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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

DESTINO: Uma aventura de carro pelo deserto da Namíbia

Localizado na Costa Oeste do continente africano, entre África do Sul e Angola, a Namíbia é um dos países com a menor densidade demográfica do mundo com apenas 2,2 habitantes por km², e grande parte de seu território é coberta por desertos e parques nacionais. 

Nossa viagem começa na capital em Windhoek quase nas vésperas do ano novo. A tranquila capital da Namíbia ainda guarda um pouco da influência dos colonizadores alemães que lá construíram uma bela catedral Luterana e alguns casarões que lembram vilarejos da Bavária. Outro legado deixado pelos alemães foi a fabricação de cervejas. A Windhoek Lager é sem dúvidas a melhor cerveja que já tomei na África.  Comemoramos a nossa chegada com uma bem gelada no bar da cobertura do hotel Hilton de onde se tem uma vista panorâmica do centro da cidade. O hotel é uma excelente base para conhecer o centro e funciona como porta de entrada e saída para muitos visitantes de passagem para as atrações do país.



Apesar de ter sido colônia Alemã, a Namíbia foi tomada pelos britânicos na primeira guerra mundial.  Os ingleses ficaram com as minas de diamante e logo anexaram a Namíbia ao território da África do Sul, do qual fez parte até a sua independência em 1990.  Por conta disso, o inglês ainda é uma das línguas oficiais da Namíbia junto com o Africâner e dialetos locais. Outro facilitador para o turista é que o dinheiro local chamado Namibian Dollar está atrelado ao Rand Sul-africano, que está disponível para compra aqui no Brasil e pode ser usado tranquilamente por toda a Namíbia.  Aproveitamos para conhecer a capital em nosso primeiro dia já que no dia seguinte seguiríamos para Walvis Bay no litoral. 

Comprei nossas passagens aéreas para Walvis Bay pelo site da Namibian Airways com meses de antecedência. Pretendíamos voar no dia 30 de dezembro e só havia um voo por dia. O plano B seria alugar um carro na capital e dirigir 650 quilômetros pelo deserto até a costa. Decidimos fazer o trajeto por terra somente na volta.  Embarcamos esperando um voo lotado, entretanto o novo Embraer da Namibian Airways tinha menos de dez passageiros a bordo. Pousamos no meio do deserto e desembarcamos em um pequeno aeroporto improvisado com terminais em tendas e containers. Um novo aeroporto está sendo construído em Walvis Bay. 


Na saída retiramos nosso carro e seguimos 50 quilômetros rumo ao litoral norte, direto para Swakopmund. Construída pelos alemães no século XIX, essa bela vila que ainda preserva seu patrimônio histórico é hoje o principal centro turístico da região e é também conhecida como a capital dos esportes radicais. A caminho de Swakopmund já se pode admirar um dos principais atrativos da região: as dunas gigantes do deserto que chegam até a praia. Nos instalamos em um simpático hotel a beira mar chamado Atlantic Beach Villas. Era um dos poucos disponíveis nos tradicionais sites de reservas online e a escolha não decepcionou. Tínhamos um amplo apartamento térreo com uma varanda com vista para a praia. Com uma visita a um supermercado nossa noite do ano novo já estaria garantida.



Em nosso primeiro dia começamos com a atração maior da cidade: o deserto. O acesso é restrito a carros e grande parte de sua extensão está dentro de um parque nacional. Sendo assim, nos juntamos ao Tommy Desert Tours para conhecer as dunas em um 4X4. No folheto do tour a promessa era um safari dos Little Five, ou “pequenos cinco”, fazendo uma paródia com os Big Five, que são os cinco grandes mamíferos que todos querem ver durante um safari na África. Guiados pelo próprio Tommy, descobrimos a diversidade de vida e a fragilidade do ecossistema do deserto. Muito além dos montes de areia vivem ali várias espécies de plantas e animais que conseguem sua água através da condensação da névoa úmida vinda do mar que encobre o céu por algumas horas todos os dias. 

Apesar de nunca chover nessa região, a temperatura está sempre entre 10ºC e 20ºC em qualquer época do ano. De besouros a cobras e camaleões, Tommy mostra todos esses pequenos animais dando uma aula de biologia. Fora a aula, o visual é de tirar o fôlego. Do topo das dunas a paisagem é marcada pelo contraste do mar azul encontrando as areias multicoloridas do deserto. Após quatro quilômetros de dunas rumo ao interior, as areias dão lugar a uma planície desértica, e mais algumas dezenas de quilômetros adentro surgem rochas vulcânicas que mostram parte da crosta mais antiga da Terra em uma formação conhecida como a “face da lua”. A jornada além das dunas não está incluída no roteiro do Tommy, mas vale a viagem de uma hora no final da tarde para visitar esse cenário da “face da lua”, que já foi usado em alguns filmes de Hollywood.

Além dos passeios pelo deserto, vale conhecer também o cais de Walvis Bay e admirar a colônia de pelicanos na praia. É fácil tomar um barco no porto e visitar a colônia de focas nas águas geladas do oceano Atlântico sul, rico em vida marinha, que aliás é um prato cheio para os amantes de frutos do mar. Passamos três das noites mais disputadas do ano em total tranquilidade em Swakopmund.  No dia 2 de Janeiro decidimos cair na estrada e seguir rumo ao interior a caminho de Sossusvlei, uma das principais atrações da Namíbia. Nesse dia descobri meu primeiro erro de planejamento.  Todas as estradas da região apesar de largas e bem conservadas são de terra batida. Portanto ao alugar um carro escolha um veículo 4X4 e não um pequeno Polo como eu. Cruzamos o deserto por dezenas de quilômetros sem encontrar com um único carro, enquanto muitos dos meus amigos encaravam horas de congestionamento para voltar da praia após o ano novo no Brasil.


No primeiro dia viajamos cerca de 300 quilômetros até um hotel no deserto chamado Rostock Ritz que seria nossa base pelos próximos dois dias. Durante todo o trajeto não avistamos nenhum ponto de parada, nem um posto de gasolina sequer, apenas alguns banheiros públicos improvisados com um cercado de madeira e um buraco no chão. Nosso Polo aguentou bravamente o calor e a areia do deserto passando por paisagens deslumbrantes. Vez por outra atravessávamos leitos de rio secos que por nunca encherem não se fazia necessário construir pontes. Nesses leitos de rio algumas árvores e plantas crescem com a ajuda da água que corre pelo subterrâneo.

Chegamos ao Rostock Ritz e encontramos um verdadeiro oásis no meio do deserto. Com os chalés construídos no alto de uma colina em forma de iglus, a vista que se tem dos apartamentos é de tirar o folego. Sem qualquer luxo cada iglu tem uma cama de casal coberta por um mosquiteiro e um ventilador de teto que se move por energia eólica. A arquitetura do iglu deixa a temperatura interna bem agradável. Foi da nossa varanda que vi o céu mais estrelado da minha vida.  No dia seguinte partimos bem cedo para Sossusvlei, que ainda estava a quase quatro horas de viagem, na tentativa de chegar às dunas gigantes quando o sol não estivesse alto. No caminho vimos o espetáculo do nascer do sol cercado de manadas de zebras e antílopes no deserto. 



Quando entramos no parque nacional já chegava perto das 10h00. Deixamos nosso bravo Polo para trás e pegamos um veículo 4X4 do parque que nos levou até as dunas gigantes de Sossusvlei. A paisagem não podia ser mais maravilhosa. Dunas de mais de 300 metros e tons avermelhados contrastavam com lagos secos de tom amarelado e árvores de milhares de anos fossilizadas. O coração do parque era mais seco que qualquer outro local que atravessamos do deserto. Escalamos uma duna gigante sofrendo com o calor para ver o visual lá de cima, retornando para o carro uma hora depois já meio desidratados.



