quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

MENSCH ENTREVISTA : Benício, o mestre das ilustrações e das pin-ups



O talento de alguns homens de sucesso muitas vezes tem o poder de revolucionar uma estética e as fantasias que habitam a mente das pessoas. E foi com um pincel na mão e um enorme talento que o ilustrador Benício revolucionou o conceito de pin-ups aqui no Brasil trazendo a volúpia e a sedução da mulher brasileira numa estética que surgiu no mundo desde a época da II Guerra Mundial. Benício teve, e tem, o poder de recriar grandes divas do cinema nacional e internacional. Como ele mesmo diz nessa entrevista, ele teve as mulheres que sempre admirou. E não satisfeito por recriar um mundo de sonhos para a ala masculina, Benício ao longo dos anos de carreira ainda alimentou sonhos de crianças, como os cartazes clássicos dos Trapalhões, fez parte da história do cinema nacional com pinturas para filmes clássicos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, e ainda recriou produtos e sonhos para peças publicitárias, livros, produtos e mais recentemente, lançou essa semana o primeiro livro de pinturas, o "Sex & Crime". Para conhecer um pouco mais desse gênio do pincel e tinta, fomos conversar com ele. O resultado não poderia ser outro, um grande presente para os olhos. Leia e fique fã desse grande artista.

Com 16 anos, os moleques da sua idade brincando e você desenhando profissionalmente. Como foi isso? A maturidade chegou mais cedo pra você?
Fui uma criança muito calma. Desde cedo desenhar foi meu principal entretenimento.

Arquitetura, publicidade, cinema, pin-up. Onde você se encontra melhor?
Desenhar pin-ups sempre foi uma grande alegria para mim, talvez a maior.

Alguma emoção diferente por fazer os cartazes dos Trapalhões?
Desenhar os 30 (trinta) cartazes dos filmes dos Trapalhões foi uma grande alegria para mim, com a oportunidade de fazer um trabalho continuo tentando manter uma unidade entre eles.

Você eternizou em seus traços várias divas do passado, como Marilyn Monroe e a brasileiríssima Sônia Braga. Há alguma diva hoje em dia que você gostaria de desenhar?
Sempre consegui desenhar as mulheres que tive vontade. “Desenhar não ofende,” não é?


Sexo e crime sempre rendem uma boa ilustração?
Sexo e crime fazem parte muito marcante do imaginário das pessoas. Por isso sempre chamam muito a atenção quando estão evidenciados nos desenhos.

O que você ainda não ilustrou, mas adoraria fazê-lo?
Sinceramente não tenho frustrações quanto a isto. Acho que já desenhei tudo que quis.

Qual o conselho para quem quer se tornar um ilustrador profissional?
Muita dedicação, persistência e paciência, pois a excelência do trabalho só vem com o tempo.

Qual de suas ilustrações tem mais de você? Aquela que você olha e diz: minha alma está aqui.
Cada ilustração que faço tem muito de mim, Não existe uma especifica para caracterizar o que pede.


Já usou seus traços para conquistar alguém?
Conquistei a mulher da minha vida, com quem vivi 52 anos, através da minha arte.

Você ilustrou um livro do escritor Xico Sá, Chabadabadá. É mais fácil ou mais complicado criar em cima de um roteiro, uma história que já existe?
De maneira geral, meu trabalho sempre foi feito baseado em roteiros, scripts, etc.

Os avanços tecnológicos te trouxeram mais ferramentas ou menos trabalho?
O desenvolvimento da tecnologia só veio facilitar o trabalho, ainda que eu não utilize totalmente os recursos que ela me oferece. Sou ainda adepto do pincel.


Como é o mercado atual de um ilustrador aqui no Brasil? Existe um reconhecimento por parte de empresas, marcas e leitores?
Os clientes ainda estão meio deslumbrados com a rapidez do computador. Custam a aceitar os prazos que os métodos tradicionais podem oferecer. Mas acredito que a qualidade de um bom trabalho supera qualquer “novidade” tecnológica.

Você dirige sua própria carreira nunca precisou de empresários. Alguma dificuldade por conta disto?
Sempre tive a sorte de contar com excelentes companheiros de empreitada. Acho que é resultado do critério que sempre adotei com relação ao cumprimento dos compromissos assumidos com meus clientes.

As antigas pin-ups da época da II Guerra influenciaram você de alguma forma?
Na época da II guerra, com dez ou doze anos, ainda não me deixava influenciar muito pelo sex-appeal das pin-ups da época.

Quais são seus ilustradores atuais preferidos? Por que?
Minha formação profissional vem da influência dos ilustradores americanos (Austin Briggs, Jonh Witcomb, Al Parker, Bob Peak), sem esquecer o “papa Norman Rokwell”. Dos atuais, gosto muito do estilo do Brad Holland.

Esse seu recente livro lançado, “Sex & Crime”, é uma realização pessoal, mas o que ele representa pra você? Virão outros?
Representa a realização de um sonho antigo e a resposta às muitas cobranças do pessoal por um livro meu só de ilustração. Como o editor planejou, deverão ser publicados outros volumes abrangendo outros aspectos da minha ilustração.








Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Ilustrações e fotos: Divulgação Benício
Agradecimentos: - Mandacaru Design ( http://www.mandacarudesign.com/ )
-  Reference Press ( www.referencepress.com )

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

BALADA - Os bares mais incríveis pelo mundo.




Se passar horas num belo bar transado, repleto de gatas ao som de uma boa música já é um programa perfeito para uma noite de balada. O que diremos de certos lugares que de tão incríveis chamam tanta atenção quantos suas frequentadoras?! Garanto que às vezes você já se pegou perguntando que lugares pelo mundo esconde os bares (boates) mais incríveis no mundo? Nós também fizemos essa pergunta e fomos à caça dos bares mais incríveis pelo mundo. Para começar nossa viagem, selecionamos três lugares fantásticos, em três cidades incríveis. O resultado você vê aqui abaixo. E quem sabe, programe-se para conhecer um deles qualquer dia desses.

Yucca Lounge – Shanghai

O Yucca é na verdade um pequeno lounge, aberto recentemente, ideal para um happy hour ou para se tomar algumas bebidas diferentes. O local escolhido foi o terceiro andar da mansão 26F, no bairro das Mansões Sinan, em Shanghai, que já possui três restaurantes do chef Yucca.  
O local é uma atração a parte, mistura elementos sensuais, rústicos, místicos, de influências mexicanas, dos templos antigos, religiosas, ou seja, uma mistura de tudo. O idealizador Davis Laris procurou recriar o estilo contemporâneo do México. A intenção foi tornar tudo um pouco louco e moderno, segundo os proprietários, estar no Yucca evoca pensamentos de Salvador Dali, Diego Rivera e Frida Kahlo.
O bar principal fica numa grande laje central. O local já é conhecido internacionalmente pela grande variedade de coquetéis. O rum e a tequila só esquentam o ambiente, que por sinal é sempre lotado. Depois de viajar no local, é só adicionar um martini de maracujá, servido por mulheres sexys, à mistura e você terá uma noite bastante intensa!
Site oficial: www.yuccashanghai.com



Juliet Supperclub – New York
O Juliet Supperclub foi inaugurado ano passado na 539 West, 21st Street , oeste de Nova Iorque. O local consegue ser ao mesmo tempo um bom restaurante e uma excelente boate. Ideal para àqueles que procuram um local e um atendimento de alto nível.
A cozinha é definida como “global influences” da Ásia, Mediterrâneo, América Latina e Oriente Médio, dirigida por um dos chefs mais importantes do mundo, Todd English. Há inclusive uma entrada feita com a nossa lingüiça brasileira, e também, um prato com o tradicional churrasco, chamado de “Brazilian style BBQ”. Já os drinks costumam ser fortes e exóticos, variando em torno de cinqüenta dólares cada.

Sem dúvida a concepção do local é muito original, a começar com uma porta preta em um trecho abandonado de Nova York com um acervo de seguranças na frente. Por dentro é tudo azul e espelhado, o interessante é que além da pista de dança, há um amplo espaço para curtir o som em volta das mesas.
O local se tornou conhecido pela freqüência constante dos milionários de Nova York e de modelos badaladas, alguém duvida que esta mistura poderia dar errado? Além disso, entrar no local é basicamente impossível, pois é preciso ter seu nome na lista de convidados ou ser influente, o que torna o local meio “pretensioso” ou seletivo, talvez confortável para bilionários russos ou playboys do Oriente Médio.

Sound Phuket – Thailand

A cidade de Phuket, na Tailândia, não foi mais a mesma desde a inauguração do club Sound Phuket. A casa fica dentro do Resort Patong, mas precisamente no terceiro andar, recebendo em média 700 pessoas por noite. O local é muito futurista, foi concebido pelo Estúdio de Design de Bangkok, Londres e Tóquio.  A idéia foi reproduzir o ouvido humano em todas as áreas, logo, tudo é arredondado, curvo e tubular, além disso, possui alguns efeitos especiais, tornando uma ida ao “bar” numa experiência surreal.
A musica eletrônica tocada é protegida pelo sistema de acústica mais moderno do mundo. Sem dúvida, uma das atrações é o bar iluminado por uma tela de LED de medidor de 19 equalizadores gráficos, que sincroniza com o ritmo das musicas. O Sound Phuket recebe os melhores Djs da cena eletrônica e é freqüentado pelos famosos tailandeses como Tata Young, Navinta, Matthew Dean, Helen Pratumrat e Mark Kingpayom.
Cada noite tem um som diferente: na segunda-feira toca hits antigos, a partir da década de 70; terça-feira é Kinky Beats; quarta-feira é o Jet-set, que é Hip-hop, R & B; quinta-feira é Samba Loca, musica latina;  sexta-feira é Ultra-som – house; sábado é "This is Sound" - com DJs internacionais convidados, e domingo é remixes. Ou seja, lá todo dia é dia.
Site oficial: www.soundphunket.com

Texto: André Lima
Fotos: Divulgação

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

LEITURA: Livros para beber - Uma seleção literária para seu bar.


