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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

MÚSICA: Shows que foram show‏

Como iniciar uma matéria sobre shows sem pensar no Woodstock, nos Beatles em cima do telhado – depois copiado pelo U2 -, o 101 do Depeche Mode e o Queen no estádio de Wembley? Sem falar no segundo e último show que a Legião Urbana fez em Recife.
 
Pois é, o Woodstock Music & Art Fair (nome default) foi não somente um show, mas um festival de música entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 numa imensa fazenda em Bethel, Nova York e tendo como slogan "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música". Alguém sabe aqui o porquê desse slogan? Paz, Amor e Era de Aquário, tendo sua caracterização e atitude calcada na contracultura, manifestada pelo movimento hippie.
E de onde vem o nome Woodstock? O evento foi planejado para uma cidadezinha homônima, todavia os moradores já previam muito paz, amor, “orégano” e certos aditivos, fazendo com que acontecesse em Bethel, à uma hora e meia de distância. Foram trinta e duas apresentações realizadas ao longo dos quatro dias do evento. Tais como: Ravi Shankar, Richie Havens, Santana, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, Sly & the Family Stone, The Who, Jefferson Airplane, Joe Cocker, The Band, Johnny Winter, Crosby, Stills, Nash & Young, Jimi Hendrix e outros imortais.
 
Literalmente nasci na época errada, mas nem sempre temos os políticos que desejamos no poder. Imagine ter vivido numa época de virtuose? Pois é. O Queen pra não ficar por baixo, em julho de 1986, no estádio de Wembley, Londres, se apresenta na sua última turnê deles, a Magic Tour, resultando no álbum Live at Wembley '86. Um clássico do Rock e Pop e não poderia ser diferente. Algumas que tocaram: One Vision, A Kind Of Magic, Under Pressure, Who Wants To Live Forever, I Want To Break Free, Love Of My Life, Bohemian Rhapsody, Crazy Little Thing Called Love, Radio Ga Ga, We Will Rock You, We Are The Champions, entre outras.

Para os fãs de Música Eletrônica, não incluo o que se toca em rave, há o belíssimo 101, um show em 1989 da banda Depeche Mode, que virou álbum e documentário, gravado em Pasadena, USA, no estádio Rose Bowl. O nome do evento surgiu de uma forma simplista: era o 101º show da turnê. E como documentário, foi um dos primeiros a mostrar o dia-a-dia de uma banda e dos fãs. Foram cerca de 70 mil pessoas vibrando, consagrando-a como uma das maiores bandas alternativas existentes até hoje.

Você pode ter uma TV full hd e home theater high end para ver um show, mas nada melhor que a energia de estar lá vendo de perto ou de binóculo, mas fazendo parte daquele momento e depois podendo sair dizendo: eu fui; e tu? (risos). E sobre os outros que comentei acima, aguardem porque virão mais e mais oportunidades.

E pra quem ficou com água na boca, apresentamos uma seleção com alguns DVD´s, CD´s e Blue Ray´s para reviver esses grandes músicos e seus shows.
 
 
 
 
 
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

SHOW: ROCK IN RIO - O festival, retrospectiva, programação e o que vestir

Ou Rock in Brasil? Acredito mais nessa segunda opção, haja vista que meio mundo de brasileiros estarão lá, como também outros malucos sulamericanos. Malucos? Como assim? Não, não achem que estou metendo o pau em que vai. Longe disso. Loucos por uma ótima causa: o velho e bom rock’n roll que estará bem representado nessa mais nova edição. Ok, haverá outros ritmos também.

Para os que torcem o nariz diante das apresentações de Claudia Leitte e Ivete Sangalo, musas da Axé Music, o criador do Rock in Rio, o publicitário Roberto Medina, costuma dizer que rock é antes de mais nada transgressão e não nada mais transgressor que misturar ritmos. Ele também costuma lembrar que já na primeira edição o evento já apresentava a mistura de gêneros com os artistas Elba Ramalho, George Benson, Al Jarreau, Ivan Lins, Ney Matogrosso e Gilberto Gil. Então, sendo assim, melhor pensar o Rock in Rio como um evento grandioso de música, e não de rock em si, que tal?

E o que acontecerá de inusitado dessa vez? Anos atrás, Rod Stewart até futebol jogou, mas na suíte do hotel que estava hospedado. Lembram da meia 7/4 que o Anthony Kiedis...? Deixa pra lá!. E quem diria que Axl Rose, com aquele jeito de freqüentador da Delegacia para Mulheres, jantaria com camareiras, produtores e outros profissionais? Não há como esquecer que ao sobrevoar o evento, Roberto Medina ficou %$#@& ao ver os roqueiros fazendo aquele sinalzinho que sempre fazem com a mão para celebrar o rock e ele achou que o estavam aclamando como corno. Pode?

A 1ª edição foi um divisor de águas. Após o evento, vários shows internacionais começaram a aportar em terras tupiniquins, como também vários gêneros da música começaram a ter mais visibilidade. Antes, não se tinha muito a ideia certa de como seria a receptividade e vendas; mas depois quem passou por aqui foi Paul McCartney,que na época acabou realizando no Rio de Janeiro o maior show do mundo, indo parar nas páginas do Guinnes Book.