Na volta pretendíamos conhecer uma cidade chamada Solitaire que era anunciada por placas desde que deixamos o litoral e ficava no caminho de volta ao hotel. Seria uma parada perfeita para o almoço. Quando nos aproximávamos da cidade passamos por um posto de gasolina que era o único que vi no caminho todo. As placas nos confundiam. Não conseguíamos encontrar a tal cidade e já meio famintos decidimos voltar e parar no posto mesmo. Ao chegar, para a nossa surpresa, o posto de gasolina era Solitaire. A zona urbana da cidade era formada pelo posto, um restaurante, uma lanchonete, um pequeno mercado e uma borracharia. A placa de bem-vindo a Solitaire indicava que na cidade havia 92 habitantes. Provavelmente a grande maioria vive nas fazendas da região. Nos deliciamos com um bife de antílope antes de retornar ao hotel para a nossa última noite no deserto. No dia seguinte outros 300 quilômetros nos separavam da capital Windhoek, onde passaríamos a última noite antes de deixar o país. De volta ao hotel, admirando meu último pôr do sol na Namíbia, coloquei aquele simpático país entre os cinco mais bonitos que eu já tinha visitado em uma longa lista de 65 países. Agora quando me perguntam o que foi que eu mais gostei da Namíbia a resposta é simples: o silêncio, a simpatia e a simplicidade de um lugar maravilhoso.

terça-feira, 18 de julho de 2017

AVENTURA: Aprendendo kung fu na Tailândia


Antes de janeiro, minha única experiência com artes marciais tinha sido boxe na adolescência. Uma tentativa, na época, de tentar a sorte em algum esporte que não envolvesse uma bola e me ajudasse a perder alguns quilos. Já a minha esposa, Anaisa, tinha alguns anos de balé e um curso básico de Yôga. Foi assim que chegamos a um retiro de Kung Fu de um mês nas montanhas do Norte da Tailândia. Nossa intenção era fazer um detox, colocar nossos corpos para trabalhar e deixar nossas mentes descansar. 

Chegamos a cidade de Pai em um teco-teco de 10 passageiros vindos de Chiang Mai. Apesar do Kung Fu Shaolin ter suas origens nos templos da China, mestre Iain Armstrong escolheu Pai para montar uma filial do clube do Kung Fu Nam Yang, que tem sede em Cingapura. Pai fica no final da cadeia dos Himalaias e por isso recebe o ar puro vindo das montanhas, que é a base da energia do Kung Fu. A proposta do retiro é receber alunos de todos os níveis que queiram passar por um treinamento intensivo de Kung Fu e conhecer a filosofia de vida que sustenta tal arte marcial. Diferente de outras artes marciais que tem suas regras adaptadas ao esporte, o Kung Fu no formato tradicional é usado somente como último recurso. 

Logo pela manhã nosso dia começava com o Chi Kung, uma técnica chinesa milenar para recarregar o corpo com a energia universal conhecida como Chi. Misto de alongamento com meditação, o Chi Kung era feito diariamente ao nascer do sol, com uma vista espetacular das montanhas. Na sequência, treinávamos as rotinas do Shuang Yang, semelhante ao Tai Chi Chuan, que tem o objetivo de ajudar os alunos a incorporar os movimentos básicos do Kung Fu de forma relaxada e em flow. No intervalo da manhã tomávamos chá com o mestre e entrávamos a fundo na filosofia do Kung Fu. À tarde o treino ia se intensificando para técnicas de combate com armas e treinos físicos acompanhados de muito alongamento. Nas refeições, comíamos uma dieta balanceada de alimentos orgânicos com ervas medicinais chinesas. 

Como um bom amador, cheguei ansioso para aprender a chutar, já que achava que nos chutes e socos eu já conseguia me virar com a minha base do boxe. Logo descobri que antes de chegar nos chutes eu teria que reaprender a andar, respirar e, principalmente, relaxar. Os anos de musculação e tensão no trabalho tinham me deixado com os ombros duros, e no Kung Fu a flexibilidade e relaxamento total da musculatura são essenciais para se defender e atacar com rapidez e força. A primeira e grande lição que tivemos sobre Kung Fu é que sem relaxar não conseguimos lutar. No ocidente temos a crença de que estarmos sempre super ocupados faz parte da rotina de trabalho e o estresse pode ser aliviado em nossos horários livres. Na realidade, assim como no Kung Fu, o estresse bloqueia nossa capacidade de atacar nossos problemas com rapidez e criatividade. Acho que ouvi a palavra “relax” centenas de vezes dos instrutores sempre que eu me atrapalhava em alguma rotina. 

Outro desafio foi entrar no flow do Kung Fu. Diferente da minha experiência com boxe e da forma como apreendemos no ocidente, não existe uma receita precisa a ser seguida de como se defender ou atacar no Kung Fu. O lutador eficiente entra na luta com a mente aberta e consegue responder aos golpes usando a força do oponente contra ele próprio. No Kung Fu, a força dos músculos não é importante e pode atrapalhar a flexibilidade de ligamentos e tendões usados de forma rápida e precisa para iniciar sequências de golpes que dependem exclusivamente de como se movimenta o adversário. O lutador que planeja sua sequência de golpes não consegue se defender com rapidez e eficiência. Toda a filosofia do Kung Fu deriva dos princípios do Tao de que não conseguimos controlar o ambiente e temos que nos adaptar à ordem natural das coisas, reagindo aos desafios que encontramos no caminho. O objetivo é entender o flow e usá-lo a nosso favor. 


Após a primeira semana de dores musculares, fomos nos adaptando ao treino e evoluindo com uma rapidez impressionante. Ajuda muito a filosofia do Kung Fu de não competição entre membros do clube. A ideia é que cada aluno se concentre em ser melhor hoje do que era ontem, canalizando a competição para um processo de evolução própria, respeitando o tempo de cada um. No Kung Fu não há faixa preta e objetivo final a ser alcançado. O que se espera do aluno é que ele comece e não desista. A evolução virá ao longo de toda a vida. Desde de criança aprendemos a competir com os outros e o resultado muitas vezes é frustrante. Queremos ser melhores que nossos colegas e um dia tão bons quanto o mestre. No Kung Fu aprendemos a desenvolver nosso próprio estilo, melhorando a cada dia. 

Partimos de Pai após um mês de Kung Fu com alguns quilos a menos e nos sentindo renovados pelos treinos e lições de vida. Decidimos tornar o Kung Fu parte da nossa rotina e incorporar o que aprendemos além da arte marcial. Mesmo com tantos países na lista de destinos a visitar, o plano é voltar para a Tailândia no ano que vem, quem sabe da próxima vez mais relaxado.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

AVENTURA: AIRSOFT, O ESPORTE QUE SIMULA COMBATES MILITARES

Quem nunca ouviu falar no G.I.Joe, Falcon e Comandos em Ação? Pois bem, os Soldados de brinquedos lançados pela Hasbro nos EUA em 1964 e depois lançados no Brasil pela Estrela com o nome de Falcon e depois Comandos em Ação faziam parte de uma equipe tática que defendia o mundo do ataque da organização Cobra, um terrível grupo terrorista e provocou o imaginário masculino infantil por décadas sendo por muito tempo o brinquedo preferido de meninos e meninas também.

Além dos brinquedos, veio a série em desenho animado (no Brasil exibida pela Globo entre 1986 e 1994) e depois um filme em 2009 (G. I. Joe: a Origem de Cobra) e em 2013 (G. I. Joe 2: a retaliação) pra trazer de volta lembranças da infância e cativar novos “seguidores” de uma geração mais atual. Isso tudo pra dizer que brincadeiras de soldados, de estratégias e táticas militares sempre fizeram parte da vida de muita gente há muito tempo (vide os soldadinhos de chumbo!) e que graças ao Airsoft adultos, jovens e também idosos podem continuar a “brincadeira” só que com mais realidade, sendo eles os próprios soldados em cena.