O que deseja hoje, vinho, cerveja, whisky ou vodca? Vá na estante e escolha a sua preferência. Calma, você não está lendo errado, não estamos falando de bebida, e sim de livros. Ou melhor, também estamos falando de bebida!! Afinal, esses cinco lançamentos editoriais sairam direto das livrarias para o bar. E como um bom apreciador de bebidas, um homem descolado deve se atualizar sobre o assunto. Afinal, mesa de bar rende bons papos e ótimas conquistas.


O Rei da VodcaUma das vodcas mais populares do mundo, a Smirnoff fez história através de seu criador e essa história virou livro. Nele é narrada a vida de Piotr Smirnov, um servo em uma pequena aldeia russa do século XIX, que conseguiu se libertar e construir um verdadeiro império da vodca. Com tino excepcional para os negócios e criador de estratégias de marketing absolutamente originais, aproveitou uma época de ouro na política russa, tornou seu produto popular e disseminou a marca internacionalmente. Do glamour da corte do czar aos famosos martínis dos filmes de James Bond, passando pela Revolução Bolchevique, essa é a atribulada e emocionante história de um homem e uma bebida. A jornalista Linda Himelstein recriou no livro essa incrível saga familiar envolvendo a bilionária marca Smirnoff, e a combinação entre política, negócios, tragédias pessoais e o espírito de superação em uma narrativa épica apaixonante.
R$ 39

Cerveja & Filosofia
O livro reúne vários artigos escritos por diferentes profissionais, incluindo filósofos, produtores de cerveja, mestres cervejeiros e bebedores. Os textos discorrem sobre a representação do ato de beber cerveja na vida das pessoas e oferecem novos debates que vão desde a produção da bebida até os encontros para apreciá-la. Dividida em quatro partes, "A arte da cerveja", "A ética da cerveja: prazeres, liberdade e caráter", "A metafísica e a epistemologia da cerveja", "A cerveja na história da filosofia", a publicação é apresentado por Cilene Saorin, a mais representativa sommelier de cervejas do Brasil. O volume expõe temas sobre os elementos de produção e ingredientes que tornam uma cerveja boa ou ruim, as diferenças entre cervejas industrializadas e artesanais (golden larger, bocks, amber ale), as leis que apoiam ou comprometem a comercialização e a produção da bebida.
R$ 45

O Vinho - Uma paixão para todos
Após quase vinte anos de trajetória, de mais de quinhentas palestras sobre vinho e de um contato diário e permanente com seus consumidores, o caminho escolhido pelos autores deste livro é o humor, a surpresa, o visual, a anedota... sempre possibilitando ao leitor que incorpore os conhecimentos básicos ou as dicas essenciais do mundo do vinho com um sorriso. O vinho: uma paixão para todos é vencedor dos prêmios Best Wine Book of the World 2009, na categoria Innovation, Gourmand World Cookbook Awards, Paris 2010, e 2nd Best Wine Education Book of the World 2009.
R$ 80

Whisky Classificado
Elaborado por meio de pesquisa, com a cooperação da indústria do whisky, desde a história, da importância da água na fabricação, do processo de produção até a seleção dos melhores single malts, este livro orienta o leitor em nas complexidades e delícias 'água da vida'. A partir da classificação desenvolvida pelo autor, que permite identificar os whiskies através do paladar, é possível compreender por que fatos como região, tempo de conservação, lugar onde o whisky é preservado, entre outros, são tão importantes para o resultado final do produto. David Wishart apresenta ainda as principais destilarias e conta um pouco da história e das características de cada uma, que faz com que cada whisky tenha sua própria identidade.
R$ 54 a R$ 38
História do Mundo em 6 Copos
Uma história da humanidade, da Idade da Pedra ao século XXI, contada em seis copos. As bebidas, mais do que apenas matar a sede, nos informam sobre progressos científicos, relações sociais, rituais religiosos e tratados comerciais. Com charme e autoridade, Tom Standage, editor de tecnologia da revista The Economist, discorre sobre vinho, chá, café, cerveja, destilados e Coca-Cola, mostrando que papel cada um deles exerceu em diversas épocas e civilizações. Como seis bebidas mudaram os rumos da humanidade. Mostra, entre outras coisas, a relação entre a cerveja e o desenvolvimento da escrita; o vinho e a filosofia grega; os destilados e a independência dos EUA; o chá e a queda do Império Britânico; o café e o progresso científico e, finalmente, a Coca-Cola e a globalização.
R$ 38

Texto: André Porto
Fontes:

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CHRONOFIGHTER FORTRESS - Uma vibrante homenagem aos aviadores.


Uma viagem no tempo, é o que se pode dizer do relógio Graham Chronofighter Fortress. Um vôo ao passado, até as origens dos cronômetro usados pelos aviadores. Uma viagem que não vai tão longe quanto George Graham, o pai do cronógrafo, o gênio inspirador da marca. Voltando ao passado, no começo, os cronômetros utilizados pelos tenentes eram grandes relógios de bolso, presos por debaixo de seus blusões de aviador. Essas peças eram essenciais para o cálculo de planos de vôo e para invasões aéreas.