Outras edições do Rock in Rio vieram. Em 1991 o Maracanã recebeu os fãs do rock para celebrar artistas como A-HA, Billy Idol, e George Michael, ídolos da década de 80. A terceira edição aconteceu em 2001 em Jacarepaguá, assim como na 1ª edição, mas já com o nome de Cidade do Rock. Quem deu as caras dessa vez, entre outros, foram Aaron Carter, Britney Spears, Dave Mathews Band, Deftones, Foo Fighters e Oasis.

Em 2004 o evento cruzou os mares e aportou em Lisboa, que foi a casa do Rock in Rio ainda em 2006 e 2008, para curtir o bom e velho rock and roll com os nossos patrícios se tornando um produto de exportação. Ainda em 2008 logo após Lisboa, as guitarras, baixos e baterias viajaram até Madrid, mais precisamente em Arganda Del Rey para dessa vez fazer a Espanha tremer. Em 2010 a dobradinha Lisboa/Madrid se repetiu e finalmente em 2011, o Rock in Rio volta ao lar, ao seu lugar de origem para sorte e aproveitamento de nós brasileiros. E volta com novidades.

Este ano o Rock in Rio mostra que rock é sustentabilidade também. O evento está pleiteando a Certificação 100R, que se alicerça no econômico, ambiental e social, para atestar 100% de reciclagem e emissão zero de Carbono nos dias 23, 24, 25, 29 e 30 de setembro e 01 e 02 de outubro. Para tanto, haverá cuidado com os dejetos, diminuição e compensação da emissão de carbono, programas educacionais e outras ações.

As ações sociais desenvolvidas pelo Rock in Rio 2011 receberam o nome de “Por um mundo melhor”, e envolvem também doação de instrumentos musicas, no intuito de contribuir para a formação de novos músicos; instalação de sala de músicas em escolas municipais do Rio e campanha contra o uso de drogas. O Rock já não tem a cara de mau que fazia os pais de antigamente abominarem os acordes das guitarras, não é mesmo?

Bons motivos não faltam para se ir ao Rock in Rio, fica até difícil escolher uma ou até mesmo 02 bandas preferidas. Tem rock na roll pra tudo que é gosto contemplando a diversidade musical mundial. A festa será tão singular no cenário musical que já deu filhos. Em Pernambuco haverá a Rock in Rio Doce. Pois é, um ótimo desdobramento, hein? Será que aprenderam com a Al Qaeda a gerar células independentes?



Quem viver, verá.

Por Alfredo Galamba*
*Alfredo é publicitário, DJ e fanático por música

O que rolou nas edições antigas no Brasil
1ª Edição - RIO DE JANEIRO – JACAREPAGUÁ - 11 a 21 de Janeiro de 1985
Número de bandas: 28 Bandas
Público 1.380.000 pessoas

Artistas Internacionais:AC-DC, All Jarreau, B’52, George Benson, Go Go’s, Iron Maiden, James Taylor, Nina Hagen, Ozzy Osbourne, Queen, Rod Stewart, Scorpions, White Snake e Yes

Artistas Brasileiros:Alceu Valença, Barão Vermelho, Blitz, Eduardo Dusek, Elba Ramalho, Erasmo Carlos, Gilberto Gil, Ivan Lins, Kid Abelha, Lulu Santos, Moraes Moreira, Ney Matogrosso, Paralamas do Sucesso, Pepeu Gomes e Rita Lee
2ª Edição - RIO DE JANEIRO – MARACANÃ - Entre 18 e 27 de Janeiro de 1991
Número de bandas: 44 Bandas
Público 700.000 pessoas

Artistas Internacionais:
A-HA, Billy Idol, Colin Hay, Debbie Gibson, Dee-Lite, Faith No More, George Michael, Guns N’Roses, Happy Monday, Information Society, INXS, Joe Cocker, Judas Priest, Lisa Stansfield, Megadeth, New Kids on the Block, Prince, Queensryche, RUN DMC, Santana e SNAP.

Artistas Brasileiros:
Alceu Valença, Capital Inicial, Ed Motta, Elba Ramalho, Engenheiros do Hawaii, Gal Costa, Gilberto Gil, Hanói Hanói, Inimigos do Rei, Laura Finokiaro, Leo Jaime, Lobão, Moraes & Pepeu, Nenhum de Nós, Orquestra Sinfônica, Paulo Ricardo, Roupa Nova, Sepultura, Serguei, Supla, Titãs, Vid e Sangue Azul.

3ª Edição - RIO DE JANEIRO - JACAREPAGUÁ (CIDADE DO ROCK) - Entre 12 e 21 de Janeiro de 2001
Número de bandas: 160 Bandas
Público 1.235.000 pessoas

Artistas Internacionais:
Aaron Carter, Beck, Britney Spears, Dave Mathews Band, Deftones, Five, Foo Fighters, Guns N’ Roses, Iron Maiden, James Taylor, Neil Young, N´Sync, Oasis, Papa Roach, Queens of The Stone Age, Red Hot Chili Peppers, REM, Halford, Sting, Sheryl Crow e Silver Chair.