DA GUERRA REAL PARA A GUERRA SIMULADA


O Airsoft é um esporte que simula combates militares e tem sua origem no pós-segunda guerra no Japão. Com a proibição da fabricação de armas, as empresas foram desenvolvendo réplicas que se tornaram ao longo dos anos cada vez mais funcional. O esporte nasceu entre os anos 70 e 80 a partir da aquisição das réplicas por colecionadores e pela indústria cinematográfica. Foi quando perceberam que a partir de tais equipamentos, batalhas poderiam ser simuladas e transformadas em jogos.

Praticado em vários países como Portugal, Estados Unidos, Canadá, França, Espanha, Itália, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Finlândia, Filipinas, Suíça, Suécia, Tailândia, Noruega, entre outros, o Airsoft chegou ao Brasil e começou a ser divulgado em meados de 2003. 

Pela seriedade e segurança a que se propõe o esporte, várias discussões foram levantadas junto a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados para o Airsfot ser reconhecido por este órgão do Governo Brasileiro, até que em 2007 foi lançada a Portaria Nº 006-D LOG (sobre o regulamento do uso dos equipamentos) e em fevereiro o Exército publicou a Portaria 002Co-Log revogando a portaria anterior passando a exigir que as armas de pressão de Airsoft tenham a extremidade pintada de laranja ou vermelho vivo para diferenciá-las das armas de fogo. A partir de então foram surgindo lojas de equipamentos e o esporte foi sendo cada vez mais difundido e apreciado no país tendo conquistado pessoas de diferentes idades e realidades.



O JOGO, OS PRINCÍPIOS E OS VALORES
Como se trata de um jogo que simula combates, além de estimular sentidos como audição, visão e a necessidade de um mínimo de preparo físico, o Airsoft proporciona ainda a disseminação de valores como companheirismo e honestidade.

Para se chegar ao objetivo determinado no jogo, o trabalho em equipe é fundamental, daí a necessidade de união da equipe. Uma vez que suas armas não usam nenhum tipo de tinta ou marcação ao atingir um participante, cabe a ele próprio “se entregar” levantando a mão e gritando “morto!”, por isso a honestidade é um dos pilares dessa modalidade, bem como a confiança de saber que os oponentes avisarão quando forem atingidos. Em contrapartida, algum praticante pouco ético ou que não pense coletivamente, corre o risco de ser expulso da equipe e não mais poder praticar Airsoft.

Com objetivos, metas e regras que devem ser cumpridas é uma atividade de aprendizado que busca o entretenimento, companheirismo e diversão dos participantes sem nenhum propósito de formar militares. O esporte deve ser jogado com seriedade e requer pessoas compromissadas com a ética e principalmente os ideais de honra, respeito pelas leis e a preocupação com a segurança, que são pilares fundamentais da prática desse esporte. É importante ressaltar que a prática de Airsoft tem a ver com desafios, superação, a atividade física, o convívio, o culto da amizade e ajuda mútua entre os seus praticantes.



PRÁTICA NO BRASIL
No Brasil, há diversos grupos praticantes de Airsoft, no Rio de Janeiro conversamos com o pessoal do BFA – Brigada Fluminense de Airsoft e em Pernambuco conversamos com o pessoal do CRATE (Comando de Reconhecimento Avançado e Técnicas Especiais) e o estado conta ainda com o GAPE (Grupo de Airsoft Pernambucano), Airsoft Caruaru, representando o agreste e o Águias de Ferro, da cidade de Cumaru. 

A BFA conta com um grupo bem variado tendo famílias inteiras entre os membros mostrando que o esporte não tem limites de idade ou sexo, visto que 10% das praticantes são mulheres. O grande objetivo do BFA é tirar as pessoas da ociosidade em frente ao computador ou TV e trazê-las para um esporte que além de fomentar suas habilidades estratégicas estimula a amizade, o companheirismo e a solidariedade, já que além dos treinamentos e prática em si do jogo há uma engajamento social, promovendo e ajudando em campanhas como a de doação de sangue, recolhimento de donativos, entre outros.

Para se tornar membro da BFA, há várias etapas. Elas devem ser cumpridas no processo de treinamento tornando a pessoa apta para jogar e ser um praticante de Airsoft. O treinamento se divide em três fases: A taverna (1ª fase), treinamento de iniciação do novato (2ª fase) e o treino de nivelamento (3ª fase). A primeira é a parte teórica em que se ensinam basicamente as regras, a conduta e como se comportar durante o jogo. Na segunda já se inicia a parte prática com o manuseio da arma e o tiro em si. A terceira e última fase é uma etapa opcional de aprofundamento, aprimoramento das técnicas e regras aprendidas. É um reforço no treinamento para o iniciante poder vivenciar um pouco do que acontece durante o jogo. A BFA cobra uma taxa de registro chamada CRO (Carteira de Registro do Operador). A CRO é uma carteirinha que contém a identificação do jogador e tem como objetivo organizar o cadastro de pessoas que participam dos eventos. Os jogos têm um custo adicional, que é repassado aos jogadores onde estão incluídos serviços de ambulância (para o caso de acidentes), alimentação, aluguel do campo, patch (uma espécie de souvenir do jogo) e também o material audiovisual com o tema.

O CRATE Existe desde meados de 2009 e foi a primeira equipe a trazer o esporte para Pernambuco e hoje conta com mais de 12 membros atuantes em diversos eventos locais e estaduais. Como cada grupo tem uma forma própria para "recrutar" novos integrantes, o CRATE o faz geralmente promovendo palestras abertas ao público, para mostrar, apresentar e divulgar o esporte, e principalmente atentar para a legalidade e segurança já que se trata de um jogo que envolve armas de pressão. Nas palestras são dadas informações, por exemplo, de como adquirir legalmente os equipamentos.

Em seguida, é aberto um treino para os interessados participarem e a partir daí são selecionados de forma bem criteriosa, com foco na conduta (já que o pilar do Airsoft é a honra) cada novo integrante, “pois como se trata de uma atividade que envolve armas, mesmo que de pressão, todo cuidado é pouco, principalmente com a conduta fora de jogo, por toda essa rigorosidade, hoje não temos problemas com nossos membros”, relata Thiago Tavares da Silva, responsável pelo CRATE. Quanto a taxa de participação no grupo pernambucano apesar de estar prevista no estatuto, eles não costumam cobrar, mas sempre que há algum gasto ou necessita de reposição de peças e equipamentos é rateado por todos.

O DEPOIMENTO DE QUEM PRATICA
Por se tratar de um jogo de batalha com uso de armas, mesmo que seja com munição de borracha, há o receio no senso comum de que atividades como essa possam induzir a violência. A MENSCH ouviu alguns membros do BFA e do CRATE para entender a motivação dos praticantes e o que pensam sobre o Airsoft. É interessante perceber a heterogenia dos jogadores, mostrando o quão é sem fronteiras e limitações de participantes.

Todos são unânimes ao afirmar que os sentidos mais aguçados são a visão e a audição devido à importância de se estar atento à movimentação dos oponentes. As amizades formadas e a descarga de adrenalina costumam relaxar ao final de cada partida. Caso você tenha ficado interessado na prática do Airsoft, os depoimentos abaixo farão você procurar um grupo ao final da leitura.

