quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MÚSICA MENSCH: Show Paul McCartney, eu fui!

A língua portuguesa é uma das mais ricas do mundo, contudo e ainda assim, não há palavras que possam descrever tudo o que foi o show de Paul McCartney no dia 21 em São Paulo.

Até para quem não é fã seria emocionante.

Além de toda a história que carrega este “senhor” de 68 anos, a sua alegria, vitalidade e energia em cima do palco é contagiante e eletrizante. Os portões abriram às 17h30, tinha gente acampado desde a quinta-feira, a fila dava voltas em todo o Morumbi s-e-m  e-x-a-g-e-r-o mas as pessoas não pareciam se importar, afinal aquilo tudo não era sacrifício era só um warm up para o show que viria logo depois.

O público era de várias partes do país e a julgar pelas bandeiras, alguns vizinhos latinos também estavam presentes juntando-se ao coro que gritava “Paul, Paul, Paul” sempre que o astro terminava uma canção ou fazia algum comentário em um português  arranhado.

Aliás, prova de gentileza digna de um “sir” tentar se comunicar na língua do público. Há quem fique falando porque ele estava lendo, mas há tantos que falam nossa língua e fazem show sem o mínimo de interação, como quem está só mesmo cumprindo contrato. Paul não, Paul arriscou gírias e rebolados para mostrar que respeitava aquelas 64 mil pessoas que o aplaudiam, riam, gritavam e choravam emocionadamente por estarem ali, diante de um sonho que se realizava numa super produção de tirar o fôlego.

Me perdoem (assim mesmo com o pronome oblíquo na frente) os confetes mas não tenho a menor pretensão de aqui, neste espaço, fazer um relato frio e imparcial de um momento mágico. Minha pretensão é de tentar passar nessas linhas o máximo possível da emoção que vivi e vi nas pessoas ao meu redor durante 03 horas de show inesquecíveis.

E por falar em pessoas, o público era bem eclético. Várias gerações de fãs se encontraram e cantaram juntos sucessos de Paul e dos Beatles. Famílias inteiras estavam presentes, com pai, mãe, avós, filhos e netos curtindo o mesmo som. Minutos antes de o show começar era perceptível a ansiedade e os olhos marejados de muita gente que parecia não acreditar que estava ali.

Quando Paul McCartney entrou no palco o estádio foi ao delírio. Dias, horas, uma eternidade de espera acabava ali, com o ex-beatle (será mesmo justo usar “ex”?) trajando calça preta, camisa branca e um blazer azul. Foi dada a largada para uma das noites mais importante, inesquecível, extraordinária da vida das milhares de pessoas que lotaram o estádio.

Paul seguiu o setlist da turnê (no segundo dia houve surpresas e alterações) abrindo o show com Venus and Mars/Rock  Show, seguidas por Jet e All My Loving (ver setlist completo aqui). Não dá para descrever os melhores momentos, mas alguns foram realmente tocantes, quando ele tocou My Love  dedicada a Linda (e fez questão de dizer: “essa música eu fiz para minha gatinha”) , Here Today em homenagem a Lennon e Something para lembrar George Harrison.

“And I Love Her” e “Blackbird” também chamaram a atenção, principalmente o telão da segunda que parecia ter imagens em 3D. Antes de iniciar Ob-la- di, Ob-la-da Paul pediu para que todos cantassem com ele para depois emendar com “ vocês já estão cantando todas mesmo” o que demonstrou a emoção dele ao ter TODAS as músicas cantadas pela platéia.

“A Day in the Life/Give Peace a Chance” com certeza fez muita gente pensar: “se estamos todos aqui unidos por Paul por que não nos unirmos em outras situações também?”  A sincronia das “Olas” feitas várias vezes pelas arquibancadas mostravam o quanto estavam todos envolvidos, atentos e dispostos a fazer daquele show um grande momento em todos os sentidos.

Os balões brancos agitados enquanto o telão exibia o símbolo da paz e Paul puxava o coro “give peace a chance” foi como uma oração aos céus pela paz e amor ao próximo. Arrepiante até para a mais cética das criaturas.

“Let It be” dispensa comentários, mas vale dizer que a partir deste momento esta narradora não mais conteve a emoção inside e colocou para outside tudo o que sentia através de lágrimas e aposto que muita gente fez igual!

Para quem estava ligado no setlist sabia que Let It Be anunciava o apogeu de efeitos visuais do show com Live and Let Die. Dito e feito. Todo mundo parecia realmente esperar pelos fogos sincronizados com os acordes da canção que foi trilha sonora de ninguém mais ninguém menos que 007, o espião mais famoso de todos os tempos. Os gritos (inclusive e principalmente os meus) acompanharam a queima de fogos que poderia ser vista do alto dos céus de São Paulo e levou todos a loucura. Por falar em céu vale dizer que este show foi presenteado por uma lua cheia em tons de laranja que mais parecia uma espectadora nobre do que um astro celestial.

