sexta-feira, 2 de março de 2012

ENTREVISTA: Nelson Freitas, encarando a vida sempre com muito bom humor‏

Fazer entrevista com Nelson Freitas antes de tudo é uma terapia do riso! Já tínhamos idéia de que o cara era uma simpatia e, como ele mesmo diz, sem frescura. Mas ele se superou! Nelson nos contou sobre a vida dura da época da Marinha Mercante, e da não menos dura, vida do ator em início de carreira. E detalhe, em ambas, o bom humor de Nelson supera as adversidades da realidade. Talvez aí esteja a lição de vida e o exemplo que ele pode nos passar. A arte de fazer rir é uma dádiva. E o bom humor é uma terapia sem limites e sem contra-indicações. Vamos conhecer também um pouco do Nelson músico, que acreditem, foi vocalista de uma banda. Assim como seus inúmeros personagens, Nelson possui inúmeras facetas, todas elas levadas sempre com muita alegria e disposição. Recomendamos que depois de ler a entrevista, releia naqueles dias em que as coisas parecem não dar certo. Te garanto, será um santo remédio! Com vocês, Nelson Freitas...

Nelson, você parece ser um cara bem humorado independente de ser humorista. É verdade? À que se deve isso? Sempre fui muito otimista em relação às agruras da vida... fui muito cedo, aos 13 anos para o Colégio Militar de Salvador, depois para o de Belo Horizonte, o que me deu uma cancha pra me adequar aos espaços e pessoas, descobrindo ainda moleque que o humor facilitava o caminho. As pessoas gostam de estar ao lado de gente bem humorada, e assim fui sendo sempre o palhaço pelos nichos por onde passava. Virou quase que um instrumento de defesa... Se a barra pesa, instintivamente me vem uma merda na cabeça e eu acabo quebrando o gelo.

O que você guarda dos tempos da Marinha Mercante? Foi uma época sensacional, principalmente o tempo de escola, que foi quando eu vim pro Rio de Janeiro em 1981, ainda com resquícios de irresponsabilidade e aventura pertinentes a idade, numa cidade fervendo de atrativos, embalados por RPM's e Legiões Urbanas,  hormônios a flor da pele, sem um puto no bolso, mas o coração cheio de expectativa... Nossa turma na EFOMM era da pá virada... Fazíamos festas homéricas e numa dessas acabei montando uma banda na escola, tocávamos os sucessos da época Blitz, Dusek, Leo Jaime era um barato... Eu era o vocalista e "moléstia" à parte eu dava no couro...  achava que dava pra arriscar uma vida artística, aí fui fazer um curso de teatro, depois que eu deixei a Marinha, e não parei mais de trabalhar como ator. Mas a vida a bordo de navios é um pé no saco... Imagina você ficar um mês dentro do edifício que você trabalha... Vai ao terraço, no 3o andar, no térreo, mas não pode sair... Era interessante porque o "prédio" rodava pra cassete, Europa, USA, Canadá, Índia, mas putz... tava enlouquecendo... aí fui pro teatro e enlouqueci de vez...


As pessoas costumam te pedir pra contar piadas pelo fato de você ser humorista? Muito... Mas o que mais acontece, é o sujeito querer me contar uma piada... e em lugares mais inusitados, velório, supermercado, aeroporto, eu acho que isso acontece com a maioria dos comediantes, mas dependendo da aproximação e da disponibilidade, as vezes se garimpam algumas preciosidades.

Como foi seu início de carreira e como chegou ao Zorra? Aquela ralação de sempre... Faz um teste aqui, encontra uma turma ali, monta um texto sem saber exatamente onde apresentar, peça infantil, dinheiro nenhum, divide um Miojo, late no quintal pra economizar o cachorro... Eu ainda tinha uma gordura pra queimar dos tempos de marinharia, mas a necessidade faz a ocasião, e num desses testes fui chamado pra fazer uma minissérie na Manchete chamada "Rosa dos Rumos" do também estreante Walcyr Carrasco dirigida pelo Del Rangel e fui "fondo" até que depois de protagonizar uma novela ao lado da minha querida Flávia Monteiro em "Chiquititas", que era gravada na Argentina, e os diretores não falavam português, eu subverti o personagem que era ranzinza amargo, bem argentino... e transformei ele num palhaço divertido, bem brasileiro... Quando voltei o Sherman me capturou pro Zorra, e foi um encontro magistral na minha vida.

O Zorra Total está a 11 anos no ar, é difícil manter o fôlego em um programa com tanto tempo no ar? O Zorra é um remanescente dos grandes humorísticos dos primórdios da TV brasileira, como "Balança Mas Não Cai", "Faça Humor, Não Faça a Guerra", "Planeta dos Homens", "Chico City" e tantos outros que imortalizaram o humor de bordão, que hoje com tantas transformações advindas de internet, TV à cabo, se tornou um dinossauro que resiste... Mas resiste porque o povo gosta, porque é inocente, despretensioso, e que ao longo desses anos foi se formando um time muito afiado, que delega ao programa índices imbatíveis no horário. Nosso ambiente de trabalho é uma delicia, e chegar no estúdio e encontrar aquela turma toda, é quase que terapêutico... ou seja, eu não trabalho... eu me divirto, e isso não tem preço.

Qual dos seus personagens é um xodó pra você? O meu favorito é o "Carretel"... quando pensei nele, me apareceu a Fabiana Karla no pedaço e a dupla se formou. Ela tem um tempo de comédia e uma inteligência cênica extraordinária. Chegamos a um ponto que não ensaiamos mais... Liga a câmera e deixa ver no que dá... Mas não posso deixar de lembrar do Leozinho e sua "inoxidável" Márcia que foi um grande sucesso, e se tornou um marco na historia do programa.

Cinema, teatro, TV, falta o que pra você fazer? Falta ter o meu próprio programa... Mas estamos trabalhando nisso.
 


E essa coisa de cantar? Pensa e
m fazer algo mais profissional na área? Pois é rapaz, essa eu ainda tô me devendo... No espetáculo que tenho feito já há 4 anos o "Nelson Freitas e Vocês" onde tive a honra de ser dirigido pelo meu maior ídolo, o Chico Anyzio, eu solto os cachorros cantando algumas coisas entre um bloco e outro, mas esse ano eu tô pensando em fazer um novo show com mais apelo musical, com uma banda, um naipe de metais, e tentar resolver essa coisa mal parada que eu tenho comigo mesmo... A verdade é que hoje depois da revolução que o mercado da música sofreu com a internet, a gente pode fazer uma guerra de dentro de casa... Então nem que seja pra registro pessoal, sem pretensões de reposicionamento de carreira e o escambau, alguma cartola pode sair desse coelho... heim?

Quem é sua referência no humor brasileiro? Ah mole... Chico Anyzio. Esse é um monstro... É uma pena que ele esteja passando por momentos tão difíceis, com a saúde debilitada ainda no hospital, e não tem um dia que eu não pense nele, e rezo muito pra que ele consiga se recuperar. O Chico é um patrimônio da cultura brasileira e um dos caras que criaram o radio e a TV no país. Costumo dizer que qualquer papo com ele é uma aula de vida.

Você consegue se ver interpretando um papel sério, dramático? Acha que seu público iria gostar ou o humor é um caminho sem volta pra você? Pô eu tô fazendo 25 anos de carreira. Comediante eu "estou" há 10... é que como acabei conquistando meu espaço no humor, existe uma identificação maior. Tenho um couro bem curtido no teatro e minhas incursões recentes no cinema, são em papéis dramáticos, "Demoninho de Olhos Pretos" de Haroldo Marinho, "Espiral"de Paulo Pons, "Casamento Brasileiro" de Fauzi Mansur, mesmo no "Muita Calma Nessa Hora" do Bruno Mazzeo, meu personagem tem uma pegada dramática, então não tem essa de caminho sem volta... Se o projeto tem um conteúdo, não importa se é drama ou comédia. Se é bom, eu tô dentro. 


É mesmo verdade que homens que fazem a mulher rir levam vantagem? Coração de mulher é que nem circo... sempre cabe mais um palhaço...