Eduardo Corrêa tem 31 anos e é designer e chegou ao Airsoft buscando uma alternativa mais séria em relação ao Paintball (outro tipo de esporte que simula batalhas, mas com regras e práticas diferentes do Airsoft). Para Eduardo a grande motivação é estar em um grupo de amigos das mais variadas vertentes sociais e culturais. Segundo ele, praticar Airsfot é mais seguro que futebol, já que se cercam de muita segurança. “O Airsoft é um esporte que incute uma enorme "carga" de responsabilidade ao praticante (não ostentar o equipamento, sempre transportar com o máximo de segurança, saber se comportar perante a uma autoridade policial etc.). Todo fim de jogo, a adrenalina e tensão dão lugar a endorfina e cansaço absoluto, não deixando de mencionar a interação social que temos depois (churrasco, cerveja e conversa jogada fora). Nesses seis anos praticando o esporte, garanto, fiz amigos de verdade”.

Para Fernando Wagner, empresário de 41 anos o Airsoft é a possibilidade de atuar em jogos com alto nível de adrenalina, desenvolvendo o raciocínio estratégico e, de quebra, queimar calorias. Ainda Segundo Fernando “O Airsoft é uma terapia em sua forma mais pura. Ao sair de um jogo de Airsoft, você se sente tão relaxado como se tivesse saído de uma longa sessão de análise ou terapia. Definitivamente é um esporte que estimula a cooperação e respeito, e não a violência.”.

Karen Pinto da Silva é bióloga e tem 24 anos. Já foi praticante de Paintball e hoje está no Airsoft, esporte que adora e costuma indicar para amigos e amigas. A tensão que sente durante as partidas proporciona um aumento da adrenalina no organismo, já que se precisa agir sem errar. Nesse momento é possível desenvolver a agilidade e tática. As percepções se tornam mais aguçadas, fazendo com que se tenha mais atenção e sensibilidade. Sobre o esporte incitar a violência: “De forma alguma o esporte incita a violência, é um momento onde podemos aliviar o stress diário e nos desligarmos dos problemas cotidianos”.

José Vítor, 25 anos, estudante de ciências biológicas, procurou o Airsoft primeiramente pelo interesse em aplicação de táticas e reproduções de estratégias militares, mas hoje o que mais o motiva são as amizades formadas e a diversão proporcionada. Para José Vítor “durante uma partida é muito trabalhado os conceitos de respeito ao próximo e espírito de equipe, sendo assim, tudo isso reflete na sua vida fora de jogo.” Ele também não acredita que o esporte possa tornar alguém violento “nossas regras voltam o comportamento de cada jogador a, principalmente, se preocupar com o adversário e ter ciência de que ele é seu amigo. Essa é a maior responsabilidade de cada jogador em campo. Além das descargas hormonais que ocorrem durante um jogo, que só provocam relaxamento ao término de cada partida. Temos ainda interações sociais após os jogos, como churrascos, bate-papos e afins”.

Thiago Tavares, programador de 28 anos e fundador do CRATE em Pernambuco, coloca que os principais valores dentro de campo são honra, disciplina e companheirismo, por isso, o esporte não é um condutor de violência, pelo contrário.




Equipamentos 
Por ter como método simular situações diversas de combate bélico, o Airsoft coloca em uso equipamentos responsáveis por disparar pequenas bolas de plástico (BBS) que medem 6 mm de diâmetro. Tem certa rigidez e não possuem qualquer tipo de corante, tinta, ou sistema de marcação.
Lista básica para quem vai se tornar um jogador de Airsoft:

- Pano vermelho (usado na cabeça para quando a pessoa morrer no jogo)
- Coturno (um tipo de bota mais resistente e própria para terrenos acidentados)
- BDU (Battle Dress Uniform) ou Farda (roupa usada para o jogo)
- Cantil ou Camelback (mochila de hidratação usada durante o jogo)
- Arma de Airsoft legalizada apresentando ponta vermelha ou laranja (modelo AEG ou GBB - se possuir CR (Certificado de Registro)

Os próprios grupos indicam onde adquirir os equipamentos de forma segura e legalizada.

Atenção: Os equipamentos para prática do Airsoft, então, têm a aparência idêntica a de uma arma de fogo real. Entretanto, o mecanismo interno do objeto é completamente diferente, o que afasta a possibilidade de, a partir de uma arma de Airsoft, se converter em uma arma de fogo para uso de munição real, ainda assim, como regra de segurança fora de campo se instrui os esportistas transportar a arma sempre sem bateria, carregador e bem acondicionada, ter sempre a nota fiscal e de preferência uma cópia da portaria 002 colog, que regulamenta a prática.



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- Para quem quiser conhecer sobre a Portaria que regulamenta a prática e venda de equipamentos para a prática de Airsoft no Brasil basta pesquisar por “PORTARIA N º 02-COLOG, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2010”.
- Regulamenta o art. 26 da Lei nº 10.826/03 e o art. 50, IV, do Decreto nº 5.123/04 sobre réplicas e simulacros de arma de fogo e armas de pressão, e dá outras providências.

PARA SABER +
BFS: www.bfaonline.com.br 
CRATE:  www.airsoftpernambuco.com

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

AÇÃO: Under the sea - Um tesouro escondido no mar de Noronha

Falar que Fernando de Noronha é um paraíso, é cair no lugar comum. Mas muitos esquecem de mencionar que Noronha é um paraíso até mesmo embaixo d’água. A ilha oferece várias modalidades de passeios aquáticos, desde mergulhos de snorkel até os de cilindro e conta com inúmeros sites para as atividades.  Nós, da equipe MENSCH, fomos lá conferir para trazer as dicas para vocês leitores. 

O mergulho de snorkel na praia do Porto já traz um gostinho para os aventureiros. Lá há um naufrágio a cerca de 4m de profundidade, que consegue ser explorado em apneia e já faz a viagem valer a pena. Mas nada se compara à sensação de mergulhar com cilindro, uma vez que não há a necessidade de voltar à superfície repetidamente para “tomar mais fôlego”.  O mergulhador atinge uma profundidade maior e pode se entregar de corpo e alma à atividade, adentrando em uma experiência de contemplação da vida marinha. Engana-se quem pensa que esse tipo de mergulho é só para profissionais. Muito pelo contrário, o “batismo” é a modalidade específica para quem não fez o curso, mas quer deixar de ser um “peixe fora d’água”. 

Nós contactamos a escola de mergulho Atlantis Divers (na Praça do Cruzeiro) e realizamos nosso mergulho no domingo, dia 21 de junho. No dia marcado, a escola provê a condução desde a hospedagem do aventureiro entusiasta até o porto (e de volta, claro). Lá no porto, a pessoa tem que apresentar documento de identidade junto à carteirinha de permissão de entrada na reserva (não esqueça, trata-se de área preservada!).


Embarcamos e seguimos ao local escolhido para aquele dia, a Praia do Meio (normalmente as escolhas se dão no próprio dia, pois levam em consideração as condições de mergulho – como correnteza e visibilidade). Na embarcação (no nosso caso foi o Catamarã Explorer) há a apresentação da equipe e uma preleção onde se passam as posturas básicas e alguns gestos de comunicação e, ainda, sanam-se as eventuais dúvidas dos mais receosos.

Como se trata do “batismo”, a regra é clara; cada aventureiro será escoltado por um instrutor – que manterá sempre contato físico com a pessoa (em geral, eles seguram pelo “primeiro estágio” - aquela “torneirinha” que fica na parte superior do cilindro de oxigênio.  O “segundo estágio”, ou regulador, é a parte que vai na boca (que eles ensinam como usar na preleção; mas é, basicamente, um snorkel que funciona na água). Toda essa parte no barco já gera uma sensação de adrenalina no ar, mas é “descendo” que a aventura propriamente dita começa.

