Mostrando postagens com marcador cerveja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cerveja. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de junho de 2017

BEBIDA: Session Beers – Você sabe do que se trata?

Em sua grande maioria, as cervejas artesanais apresentam uma graduação alcoólica maior que as comercialmente encontradas em gôndolas de supermercado. Porém, existe um termo utilizado que se chama “session”, justamente para qualificar um estilo de cerveja com baixo teor alcoólico, menos de 5%. Com esse perfil, a cerveja fica com uma drinkability muito maior, ou seja, muito mais fácil de tomar e geralmente com um corpo mais leve. Essa categoria pode ser aplicada em diferentes estilos e cada vez mais conquista adeptos. A India Pale Ale é um desses exemplos, também conhecido como IPA, tem como característica principal o amargor e pode ser facilmente encontrada entre as sessions. Fizemos uma seleção de quatro marcas que estão chegando no mercado.



sexta-feira, 19 de maio de 2017

BEBIDA: Coffee Stout Yaguara vem com oito maltes de diferentes torras e aromas e sabores incríveis

A Coffee Stout Yaguara foi elaborada a partir da Cerveja Extra Stout da Ekäut. Trata-se (Extra Stout) de uma cerveja que foi elaborada a partir de 8 maltes de diferentes torras e que resulta em uma complexidade de aromas e sabores que vão do biscoito, chocolate, toffe e café. Para desenvolver a receita a Ekäut foi atrás de um dos maiores conhecedores do assunto malte no Brasil, a Cooperativa Agraria. A receita foi preparada pela primeira vez na planta de testes da Agraria em Guarapuava, no Paraná, onde pode contar com toda a tecnologia e expertise da Agraria com maltes especiais. Devido as especificidades da receita foram utilizados apenas maltes inglesas e alemães. 

Para chegar na Coffee Stout, por sua vez, a Ekäut convidou a Yaguara para fazer um “laboratório” para testar diferentes extrações de café (a quente e a frio), de diferentes níveis de torras do grão (torra média e torra escura) e as respectivas interações com a cerveja. A partir deste teste, Ekäut e Yaguara chegaram a um perfil bem diferenciado da maioria das cervejas de café existentes no mercado brasileiro. Foi realizada uma infusão de Cold brew torra escura na maturação da Extra Stout chegando a um perfeito equilíbrio entre as duas bebidas milenares. 

O projeto durou quase um ano, entre pesquisas e testes até chegar na fórmula final. A Ekäut e a Yaguara já estão pensando em novas receitas a partir de uma contribuição das duas marcas. Tanto a Ekäut quanto a Yaguara, são produtores de produtos artesanais locais e juntos formam uma rede de valorização do conceito de consumo local e responsável no estado de Pernambuco.

quinta-feira, 16 de março de 2017

BEBIDA: A “Against The Grain” chega ao Brasil com 11 rótulos entre latas, garrafas e chopes

Os amantes de uma boa cerveja sempre estão atento às novidades do mercado, seja com as grandes marcas já conhecidas, seja com as marcas artesanais que a todo instante aparecem. E a mais nova a chegar ao Brasil é Against The Grain, a Beer Concept oficializou a importação de nova cervejaria norte-americana. Localizada em Louisville, Kentucky (EUA), a Against The Grain (ATG) chega pela primeira vez no país trazendo 11 rótulos, todos em cadeia 100% refrigerada e nos formatos garrafa, lata e chope.

”Jogamos fora o modo tradicional de pensar e direcionamos nossa atenção para produzir cervejas incríveis e consistentes! Nosso foco é qualidade e queremos que o consumidor saiba que existe um mundo de opções e estamos aqui justamente para isso!”, comentário dos sócios da cervejaria sobre a filosofia da Against The Grain. 




O lançamento oficial da Against The Grain acontece no dia 18 de março (sábado), ao meio-dia com outras novidades da importadora. O evento batizado de “Megalomania Craft Beer Concept” terá um tap takeover de 25 torneiras de chopes norte-americanos (Oskar Blues, Cigar City, Founders e Against The Grain) além de novidades em garrafas e latas dessas cervejarias.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

BEBIDA: Verdades e mitos sobre a cerveja

Cerveja engorda? A garrafa e a lata interferem na qualidade do sabor? O colarinho não serve para nada? Cervejas artesanais, especiais e mainstream: qual é a diferença? Dúvidas como essas são bem frequentes em grupos de amigos e tomadores de cerveja. Para tirar essas e outras dúvidas consultamos um beer sommelier e uma nutricionista para apontar o que realmente é verdade e o que é mito no meio do mundo cervejeiro. E aproveite o dia internacional da cerveja para brindar com.... cerveja!!

1. CERVEJA DEVE SER COLOCADA DEITADA NA GELADEIRA PARA GELAR MAIS RÁPIDO: MITO. De acordo com o beer sommelier Túlio Rodrigues, a melhor posição para armazenar e gelar cervejas é de pé, “para que a superfície de contato do líquido com o ar seja menor”. A cerveja deve ser resfriada gradualmente; colocá-la no congelador, só se for momentos antes de servi-la, ensina Túlio.

