segunda-feira, 28 de março de 2011

BEBIDA: Whisky importado - As diferenças, sabores e dicas.

Do whisky escocês ao americano, o que faz dessa bebida sofisticada algo tão popular no mundo todo? Com suas diferenças, que vão da forma de escrever, em inglês whisky ou whiskey, abreviatura de usquebaugh a partir do gaélico uisce beatha, no Reino Unido (incluindo Escócia), Canadá e Japão chamada de "whisky", enquanto que nos EUA e Irlanda é comumente chamdo de "whiskey". Seja lá como for chamado, o whisky (na forma tradicional de se chamar) é uma bebida alcoólica destilada de grãos, muitas vezes incluindo malte, que foi envelhecido em barris. Sua graduação alcoólica varia no teor de 38 a 54% de álcool etílico em volume a uma temperatura de 20 °C, segundo a Legislação Brasileira.

O whisky é possui várias denominações de origem e várias classes e tipos. Com diferentes características comuns desde diferentes classes e tipos, o que faz a diferença é a fermentação dos grãos e a destilação máxima que vai de 80% de álcool para os de milho a 90% de álcool para os de outros grãos. Para reter o sabor dos grãos utilizados para fazer a alcoolização, é adicionada a água durante o processo de fabricação.
Outro fator importante quanto ao seu sabor, é no processo de envelhecimento feito em barril. O tipo de barril utilizado vai interferir no sabor do whisky gerando assim as diferentes classificações baseada nos tipos de madeira usada e na qualidade da flambagem e queima da madeira. Por exemplo, o envelhecimento em barris de carvalho flambados, são indicado para o whisky do tipo Bourbon.

E muito se fala do puro malt do whisky e também do blended, e quais seriam as características de cada um? Bem, os puro malt (em inglês pure malt) são feitos 100% com cereais (um dos grãos usados para obter o puro malt é a cevada proveniente da Irlanda, Escócia Canadá e EUA) maltados derivados de uma única destilação, o que pode resultar em variados sabores de acordo com o processo utilizado. Inclusive os puro maltes se diferenciam entre o single malt, derivado de apenas uma destilação, e o vated que é derivado de várias destilações single malt até se chegar ao objetivo final.

Já o blended é o resultado da mistura de várias destilações para se chegar a um mesmo sabor naquele whisky, sendo assim muito mais barato que os citados. É nos blended que acontece uma mistura de maltes puros com destilação proveniente de outros cereais não maltados como o milho e o arroz. Os blends identificam quase sempre o tipo de uísque que está na base da sua produção, por exemplo, escocês blendado ou canadense blendado.

O WHISKY ESCOCÊS
Com quatro tipos diferentes, o single malt é o primeiro, surgiu em 1494, destilado exclusivamente da cevada, possui 87 destilarias desse tipo na Escócia, cada uma fazendo seu single malt de maneira diferenciada. Deve ser tomado puro, sem gelo e em pequenos copos para ser melhor apreciado. Assim como dese ver consumido o vated, que acitamos acima; O grain whisky, destilado do milho, centeio e principalmente do tripo, tem produção simples e barata, surgiu em 1853, deve ser tomado com ou sem gelo e não importa o copo.E por fim, o quarto tipo, o nosso conhecido blended, mais popular de todos, tem a denominaçao de scotch, caso envelheça no mínimo três anos em barril. Esse pode ser consumido com ou sem gelo, água ou misturado em outras bebidas como água de coco, soda ou simplesmente água.

O UÍSQUE AMERICANO

O primeiro tipo é o rye-whisky uma variedade fermentada a partir de centeio e comum nos Estados Unidos da América, Canadá e Irlanda. O Pure pot still whiskey vem da Irlanda resultado de uma combinação de cevada maltada e não-maltada. Existem ainda vários tipos de straight whiskey, envelhecidos em barris de carvalho novos, como Rye Whiskey do Tennessee, o whiskey e o Bourbon whiskey, que são produzidos nos EUA e exportados para o mundo.
Proveniente dos EUA, ainda temos o Bourbon blendado, que vem da mistura de várias destilações calibradas para se chegar ao mesmo sabor; e o Uísque leve que é um tipo de uísque norte-americano feito quase inteiramente de destilações neutras, com pequenas quantidades, que variam de 5-10% do volume total, de straight whiskey e com ginja adicionada para dar cor e sabor. Nesse caso, o tempo mínimo de envelhecimento em barris de carvalho é de oito anos. Quando a bebida for engarrafada é interrompido o processo de envelhecimento.

Pensando nesses tipos de whisky encontrados no exterior, a MENSCH fez uma seleção de cinco tipos/marcas diferentes que estão sendo lançados esse ano, seja em edições especiais, seja pela novidade, vale à pena uma conferida e quem sabe na próxima viagem ao exterior comprar uma garrafa para esperimentar. Agora cuidado, o preço é mais em conta que aqui, mas alguns tipos podem ser um pouco salgado para o bolso. Bem, de todo jeito é sempre bom ficar bem informado.