A atividade de mergulhar per si já é maravilhosa. Lá embaixo, você não nada freneticamente, mas se permite flutuar.  Tudo flui em um compasso harmonizado com a natureza e – de quebra – você observa lindas criaturas, algas e corais, fora partes de embarcações de outro século. Lembre-se de levar uma máquina à prova d’água (10m) para registrar esse momento e compartilhar com seus amigos menos afoitos.

O mergulho dura cerca de 40 minutos, mas voltamos com a sensação de ter passado só quatro; querendo sempre mais.  Além dos batismos, há a presença de alunos (a escola ministra diversos cursos) também acompanhados de instrutor, e de mergulhadores credenciados, acompanhando algum amigo (como esta redatora que vos fala, que acompanhou o fotógrafo da equipe).

Retornamos ao barco e após um intervalo de 20 minutos, os credenciados e instrutores realizaram um segundo mergulho.  É o que chamam de mergulho repetitivo, mas isso é assunto para outra matéria, quem sabe?  Até lá, crie coragem para mergulhar nessa aventura que é o fundo do mar!


SERVIÇO:
A MENSCH mergulhou com a equipe da Atlantis Divers - Vila dos Remédios, - Fone: 81-3619.1371 / 3619.1488 - Reservas Natal: 84-3206.8840 / 3206.8841 - info@atlantisdivers.com.br

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

DESTINO: Vital é pilotar - Uma road trip conexão Recife x Brasília em duas rodas



á pouco mais de um ano, nosso fotógrafo e colaborador Carlos Cajueiro fez como o personagem Vital e ignorando alguns apelos comprou sua primeira moto e passou a se sentir total. Entre uma voltinha aqui e outra ali, junto com mais outros aventureiros do asfalto, Cajueiro viveu sua primeira grande viagem sobre seu sonho de metal. Foram 5.650 km de Recife à Brasília pra um encontro de motociclistas que agitou a capital do país. Mas, como dizem alguns poetas e filósofos, a felicidade é o caminho e não a chegada. E sobre esse caminho será a nossa história.

Carlos Cajueiro sempre viveu um estilo motociclista de ser, mas até então, o sonho de ter uma moto era impedido, paradoxalmente, pelo medo de ter uma moto. O primeiro passo para consumir o sonho foi tirar a habilitação A.  Somente um ano depois, em 25 de abril de 2015, (o dia em que deveria estar casando), adquiriu sua Harley 48. União inclusive abençoada pelo sogro, que por inexperiência do genro, foi quem conduziu a “noiva” pra casa. Para cair na estrada, o grande desejo de Cajueiro, era necessário uma moto estradeira, e mais ainda, uma moto com a qual tivesse afinidade, reconhecimento, daí a escolha por uma Harley Davidson.


O INÍCIO

O HOG - Harley Davidson Owners Group é a família Harley que acolhe e incentiva novos clientes a pilotarem suas máquinas na rua e na estrada. Foram dois cursos, andar em comboio e pilotar em baixa velocidade, além de passeios e pequenas viagens até Cajueiro se sentir seguro e confortável com sua nova companheira de aventuras. Veio a viagem de 800 km para o Rio Grande do Norte, muitas outras desbravando o sertão pernambucano com o amigo e guitarrista de sua banda Danyboy, até finalmente um convite mais que especial acontecer.

BRASÍLIA MOTO WEEK

O Brasília Capital Moto Week é o maior evento do gênero em toda a América Latina, atraindo cerca de 500 mil pessoas de todo o mundo e movimentando milhares de reais. Há áreas para moto clubes, marcas apoiadoras e patrocinadoras, camping, shows e toda uma infraestrutura para agregar motociclistas de todos os lugares, formando uma grande família. Aliás, esse é um dos grandes espíritos do motociclismo. Há gerações de motociclistas em várias famílias, o sentimento de união e apoio é palavra de ordem.

O convite para participar não só do festival, mas da viagem em comboio até lá, veio de um dos integrantes dos Carcarás MC, grupo que já existe no Brasil há 34 anos, cuja sede é em Brasília. Os Carcarás são os maiores colecionadores de Harley Davidson antigas panhead do Brasil. Além do convite de um dos membros, filho de um dos fundadores, houve também o aceite dos outros participantes do comboio para sua participação na viagem. Esse aceite vem em forma de alimentação, hospedagem e muito, muito companheirismo e compreensão com o “visitante novato”. 

Convite feito, convite aceito, o primeiro desafio de Cajueiro foi não desanimar com alguns comentários que ouvia sobre sua moto. Por ter um tanque peanut, o menor da categoria, muitos consideravam que ele não conseguiria aguentar a viagem e que poderia atrapalhar, tendo de parar constantemente para abastecer. Atento aos comentários, mas sem considerar uma desistência, nosso fotógrafo de duas rodas passou um bom tempo preparando a moto para sua grande viagem. Peças foram trocadas para oferecer mais segurança e conforto, ; banco, amortecedor, guidom, comprou galão de gasolina de cinco litros para levar na mochila (pasmem!), instalou alforjes, trocou o óleo e tudo mais que era necessário. Deixou a “garota” pronta pra desbravar esse trecho do Brasil. E ele também, já que o mecânico o fez participar de todo o processo para, caso fosse necessário, Cajueiro pudesse resolver qualquer problema. O motociclista também faz seu preparo para uma longa viagem e nosso amigo não escapou desse processo. Foram 4 noites sem dormir pela ansiedade da estreia, mas segundo ele, preparar a moto foi também preparar a si mesmo para a jornada.

MOTO CLUBES

Cajueiro nunca foi muito afeito a moto clubes principalmente por discordar de algumas regras e doutrinas, mas a experiência o fez repensar suas ideias antigas e a paixão pelo Carcará foi quase que imediata, se “sentindo em casa” junto a eles. Os moto clubes são grupos constituídos e organizados por pessoas que apreciam o motociclismo. Organizados para estabelecer relações de camaradagem e amizade através da socialização de seus membros com passeios e encontros. São organizados com base em regras e estatutos onde se define denominação, sede, patrimônios, e os representantes, como presidente, vice-presidente, diretor regional e outros. Tal regulamento deve ser seguido por todos os seus membros afiliados, podendo o descumprimento causar advertências e até mesmo expulsão.

IRMANDADE

Amizades nasceram, passeios para lugares bacanas foram feitos e o sentimento de pertencimento só fez nosso aventureiro amar ainda mais a sua moto e tudo de bom que ela lhe trazia, principalmente solidariedade. Durante a viagem, um dos motociclistas teve problema com a moto. Ele nem era um Carcará, mas Caju e Rafael Nogueira, um dos Carcarás de Recife que também é mecânico, viajaram até um local mais próximo para providenciar as peças necessárias para o conserto, deram lugar para ele dormir sem precisar gastar com hospedagem e alimentação e em seguida poder seguir viagem em paz.


Outra experiência de “troca” aconteceu já em Brasília. Durante o evento rolam shows e uma das apresentações estava comprometida porque o baterista havia ficado preso no aeroporto. Seria um show a menos não fosse nosso intrépido fotógrafo e motociclista ser também um baterista. E lá foi ele salvar o show da banda Caça Níqueis, garantir a festa da galera e ganhar respeito dos motociclistas mais antigos e experientes. Os mais de 5 mil quilômetros rodados causam paradas em vários postos de gasolina. E em cada um, o motociclista Cajueiro fez um novo amigo. Em um deles encontrou um representante de uma marca famosa de aditivos. Bateram um papo e o cara, vendo a moto de Cajueiro e o chão percorrido e a percorrer, lhe presenteou com uma unidade.