2. CERVEJA NÃO DEVE SER SERVIDA MUITO GELADA: VERDADE. Quando servida em baixíssima temperatura (“estupidamente gelada”, como costumamos dizer), a cerveja acaba anestesiando as papilas gustativas da língua, que fazem com que você perca a sensibilidade para degustar a bebida. “O calor pede cervejas geladas, mas sem exageros”, explica Túlio Rodrigues.

3. CHOPE É A MESMA COISA QUE CERVEJA: VERDADE. O chope e a cerveja são, sim, a mesma bebida. A única diferença é que a cerveja passa por pasteurização (um tratamento térmico que garante maior prazo de validade ao produto); o chope, por sua vez, não passa pelo mesmo processo, é mais calórico do que a cerveja e tem um prazo de validade menor.


4. CERVEJA DÁ BARRIGA: MITO. “Esse é o mito mais famoso que existe em torno da cerveja. A Ciência já comprovou que a cerveja, se consumida com moderação, não é a responsável pelo aumento de peso nem de gordura abdominal”, afirma Túlio Rodrigues. Estudos mostraram que o que engorda não é a cerveja, e sim os alimentos gordurosos (salgadinhos e outros tira-gostos calóricos) que são comumente associados ao consumo da bebida. 

5. CERVEJA NÃO PODE ESTAR INSERIDA EM UM ESTILO DE VIDA BALANCEADO: MITO. “Esse é outro pensamento bastante equivocado disseminado aqui no Brasil”, afirma Túlio. Assim como o vinho, a cerveja é feita de ingredientes naturais cujos benefícios são cientificamente comprovados. “Um bom exemplo disso é a cevada, que dá origem ao malte, e o lúpulo. Ambos são ricos em antioxidantes, vitaminas e minerais, que, além de ajudarem a dar corpo, aroma, sabor e textura à cerveja, fazem da bebida uma aliada na dieta balanceada”, afirma Túlio.

6. O COLARINHO TEM UMA FUNÇÃO ESPECÍFICA: VERDADE. A espuma protege a bebida da oxidação, ou seja, impede que ela entre em contato direto com o oxigênio, além de reduzir a perda de gás e ajudar a manter a temperatura. “Dois dedos de espessura é o ideal”, explica Túlio.



7. CERVEJA É UMA BEBIDA DE BAIXA CALORIA: VERDADE. A maioria dos brasileiros não sabe, mas a cerveja é uma bebida de baixa caloria, se comparada com outras bebidas, como o vinho e até o suco de laranja, explica Túlio. Uma taça de vinho tem 240 kcal, enquanto uma taça de cerveja tem pouco mais da metade disso (123 kcal). Além disso, a cerveja possui os mesmos compostos orgânicos benéficos à saúde que o vinho: antioxidantes, vitaminas e sais minerais.

8. CERVEJA DE GARRAFA É MAIS GOSTOSA QUE A DE LATA (OU VICE VERSA): VERDADE. O produto é o mesmo, não importa o recipiente, porém, o aroma e sabor podem ser influenciados pelo modo de conservar e resfriar a bebida. Os excessos são prejudiciais para a degustação da cerveja; o ideal é manter a temperatura constante, seja ela fria ou sem refrigeração. “Quando ocorre a mudança brusca de temperatura, o sabor da cerveja é prejudicado, sim”, ensina Túlio.

9. NÃO EXISTE COPO ESPECÍFICO PARA TOMAR CERVEJA: MITO. Para que os diferentes sabores e aromas sejam ressaltados, cada estilo de cerveja pede um tipo de copo adequado. A pilsen pode ser apreciada em uma tulipa ou caneca, a lambic pede taças do tipo flauta e já a weissbier, copos maiores. Se não tiver o copo ideal, utilize taças de vinho branco.

10. A CERVEJA É MAIS SAUDÁVEL QUE AS BEBIDAS DESTILADAS, COMO A CACHAÇA E O WHISKY: VERDADE. É consenso médico e científico que bebidas fermentadas, como a cerveja e o vinho, são mais saudáveis que as destiladas, como a cachaça, o whisky e a caipirinha. Isso porque a cerveja tem teor alcoólico menor que as outras bebidas e o álcool da cerveja é obtido a partir de um processo natural chamado de fermentação, mais saudável, portanto.

11. A CERVEJA NÃO TEM RITOS DE DEGUSTAÇÃO: MITO. Segundo o beer sommelier Túlio Rodrigues, apreciar e degustar uma cerveja pode ser uma verdadeira experiência sensorial. Para isso, é necessário ativar os cinco sentidos.  A bebida tem ritos próprios de degustação, assim como o vinho. “Uma dica é procurar sentir os aromas da cerveja, criando uma memória olfativa da bebida, assim como o tato bucal e até a análise visual de uma cerveja (cor, transparência, formação...)”, explica Túlio.