Michael Collins
A destilaria Cooley lançou recentemente sua edição do whisky Michael Collins 10 Year Old Single Malt com uma garrafa nova e atraente para o seu uísque clássico misturado. Comemorativo dos 10 anos de idade o Single Malt é bidestilada em pequenos alambiques de cobre de pescoço longo, ambos de cevada maltada e depois repetido envelhecidos em cascos de Bourbon por um período mínimo de dez anos. O resultado é rico e complexo com notas de frutas maduras, flores do campo e turfa, um acabamento meio seco e persistente smokiness luz. A refinada mistura de whiskey irlandês e whisky de malte de cereais irlandeses, já o Michael Collins Blended Whiskey irlandês é bidestilado para equilíbrio da pureza e da natureza e, em seguida, envelhecidos em cascos de Bourbon de quatro a doze anos. Aromas de mel, citrinos e forma de malte dar um delicado equilíbrio entre os sabores com um acabamento de carvalho novo.
Preço médio: US$ 40
Dalmore Leod Castle
Outro uíque em edição especial sendo lançado é o Dalmore Load Castle. O rótulo Delmore de uísque lançou a segunda geração de sua edição especial Leod Castelo, que levanta fundos para a restauração do Castelo Leod, na Escócia. O uísque foi destilado em 1995 e passou a maior parte de seu tempo desde vencimento em uma combinação de ex-bourbon e tonéis ex-Sherry, antes de transferir para os últimos 18 meses para cascos de vinho tinto, que já declarou vinho Cabernet Sauvignon e foram adquiridos um Premier Cru, vinha na região de Bordeaux, da França. Serão disponibilizadas apenas 5.000 garrafas para venda de Castelo Leod. O preço médio é de 100 libras por garrafa, ou 161,00 dólares. A cor é âmbar escuro, e um aroma rico e poderoso, com aromas exagerados. Há notas de caramelo, xarope de melaço, laranjas e grãos de cevada maltada. Sutil notas de mel e baunilha são participar e, finalmente, os aromas do vinho vermelho.

Jack Daniel´s
A famosa marca está prestes a lançar sua nova linha de primeira geração, a Tennessee Jack Daniel's Honey. A mistura vem de um Jack Daniel's Old 7 e mistura-lo com um licor de mel especial. O resultado é uma versão mais suave, mais doce de Jack. É uma tentativa clara e compreensível para puxar mais mulheres para beber Jack. Os bebedores mais tradicionáis podem se encantar por ela também. A adição de licor dá um acabamento final de toque medicinal, um leve gosto de xarope de tosse no fundo de outros sabores como pêra caramelo e mel.
Preço médio: US$ 22,00 uma garrafa de 750 ml.

Gordon & MacPhail
Gordon & MacPhail roubou as manchetes no ano passado no mundo de whisky, quando eles lançaram o single malt mais velho engarrafado. Esse foi um scotch de 70 anos da destilaria Mortlach, o lançamento da série da linha "Generations". Agora, G & M tem seguido com outro clássico, desta vez do mundialmente famoso Glenlivet. Vertido em um primeiro barril de carvalho americano preencher Xerez em fevereiro de 1940 durante a Batalha da Grã-Bretanha, este uísque extraordinário tem envelhecido por mais de sete décadas, lentamente, amadurecendo e diminuindo em volume. Os 100 restantes no tamanho garrafas 700ml estão agora disponíveis por um preço espantoso de US$ 6.000 cada, e outras 175 garrafas pequenas de 200ml também disponível para venda por "discretos" £ 3,200 cada um.
Site oficial: www.gordonandmacphail.com  

The Arran Malt
Destilado em Lochranza na Ilha de Arran, foi o único malte do whisky a ganhar uma sequência entre os bebedores convictos e turistas. Agora, a destilaria está lançando a mais recente garrafa, um ícone especial da marca Arran especial RuaraidhEsta edição limitada de whisky foi elaborada a partir de 22 ex-Sherry barricas de destilados em 1998 e especialmente selecionada por James MacTaggart sob a supervisão cuidadosa de Ruaraidh. O produto de 12 anos de maturação, o malte Ruaraidh foi previsto no ex-Olorosso barril barris de xerez, em 1998, e agora está sendo oferecido em uma edição limitada, chill-out não filtrada e incolor série de 6000 garrafas.
Site oficial: www.arranwhisky.com


Texto: André Porto
Fonte: Livro do Whisky, Whisky Magazine
Fotos: Divulgação

sexta-feira, 25 de março de 2011

ENTREVISTA: SEAL - Paixão pela música, amor pela família e simplicidade em viver.


Com uma carreira consolidada de mais de 20 anos de sucesso, o cantor Seal é um homem plenamente realizado. Que vive de sua paixão pela música, descoberta quando criança, e nutre uma perfeita sintonia familiar ao lado de sua bela esposa, a modelo Heidi Klum, e seus dois filhos. Que os define como seu eixo em sua vida. As raízes nigerianas e brasileiras fizeram de Seal um cantor aberto a novas culturas e apaixonado pelo Brasil. Nessa entrevista EXCLUSIVA para MENSCH, Seal demonstra como a simplicidade pode ser o caminho mais fácil para o sucesso, realizações e amor pleno em celebrar a vida cantando e cativando multidões. Está aí talvez o segredo do seu carisma e sucesso com o público, que mais uma vez lotou casas de shows por onde passou com sua nova turnê. Aqui na MENSCH não seria diferente, nos conquistou e nos levará a cantar suas clássicas e novas canções. Com vocês, Seal!


Seal, você se formou em arquitetura e trabalhou em diversos empregos diferentes até ser cantor. Como foi esse começo até você conseguir ser cantor?
Sim, você está correto. Estudei arquitetura embora que não tenha terminado minha graduação. Acho que eu seria igual a muitas pessoas; o caminho para tornar sua paixão uma carreira muitas vezes não é tão simples. Mas desde que descobri minha voz, ainda criança, que eu sabia que eu queria música para minha carreira.

A sua infância com pais separados e um relacionamento delicado entre você e seu pai tornou você um pai melhor? Você é o pai para seus que gostaria de ter tido?
Eu acho que a minha experiência de vida tem me feito um pai melhor. Queria garantir que meus filhos não tivessem que passar pelos desafios que tive de enfrentar.

Você e sua esposa Heidi Klum renovam a cada ano os votos matrimoniais e celebram com festas e momentos íntimos entre vocês. Isso demonstra o valor e o amor que você tem por sua família. Quais são esses valores? O que tudo isso significa para você?
Certo, eu e minha esposa renovamos nossos votos todo ano. Convidamos um pequeno grupo de amigos mais próximos e fazemos uma festa realmente grande. Gostamos de celebrar nosso amor e a família que criamos. Minha mulher e meus filhos significam tudo para mim, tudo gira em torno desse amor.

O reality show sobre a Lifetime, Love´s Divine, foi uma forma de mostrar para o público como ser uma família feliz? Não teve medo da exposição?
Love´s Divine não é um “reality show” de TV  sobre Heidi e eu. É totalmente o contrário. Meu objetivo e o de Heidi é dar a outros casais a oportunidade de renovar seus votos de casamento, como fazemos todos os anos. Muitos de nossos amigos e familiares têm dito que estão fazendo a mesma coisa e têm afirmado que o programa de TV é justamente isso. Com certeza não somos conselheiros matrimoniais, mas estamos dando a essas pessoas com histórias incríveis, e que muitas vezes tão difícil de contar, a oportunidade de rever seus casamentos e renovar o amor que sentem um pelo outro.

Em 1998 você deixou claro a sua preocupação com as relações humanas com canções como “Human Being”, “Lost My Faith” entre outras. Essas preocupações ainda existem? Como se manifestam?
O mundo é um lugar em constante mudança, como os acontecimentos mais recentes têm provado. Eu acho que isso é saudável desde que nos levam a questionamentos e obviamente me levam a expressar todas as minhas emoções.

Ser filho de pais nigerianos e neto de brasileiro teve alguma influência na sua música?
Acho que sim. Amo a música brasileira, verdadeiramente, amo. A música aqui tem muita alma, energia e paixão, e eu quero me deixar influenciar hoje e muito mais no futuro.

A que você deve o sucesso de “Killer” que atingiu mais de 5 milhões de cópias em 1990?
É uma pergunta difícil de responder do meu ponto de vista. Às vezes as coisas simplesmente acontecem.

Em 2003 você voltou a gravar depois de um período de cinco anos sem lançar novas canções. Qual o motivo desta pausa?
Acredito que quando você não tem nada a dizer, não diga.


Qual sua maior realização como cantor e qual seu desejo a ser alcançado?
Ainda estar fazendo o que mais amo depois de 20 anos como um artista que ainda grava. Longevidade é o maior desafio.

Você está com 47 anos e muito bem fisicamente. O que faz para manter-se em forma e saudável?
Ah, você é muito amável, muito obrigado. Mas não tenho nenhum truque secreto! Apenas faço o bom e antigo exercício e uma alimentação saudável.

A sua primeira vez no Brasil aconteceu em 1992 no Hollywood rock. Que boas lembranças você traz deste show?
Lembro bem daquele show porque cai quando estava entrando no palco! Nada mais tenho que não sejam boas lembranças do Brasil em geral. Amo esse país. Estou determinado em aprender português logo, logo.

Qual a expectativa de voltar a cantar no Brasil?
Estou muito excitado com a oportunidade de cantar no Brasil novamente. Já fizemos alguns shows por aqui que foram incríveis e estou com as mesmas expectativas em relação aos outros, cheios de pessoas bonitas que têm como objetivo dançar e se divertir.

O que os fãs do Brasil podem esperar desse show? Dê um recado aos leitores da MENSCH.
Eles se divertirão! Quando canto não gosto de pensar em mim e em minha banda como coisas separadas da platéia; é uma experiência para todos nós desfrutarmos juntos. Amo cantar aqui e espero que todos aproveitem os shows tanto quanto eu desejo que eles curtam!



Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Tradução: Dulce Porto
Agradecimentos: Ric Salmon
Fotos: Divulgação, Steve Huff (fotos dos shows)
Site Oficial: http://www.seal.com/

quinta-feira, 24 de março de 2011

AUTOMOBILISMO: Fórmula 1 - Máquinas na pista para a largada da temporada 2011.


Começa este fim de semana a 62ª temporada do campeonato mundial de Fórmula 1, a categoria mais importante e do automobilismo mundial. Com as equipes prontas e os pilotos sedentos por velocidade, as corridas prometem ser eletrizantes e disputadas até a última curva, como foi em 2010.

Para este ano, poucas mudanças nos cockpits das equipes. Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes mantiveram sua dupla de pilotos. A Renault teve que substituir o material champion (jargão para provável campeão) Robert Kubica, acidentado em um prova de rali na Itália em fevereiro, por Nick Heidfeld, mas sua intenção era também dar continuidade à dupla da última temporada. Toro Rosso e Lotus também optaram por manter os pilotos de 2010. Por outro lado, temos quatro novatos na categoria.


O venezuelano Pastor Maldonado vai fazer dupla na Williams com Rubens Barrichello, que vai para sua 19º temporada, recorde absoluto. A Inglaterra ganha outro piloto para torcer; Paul di Resta faz sua estréia na Force India, ao lado de Adrian Sutil. Na Sauber, quem dividirá as atenções da equipe com o japonês Kamui Kobayashi é o mexicano Sergio Perez. E o belga Jeróme D'Ambrosio assume o lugar de Lucas di Grassi, na agora Marussia Virgin, ao lado de Timo Glock. A Hispânia, última a definir sua dupla, vai com os veteranos Vitantonio Liuzzi e Narain Karthikeyan.

A disputa pelo título, como sempre, começa em casa. Cada piloto fará de tudo para ter a maior atenção da equipe e, claro, privilégios para brigar pela ponta da tabela. Como as ordens de equipe foram liberadas este ano, a promessa é de muita polêmica. Os testes de inverno não mostraram nenhuma equipe muito à frente da outra, mas a atual campeã Red Bull, com Sebastian Vettel e Mark Webber, a Ferrari, com Fernando Alonso e Felipe Massa, e MacLaren com Lewis Hamilton e Jeson Button sempre prometem bons pegas.


Além disso, dos seis, são quatro campeões do mundo por trás do volante, o que deve ser levando em consideração. A Renault, com Nick Heidfeld e Vitaly Pertrov, talvez tenha mostrado a evolução mais consistente, mas a ausência de Robert Kubica na liderança dos pilotos certamente vai ser sentida. E não se pode descartar a Mercedes, sob o comando do gênio Ross Brawn, que tem Michael Shcumacher no volante e seu algoz na temporada passada Nico Rosberg. Esses dez pilotos prometem se revezar no pódio durante a temporada. As outras equipes correm por fora por eventuais oportunidades de pódio e brigando por terminar entre os dez primeiros e pontuar a cada etapa.

Dos cockpits para as pitas, a novidade de 2011 é a inclusão de mais uma corrida no calendário, o Grande Prêmio da Índia, totalizando, por enquanto, dezenove provas. O GP do Bahrein, que abriria a temporada, mas que foi adiado por conta de problemas políticos no emirado, ainda está a confirmar. A temporada começa neste fim de semana na Austrália e termina no dia 27 de novembro, em Interlagos, no Grande Prêmio do Brasil.

Costumeiramente, a primeira parte do campeonato, disputada na Ásia e Oceania (Bahrein, Austrália, Malásia, China e Turquia), revela o que vai ser o campeonato, com os primeiros destaques aparecendo, além das dificuldades. Quando o tempo esquenta na Europa, a F1 se muda para o velho continente e inaugura os famosos pacotes técnicos nos carros, atualizações para corrigir as falhas do começo da temporada. São oito corridas no velho continente (Espanha, Mônaco, Europa, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Bélgica e Itália), com um pequeno pulo no Canadá, que decidem os pilotos que estarão no páreo para disputar o título na reta final da temporada.

De volta à Ásia, são mais cinco corridas (Cingapura, Japão, Coréia do Sul, Índia e Abu Dhabi). Na verdade, cinco decisões, já que ficará bem claro quais os pilotos que realmente estarão lutando pelo título. Por fim, a Fórmula 1 aterrissa no Brasil, para a última prova do calendário, esperando que o grande campeão seja conhecido ao cruzar a linha de chegada em Interlagos, como em 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009. Para saber, é só acompanhar, torcer e esperar.

Para acompanhar a Fórmula 1:Treinos Livres: SporTV e SporTV 2 (Sky, Embratel e NET)  Quintas, sextas e sábados ao vivo.
Classificação: Globo  Sábado, ao vivo
Corrida: Globo  Domingos, ao vivo
Estatísticas e informações:
www.f1.com (Live Time), F1TM 2011 Timming App (para iPod, iPad e iPhone)  Quinta, sexta, sábado e Domingo ao vivo


Texto: Sérgio Mendonça
Fotos: Divulgação
Fonte: www.f1.com. Corrida Fórmula 1, G1

quarta-feira, 23 de março de 2011

DESTINO: San Diego - Os atrativos da cidade apontada como a melhor dos EUA.



Na fronteira com o México San Diego reúne o melhor da cultura de praia Californiana com alternativas de cidade grande. Procure um hotel no distrito de Gas Lamp onde prédios históricos reúnem os melhores restaurantes, bares e casas noturnas da cidade. Com clima quase desértico e temperatura amigável o centro tem vários bares com mesas ao ar livre na rua central ou 5th Ave.  Se possível alugue um carro e explore as praias da região.

Comece por Embarcadero onde um porta-aviões usado na Segunda Guerra Mundial é hoje um museu e uma das principais atrações da cidade. Seguindo pela costa rumo ao norte os bairros de Mission Bay e Ocean Beach estão lotados de estudantes que vivem a dura rotina de aula de manhã e surfe á tarde. Vale conferir os bares de Ocean Beach nas tardes de Sábado. Apesar do agito é mais ao norte que estão as mais belas paisagens da região. Não deixe de visitar La Jolla sede do maior campus da Universidade de San Diego.



Além do bairro elegante cheio de mansões e lojas de grife a orla tem pontos maravilhosos com covas e rochas lotadas de leões marinhos e focas. O local é também o ponto ideal para quem gosta de frutos do mar. Em um combinado de peixaria e restaurante o El Pescador da Pearl Street vende frutos do mar frescos para comer no local ou levar para casa. Foi lá que provei o maravilhoso sanduiche de camarões gigantes com salada e abacate.

Se você estiver bem acompanhado vale investir em um jantar no Crab Cracker no centro de La Jolla de frente para o mar. Além da vista a casa é especializada em caranguejo e comer um daqueles gigantes do Alasca acompanhado de um bom vinho californiano vendo o por do sol pode ser um dos pontos altos da sua viagem. Continuando de carro pela costa rumo ao norte visite a reserva a beira mar de Torrey Park . As vistas dessa região mais selvagem são incríveis e o local é ideal para uma caminhada. Apesar das belezas da costa de San Diego e do agito de Gas Lamp o ponto alto da minha viagem foi a experiência de cruzar a fronteira com o México.


PASSANDO DA FRONTEIRA...TIJUANA
Depois de uma semana de trabalho em San Diego tive a felicidade de encontrar um velho amigo Sérvio com quem já dividi várias aventuras de viagem da China a América do Sul. A fronteira Mexicana fica a apenas 25 milhas do centro de San Diego e a travessia para o lado de lá é feita rapidamente em carro sem qualquer fiscalização.

Brasileiro com visto americano tem livre acesso. Só não deixe de levar o seu passaporte de quiser voltar aos EUA depois do passeio. Vale levar também algum comprovante de hospedagem em San Diego para reduzir o interrogatório na volta. Atravessamos e fomos direto para a praia de Tijuana. O choque cultural de atravessar a fronteira é enorme.  No lado Americano belos shoppings em avenidas largas bem cuidadas, do lado Mexicano a poucos metros do muro o caos urbano de Tijuana com suas ruas sujas e esburacadas mostra claramente que estamos em outro país.

Na praia de Tijuana sentamos em um boteco a beira mar e tomamos uma cerveja gelada com nachos. No bar um juke box velho tocando musica folclórica Mexicana e uns poucos americanos alternativos que ainda se aventuram a cruzar a fronteira. Com o pânico da escalada da violência e do trafico de drogas muitos americanos deixaram de cruzar a fronteira. Seguimos rumo ao sul até a cidade de Ensenada onde meu amigo me levou para comer os melhores Ceviches da região nas primeiras praias de Baja California. Em Ensenada sentamos em uma cantina Mexicana de 1860 e provamos um Clamato – coquetel estranho a base de cerveja, suco de tomate, caldo de mariscos e muita pimenta.

Na cantina bons “Mariachis” tocavam para delírio dos locais que dançavam sobre as mesas. Fechamos a experiência Mexicana com um passeio noturno palas ruas decadentes de Tijuana. O centro é lotado de prostitutas, traficantes e figuras que parecem ter saído de um filme do Tarantino. Apesar do ambiente as ruas são bem policiadas e o passeio já vale pelos fantásticos Tacos de Carne vendidos a um Dolar nas esquinas empoeiradas. Terminada a visita antropológica chegava a hora de cruzar novamente a fronteira. A fila comum para carros mesmo às onze horas da noite era de quase duas horas. Meu amigo com um passe de residente de San Diego podia passar pela pista expressa e eu saltei a poucos metros da fronteira e atravessei a pé sem grandes problemas, de volta a tranquilidade da bela San Diego.

[ MAIS San Diego: Conhecida como terra do sol e do surfe, a atmosfera praiana toma conta do lugar. A cidade – a maior da Califórnia e a oitava do país – já superou há décadas a reputação conservadora e vocação única como sede das grandes bases da marinha e da aeronáutica americanas. Hoje, vive de forma moderna e multicultural, sem perder seu charme histórico e origem espanhola. A fronteira com a mexicana Tijuana só fortalece as origens latinas. Fonte: CI]

Texto: Fernando Russo
Fotos: Fernando Russo, Divulgação

terça-feira, 22 de março de 2011

CARRO: Porsch 918 Spyder - Economia máxima de combustível e alta potência nas pistas.


O Salão do Automóvel de Genebra (Suíça), um dos mais bem conceituados do mundo, durou dez dias (que aconteceu esse ano de 03/03 a 13/03) e sempre traz grandes novidades dentre os lançamentos automobilísticos que a indústria está projetando. Dentre os destaques, temos os três mais recentes modelos da Porsche, um deles, o 918 Spyder, com acionamento híbrido. Enquanto não lança seu novo híbrido a Porsche anunciou uma série especial 911 Turbo S chamada “Edition 918 Spyder” em homenagem ao modelo que virá em 2013.

Altamente inovador o carro-conceito da Porsche, o 918 Spyder Porsche é inteligente e combina tecnologia, performance de alta tecnologia no automobilismo e design clássico. O Porsche 918 Spyder, com plug-in híbrido oferece o desempenho de um carro esportivo puro-sangue super no consumo de combustível de apenas três litros por 100 km no âmbito da Nova Driving Cycle. 

Com uma abertura de dois lugares equipado com um V8 de alta velocidade em desenvolvimento mais de 500 cv e funcionando com o motor em velocidade máxima de 9.200 rpm, bem como motores elétricos no eixo dianteiro e traseiro com saída de mecânica em geral de 218 cv (160 kW). O motor de combustão V8 é um desenvolvimento da unidade de energia de grande sucesso de 3,4 litros já constasse do carro de competição RS Spyder e meia não posicionada na frente do eixo traseiro, dando ao carro o direito de set-up para o excelente desempenho na pista de corrida através do seu bom equilíbrio.

A energia é guardada em uma bateria de íon lítio resfriada por líquido arrefecedor, posicionada atrás do banco do passageiro. A grande vantagem dos híbridos que podem ser ligados na tomada é que a bateria pode ser carregada em uma rede elétrica normal. Já a energia cinética do carro é convertida em energia elétrica por meio dos freios regenerativos. A partir do momento que o motorista aplica os freios, é gerado mais energia para uma aceleração rápida e dinâmica.



Um botão no volante permite ao motorista escolher entre quatro modos de direção diferentes. O E-Drive usa apenas força elétrica para operar o carro e percorre até 25 km. No modo híbrido, o 918 Spyder usa tanto o motor elétrico como o motor a combustão dependendo das condições e exigências de direção, oferecendo desde economia máxima de combustível até alta potência. Segundo a marca alemã, o modelo híbrido realiza uma volta completa no traçado de Nürburgring (pista alemã conhecida por exigir equilíbrio e desempenho dos automóveis) em 7min30s, 2s0 a menos que o Carrega GT.

Como normalmente acontece, será uma série limitada de 918 unidades e custará € 645.000 (o equivalente a R$ 1,52 milhão sem taxas de importação e impostos brasileiros), o 911 Turbo S começará a ser vendido em junho de 2011 e custará € 173.241 (R$ 409.000) euros na versão Coupé e € 184.546 (R$ 435.000) para a versão Cabriolet. A série limitada utiliza motor 3.8 6 cilindros boxer biturbo com 530 cavalos de potência e oferece como diferencial apliques da pintura “verde ácido” do 918 Spyder, novo painel de instrumentos, tela de LCD, além de revestimento em couro.

Veja como foi projetado o 918 Spyder:



Texto: André Porto
Fotos: Divulgação
Fonte: Web Motors, G1, Carro OnLine, Quatro Rodas

segunda-feira, 21 de março de 2011

BALADA: Rio de Janeiro, em uma noite apenas (e nada mais).

Então, se você tivesse uma noite apenas e nada mais para farrear na cidade Maravilhosa para onde você iria? Tarefa difícil, não é verdade?! Mas para o leitor da MENSCH isso não é problema. Sempre pensando em vocês, leitores queridos, me foi designada a árdua tarefa de passar uma semana na noite carioca atrás de boas opções para publicar aqui e agradar a todos (assim espero). Ok, não precisa agradecer, mas precisa sim, conhecer.

Lugar obrigatório para se ir é a Lapa. Um dos bairros mais boêmios do Rio de Janeiro, lá a night pode começar em botequins onde se toma uma cerva gelada no balcão e terminar nas várias casas de sambinha de raiz que, aqui pra nós, são as minhas preferidas. Duas opções legais são o "Carioca da Gema" e o "Rio Scenarium". No "Carioca da Gema" escutamos samba, do bom, naquele estilo samba de roda bem carioca, como o nome do bar sugere. Já no "Rio Scenarium", pode-se escutar também MPB, forró... Em qualquer dos 3 ambientes que a casa possui.

Mas e se na sua única noite no Rio você quiser escutar rock? Sem problema, o Rio tem o "Bukowski", ou simplesmente "Buko", para os íntimos. Além de rock´n roll neste bar, rola sinuca, dardo e até uma rodadinha de narguile, para dar o ar politicamente incorreto que agrada. O bar possui DJ ou "tocador de vinil" e também recebe bandinhas de rock, blues e afins. E para garantir a entrada com um descontinho camarada basta colocar seu nome na lista no perfil do bar no Orkut ou no Facebook.

Mas, para quem quer ouvir aquela musiquinha de balada, tomar um drink e papear com os amigos, o "Black Bar" no Leblon é a sua opção! O ambiente é intimista, meia luz, musiquinha moderna, pufs e mesinhas, além do serviço que é de primeira. E se você se empolgar e ficar a fim de curtir uma balada mais pesada, a "Melt" é do lado, é só dá uma esticadinha.


Agora se na sua única noite no Rio você ficar na dúvida entre sair para jantar num lugar moderninho ou sair para a balada num lugar sofisticado e que dure até o dia seguinte, a opção é a "Zozô" na Urca. Aos pés do bondinho até a meia noite a "Zozô" é um restaurante comportado, mas descolado, depois a pista esquenta sob o comando de vários DJs que se revezam a depender do dia da semana. Mas vá preparado, porque os preços acompanham a sofisticação da casa.

Para os amantes de musica sertaneja, o Rio também tem uma opção; a "Quintaneja da Cobal" do Leblon. Toda quinta você pode se acabar de cantar tomando um chopizinho gelado num clima bem informal e super descontraído. Aliás, este já é o clima da Cobal do Leblon ou da Humaitá, que é a cara do happy hour carioca.

Falar de bar tipo botequim no Rio é "sacanage", eles são a cara da cidade!!! E são eles quem dão o ar, na minha humilde opinião, despojado da cidade. São tantos e tão diversos e todos tão legais que fica difícil e é até injusto selecionar alguns. Mas missão dada é missão cumprida então vamos lá: O "Veloso" no Leblon é o point! Chopp gelado e barato que pode ser pego e pago (claro) no balcão sem ter que esperar uma mesinha vagar para ficar papeando.

A "Cervejaria Devassa" tem um bar em cada canto da cidade. Lá, os amantes de chop podem provar dos diversos que a casa oferece. A quem interessar possa prefiro aquele que chama Devassa negra.  O "Informal" e o "Belmonte" também seguem a mesma linha e sempre são opção para quem quer tomar uma geladinha depois do trabalho, antes da balada ou a noite toda. O "Jobi" no Leblon oferece o melhor bolinho de bacalhau do Rio, sorte sua será pegar uma mesinha, a casa vive lotada. O "Rota 66" em Ipanema ou na Cobal da Humaitá, tem uma caipiroska frozen com 2 litros de vodka. É uma super caipiroska servida numa super taça para muitas pessoas, ou para uma só, corajosa.

E como toda noite acaba, para não ir pra cama de barriga vazia, passe no "Cervantes" para comer um super sanduíche de vários sabores, todos com abacaxi, a marca registrada da casa. Depois vá ver o nascer do sol no Arpoador e espere a próxima oportunidade, afinal, essa noite é uma só!


Texto: Daniela Vasconcellos
Fotos: Divulgação
Fontes/Links:

sexta-feira, 18 de março de 2011

MENSCH ENTREVISTA: Otaviano Costa


"O dono da história"! Esse poderia muito bem ser o título dessa entrevista com o ator, jornalista e locutor Otaviano Costa. Um homem invejável, não só pelo fato de ser casado com a bela Flávia Alessandra, mas por ter construído uma história de sucessos e realizações, onde cada papel que teve o prazer de viver, lhe rendeu mais do que sucesso, mais felizes momentos. Felizes momentos relatados aqui por esse cara que além de tudo segue à risca o ditado de que rir é sempre o melhor remédio. Dos momentos como radialista à atuação em novelas, a cada novo trabalho uma nova realização. Assim como o recente papel, oficial, de ser pai. Experiência que ele compartilha tão harmoniosamente com Flávia e sua querida enteada, que juntos formam o que podemos chamar de família daquelas de propaganda de margarina. Otaviano é tudo isso e mais um pouco, afinal a partir da próxima segunda iremos conhecer um Otaviano diferente, usando saias e batom, em mais um desafio em sua carreira repleta de realizações. À Otaviano o nosso obrigado e aos leitores, uma ótima leitura!

01 - Como foi seu início profissional? Veio pela atuação ou apresentação de programas de rádio/TV?
Foi em rádio (Jovem Pan FM/SP), como locutor e imitador. Mas logo parti para TV, como ator, trabalhando na "Escolinha do Golias", no SBT. Onde contracenava com o Norton Nascimento e outros atores da época. Depois disto, entrei na MTV e minha vida seguiu mesclando a interpretação com a atuação até hoje.

02 - Apresentar ou atuar. Onde Você se sente mais à vontade?
Eu amo fazer as duas coisas. Energias motivacionais incríveis! Sou comunicador e ator por natureza! Mas são processos distintos. Apresentar sou eu com o botão de "liga/desliga" acionado. Estou pronto instantaneamente. O tempo todo. Não há medida. É solto e amplo. O microfone em minhas mãos é quase uma extensão do meu corpo. Agora, atuar é uma viagem. Literalmente. Uma viagem de sentimentos, esforços físicos, composições, limites e fronteiras, que muitas vezes somos obrigados a ultrapassar e ousar. O risco é maior, mas é isto que me move. A cara a tapa o tempo todo. Eu amo dar vida e a vida aos personagens.

03 - Que boas lembranças você guarda da época de apresentador na MTV e na Rede Record?
São mais de 20 anos de carreira e acharia injusto destacar uma ou outra emissora desta minha história profissional. Cada uma delas foi muito importante. Por exemplo, a BAND, onde apresentei tantos programas (especialmente o O+ "Ó positivo"), transmissões de carnavais, shows e eventos como os réveillons. Como não citar o SBT, onde comecei em TV e trabalhei como ator no programa da Angélica e na novela “Éramos seis” (1994)? E a Globo? Minha passagem como repórter e ator pelo Domingão do Faustão, (entre 1997 e 1999) e já duas novelas (Caras e Bocas e Morde e Assopra)? Na Record (2001 a 2004) apresentei vários programas e atuei na novela "Amor e intrigas" (2007). E a MTV? Pô! Foi demais! Se for falar de lembranças, prefiro falar de todas. 

04 – Você saiu de Cuiabá, sua terra natal,  por conta do esporte mas acabou enveredando para o mundo artístico, como foi isso?
Eu estava indo para o treino no Banespa (onde jogava) em São Paulo e ao sair de casa, me deparei com uma promoção da Jovem Pan FM em frente ao prédio onde a rádio ficava. Me deu um "tilt", faltei o treino, fui até o andar da rádio e fiquei na porta fazendo imitações. Umas duas horas seguidas, até que uma hora enchi o saco da galera de lá e um cara me puxou pra dentro e me colocou num estúdio. Pediu para um produtor gravar minhas imitações. Dois dias depois, me chamaram e comecei a trabalhar como locutor nas madrugas e ganhei um programa que se chamava "Pandemônio". Não acreditei! Cara de pau e tanto! Meu primeiro emprego. Valeu, mas tomei bronca e "banco" do técnico. 

05 – A vertente do humor sempre esteve presente em você?
Sim, tem mais a ver com meu jeito de ser. Adoro pessoas divertidas e inteligentes ao meu redor. Risada é cachaça. Adoro me embebedar delas. A Flávia também tem este DNA. E brinco que nosso relacionamento, foi "bom humor a primeira vista". Mas profissionalmente, não quero ficar preso a um caminho dramatúrgico somente. Quero sempre desafios e novos caminhos. Imagino milhares de personagens que amaria fazer. Das últimas três novelas, fiz um personagem de drama e dois de comédias. Por enquanto o equilíbrio está bom.    


06 – Você é casado com Flávia Alessandra, uma das mulheres mais bonitas e desejadas da TV brasileira. Como você lida com isso?
A pessoa com que eu me casei e eu amo, é a que vive na minha casa. Esta sim é a mais bonita, desejada, inteligente, bem humorada do meu mundo. Quando a conheci, confesso que não sabia de sua projeção e carreira ao todo. Já juntos, me interessei a conhecer mais e aí sim, a entendi completamente e passei a admirá-la ainda mais. 

07 - Ainda falando de Flávia... Ela chegou a estrelar duas capas de PLAYBOY, e na época muitos questionamentos sobre ciúmes ou inseguranças em relação a isso. Você acha que é algo que incomoda mais aos outros do que a você? Existe um pouco de machismo e puritanismo velado nesses questionamentos? Como você vê essas duas questões?
Na primeira Playboy, ainda como namorado dela, não me senti no direito de sequer, emitir alguma opinião a respeito. Achava que não cabia a mim e ela estava muito feliz com toda a história. E ela me surpreendeu de cara, me convidando para participar da escolha das fotos. Achei aquilo, um elo de confiança e cumplicidade muito forte. Ficaram lindas as fotos. No segundo ensaio, já como marido, conversamos mais. Nunca disse para ela não fazer. Mas sempre perguntava se ela tinha certeza que queria aquilo. Se sim, teria meu apoio. Senti ciúmes obviamente. Sou homem pô! E desta vez, era a minha mulher e não mais minha namorada de pouco tempo. No fundo eu também fiquei inseguro, mas não queria a deixar em dúvidas. Se eu tivesse dito "não faça", eu sei que ela não faria. Não por uma questão de falta de personalidade, mas sim por absoluta cumplicidade com meus sentimentos. Mas ela estava muito feliz, radiante, por isto me senti na obrigação de vê-la como mulher, mais uma vez, realizada. Participei das escolhas das fotos e ficaram incríveis novamente! Flávia é linda!

08 – Alguns homens resistem a se envolverem com mulheres com filhos de outros relacionamentos, em algum momento isso pesou na sua história com a Flávia Alessandra?
Sim! Especialmente no planejamento de um casamento tão rápido (casamos em menos de seis meses juntos). A Giulia era parte fundamental daquela nossa decisão. Pensamos e agimos da maneira mais adequada possível, para que não a deixássemos chateada, com medo, dúvidas ou até ciúmes da minha chegada na vida delas. Mas deixo claro, que esta situação em nada, absolutamente nada, pesou ou mexeu em minha decisão de casar com a Flávia. Giulia é uma menina incrível e eu me apaixonei por ela imediatamente também. Fui até honrado com o convite de hoje, além de ser seu padrasto, ser também seu padrinho. Eu adoro esta garota!

09 – Qual a emoção de ser pai?
Vou usar o refrão da música do QUEEN: "It's a kind of magic". É um tipo de magia única. Absolutamente maravilhosa. Eu rio, choro, brinco, me perco no olhar dela. Me vejo, vejo ela. Vejo minha família. Nada mais me interessa quando estou com ela. A Olívia (graças a Deus!) herdou nosso bom humor. Acorda com um sorriso no rosto. E mais, essa menina sorri com o olhar. É encantadora! Acho que ela me hipnotiza todas as vezes que eu olho pra ela. (risos)  

10 – Todos os investimentos agora são pra carreira de ator ou há espaço para projetos como apresentador?
Há espaço para tudo. Minha mente e coração são escancarados. Eu sou um artista que adoro me envolver em projetos e caminhos expressivos diferenciados. Não consigo me imaginar focado a um universo somente. Estou fazendo músicas, em parceria e produção de Juliano Cortuah, que serão divulgadas em junho pelo MySpace. Tenho um projeto e argumento com foco no público jovem e da internet que será produzido pela Academia de filmes, com um longa, uma série de TV e várias ações de transmídia. Apresento dezenas de eventos corporativos pelo Brasil todo. Estou na novela "Morde e assopra" na TV Globo. E devo fazer uma peça logo após o fim da novela. Ufa,. Há espaço? 

11 – Como será viver uma mulher na próxima novela da Globo, Morde & Assopra?
Divertidíssimo! O personagem é um machão e ele só se disfarça de mulher, por absoluta falta de opção. Sob pressão da Augusta (Cissa Guimarães), que é uma de suas ex-mulheres, ele não consegue fugir da situação e agora terá que enfrentar o salto alto, os cílios, peruca, unhas feitas e etc... Walcyr Carrasco está inspiradíssimo e as cenas prometem ser uma farra! Tomara que o público goste. 

12 – Sobre fugir da ex-mulher para não pagar pensão... Qual seria o pior pecado que um ex-marido pode cometer, não pagar pensão ou se negar a passar o final de semana com o(s) filho(s) dessa relação que não existe mais?
Acho que se chegar a este ponto, o pior pecado foi ter tido o filho. 

13 - Muito se cobra do tratamento do homem em relação à mulher. Mas e qual seria pra você a pior atitude de uma mulher em relação ao homem numa relação. O que ela faz que detona a relação?
A traição. Por ambos os lados. Se isto acontece, a relação perde a principal estrutura de sua base: confiança.

14 - Seu casamento com Flávia Alessandra parece ser de perfeita sintonia e com muito bom humor. Seria esse o "segredo" para se manter um bom relacionamento?
É claro que o bom humor para mim é fundamental. Mas o amor para mim é a eterna busca de vários sentimentos e virtudes, que o casal desenvolve com o tempo e aprende a construir para um relacionamento. O sexo, respeito, admiração e cumplicidade também estão nesta receita. 

15 - Com a aproximação dos 40 chegando, algo te incomoda em relação à idade? Como manter sempre esse ar de garotão que você costuma transparecer?
Olha, eu não sofro da "Síndrome de Peter Pan", mas eu não consigo me ver, sentir e imaginar com a idade que estou. Eu acho que sem querer, exercito minha alma de moleque, para que ela se equilibre com a boa maturidade que veio com o tempo. Música, bom humor, amor, esporte, filhos, vinhos... 40? Eu? Vamos lá então! Nunca me senti melhor! Meu espírito jovem me guia eternamente! 

16 - Costuma pensar muito em relação ao futuro? Quais seus medos e desejos quando pensa no futuro?
O futuro é o agora. Não tenho medo ou grandes preocupações. Só peço a Deus que nos dê saúde, especialmente para as nossas crianças. Não posso me preocupar! Olho para o lado e penso: "Sou feliz, tenho saúde, uma linda família, faço o que amo e construí uma história". Que mais eu quero? O que mais posso querer?




Texto: André Porto / Nadezhda Bezerra
Capa/Ensaio: Renata Xavier ( www.renataxavier.com.br )
Fotos: arquivo pessoal
Agradecimentos: Rafael Barcellos
FR Produções Artísticas
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