sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ENTREVISTA: Alexandre Nero, som e fúria de um grande artista em constante evolução‏

A entrega e a dedicação com a qual Alexandre Nero encara seus projetos cria em quem o assiste uma satisfação e uma avalanche de sentimentos que fica difícil listá-los aqui. Seja um personagem de caráter duvidoso ou exemplar, com certeza sabemos que não ficaremos inertes, indiferentes à eles. Foi assim com o humilde e romântico Vanderlei, seu primeiro trabalho em novela global, ou agora com o furioso zoiúdo, quer dizer, Baltazar, de Fina Estampa. Nada fica inerte depois da fúria desse ator que a cada dia se descobre mais e se desdobra em muitos personagens e inúmeros sentimentos. Um ator musical, ou melhor, dizendo, um homem das artes, seja dramaturgia ou música, Alexandre Nero coloca fogo em tudo e diz a que veio. Mas de onde veio esse curitibano tatuado que aos 41 anos tem um gás e uma força de quem acabou de sair de uma estréia? Ele vende amor em doses personalizadas e colhe aplausos incondicionais.

Com muitos anos de carreira emplacados sucessos na TV, no teatro e no cinema. Como foi seu início como ator? Passou alguma dificuldade, momento de sorte...? Meu início de ator foi como músico (risos). Eu entrei numa peça para ser o músico e cantor. Durante os ensaios e improvisos, foram me dando uma fala aqui, outra ali, tive um certo destaque na peça e acabaram me chamando para outro espetáculo, e outro, e outro....e as coisas foram acontecendo como que se fugisse do meu controle. Foi assim! Tive muitas dificuldades artísticas e financeiras no início da carreira, como qualquer outro profissional, seja nessa área ou não. Nada incomum. Era um artista sem referências, sem munição, sem experiência (mas não tinha essa noção na época). O tempo foi me aprimorando. Momento de sorte foi encontrar pessoas e artistas brilhantes que passaram na minha vida, enriquecendo-a cada vez mais e me dando a noção do que hoje eu entendo como arte.

Cantor, compositor, músico, arranjador, sonoplasta, diretor musical e três discos gravados. Você é um cantor/músico que atua ou um ator músico/cantor? O que te dá mais prazer? Demorei muito tempo, para que eu mesmo, me considerasse um ator. Durante 10 anos, atuando com frequência, ainda eu me intitulava “um músico que atua”. O porquê disso? Era mais fácil pra mim compreender a música do que o ofício do ator. Eu enxergo limite na música (estou falando da música e do teatro ocidental-não-experimental). Ela tem sete notas musicais, seus bemóis e sustenidos. Na música eu encontro chão, engenharia, matemática e arquitetura. O ofício do ator é muito subjetivo. Basicamente atuar é “fingir ser ou pessoa”, mas não é só isso. O que estou tentando dizer é que qualquer um pode aprender a tocar um instrumento ou cantar, mas nem todos conseguem atingir o tom da verdade em “atuar”. E sem isso não há ator, há apenas um personagem vazio. Uma nota “Lá”, tocada num piano por qualquer pessoa, sempre será a nota “Lá”. A palavra “Não”, pode ser dita de infinitas maneiras. Não sei o que é ser ator, e nem acredito em quem “diz” saber. Quando compreendi isso, que eu estava trabalhando com algo que nem sempre pode ser compreendido, explicado ou teorizado, me aceitei como ator.

Você chegou aonde queria na vida profissional ou nunca estabeleceu metas deixando a vida seguir solta? Cheguei onde eu queria. Eu queria só viver de arte, e isso eu faço há 22 anos. Trabalho com as duas possibilidades. Deixo que a vida me leve, se eu quiser que ela me leve, e estabeleço metas onde a vida não está me ajudando muito. O artista tem que fazer suas obras e projetos, para que não vire refém da sorte de cair em “bons” ou “maus” projetos. Só acredito no artista criador. Não consigo trabalhar com quem pensa que artista é marionete.

O que Vanderlei, seu personagem em "A Favorita", tinha de tão especial para conquistar o público mesmo não fazendo parte do time de personagens principais? Não sei, mas podemos divagar sobre isso. Posso ter alguns palpites e “achismos”. 1) Acho que o personagem era um”herói” naquela situação. 2) Eu estava contracenando com Lilia Cabral, que é uma grande atriz, que entende muito do ofício e sabe conduzir uma cena e a novela como poucos. Fui na cola dela (risos). 3) Eu era uma cara nova, isso criou uma curiosidade nas pessoas. 4) E também acho que tive a sorte de escolher uma linha de interpretação e personagem, que caiu no gosto do público, com muito carisma.

Baltazar, seu personagem em "Fina Estampa", batia na esposa, maltratava e explorava a filha, é homofóbico e tem um humor de dar medo, será que há algo nele que “se salve”? (risos) Sabemos que tudo pode mudar, pois novela é uma obra aberta, mas por enquanto é isso. Eu sou a pessoa errada pra falar sobre o Baltazar, pois quando estamos em um personagem tentamos arrumar e vasculhar todo um passado dele. Imaginamos, criamos uma vida pra ele. Eu compreendi esse cara, eu o entendi, e por isso hoje me afeiçoei à ele. Acredito que a violência seja um pedido de socorro. Acho que é um homem que nunca foi amado, nunca foi acariciado pela mãe ou pai, se é que conheceu um dos dois. É um homem que virou um casca dura, justamente por ser frágil. Os valentões, no fundo, são uns bunda-moles, e inseguros. É como diz a música “Cara Valente”, do Marcelo Camelo: “...Esse humor, É coisa de um rapaz, Que sem ter proteção, Foi se esconder atrás, Da cara de vilão”. Sua homofobia vem da ignorância de não conviver e conhecer o outro e por isso, não tolerar diferenças. Não o acho “mau”, pois o acho “burro”. Acredito que é preciso inteligência para se fazer “maldades” (não entender inteligência como conhecimento adquirido, ou cultura erudita). Baltazar não tramou nada contra ninguém e nem arquitetou maldades... pelo menos, ainda (risos).



Toda essa ira de Baltazar em algum momento te espanta? Te incomodava de alguma forma as cenas de espancamento dele na esposa? No início foi muito difícil pra mim. Tive muita dificuldade de entender o porquê de se espancar alguém, ainda mais uma mulher... Com o tempo fui achando as fraquezas dele, e foi aí que ele me convenceu. Um homem violento é fraco.