12. O LÚPULO (INGREDIENTE NATURAL QUE DÁ O AMARGOR À CERVEJA) É UM PODEROSO CONSERVANTE NATURAL: VERDADE. Para a Ciência e a Medicina, a função do lúpulo vai muito além de conferir o amargor característico de uma cerveja. Além de ser um poderoso conservante natural, que pode ser utilizado até na culinária, essa flor é a nova aposta da cosmetologia para clarear a pele e prevenir manchas e inflamações do tecido dérmico e está sendo usado na forma de peeling. É o que explica a farmacêutica Sara Bentler. “Para se ter uma ideia da qualidade do lúpulo como ativo contra manchas, ele é um dos mais utilizados no Japão, que é um país bastante exigente quando o assunto é manter a uniformidade da pigmentação da pele. Esse ativo promove o clareamento de forma segura e garante que as manchinhas não voltem”, explica.

13. CERVEJA E SAÚDE NÃO COMBINAM: MITO. “A cerveja é o novo vinho”, resume a nutricionista Andrea Zaccaro, presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva que tem acompanhado estudos estrangeiros sobre a bebida. “Já existe um consenso médico-científico de que é possível obter os benefícios do consumo moderado da cerveja se esse consumo for moderado e responsável”, explica a nutricionista. De acordo com Andrea, os polifenóis (compostos orgânicos presentes na cerveja) desempenham importante função antioxidante no organismo.

14. INGREDIENTES NATURAIS DA CERVEJA TÊM POTENCIALIDADES QUE MERECEM SER EXPLORADAS: VERDADE. Segundo a nutricionista Andrea Zaccaro, os ingredientes naturais da cerveja fazem bem à saúde dentro e fora da garrafa. “A cevada, por exemplo, é considerada pelos especialistas como um ‘superalimento’, ou seja, um alimento bastante completo, nutricionalmente muito rico e que pode ser ‘coringa’ em qualquer dieta balanceada”, explica. O grão, segundo Andrea, pode ser consumido em substituição ao arroz, à farinha de trigo e na preparação de saladas, risotos e até chá.


15. CERVEJAS ARTESANAIS, ESPECIAIS E MAINSTREAM SÃO A MESMA COISA: MITO. Segundo o beer sommelier Túlio Rodrigues, podemos classificar as cervejas de acordo com a forma como elas são produzidas, mas todas têm seu público e o seu valor. “A diferença básica entre elas é que as cervejas chamadas de mainstream têm um processo de fabricação bastante elaborado, complexo, justamente para garantir a qualidade da reprodutibilidade da receita; ou seja, são cervejas com processos de fabricação exemplares que garantem o alto padrão de paladar”, explica Túlio. Ainda de acordo com o beer sommelier, as cervejas ditas artesanais têm foco na licença criativa: “São cervejas de produções pequenas e mais ousadas, principalmente em termos de ingredientes (castanhas, especiarias e outras receitas até mais inusitadas”, afrma Túlio. Já as cervejas ditas especiais são todas aquelas cujo preço é 20% maior do que as mainstream. “O que classifica uma cerveja como ‘especial’ é o valor puramente econômico”.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

BEBIDA: Cervejas com café, uma mistura inusitada que dá certo

Já imaginou a mistura entre cerveja e café? Sim, isso existe e podemos encontrar ótimos exemplares em nosso país, tanto nacionais como importados. Se você gosta das duas bebidas, preste atenção nessa lista e boa degustação.


1 Cervejaria: Blondine (São Paulo / Brasil)
Cerveja: Volcano
Estilo: Coffee Stout
Teor alcoólico: 7,5%

Produzida com café 100% arábica em grãos moídos na hora e inseridos durante a fervura e maturação. Uma cerveja potente, com graduação alcoólica alta e muito café, parece um expresso gelado. Também são perceptíveis notas de chocolate amargo no paladar.

2 Cervejarias: Dogma (São Paulo / Brasil)
Modern Times (Estados Unidos)
Cerveja: Modern Dogma
Estilo: Imperial Mocha Porter
Teor alcoólico: 9%

Essa cerveja foi produzida de forma colaborativa entre uma cervejaria brasileira e outra norte-americana. Foi utilizada na receita o grão de café Catuai Vermelho, de uma safra rara de 2015/16, da cidade de Forquilha do Sul (ES). As notas de café estão evidentes tanto no aroma como do paladar.


4 Cervejaria: Founders Brewing (EUA)
Cerveja: Sumatra Mountain Brown
Estilo: Imperial Brown Ale
Teor alcoólico: 9%

Rótulo com adição de café Sumatra e que faz parte de uma série especial da cervejaria. Para um equilíbrio perfeito, foi utilizado malte caramelo para a doçura, cevada em flocos para uma espuma densa e malte chocolate para uma coloração profunda. Uma cerveja de personalidade, com intensas notas de café, aveludada e com amargor presente. 

6 Cervejaria: Dádiva (São Paulo / Brasil)
Cerveja: Golden Stout
Estilo: Stout
Teor alcoólico: 6,7%

Cerveja produzida pelo método de cold brew (café extraído a frio) e com grãos orgânicos da Fazenda Ambiental Fortaleza de Mococa, interior de São Paulo.
Com notas torradas, leve acidez e extremamente aromática. Apesar de ser uma stout, esse exemplar apresenta uma coloração dourada.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

BEBIDA: Cerveja: lata x garrafa

Ficamos acostumados em consumir cervejas comerciais em lata e logo tratamos o formato como algo inferior e de qualidade duvidosa. Atualmente a lata é uma tendência mundial e grande parte das cervejarias, principalmente as artesanais, estão adotando o formato como algo mais sustentável, de melhor armazenamento e economicamente mais interessante.

Segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), lançado em junho de 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as latinhas de alumínio são líderes no assunto reciclagem. Nos dias atuais, esse fator é realmente muito importante, ou seja, as latas são melhores para o meio ambiente.

Sobre qualidade, vale lembrar que a cerveja servida é a mesma da latinha e da garrafa, mas alguns aspectos mudam de acordo como ela é degustada e guardada. Se tomarmos a cerveja direto na latinha, a sensação é diferente de quando tomamos em um copo. Já sobre proteção, os raios solares não são desejados em uma cerveja. A iluminação natural ou artificial pode causar um defeito chamado light-struck, que modifica o aroma da cerveja. A latinha novamente consegue um resultado melhor que a garrafa nesse quesito.

No armazenamento de lojas e supermercados, a latinha é facilmente guardada e não quebra com tanta facilidade. Para locomoção, uma lata é bem mais leve do que uma garrafa de vidro.

A mestre-cervejeira, Heather McReynolds, da cervejaria norte-americana SixPoint, que trabalha apenas com latas, comentou em uma entrevista que as qualidades de uma latinha são infinitas em comparação com uma garrafa.
A escritora e especialista inglesa, Melissa Cole, autora do livro “Let me tell you about Beer”, compartilha da mesma opinião.

Veja alguns bons exemplos de cervejas artesanais em lata disponíveis no Brasil:


1- Horny Goat Brownie Porter (EUA) - Cervejaria que aos poucos vai migrando toda sua produção para o formato de latas e deixando as garrafas de lado. Com notas de chocolate e final levemente adocicado, vai agradar os apaixonados pelo estilo porter. 

2 - Brooklyn East IPA (EUA) - Uma das cervejarias mais tradicionais de Nova Iorque, o ponto forte dessa cerveja é o aroma, com notas de capim-limão, pinho e frutas cítricas.

3 - Dádiva Venice Beach (Brasil) - Uma Session India Pale Ale, com 4,5% de teor alcoólico. Muito cítrica, amargor moderado e com corpo leve, essa cerveja artesanal mostra que o Brasil também entrou no mundo das latinhas. 

4 - Mill St. Vanilla Porter (Canadá) - Cervejaria que chegou recentemente no país com vários estilos em lata. Com 5% de teor alcoólico, apresenta notas de baunilha e chocolate.

5 - Founders Centennial (EUA) - Entre as melhores cervejarias do mundo, esse rótulo volta ao Brasil depois de um hiato na importação. Recebe esse nome por causa do lúpulo utilizado em sua produção – Centennial.

6 - Evil Twin Hipster Ale (EUA) - Criatividade e qualidade não faltam para essa cervejaria que nasceu de forma cigana (sem fábrica prória) na Dinamarca e hoje reside nos Estados Unidos. Experimente essa Pale Ale muito refrescante, com 5,5% de teor alcoólico. 

7 - Brewdog Punk IPA (Escócia) - Com aroma único, a Punk IPA é a prova de como uma lata faz bem ao estilo India Pale Ale. Notas cítricas no aroma e paladar, seu amargor é direto e intenso. 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

BAR: 5 novas opções para se tomar uma boa cerveja artesanal

Nada melhor durante o verão que tomar uma boa cerveja gelada não é?! Agora se além disso você aprecia uma boa cerveja artesanal melhor ainda. A cerveja artesanal já conquistou admiradores em todos os estados brasileiros e por isso selecionamos alguns novos bares para uma degustação completa, envolvendo harmonizações e estilos variados.

- CATETO PINHEIROS – SÃO PAULO (SP)
Inaugurado recentemente no bairro de Pinheiros, em São Paulo, a oferta de rótulos é enorme, sem mencionar também as opções em chope. Para harmonização, uma variedade grande de embutidos e queijos artesanais. Endereço: Rua Francisco Leitão 272, São Paulo (SP).

- WÄLS GASTROPUB – BELO HORIZONTE (MG)
Novo bar da cervejaria mineira Wäls, com 15 torneiras de chope, a princípio apenas com cervejas da casa, mas com o tempo, alguns rótulos especiais da Ambev e outras artesanais de Belo Horizonte também serão engatadas. Existem também opções de pratos para harmonizações e drinks. Endereço: Rua Levindo Lopes, 358, 30140170 Belo Horizonte (MG).


- BOTTO BAR – RIO DE JANEIRO (RJ)
Leonardo Botto é um nome conhecido no meio cervejeiro nacional e abriu seu próprio bar, com 20 torneiras de chopes nacionais e importados, sempre com lançamentos e novidades. Não deixe de experimentar os sanduíches, como o Frikaburger, Hot Dog Alemão e o Italian Beef Chicago's Style. Endereço: Rua Barão de Iguatemi, 205, Rio de Janeiro (RJ).