 

 Assim os aviadores colocavam suas vidas nas mãos de seus relógios, lhes dando uma total confiança. Eles contavam plenamente em sua fidelidade e precisão. Essas peças eram submetidas a condições extremas das missões: alta altitude, stress, adrenalina e frio glacial. Elas eram acionadas pelos oficiais em situações de combate, enfiadas dentro de espessos blusões de couro, de grossas luvas, aparelhados em seus assentos e dentro da estreitas cabines. As vezes mergulhados dentro da "penumbra" do cockpit, em missões noturnas, onde a única fonte de luz era a fraca luz dos instrumentos de bordo. 

Tantas razões que explicam a necessidade de se desenvolver um sistema adequado para ativar facilmente o cronógrafo - e assim nascia a alavanca para esse tipo de relógio. A alavanca é um mecanismo que permitia aos membros de tripulação ativar intuitivamente o cronógrafo em condição de stress e mesmo usando as gordas luvas. Um sistema infalível que não desvia a atenção do utilizador de operações vitais, porque a alavanca situada na esquerda da caixa é impulsionada facilmente pela mão direita. O cronógrafo é ativado e desativado através do polegar, o dedo mais hábil e mais rápido da mão.


O Chronofighter Fortress é de certa forma uma homenagem à história da aviação como instrumento de vôo. Embora o seu sistema de disparo do cronômetro não seja muito adaptado para o tema retrô. Que inclui uma homenagem à epopéia dos aviadores britânicos. Fixado a uma pulseira de couro que recorda o aspecto dos blusões de aviador da época, a caixa de 43 mm é composta de uma caixa preta, com números grandes, índice e agulhas de "SuperLumiNova" beges. Com o seu look vintage, este digamos "guarda-tempos", encarna uma vertente da história da aviação britânica.

Da mesma maneira que a fuselagem do famoso Flying Fortress, a sua caixa é um casamento sutil de aço escovado e lustrado, que brinca com a luz. O seu fundo de safira transparente permite admirar os movimentos dos ponteiros. E o sistema de roda das colunas (R.A.C), permite ativar as funções "start - stop" e mesmo voltar a posição inicial 0 do cronógrafo. É o mais preciso e mais elegante dos mecanismos. A sua roda azul, que remete a forma de uma hélice, é facilmente identificável por sete partes salientes triangulares. O "start-stop" do cronógrafo faz-se exclusivamente através das suas numerosas alavancas. Permitem igualmente a diminuição à zero dos contadores. Por último, a alavanca proeminente e característica situada sobre a esquerda da caixa é uma das essências da linha Chronofighter. E ainda um amortecedor de choque Incabloc, 48 horas de reserva de marcha, vidro de safira com tratamento anti-reflexo, fundo de safira transparente. 

UM POUCO DE HISTÓRIA
O londrino George Graham (1673-1751), famoso por suas invenções de medir o tempo, é da marca Graham-London. É o inventor do cronógrafo, o escape à cilindro sem retrocesso, do primeiro relógio cronógrafo e o pêndulo à mercúrio com compensação de temperatura, este último que tem ritmado a vida diária dos cientistas do Observatório Real de Greenwich durante mais de 70 anos. Aos 14 anos, George Graham tornou-se aprendiz de relojoeiro em Londres. Depois de passar sete anos nessa função, Graham foi empregado por Thomas Tompion (1639-1713), o mais proeminente horologist e fabricante de instrumentos da época.

Graham ajudou a construir a primeira máquina (depois conhecido como planetário) que simulava com precisão os movimentos dos planetas. Graham assumiu negócios Tompion, e depois da morte do seu mentor, concentrou seus esforços em cima de relógios de concepção, cujo funcionamento interno preveniam ou compensavam certas falhas inerentes, tais como as mudanças de temperatura que poderiam ter efeito sobre as engrenagens dos relógios de metal. Até 1726 Graham chegou a construir o "pêndulo compensado de mercúrio", bem como um dispositivo que permitiria aos relojoeiros criarem relógios de precisão surpreendente. E assim foi os relógios Graham ganharam aperfeiçoamento à medida em que foram desenvolvendo peças modernas que reunissem uma técnica sofisticada e um desenho atípico.

Texto: André Porto
Imagens: Divulgação Graham

domingo, 13 de fevereiro de 2011

CARRO - AUDI A8, o "goodnight" da Audi.



O novo AUDI A8 chegou, e cheio de gracinhas. Não é a toa que em sua campanha publicitária, da um belo de um “boa noite” na sua concorrente Mercedes Bens e a tudo àquilo que considera quinquilharia do passado. Na verdade, a idéia do vídeo foi desejar um adeus para o “luxo antigo”, fazendo uma referencia ao clássico livro infantil “Goodnight Moon” escrito em 1947 por Margaret Wise Brown.

Em 15 de janeiro de 2011, o “Goodnight” invadiu os canais de TV americanos, fazendo o maior sucesso e trazendo um sentimento de nostalgia nos potenciais clientes da marca. No conto original, um coelhinho antes de dormir deseja “Boa Noite” a todos os objetos que gosta, já no comercial da AUDI, o telespectador é convidado a dar um “Boa Noite” ao luxo exagerado, e acordar para o simples luxo do novo Audi A8, e dizer “Bom dia” para a inspiração sem igual.
O comercial foi desenvolvido pela empresa Venables Bell & Partners, com a direção de Daniel Kleinman e produção da empresa Epoch Films em parceria com a Rattling Stick, já a direção de fotografia é de Alwin Kuchler e a trilha da Elias Arts.