A VIAGEM

A saída de casa foi às 4h30 para encontrar o comboio às 5h em um posto do bairro de Boa Viagem, zona Sul de Recife. Assim começou o dia (ou madrugada!) do nosso viajante. Bagagens bem presas na moto, equipamento fotográfico, incluindo câmera go-pro, dinheiro em cash praticamente “contado” com um pouquinho a mais pra uma eventual emergência e claro, o bom e velho cartão de crédito just in case. E pra quem vive chorando com os gastos de gasolina do seu carro, foram R$ 700 reais gastos com combustível para ida e volta desta aventura. E aí? Animou pra compra de uma moto?

Como a moto de Cajueiro tem uma autonomia pequena , precisando abastecer a cada 150 km, ele precisava parar a cada 130 km para não ficar de tanque vazio. O sentimento de coletividade o levou a algumas escolhas para não atrapalhar o grupo com paradas desnecessárias. Daí ou ele acelerava e chegava num posto para abastecer enquanto os demais estavam na estrada ou parava em qualquer lugar e abastecia com o galão que levava na mochila. Em todo o percurso de 5.650 km nosso amigo só parou por falta de gasolina uma única vez e ainda assim sabendo estar a 300 m de um posto ladeira abaixo. Rolou uma descida na banguela até a bomba dar de beber ao tanque peanut.

E o cansaço? O cansaço veio a galope! Imagine dirigir por 12 horas em uma moto. Por mais conforto que ela proporcione, o desgaste físico é gigante. Uma dica é aproveitar a mochila, geralmente do tipo trekking/cargueiro para fazer de encosto até encontrar uma posição mais inclinada. Já a perna, só pede pra ficar em pé. A tensão de uma estrada desconhecida foi substituída pela qualidade do asfalto e pela tranquilidade de um percurso sem qualquer sobressalto.

O preparo físico não existiu e acabou mostrando a sua importância quando já no segundo dia de estrada Cajueiro não conseguia segurar um garfo e quebrou 3 copos pela mesma razão. As mãos precisavam ter sido trabalhadas para aguentarem a tensão e desgaste que sofrem. Rolou um desespero, claro, mas, sobretudo a lição de não deixar de fazer o que é imprescindível para a própria segurança e saúde. E como moto tem a ver com liberdade e desprendimento, num dia qualquer, já instalados no camping do festival, Bambam, um dos companheiros de viagem, convidou Cajueiro para dar um pulinho logo ali em Goiás. Mais 300 km na conta da viagem, além de mais fotos, experiências, paisagens incríveis e aquele gostinho de aventura e liberdade. Para um novato, Caju já estava bem enturmado.



Amante e profissional da fotografia, Caju saiu de Recife a à Brasília com a certeza que faria um livro de tantas que seriam as fotos que faria no caminho de ida e volta. Ledo engano. A viagem em comboio precisa de certas regras de convivência para manutenção da harmonia. A parada desejada por Caju para registro em suas câmeras significaria a parada do grupo todo e consequentemente atraso na chegada que tinha data certa para acontecer. O jeito foi uma ou outra paradinha enquanto a galera estava no espírito de fazer pose e depois só fazer cliques durante paradas para almoço e descanso coletivo. Resultado; ele já pensa numa próxima viagem para que o fotógrafo tenha mais espaço que o motociclista. Para tanto, ele está montando um grupo de motociclistas fotógrafos com o intuito de paradas a cada desejo de registro. Alguém se candidata? 

Mas a bem da verdade é que ainda assim foi possível fazer muita foto bacana (como mostra essa matéria) e ver paisagens já conhecidas com outro olhar. A Chapada Diamantina na Bahia foi um exemplo disso. Não era um lugar novo, mas passar por ela sobre uma moto revelou outras faces mágicas do lugar. São dois dias e meio de viagem só na Bahia, um estado que se torna ainda mais gigante sendo percorrido de moto. Algumas retas levavam 3 horas para serem percorridas. Nesse momento, piloto automático acionado, fotos, música, mudança de posição para se manter esperto e atento e não deixar a tranquilidade levar a um cochilo que possa ser fatal.

A viagem trouxe para Cajueiro a experiência das estradas de mão dupla e a necessidade de estar atento aos veículos que vem e vão e aumentam o perigo. Imagine a seguinte situação: sua moto a cerca de 140 km passando por uma carreta de 30 metros em posição contrária. Você entra em um vácuo que faz tudo balançar e o medo de cair te pega de jeito. Por um lado, é uma boa forma de dar aquela chacoalhada e espantar o sono. De tudo vivido, o mais bacana foram as amizades feitas e a rede de relacionamento criada com tanta gente diferente, mas com uma paixão em comum: a vida na estrada sobre duas rodas e a certeza do ditado que diz que a história se escreve na estrada.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

DESTINO: Travessia da serra fina - Um dos trekkings mais difíceis do brasil onde estados e sentimentos se encontram

O primeiro sentimento que vem à tona quando se fala na Serra Fina é a lembrança das aulas de geografia nos tempos de escola, afinal ela é uma seção da tão falada Serra da Mantiqueira, uma das mais importantes cadeias montanhosas do Brasil, que atravessa 3 estados, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Daí vem o seguinte sentimento: união. Considerado um dos trekkings mais difíceis do Brasil por conta dos 33 km de sobe e desce intenso, clima instável de montanha, neblina e somente 4 pontos de água ao longo do percurso, é fundamental unir o físico ao psicológico, unir-se à montanha e aos companheiros de desafio. Caso contrário, a travessia pode se tornar impossível de ser vencida.

Quatro aventureiros de Pernambuco e um de Sergipe formaram um grupo de trekkers para realizar a travessia em maio deste ano. A MENSCH acompanhou a aventura (uma pena que de longe) e conversou com Daniel Pereira, 36 anos, servidor público estadual, Djair Pedro da Silva, 41 anos, funcionário público estadual, João Fernandes Neto, 40 anos, funcionário público federal, Luciano Rocha, 43 anos, gerente de vendas e Wilson Albuquerque, 50 anos, funcionário público federal, para conhecer mais sobre a travessia e sobre a emoção de realizá-la.

A jornada começou antes da viagem com preparo físico e simulações, como subir e descer 20 andares de escada com 15kg nas costas. Fizeram trilhas por Pernambuco para testar equipamentos, simular as situações de camping, como cozinhar no mato, fazer as necessidades fisiológicas, meios de higiene pessoal sem uso de água e, claro, organizar as mochilas de modo a não sobrar, nem faltar nada, mantendo um peso adequado pra carregar sem muito sofrimento e sem comprometer o desempenho da subida. De Recife voaram até o Rio de Janeiro para então seguir de carro à cidade mineira de Passa Quatro, local de saída para a montanha. Passa Quatro é quase uma viagem no tempo com sua “Maria- Fumaça” desfilando pelos trilhos e encantando moradores e turistas. Difícil imaginar que essa cidade tão bucólica no sul de Minas Gerais é o ponto de partida para a radical Travessia da Serra Fina. Mas como também é o ponto de chegada, muitos trekkers podem descansar em suas águas termais, rios e cachoeiras e se deliciarem com a culinária mineira, além de adoçar a vida com as deliciosas geleias caseiras.


Até chegar a Passa Quatro os nossos aventureiros dirigiram pela Via Dutra e por parte da Estrada Real. O termo Estrada Real surgiu nos tempos do Brasil Colônia e se referia a qualquer via terrestre aberta àquela época no intuito de controlar o escoamento da produção do interior para o litoral, possibilitando o monitoramento da circulação de riquezas, principalmente o ouro extraído de Minas Gerais. O percurso completo contempla 177 municípios, desses, 162 estão em Minas Gerais e os demais entre o Rio e São Paulo. São mais de 1632 km de extensão que resgatam tradições e contam muito da nossa história, além de oferecer ao longo do caminho belas paisagens e diversos atrativos culturais.