Como lidar com a violência doméstica? Além da violência física, qual outra é imperdoável num relacionamento? Violência doméstica deve ser lidada com denúncia, e aparato psicológico para o marido, mulher e filhos, se tiverem. É preciso que entendam as diferenças e as respeitem. Temos que ter atenção também com a violência verbal, ou psicológica, que pode causar até mais danos aos agredidos do que a física.

Falando em casamento... Que histórias e lições deixam um casamento de 10 anos? A lição de que tudo tem ou pode ter um fim. Que a palavra “fim” não é sinônimo de algo ruim, e sim de recomeço. A lição de que casar é bom e também ruim, assim como ser solteiro é bom e ruim. Quando se está casado se quer estar solteiro, e quando se está solteiro se quer estar casado. Que somos eternos insatisfeitos. Que é preciso muita sabedoria para se conviver com o dia-a-dia. Aprendi que (todos sabem na teoria, mas na prática poucos conseguem), é necessário respeitar o espaço e o tempo de cada um. Já é difícil conviver conosco, sozinhos... ainda mais com o outro (e quando digo isso, não falo só do casamento tradicional, falo também da convivência diária no emprego, da família, entre amigos, etc...) E agora estou reaprendendo que cada pessoa é uma pessoa, e devemos estar abertos para conhecer novos lugares e amores.



Você tem receio, ou você já percebeu que aconteceu, das pessoas te verem com maus olhos por conta do Baltazar? A sua interpretação impecável tem criado essa imagem "negativa" em relação a você? Sem dúvida! Todos confundimos ator e personagem. Até mesmo quem é do ramo, o que dirá os leigos. O assédio das pessoas depende sempre do personagem. Quando fazemos um homem sexy, somos muito mais assediados do que fazer um troglodita que fala errado, e não tem bom gosto para se vestir. Todas amam Al Pacino, pois ele sempre fez um homem forte e de atitude no cinema. Se fosse um personagem bocó, bobo, muita coisa mudaria. Eu nunca fui mal tratado na rua, sempre falam em tom de brincadeira, mas sei que é por que estou ali, se não tivesse muita gente falaria mal de mim, mesmo não me conhecendo. A imprensa ruim também ajuda a confundir as pessoas. Esses dias saiu uma foto minha (sorrindo - coisa que o Baltazar não fez na novela toda) na capa de uma revista onde a matéria falava do Baltazar e não de mim. Outra vez estavam falando de mim, e tinha uma foto do Gilmar (personagem que fiz na novela "Escrito nas Estrelas" com uma cara de mau caráter). Ali não era eu. O povo confunde, a imprensa ajuda a confundir, e nós vamos tentando nos salvar como dá. (risos)

Qual o maior erro que um homem pode cometer ao tentar conquistar uma mulher? E vice-versa? Não creio em erros e acertos. Estamos todos brincando, se divertindo, conquistando, e ninguém deve responsabilidade a ninguém. Às vezes tentamos conquistar e não conseguimos. Tentamos “acertar” e acabamos “errando”, e vice-versa. Tem vezes que nem tentamos e já conquistamos. 


O que as mulheres ainda não sabem (ou teimam em não saber) sobre os homens? E o que você gostaria de saber sobre elas que ainda não aprendeu? Não posso falar sobre “AS mulheres” ou sobre “OS homens”. O que posso, talvez, é refletir sobre mim, sobre que o que está ao meu redor, e sobre algumas mulheres e homens. Nunca os padronizando. Sempre será pra mim, um universo de descobertas. Mas ao invés de responder com “minhas verdades”, gostaria é de perguntar para que possamos divagar sobre esse assunto em outro prisma. Eu também perguntaria: “O que os HOMENS ainda não sabem sobre os homens?” Esse é um assunto bastante recorrente pra mim nesse momento em que as mulheres conquistaram seu espaço, por direito e merecimento, e nós ficamos perdidos e sem saber onde e como se colocar. Claro que ainda existem algumas mulheres machistas, que querem um homem que cuide da casa, cuide dela, pague a conta, escolha o vinho, seja herói, não tenha problemas, seja viril, tenha “pegada”, etc...

Mas as novas mulheres chegaram e estão chegando cada vez mais, e nós homens precisamos conquistar o nosso espaço, que também nos pertence. E eu me pergunto: “Que lugar é esse?”. Penso que seja um lugar, que antes era exclusivo delas. O espaço da docilidade, delicadeza, de não ter medo de se mostrar indefeso, frágil, inseguro. O espaço onde possamos, nós homens, dividir carinho e afeição entre homens. Claro que sei que ainda temos muito o que percorrer para que nossa cultura machista (e homofóbica, em alguns casos, até mesmo pelos próprios gays), não confunda “afetividade e carinho entre homens” com algo exclusivo dos casais gays. Num momento onde todos os termos (“politicamente corretos”) estão sendo revistos para serem melhor adequados em nossa sociedade, ressalto que os homens devem conquistar o espaço para serem “homoafetivos”, pois mesmo eu sendo heterossexual, sou um homoafetivo. Tenho afeto por homens. Não devo ter vergonha de dizer a um amigo meu que o amo.

Pode parecer que eu esteja exagerando, mas não. Cito aqui a psicóloga e escritora Christina Montenegro, autora do livro ”Homem ainda não existe”. Ela diz: Vou ficar MUITO feliz, quando aparecerem meninos reclamando porque eles são proibidos de brincar com bonecas, de casinha, de chorar, de fazer balé, de lavar a louça... Logo, de poderem aprender a ser pais, a ser donos de casa autônomos, de exercitar suas sentimentalidades, de fazerem todas as catarses que precisem, de desenvolver seu senso estético, de desenvolver sua cooperatividade (senso ético), etc...”



Seu livro preferido é a Língua de Eulália, uma novela sociolingüística de Marcos Bagno. Por que este livro é especial pra você? Não digo que seja meu livro preferido, mas sem dúvida é um dos que mais cito. Os motivos são de ser algo muito atual nas discussões e exercícios intelectuais que participo. Um exemplo que posso dar é que passamos agora por um momento histórico, onde um homem do povo e semi-analfabeto se tornou presidente da república (não sou e nunca fui PT ou aliado, ou Lulista, ou qualquer outro nome que se queira dar) e as pessoas que não concordavam com ele, usavam sempre o argumento de que ele não sabia falar ou escrever “corretamente”, para assim o desmoralizar. Eu não compactuo com isso. Pra mim, isso é fascismo! É apenas mais um  preconceito como tantos outros que carregamos. Marcos Bagno é um estudioso que prova que não existe o “certo” e o “errado” na língua portuguesa. Mostra que tudo não passam de convenções e regras impostas por meia dúzia de intelectuais. Nada mais do que uma prisão. Millôr já dizia: “A ortografia é apenas mais uma ditadura”.