O CARRO
O novo AUDI A8 LW 12 QUATTRO foi apresentado ao mundo em Pekin, durante o Auto China 2010. O carro veio para estabelecer o novo padrão do luxo no mercado, e dispensa maiores descrições quanto aos itens da categoria, pois são inúmeros seus itens diferenciais. A máquina vem com um potente motor de 12 cilindros com disposição para 500 cavalos e uma carroceria feita de alumínio, que faz com que ele fique 40% mais leve que o modelo similar a aço, tornando o passeio mais silencioso e seguro.  
O modelo cresceu em altura, largura e também na distância entre os eixos. A AUDI, também inovou nos faróis, que vem com funções de LEDs. No modelo, há detalhes cromados por toda parte, como se pode perceber nas grades, espelhos externos e no escape.
O motor W12 utilizado desde a versão de 2001, foi modificado para receber injeção direta da gasolina, desta forma, aumentando a força, chegando a potencia de 368 Kw, podendo acelerar do 0 a 100km/h em 4,9 segundos. O consumo médio do combustível, contudo, não é dos maiores: 8,3 km/l de gasolina.
O sistema de direção Servotronic age com altíssima eficácia. A suspensão pneumática adaptativa com amortecimento controlado é equipamento de série e é integrado ao sistema dinâmico Audi drive. Assim, o condutor poderá escolher entre quatro diferentes configurações de funcionamento do motor, a transmissão de oito velocidades tiptronic, a direção assistida Servotronic e o diferencial tipo esporte.

O sistema de navegação de última tecnologia trabalha junto com o sistema de segurança, que registra a topografia da estrada antecipadamente e deixa esses dados disponíveis para as unidades de controle, a transmissão automática, faróis e controle de velocidade de cruzeiro adaptativo com função Stop e Go. Com este sistema de inteligência avançada, pode-se identificar o cenário do percurso, que oferece no painel de controle todo o suporte de driver de forma prévia.
É amigo, mais não para por aí, o painel conta com um assistente de visão noturna, que usa uma câmera de imagem térmica para verificar à distancia, pessoas ou animais na estrada. Se for identificada uma situação de potencial risco, o sistema de freios é acionado automaticamente, além disso, a imagem é mostrada na tela em vermelho e aciona-se um sinal sonoro de alerta.

O interior do carro é espantoso, há espaço de sobra para o conforto, os assentos são reclináveis, podendo o passageiro desfrutar de uma massagem. Além disso, há também descanso para os pés, mesa dobrável, tela de 10,2 polegadas para todos e um mini-bar. Para o motorista, duas telas de monitores de grande porte, uma no painel de instrumentos e uma no console central, que funcionam como centros de controle e exibem as informações com alta resolução de gráficos em 3D.
Quanto ao som, trata-se de um Bang & Olufsen, de avançado sistema, com uma potência de mais de 1.400 watts e 19 alto-falantes, com opção de controle para os passageiros de trás. Falando em entretenimento, basta acionar qualquer tela disponível a bordo para navegar em qualquer função. 
INTERIOR DO CARRO



Já pensou em estender seu escritório para o carro?
Como se não bastasse todo o conforto desse “lounge”, o carro ainda vem com um sistema de internet wireless de fábrica. Através do sistema de navegação MIMI, desenvolvida em parceria com o Google, que foi recentemente premiado pela Telematics Award 2010, com o prêmio “Best Embedded Telematics Navigation Product”. A tecnologia funciona através de uma antena instalada no teto do carro, possibilitando localizar no Google o próximo destino; basta escrever na tela “touch screen” o nome do local, ou se preferir fazer uma chamada do telefone do próprio carro.
A velocidade da internet chega a 7.2 Mbit/s, e para se conectar basta inserir um chip no telefone do carro ou via Bluetooth, através do sistema de criptografia WPA2, que é a rede wireless mais segura existente. A conexão suporta até oito aparelhos ao mesmo tempo, sendo ipads, netbooks ou laptops. Já imaginou, em plena segunda-feira pós balada, você poderá dormir mais um pouco e aproveitar para adiantar o trabalho no trânsito.


E você, ficou com vontade de desejar um “Bom dia” para o novo Audi A8? Então, já deve imaginar que tanto conforto tem um preço. O modelo nos Estados Unidos custa U$$ 119.000,00, e infelizmente chega ao Brasil por cerca de R$ 500.000,00. Conclusão, bem que poderíamos dar um “Boa Noite” para a taxa tributária.


Texto: André Lima
Fotos: Divulgação AUDI

FONTE:
http://danmoldovan.blogspot.com/2010/07/2011-audi-a8-l-w12-quattro.html

sábado, 12 de fevereiro de 2011

ESTILO: Fashionisto: A Century of Style Icons - Ícones do século que fizeram estilo na moda.


O que faz de algumas pessoas ícone? Poderíamos responder que acima de tudo, muita personalidade. Personalidade para assumir um estilo próprio e se destacar dos demais ao ponto de virar uma referência que pode ser de moda, elegância, postura ou tudo isso junto, em se tratando do tema proposto no livro Fashionisto: A Century of Style Icons, da autora Simone Werle. Lançado esse mês, e vendido pelo Amazon (compre aqui), a autora reuniu 50 personalidades que viraram uma referência ao ponto de influenciar a forma dos homens se vestirem até hoje.


Podemos encontrar estilos clássicos como James Dean, Marlon Brando e Cary Grant até ícones atuais como Johnny Depp, Kurt Cobain e David Beckham. Esses exemplos citados possuem um estilo próprio e marcante, tanto que vários estilistas usam elementos característicos de seus estilos para criar a moda atual masculina. Homens em geral ao redor do mundo escolhem exemplos como esses para se basear na escolha de uma determinada peça de roupa. Como a clássica t-shirt branca de Marlon Brando, ou os óculos arredondados e chapéu de Johnny Depp ou até mesmo o corte de cabelo de Beckham.

As 50 personalidades do século passado reunidas nesse livro são famosas e em determinado ponto de suas carreiras surpreenderam o mundo ao imprimir sua marca. Com elegância, ousadia ou simplesmente um terno bem cortado, atores, designers, cantores e lendas estão presentes nesse livro classificados por títulos como "The Dandies", "The Rebels", "The Gentlemen", "The Rock Stars", "The Classics", "The Fashion Designers", "The Bands" e "The Extraterrestrials", cada um aparece em páginas duplas coloridas e apresentam seu estilo marcante sob as observações de Simone Werle.

Fred Astaire e Bryan Ferry, Truman Capote e Che Guevara, George Clooney e Boy George, todos encontram um lugar nessa divertida e fascinante coletânea do que faz um homem um ícone. Do gosto sofisticado de Oscar Wilde para o veludo ao estilo de Don Johnson em Miami, o distanciamento frio de Johnny Depp e Kurt Cobain, ou os personagens de Ziggy Stardust e James Bond, todos são apresentados com uma visão histórica do mundo fashion no universo masculino. Tão divertido quanto é informativo, este livro, brilhante inteligente vai atrair qualquer pessoa interessada em como a roupa pode fazer o homem.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MENSCH ENTREVISTA: Angelo Pastorello


Uma fotografia de qualidade não requer só um bom equipamento, requer acima de tudo muita sensibilidade e bom gosto para revelar ao mundo momentos, pessoas e objetos que muitas vezes o olhar comum não identifica facilmente. E fotografar com maestria se destacando num meio disputado da fotografia de arte se faz necessário acima de tudo criatividade. É o que pudemos constatar ao admirar o trabalho do fotógrafo Angelo Pastorello, que com muita criatividade e elegância extrai belíssimas imagens da sua forma de olhar por trás das lentes de suas câmeras. Com suas técnicas apuradas e olhos sensíveis Pastorello tem se destacado aqui e no exterior, seja com fotos simples de uma viagem ao Chile à um ensaio sofisticado para um editorial de moda, de um nú para revista ou um portrait, a marca da elegância e bom gosto está registrada junto à fotos. Angelo, um homem tão simples quanto eficiente no que faz se mostra nessa entrevista um cara comum querendo criar e realçar a beleza das coisas de forma marcante. Pra quem curte fotografia, um prato cheio. Pra quem simplesmente gosta de admirar belas imagens, nada melhor que essa entrevista-portfólio.


Angelo como e com que importância a fotografia entrou em sua vida e se tornou a sua profissão?
Quando eu estava na oitava série eu fiz um breve curso de fotografia na escola, neste curso eu me interessei muito pelo laboratório fotográfico. Passei então a fotografar para revelar e ampliar minhas fotos. Um ano mais tarde eu ganhei dos meus pais um Ampliador Durst e montei um pequeno laboratório no banheiro da casa da minha casa. Durante muito tempo meu interesse era só pelo laboratório, que até hoje eu uso muito para os meus trabalhos autorais.

Alguns anos depois eu comecei a me interessar pelo "Ato Fotográfico", pensar em um ensaio com tema, conceito e unidade, a partir dos 18 anos eu fui trabalhar no laboratório da Fuji Filmes do Brasil, no ano seguinte eu fui ser assistente, neste período fiz alguns freelas  p/ a Vogue fotografando a coluna social e alguns retratos. Depois passei a fotografar editorial de Arquitetura e Decoração para a revista Casa Cláudia, o que me deu bastante agilidade em relação a iluminação, dois anos mais tarde eu fiz um Portfólio só com modelos e portraits...e não parei mais.



Qual a marca dos seus trabalhos? Existe algo que só você faz como fotógrafo?
Eu prefiro que as pessoas falem sobre o meu trabalho, o que elas vêem e sentem nas minhas fotos!! O grande "desafio" para a maioria dos fotógrafos é ter esta "marca", uma "assinatura", que não é a técnica simplesmente, mas o conceito, o olhar. Isso é um "debate" amplo, pois conceito, olhar, originalidade são "conceitos" subjetivos. Técnica é importante saber e podemos estudar, até para podermos "desprezar"!!! Sensibilidade, "intuição empírica" e senso geométrico  é mais  difícil , são muitos fatores que vão compor cada fotógrafo.
     
Em relação ao meu trabalho, uma característica forte é a minha preocupação com volumes e dimensões, através de uma iluminação elaborada, enquadramento e direção quando eu fotografo pessoas. Em trabalhos profissionais onde eu tenho um briefing, um layout, eu "tento" incorporar estas características "técnicas". Em trabalhos autorais, desde a concepção até a execução, a responsabilidade é totalmente minha. Da escolha do 'tema", como "olhar" este tema, escolha da câmera, filmes, como vou revelar estes filmes, como vou ampliar, em que tipo de papel...enfim, todos os detalhes. Nestes casos acredito que minha maneira de olhar e resolver este olhar esteticamente fique mais evidente.   

Você uma vez citou que fotografar um nu para exposição te dava mais liberdade. Por quê? O que diferencia de um nu para uma revista?
Porque no trabalho autoral eu sou o responsável por tudo, portanto tenho liberdade total, a proposta é minha para mim mesmo! Quando eu fotografo para uma revista eu divido esta responsabilidade com uma equipe, com a direção de arte da revista, com a produção, com o make e na maioria das vezes eu sigo um briefing e o "estilo" da revista. Isto não significa que é melhor ou pior, apenas que é um trabalho de equipe.
     
Uma foto não é "melhor" ou "pior" por ter sido feita para uma exposição em Museu ou para uma revista. Muitas fotos que foram publicadas em revistas poderiam estar expostas num museu....e muitas exposições não poderiam estar publicadas em nenhuma revista !!!


Você lembra qual foi a primeira mulher nua que você fotografou? E quem estava mais nervoso, você ou ela?
Eu lembro sim, foi na praia de Trindade estado do RJ, com certeza eu estava mais "ansioso" do que ela. Fiz alguns filmes, depois no meu laboratório enquanto os filmes ainda estavam lavando eu vi alguns fotogramas e fiquei muito feliz com o resultado, a partir daí eu comecei a fotografar modelos fazer vários ensaios e "substituindo as fotos de Still e Decoração por fotos de gente. Nesta época eu já pesquisava filmes Infrared, e comecei a incorporar estes filmes em fotos com gente, isto ajudou a me dar um estilo nos contrastes e texturas das fotos com modelo.

O que é mais "fácil", dominar a técnica da fotografia ou desenvolver o olhar para a foto?
Técnica você aprende, pode estudar... Eu acho que com a "revolução" digital é preciso estudar mais ainda, principalmente a interpretação da luz, e não "cair" na mesmice dos tratamentos digitais, que estão transformando a fotografia em ilustração. O olhar, embora mais complexo e subjetivo, também podemos estudar, olhar é o que somos, pensamos, vivemos e tudo que nos formou. Mas com certeza você desenvolve sim o olhar, até o último momento da vida. Para quem se interessar, algumas sugestões de leitura: “A Imagem  de Jacques Aumont; “O Ato Fotográfico” de Philippe Dubois, “Realidades e Ficções na Trama Fotográfica” de Boris Kossoy.



Pin hole é uma das técnicas mais antigas da fotografia qual o prazer de ainda usá-la?

Existem várias técnicas fotográficas, o Pin Hole é literalmente um furo em uma caixa escura, este furo que faz a função de uma lente com um determinado diafragma. Não existem regulagens, nem de foco, nem de diafragmas e nem velocidade... E algumas câmeras nem visor para o enquadramento possuem. Eu tenho um ensaio de São Paulo, feito com um Pin Hole Scope que usa filme 120 mm e resulta um negativo de 6x18cm, os filmes podem ser cor ou P&B, os resultados trazem surpresas em relação as perspectivas, pois esta câmera não tem visor, o enquadramento é "imaginário". Um dos prazeres é você usar uma técnica "tosca" e básica na formação de uma imagem, é o "descompromisso", pois a idéia é o que importa, o "defeito" se torna "efeito"...

Você já desistiu de uma sessão de fotos ou não rendeu como esperava por conta da modelo ser chata ou implicante demais?
Nunca desisti, mas já tive este problema algumas vezes por a modelo ser inexperiente, por a modelo ser arrogante, com retratos de políticos e às vezes por gente da equipe ser chata. Embora o fotógrafo tenha a prerrogativa de tomar a decisão de acabar com os problemas encerrando a sessão. O mais importante é ter a "diplomacia" de terminar o trabalho, brigar e se desentender é prejuízo para todos. Ninguém é mais importante do que ninguém, nem modelo, nem produtor, nem maquiador, nem diretor de arte, nem Fotógrafo.
Existe mulher que é melhor ao vivo do que na foto?
Sim, várias mulheres são melhores ao vivo do que na foto, assim como o contrário também é verdade... Mesmo com produção, luz bacana e bom make, existem vários fatores que influem no resultado de uma foto, fotogenia, expressão corporal, charme, olhar, tudo isso parece óbvio, mas tudo isso combinado resulta na característica de cada mulher, também tem a interação entre fotógrafo e modelo, empatia, admiração. Uma modelo que pra mim não "funcionou”, pode ter um trabalho maravilho com outro fotógrafo e vice-versa. Foto é "ilusão", desejo, às vezes esta mulher "virtual" se faz real, na maioria das vezes não!