Geralmente quando o cara faz muito sucesso o assédio feminino aumenta, com você também foi assim? Eu penso que vai muito da postura de cada um... Evidente que à medida em que você ganha visibilidade, as pessoas se acercam mais, seja pra tirar uma foto, trocar uma idéia, fazer um comentário sobre o que você tá fazendo etc... Mas comigo é raro acontecer de tomar um "tiro" assim do nada... é mais a curiosidade de fazer um contato com uma pessoa famosa, e eu acho que se o sujeito passa a vida toda tentando ser famoso, quando consegue, vai se incomodar com isso? É um pouco incoerente concorda?

Se na hora H a coisa não funcionar, qual a melhor saída? Isso já aconteceu com você? Pô mano, se alguém disser que nunca, tá mentindo... São mistérios da bioquímica, essa infâmia masculina, porque pro homem não tem enganação... ou tá ou não tá... a mulher pode perder o trem no meio do caminho que passa batido. Pra gente é um mico... mas a matura idade vai te trazendo alguma cancha e a gente aprende a negociar consigo mesmo... olha pro dito cujo e diz: “quer morrer fdp?” Desencana, muda o foco e volta pro combate... se persistirem os sintomas, apela... vai na farmácia e mete um azulão pra tirar a má impressão na próxima... (risos)

Você parece ser um cara vaidoso apesar de parecer muito desencanado com isso? Como lida com a vaidade? Nunca fui de muita viadagem, mas a profissão exige que você esteja apresentável, afinal a gente entra na casa de uma porrada de gente sem pedir permissão, é só apertar o botão do controle remoto... e a gente não quer ninguém dando com a sua cara na TV e dizendo: "eita que esse cabôco tá gordo ó pra isso???" Mas não uso muita coisa não... um pó na cara na hora de gravar pra não parecer aquele bêbado ensebado e vamo que vamo.  

Pelo que já foi visto em programas de TV você adora viajar com a família. Que lugar marcou mais? Tenho uma filosofia de investimento na vida, e boa parte do meu suor eu gasto viajando. Mas tem um país que por questões emocionais até, eu sou vidrado: Austrália... é uma espécie de Brasil que deu certo... um país tropical, cercado de praias lindas por todo lado, e um povo educado, alegre e que respeita suas leis. Minha filha mais velha mora lá com o meu neto Felipe, que está com 7 anos, e sempre que posso, me pico pra lá... O difícil é que é longe pra dedéu, eles moram em Gold Coast o que aumenta a viagem ainda mais, chegando por Sydney são 28 horas de vôo, contando com as conexões, mas vale todo o esforço.

Que situações te tira do sério e fazem você perder o humor?  Já que falamos de Austrália, o que me tira do sério é viver num país que você reconhece que tem todas as condições de ser um lugar fantástico, no entanto a impunidade que reina por aqui faz com que a natureza desse povo seja tão deselegante... Vivemos numa bandalha tão arraigada na sociedade, num sistema tão corroído e corrupto, que nem que você queira, você consegue fazer as coisas do jeito certo... a burocracia, as leis, e as regras são instrumentos dessa devassidão cretina, que faz a gente se sentir na idade média... Isso é um pé no saco... E tira o humor de qualquer cidadão.
 
Que é de fato engraçado na TV hoje em dia? Que programas te diverte? Tenho que confessar que apesar do Zorra Total ter um apelo popular exagerado, eu me divirto muito com os meus colegas do programa... é uma delicia ver a Fabiana Karla, a Katiússia, a Samantha, Marcos Veras, Renato Rabelo, Rodrigo e Talita e toda aquela gente dorê soltando os cachorros, e desfolhando um rosário de talento.

O que é uma zorra total? O que acabei de dizer... Mauricio Sherman nosso diretor, que é um craque desde que a TV foi introduzida no Brasil, criou esse programa pra tapar um buraco na grade naquela época, e lá se vão 12 anos no ar... Então vale aquela frase: quem não tem competência, não se estabelece... o Zorra é isso.. um show de competência à serviço da comicidade e do entretenimento para todas as idades.




Quer saber mais sobre Nelson Freitas? Acesse o site oficial:
www.nelsonfreitas.com.br

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quinta-feira, 1 de março de 2012

CARRO: Um novo tempo para a Lamborghini com o Aventador Roadster‏

Já faz algum tempo, na cidade de Sant'Agata Bolognese, na Itália, que a Lamborghini chegou para concorrer com a Ferrari em carros que unem potência e luxo. E de um tempo pra cá, a fabricante só evoluiu, lógico que não conseguiu atingir a popularidade da sua principal concorrente, entretanto, quando uma Lamborghini ou a Juliana Paes passa, deixa qualquer marmanjo babando, principalmente quando estamos falando do novo lançamento: a Aventador Roadster. E não é que nós da MENSCH não só ficamos babando como também resolvemos falar um pouco sobre essa máquina antes mesmo do lançamento oficial do carro, que só será agora no começo de março, no Salão de Genebra. Mas a própria Lamborghini resolveu lançá-la, além disso, a montadora resolveu testar a receptividade com o público antes de ir para Suíça, e pelo visto, já foi um grande sucesso.
Esta máquina estava sendo aguardada apenas para 2014, porém, a montadora italiana resolveu tornar este sonho uma realidade, neste ano. E não é que o carro já chegou fazendo polêmica?! Foi criticado um protesto pela agência de proteção ambiental dos Estados Unidos devido ao índice exagerado de poluição e consumo de combustível. Mas aqui pra nós, acho que quem compra um carro deste, a última coisa que irá se preocupar é com o custo da quilometragem. O consumo de combustível chega na cidade a 21,4 litros/100 km. 


O sucesso do Aventador foi tão grande que a produção de no mínimo 12 meses já foi toda vendida. O modelo chega ao Brasil por R$ 2,8 milhões, e já conseguiu fechar a entrega de sete sortudos no começo de 2012, que já devem está circulando com a sua por aí. Você já parou para pensar nestes números? Enquanto a Lamborghini consegue embolsar quase R$ 20 milhões com a venda de 07 carros, uma montadora de carro popular precisa vender mais de 700 carros para chegar a este número.

O detalhe é que a Lamborghini pretende vender ainda 40 unidades do Aventador neste ano, dobrando os números do seu antecessor, o Murciélago. O novo “touro italiano”, como são chamados os carros da marca, acelera de zero a 100 km/h, em 2,9 segundos, atingindo a velocidade de 300 km/h, já que vem turbinado com o motor V12 de 6.5 litros e 700 cavalos de potência. Os dados são os mesmos do modelo coupe, assim, chegando a produzir 515 kW de potência e 690 nm de torque.



Acelerando o superesportivo, você conta com trocas seqüenciais de sete velocidades e tração integral, nas quatro rodas e os freios de cerâmica.  A carroceria é toda de fibra de carbono e com a charmosa porta gaivota. Outro ponto que a Italiana pretende se diferenciar dos modelos anteriores, Murciélago e Diablo, é no que se refere ao teto, a idéia do Aventador é não utilizar mais lona, e sim, um teto rígido móvel, sendo acionado por um botão, assim como a Ferrari Spider.
 

Aos interessados e com cacife para bancar esta brincadeira, basta ir na loja da Lamborghini do Brasil, que fica na Avenida Europa, em São Paulo, tendo o Grupo Itália responsável pelas importações. Há boatos que a montadora italiana está dando uma forcinha para os ricos brasileiros e estão permitindo o financiamento em até 60 vezes. Então pessoal, vamos aproveitar esta oportunidade, vai dizer que você não ficou com vontade de trocar seu carro?