Artistas Brasileiros:Barão Vermelho, Capital Inicial, Carlinhos Brown, Cássia Eller, Daniela Mercury, Elba Ramalho, Engenheiros do Hawai, Fernanda Abreu, Funk ´N Lata, Gilberto Gil, Ira, Ultraje a Rigor, Kid Abelha, Milton Nascimento, Moraes Moreira, O Surto, Pato Fu, Pavilhão 9, Sandy & Junior, Sepultura e Zé Ramalho.
Para mais informações: http://www.rockinrio.com.br

LIVRO: Rock in Rio – A história do maior festival de música do mundo, de Luiz Felipe Carneiro, reúne um amplo trabalho de pesquisa, que incluiu a leitura de mais de dois mil artigos e entrevistas com dezenas de artistas, críticos de música e os principais organizadores do festival, incluindo Roberto Medina, em busca dos mais marcantes e inusitados episódios de cada edição. Tudo isso num livro com mais de 200 fotos e muitas histórias. Para quem foi ao Rock in Rio, o livro aquece a memória. Para quem nunca foi, mas ouviu histórias a respeito, o livro traz uma compilação das melhores delas. À venda nos quiosques oficiais do Rock in Rio; nas maiores redes de livrarias do país e no site da Globo Marcas por R$ 44,90

Barra Shopping - Av. das Américas, 4666 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Shopping Rio Sul - Rua Lauro Müller, 116 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ



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sexta-feira, 25 de março de 2011

ENTREVISTA: SEAL - Paixão pela música, amor pela família e simplicidade em viver.


Com uma carreira consolidada de mais de 20 anos de sucesso, o cantor Seal é um homem plenamente realizado. Que vive de sua paixão pela música, descoberta quando criança, e nutre uma perfeita sintonia familiar ao lado de sua bela esposa, a modelo Heidi Klum, e seus dois filhos. Que os define como seu eixo em sua vida. As raízes nigerianas e brasileiras fizeram de Seal um cantor aberto a novas culturas e apaixonado pelo Brasil. Nessa entrevista EXCLUSIVA para MENSCH, Seal demonstra como a simplicidade pode ser o caminho mais fácil para o sucesso, realizações e amor pleno em celebrar a vida cantando e cativando multidões. Está aí talvez o segredo do seu carisma e sucesso com o público, que mais uma vez lotou casas de shows por onde passou com sua nova turnê. Aqui na MENSCH não seria diferente, nos conquistou e nos levará a cantar suas clássicas e novas canções. Com vocês, Seal!


Seal, você se formou em arquitetura e trabalhou em diversos empregos diferentes até ser cantor. Como foi esse começo até você conseguir ser cantor?
Sim, você está correto. Estudei arquitetura embora que não tenha terminado minha graduação. Acho que eu seria igual a muitas pessoas; o caminho para tornar sua paixão uma carreira muitas vezes não é tão simples. Mas desde que descobri minha voz, ainda criança, que eu sabia que eu queria música para minha carreira.

A sua infância com pais separados e um relacionamento delicado entre você e seu pai tornou você um pai melhor? Você é o pai para seus que gostaria de ter tido?
Eu acho que a minha experiência de vida tem me feito um pai melhor. Queria garantir que meus filhos não tivessem que passar pelos desafios que tive de enfrentar.

Você e sua esposa Heidi Klum renovam a cada ano os votos matrimoniais e celebram com festas e momentos íntimos entre vocês. Isso demonstra o valor e o amor que você tem por sua família. Quais são esses valores? O que tudo isso significa para você?
Certo, eu e minha esposa renovamos nossos votos todo ano. Convidamos um pequeno grupo de amigos mais próximos e fazemos uma festa realmente grande. Gostamos de celebrar nosso amor e a família que criamos. Minha mulher e meus filhos significam tudo para mim, tudo gira em torno desse amor.

O reality show sobre a Lifetime, Love´s Divine, foi uma forma de mostrar para o público como ser uma família feliz? Não teve medo da exposição?
Love´s Divine não é um “reality show” de TV  sobre Heidi e eu. É totalmente o contrário. Meu objetivo e o de Heidi é dar a outros casais a oportunidade de renovar seus votos de casamento, como fazemos todos os anos. Muitos de nossos amigos e familiares têm dito que estão fazendo a mesma coisa e têm afirmado que o programa de TV é justamente isso. Com certeza não somos conselheiros matrimoniais, mas estamos dando a essas pessoas com histórias incríveis, e que muitas vezes tão difícil de contar, a oportunidade de rever seus casamentos e renovar o amor que sentem um pelo outro.

Em 1998 você deixou claro a sua preocupação com as relações humanas com canções como “Human Being”, “Lost My Faith” entre outras. Essas preocupações ainda existem? Como se manifestam?
O mundo é um lugar em constante mudança, como os acontecimentos mais recentes têm provado. Eu acho que isso é saudável desde que nos levam a questionamentos e obviamente me levam a expressar todas as minhas emoções.

Ser filho de pais nigerianos e neto de brasileiro teve alguma influência na sua música?
Acho que sim. Amo a música brasileira, verdadeiramente, amo. A música aqui tem muita alma, energia e paixão, e eu quero me deixar influenciar hoje e muito mais no futuro.

A que você deve o sucesso de “Killer” que atingiu mais de 5 milhões de cópias em 1990?
É uma pergunta difícil de responder do meu ponto de vista. Às vezes as coisas simplesmente acontecem.

Em 2003 você voltou a gravar depois de um período de cinco anos sem lançar novas canções. Qual o motivo desta pausa?
Acredito que quando você não tem nada a dizer, não diga.


Qual sua maior realização como cantor e qual seu desejo a ser alcançado?
Ainda estar fazendo o que mais amo depois de 20 anos como um artista que ainda grava. Longevidade é o maior desafio.

