa, instintivamente me vem uma merda na cabeça e eu acabo quebrando o gelo.

O que você guarda dos tempos da Marinha Mercante? Foi uma época sensacional, principalmente o tempo de escola, que foi quando eu vim pro Rio de Janeiro em 1981, ainda com resquícios de irresponsabilidade e aventura pertinentes a idade, numa cidade fervendo de atrativos, embalados por RPM's e Legiões Urbanas,  hormônios a flor da pele, sem um puto no bolso, mas o coração cheio de expectativa... Nossa turma na EFOMM era da pá virada... Fazíamos festas homéricas e numa dessas acabei montando uma banda na escola, tocávamos os sucessos da época Blitz, Dusek, Leo Jaime era um barato... Eu era o vocalista e "moléstia" à parte eu dava no couro...  achava que dava pra arriscar uma vida artística, aí fui fazer um curso de teatro, depois que eu deixei a Marinha, e não parei mais de trabalhar como ator. Mas a vida a bordo de navios é um pé no saco... Imagina você ficar um mês dentro do edifício que você trabalha... Vai ao terraço, no 3o andar, no térreo, mas não pode sair... Era interessante porque o "prédio" rodava pra cassete, Europa, USA, Canadá, Índia, mas putz... tava enlouquecendo... aí fui pro teatro e enlouqueci de vez...


As pessoas costumam te pedir pra contar piadas pelo fato de você ser humorista? Muito... Mas o que mais acontece, é o sujeito querer me contar uma piada... e em lugares mais inusitados, velório, supermercado, aeroporto, eu acho que isso acontece com a maioria dos comediantes, mas dependendo da aproximação e da disponibilidade, as vezes se garimpam algumas preciosidades.

Como foi seu início de carreira e como chegou ao Zorra? Aquela ralação de sempre... Faz um teste aqui, encontra uma turma ali, monta um texto sem saber exatamente onde apresentar, peça infantil, dinheiro nenhum, divide um Miojo, late no quintal pra economizar o cachorro... Eu ainda tinha uma gordura pra queimar dos tempos de marinharia, mas a necessidade faz a ocasião, e num desses testes fui chamado pra fazer uma minissérie na Manchete chamada "Rosa dos Rumos" do também estreante Walcyr Carrasco dirigida pelo Del Rangel e fui "fondo" até que depois de protagonizar uma novela ao lado da minha querida Flávia Monteiro em "Chiquititas", que era gravada na Argentina, e os diretores não falavam português, eu subverti o personagem que era ranzinza amargo, bem argentino... e transformei ele num palhaço divertido, bem brasileiro... Quando voltei o Sherman me capturou pro Zorra, e foi um encontro magistral na minha vida.

O Zorra Total está a 11 anos no ar, é difícil manter o fôlego em um programa com tanto tempo no ar? O Zorra é um remanescente dos grandes humorísticos dos primórdios da TV brasileira, como "Balança Mas Não Cai", "Faça Humor, Não Faça a Guerra", "Planeta dos Homens", "Chico City" e tantos outros que imortalizaram o humor de bordão, que hoje com tantas transformações advindas de internet, TV à cabo, se tornou um dinossauro que resiste... Mas resiste porque o povo gosta, porque é inocente, despretensioso, e que ao longo desses anos foi se formando um time muito afiado, que delega ao programa índices imbatíveis no horário. Nosso ambiente de trabalho é uma delicia, e chegar no estúdio e encontrar aquela turma toda, é quase que terapêutico... ou seja, eu não trabalho... eu me divirto, e isso não tem preço.

Qual dos seus personagens é um xodó pra você? O meu favorito é o "Carretel"... quando pensei nele, me apareceu a Fabiana Karla no pedaço e a dupla se formou. Ela tem um tempo de comédia e uma inteligência cênica extraordinária. Chegamos a um ponto que não ensaiamos mais... Liga a câmera e deixa ver no que dá... Mas não posso deixar de lembrar do Leozinho e sua "inoxidável" Márcia que foi um grande sucesso, e se tornou um marco na historia do programa.

Cinema, teatro, TV, falta o que pra você fazer? Falta ter o meu próprio programa... Mas estamos trabalhando nisso.
 


E essa coisa de cantar? Pensa e
m fazer algo mais profissional na área? Pois é rapaz, essa eu ainda tô me devendo... No espetáculo que tenho feito já há 4 anos o "Nelson Freitas e Vocês" onde tive a honra de ser dirigido pelo meu maior ídolo, o Chico Anyzio, eu solto os cachorros cantando algumas coisas entre um bloco e outro, mas esse ano eu tô pensando em fazer um novo show com mais apelo musical, com uma banda, um naipe de metais, e tentar resolver essa coisa mal parada que eu tenho comigo mesmo... A verdade é que hoje depois da revolução que o mercado da música sofreu com a internet, a gente pode fazer uma guerra de dentro de casa... Então nem que seja pra registro pessoal, sem pretensões de reposicionamento de carreira e o escambau, alguma cartola pode sair desse coelho... heim?

Quem é sua referência no humor brasileiro? Ah mole... Chico Anyzio. Esse é um monstro... É uma pena que ele esteja passando por momentos tão difíceis, com a saúde debilitada ainda no hospital, e não tem um dia que eu não pense nele, e rezo muito pra que ele consiga se recuperar. O Chico é um patrimônio da cultura brasileira e um dos caras que criaram o radio e a TV no país. Costumo dizer que qualquer papo com ele é uma aula de vida.

Você consegue se ver interpretando um papel sério, dramático? Acha que seu público iria gostar ou o humor é um caminho sem volta pra você? Pô eu tô fazendo 25 anos de carreira. Comediante eu "estou" há 10... é que como acabei conquistando meu espaço no humor, existe uma identificação maior. Tenho um couro bem curtido no teatro e minhas incursões recentes no cinema, são em papéis dramáticos, "Demoninho de Olhos Pretos" de Haroldo Marinho, "Espiral"de Paulo Pons, "Casamento Brasileiro" de Fauzi Mansur, mesmo no "Muita Calma Nessa Hora" do Bruno Mazzeo, meu personagem tem uma pegada dramática, então não tem essa de caminho sem volta... Se o projeto tem um conteúdo, não importa se é drama ou comédia. Se é bom, eu tô dentro. 


É mesmo verdade que homens que fazem a mulher rir levam vantagem? Coração de mulher é que nem circo... sempre cabe mais um palhaço...

Geralmente quando o cara faz muito sucesso o assédio feminino aumenta, com você também foi assim? Eu penso que vai muito da postura de cada um... Evidente que à medida em que você ganha visibilidade, as pessoas se acercam mais, seja pra tirar uma foto, trocar uma idéia, fazer um comentário sobre o que você tá fazendo etc... Mas comigo é raro acontecer de tomar um "tiro" assim do nada... é mais a curiosidade de fazer um contato com uma pessoa famosa, e eu acho que se o sujeito passa a vida toda tentando ser famoso, quando consegue, vai se incomodar com isso? É um pouco incoerente concorda?

Se na hora H a coisa não funcionar, qual a melhor saída? Isso já aconteceu com você? Pô mano, se alguém disser que nunca, tá mentindo... São mistérios da bioquímica, essa infâmia masculina, porque pro homem não tem enganação... ou tá ou não tá... a mulher pode perder o trem no meio do caminho que passa batido. Pra gente é um mico... mas a matura idade vai te trazendo alguma cancha e a gente aprende a negociar consigo mesmo... olha pro dito cujo e diz: “quer morrer fdp?” Desencana, muda o foco e volta pro combate... se persistirem os sintomas, apela... vai na farmácia e mete um azulão pra tirar a má impressão na próxima... (risos)

Você parece ser um cara vaidoso apesar de parecer muito desencanado com isso? Como lida com a vaidade? Nunca fui de muita viadagem, mas a profissão exige que você esteja apresentável, afinal a gente entra na casa de uma porrada de gente sem pedir permissão, é só apertar o botão do controle remoto... e a gente não quer ninguém dando com a sua cara na TV e dizendo: "eita que esse cabôco tá gordo ó pra isso???" Mas não uso muita coisa não... um pó na cara na hora de gravar pra não parecer aquele bêbado ensebado e vamo que vamo.  

Pelo que já foi visto em programas de TV você adora viajar com a família. Que lugar marcou mais? Tenho uma filosofia de investimento na vida, e boa parte do meu suor eu gasto viajando. Mas tem um país que por questões emocionais até, eu sou vidrado: Austrália... é uma espécie de Brasil que deu certo... um país tropical, cercado de praias lindas por todo lado, e um povo educado, alegre e que respeita suas leis. Minha filha mais velha mora lá com o meu neto Felipe, que está com 7 anos, e sempre que posso, me pico pra lá... O difícil é que é longe pra dedéu, eles moram em Gold Coast o que aumenta a viagem ainda mais, chegando por Sydney são 28 horas de vôo, contando com as conexões, mas vale todo o esforço.

Que situações te tira do sério e fazem você perder o humor?  Já que falamos de Austrália, o que me tira do sério é viver num país que você reconhece que tem todas as condições de ser um lugar fantástico, no entanto a impunidade que reina por aqui faz com que a natureza desse povo seja tão deselegante... Vivemos numa bandalha tão arraigada na sociedade, num sistema tão corroído e corrupto, que nem que você queira, você consegue fazer as coisas do jeito certo... a burocracia, as leis, e as regras são instrumentos dessa devassidão cretina, que faz a gente se sentir na idade média... Isso é um pé no saco... E tira o humor de qualquer cidadão.
 
Que é de fato engraçado na TV hoje em dia? Que programas te diverte? Tenho que confessar que apesar do Zorra Total ter um apelo popular exagerado, eu me divirto muito com os meus colegas do programa... é uma delicia ver a Fabiana Karla, a Katiússia, a Samantha, Marcos Veras, Renato Rabelo, Rodrigo e Talita e toda aquela gente dorê soltando os cachorros, e desfolhando um rosário de talento.

O que é uma zorra total? O que acabei de dizer... Mauricio Sherman nosso diretor, que é um craque desde que a TV foi introduzida no Brasil, criou esse programa pra tapar um buraco na grade naquela época, e lá se vão 12 anos no ar... Então vale aquela frase: quem não tem competência, não se estabelece... o Zorra é isso.. um show de competência à serviço da comicidade e do entretenimento para todas as idades.




Quer saber mais sobre Nelson Freitas? Acesse o site oficial:
www.nelsonfreitas.com.br

Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter: @RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store.