Hey Jude anunciava o fim do show e mais uma vez o público mostrou que conhecia as letras e cantou junto com o astro que se despediu com a banda ao final da canção. Aliás, que banda! Dava pra ver a emoção dos músicos por estarem ali com ele, Paul McCartney. O baterista era uma alegria só e durante Dance Tonight fez passinhos que renderam gargalhadas e a certeza que Paul não era o único músico simpático no palco.

Como era esperado, todos voltaram ao palco para o primeiro “bis” que começou com Day Tripper. Já o segundo teve início com Yesterday, que, aliás, devia estar sendo bastante aguardada devido a reação do público. O rock and roll tomou conta quando Paul tocou Helter Skelter e os tiozões de camiseta preta e cabelos longos grisalhos foram ao delírio!

“The End” significava exatamente isto, o fim do show, mas o começo de lembranças que ecoarão por toda a vida de quem esteve presente no estádio do Morumbi das 21h30 às 24h30 do dia 21 de novembro de 2010 ao virem entre tantas outras coisas, Paul carregar a bandeira brasileira junto da britânica em um sinal de agradecimento.

Eu vivi isso. Isso vai viver em mim para sempre.


SERVIÇO
Dados da viagem MENSCH
Cia Aérea: TAM – www.tam.com.br
Hotel: Panamericano – Rua Augusta, 778 - Consolação, São Paulo, 01305-000 (11) 3231-0312

CARRO MENSCH: Lexus LFA 2011


Apresentado na Semana do Design de Milão em 2009, o Lexus esteve de novo em exibição no Tokyo Motor Show e como sempre atraiu todas as atenções. O Lexus LFA 2011 não é simplesmente um carro, é uma super-máquina que levou quase uma década para ser produzido, tempo que levou para aprender a construir suas próprias ferramentas até concretizar isso tudo. Para fazer o LFA, a Toyota criou um dos dois únicos teares circulares no mundo, então o utilizou para tecer simultaneamente um tubo de carbono dentro de outro. Construíram este sistema somente para fabricar as colunas A do carro.  
Algumas características próprias do Lexus, faz dele um carro pra lá de especial. Como por exemplo centro de gravidade baixo sem precedentes com 45 cm – localizado diretamente abaixo do aro do volante. uma característica convencional executada com perfeição, mas como chegaram a esse CdG é muito mais complicado. Primeiro, o motor está localizado bem recuado no compartimento, e ligado à transmissão de seis velocidades por um eixo de transmissão em carbono. Os resfriadores de óleo estão na frente do carro, enquanto os radiadores estão na traseira para ajudar na distribuição de peso, alimentados pelas entradas atrás das portas. Tudo isso cria uma distribuição dos 1480 kg em 48% para a dianteira e 52% para a traseira. Isso explica o CdG na horizontal, mas não na vertical, o que é atingido com uma instalação incrivelmente baixa do motor no carro, que empurra o centro de gravidade para baixo. Os pontos de fixação do motor e do transaxle (transeixo) estão localizados em quatro lugares, nos extremos da unidade. Tudo isso elimina os efeitos da distribuição de força no chassi.

Com o Lexus se pode chegar ao ponto de corte de combustível, em 9.500 rpm, em seis décimos de segundo. Isso é resultado de uma massa recíproca incrivelmente baixa. Usaram tecnologias desenvolvidas pelo programa da Toyota na Fórmula 1 para desenvolver o bloco, por exemplo, forjado nas mesmas instalações, usando as mesmas técnicas do motor de F1. O mesmo aconteceu com a transmissão, cujas seis velocidades são acionadas hidraulicamente por borboletas, com o sistema simples tradicional no lugar das embreagens duplas, com receio que as duas embreagens influenciassem negativamente a distribuição de peso no carro. A velocidade de troca de marchas é ajustável, levando apenas dois décimos de segundo no ajuste mais rápido, mas que pode ficar mais lento para um uso mais “macio” no dia a dia, coisa que ele não é mesmo no ajuste mais rápido. E ainda possui uma transição dos freios incrivelmente poderosos – discos com 38,9 cm de diâmetro com um monobloco Brembo acionado por seis pistões – para o acelerador supersensível não é tão suave, atualmente, quanto é necessário quando se dirige no limite da aderência. Mas estes LFAs são protótipos pré-produção, e serão aprimorados antes do inicio da produção agora em dezembro de 2010. A Lexus planeja “quebrar as fôrmas” após apenas 500 LFAs, e planeja construir cada carro de acordo com as necessidades dos clientes. Em tom de piada, a empresa estima haver cerca de “30 bilhões” de possíveis combinações.




O Lexus pode atingir uma velocidade máxima de "apenas" 325 km/h, um tempo de 0 a 100 de 3,7 segundos e um tempo de volta em Ring de 7:30, o LFA não é o sonho de consumo de um colecionador de recordes. Apenas 500 sortudos compradores do LFA comprarão o mais completo "pacote" já construído para um supercarro. Com uma capacidade tecnológica e desempenho, a Toyota conquista o patamar dos maiores fabricantes de carros esportivos do mundo. São carros como esse que projetam o futuro de montadoras e seus incríveis protótipos para uma nova era automotiva. E pra encerrar, sabe o preço desse sonho? Quase US$ 400.000!