Você está com 47 anos e muito bem fisicamente. O que faz para manter-se em forma e saudável?
Ah, você é muito amável, muito obrigado. Mas não tenho nenhum truque secreto! Apenas faço o bom e antigo exercício e uma alimentação saudável.

A sua primeira vez no Brasil aconteceu em 1992 no Hollywood rock. Que boas lembranças você traz deste show?
Lembro bem daquele show porque cai quando estava entrando no palco! Nada mais tenho que não sejam boas lembranças do Brasil em geral. Amo esse país. Estou determinado em aprender português logo, logo.

Qual a expectativa de voltar a cantar no Brasil?
Estou muito excitado com a oportunidade de cantar no Brasil novamente. Já fizemos alguns shows por aqui que foram incríveis e estou com as mesmas expectativas em relação aos outros, cheios de pessoas bonitas que têm como objetivo dançar e se divertir.

O que os fãs do Brasil podem esperar desse show? Dê um recado aos leitores da MENSCH.
Eles se divertirão! Quando canto não gosto de pensar em mim e em minha banda como coisas separadas da platéia; é uma experiência para todos nós desfrutarmos juntos. Amo cantar aqui e espero que todos aproveitem os shows tanto quanto eu desejo que eles curtam!



Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Tradução: Dulce Porto
Agradecimentos: Ric Salmon
Fotos: Divulgação, Steve Huff (fotos dos shows)
Site Oficial: http://www.seal.com/

quarta-feira, 16 de março de 2011

SHOW: Shakira - A estrela do pop-rock-latino sacode o Brasil.



São muitas as influências que compõe o estilo desta Colombiana que ganhou o mundo. Dentro de sua essência roqueira, Shakira mistura um pouco de musica latina, espanhola, libanesa, americana e porque não brasileira? Sangue latino, uma voz linda e uma dança que hipnotiza qualquer mortal do planeta terra, fizeram de Shakira umas das artistas mais completa da atualidade, quebrando as barreiras geográficas impostas pelo mercado norte americano, chegando a vender mais de 60 milhões de cópias.

Shakira Isabel Mebarak Ripoll nasceu em Barranquilla, na Colombia, aos quatro anos de idade começou a praticar dança árabe e aos oito escreveu sua primeira música. Com toda estas vocações precoces, Shakira gravou seu primeiro CD aos 15 anos. Mas foi com o seu terceiro álbum, chamado “Pies descalzos”, que ela foi reconhecida internacionalmente, começando uma turnê por toda América Látina e Estados Unidos.

Este seu ultimo CD, foi um sucesso também aqui no Brasil, principalmente, por causa das faixas “Estoy aqui” e “Donde estas corazon” (ver) esta última, por sinal, foi tema da novela “Salsa e Merengue”, da rede Globo. Este disco chegou a vender 800 mil cópias só no Brasil, com isto, a contora sentiu-se tão próxima do país que regravou três dos seus sucessos em português: "Estou Aqui" (ver), "Um Pouco de Amor" e "Pés descalços".

Em 1998, ela lançou o disco “Dónde Están Los Ladrones?” (ver) e entrou de vês para o mundo pop, recebendo discos de platina nos Estados Unidos, Argentina, Colômbia, Chile, América Central, México e Espanha. Ela ainda foi premiada com um Grammy e dois Grammy´s Latinos.

Em 2000 ela lançou o projeto MTV Unplugged, que recebeu o Grammy de melhor disco do ano e vendeu um milhão e meio de cópias. Em 2001, mostrou sua versatilidade cantando no seu primeiro CD com todas as faixas em inglês, chamado “Laundry Service”, que foi um sucesso, contando com musicas mais melódicas como “The one", o tango de “Objection” e o pop-rock-latino que fez este álbum vender 13 milhões de cópias "Whenever Wherever" (ver), que inclusive também foi tema de uma novela Global, “O Clone”.

A partir daí, os números só aumentam, Shakira vendeu 25 milhões de cópias e ganhou mais um Grammy, em 2005, com o seu projeto “La tortura” (ver), contando com a parceria de Alejandro Sanz. Na copa do mundo de 2006, Shakira também se juntou ao rapper haitiano Wyclef Jean e gravou a canção Bamboo, tema oficial da Copa do Mundo daquele ano. Não podíamos também deixar de comentar da última copa, com a música “Waka Waka” (ver), ela conseguiu colocar a África em sintonia com o Mundo, além disso, vale lembrar que a cantora declarou-se torcedora fervorosa pela seleção Brasileira.

Shakira ao longo de sua carreira não se contentou só com estas parcerias, das mais conhecidas, podemos relembrar; a que fez com  Cher, Whitney Houston, Celine Dion, Mary J. Blige, Anastacia, para o projeto "Divas Live Las Vegas"; com Carlos Santana, no single "Illegal" (ver); novamente com o happer Wyclef, com o sucesso "Hips Don't Lie"; com a estrela Beyonce, na música "Beautifull Liar" e Lil Wayne, em "Give It Up To Me" (ver).

Em seu terceiro álbum em inglês, Shakira lançou She Wolf, uma musica composta em parceria com o John Hill e Sam Endicott, inclusive com uma versão em espanhol, intitulada “Loba”. Este single atingiu o top 5 mundial, sendo umas das músicas mais baixadas do mundo. Recentemente, Shakira lançou “Loca” (ver), e não muito diferente dos seus outros singles, já está bombando, inclusive está em primeiro lugar em algumas das principais capitais mundiais.

São inúmeros sucessos, apresentações, vídeos, participações, concertos em prol da paz mundial, entrevistas, videoclips, prêmios, indicações, capas de revista, elogios, em fim, quando se fala em Shakira associa-se a grandiosidade do seu sucesso, e olhe que passaríamos horas tentando encontrar todos os vestígios que este furacão deixa por onde passa.

Ela tem um contrato milionário (cerca de cem milhões de dólares) com a gravadora Live Nation, que abrange turnês, gravações e propagandas. O presidente global da empresa, Jason Garner, anunciou recentemente que: "Shakira é uma das poucas artistas verdadeiramente globais, ela pode vender música e bilhetes em quase todos os cantos do globo”.  Inclusive a revista Forbes, recentemente a nomeou como a quarta artista mais bem paga no mundo da música. De “loca” ela não tem nada né,  haja “waka waka”.
http://www.shakirabrasil.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2435&catid=18


Clique aquie veja o seu novo single, "Sale El Sol".



Então, depois de relembrar boa parte da careira da maior estrela latina da atualidade, confira a agenda dela pelo Brasil e estenda sua folia só mais um pouquinho, afinal você merece.

 


Texto: André Lima
Fotos: Divulgação
Fonte: Revista Rolling Stones e www.shakira.com (site oficial)
Maiores informações: www.shakirabrasil.com.br 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MÚSICA MENSCH: Janelle Monáe - A adorável "concorrente" de Amy Winehouse

Os shows da cantora Amy Winehouse só começam próxima semana, mas um dos burburinhos do momento é sobre a cantora que irá abrir os shows, uma tal de Janelle Monáe. Comenta-se inclusive que a própria Amy tentou evitar que Janelle abrisse seus shows, pois não queria ser ofuscada pelo desempenho elogiadíssimo da colega. Verdade ou não, não se sabe. Mas que Janelle é páreo duro para Amy, isso é. E só isso já será motivo de sobra para Amy se comportar e dar o melhor de sí, caso contrário será a jovem Janelle a realmente atrair todos os holofotes e manchetes em todas as mídias.

Mas e quem é essa "tal" Janelle Monáe? Essa é a pergunta que muitos estão fazendo no momento. Fomos atrás de saber quem é a jovem de 25 anos nascida na cidade americana Kansas City, que dança eletricamente e tem uma potente voz (fora o "topetinho" característico de sua persona) que vai abalar os palcos brasileiros esse mês. Janelle é uma artista completa, cantora, compositora, dançarina e performista. Com seu pouco tempo de estrada, já gravou dois cd´s (seu primeiro album foi lançado em 2010), foi indicada ao Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo R & B. Seu  álbum teve um impacto comercial maior chegando ao número 17 na Billboard Hot 200 nos EUA.

Nascida e criada em Kansas City, Janelle desde criança já desejava ser cantora e tinha em Dorothy, do Mágico de Oz, teve certa influência nas suas criações. Ainda no início de carreira, a jovem Janelle mudou-se para estudar em Nova York com o intúito de seguir carreira na Broadway, mas ao longo do tempo direcionou a sua carreira exclusivamente para a música, que segundo ela, tem o potencial de mudar o mundo. Numa outra mudança de cidade, dessa vez para Atlanta, Janelle conheceria OutKast´s Big Boy que juntos, fundariam a Sociedade de Belas Artes para jovens artistas. O convívio com o Big Boy a levou a assinar contrato com a gravadora Bad Boy Records A & Skid R Daniel.


Em 2007 Janelle lançou seu primeiro disco solo, chamado Metrópole, concebido como álbum conceitual. Elogiado pela crítica especializada, era dividido em partes, algumas para ser baixado em mp3 através do site oficial. Por conta de um novo contrato assinado, em agosto de 2008, o disco foi renomeado "Metropolis: A Suite Chase (Special Edition)" e incluiu duas novas faixas. E foi com esse disco que Janelle recebeu sua primeira indicação ao Grammy. Em maio de 2010, Janelle lançou seu álbum, o ArchAndroid. E juntamente com o disco Metropolis, são combinados numa versão longa-metragem, em que o alter de Janelle, Cindi Mayweather, torna-se a figura andróide de Metrópolis, fazendo uma referência aos filmes de ficção científica.

Com um estilo próprio, Janelle ganhou as páginas das revistas de moda e estilo. Seus smokings típicos criaram uma identidade e deram um tom sofisticado a Janelle, segundo ela descreveu o smoking como sendo um uniforme de sua carreira e Janelle declarou que quando ela os veste sente que está trabalhando. Com seus smokings, sua dança e sua potente voz, Janelle nos leva a crer que é realmente um andróide de traços afilados ou uma graça da ficção científica. Mas isso tudo iremos conferir de perto próxima semana. Até lá confiram alguns vídeos de Janelle que fazem sucesso por aí.






IMPERDÍVEL: Um dos melhores vídeos de Janelle: http://www.youtube.com/watch?v=pwnefUaKCbc&feature=channel

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

SHOW MENSCH: O encerramento da turnê de Jota Quest



Show grátis no Parque da Independência encerra a turnê do álbum “La Plata” e comemora um ano do movimento “Trânsito Mais Gentil” da Porto Seguro

Uma das bandas de pop rock mais queridas do Brasil, o Jota Quest faz no domingo, dia 12 de dezembro, no Parque da Independência, um grande show, aberto ao público, em evento que comemora um ano de sucesso do movimento “Trânsito Mais Gentil”, lançado pela Porto Seguro.

A apresentação marca o retorno do grupo à capital paulista para o encerramento de sua turnê ”La Plata”, iniciada em novembro de 2008, que rodou o Brasil de ponta a ponta, passando por 155 cidades, em mais de 250 apresentações. Os mineiros Rogério Flausino (voz), Marcio Buzelin (teclados), Marco Tulio Lara (guitarra), Paulinho Fonseca (bateria) e PJ (baixo), que acabam de lançar seu primeiro album em espanhol na Argentina visando o mercado latino, prometem mostrar, além das canções do CD "La Plata", grandes sucessos de seus quase 15 anos de carreira.

No setlist, "La Plata", "Seis e Trinta", "Tudo Me Faz Lembrar Você", “So Special”, “Vem Andar Comigo” e hits marcantes como “Na Moral”, “De Volta ao Planeta”, “Encontrar Alguém”, "Dias Melhores", "Além do Horizonte", "O Sol", “Já Foi”, “Mais Uma Vez”, “Sempre Assim”, ”Do Seu Lado”, “Amor Maior”, "Só Hoje", “Facil”, “O Vento” entre outras. O espetáculo tem duração aproximada de duas horas.

A música começa a rolar a partir das 14 horas, com os shows de abertura das bandas Nanny Soul & Groovadelics e Groove Samba e Allegro Coral & Orquestra” e o mestre de cerimônias será o humorista Leandro Hassum.

Promoções e informações exclusivas sobre o show podem ser acessadas pelo hot site www.transitomaisgentil.com.br/show

SERVIÇO:

JOTA QUEST – Um ano de Trânsito Mais Gentil

Data: 12 de dezembro (domingo)
Local: Parque da Independência
Endereço: Avenida Nazaré, s/no, Ipiranga
Fone do parque: (11) 2273-7250
Abertura dos portões: 12h30
Horário do início: 14h
Horário do show do Jota Quest: 16h30
Entrada: Portão da Rua dos Patriotas
Capacidade: limitada à capacidade do parque

Programação / Line Up
12h30 – abertura dos portões
14h – show com Groove Samba e Allegro Coral & Orquestra
15h – show com Nanny Soul & Grovadelics
16h30 – show principal com Jota Quest

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

SHOWS MENSCH: U2, Iron Maden e Jason Mraz no Brasil


O início de 2011 não vai deixar ninguém parado. Teremos três shows internacionáis para todos os gostos. Depois da passagem de Amy Winehouse, será a vez do cantor Jason Mraz, e em seguida duas grandes bandas, a heavy metal Iron Maden e a pop U2. Que depois de muitos rumores finalmente foi confirmados detalhes sobre o esperado show da irlandesa banda U2 no Brasil em 2011. Segundo informações da produtora T4F, a banda vai apresentar sua atual turnê 360º no dia 9 de abril no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Um dos shows mais comentados do momento, com uma produção jamais vista onde o palco de 360 graus fica no meio do público e conta com um telão cilíndrico que oferece visão para todo o público, graças ao aparato técnico de última geração. O show terá cerca de duas horas de duração e inclui músicas do álbum mais recente do U2, "No Line on the Horizon", além de sucessos da carreira da banda, como "One", "Where The Streets Have No Name" e "New Year's Day". E terá abertura com a banda inglesa Muse. A produção do evento afirma que a estrutura completa será trazida ao Brasil.
 
COMO COMPRAR
- Membros do site oficial do U2 contam com pré-venda exclusiva e poderão adquirir ingressos entre os dias 01 e 03 de dezembro.

- Clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda exclusiva e poderão adquirir ingressos entre os dias 04 e 05 de dezembro.

- Fã clube oficial da Muse conta com pré-venda exclusiva e poderão adquirir ingressos no dia 06 de dezembro.

- A venda para o público em geral será aberta em 07 de dezembro.

ONDE COMPRAR
Internet (informações e vendas) — Tickets For Fun (www.ticketsforfun.com.br), a partir da 0h
Telefone para vendas — 4003-0806 (válido para todo o país), às 10h

Pontos de Venda Tickets For Fun (FNACs não participarão da venda deste show), às 10h
http://premier.ticketsforfun.com.br/content/outlets/agency.aspx, às 10h

RED ZONE
O setor RED ZONE, presente em todos os shows da turnê, é um espaço reservado onde quem adiquirir o referido ingresso contribui* com a RED - entidade que apoia o Fundo Global na ajuda do combate à AIDS na África.
Clientes que adquirirem ingressos para (RED)™Zone terão os seguintes benefícios:
- Setor reservado na pista, próximo ao palco.
- Acesso ao estádio através de entradas exclusivas.
- Na (RED)™Zone é possível ficar próximo ao palco, independente do horário de chegada no estádio.
- Venda de alimentos, bebidas e produtos de merchandising em locais exclusivos.
Os ingressos para a (RED)™Zone estarão disponíveis apenas através do site: www.ticketsforfun.com.br
*Arrecadação líquida da (RED)™Zone: Valor da taxa de doação (R$ 820,00), descontados os tributos fiscais. Os valores pagos pelos ingressos, taxas de conveniência e entrega não estão inclusos no valor da doação.
Nota do site: O valor não foi divulgado oficialmente, mas com base nos dados acima, deve sair na faixa de R$ 1mil.

ARGENTINA
Pra quem não quer esperar até abril, a opção será o show da banda na Argentina programado para o dia 30 de março.


Outro show muito esperado pelo grande público é o da banda Iron Maiden, que vai fazer shows em São Paulo e Belém no início do ano que vem, e os ingressos já começaram a ser vendidos neste sábado (27). Com um novo disco já entre os mais vendidos no Reino Unido, a banda vai retornar ao Brasil para seis apresentações entre março e abril da turnê de "The Final Frontier". As datas são:

26/03 - São Paulo - Local: Estádio do Morumbi
27/03 - Rio de Janeiro - Local: HSBC Arena
30/03 - Brasília - Local: Ginásio Nilson Nelson
01/04 - Belém - Local: Parque de Exposições
03/04 - Recife - Local: Parque de Exposições
05/04 - Curitiba - Local: Expotrade

Os ingressos para São Paulo custam R$ 100 (arquibancadas azul, vermelha e laranja), R$ 120 (arquibancada especial vermelha), R$ 190 (pista), R$ 220 (cadeiras inferiores A e B), R$ 250 (cadeiras cobertas azul, vermelha e laranja), R$ 300 (cadeiras premium azul e laranja) e R$ 350 (pista premium). Há meia-entrada em todos os setores para estudantes, aposentados e maiores de 60 anos.

As entradas já estão à venda no site www.livepass.com.br e pelo telefone 4003-1527, ambos com acréscimo de taxa de conveniência de 20%, além da bilheteria 1 do Estádio Morumbi, das 9h às 15h. A partir de domingo (28) até o dia 2 de dezembro, a bilheteria ficará aberta das 10h às 18h. Depois do dia 3 de dezembro, os ingressos deverão ser comprados no MorumbiShopping (estacionamento Piso G1).
Para o show de Belém, as entradas custam R$ 170 (pista), R$ 500 (camarote) e R$ 600 (área vip), todos em lote promocional e também com meia-entrada disponível em todos os setores.

Os ingressos poderão ser comprados pelo site http://bis.showdeingressos.com.br. O atendimento ao público poderá ser feito pelos telefones 0/xx/11/8628-0011 (São Paulo), 0/xx/81/9637-7412 (Recife), 0/xx/82/9985-3131 (Maceió) e 0/xx/84/9951-8673 (Natal).

A partir do dia 2 de dezembro começa a venda de ingressos para o show do Rio de Janeiro pelo site www.livepass.com.br. Para Recife, as entradas estarão à venda a partir de 4 de dezembro pelo site www.ingressorapido.com.br. Em Brasília, os ingressos estarão disponíveis para o público a partir do dia 6 de dezembro no site www.livepass.com.br. Ainda não há data fixada para o início da venda dos bilhetes para o show de Curitiba.

No site, a banda divulgou uma nota dizendo que vai rodar o mundo em 66 dias. A turnê começa em Moscou, na Rússia, no dia 11 de fevereiro. A previsão é de que termine no dia 10 de julho em St Petersburg, também na Rússia. O 15º disco do Iron Maiden dominou a parada britânica e relegou ao segundo posto "Recovery", do rapper Eminem. Após três décadas nos palcos, 80 milhões de discos vendidos e 2 mil shows na bagagem, o Iron Maiden é um dos principais expoentes mundiais do heavy metal. Para a gravação de "The Final Frontier", a banda britânica se reuniu com o produtor Kevin 'Caveman' Shirley, no estúdio Compass Point de Nassau (EUA).

Fonte: UOL


E seguindo o ritmo de grandes apresentações internacionais no Brasil nesse início de ano, foi confirmada a vinda de Jason Mraz que fará uma pequena turnê pelo país. O cantor americano autor de sucessos como pop reggae "I´m Yours" e "Lucky" ( http://www.youtube.com/watch?v=acvIVA9-FMQ&feature=related ), iniciará por São Luís (Maranhão) no dia 30 de janeiro, no Trapiche - Praia Ponta D´Areia, depois fará outra apresentação no Festival de Verão de Salvador entre os dias 2 e 4 de fevereiro, e por fim em Recife dia 6 de fevereiro. O local em Recife ainda não foi confirmado pela Raio Lazer, sabe-se que será uma domingueira, à tarde. Aguardamos maiores informações.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Show Paul McCartney, eu fui!

A língua portuguesa é uma das mais ricas do mundo, contudo e ainda assim, não há palavras que possam descrever tudo o que foi o show de Paul McCartney no dia 21 em São Paulo.

Até para quem não é fã seria emocionante.

Além de toda a história que carrega este “senhor” de 68 anos, a sua alegria, vitalidade e energia em cima do palco é contagiante e eletrizante. Os portões abriram às 17h30, tinha gente acampado desde a quinta-feira, a fila dava voltas em todo o Morumbi s-e-m  e-x-a-g-e-r-o mas as pessoas não pareciam se importar, afinal aquilo tudo não era sacrifício era só um warm up para o show que viria logo depois.

O público era de várias partes do país e a julgar pelas bandeiras, alguns vizinhos latinos também estavam presentes juntando-se ao coro que gritava “Paul, Paul, Paul” sempre que o astro terminava uma canção ou fazia algum comentário em um português  arranhado.

Aliás, prova de gentileza digna de um “sir” tentar se comunicar na língua do público. Há quem fique falando porque ele estava lendo, mas há tantos que falam nossa língua e fazem show sem o mínimo de interação, como quem está só mesmo cumprindo contrato. Paul não, Paul arriscou gírias e rebolados para mostrar que respeitava aquelas 64 mil pessoas que o aplaudiam, riam, gritavam e choravam emocionadamente por estarem ali, diante de um sonho que se realizava numa super produção de tirar o fôlego.

Me perdoem (assim mesmo com o pronome oblíquo na frente) os confetes mas não tenho a menor pretensão de aqui, neste espaço, fazer um relato frio e imparcial de um momento mágico. Minha pretensão é de tentar passar nessas linhas o máximo possível da emoção que vivi e vi nas pessoas ao meu redor durante 03 horas de show inesquecíveis.

E por falar em pessoas, o público era bem eclético. Várias gerações de fãs se encontraram e cantaram juntos sucessos de Paul e dos Beatles. Famílias inteiras estavam presentes, com pai, mãe, avós, filhos e netos curtindo o mesmo som. Minutos antes de o show começar era perceptível a ansiedade e os olhos marejados de muita gente que parecia não acreditar que estava ali.

Quando Paul McCartney entrou no palco o estádio foi ao delírio. Dias, horas, uma eternidade de espera acabava ali, com o ex-beatle (será mesmo justo usar “ex”?) trajando calça preta, camisa branca e um blazer azul. Foi dada a largada para uma das noites mais importante, inesquecível, extraordinária da vida das milhares de pessoas que lotaram o estádio.

Paul seguiu o setlist da turnê (no segundo dia houve surpresas e alterações) abrindo o show com Venus and Mars/Rock  Show, seguidas por Jet e All My Loving (ver setlist completo aqui). Não dá para descrever os melhores momentos, mas alguns foram realmente tocantes, quando ele tocou My Love  dedicada a Linda (e fez questão de dizer: “essa música eu fiz para minha gatinha”) , Here Today em homenagem a Lennon e Something para lembrar George Harrison.

“And I Love Her” e “Blackbird” também chamaram a atenção, principalmente o telão da segunda que parecia ter imagens em 3D. Antes de iniciar Ob-la- di, Ob-la-da Paul pediu para que todos cantassem com ele para depois emendar com “ vocês já estão cantando todas mesmo” o que demonstrou a emoção dele ao ter TODAS as músicas cantadas pela platéia.

“A Day in the Life/Give Peace a Chance” com certeza fez muita gente pensar: “se estamos todos aqui unidos por Paul por que não nos unirmos em outras situações também?”  A sincronia das “Olas” feitas várias vezes pelas arquibancadas mostravam o quanto estavam todos envolvidos, atentos e dispostos a fazer daquele show um grande momento em todos os sentidos.

Os balões brancos agitados enquanto o telão exibia o símbolo da paz e Paul puxava o coro “give peace a chance” foi como uma oração aos céus pela paz e amor ao próximo. Arrepiante até para a mais cética das criaturas.

“Let It be” dispensa comentários, mas vale dizer que a partir deste momento esta narradora não mais conteve a emoção inside e colocou para outside tudo o que sentia através de lágrimas e aposto que muita gente fez igual!

Para quem estava ligado no setlist sabia que Let It Be anunciava o apogeu de efeitos visuais do show com Live and Let Die. Dito e feito. Todo mundo parecia realmente esperar pelos fogos sincronizados com os acordes da canção que foi trilha sonora de ninguém mais ninguém menos que 007, o espião mais famoso de todos os tempos. Os gritos (inclusive e principalmente os meus) acompanharam a queima de fogos que poderia ser vista do alto dos céus de São Paulo e levou todos a loucura. Por falar em céu vale dizer que este show foi presenteado por uma lua cheia em tons de laranja que mais parecia uma espectadora nobre do que um astro celestial.

Hey Jude anunciava o fim do show e mais uma vez o público mostrou que conhecia as letras e cantou junto com o astro que se despediu com a banda ao final da canção. Aliás, que banda! Dava pra ver a emoção dos músicos por estarem ali com ele, Paul McCartney. O baterista era uma alegria só e durante Dance Tonight fez passinhos que renderam gargalhadas e a certeza que Paul não era o único músico simpático no palco.

Como era esperado, todos voltaram ao palco para o primeiro “bis” que começou com Day Tripper. Já o segundo teve início com Yesterday, que, aliás, devia estar sendo bastante aguardada devido a reação do público. O rock and roll tomou conta quando Paul tocou Helter Skelter e os tiozões de camiseta preta e cabelos longos grisalhos foram ao delírio!

“The End” significava exatamente isto, o fim do show, mas o começo de lembranças que ecoarão por toda a vida de quem esteve presente no estádio do Morumbi das 21h30 às 24h30 do dia 21 de novembro de 2010 ao virem entre tantas outras coisas, Paul carregar a bandeira brasileira junto da britânica em um sinal de agradecimento.

Eu vivi isso. Isso vai viver em mim para sempre.


SERVIÇO
Dados da viagem MENSCH
Cia Aérea: TAM – www.tam.com.br
Hotel: Panamericano – Rua Augusta, 778 - Consolação, São Paulo, 01305-000 (11) 3231-0312