Não posso admitir que um homem, só por não falar ou escrever de acordo com o que a academia brasileira de letras decidiu, seja humilhado. Existe uma cultura oral no Brasil muito mais relevante e mais enraizada do que as regras da erudição. O sábio compositor popular Bezerra da Silva dizia: “O advogado inventou aquelas palavras difíceis pra falar no tribunal pra nós, negros do morro, não entendermos. Pois nós inventamos a nossa língua (gírias) para que eles também não nos entendam”. Prefiro as pessoas que escrevem “errado” e pensam “certo”, do que as que escrevem “certo”, mas pensam “errado”.

A fama traz exposição da vida pessoal. Até onde isso te incomoda?Sobre eu falar sobre minha vida pessoal não me incomoda em nada, o problema é as pessoas ficarem distorcendo, falando, ludibriando, inventando, criando e vendendo uma “vida pessoal” como minha, sendo que não é. O que eu falo, é por que quero que saibam, o que não falo, não deveria interessar a ninguém.

Os anos 50 foram marcados por 2 tipos de beleza feminina, a ingênua chique, como Grace Kelly e Audrey Hepburn e a fatal e sensual como Rita Hayworth e Ava Gardner. Qual desses tipos é mais atraente aos olhos masculinos nos dias de hoje, a mocinha ou a matadora? As duas! Ou as três ou quatro! Não creio que exista “um tipo” que nos atraia, assim como não há apenas “um tipo” de homem que atraia as mulheres. É um “todo”,  que pode ou não nos atrair.

As suas tattoos são bem diferentes e compõe com um visual mais "cabeça". Como surgiram? Tem que significados? Tenho uma grande, preta, no antebraço que pensei apenas como designer. Um desenho que eu gostasse e que visualmente me interessava ao tocar meu violão. O significado dele é apenas estético. E tenho uma outra pequena, em vermelho, que é o símbolo do meu segundo CD, “Maquinaíma”. É uma engrenagem. 

De onde veio inspiração para seu mais novo CD “VENDO AMOR – em suas mais variadas formas, tamanhos e posições”? Como tema, veio da minha inquietação e minha mania de provocar discussões (risos). “Amor” é um tema batido, já bastante recorrente na poesia, esmiuçado pelos poetas. Nas canções populares é o protagonista, e como diz o filósofo-humorista comtemporâneo Dino Cantelli: “O amor cria mais músicas ruins do que casais românticos” (risos). É tido como um tema “clichê” para canções, eu me perguntei se era isso mesmo. Fui atrás. Pesquisei músicas, linguagens, canções, poemas, compus, e me convenci de que não era o tema, e sim a forma que estava com validade vencida. É claro que está também contido ali a ironia de "vender amor". A falsa ilusão de que ali, dentro daquele produto, "contém amor".

Isso por que é assim que a publicidade tem tentado nos vender as coisas. Estamos consumindo sem parar a procura de um “amor” que está nos faltando. O amor tratado como mercadoria. Hoje não se vende nenhum produto que não esteja atrelado ao "amor". Sempre uma mensagem subliminar que ao adquirir aquele produto sua família ganha, o mundo ganha, você está "fazendo o bem", "ajudando alguém" ou algo assim. É a falsa filantropia. Em relação à estética sonora, eu e o Gilson Fukushima (produtor do CD) fomos buscar nas bandas marciais, bandas de coreto, fanfarras e realejos. Nesse cd tive uma forte influência das trilhas de cinema, principalmente Wim Mertens e Yann Tiersen.

O que você gosta de ouvir quando não está cantando e o que gosta de ver quando não está gravando? Eu ouço e vejo de tudo. Não me privo de nada. Acho que vai mais pelo meu estado de espírito do momento. Não consigo acordar ouvindo pagode, em compensação também não quero Bach no meu churrasco.

Que defeitos você procura combater e que virtudes você busca? Temos todos os defeitos e todas as qualidades. Somos uma infinidade de coisas. Eu sou um paradoxo, uma contradição. Não consigo enumerar meus defeitos, pois são muitos, assim também com minhas virtudes. Não estou fugindo da resposta, mas é que qualquer resposta que eu der será momentânea, e meramente pra constar.




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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

DESTINO: Natal, muito além de Ponta Negra e do Morro do Careca‏

Que a capital do Rio Grande do Norte é um dos melhores destinos turísticos do Nordeste, todos já sabem. Afinal, por lá, o sol reina quase todos os 365 dias do ano, há uma longa extensão de praias com areias brancas e uma gastronomia de tirar o fôlego. A cidade de 804 mil habitantes recebe em média 2 milhões de turistas por ano ávidos pelas dezenas de belezas naturais daquelas terras. Mas apenas uma delas é mais e famosa, a Praia de Ponta Negra. Como o nome já diz, a região está na ponta sul da cidade, afastada do centro e dos moradores locais. O bairro pertence aos turistas inteiramente e é tanto que os natalenses chamam, ironicamente, a região de Gringolândia, afinal, estrangeiro é o que não falta por lá! E, por isso mesmo, Ponta Negra é uma diversão à parte na cidade. Com seus morros, é possível avistar o mar de praticamente qualquer andar dos muitos, muitos hotéis que tem por ali. Para todos os gostos e bolsos, o que não faltam são hotéis com belíssimas vistas para descansar os olhos e repousar a alma.

Mas Ponta Negra já tem sua fama merecidamente conquistada e a Grande Natal tem muito mais a oferecer. As belezas não terminam no Morro do Careca. E é para além dele que vamos seguir, basta continuar descendo rumo ao sul e conhecer o resto do litoral da região metropolitana da cidade com belíssimas surpresas para o viajante que quer mais que o mainstream! Iniciamos pela Rota do Sol, que nome mais apropriado e convidativo. A primeira parada é a Barreira do Inferno, base de lançamento de foguetes criada com ajuda americana, em 1965. O local, além de ser pioneiro no Brasil, ainda realiza pesquisas espaciais e recebe visitantes ávidos por história ou a fim de apenas uma foto em frente a um antigo avião ou foguete.
 