- WEIRD BARREL BREWPUB – RIBEIRÃO PRETO (SP)
Brewpub da cervejaria Weird Barrel que teve sua inauguração no final de 2014 e já virou point dos amantes da cerveja artesanal. Quer experimentar uma Naughty Grog (Black IPA envelhecida em barris de Rum)? Só visitando o local ou encontrando eles em algum festival pelo Brasil! Estilos variados em chope e finger foods. Endereço: Rua Altino Arantes, 1854, Ribeirão Preto (SP).


- EISENBAHN BIERGARTEN – BLUMENAU (SC)
Aberto recentemente e localizado dentro da Vila Germânica, você encontra ótimas opções de pratos e os chopes da cervejaria Eisenbahn. Não se trata de um espaço apenas para Oktoberfest, o local fica aberto durante todo o ano. Endereço: Rua Alberto Stein, 199, Blumenau (SC).


*Raphael Rodrigues é sommelier, especialista em estilos de cerveja, e editor do blog: www.allbeers.com.br

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

BEBIDA: Cultura Growler - o utensílio dos primórdios da história cervejeira que está caindo no gosto do cervejeiro


Já pensou em tomar um chope artesanal em casa, sem perder o frescor e ainda manter a conservação correta? Essa é a proposta do Growler, uma garrafa de vidro em formato de galão que é uma tradição consolidada nos Estados Unidos e vem ganhando força no mercado brasileiro. O growler surgiu por volta de 1800, nos Estados Unidos, para os que queriam transportar o chope em menor quantidade e para consumo próprio, visto que a bebida era comumente comercializada em barris. Perdeu força com a chegada das cervejas engarrafadas, mas no final dos anos 80 começou a se popularizar e ganhar vários formatos e tamanhos, chegando a outros países e entrando de vez para a história da indústria cervejeira.


Em Pernambuco, a DeBron Bier quer disseminar com mais intensidade a ideia entre os apaixonados por cerveja. “Já tem muita gente comprando os growlers e, sobretudo, reabastecendo”, explica um dos sócios, Thomé Calmon. É que, com o growler, é possível ir até um DeBron Growler Station e reabastecer com o chopp de preferência: Lager, Pale Ale ou Weizen. Ele tem capacidade para 400 ml, 1 ou 2 litros e conserva a bebida por até 5 dias, sem alterar o sabor e o aroma. “Em uma das viagens que fizemos para Nova York em busca de referências, percebemos que os moradores de lá têm essa cultura. É muito comum ver nos mercados, nos locais que vendem chopes e artigos artesanais, pessoas reabastecendo seus growlers com a bebida”, continua Thomé, que acredita no sucesso do recipiente entre os pernambucanos. 


Raimundo Dantas, Thomé Calmon e Eduardo Farias - (Fotos Thaís Carvalho)
Ao contrário de recipientes comuns, o growler permite o consumo em casa de chopes que ganham o frescor da cerveja engarrafada sem alterar o sabor, e ainda contribui para o meio ambiente, já que é reutilizável.  A manutenção é bem simples, bastando lavar o growler com água e sabão ou com água quente. “É algo que demora um pouquinho para se popularizar, porque é uma questão cultural. Mas já está saindo no nosso bar e com certeza vai se tornar um hábito entre os consumidores de chope”, ressalta Rafael Petribu, sócio-proprietário do Capitão Taberna, um dos pontos do DeBron Growler Station.



DeBron Growler Station
- Apolo Beer Café 
- SnauBar 
- Capitao Taberna (Shopping Recife e Parnamirim)
- Entre Amigos (Espinheiro e Boa Viagem)

Serviço
DeBron Bier
Fábrica: Estrada da Batalha, 1832 - Prazeres, Jaboatão dos Guararapes – PE

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

BEBIDA - Tem novidade do mundo cervejeiro: cerveja com frutas

Em um país tropical como o Brasil, claro que as frutas não poderiam ficar de fora da bebida mais amada do país, a cerveja! Já imaginou frutas como maracujá, jabuticaba ou mangaba misturadas com cerveja? Algo exótico e no mínimo inusitado em se tratando de cerveja. Mas não custa conhecer mais essa novidade do mundo cervejeiro. Pensando nisso listamos aqui cinco rótulos artesanais que levam frutas em suas receitas.



terça-feira, 23 de junho de 2015

BEBIDA: Loura cigana - Cervejarias ciganas chegam para conquistar o paladar brasileiro

Evil Twin, Mikkeller e Stillwater são alguns exemplos de cervejeiros ciganos que chegaram no Brasil e consolidaram a ideia cigana de se produzir cervejas. Um cervejeiro cigano terceiriza sua produção, ou seja, ele viaja por cidades e países produzindo suas receitas em diferentes cervejarias. Em 2012, Mikkel Borg chegou com sua marca Mikkeller (Dinamarca) no Brasil. Foi um dos pioneiros desse conceito e logo depois abriu as portas para Evil Twin (Dinamarca) e Stillwater (Estados Unidos) no país.