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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

VAIDADE: Você em manutenção, os cuidados frequentes para uma boa aparência‏

Antes de vaidade, os cuidados com o corpo são uma questão de higiene pessoal. Assim como o carro que merece cuidados de manutenção periódica, nosso corpo também precisa. E assim como as mulheres, os homens precisam ter cuidados básicos para se manter bem apresentável. Afinal, já não somos mais homens das cavernas e precisamos ter o mínimo de vaidade e cuidado com nosso corpo. Se seu carro necessita de troca de óleo, polimento, lavagem... nosso corpo também. Cuidar dos cabelos, da pele e manter um corpo com boa aparência requer cuidados que vão além de um simples banho e escovação dos dentes. Essa rotina vai consumir apenas alguns minutos que  resultará em muitos elogios. Traçamos algumas dicas de cuidados fundamentais para você manter a carcaça em dia com o espelho. São cuidados diários, semanais e mensais que darão resultados imediatos.

Cuidar da aparência não é exclusivo das mulheres há muito tempo; os homens estão cada vez mais vaidosos e exigentes em relação à imagem. E o corpo do homem tem certas particularidades que precisam de mais atenção que o feminino. Por exemplo, você sabia que o homem tem muito mais glândulas sebáceas do que as mulheres? Por isso tanto pelo e oleosidade na pele da face, tórax e costas. Além disso, outro detalhe faz a diferença, o homem também tem mais glândulas sudoríparas, o que faz os homens suarem mais que elas.


SUA PELE AGRADECE
Por conta dos hormônios masculinos, a pele do homem é 25% mais espessa que a da mulher, possuindo mais colágeno e elastina. O que possibilita que processo de envelhecimento da pele aconteça de maneira mais lenta que o das mulheres. Porém essas características acarretam em poros mais abertos e na tendência à acne e proliferação de bactérias. Por esse motivo, o primeiro passo para ter uma pele bem cuidada, é lavar bem o rosto com um sabonete líquido facial, sempre que a oleosidade do rosto estiver excessiva.

Isso também reflete nos cuidados ao fazer a barba, por isso é imprescindível utilizar um creme de barbear para amaciar os pêlos, facilitando o deslizar da lâmina, sem danificar a pele. Cada vez que um homem se barbeia, remove a camada hidrolipídica, que protege a pele. Portanto, é essencial a escolha de um bom produto, que prepare a pele e minimize esse fato, evitando irritações e inflamações. Depois de fazer a barba, é importante lavar bem o rosto com água fria e aplicar um produto pós-barba no rosto e pescoço, que hidrata e suaviza a pele, além de auxiliar na cicatrização delaa e na renovação das células. Para isso o indicado são as loções pós-barba que estão disponíveis no mercado para vários tipos de pele, em versões creme e gel, proporcionando um efeito mais eficaz.


HORA DO BANHO
Com os cabelos o cuidado é o mesmo. Além do xampu, um bom condicionador é importante na hora de tomar um bom banho. Vamos a algumas dicas importantes para um banho perfeito: 1) Não demore muito no banho. A água não hidrata a pele, muito pelo contrário, resseca. O tempo ideal são 10 minutos. E se você costuma tomar mais de dois banhos por dia, o indicado é que o segundo seja uma ducha rápida. Não precisa reaplicar o xampu. 2) Cuidado na temperatura da água, água muito quente resseca o couro cabeludo e a pele, além de tirar sua proteção natural. 3) Escolha um sabonete hidratante e com óleos que evitem ressecamento da pele. 4) Na hora do banho comece pelo cabelo para que a sujeira escorra logo antes de você se ensaboar, depois passe para as axilas e genitais. 5) Use a mesma marca de xampu e condicionador, pois assegura os mesmos princípios ativos fiquem equilibrados e funcionem melhor.




APARANDO A "GRAMA"
Dome seus pelos! A retirada de pêlos rebeldes nas sobrancelhas, nariz e ouvidos também é um cuidado importante que se deve ter. Em geral a manutenção deve ser feita a cada 2 a 4 semanas. Nas sobrancelhas o ideal é usar uma pinça para evitar as terríveis “monocelhas”. Não é fazer as sobrancelhas, mas mantê-las em ordem e separadas. Já os pelos do nariz o ideal é tirar com o cortador elétrico sempre que os pelos começarem a ficar expostos. E no caso dos ouvidos use o mesmo aparador do nariz. Em geral, uma vez por mês. Já que estamos falando em pelos, não se esqueça de aparar os pubianos. Para fazer a manutenção, o recomendado é uma vez por mês. Ou sempre que achar necessário. Faça isso com máquina, ou caso não tenha, use tesoura mesmo (com cuidado). Ter um matagal entre as pernas não é nada sexy e não vai lhe render elogios, muito menos será sinal de masculinidade. Para falar a verdade, muitas mulheres acham um corta tesão. Na máquina o tamanho ideal é o nível 2. E lembre-se, deixando o pelo rente, dá um efeito ampliador, realçando a ferramenta.



Bem, esperamos que você não fique parado e siga nossas dicas. Afinal é importante passar uma boa aparência e se manter bem tratado. Seu corpo, e o espelho, agradece.

Fonte: Mens Health, GC, UOL

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MUSA: Gisele Fraga, a eterna Garota do Fantástico esbanja classe e beleza na TV e no cinema‏

Foi entre mergulhos no mar no quadro "As Garotas do Fantástico", que o grande público conheceu a bela modelo Gisele Fraga. Depois disso Gisele virou musa de uma geração e estrela de várias capas de revistas. Atiçando a libido masculina e a inveja feminina. Com muita classe, Gisele passou pelos anos e hoje a garota dos anos 80 cedeu espaço para uma mulher madura que ainda conserva sua beleza, seu bom humor e sua elegância que lhe eram peculiares. A modelo cedeu espaço para a atriz e hoje Gisele figura entre estúdios americanos onde recentemente participou do filme The River Murders, ao lado de astros como Ray Liotta e Christian Slater. Quando recebemos o convite para entrevistar Gisele, não pensamos duas vezes em aproveitar essa oportunidade de conhecer um pouco mais dessa mulher que se tornou uma referência de beleza e simpatia. E de quebra, ainda temos esse belo ensaio com nossa querida musa.

Gisele, você foi musa dos anos 80 quando surgiu no concurso Garotas do Fantástico, foi capas de várias revistas e virou sex symbol de uma geração. Como foi pra você viver esse momento? Arrepende-se de algo dessa época? Comecei a trabalhar muito jovem, uma criança. Eu ainda não tinha a menor idéia do que poderia ser virar uma sex symbol de uma geração. Eu queria trabalhar, ganhar o meu dinheiro e ter a minha independência financeira. Quando apareci no “Garota do Fantástico”, fui descoberta e trabalhei muito. Fiz inúmeras campanhas publicitárias, comerciais, catálogos, encartes, revistas e muita presença com desfile. Devido a ser uma das Garotas do Fantástico, era tudo muito normal.

Trabalhávamos todos os dias, éramos meninas responsáveis com hora para dormir, acordar e trabalhar. Não existia este assédio da imprensa como hoje em dia e eu não tinha um empresário focado em mim. As escolhas dos trabalhos eram feitas por mim mesma e pela minha agência de modelo. Eu vivia fazendo testes e mais testes. Acredito que arrependimento seria não ter tido um empresário para ter tomado conta da minha carreira e das decisões por trabalhos e ter dado um direcionamento maior e mais focado na minha carreira de atriz, enquanto eu ainda era uma menina. Hoje em dia, isso existe e naquela época, eu era muito nova e não pensava tanto no meu futuro. Queria viver o momento.


O que a juventude te deu fácil que a maturidade te cobra com mais fervor? Ficar com o meu corpo em forma. Antes, eu malhava uma semana, fazia uma dieta simples e perdia facilmente cinco quilos. Hoje em dia, ufa, é muito mais complicado! Sou preguiçosa!

Que qualidades você admira mais em um homem? Gosto de homens com caráter e personalidade fortes, honestos e com princípios arraigados. Tenho uma família grande de vários irmãos. Admiro todos eles em suas essências, principalmente quando sinto que o homem cuida de mim! Isso é natural quando o homem tem uma irmã!

Você que já viajou o mundo quase todo como turista, ano passado foi aos EUA participar de seu primeiro filme internacional ao lado de Ray Liotta e Christian Slater, The River Murders. Como foi essa experiência? Foi bem tratada pelos atores lá? Viajar é uma das coisas que mais amo fazer! Conhecer outros povos e outras culturas é fundamental para o crescimento humano. Você aumenta o seu ponto de vista sobre tudo. Fazer o filme foi fantástico! Contracenar com eles foi uma experiência muito enriquecedora em minha vida. Fui super bem tratada e muito feliz durante todo o processo.

Cavalheirismo ainda está em moda? Que atitudes um homem deve ter ao sair pela primeira vez com uma mulher para jantar e a primeira vez numa noite de amor? Claro, cavalheirismo sempre estará em moda, pelo menos, para mim. Sou uma mulher super romântica. Ser calmo, suave e tratar a mulher muito bem e com respeito já são, com certeza, muito importante em um primeiro encontro. Hoje em dia, as pessoas estão esquecendo os valores principais e éticos de ser Homem e também de ser a Mulher. Os valores estão invertidos e as mulheres muito audaciosas, fazendo tudo muito rápido. Homens com medo de se aprofundar em uma relação ou de já ser mal entendidos ou mal interpretados. Às vezes, não resta nem uma amizade, caso o encontro não tenha evoluído. O mundo está louco demais, rápido demais, tudo é para ontem. Sou mais tranquila, gosto de conhecer de verdade com quem estou saindo e se já é uma primeira vez que estamos saindo, é porque quando nos conhecemos rolou algo especial. Eu não sou uma mulher fácil! No meu caso, se já chegou a uma primeira noite de amor, com certeza é porque já tem tudo para dar certo, se não, nem chega lá. E mesmo no que diz respeito ao sexo, o homem tem que ser educado, calmo, suave e me querer e me desejar muito, se não, não rola. 


Por falar nisso, etiqueta sexual... quais os pecados que os homens devem se ligar para nunca cometer na cama? E que atitudes devem ter para impressionar a mulher? Quem sou eu para falar sobre isso? Esta resposta deixo para uma educadora sexual. (Risos) O que faz a diferença para mim, já esta na resposta acima. Quando você deseja de coração e de verdade, aí tudo flui!

Qual o estilo que mais te agrada num homem? Mais social, mais despojado ou mais fashion? Acho que existem varias ocasiões e dá para sair bem vestido em todos os estilos. Eu sou uma mulher que gosto de vestir o meu parceiro e dar palpites nas roupas. Adoro ver o meu homem vestindo um terno preto, camisa branca e gravata prata. Gosto do mais social, mas é muito bacana sair para dar uma volta no sábado de sol com ele de bermuda cargo marinho e uma camisa pólo bacana e de chinelos havaiana. Acho charmoso e chique ao mesmo tempo.

Existe cantada perfeita? Alguma já te deixou balançada? Sei lá... Cantada perfeita? Não me lembro de nenhuma agora para falar. Acho que uma primeira aproximação. Se não tem com haver uma apresentação, penso que a educação continua sendo a moeda de maior valor para se conquistar a atenção de alguém.

Onde é mais fácil te encontrar, numa balada, num restaurante ou num barzinho com amigos? Ou tudo isso junto? No teatro, nas livrarias, amo livros, na academia, em uma festa de amigos... Eu saio pouco na balada. Só quando estou muito a fim de dançar.
 


Fotos: Wagner Carvalho
Agradecimento: Mônica Hing – GMP Assessoria de Imprensa
Agradecimento especial a Gisele Fraga


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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ROTEIRO: Nova York, oito bares para curtir a capital do jazz‏

O Jazz é um ritmo tipicamente norte-americano, já que nasceu nos Estados Unidos por volta do século passado, mas precisamente em New Orleans. O estilo musical começou nas comunidades negras, que misturavam as tradições musicais, utilizando todos variados tipos de instrumentos. Vale também frisar que por conta da aceitação no mundo, o Jazz se adaptou a muitos estilos locais, ganhando uma infinidade de variedades melódicas, como o Jazz latino, por exemplo. Desde que os melhores músicos de Chicago migraram para Nova York, na década de 1920, a megalópole se tornou a “Meca” do Jazz, abrigando quase todos os seus estilos dos últimos setenta anos, tornando-se a capital do Jazz. Hoje em dia é possível encontrar opções por toda parte e para todos os bolsos, das sofisticadas casas no Village, como a Blue Note, aos bares mais antigos e aconchegantes do Harlem. Fizemos uma pequena lista para quem pretende visitar a Big Apple e é fã deste estilo musical incrível. Enjoy it!




55 BARA primeira parada é no 55 Bar, que funciona desde 1919, recebendo sempre os nomes mais importante do Jazz e do Blues. O local é um daqueles clubes pequenos que vemos em filmes, aconchegante e com jeito de antigo. A rusticidade do lugar conta com um grande balcão e uma luz baixa dando uma atmosfera mais intimista. O esquema no 55 Bar é bem simples: você paga US$ 10,00 pela apresentação e precisa consumir no mínimo duas bebidas, entretanto, se você ficar a noite toda consumirá mais que isso, ainda mais embalado pela música que é de primeira qualidade. Site: http://55bar.com/
Endereço: 55 Christopher Street 7th Avenue



ARTHUR´S TAVERN NYC A “Taverna do Arthur” diverte o público desde 1937, com muito Jazz e Blues. O local é uma boate reconhecida internacionalmente num edifício histórico em West Village, coração de Nova York. Por lá, todos os estilos de Jazz, blues, Rhythm & blues e música Jazz Dixieland, todas as noites da semana, alias, dizem que é a casa tem a melhor noite de segunda-feira da cidade, com o Grove Street Stompers Dixieland Jazz Band. Site: www.arthurstavernnyc.com
Endereço: 57 Grove Street


BIRDLAND JAZZO local foi simplesmente descrito como a ‘’Esquina do Jazz do Mundo’’ por Charlie Paker, não só pela casa, mas também pela excelente qualidade dos shows. A Birdland, recebeu este nome em homenagem a Charlie, mestre do saxofone, que era conhecido como “BIRD” . Desde o ressurgimento do clube, da cidade de Manhattan foi tratado para alguns dos melhores jazz do planeta, incluindo os conjuntos memoráveis de músicos como Oscar Peterson, Pat Metheny, Diana Krall, Roy Haynes, Legrand Michel, Dave Brubeck, Pat Martino, Tony Williams, Hank Jones, Michel Petrucciani, Maynard Ferguson, Freddie Hubbard, Marian McPartland, John Pizzarelli, Kurt Elling, Joe Lovano, McCoy Tyner, Michael Brecker, Clark Terry, Ron Carter, Jon Hendricks, George Shearing, James Moody, Yellowjackets, John Scofield, Phoebe Snow, Dave Holland, e Tito Puente, bem como as grandes bandas de Chico O'Farrill, Duke Ellington, Toshiko Akiyoshi, e Maria Schneider. Além disso, Birdland é o lar de tais eventos musicais populares como o Festival de Jazz de NYC.
Site: http://www.birdlandjazz.com/
Endereço: 315 West 44th Street [btwn. 8th and 9th]


BLUE NOTE JAZZÉ um dos mais refinados restaurantes e clubes de Jazz de Nova York, com filiais em Milão, Tokyo e Nagoya. A tradição da casa é revelar novos talentos do Jazz como Sarah Vaughn, Lionel Hampton, Dizzy Gillespie, Stanley Turrentine, Oscar Peterson, Ray Brown, and Tito Puente, os quais chamavam o Blue Note Jazz de “minha casa”. Não se surpreendam se nomes como Stevie Wonder, Tony Bennett, Liza Minelli, ou Quincy Jones forem chamados para cantar ao vivo no palco, porque eles costumam a frequentar o espaço e sem aviso dão aquele pocket show.
Site: www.bluenote.net/newyork/index.shtml
Endereço: 131 West com 3rd Street e 6th Avenue 



SMALLS JAZZ CLUBA casa conta com apresentações de pelos menos três bandas diferentes por noite, o interessante, é que lá, você pode levar sua própria bebida e quem chega cedo não paga entrada. Há nomes com Myron Walden, tocando sax, Bem Wolfe e Spike Wilner. Vale a pena conferir o site oficial que é bem legal para conferir a agenda. Site: http://www.smallsjazzclub.com
Endereço: 183 West 10th Street [7th Avenue]

SMOKE JAZZ CLUBLocalizado no Harlem, Smoke Jazz e Supper Club Lounge apresenta o que tem de melhor no mundo do Jazz, todos os dias da semana. Mesa à luz de velas, cadeiras com assento de veludo, luminárias antigas e um histórico bar, criam um ambiente onde o Jazz está devidamente caracterizado e ganhando vida. O som acústico é excelente e envolvente. Complementando o som perfeito do Jazz Clássico, o Bistrô serve pratos típicos da culinária americana assinados pela elogiada chefe Patrícia Williams. Um bom programa para os olhos, ouvidos e o estômago. Site: http://smokejazz.com
Endereço: 2751 Broadway [106th St]

SWING 46A Swing também é lotada sete noites por semana, com bandas ao vivo. Uma particularidade desta casa, é que ela é uma das poucas que ainda exige o dress code cocktail, e não permite a entrada com jeans ou tênis. A comida também é de primeira, com um menu muito sofisticado, com saladas, ostras e comida orgânica. O preço da entrada varia entre U$$7,00 e U$$12,00.
Site: http://www.swing46.com
Endereço: 349 W. 46th Street [Entre a 8th & 9th Aves.]

VILLAGE VANGUARDO clube Vanguarda abriu as portas em 1935, e ainda possui uma excelente atmosfera, vibrante e cheio de energia, como nos tempos de origem. As noites são agitadas com a orquestra Vanguard Jazz, iniciada por Thad Jones e Mel Lewis, como há mais de 33 anos atrás. O pianista Tommy Flanagan fecha a noite com chave de ouro. O preço da entrada chega a no máximo U$$ 30,00. Site: http://villagevanguard.com/
Endereço: 178 Seventh Ave. [próximo da 11th St.]

Agora você já pode ficar ligado na próxima ida a Nova York, pois conhecer quaisquer destas casas, é também entender um pouco da história da cidade. E para finalizar em grande estilo, vamos escutar um pouco de um dos melhores cantores de Jazz que já existiu e que é a cara de New York, Frank Sinatra.



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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA: Rodrigo Teixeira, o novo mago dos efeitos visuais é brasileiro e conta sua trajetória‏

Antes de qualquer coisa, a idéia do homem de capa da MENSCH é trazer um cara que seja um exemplo em sua profissão. Um homem que chegou lá e tem uma bela história de vida pra contar. Pois bem, nosso entrevistado da semana, o técnico de efeitos visuais Rodrigo Teixeira, é o tipo ideal para ser nossa capa. Além de uma referência no seu campo de atuação, tem uma bela história que serve de exemplo pra muita gente. Uma história de perseverança, dedicação e sonhos. Sua trajetória profissional começou há pouco mais de 11 anos atrás quando numa sala de cinema em Porto Alegre, ao terminar de assistir o filme Independence Day, descobriu onde gostaria de chegar: do outro lado da tela. Foi assim que começou a sua jornada até mudar-se para Califórnia e depois de muita ralação está aqui às vésperas de mais um consagrado trabalho ser indicado ao prêmio maior da indústria do cinema, o Oscar. O filme da vez é o recordista de indicações desse ano, “As Invenções de Hugo Cabret”, de Martin Scorcese, que levou 11 indicações, inclusive de efeitos visuais. Trabalho que coube a Rodrigo e seus colegas mais uma vez. Bem, melhor mesmo é ler a entrevista e conhecer um pouco mais desse cara que está fazendo toda a diferença em Hollywood e se tornou um novo mago dos efeitos visuais da atualidade.

Independence Day é um filme de ficção sobre a união das nações para salvar a humanidade e foi também o filme que te inspirou. Não é uma ligação bacana que tenha sido justamente a união dos seus amigos que fez você superar as primeiras dificuldades quando seguiu seu sonho e foi para os EUA? Acho interessante a maneira de como conheci cada um dos meus amigos que tive a oportunidade de trabalhar nesses últimos 11 anos. Primeiro conheci o Ben que me levou na fogueira na praia para conhecer o Volker Engel, depois o Adam Watkins e o Brandon Davis (o Brandon não pode estar conosco no Hugo porque estava trabalhando no Adventures of Tintin na Nova Zelândia) e o Alex Henning durante o Ring of the Nibelung que depois acabou me levando para o Sin City. Fico muito feliz por ver cada um deles evoluindo cada vez mais e tudo isso torna o nosso trabalho muito mais agradável. Ainda sobre Independece Day... Sabe quando algo chama você? Quando eu vi o logo da Fox, antes do filme, tive uma sensação estranha. Ainda não entendia o que era. O que pensei foi: 'Como eu faço para sair daqui e ir para trás da tela? Estou sentado nesta cadeira, vendo um filme em Porto Alegre. Mas qual é a distância até o outro lado?' Senti que tinha de sair, fazer algo acontecer. Foi quase como uma paranóia: 'Para onde vou? O que faço?' Fiquei obcecado. 


Rodrigo, como foi no início nos EUA? Que dificuldades enfrentou? Foi difícil. Sempre que ia viajar, alguma coisa acontecia. Sempre algo relacionado a dinheiro. Eu juntava a grana e tinha de usar para alguma outra coisa. Então, em 26 de fevereiro de 2001, durante o Carnaval, fui para São Paulo e finalmente embarquei para Los Angeles, com apenas 500 dólares no bolso. Fui morar em West Hollywood, na casa de um ex-vizinho (também Rodrigo) de Porto Alegre que trabalhava no famoso restaurante brasileiro Bossa Nova. Rodrigo Dorsch era gerente e disse que talvez pudesse conseguir um trabalho para mim. ''No primeiro dia eu já gastei 150 dólares. Fui a lugar onde se faz cópia de fitas e fiz cópias do meu material. No dia seguinte, outro amigo que estava visitando o Rodrigo me mostrou onde ficavam os ônibus. Todos os lugares em que eu queria ir ficavam em Santa Mônica.


Então, coloquei as fitas na mochila, e aí começou a história. Estava sozinho, debaixo da sola do sapato do bandido. Às vezes pensava no que estava fazendo com a minha vida. Se você olhar o tempo em fevereiro de 2001, vai ver que choveu quase o mês inteiro. E não chove nunca em Los Angeles. Eu caminhei mais da metade dos dias na chuva. Saía de West Hollywood com os endereços dos lugares que tinha de ir, e nada disso era programado, eu ia e batia na porta. Não tinha celular, então ligava com moedinhas de um orelhão em um shopping. Contava uma historinha sobre ter vindo do Brasil e perguntava se podia entregar meu material. Às vezes parava na praia e tinha de caminhar até 30 quadras até o local aonde desejava chegar.

Como foi descoberto? Como surgiu o primeiro emprego? Depois de ralar o dia inteiro, eu só ia para casa de madrugada e no dia seguinte começava de novo. Então passei por um lugar na Sunset Boulevard e comecei a ler os serviços que o estabelecimento prestava. Computação gráfica era um deles. Apesar de não ser o que eu estava procurando, resolvi bater na porta para deixar minha última fita. Quando abriram, eu comecei a falar o texto que dizia em todos os lugares em que pedia trabalho. Dessa vez, quando disse que era do Brasil, uma mulher me puxou pelo braço dizendo que eu estava atrasado. Sem entender, esperei na recepção até que um homem chegou e me abraçou dizendo que estava feliz em me ver. ''Como tá o Marcelo?'', Quando perguntei quem era Marcelo, o homem falou que Rodrigo era muito engraçado. Em seguida, disse que eu poderia começar na segunda. Assustado, finalmente perguntei o que estava acontecendo e o homem explicou que, no dia anterior, um amigo do Rio de Janeiro havia ligado dizendo que um cara do Brasil iria bater na porta pedindo emprego e que precisava ajudá-lo. 

Eu mal conseguia acreditar. Durante os anos de 2001 e 2002, fiz somente trabalhos pequenos. Daí eu conheci um cara que ficou meu amigo, Ben Grossmann. Um dia, Ben me ligou e disse que ia ter um luau na praia e que eu tinha de ir, pois teria uma galera de cinema que eu precisava conhecer. Chegamos ao luau e um cara de barba começou a perguntar quem eu era, o que eu fazia. Falaram que eu era do Brasil e ele queria saber minha história. Disse que estava tentando realizar um sonho, mas não queria falar na frente de todos. Ele insistiu e eu contei que assisti a Independece Day e isso mudou minha vida. O cara só me respondeu: 'Engraçado, esse filme também mudou minha vida. Foi meu primeiro Oscar.' Ele era Volker Engel, supervisor de efeitos visuais do filme. Um ano depois, Volker me ligou e me ofereceu um trabalho, um filme pequeno. No meio desse filme apareceu a oportunidade para fazer outro, de um amigo dele, que precisava de algumas mudanças. O filme era O Dia Depois de Amanhã e o diretor era Roland Emmerich, o mesmo de Independece Day.
 


Os Nibelungos têm algo de especial pra você? É um projeto muito especial pra mim, pois foi a minha primeira grande chance de fazer efeitos em um filme e foi através desse que surgiu a oportunidade de fazer "O Dia Depois de Amanhã".

E como foi essa história de cair num buraco? Num desses dias, eu estava caminhando em um beco, todo molhado, sujo de barro. De repente pisei em um buraco, caí e machuquei minha perna. Quando saí do buraco, cheio de barro e folhas, percebi que havia perdido o papel com os endereços. Comecei a chorar. Eu precisava dos endereços para o resto do dia e ainda eram 9h da manhã. Para um cara que estava controlando o dinheiro do ônibus, era o fim. Esse negócio doeu bastante e eu voltei caminhando. Mesmo que tivesse o papel, não poderia chegar aos lugares assim. Lembro de passar pela Universal Music, pela MTV e pensar: 'Eu estou aqui na frente de todos esses lugares bacanas, mas nem sei se vou conseguir fazer parte disso'.''
 

Algumas cenas de "Superman Returns" foram cortadas depois do preview por não ter aceitação do público. Foi uma frustração pra você? 
Na época foi, pois trabalhamos uns três meses em quase 15 minutos de filme onde o Superman volta a Krypton, mas no final o filme ficava com mais de três horas então a seqüência inteira foi cortada. Eu escutei falar que a Warner tinha soltado esse material numa edição especial recentemente e estaria até no youtube, mas não quis ver, pois o material nunca foi finalizado por completo.

Arrepende-se de ter "largado" o basquete pelo cinema? Não me arrependo, mas gostei muito e até certo ponto da minha vida tinha certeza que o basquete seria o meu futuro. Tive certeza até à tarde que fui ao cinema assistir o Independence Day! (risos)

"Keep Walking". Mais que um slogan, um mantra pra você? 'No caminho que eu fazia no início, tinha um billboard do Johnny Walker que dizia 'Keep Walking'. Eu lembro de que quando via essa propaganda, sentia que estava no caminho certo, que precisava continuar caminhando. Todos os dias torcia para chegar logo ali, para ler aquele billboard e me sentir melhor. Cada vez que passo por desafios ou momentos difíceis lembro-me de "keep walking" e o quanto isso ajudou na conquista do meu sonho. Como diz o meu pai, a vida é um quebra cabeça e as pecas com tempo vão se acertando, portanto "continue andando"!
 


"Ninguém vai tirar minhas vitórias emocionais de mim. Eu me lembro das caminhadas, do dia em que caí no beco. Sempre me lembro desses momentos e da garra que eu tinha durante aqueles dias. São as coisas que me fazem vencer, que me fazem continuar caminhando.'' Não esquecer das dificuldades torna cada vitória mais saborosa? Não esquecer as dificuldades ajuda a manter o equilíbrio e dar o valor merecido às conquistas sem deixar isso subir a cabeça. A vida é uma montanha russa cheia de altos e baixos, portanto precisamos aprender com cada derrota e usar essa energia como base para fortalecer nossas vitorias.

O que em "Alice" foi mais difícil e mais prazeroso de se fazer? Em Alice eu tive a oportunidade de trabalhar na sequência onde ela atravessa o pântano pisando nas cabeças decapitadas pela rainha. O mais difícil foi lidar com a escala dela em estéreo 3D, mas foi um projeto artisticamente tão rico e a iluminação foi tão linda que tiramos isso de letra. Trabalhar em um time de amigos torna tudo mais fácil e prazeroso.

3D, palavrinha mágica pra você ou palavrinha que permite você realizar mágica para outras pessoas? No inicio era uma palavra mágica pra mim, hoje o que me dá mais prazer é criar mágica para as outras pessoas, saber que eu fiz parte de algum sentimento bom que você teve ao sair do cinema, mesmo que ninguém nunca saiba quem somos e como foi feito.
 


Como é isso de você inserir "pequenas assinaturas" suas nos filmes, como O “T” na placa do carro de Bruce Willis em "Sin City"? Isso começou de uma forma engraçada durante o Day After Tomorrow quando o diretor Roland Emerich pediu para colocar um logo da NASA na estação especial perto da câmera. No dia seguinte eu tinha colocado o logo do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e não falei nada. Quando entramos no cinema para mostrar a cena ele apontou na tela com um laser e perguntou o que era aquilo. O Volker Engel respondeu... O Rodrigo é brasileiro e colocou o logo do INPE ali e o da NASA mais pro lado menor. O Roland só respondeu: ótimo! Nada mais justo já que a estação é internacional! Cada filme foi assinado por nós de uma forma engraçada ao ponto que no 2012 fui inserido na cena de destruição de Los Angeles onde estou no meio da rua tentando escapar da freeway que desaba!! (risos)
 
Consultoria tecnológica em mais diversos setores, como surgiu essa nova área de atuação profissional? No final do Superman em 2006 e decidi tirar umas férias de efeitos visuais e queria explorar outras áreas onde poderia aplicar a tecnologia que usamos em cinema. Uma das grandes vantagens de trabalhar em uma área tão criativa e técnica é que você tem acesso a tecnologias que só vão entrar no mercado daqui alguns anos. Portanto comecei a aplicar isso em outros setores (financeiro, saúde, militar, aeroespacial, educação, museus, óleo e gás, segurança, cassinos, etc...). Hoje isso traz um bom equilíbrio com os filmes e a mudança de terreno criativo me mantém afiado. 


O Brasil só nas férias ou tem planos de voltar a morar e trabalhar aqui? Não tenho planos de morar agora pelo rumo que a minha vida tomou aqui, mas nunca se sabe, sempre estou de portas abertas para futuras oportunidades e mantenho um contado quase que diário com os amigos daí. Há anos atrás tive a oportunidade de trazer os meus pais pra cá e isso fez toda a diferença já que é o alicerce do meu caráter.

Trabalhar ao lado de grandes atores e mitos do cinema como Martin Scorcese ainda dá um frio na barriga ou o mito já se desfez e virou apenas colega de trabalho? Isso é estranho, porque sempre a ficha só cai depois que o projeto vai aos cinemas e você começa ver os cartazes na rua e a repercussão do filme. Estamos tão focados durante a produção e temos uma responsabilidade tão grande que não tem espaço para tietagem. Normalmente o frio na barriga só vem quando você esta dentro do cinema na estréia, escondido no fundo esperando a reação do publico.

O que você pode nos contar sobre Hugo, que você filmou com Scorcese? O Hugo foi um projeto de efeitos invisíveis em grande escala, algo que eu já queria fazer há anos. Foi difícil para nós no começo fazermos essa roda toda começar a andar, já que tínhamos por volta de 500 pessoas espalhadas em nove países. Mais uma vez eu tive a oportunidade de trabalhar com o mesmo grupo de amigos lá do começo (Ring of the Nibelung) e isso sempre torna tudo muito mais fácil. O Ben Grossmann (que esta concorrendo ao Oscar), Adam Watkins e eu ficamos aqui em Los Angeles montando todo esse quebra-cabeça, enquanto o nosso outro amigo Alex Henning (que também concorre ao Oscar) ficou em Londres comandando toda a operação Européia. Desde o começo já sabíamos que seria grande o desafio de fazer um filme 3D de efeitos que fosse confortável para os olhos, mas no final todo o trabalho durou quase 14 meses, valeu a pena. Ficamos muito felizes com as 11 indicações ao Oscar.

Você é um homem realizado? O que deseja do futuro? Se pudesse, naquele cinema em POA com 19 anos, abrir uma porta no tempo falar com o Rodrigo de 35 anos de hoje. Nunca iria imaginar que já aos 28 teria realizado os meus sonhos em cinema. Portando sou realizado e muito grato por todas as dificuldades que passei ate hoje e mais feliz ainda por ter as pessoas que amo por perto acompanhando toda essa jornada. Do futuro eu desejo estar aberto para percorrer novos caminhos nunca esquecendo dos princípios que me ajudaram a conquistar o sonho que hoje é minha realidade. Em momentos difíceis da minha vida eu li essa frase da Eleanor Rosevelt que resume muito bem essa minha jornada pela busca dos sonhos. "O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos"
 


Assista o making of completo do filme "As Aventuras de Hugo Cabret":



Fotos: Capa: Lewis Payton http://www.lewispayton.com/
          Ensaio no Griffith Observatory em Cinemascope: Andre de Souza  
Makeup: Bruna Nogueira e Tina Soares-Sherer
Rodrigo veste: Ermenegildo Zegna
Agradecimentos: Paramount Pictures


 


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CINEMA: Os homens do Oscar 2012 indicados para Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante‏

Esse ano o páreo está duro, pois todos os indicados ao prêmio de Melhor Ator têm uma larga experiência nos mais variados estilos de filmes. E claro, não falta talento à esse time de astros de Hollywood. Por isso mesmo esse ano está bem complicado apontar um vencedor. Até porque muitos dos filmes ainda nem estrearam aqui no Brasil. Os cinco indicados ao Oscar de Melhor Ator tem perfís bem variados e experiências muito distintas, além de nacionalidades variadas. Alguns apostam entre o francês Jean Dujardin e o queridinho de Hollywood George Clooney, pendendo para o francês, que ganhou os prêmios do Sindicato dos Atores e o Globo de Ouro. O problema é que Clooney também ganhou o Globo de Ouro, que separa a premiação entre comédia e drama. Sem falar no grande Gary Oldman, dos melhores atores de sua geração, que nunca havia sido sequer indicado e está magnífico em “O Espião que Sabia Demais”. Por outro lado, se for para acertar as contas com o passado, Clooney já foi indicado quatro vezes, três como melhor ator (venceu o de coadjuvante por “Syriana”) e Brad Pitt, também na terceira indicação, tem chances. Talvez o que tenha as menores chances seja o mexicano Demián Bichir, que segundo a crítica, estaria tomando o lugar que por justiça seria de Leonardo DiCaprio. Enquando a decisão não vem, vamos conhecer um pouco mais sobre cada participante.

Começando por George Clooney, 50 anos, que já teve cinco indicações ao Oscar, venceu uma de Ator Coadjuvante em 2006 por Syriana, e concorreu como Diretor, Roteiro Original, Roteiro Adaptado e Ator, Clooney é um dos astros mais queridos da atualidade. Com carisma e simpatia, Clooney é elogiado por atores, diretores e por sua enorme legião de fãs ao redor do mundo. Um ícone do cinema e de masculinidade dos dias de hoje. Filho de um apresentador de TV, quando criança acompanhava o pai nos estúdios com apenas 5 anos. Abandonou sua carreira de jornalista de TV e foi trabalhar como ator no programa “Academia de Combate” em 1986. E foi justamente na TV que o sucesso descobriu Clooney, no seriado ER interpretando o Dr. Doug Ross, onde ficou de 1996 até 2000. Com o sucesso do personagem, Clooney largou a TV e foi se dedicar a sua carreira no cinema, onde fez seu primeiro filme de destaque, “Um Drink no Inferno” em 1996. Hoje em dia além de atuar em frente às câmeras, dedica-se, esporadicamente ao trabalho de diretor, como nos filmes Confissões de Uma Mente Perigosa e em Boa Noite e Boa Sorte, pelo qual foi indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar de melhor diretor em 2006.


Em sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Ator (a 1ª foi pelo filme "O Curioso Caso de Benjamin Button"), Brad Pitt, 48 anos, vem acumulando prêmios ao longo desses 25 anos de carreira completados esse ano. Seu nome já foi garantia de bilheteria gorda em inúmeros filmes de sucesso mundial como Lendas da Paixão, Seven, Clube da Luta e Doze Homens e Um Segredo. Brad tem lutado ao longo desses últimos anos de carreira por produções mais caprichadas e papéis que possam explorar seu potencial como ator. Nascido em Oklaroma (EUA), chegou a cursar Jornalismo, Propaganda e Publicidade onde largou o curso à duas semanas da formatura para ir para Califórnia com a idéia de se tornar um astro do cinema. De fato Brad conseguiu alcançar esse sonho, mas até lá percorreu um longo caminho onde chegou a trabalhar de motorista e servente em uma cadeia de fast-food para se manter. Depois de algumas pontas em programas de TV e pequenas produções para o cinema, sua primeira grande chance veio com o filme “Thelma e Louise”, onde atuou junto a Geena Davis, substituindo o ator William Baldwin, que recusou o papel para fazer "BackDraft - Cortina de Fogo." Essa participação rendeu o convite do ator Robert Redford para participar do filme “Nada é Para Sempre”, que terminou impulsionando sua carreira ao esperado estrelato. Outro marco no seu início de carreira foi o gordo cachê de 8 milhões de dólares pelo filme Lendas da Paixão. De lá pra cá inúmeras produções de sucesso e outras de gosto duvidoso. Em 1995 foi eleito pela revista People o Homem Mais Sexy do Mundo, título que iria se repetir em 2000. Em 2005 casou-se com a atriz Angelina Jolie e protagonizam o casal mais belo de Hollywood (como são apontados pela mídia mundial). 

O azarão da noite pode ser o ator mexicano Demián Bichir, de 48 anos, um veterano em sua terra natal e quase um estreante em Hollywood. Filho de atores, iniciou sua carreira aos 14 anos fazendo novelas. Seu primeiro longa-metragem foi “Escolhas do Coração” em 1983. Seguiu por alguns anos em produções para a TV mexicana e filmes no México, Espanha e Estados Unidos. Seu primeiro filme americano foi “No Tempo das Borboletas”, ao lado da atriz Salma Hayek em 2001. Seu filme "Sexo, pudor y Lágrimas" (1999) quebrou recordes de bilheteria no México e se tornou o filme número 1 filme mais visto na história do cinema mexicano. Mas o grande público só ficou conhecendo mesmo o talento de Demián no seriado Weeds do canal Showtime, onde participou da quinta e sexta temporada. Foi ao lado de atores consagrados internacionalmente como Penélope Cruz, Victoria Abril e Gael Garcia Bernal que ganhou um prêmio no MTV Awards em 2003 por Bendito Inferno. Seguindo sua carreira de sucessos, Demián participou em 2008 da superprodução Che e agora em 2012 recebe a indicação de Melhor Ator com o filme “Uma Vida Melhor”. 

Com mais de três décadas de cinema, o consagrado ator Gary Oldman, 53 anos, por incrível que pareça nunca foi indicado ao Oscar até ser esse ano. Oldman começou sua carreira estudando arte dramática de maneira aprofundada na Britain's Brufford Rose Drama College, não se formando apenas como ator mas também saindo bacharel nessa área no ano de 1979. Sua estréia no cinema foi em 1981, mas só 10 anos depois foi que Hollywood descobriu seu talento ao participar do filme em JFK - A pergunta que Não Quer Calar, filme dirigido por Oliver Stone, no qual interpretava Lee Harvey Oswald, o homem que atirou e matou o presidente John Kennedy. A partir daí, sua filmografia foi crescendo e sua atuação sendo vista como impecável pela crítica especializada. Sucessos de bilheteria como Harry Potter, Batman (Begins e Cavaleiro das Trevas) e Drácula de Bram Stoker só tornaram seu talento ainda mais popular diante do grande público. Porém não o suficiente para a academia do Oscar lhe indicar anteriormente. Alguns críticos dão como certo que será dele o Oscar desse ano como uma forma de recompensar os anos em falta com o ator. 

Por fim o ator francês, Jean Dujardin, de 39 anos, que tem dado o que falar por sua explêndida atuação em O Artista. Jean, nascido nas redondesas de Paris, onde começou a contemplar a carreira de ator alguns anos depois enquanto servia o serviço militar obrigatório. Ele chamou a atenção quando apareceu no show de talentos francês Graines de Star em 1996 como parte do grupo de comédia Nous Nous C, que foi formado por membros do teatro Carré blanc. Logo após estreou na TV em seriados que revelaram seu potencial como o que o levou a participar de seu primeiro filme no cinema, Uma L'Abri des Indiscrets Respeita, em 2002. Em 15 de janeiro de 2012, Dujardin ganhou um Globo de Ouro de Melhor Ator - Musical ou Comédia Picture Motion. E ainda faturou o prêmio do Screen Actors Guild de Melhor Ator e o BAFTA também como Melhor Ator. Ainda esse ano Dujardin irá aparecer em Les Infidèles, que se prepara para lançar ainda esse mês na França e seu próximo projeto é o remake de Claude Berri 's Moment Wild One (Un momento d'égarement) em que ele vai estrelar ao lado de Vincent Cassel.

ATORES COADJUVANTES 2012

Esse ano a estatueta do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante será disputada entre quatro veteranos e um novato. São eles Kenneth Branagh por "Sete Dias com Marilyn" (My Week with Marilyn - 2011), Max von Sydow por "Tão Forte e Tão Perto" (Extremely Loud & Incredibly Close - 2011), Christopher Plummer por "Toda Forma de Amor" (Beginners - 2010), Jonah Hill por "O Homem que Mudou o Jogo" (Moneyball - 2011) e Nick Nolte por "Guerreiro" (Warrior - 2011). Todas as apostas e críticas apontam Christopher Plummer como o vencedor dessa categoria. Por sua atuação como o homem que resolve assumir sua homossexualidade no fim da vida, Plummer vem derrotando seus concorrentes na maioria das premiações desse ano. Se alguém parece ter força para derrotá-lo é Max von Sydow, que teve um desempenho maravilhoso em "Tão Forte e Tão Perto". Outro indício de que as apostas podem se concretizar é o fato de Plummer já ter ganhado o Globo de Ouro e o SAG Awards na mesma categoria. 

Kenneth Branagh - O ator irlandês mais conhecido por suas adaptações das obras de William Shakespeare, Branagh começou a carreira em uma participação não creditada em "Carruagens de Fogo" (Chariots of Fire - 1981) e seguiu trabalhando na televisão até se destacar no cinema em "Henrique V" (Henry V - 1989), filme pelo qual recebeu suas primeiras indicações ao Oscar, nas categorias de melhor direção e melhor ator. Essa é a sua quinta indicação ao Oscar, a primeira como ator coadjuvante.

Max von Sydow - Ator sueco que estreou no cinema em 1949 em "Bara en mor" (Idem - 1949). Participou de inúmeras produções tanto no cinema europeu, quanto no americano. Entre os mais populares estão: "O Exorcista" (The Exorcist - 1973), "Conan, o Bárbaro" (Conan the Barbarian - 1982), "007 - Nunca Mais Outra Vez" (Never Say Never Again - 1983), etc. Tornou-se conhecido das gerações mais novas com papéis em filmes, como "Minority Report - A Nova Lei" (Minority Report - 2002), "O Escafandro e a Borboleta" (Le scaphandre et le papillon - 2007), "Ilha do Medo" (Shutter Island - 2010) e na série de TV "The Tudors" (Idem - 2007 - 2010). Essa é a sua segunda indicação ao Oscar. A primeira foi na categoria de melhor ator em 1989 por "Pelle, o Conquistador" (Pelle erobreren - 1987).
 
Christopher Plummer - Mais conhecido como Capitão Von Trapp de "A Noviça Rebelde" (The Sound of Music - 1965), o ator canadense tem 59 anos de carreira e mais de 190 trabalhos no cinema e na TV. Nunca teve o reconhecimento merecido, mas nos últimos anos tem se destacado e chamado a atenção das gerações mais novas com seus papéis em filmes como "O Informante" (The Insider - 1999), "Uma Mente Brilhante" (A Beautiful Mind - 2001), "A Última Estação" (The Last Station - 2009) e mais recentemente "Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres" (The Girl with the Dragon Tattoo - 2011). Consagrado também no teatro, eventualmente trabalha como dublador de filmes animados.
 
Jonah Hill - O mais novo entre os concorrentes, o ator começou em pequenos papéis no cinema em "Huckabees - A Vida é Uma Comédia" (I Heart Huckabees - 2004) e "O Virgem de 40 Anos" (The 40 Year Old Virgin - 2005). Participou de vários filmes e programas de televisão, inclusive como dublador de animações como "Horton e o Mundo dos Quem!" (Horton Hears a Who! - 2008) e "Como Treinar seu Dragão" (How to Train Your Dragon - 2010). Não teve nenhum desempenho significativo, mas surpreendeu em "O Homem que Mudou o Jogo".


Nick Nolte - Começou a carreira nos estúdios Disney participando de um episódio da série de televisão "Aventura Disneylândia" (Disneyland - 1954 - 1990). E foi na televisão que ganhou notoriedade com seu papel em "Rich Man, Poor Man" (Idem - 1976). Mas foi na década de 1980 que sua carreira deslanchou comercialmente com "Um Vagabundo na Alta Roda" (Down and Out in Beverly Hills - 1986). Entrou nos anos de 1990 trabalhando em produções renomadas como "Cabo do Medo" (Cape Fear - 1991) e o "Óleo de Lorenzo" (Lorenzo's Oil - 1992). Recebeu duas indicações ao Oscar de melhor ator por "O Príncipe das Marés" (The Prince of Tides - 1991) e "Temporada de Caça" (Affliction - 1997).
FONTE:
www.sidneyrezende.com

OUT OF CHARACTER 

Essas fotos que ilustram com perfeição essa matéria são do grande fotógrado Douglas Kirkland, que à pedidos da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas apresentou recentemente a exposição "Out of Character", com retratos dos nomeados deste ano. As fotos exclusivas foram expostas ao público dia 11 de fevereiro na Grand Lobby da Academia, em Beverly Hills. Kirkland fotografou todos os atores e atrizes eleitos desse ano como melhor ator/atriz e melhor ator/atriz coadjuvantes. Ao todo são 20 retratos distintos, de formato grande que estarão em exposição até 18 de março. Em uma galeria online apresenta todos esses retratos, juntamente com cenas por trás dos clicks, tudo disponível no site oficial do Oscar: www.oscar.com.
 
Após a exposição, os retratos se tornarão parte da coleção da Academia na Herrick Library. Kirkland tem feito retratos de astros e estrelas do cinema há mais de cinco décadas, imortalizando lendas como Elizabeth Taylor, Marilyn Monroe, Orson Welles, Audrey Hepburn e Paul Newman. Também conhecido como fotógrafo dos sets de filmagens, ele já trabalhou em mais de 100 filmes, incluindo "The Sound of Music", "Out of Africa", "Titanic" e "Moulin Rouge". Recentemente viajou para a Austrália para fotografar o novo filme de Baz Luhrmann, "O Grande Gatsby", com lançamento previsto para este ano.

"Out of Character" está aberta de terça a sexta das 10 da manhã às 5 da tarde e nos fins de semana a partir de meio-dia às 6 PM, a entrada é livre. A Galeria do está localizada na sede da Academia na rua Wilshire Boulevard, 8949, em Beverly Hills.

O Oscar será apresentado no domingo, 26 de fevereiro no Kodak Theatre em Hollywood & Highland Center, e transmitido ao vivo para mais de 225 países em todo o mundo.


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