A próxima parada é literalmente grandiosa. O maior cajueiro do mundo está lá na sua imensidão de 8.500 m² e com todos os certificados do Livro dos Recordes para provar que ele realmente é único. E quanta originalidade, nada mais tropical e brasileiro que o caju. Lá, o visitante pode se perder no verde, colher e degustar o fruto que estiver ao alcance da mão e subir no mirante para ver até 80% da imensa copa que continua a crescer. Não tem como não ficar boquiaberto com esse recorde. E melhor ainda, o cajueiro fica na praia de Pirangi, onde a gente já pode aproveitar o sol e o mar e um bom peixe no coco, especialidade local. Com muitas barracas na areia, o bom mesmo é sentar por ali e pedir uma água de coco bem gelada. Se isso não bastar, é possível ainda desfrutar das muitas piscinas naturais da Praia de Pirangi e Cotovelo onde é possível ver os peixinhos coloridos fazendo festa na água.
 
Descendo um pouco mais, a apenas 35 km de Natal, encontramos a Praia de Buzios, no município de Nísia Floresta. Linda, mas perigosa. Mar aberto é preciso ter cuidado com redemoinhos que se formam. Mesmo assim é muito apreciada para a prática do surf. E para quem não curte emoções fortes, vale um passeio de buggy pelas suas dunas.
 

Na sequência dessa rota do paraíso, chegamos a Tabatinga com mais uma vista de tirar o fôlego. Por lá, as falésias dominam a paisagem e podemos ver, além das enseadas, golfinhos que costumam frequentar a região para encher ainda mais nossos olhos. Então encontramos Cumurupim para coroar esse conjunto de praias do litoral sul. Depois de muito sol e sal, podemos aproveitar a experiência sensacional de um banho refrescante de água doce. É a Lagoa de Arituba que faz a gente agradecer os deuses tantos presentes da natureza. Com muitos restaurantes, toboáguas e até patinhos na lagoa literalmente, o passeio é o preferido das famílias, pois a água azul, rasa e tranquila é um convite tentador. Ainda tem a tirolesa para quem quiser a aventura de atravessar a lagoa suspenso por um fio. Tudo isso a apenas 46 km da capital.

Na volta, quando a fome apertar, a dica é a rústica Casa da Tapioca em Tabatinga. O local funciona no quintal de Dona Maria, há mais de sessenta anos como parada obrigatória para o turista. Com direito a casa de farinha e um forno à lenha são fabricados os tradicionais quitutes nordestinos: tapioca, grude, bolo de mandioca, ou melhor, “macaxeira”, batata doce e o bolo preto (pé-de-moleque).  Dá pra tomar um cafezinho preto e ouvir a maravilhosa trilha sonora de nomes como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Sinta-se em casa e passe o tempo que quiser, é o que dizem os muitos dizeres fixados nas paredes, mas não se esqueça de colocar a moeda do cafezinho no cofre sob pena da “praga do tapioqueiro”. É melhor não arriscar.

Essas são algumas dicas para abrir os horizontes (literalmente) e mostrar que Ponta Negra faz sucesso e com razão, mas a visita a Natal pode ficar ainda mais marcante se a gente se permitir descobrir a beleza além do Morro do Careca.

Distâncias
Piuim – 18 km
Cotovelo – 21 km
Pirangi do Norte – 24 km
Pirangi do Sul – 29 km
Búzios – 35 km
Tabatinga – 43 km
Cumurupim 46 km
Barreta – 55 km

SERVIÇOCasa da Tapioca - Avenida José Alceu, 1400 - Barra de Tabatinga / Nísia Floresta
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

COMPORTAMENTO: Freud e as mulheres, o pai da psicanálise ajuda os homens a entender um pouco sobre elas‏

Por mais que conheçamos as mulheres, sempre nos surpreendemos com seus desejos e pensamentos. O mais exímio conhecedor da alma feminina nunca saberá que tantos mistérios guardam uma mulher. De Don Juan de Marco à Woody Allen, nenhum deles conseguiu desvendas uma mulher sequer. Por mais que muitos homens afirmem que todas as mulheres são iguais, isso nunca será uma verdade. Até por que nem elas ao certo sabem o que querem, pois suas certezas viram dúvidas num piscar de olhos. Suas palavras podem dizer uma coisa enquanto seu coração diz outra. E por que elas são assim? Tão fortes e tão frágeis, tão decidias e tão incertas, tão independentes e ao mesmo tempo tão carentes. De onde vem essa dualidade que habita a alma feminina que deixa tantos homens desnorteados diante de certas atitudes?  Isso sem dúvida é um assunto de extremo interesse masculino, que sempre reacende as velhas questões que semeiam discussões entre homens e mulheres ao logo dos tempos. 
 


Talvez essas questões respondam por que homens e mulheres são tão diferentes e principalmente, no nosso caso, porque elas pensam tão diferentes de nós? Coisas simples, como uma pergunta sobre o que a mulher quer fazer no sábado à noite, vira um diálogo sem fim, ou o clássico feminino que quando elas querem dizer "sim", dizem "não", e vice e versa. Vai entender. Se nem Sigmund Freud foi capaz de chegar a uma resposta que satisfizesse a pergunta, por ele um dia levantada: "Afinal, o que querem as mulheres?", que dirá nós, pobres homens com QI abaixo de Freud. Mas o que pensava "o pai da psicanálise" sobre elas? A MENSCH mergulhou no universo de Freud em busca de respostas, ou quem sabe apenas para entender as razões que formam a alma feminina que tanto nos encanta. 

Capa da revista masculina americana Esquire de 1965 que
discutia o novo papel da mulher numa sociedade
onde elas tomavam espaços que antes pertenciam
só aos homens.
Partindo do princípio... Freud era um judeu nascido em 1856 na cidade de Freiberg, que na época pertencia ao Império Austríaco. Era um médico neurologista e fundou a psicanálise numa época em que distúrbios psicológicos eram diagnosticados apenas como loucura ou coisa do demônio. Através da hipnose Freud foi tratando vários casos de doenças da mente e distúrbios. Freud acreditava que a sexualidade e a libido eram a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Suas teorias e seus tratamentos foram controversos na Viena do século XIX e continuam a ser muito debatidos até hoje. Suas idéias são frequentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.


Entre outras preocupações, Freud retomou a discussão da natureza do sexo feminino, abrindo para a então nova ciência do inconsciente, possibilidades ainda inexploradas. Tentou então desvendar a feminilidade, estudar a sua constituição a partir da estrutura edipiana, que constitui um dos pilares da psicanálise. Através da estrutura edipiana, Freud distribuiu as posições do pai, da mãe, do filho e da filha e detalha o papel que cada um aprende a assumir e a sua realidade sexuada ou, a resignar-se a ela, quando se trata da menina. Para ele a lei do pai, ao proibir a posse da mãe, primeiro objeto de desejo, que deverá transferir-se para outra mulher e, no caso da filha, para outro sexo, inaugura o acesso à maturidade e à capacidade do simbólico, através da prova da castração. Assim a posição de cada sexo está ligada à sua configuração morfológica. A menina é diferente do rapaz, sendo inferior a este, privada como está desse pênis que lhe falta, de que tem "inveja" e de que não encontra senão um pálido sucedâneo no clitóris.
 


O sexo feminino é definido negativamente em relação ao sexo masculino. Tornar-se mulher é aceitar não ser homem, através de um laborioso itinerário. Mas o acesso aos benefícios fálicos, à sublimação, custará caro à menina, sempre mais ou menos levada a escolher entre o prazer e o trabalho, enquanto o rapaz pode harmonizá-los. Ao mesmo tempo em que a psicanálise foi capaz de dar conta do desejo das mulheres, ela permaneceu, até então, impotente perante o seu querer, que não coincide com o seu desejo. Ainda hoje os modelos criados pela psicanálise estão enrraizados na cultura ocidental, como a "mãe má" (que não é mais, pessoalmente responsável, no sentido moral da palavra, e sim uma mãe "inadequada"), que ainda é percebida como uma mulher ao mesmo tempo malvada e doente. E conseqüentemente foram aumentados os sentimentos de angústia e culpa maternas no séc. 20. Uma de suas preocupações deslocava-se para o entendimento da psiquê da "mulher normal" ou "feminina" que é definida por Deutsch como uma tríade básica que comporia o psiquismo feminino: a passividade, o masoquismo e o narcisismo.
 
Desta naturalização das funções do corpo feminino, sobraram poucas alternativas às mulheres. Se o corpo fora feito para gerar filhos, não seria então natural que uma mulher não os tivesse, não os amamentasse, não fosse inteiramente devotada a eles. Logo, foram criados apenas dois modelos rígidos como opção para as mulheres, a que seguia a sua "natureza", que era naturalmente submissa, devotada, bondosa, comedida, discreta, boa mãe, boa filha, boa esposa, obediente, entre outros e a que não seguia a "natureza" e não era vista com bons olhos pela sociedade. Sendo assim, por tudo isso, mesmo nos dias de hoje em que as mulheres mudaram sua forma de ser e agir, lá no fundo todas as teorias psíquicas sobre a formação da mente feminina ainda refletem em seus atos. Por mais modernas que sejam, eternas questões geradas ao longo dos anos, como por exemplo, expor seus desejos e vontades, geram conflitos internos. Inseguranças e julgamentos virão de outras mulheres e delas próprias, por mais que a sociedade tenha evoluído diante da figura feminina. Assim se explica, ou não, questões simples, que na mente feminina muitas vezes geram conflitos e dualidades, como uma simples resposta para o que se deve vestir hoje à noite.
 

Afinal o que querem as mulheres? Eu responderia que querem ser entendidas, mas acima de tudo, se entenderem com elas próprias. Talvez por isso, não consigamos viver sem elas. Não dá pra ser prático e objetivo o tempo todo. Ter só botão de "on" e "off". E assim, quebrando paradigmas, os dois sexos se completam e se entendem numa eterna batalha interna em busca da evolução dos sexos.


"Descobrir o que as mulheres querem é uma tarefa árdua demais. O que uma mulher quer em determinado momento já seria demasiado digno e delicioso",
Michel Melamed, ator, interpretou o personagem André na série “Afinal o Que Querem as Mulheres?”


Bibliografia:- As Mulheres de Freud, Editora Record
- Dossie Freud, Editora Universo dos Livros
- Diário Catarinense, por Vanessa Gandra

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MUSA: Jacqueline Fernandez, as revelações da sensual e misteriosa Charlene de Malhação

Com os pés bem no chão, como na época em que era bailarina, e a cabeça prática, como em sua vida de advogada, a bela atriz Jacqueline Fernandez vai conquistando um espaço só seu. Sempre com muita disciplina e dedicação, depois de diversas participações em novas e especiais da Globo, hoje Jaqueline integra o elenco fixo da atual temporada de Malhação e tem chamado atenção. Claro que com sua beleza e simpatia ficaria difícil não notá-la na telinha. Com um sorriso largo e uma sensualidade natural das grandes musas, Jaqueline mostra que não veio à passeio e promete muito mais. Conheça um pouco mais dessa super gata e aguarde as cenas dos próximos capítulos, com certeza será satisfação garantida.
 

Atriz, advogada ou bailarina, qual das três profissões te realiza mais e que conquistas te trouxeram? Me realizo mais como atriz, sem dúvida. A dança eu amo, mas agora vejo mais como hobby mesmo, apesar de já ter trabalhado muito como bailarina. Já o Direito, não sei explicar... Atuei durante um ano, mas perdeu a graça. Acho que nunca fui apaixonada por ele. Mas continuo pagando a anuidade da OAB! Essas profissões me ensinaram muito, além de terem me sustentado. (risos) Cada uma teve o seu tempo na minha vida, mas nada me faz mais feliz do que trabalhar como atriz!

O que é mais estimulante conquistar seu espaço nos palcos e TV ou ter o reconhecimento do público diante do seu trabalho? Conquistar o meu espaço! É tão gostoso ver as coisas acontecendo, depois de tantas dificuldades, tantos NÃOs. É muito bom ter oportunidades, pois o ator precisa disso para mostrar o seu trabalho. Ainda tenho muita coisa para mostrar e para aprender também, mas a gente vai subindo assim, degrau por degrau, que é pra ter aquele gostinho de ultrapassar todos os obstáculos. Afinal, o que vem fácil, vai fácil!

Homens e mulheres traem por motivos diferentes? Acho que cada um sabe aonde aperta o seu calo, né? Esse assunto é meio polêmico, acho que as mulheres são mais sensíveis e os homens se importam mais com sexo, mas como tudo na vida, há exceções! Não sou a favor da traição, mas acho que quem trai, está procurando preencher algum vazio na relação...

Quando um homem merece ser traído? Quando ele trai!

É verdade que as mulheres preferem amigos homens? Por que? Tem mulher que se acha a última bolacha do pacote! Acha que todas as mulheres sentem inveja dela! Por isso preferem amigos homens. No meu caso, tenho alguns amigos homens que eu adoro! Mas acho que não existe nada melhor do que amigas mulheres! É uma cumplicidade maravilhosa, muitos risos! Eu prefiro amiga! Graças a Deus eu posso dizer que tenho amigas! São poucas, mas são de verdade!

Que assuntos devem ser eliminados no primeiro encontro? Problemas pessoais.

Se você fosse vestir um homem, o que colocaria nele? Camisa xadrez aberta, sobre uma blusa básica, jeans e All Star.


O que te faria jogar um homem pra fora da cama? Ele teria que fazer algo muito absurdo! Tipo, trocar o meu nome.


O que é mais gostoso, a estabilidade da relação ou o frisson da sedução? Cada um tem a sua importância. Prefiro a estabilidade da relação que surge com o frisson da sedução! (risos) É muito bom poder ter a pessoa que você ama ao seu lado, te passando segurança, te dando carinho...

Quais seus planos para 2012? Continuar em Malhação ou vai encarar novos desafios? Fico em Malhação até o final da temporada. Meu contrato com a Globo vai até o final de setembro. Pretendo renová-lo! No fim do ano me formo na faculdade de Cinema. Também quero muito voltar a fazer teatro!

Fotos: Drica Donato
Agradecimentos: Fabiana Gomes - GMP Assessoria de Imprensa
Agradecimento especial a Jacqueline Fernandez

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ESPORTE: Slackline, o esporte que vai fazer você andar na linha‏

O Slackline é um esporte que se resume ao equilíbrio, tanto físico quanto mental, já que na verdade você terá que andar literalmente na linha. O esporte consiste em andar, ou até pular, girar, pelo maior tempo possível, sem cair, sobre uma fita de naylon presa pelas extremidades (ancoras) em bases fixas, como árvores ou postes. Muitos confundem o slackline com andar na corda bamba, porém nesta a linha não é mantida rigidamente tensa.

A tensão da linha no slackline pode ser ajustada para atender aos objetivos do atleta, permitindo truques impressionantes e acrobacias. O que você ganha com isso? Uma mistura de benefícios mental, corporal e físico em ambientes ao ar livre. A idéia é superar seus próprios limites em uma fita esticada entre dois pontos de ancoragem e trabalhar a coordenação motora movendo-se com equilíbrio entre o corpo e a mente.

Músculos você irá trabalhar A educadora física Mila Toledo, diretora da Mila Toledo Fitness, em São Paulo, afirma que o esporte trabalha o corpo todo. Além disso, desenvolve a concentração e ajuda a melhorar a postura. "Os músculos do abdômen e das coxas são os mais exigidos, além dos braços, que participam auxiliando na estabilização sobre a corda", disse em recente entrevista a revista Women’s Health.

O recifense Guilherme Linhares, praticante de slackline e conhecedor do assunto, nos contou que para manter o equilíbrio depende apenas de muito empenho e treino, mas as dicas básicas são simples; sempre direcione seu olhar em um ponto fixo, sem desviar para não perder sua estabilidade, normalmente os praticantes do esporte olham sempre para o final da fita. Antes de tentar se mover sobre a linha procure primeiro ficar parado retirando apenas uma perna da fita, assim se equilibre com apenas uma das pernas e mantenha sempre os braços levantados com as mãos na altura da sua cabeça. Também se lembre de sempre flexionar seu joelho, e pronto, você já poderá começar a dar seus primeiros passos sobre a fita. Normalmente quando se treina em lugares que há muito vento, a corda tende a balançar demasiadamente, principalmente quando você estiver na metade da fita, assim coloque força na frente do seu pé impulsionando a fita para que ela possa ficar menos solta e assim balançar menos.

MADE IN EUA Sua origem vem da escalada, popularizou-se como treino de equilíbrio e iniciou-se em meados dos anos 80 nos campos de escalada do Vale de Yosemite, Califórnia. Onde escaladores passavam semanas acampando em busca de novas formas de escalada e nos tempos vagos esticavam as suas fitas de escalada, através de equipamentos, para se equilibrar e caminhar. O Slackline lembra muito o cabo de aço usado por artistas de circo, a diferença é em relação à sua flexibilidade que permite criar saltos e manobras. Também conhecido como corda bamba, o slackline significa "linha folgada".

EQUIPAMENTOS
Guilherme nos falou que para começar a praticar você só precisará apenas de uma fita (existem vários modelos e tipos) e também de dois locais fixos para amarrá-la em uma distancia que fica a seu critério, porém no começo o ideal seria uma distancia curta. As fitas são feitas de nylon e são muito elásticas o que da um grande impulso e facilita nas manobras. Para os iniciantes existem as fitas que são mais grossas e acabam impulsionando menos e facilitando o aprendizado. Lembrando que a pessoa poderá começar com a melhor corda do mercado, a The Surfer, como também nada lhe impede de ir a algum armazém e comprar uma corda do modelo que é usada para amarrar carga de caminhão. Resumindo, o aconselhável é comprar uma fita específica para o esporte e começar sempre em uma distancia curta de 8 ou 9 metros.

Guilherme acredita que além do vento, a maior dificuldade é o medo de tentar, mas é algo que logo é superado. A corda pode ser amarrada basicamente em todos os locais aonde há dois pontos fixos ao solo, não sendo aconselhável amarrar em pilastras ou algo que tenha quinas cortantes, pois os movimentos da fita irão acabar desgastando seu equipamento. Os melhores lugares para amarrar são em arvores, mas sempre tenha a preocupação de verificar se elas irão agüentar tal pressão. No começo será bem difícil você conseguir andar sobre a fita, o aconselhado é colocar a corda em uma altura um pouco abaixo do seu joelho. Por conta das quedas inevitáveis, principalmente quando se está treinando manobras, é aconselhável treinar sob a areia ou colchões para amortecer o corpo.

MODALIDADES E ACROBACIAS
As principais modalidades são Longline, Highline, Waterline, Trickline e Yogaline.

Na Longline, as fitas são armadas com mais de 20 metros de comprimento, tornando o grau de dificuldade maior pois requer mais condicionamento físico e muito equilíbrio.

Highline é quando a fita é armada em uma altura superior a 5 metros, muitos utilizam em alturas extremas, como de uma montanha para outra, exigindo que a pessoa tenha uma noção de alpinismo, bem como kits de proteção.

Waterline é uma das melhores modalidades em minha opinião, ela é feita sobre a água, na piscina, mar, rio ou lagoa. Além de ser super refrescante você não precisa temer as quedas se tornando uma ótima modalidade para se treinar novos movimentos.

Yogaline, é uma modalidade que requer muita concentração, nada mais é do que passar os movimentos da Yoga para o Slack, coisa que não é nada fácil.

Trickline a fita chega por volta dos 60 metros, possibilitando muitas acrobacias, como; butt bounce (o praticante cai sentado na fita sem os pés no chão) e chest bounce (onde a pessoa cai de peito na fita sem tocar no solo).

No Brasil o esporte já é muito divulgado, principalmente no Rio de Janeiro, aonde há vários campeonatos, talvez ainda falte uma visão da iniciativa publica e privada para patrocinar e incentivar o esporte. Afinal é um esporte que beneficia corpo e mente, além de ser indicado para homens, mulheres e crianças de todas as idades.

Sites indicados:

Contato Guilherme: guilhermelinhares@live.com

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domingo, 22 de janeiro de 2012

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: Da coleira pra baixo e outras desculpas masculinas‏

O cinismo masculino é pauta de todo encontro de Luluzinhas que se prezam. A capacidade que eles têm de nos oferecer respostas absurdas para nossas afirmações (eu quis dizer indagações) é de se aplaudir de pé, se não fôssemos nós mesmas as vítimas.
Que ninguém perde a visão por estar comprometido com o outro é fato. Mesmo inebriado com o mais profundo e verdadeiro amor nosso olhar pode desviar para alguém que nos chame a atenção, e sinceramente, não vejo nenhum grande mal nisso. Olhar não tira pedaço, paquerar e deixar de nos dar atenção por conta disso, aí sim, tira um bom pedaço da nossa calma e bom humor.

Agora pior do que olhar é dizer que não olhou. Isso não só tira pedaço como nos provoca uma tendência de ataque homicida sem precedentes. Vamos lá camaradas, sejam homens de fato, assumam! Pior que ser safado é ser safado e sonso! Negar o óbvio é pior que olhar para um “rabo de saia” na rua.

Outro dia ouvi de uma amiga que o noivo, ao reparar em uma big loira que passeava com um cachorro, saiu com a seguinte pérola ao ser questionado sobre o ocorrido: “ô amor, eu só olhei da coleira pra baixo. Reparou que graça o cachorro?!” Ha Ha Ha. Essa foi boa, não?

O sujeito abusou do direito masculino de ser sonso e cínico em uma única frase. Nem mesmo seus pares, outros homens que estavam no recinto quando a história foi contada, conseguiram ir em defesa do criativo amante dos caninos.

Na boa, é verdade que nem sempre quando a gente diz que quer a verdade, a gente quer de verdade a verdade, mas daí a nos julgar ocas de qualquer resquício de perspicácia, inteligência e percepção do mundo que nos rodeia... aí já é demais, até porque não somos nós que estamos da coleira pra baixo.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ENTREVISTA: Rafael Calomeni e sua determinação para fazer o melhor como ator, marido e pai‏

Desde quando apareceu na TV pela primeira vez na novela Mulheres Apaixonadas, da TV Globo, como o Expedito, Rafael Calomeni deu uma quinada na sua trajetória profissional passando de modelo (formado em construção civíl) à ator em horário nobre. De lá para cá não parou e cada vez mais se dedicou à sua carreira de ator encarnando personagens diversos fazendo o público poder acompanhar sua carreira. Carreira essa marcada que lhe proporcionou ser de cowboy à robô, de jogador de futebol à detetive. Porém no final de 2010 veio seu maior (e melhor desafio) ao encarar seu real papel de pai. E foi a partir daí que uma nova história se desenrolou e Rafael como sempre encarou, como todo o prazer, esse novo desafio.

Você é formado em Construção Civil e Fisioterapia. Como foi trocar a fisioterapia e a construção civil pela vida de ator? As coisas foram acontecendo naturalmente, mas o interesse em trabalhar nesse meio foi ficando mais evidente ao longo dos anos. Como qualquer criança, já participava de teatros no colégio. Além disso, fui tomando gosto por leituras e aos dezesseis anos, acompanhando minha prima em um concurso para a marca Ellus, tive a oportunidade de conhecer o caça-talentos Sergio Mattos que me convidou para trabalhar como modelo. Depois disso, em um desfile em Búzios, fui convidado para um concurso da Elite Models e acabei ganhando o municipal e estadual, sendo logo convidado para trabalhar na agência. Em paralelo, sempre continuei com meus estudos de teatro, focando cada vez mais na interpretação, o que me proporcionou um convite para a minha primeira estréia em novelas - Campeão de Jayme Camargo - em 1996.
 
 
Depois de algumas novelas e programas especiais interpretando personagens bem diferentes. Dá pra eleger algum em especial? Essa é uma pergunta bastante difícil (risos). Já tive oportunidade de interpretar, entre outros, um detetive, cowboy, jogador de futebol, instrutor de esportes radicais, o “bom moço” e até um robô. Ou seja, me sinto muito feliz por poder mostrar meu trabalho de diversas formas, o que me faz crescer cada vez mais como profissional. É claro que cada personagem tem sua particularidade e essência, por isso todos me agradaram.

É mais difícil estrear na TV ou se manter nela? Uma vez o Mario Lucio Vaz me disse que seria se manter nela. Eu concordo!

Sua última novela foi Ribeirão do Tempo onde você interpretava o personagem Newton, como foi interpretá-lo? O Newton foi um presente muito bom que recebi do autor Marcílio Moraes. interpretá-lo tem sido um grande desafio, já que se trata de um personagem bem diferente do que eu já havia feito, complexo e cheio de particularidades que eu adoro. A preparação para compor o personagem foi intensa, mas tem sido maravilhoso interpretar um homem que gosta da vida, da natureza, de esportes radicais e acima de tudo, um pai, mesmo que separado, algo muito presente hoje em dia na sociedade moderna.

O que a carreira de modelo e ator te trouxe de melhor? Sem dúvidas ambas carreiras me transformaram no que eu sou hoje. Sou apaixonado pelo que eu faço e acredito que pela minha história, se eu não tivesse iniciado como modelo, talvez não tivesse almejado a carreira de ator. Uma carreira foi complemento da outra e, embora, o caminho não seja fácil, estou muito feliz de continuar colhendo os frutos dessa minha dedicação.

Você se sentiu mais cobrado por ser um estreante no horário nobre ou por ter que mostrar que também tinha talento e não ser apenas um cara boa pinta? Posso te jurar que no primeiro momento eu não pensava nisso. Só passei a pensar quando vi que tudo era bem diferente do que eu imaginava.
 
 
Você se tornou pai ano passado. O que mudou em sua cabeça com a chegada da paternidade? Você poderia me perguntar isso daqui um ano? Acho que ainda estou extasiado; cada momento é uma surpresa nova e apaixonante. Só te digo que tem sido o melhor presente que Flávia e eu poderíamos ter recebido. Como eu acompanhei o parto, tive uma explosão de adrenalina muito grande. Tinha muita vontade de enxergar cada parte dele, cortei o cordão umbilical e fiquei ao lado dele e da Flávia o tempo todo. O melhor e maior amor da vida... FILHO!

O que você viveu na sua infância que gostaria que seu filho vivesse também? As amizades do dia a dia que se faz nas brincadeiras de rua. Essas são pra sempre!

Agora que está casado, a instituição "casamento" continua tendo o mesmo significado pra você? Qual a melhor e pior parte de se está casado? Eu não saberia responder muito bem. Sei que como tudo na vida o casamento não e perfeito. Perfeição e utopia. A verdade e que existe uma escolha e ai você procura fazer o seu melhor!

Em entrevistas você comentou que é a favor de liberdade num relacionamento. Quanto e como é saudável? Ora, e simples. Tudo que pode dar errado em um relacionamento passa pela mentira. Então e melhor deixar as coisas claras e bem ditas. Lembrando sempre que outro também tem um posicionamento e uma escolha.

Como você lida com a sua vaidade? Quanto ela pesa pra você? Como se cuida? A minha vaidade esta ligada à minha saúde. Dessa forma, procuro me alimentar bem, beber muito água, usar protetor solar e sempre que posso, manter uma regularidade com meus esportes, seja surfe, boxe, futebol e running.

O bom de ser homem é poder... Ser mais racional (risos)

Quando não está gravando o que curte fazer pra relaxar? Viajar, dormir, ler, jantar, ir a restaurantes e estar ao lado da minha família.

O que espera para 2012? Quais seus projetos para esse ano? Vários, mas pra frente eu conto.
Fotos: Alan Chaves
Direção de Produção: Márcia Dornelles - MD PRODUÇÔES
www.mdproducoes.com
Styling: Rodrigo Coelho
Make-up: G. Junior
Video maker: Carlos Rodrigues

Rafael veste:Look I: Bermuda e T-shirt branca - Toulon
Camisa estampada - Colcci
Look II: Bermuda, T- shirt e cardigan - Toulon






Veja o vídeo com o making of do ensaio:

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

BALADA: Os bares mais incríveis pelo mundo, dessa vez em Hollywood, Paris e Rio de Janeiro‏

Por onde o homem MENSCH estiver circulando, a busca incansável por bares extraordinários pelo mundo estará sempre nos seus planos, afinal, é no mínimo enriquecedor conhecer lugares interessantes. Garanto que você por diversas vezes já se perguntou em qual lugar do planeta estão as melhores baladas. Bem, por aqui estamos sempre em busca dos locais que se tornaram referência nas grandes noites, ou seja, lugares que de tão incríveis chamam tanta atenção quanto suas freqüentadoras. Você ficará tentado a começar a planejar a ponte aérea, para Paris, Hollywood e Rio de Janeiro, pois vamos ao mundo dos “Bares mais incríveis pelo mundo”.

 
THE SPARE ROOM (HOLLYWOOD)Há um bar em Hollywood aonde pista de dança convive em harmonia com pistas de boliche, e é por lá aonde boa parte da calçada da fama faz o seu happyhour. O local é bem legal e tem uma aparência retrô, passando aquela impressão de cenário de filme dos anos 20. Sem dúvida uma experiência única, pois a impressão que se tem é que entramos numa câmara do tempo.

Uma característica muito legal é que por lá, alem de partidas de boliche, você poderá jogar damas, baralho, xadrez, entre outros jogos espalhados pelas mesas. Isto garante a aproximação e interação entre os freqüentadores, que além de tomar um drink ainda podem passar horas interagindo. Esta é uma bela idéia, afinal, aonde foram parar os bares em que podemos jogar sinuca ou uma partida de xadrez?

O bar é situado no mezanino do luxuoso Hotel Thompson, o que é ideal para quem quiser da uma esticadinha em uma das suítes, concorda? No cardápio, umas das famosas frases que define o local: “Please play a game, have a fancy cocktail, a few fingers of fine whiskey or a beer”. Site: www.spareroomhollywood.com
GEORGES (PARIS)Este é o novo espaço mais disputado da cidade luz, local preferido entre os jetset, e por razões óbvias; visto que ele proporciona uma vista imbatível de toda a cidade, ou seja, de frente para a Torre Eiffel e o Sacre-Coeur de Montmartre, através das suas grandes janelas. No local encontramos no cardápio uma criativa fusion cuisine e um design muito futurista.

O Georges fica localizado no sexto andar do Centre Georges Pompidou, local que respira arte, e pertence ao grupo dos irmãos Costes, que já viraram famosos na cidade por restaurantes e bares de tirar o fôlego. O local foi classificado como restaurante design ou restaurante tendence, pela sua arquitetura muito interessante.

A instalação é toda de vidro para conduzir o olhar dos clientes para os principais pontos turísticos de Paris e conta com uma culinária muito bem indicada pela crítica Francesa. Já é um point para quem estiver de passagem pela cidade para beber com os amigos antes de uma boa balada, na área interna ou no terraço. Site: www.centrepompidou.fr/
00 (Zero Zero) RIO DE JANEIROA 00 é uma casa carioca muito maneira localizada dentro do Planetário da Gávea que conquistou não só o publico da cidade maravilhosa, como também os visitantes de outros estados e estrangeiros em geral. O projeto é híbrido e acopla um jardim ao ar livre, um restaurante de cozinha contemporânea e uma moderna pista de dança.

As velas acesas dão um clima descontraído e aconchegante em um grande balcão onde fica o bar, onde são servidos os já famosos drinks coloridos para atender ao público, que é variado. O interessante é que uma porta giratória em vidro separa as áreas de pista e do restaurante, onde poltronas e cadeiras se somam a uma interessante mesa comunitária.

A casa tem uma programação intensa de terça-feira a domingo, começando por volta das cinco da tarde num clima de happyhour, passando por um jantar durante a noite e acabando em balada até de madrugada. A música vai mudando de acordo com o ritmo da noite, tendo inclusive uma tradição de house music aos sábados. Site: www.00site.com.br

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