No Brasil a ideia cigana nasceu, cresceu e virou algo tentador entre cervejeiros caseiros, que conseguiram alcançar seus sonhos produzindo suas cervejas em diferentes locais. Conheça agora 5 novas cervejarias brasileiras que são ciganas e já conseguiram destaque no cenário nacional com suas receitas:


quinta-feira, 4 de junho de 2015

BEBIDA: AS 10 CERVEJAS MAIS POPULARES DO PLANETA

Que a cerveja é uma bebida democrática e uma das mais bebidas no mundo, isso não é novidade para ninguém. Mas que as duas marcas de cervejas mais consumidas no mundo são Chinesas essa pegou todo mundo de surpresa. Pois é, segundo a pesquisa elaborada pela agência americana Bloomberg Business, maior agência de notícias do mercado financeiro, as marcas Snow e Tsingtao estão no topo da lista. As americanas e populares, Bud Light e Badweiser, seguem logo em seguida na lista. Para surpresa, ou nem tanto, as brasileiras Skol (5º) e a Brahma (9º) estão entre as 10+ da lista.

Talvez, ou com certeza, pela enorme população chinesa as chinesas fiquem no topo da lista. Contrariando cervejeiros do mundo, quer dizer, parte dele. Além dessas citadas, a cerveja holandesa (e bem popular nas Américas) Heineken marcou presença na lista. Uma curiosidade é que nenhuma marca alemã, famosas e apontadas como as melhores, tenham entrado nas eleitas. Bem, vamos às loiras geladas mais vendidas: 



quinta-feira, 2 de abril de 2015

BEBIDA: Páscoa com cerveja, também combina! Veja os rótulos ideais para acompanhar bacalhau e chocolates

A Páscoa está começando e com a data chegam as guloseimas típicas da época. Bacalhau, colomba pascal e ovos de chocolate sempre fazem parte do banquete que reúne a família no domingo de celebração. Pensando em deixar a mesa ainda mais atraente, o The Beer Planet, e-commerce especializado na venda de cervejas especiais, elaborou uma seleção de rótulos que harmonizam perfeitamente com a data e com os pratos de Páscoa. Além disso, as cervejas também são uma ótima opção de presente para substituir os previsíveis ovos.



DICAS DO SOMMELIER

O especialista em cervejas do TBP, José Raimundo Padilha, separou cuidadosamente quatro rótulos que harmonizam com as principais comidas típicas de Páscoa. Confira:




Para saber mais acesse www.thebeerplanet.com.br

quinta-feira, 5 de março de 2015

BEBIDA: OS PAÍSES E SUAS CERVEJAS - As Particularidades das nações cervejeiras

Quando falamos em nações cervejeiras, logo imaginamos o Brasil no topo da lista, porém a realidade não é bem essa. Claro que o consumo é alto, afinal, somos um país enorme, mas se o assunto é tradição e cultura, ainda estamos engatinhando. Basicamente as principais nações cervejeiras são: Alemanha, Bélgica, Inglaterra e República Checa. Os Estados Unidos, embora não sejam considerados uma escola tradicional de cerveja, já mostram muita criatividade em suas criações. Vamos viajar pelo mundo das cervejas?










Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter e Facebook: @RevMensch e baixe gratuitamente pelo iPad na App Store 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

BEBIDA: Cervejarias artesanais de Santa Catarina, uma rota para beber direto da fonte

Se você gosta de cerveja, temos uma boa e uma má notícia. Comecemos pela boa, que você talvez já saiba: a revolução da qualidade finalmente está ganhando impulso no mercado brasileiro e as cervejarias artesanais estão se multiplicando mais rápido do que nunca. A faixa de cervejas especiais – a chamada faixa das Super Premium – hoje representa cerca de 1% do consumo nacional e deve dobrar na próxima década, na avaliação dos especialistas. Se há dez anos o Brasil tinha cerca de uma dúzia de microcervejarias, hoje já são para lá de 200, mais preocupadas com a variedade e em produzir bebidas utilizando processos cuidadosos e ingredientes acima da média do que com volume e preço, como costumam fazer as gigantes.

“A tecnologia e as condições de pagamento para montar uma microcervejaria hoje estão muito mais acessíveis, coisa de um terço do que era quando nós começamos”, explica Luiz Alexandre de Oliveira, mais conhecido por Xico, sócio-administrador da Opa Bier, de Joinville (SC), fundada em 2006.


Na opinião dele, o avanço das artesanais só tende a ganhar ritmo nos próximos anos. “Nós fomos as cobaias. A Borck (de Timbó-SC) abriu no facão o mercado de cervejaria artesanal no Estado. A Eisenbahn (de Blumenau-SC, comprada em maio de 2008 pela Schincariol) fez a picada no facão. Nós já encontramos essa picada, mas quem está vindo agora está pegando uma estrada asfaltada.” A opinião é compartilhada por outro cervejeiro, esse da turma que faz planos arrojados para acelerar na rodovia pavimentada das artesanais. “Nos Estados Unidos tem mais de 2.000 cervejarias, por que no Brasil seria diferente, sendo um país desse tamanho?”, questiona Rubens Siedschlag, proprietário da Volksbier, de Joinville (SC).

A má noticia? A revolução não será televisionada. Se algumas marcas já alcançam as gôndolas das grandes redes supermercadistas das capitais, o epicentro do processo permanece escondido nos galpões que abrigam tonéis reluzentes em algumas cidades médias e pequenas do interior do Brasil – alguns fabricantes ainda distribuem a bebida fermentada à perfeição apenas em barris, em forma de fresco chopp, disponível só nas próprias redondezas.

Um exemplo? Por que não quatro? A MENSCH fez uma excursão à linha de frente da revolução das artesanais, em Santa Catarina, Estado conhecido por abrigar uma colônia alemã numerosa e a maior festa da cerveja do país, a Oktoberfest. São mais de 20 fabricantes, dos quais selecionamos quatro, localizados em um raio de até 75 quilômetros de um aeroporto de alcance nacional, para você beber direto da fonte das artesanais. Das quatro, três tem bares próprios anexos para o visitante provar as bebidas elaboradas logo ali ao lado e todas permitem visitas à fábrica, para acompanhar o processo de produção.

“Todo mundo aqui na região faz cerveja de qualidade, não conheço ninguém que faça cerveja ruim”, afirma, com confiança, André Rodolfo da Silva, cervejeiro da Wunder Bier, de Blumenau (SC). Com um sorriso no rosto, ele ensina: “tomar cerveja na cervejaria não tem igual. No transporte ela fica suscetível a mudanças de temperatura e sofre com o movimento, vai chacoalhando no caminhão...” Conselho de cervejeiro não se desperdiça. Conheça a seguir alguns dos líderes da revolução - e comece a fazer as malas.

Opa Bier

A Opa Bier surgiu há sete anos, com o objetivo de ressuscitar uma cultura que acompanhava a maior cidade catarinense desde os seus primeiros dias e ameaçava desaparecer: produzir cerveja. A referência histórica se justifica. Pouco mais de um ano após a fundação da colônia alemã que deu origem a Joinville, o vilarejo de 700 habitantes já contava com uma fábrica artesanal da bebida – a Cervejaria Schmalz, aberta em 1852, a primeira do Estado. Quando a Opa começou, no entanto, os joinvilenses já se viam órfãos da produção da bebida há sete anos, desde o fechamento da unidade da Antarctica, uma referência na fabricação de cerveja na Região Sul do país desde os anos 40.



“Nós percebemos que o mercado artesanal estava crescendo no Brasil, com a venda das cervejas importadas”, explica Luiz Alexandre de Oliveira, o Xico, sócio-administrador da Opa Bier. “Aproveitamos para resgatar a cultura da cidade de fabricar cerveja e a tendência de consumo das artesanais e especiais.”

A aposta inicial da Opa foi no chopp – que até hoje representa 40% da produção e é vendido até engarrafado, sempre sob refrigeração, só na região de Joinville. Atualmente, porém, produz também seis variedades de cerveja (Pilsen, Weizen, Pale Ale, Porter, Old Ale e Sem Álcool), engarrafadas em long necks, garrafas descartáveis de 600 mililitros e até uma edição especial de garrafas de alumínio de 500 mililitros (apenas o tipo Pilsen).

Dos 8.000 litros de 2006 a fábrica no distrito de Pirabeiraba passou a fermentar entre 180 mil e 190 mil litros mensais neste ano, operando a cerca de 70% da sua capacidade. Para continuar a crescer, a cervejaria acredita em tratar a bebida com o cuidado que se dedica a alguém da família – Opa significa “avô” em alemão.

Volksbier

Entre as menores microcervejarias de Santa Catarina, a Volksbier reúne de forma inusitada duas paixões alemãs: a cerveja e o Volkswagen, o popular Fusca. Possui nada menos do que quatro deles, nas cores da bandeira da Alemanha - vermelho, amarelo e preto (dois) -, em cujo interior só sobrou espaço para o motorista. No lugar dos bancos traseiros foram alojados equipamentos para alimentar uma chopeira elétrica, com duas torres e suas respectivas torneiras brotando das janelas traseiras do carrinho.



O engenho, pensado para distribuir chopp em eventos, é obra de Rubens Siedschlag, proprietário da Volksbier, negócio aberto em novembro de 2010, em Joinville, inicialmente pensado para ser uma distribuidora de cervejas artesanais. Ao encontrar dificuldade para convencer as microcervejarias a lhe vender os próprios produtos, Siedschlag fez um ajuste de rota. Encontrou em um site de venda de produtos usados na internet os equipamentos completos de produção – que negociou por um carro, um Honda Civic -, e em agosto do ano seguinte já estava operando, com os Fusquinhas como símbolo maior da marca. Atualmente a capacidade é para 5.000 litros mensais, apenas de chopp.


Além dos fuscas, um bar montado à imagem de uma vila de colonos alemães funciona anexo à fábrica, servindo cinco variedades fixas de chopp (Pilsen, Lager, Weissen, Red Ale e Stout) e algumas sazonais, além de pratos da culinária germânica. Dado ao pioneirismo, Siedschlag desenvolveu uma solução própria para crescer entre os pequenos bares, de forma a driblar o alto custo de distribuição das chopeiras tradicionais, que gira em torno de R$ 5 mil e costuma ser bancado pelas cervejarias – só justificável para estabelecimentos de grande giro.

Ele criou uma caixa conservadora que faz as vezes de chopeira, com uma torneira acoplada. Funciona como um refrigerador, mantendo até dois barris de chopp sempre gelados, aumentando a vida útil da bebida, que fora da câmara fria é de apenas 72 horas. “O preço é bem mais baixo, cada uma delas custa R$ 1 mil, um quinto da chopeira”, explica. A Volksbier tem uma dessas caixas de conservação em funcionamento em um bar de Joinville e outras três já encomendadas.

Os planos de Rubens não param por aí. Depois da “cerveja do povo” (Volksbier, em alemão), ele tem outra marca já registrada, a Bierwagen (“caminhão da cerveja”), pensada para uma linha engarrafada da bebida, a ser fermentada em uma outra fábrica, nos próximos anos. É bom não duvidar...

Bierland

Encravada na Itoupava Central, um dos bairros de maior presença de descendentes de alemãs em Blumenau-SC (por si só quase um sinônimo de Oktoberfest), a cervejaria criada em 2003 não podia ter recebido nome mais adequado – do alemão, Bierland se traduz por “terra da cerveja”.



Dos 20 mil litros iniciais produzidos mensalmente, hoje a média passou a algo em torno de 80 mil litros ao mês. Durante os três meses de pico, porém, - entre outubro (quando os esforços são redobrados para ajudar a matar a sede dos milhares de visitantes da maior festa da cerveja do Brasil) e dezembro, os tanques de fermentação operam à capacidade máxima, de 130 mil litros por mês.


“Hoje 60% do que produzimos é chopp e 40% é cerveja”, explica o cervejeiro Osmar Farias, há nove anos na Bierland. “Mas nosso plano é ampliar a faixa da cerveja e deixar de 20% a 30% para o chopp.” A fábrica elabora atualmente três tipos de chopp (Pilsen, Pale Ale e Weizen) e oito variedades de cerveja - Pilsen, Pale Ale, Weizen, Bock, Vienna, Stout e Golden Ale, incluindo uma releitura das primeiras fermentações que os imigrantes alemães desenvolveram ao chegar às margens do Rio Itajaí, por volta de 1860, batizada de cerveja “Tipo Blumenau”.

Farias é um exemplo vivo da revolução das artesanais que vem tomando conta do Brasil. “Antes de trabalhar aqui na Bierland eu nem gostava de cerveja”, conta, sem vergonha. Agora, fica indignado ao ver alguém pedir um chopp sem colarinho: “Se eles soubessem o trabalho que eu tenho para manter a espuma desse jeito...” A cervejaria tem um bar anexo à fábrica para quem quiser provar a bebida elaborada no galpão vizinho - não decepcione o Osmar, faça questão dos seus dois dedos de espuma.

Wunder Bier

Também estabelecida em Blumenau (SC), a Wunder Bier tem uma ligação umbilical com a maior festa da cerveja do país. “Abrimos as portas no dia 1º de setembro de 2007 e 30 dias depois já estávamos vendendo chopp na Oktoberfest”, orgulha-se André Rodolfo da Silva, que passa suas noites zelando pelo bom descanso da bebida nos brilhantes tonéis de aço – é ele o cervejeiro que responde pelo turno noturno da fábrica.



Com uma produção média de 40 mil litros mensais, a Wunder Bier está em estágio de transição. “Podemos dizer que 99% do que fabricamos é chopp, mas estamos planejando um avanço na cerveja”, explica Silva. Por enquanto, são três os tipos de chopp (Lager-Hell, Hefe-Weiss e Schwarsbier), cuja produção salta para 80 mil litros ao mês entre outubro e dezembro, a temporada de pico. Sem uma engarrafadora própria – que já está nos planos -, há alguns meses a cervejaria desenvolveu uma parceria com a joinvilense Opa Bier. Envia cerca de mil litros do chopp escuro Schwarzbier para o norte do Estado, em um tonel de aço, e recebe a bebida de volta devidamente engarrafada.


“No começo foi só uma experiência, mandamos um lote que havia sobrado, sem conservantes, sem mudar em nada a receita, e deu certo”, conta o cervejeiro. Da experiência inicial veio a decisão de começar a engarrafar também o chopp de trigo (Hefe-Weiss). Ainda firmemente lastreada no chopp, a aposta da Wunder Bier para crescer está em bares próprios e parceiros no entorno de Blumenau, em um raio de 100 quilômetros. A fábrica mantém um bar anexo ao galpão de produção, para os visitantes provarem a bebida, pouco habituada a viajar.

Pode parecer pretencioso antes do primeiro gole, mas em alemão Wunder Bier quer dizer “cerveja maravilhosa”.

------------------------------------------------------------------------------------------------ 

Acompanhe a MENSCH também pelo Twitter, FanPage e Instagram: @RevMensch