Moda ou publicidade, o que te dá mais prazer em fazer?
Nos trabalhos de editorial de moda eu tenho mais "liberdade”, em publicidade existe mais o "seguir" layout, alguns trabalhos de moda como catálogos também são mais "engessados”... Os que me dão mais prazer são os trabalhos que, independente do que são ou para onde são, eu tenho uma sintonia, em outras palavras, me agrada a proposta estética.


Já aconteceu de te chamarem para fotografar uma modelo que você não dava nada por ela e o resultado sai perfeito? Por que isso acontece?
Muitas vezes, em publicidade, em editoriais, patálogos e muitos portraits. Embora Fotografia não seja uma "caixinha de surpresas" surpresas acontecem! São vários motivos, maquiagem e cabelo, produção e iluminação, que "transformam" a modelo do ponto vista estético, se isso é melhor ou pior, é uma discussão subjetiva, mas o que acontece também, e muito, é a "transformação" da "atitude' da modelo, da interpretação, da maneira como ela se coloca diante da câmera, de como ela incorpora aquele momento, do charme, do olhar, de se sentir segura, da empatia... estas características da personalidade da modelo mais a produção, maquiagem e cabelo e toda a parte fotográfica, somadas a uma fotogenia, que num primeiro momento nós não identificamos, resulta numa foto excelente. Muitas vezes ao olhar uma pessoa diante de nós, que nos parece "comum" , ao ver esta pessoa fotografada nos "surpreendemos" com o excelente resultado. Quando se trata de modelo profissional, o que importa para mim é como ela  fotografa e  não com ela é ao vivo.

Você fez sua estreia na revista PLAYBOY ano passado com a capa da repórter Mônica Apor. Como foi esse trabalho? Ter sido para PLAYBOY teve outro peso?
Na verdade eu já havia feito outros trabalhos para a PLAYBOY. Há 18 anos eu fotografei as finalistas de um concurso... 10 anos depois eu fiz dois ensaios, um em SP e outro na Argentina, ambos segundo ensaio. Também há uns dois ou três anos eu fiz uma moda masculina com movimentos em studio. Fotografar a Mônica foi muito bacana, pois eu já tinha feito três ensaios com ela e existia uma admiração mútua. Ensaio de capa para a PLAYBOY tem um sabor especial sim, trata-se de uma marca mundial e um sucesso editorial, é uma revista vista e lida por pessoas de diversas áreas, isso é muito bom, pois a visibilidade é maior.

Qual o trabalho que você mais tem orgulho de ter feito, seja por realização pessoal ou profissional?
São vários, autorais e comerciais, e eu não saberia eleger o melhor, mas vou citar um trabalho recente autoral que eu comecei a fazer há exatamente dois anos e continuo fazendo, chamado: "Cenas de São Paulo", são fotos do Mercado Municipal, Aeroporto de Congonhas, Estação da Luz e os Carros Alegóricos do Carnaval. As fotos foram feitas com uma Câmera Pin Hole Scope 120 mm, onde eu uso filmes coloridos e P&B, as ampliações tem 180x60cm e uma proporção de 1/3. Cinco destas fotos estão no acervo do Museu de Arte Contemporânea de Cuba, Casa de Las Américas. Este trabalho continua e em breve vou fazer uma exposição em São Paulo.

Que dicas você daria ao leitor MENSCH que está iniciando no universo da fotografia?
Não se forma um profissional em pouco tempo, em área nenhuma, e em fotografia também. A "revolução" digital trouxe uma facilidade e uma "democratização" da imagem fotográfica, o acesso a câmeras é mais fácil, a fotografia migrou para telas de iPod, iPad, celulares e computadores. Barateando todo o processo e nivelando as imagens em resoluções baixas que "enganam" os olhos quando vistas "virtualmente" nestas telas. Por outro lado existe uma "banalização" da fotografia, sem critério nenhum. Vejo pessoas se dizerem fotógrafos sem ter idéia do que é Luz e sem ter os pré-requisitos básicos da fotografia. Aprendem um básico de photoshop e se intitulam fotógrafos.
     
A dica é: estudem!! Procure um curso, sejam assistentes de profissionais com história, leiam muito, se informem cronologicamente, história da fotografia, estudem fotógrafos de diversas áreas, para os digitais, entendam o que é, e como funciona um Fotodiodo (pixel), aprendam a fotometrar e a interpretar a luz , estudem Zone Sistem, amplie suas imagens em papeis fotográficos, e principalmente, não se ache importante!!
Em que lugar do ranking está a fotografia brasileira (moda e publicidade) em relação ao resto do mundo?
Não tenho esta resposta e nem sei se existe um ranking. Se existir um ranking, sinceramente não acho isso importante. Infelizmente nossas referências ainda são importadas, principalmente em moda, mas acho que estamos melhorando.
 
Fotografia é um hobby para muitas pessoas. Então qual seria o seu (ou seus) hobby?
No começo meu hobby eram minhas fotos autorais e meu laboratório, hoje isso se incorporou ao profissional. Então, estou sem um hobby. Mas a música é muito importante.

Quem é Angelo Pastorello sem a câmera fotográfica?
Um observador...


Foto capa: Angelo Pastorello (auto-retrato inédito)
Site oficial: www.angelopastorello.com.br
Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Agradecimentos: Patrícia Alves