DIÁRIO DA TRAVESSIA

Para tentar viver por essas páginas as experiências que Daniel, Djair, João, Luciano e Wilson sentiram durante a Travessia da Serra Fina, vale reforçar que ela tem um dos maiores desníveis topográficos do Brasil, como se você estivesse subindo e descendo escadas de degraus altíssimos o tempo todo, já que são mais de 2200 m do topo da Pedra da Mina até a base da Serra no lado paulista (Vale do Paraíba). Aliás, a Pedra da Mina é a quinta maior montanha do nosso país, com 2.798 m e ainda tem o Pico dos Três Estados com 2.665 m, onde se unem as divisas de Minas, Rio e São Paulo. Cansou? Eles também, mas sem desistir de viver e ver paisagens belíssimas como um mar de nuvens abaixo de seus pés.

A celebração do grupo começou no aeroporto do Galeão ao se encontrar, já que se dividiram em dois voos. Depois pegar estrada por três horas, brindar, agradecer um sonho prestes a se realizar e dormir (tentar, já que a ansiedade era muita) para no dia seguinte encarar a travessia.

Saíram da pousada da Tia Ana por volta das 8h20 e às 9h15, junto ao guia contratado, estavam iniciando o trekking com destino ao Capim Amarelo. O primeiro dia costuma ser cheio de gás. Conversa-se muito, a adrenalina está a mil, mas a subida é dura e o corpo ainda está se acostumando com o peso da mochila, com o terreno e o clima, e as reações dessa aclimação são variadas. Djair, por exemplo, chegou a alertar o grupo que não estava se sentido muito bem, mas logo se estabilizou e a meta do dia foi cumprida. Antes do cume, passaram por um dos cartões postais da Travessia que é a Crista do Passo do Anjo, uma passagem estreita que de cara mostra o quanto somos pequenos diante da Mantiqueira. Luciano tinha o passo mais apressado, o que acabou rendendo lindas imagens da caminhada dele pelos companheiros que vinham depois. Falando em imagens, claro que equipamento não faltou. Desde a Gopro de Wilson à câmera profissional de Djair (trocada pela dormida na barraca junto com Luciano pra equilibrar o peso) além das câmeras amadoras e celulares dos demais. 

Nasce o dia. Levantar acampamento, saborear um café da manhã reforçado (acreditem, tinha até tábua de frios e tanta tapioca que chegou a sobrar, mesmo uns regulando e outros comendo demais) e partir para o desafio do dia; o Pico da Pedra da Mina. O gás do dia anterior foi substituído pelos momentos em que caminhar era impossível por conta da chuva e dos ventos fortíssimos, além dos famigerados bambus monstruosos que pareciam estar ali para impedir a travessia (assim mesmo, com esse exagero todo!) “agarrando” os mochileiros. Nesse momento os cajados fizeram diferença e o corpo já acostumado com as mochilas (mais leves de comida) ajudou bastante. O guia sugeriu acamparem ao pé do Pico, pois subir seria arriscado e a meta do dia acabou sendo substituída pela segurança do grupo. A intimidade com a montanha começava a acontecer, a ansiedade virou calmaria e a rotina estressante do dia a dia ia desaparecendo para dar lugar à contemplação e à gratidão.


Outro dia começa e o desafio é chegar ao Vale Verde passando pela Pedra da Mina. O sobe e desce dificulta a comunicação com o “mundo externo” e as ligações e mensagens para familiares e amigos são raras, mas quando acontecem são carregadas de emoção. Muita gente “viajou” junto com os meninos sendo levados no coração. Os momentos de reflexão são muitos e os questionamentos da vida afloram. A chegada ao topo da Pedra da Mina foi celebrada com um abraço coletivo e muito choro. No Livro do Cume nossos aventureiros registraram suas vitórias e escreveram seus depoimentos. Esse terceiro dia foi bem difícil, a chuva intensa deixava as mochilas e roupas pesadas e as rajadas de vento chegavam a empurrar os trilheiros e como se não bastasse, muita neblina que impedia uma boa visão do caminho. A descida foi dura e perigosa, solavancos de vento, pedras molhadas, caminho escorregadio e à frente o Vale do Ruah e seus perigos por conta dos altíssimos capins que fecham a trilha (são tão fortes, apesar de flexíveis, que se senta neles como se fossem cadeiras) e do chão que fica encharcado em dias de chuva. 

O guia, perito na travessia, chegou a ficar desorientado quanto ao caminho por conta do cinza da neblina que tomava conta de tudo. Acabaram “sendo salvos” por uma janela no céu que o permitiu encontrar o caminho. Houve outro “encontro” com os bambus do dia anterior pra aumentar o perrengue da travessia, mas ao fim da tarde chegaram ao acampamento. Para uns, momentos de descanso, para outros, a agonia continuava. Mesmo com capa de proteção e roupa impermeável, a chuva foi mais forte e molhou parte do equipamento de Luciano e também de João, incluindo o saco de dormir. Mas é justamente nas atribulações que os grandes companheiros se fazem. Como estavam dormindo na mesma barraca, Djair abriu seu saco de dormir para que servisse a ele e Luciano, enquanto o guia William e Daniel cederam uma manta extra aos três para que se mantivessem aquecidos na noite fria, provando que a união é primordial para a sobrevivência na montanha. É bem verdade que Luciano não dormiu, mas com ajuda de um remédio Djair acabou tendo a melhor noite de sono daqueles dias.

De pé para o último dia, os trekkers saíram por volta das 9h com destino ao Sítio Pierre, o final oficial da travessia. A vontade de concluir a jornada deu de encontro com uma subida íngreme, neblina que impedida deslumbrar qualquer passagem e um possível cansaço que intervinha no humor do grupo. No alcance do Pico dos 3 Estados, encontro das divisas de Minas, Rio e São Paulo, houve momentos de estresse entre Daniel e o restante do grupo. O restante da caminhada tinha um clima pesado no ar, mas em uma das paradas veio o pedido de desculpa e a paz voltou a reinar. Uma grande lição da montanha é a humildade.

Pra quem achava que agora era só chegar ao final, ledo engano, ainda havia muito sobe e desce e os bambus infernais, mas que de tanto se deparar com eles já estavam se tornando amigáveis. Com o passar da caminhada a trilha foi ficando mais “tranquila” e os meninos apressaram tanto o passo que pareciam mais disputar uma corrida de aventuras, até que Wilson solta: “Estamos disputando o que mesmo?”. A risada correu solta, os passos foram diminuindo de ritmo e os primeiros fungados de choro começaram a ser ouvidos. Houve um grito: “conseguimos (palavrão que não cabe neste conceituada revista, mas tem tudo a ver com a sensação do grupo)! “Eles haviam concluído a travessia mais difícil do Brasil, viajaram pra dentro de si, sentiram dores e alegrias, recordaram e planejaram, lembraram de familiares que estão distantes, como relatou Djair, superaram medos, aumentaram a fé, avaliaram decisões importantes em suas vidas e ainda precisaram caminhar mais alguns quilômetros até a BR 354 em Itamonte para serem resgatados até Passa Quatro. E nunca mais vão esquecer tudo o que viveram e aprenderam com a montanha.

Resumo do percurso
Período de travessia: 15 à 18/05/2016
Total de Quilômetros percorridos: 35,1Km
Total de horas percorridas: 31h13m

DESTINOS ALCANÇADOS EM DIA DE TREKKING:

- DIA 1
Travessia na Toca do Lobo - altitude de cerca de 1.558 metros
Destino ao Pico do Capim Amarelo (2.392 metros).
Início: 8h20 – Término: 17h28 – Total de 8h03 incluindo parada para descanso e alimentação.
Passagens: Crista do Passo do Anjo, cartão postal da Travessia onde a trilha chega a ter menos de um metro de área com grandes declives laterais e por ser descampado, fortes rajadas de vento.

- DIA 2  
Destino: Pico da Pedra da Mina (2.798 metros)
Início: 9h30 – Término: 17h03 – Total de 7h33 incluindo parada para descanso e alimentação
Passagens: acampamento do Maracanã, a maior área de camping da travessia.
Nota: O mau tempo não permitiu a conclusão do percurso e os trekkers acamparam ao pé do Pico da Pedra da Mina.

- DIA 3
Destino: Acampamento do Vale Verde.
Inicio: 8h52 – Término: 16h56 – Total de 8h04 incluindo parada para descanso e alimentação
Passagens: Vale do Ruah, onde está a nascente mais alta do país, formando labirintos com seu sinuoso capim que ultrapassa a altura do rosto.
Nota: O Pico da Pedra da Mina foi vencido, celebrado e registrado no Livro do Cume que lá se encontra.

- DIA 4
Destino: Sítio do Pierre – lugar oficial da Travessia e BR 354 em Itamonte para dar início à volta a cidade de Passa Quatro.
Início: 09h11 – Término: 16h47 - Total de 7h36 incluindo parada para descanso e alimentação e claro, a celebração pela conquista.
Passagens: Pico dos 3 Estados (2.665 metros), Alto dos Ivos (2.523).



Acompanhe um pouco a trajetória dos nossos aventureiros:

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

AVENTURA: Grey Groose e Virgin Galactic dão início aos voos espaciais comerciais

Ontem em São Paulo, a Grey Goose, líder mundial em vodkas super premium, anunciou sua parceria oficial com a Virgin Galactic para o primeiro voo comercial tripulado para o espaço. Criada a partir de uma filosofia compartilhada de que os feitos extraordinários são realizados quando se age de acordo com aquilo em que se acredita, a parceria foi anunciada pelo fundador da Virgin Galactic, Sir Richard Branson, o CEO da empresa George Whitesides, o diretor global da categoria de destilados premium Ben Farlow e o Maître de Chai e criador da Grey Goose François Thibault, no complexo Rose Space Center and Planetarium, em Nova York. 

Como parte do evento, Sir Richard Branson apresentará a Virgin Disruptors, uma série sobre liderança inovadora apoiada pelo Virgin Group. Um painel de mentes inquietas da indústria de turismo que vai debater "O futuro do turismo: estamos indo rápido o suficiente?". 

O evento marcou o início de uma parceria entre as duas marcas icônicas que vai além de apenas compartilhar uma filosofia. Enquanto a Virgin Galactic dá as boas-vindas aos primeiros passageiros dos voos comerciais ao espaço, a Grey Goose trará à realidade essa jornada espacial, por meio de uma variedade de conteúdos exclusivos incríveis e uma série de pacotes de edição limitada. Isso tudo será oferecido como atividade de patrocínio exclusivo no local de lançamentos da Virgin Galactic, em Spaceport America, Novo México. Para quem for experimentar os voos comerciais espaciais, coquetéis excepcionais assinados pela marca brindarão a nova era de viagens espaciais, prevista para 2015. 

A Grey Goose e a Virgin Galactic foram criadas por visionários que possuem a determinação para atuar de acordo com suas crenças, enxergando possibilidades onde outros não enxergaram. François Thibault acreditava que ele poderia revolucionar o segmento de vodkas aplicando suas habilidades como Maître de Chai de conhaques com formação tradicional. Usando apenas os melhores ingredientes, François criou uma vodka de luxo, elaborada do zero, passando pelos campos até chegar ao processo de engarrafamento e que celebra a qualidade de seus ingredientes, mantendo também a neutralidade. Thibault foi pioneiro em um processo exclusivo que traz as características e o sabor naturalmente superiores dos ingredientes frescos, um método de destilação radicalmente diferente dos tradicionais, que extrai da vodka o seu sabor. Combinando o trigo suave do inverno de Picardie com a água das nascentes de Gensac-La-Pallue, naturalmente filtrada através de rochas calcárias associada a este processo singular de destilação, ele criou Grey Goose, uma vodka de qualidade e característica incomparáveis. 

Sir Richard Branson Maitre de Chai Francois Thibault GREY GOOSE
"Esse é o casamento de duas marcas que compartilham valores e um verdadeiro sentido de que todo sonho pode se tornar realidade. Não só seguimos a mesma visão de longo prazo de que o extraordinário pode ser alcançado ao agirmos de acordo com as nossas crenças, mas também estamos ansiosos para comemorar este momento cultural icônico com aqueles em solo", conta Thibault. 

Sir Richard Branson realmente encarna o espírito Fly Beyond que guia o coração da marca de vodka Grey Goose. Empresário reconhecido mundialmente, Sir Branson ganhou todo o direito de ser reconhecido como pioneiro e visionário, desafiando constantemente as expectativas ao expandir fronteiras e alcançar sucesso inimaginável a partir de suas origens humildes. Desde 2008, a Grey Goose reconhece e comemora sua alma gêmea em Sir Richard e na marca Virgin. Primeiramente, apresentamos Sir Richard na aclamada série ICONOCLASTAS, que apresenta inovadores e visionários, produzida pela Grey Goose Entertainment. Mais recentemente, com a criação do Grey Goose Loft na Virgin Atlantic Clubhouse, situada no aeroporto de Heathrow, em Londres, que levou a experiência de viajar para novos patamares. Agora, ao ser pioneira em voos comerciais tripulados para o espaço com a primeira linha aeroespacial do mundo, a Virgin Galactic, Sir Richard está na vanguarda de uma experiência de turismo nova e revolucionária que poucos acreditavam ser possível. 

"Estamos muito feliz porque a Grey Goose se juntou a nós como parceira em nossa jornada incrível. Esta noite de debates inquietantes e enriquecedores sobre o futuro das viagens, uma celebração maravilhosa da realização humana, é o cerne da parceria Virgin Galactic Grey Goose. Compartilhamos uma busca apaixonada pelo extraordinário e estamos ansiosos para comemorar juntos os resultados de crescimento e expansão da primeira linha aeroespacial comercial do mundo", afirma Branson. 

Sobre a VIRGIN GALACTIC

A Virgin Galactic, de propriedade do Virgin Group de Sir Richard Branson e da aabar Investments PJS, está a caminho de ser a primeira linha aeroespacial comercial do mundo. Até o momento, a empresa aceitou mais de US$ 80 milhões em depósitos de aproximadamente 700 indivíduos, que representa mais de 20% do número total de pessoas que já foi ao espaço. A nova nave espacial (SpaceShipTwo, VSS Enterprise) e o avião transportador (WhiteKnightTwo, VMS Eve) foram desenvolvidos para a frota de veículos da Virgin Galactic pela Scaled Composites, empresa com sede em Mojave. Fundada por Burt Rutan, a Scaled desenvolveu a SpaceShipOne, que em 2004 levou o prêmio Ansari X Prize de US$ 10 milhões, como a primeira nave espacial tripulada do mundo desenvolvida com capital privado. Os novos veículos reutilizáveis da Virgin Galactic, que serão fabricados pela The Spaceship Company em Mojave, na Califórnia, compartilham grande parte do mesmo projeto básico, mas estão sendo construídos para transportar seis clientes, ou a carga de pesquisa científica equivalente ao espaço. Os veículos permitirão uma experiência de gravidade zero com vistas surpreendentes do planeta visto do céu negro para astronautas turistas e uma plataforma de microgravidade exclusiva para pesquisadores. O exaustivo programa de testes de voo da VSS Enterprise e da VMS Eve está em sua fase final, levando a Virgin Galactic às operações comerciais, que ocorrerão no Spaceport America, Novo México. 

Veja o vídeo: