quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ESTILO: Dress Code festas - O que usar para não errar na hora de escolher a roupa certa

Nessa época de festas uma coisa muito comum de acontecer é receber um convite que indica determinado traje e fica em dúvida do que seria mais indicado. É, homem também sofre de inseguranças às vezes (eu disse às vezes) na hora de se vestir. O chamado "Dress Code", que se trata de um código de referência de como se vestir em cada ocasião tem variado um pouco. Até pouco tempo, eram usados apenas os termos: passeio, passeio completo e black-tie. Hoje os convites estão vindo com vários códigos que chegam a confundir, mas na realidade acabam sugerindo as formas clássicas de vestir. Ao mesmo tempo que fornece mais opções de combinações, no final você termina confuso e indeciso. Bem, vamos à "decodificação" do famoso "dress code" para festas tirando as dúvidas de uma vez.

TRAJE PASSEIO / ESPORTE FINO / PASSEIO INFORMAL OU TENUE DE VILLE

Já aqui o traje é um pouco mais refinado, merece uma atenção maior do que no traje esporte. Esse tipo de traje é mais recomendado para eventos mais sociais, tipo almoços de negócios, vernissages, conferências, e programas culturais como teatro e concertos. E dependendo do clima, até de um jantarzinho íntimo para impressionar a gata. As peças indicadas são próximas das indicadas para traje esporte. Importante observar o horário do evento, caso seja antes das 18hs, o indicado é uma combinação de camisa + calça esportiva, e blazer. Se for usar um terno, com ou sem gravata, cor clara; ou a combinação de um blazer escuro com calça. Detalhe importante de observar, se no convite vier com “tenue de ville”, é importante usar gravata independente da hora, seja com blazer ou jaqueta. À noite o indicado é terno com gravata, se for verão cabe um em tom claro. Os sapatos, sempre sociais ou mocassins pretos ou marrons são o ideal. Nunca usar: jeans




TRAJE SOCIAL / PASSEIO COMPLETO OU SOCIAL 

Como o próprio nome já diz, se trata de um evento social, tais como casamentos, coquetel, formaturas, comemorações oficiais, óperas e grandes eventos (que podem envolver trabalho, clientes, fornecedores...). A roupa requer uma formalidade total, ou seja, terno completo com paletó, calça, camisa social e gravata. Não tem o que pensar muito. Apenas claro, nas combinações de cores. Se o evento for de dia, cores mais claras (esqueça o branco), se for à noite, cores escuras. Os sapatos mais indicados são os pretos que combinam com tudo em qualquer ocasião. Nunca usar: Não tente fugir do terno e gravata. Marrom também não é indicado, está fora do guarda-roupa masculino a muito tempo.

TRAJE BLACK-TIE, TENUE DE SOIRÉE OU RIGOR


Esse é o topo da elegância e por razões óbvias é indicado para eventos muito específicos como casamentos à noite, festas de debutante, premiações e ocasiões muito especiais. Afinal é uma noite de gala. O black-tie resume-se a um smoking (nunca deve ser usado antes das 18hs, a não ser que você esteja na entrega do Oscar): camisa branca, gravata borboleta preta, faixa preta e sapatos pretos. O colete substitui a faixa e é indicado para os mais gordinhos ou no inverno. Que pode ter um estilo mais tradicional ou uma variação mais moderna, como alguns homens fazem trocando a camisa branca por uma preta ou até mesmo dispensar a gravata borboleta. Antes das 18h usá-se o summer, que é o paletó branco, Summer (paletó branco): que é um traje a rigor só em alto verão e ao ar livre. Os sapatos mais uma vez devem ser pretos, de couro e de amarrar. Cuidado para mantê-los sempre lustrados para não ser pego na hora de usá-los. Nunca usar: um terno escuro.




Fotos Binho Dutra 
Direção criativa Marco Antônio Ferraz 
Modelo Marcos Vinicius Gomes 

AGRADECIMENTOS:
Academia Brasileira de Letras (Locação)
Looks: Armani, Hugo Boss, Flower homme e Zara (sapatos)

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

VAIDADE MASCULINA: Barba no ambiente de trabalho?

A barba é um troço cada vez mais comum. Homens de todas as idades estão aderindo a essa moda. E as barbas são de todos os estilos, umas bem curtinhas e desenhadas, outras grandonas e cheias, e há também muitos que não ligam para as falhas na barba e as deixam crescer. Bigode? Também está em alta. Mesmo com este movimento crescente, ainda há preconceito à barba. Dá pra acreditar neste atraso? Em 2017? Sim, existe!

Vamos começar falando sobre um grupo de pessoas (homens e mulheres) onde praticamente não há essa bobagem contra a barba: nossos amigos nerds. Esses caras estão vários passos à frente por não ligarem muito para a opinião dos outros, eles são autênticos e fazem o que bem entendem. Afinal, eles estão preocupados com seu trabalho, seus compromissos. Tiro meu chapéu para eles - e tenho orgulho de ter um pé nesse grupo. A barba não merece rótulo, pois ela não é privilégio dos nerds, nem dos fortões, fracos ou lenhadores. Barba é algo natural dos homens, simples assim.

Alguns homens, entretanto, não deixam a barba crescer porque sentem alguma hostilidade em relação a isso em seu ambiente de trabalho. E vou contar pra vocês que eu também já sofri com isso. Foi logo depois da faculdade. Eu me formei em engenharia, mas assim que eu pude, resolvi me enfiar no tal do mercado financeiro. E a minha porta de entrada foi um grande banco. Eu gostava bastante de usar terno, gravata e fazer a barba todo dia, eu andava sempre impecável. Mas em uma determinada segunda-feira, eu apareci com uma barba de 2-3 milímetros, muito bem desenhada, também impecável, pelo menos para mim. Bom, talvez só pra mim. Logo que eu cheguei ao trabalho, meus colegas começaram a fazer piadinhas dizendo que eu ia levar uma bronca quando a chefe chegasse, e eles estavam certos. Quando ela me viu, ao invés do bom dia eu escutei: "Pensei que você trabalhasse em um banco", seguido de "ali na esquina tombou um caminhão de lâminas de barbear, quer que eu vá buscar uma pra você?" e, terminando com "amanhã volte ao normal". Normal?!?
Eu nunca "precisei" ter barba, mas me incomodava muito o fato de sua proibição. Tem algo mais natural que isso? Caramba! Cresce no nosso rosto e não podemos assumir isso? Pois eu trabalhei mais 3 anos depois desse puxão de orelha, sem nada de barba, nada mesmo. Depois, em empresas menos conservadoras, isso mudou e eu comecei a deixar a barba crescer. Hoje, uma barba grande e muito bem cuidada.

QUANDO PODE E QUANDO NÃO PODE

Para o João C. A., de São Paulo, ocorreu algo não muito diferente. No início de sua carreira ele não se sentia à vontade para deixar a barba crescer, sempre a deixando muito baixa. Atualmente, depois de uma trajetória consistente de mais de 10 anos como consultor estratégico, sente que isso mudou. Ainda assim, não é raro ouvir piadas e receber o apelido de "barba", ou "barbudo". Mas afirma que mesmo com as piadas, tem a certeza que isso não afeta a sua imagem profissional.

Tenho certeza que vocês, das mais variadas profissões (médicos, mecânicos, pilotos, recepcionistas, professores, atletas ou advogados) já passaram por algo semelhante ao que passei. E será que tem gente que nunca experimentou só pelo receio de ser chamado de "náufrago"? 

Já para Rafael A., advogado com 29 anos, a reação a sua barba também já foi desagradável: "Ainda é comum que a barba seja relacionada a descuido ou a sujeira, mal sabendo eles que manter uma barba dá muito mais trabalho que deixar o rosto liso diariamente." Temos que considerar que em algumas profissões realmente não é permitido por questões de segurança. Isso acontece em algumas plantas industriais onde se faz obrigatório a vedação da região da boca por máscaras que não funcionam com a barba. Mas são raras as atividades profissionais que formalizam a sua proibição. 

Combater a acusação de desleixo é fácil, basta ter uma barba bem cuidada. E se você quiser uma barba desarrumada? Eu entendo que você deveria poder ter qualquer barba, basta entregar suas tarefas conforme combinado, certo? Mas tenho que admitir que ainda vivemos em um mundo cheio de códigos de aparência, com regras de roupas e comportamento. As mulheres também sofrem por não poderem usar saias ou decotes, pois dizem que é desrespeitoso. E a barba às vezes também é tratada como tal.

Está com dúvida se a barba é um problema? Converse com o seu gestor. Você poderá ter como surpresa uma resposta assim: "barba nunca será um problema, o mais importante é você estar bem aqui, sentir a motivação necessária para entregar um bom trabalho". Resolvido isto, deixe a barba!


EXECUTIVO OU LENHADOR?

Tenho esperança na redução do preconceito no curto prazo. Digo isto com segurança, pois andando pela região da Avenida Paulista, onde estão localizadas muitas instituições financeiras e escritórios de advocacia, conhecidos por terem ambientes mais conservadores, é cada vez mais comum ver um cara de terno e barba grande, e bem feita, valorizando ainda mais um belo nó de gravata. 
E os lenhadores? Eu sempre dou risada quando falam que a minha é "estilo lenhador". E lenhador vai ao barbeiro a cada 20 dias? Usa óleo e balm para barba? Acho que não! Enfim, me divirto com isso.

Não importa o estilo de barba que você usa ou pretende começar a usar. O que importa é você estar bem e cultivar uma barba que não atrapalhe a sua rotina. Às vezes, o preconceito vem da gente e não percebemos isso. Às vezes, temos receio de deixar a barba porque não queremos chamar nenhum tipo de atenção, possivelmente por não estarmos felizes no nosso trabalho, e consequentemente trabalhando mal e, ainda assim, colocando a culpa - sem perceber - numa possível mudança no visual.

Convido vocês a darem uma olhada no vídeo do Blog da Barba no YouTube sobre esse assunto. Lá vocês poderão ler depoimentos de diversos barbudos. Pode ser uma experiência interessante para fechar essa discussão. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

CINEMA: Os bastidores de "1817, a Revolução Esquecida"

Para a diretora Tizuka Yamasaki, o mais importante é filmar grandes histórias, e quando o filme traz um projeto histórico por trás, isso a deixa ainda mais realizada. Foi assim com seu novo projeto “1817 – A Revolução Esquecida”, um docu-drama baseado no livro “A Noiva da Revolução”, de Paulo Santos, que conta o romance vivido por Domingos José Martins, principal líder da revolução, e Maria Teodora da Costa, filha de ricos comerciantes portugueses na época, cujo casamento tornou-se o símbolo do bicentenário da revolução de 1817, um dos mais importantes momentos históricos de Pernambuco. O filme tem previsão de estreia pela TV Escola. Mas, enquanto isso, pudemos conferir em 1ª mão os bastidores desse momento histórico no Brasil que ficou esquecido.

Nos papéis principais, o ator Bruno Ferrari como Domingos, e a atriz Klara Castanho como Maria Teodora. O elenco conta ainda com 24 atores pernambucanos, além de 170 figurantes. O paraibano Paulo Vieira interpreta o comandante Leão Coroado, que matou com golpes de espada o brigadeiro Barbosa de Castro (Walmir Chagas). E o pernambucano Domingos Antônio  interpreta o General Domingo Teotonio. Neste projeto de 1817, Tizuka dividiu a direção com o Ricardo Favilla - que também foi o produtor. “Temos uma parceria muito particular já há algum tempo. Isso inclui a gestação de projetos conjuntos, passando pela procura dos temas que nos interessam, as pesquisas e a discussão da linguagem e da estética utilizada na abordagem destes temas nos roteiros de diversos produtos audiovisuais,- Filmes, Series ou Programas de TV que desenvolvemos juntos, como é o caso do 1817 - A Revolução Esquecida”, comenta Ricardo. 



Para o ator Bruno Ferrari, o projeto foi uma grata surpresa: “Desde pequeno, ouço muito sobre a inconfidência mineira e essa de Pernambuco, que foi uma revolução muito maior, e que até conquistou a independência por um período, e não é falada. Ainda existem alguns lugares no Recife que marcam essa luta, mas boa parte foi destruída pelos portugueses. Gosto muito do título, 1817- A Revolução Esquecida”.Eles realmente fizeram de tudo para apagá-la da história.” Para Tizuka, a surpresa também veio do apoio que recebeu. Comenta: “quando chegamos em Pernambuco pra preparar o "1817", fomos surpreendidos por todos querendo ajudar, orgulhosos de sua Revolução, desde populares, intelectuais, historiadores, como também o governo do Estado e da Prefeitura de Recife, Casa militar e sua bela cavalaria  e grupos de artistas da cultura popular, como Maracatu Leão Coroado, Literatrupe, côco dos pretos. Via nossa parceira Monica Silveira e, particularmente, os técnicos de cinema e atores pernambucanos - além de duas pessoas a quem admiro e que não mediram esforços pra colaborar: o ator Irandhir Santos e o cineasta Claudio Assis com sua equipe. Foi muito bom ter esse apoio efetivo ou afetivo. Essa generosidade pernambucana estará impressa na tela.”


Resgatar esse fato histórico da história de Pernambuco tem um significado especial para você? Seria como uma “prestação de serviço” à população para conhecer um pouco mais da história nacional? Claro! Eu e milhões de brasileiros desconhecíamos este momento tão importante da história do Brasil.  Com o nosso docu-drama, essa lacuna será preenchida. Nosso papel como cineasta é revelar aquilo que foi apagado da história oficial. Como brasileira, me sinto orgulhosa da bravura dos pernambucanos e dos nordestinos que não aceitaram ser subjugados pela exploração fiscal e arrogância dos colonizadores da época. Esses revolucionários deram a vida pela liberdade de sua pátria!

O que é mais difícil em um projeto como esse? Como você percebe isso? Buscar investimentos sempre foi a tarefa mais difícil. Quando a TV Escola inaugura com o nosso filme a série "História", ela e a MEC abrem portas importantíssimas aos estudantes e público em geral, oferecendo o acesso à informação, a reflexão, a recuperação da autoestima do brasileiro. Devemos aplaudir esse tipo de iniciativa!

Agrada mais contar histórias reais do que fictícias? Ou tanto faz? Tem algum filme inédito a ser lançado? Me agrada filmar! (risos) Uma história real é também uma ficção, porque filmado, ela vem com a interpretação do cineasta. 
Estou com um filme chamado “Encantados” - que me é particularmente querido. É um romance na adolescência de Zeneida Lima. Trata-se de uma protagonista da Ilha do Marajó, muito especial, porque ela ouve, vê, e sabe de coisas que as pessoas comuns não têm acesso. O filme é lindo, premiado e estará nos cinemas em outubro, com lançamento da Riofilme.



sábado, 2 de dezembro de 2017

CAPA: Carlos Bonow de bem com a vida e com vários projetos para 2018

O ator Carlos Bonow já fez de tudo um pouco na TV, teatro e cinema. De peça infantil à novela religiosa, de musical à comédia. Para ele desafio bom é quando o personagem é próximo a seu jeito de ser. Interpretar outra pessoa sem levar traços pessoais é um desafio que o deixa animado. Inquieto, seja no oficio de ator ou na vida pessoal, Bonow não para quieto entre as suas mil atividades, do surfista ao paizão que pega na escola, 24 horas é pouco para esse cara. Cheio de projetos para o novo ano, Bonow parou para conversar conosco sobre um pouco de tudo e posou cheio de estilo para essa matéria.

Carlos, da sua estreia na TV na novela “Gente Fina’ (Globo, 1990) até Dancing Brasil (Record, 2017) já vão quase 30 anos de carreira. Que avaliação você faz dessa trajetória? Eu considero que a minha trajetória é muito bacana, com muitas aventuras. Tem o teatro que e é algo que me deu muita base, velocidade de raciocínio, me ajudou muito na comédia. E não posso deixar de falar das minhas campanhas publicitárias né? Eu durante uma determinada época eu fui um dos atores que mais fez comerciais no eixo Rio-São Paulo. Na verdade em “Gente Fina” foi mais uma figuração que eu fiz, em função de um ator que ia fazer uma participação mas ele faltou e ai eu fui catado no meio da rua. (risos) Eu estava passando pelo lugar onde iria ter gravação da novela, que era uma boate, e aí o produtor, o Gringo, que até hoje trabalha na Globo, me chamou, perguntou se eu queria fazer uma participação, etc. Eu fiquei meio desconfiado, como assim..., e acabei entrando. Mas eu não podia fazer participação com fala por que eu não tinha registro. Mas eu fiz como figurante e deu tudo certo. Aí eu fiquei um tempo pensando..., depois em 94 é que eu fui fazer uma peça profissional, “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, um sucesso no Villa Lobos, onde eu fiz o Hércules. Eu tive um grande professor, querido Evans de Brito, que foi tragicamente assassinado. Mas eu considero uma trajetória muito bacana. Com erros e acertos, assim como toda trajetória.


Na TV você já fez de tudo um pouco, de humor à infantil, de drama à histórias religiosas. O que te desafia mais? O que seria sua área de conforto como ator? Olha, por incrível que pareça o que mais me desafia são personagens próximos a mim, próximos ao Bonow, ao meu jeito de ser. Esse é o que me tira da minha zona de conforto. A minha zona de conforto, por incrível que pareça é a parte mais “vilanesca”, vamos dizer assim, uma parte que eu possa... não vilão de maldade, mas o vilão de comédia demais, algo distante de mim. Aí é minha zona de conforto, por que é onde eu posso arriscar mais, onde eu me sinto mais seguro. Quando está mais próximo do meu universo, eu não me sinto tão desafiado. E quando eu não me sinto tão desafiado, eu... não que eu vá ter menos vontade, mas eu prefiro maiores desafios.

Falando em desafio a participação no “Dancing Brasil” foi um desafio muito grande? A dança era algo “familiar” na sua carreira? Como foi a participação? A dança era um desejo muito grande que eu tinha, de aprender a dançar profissionalmente..., tecnicamente falando. Eu fiz “Se eu Fosse Você 2”, em que eu tinha que fazer uma coreografia de dança, mas a gente ensaiou durante um mês, eu Tony (Ramos) e a Glorinha (Pires). Era algo simples. E quando você tem uma câmera, você para, volta... Acho que eu não errei muito durante as filmagens (risos). Eu fiz um musical, “Estúpido Cupido”, onde as coreografias não tinham o nível de exigência técnica tão grande, apesar de que estar protagonizando juntamente de Françoise Forton. Então o “Dancing” era algo realmente desafiador pra mim. Eu queria muito. Eu não sou muito de reality show, mas o “Dancing” era algo que eu olhava e que gostaria de fazer por que vou aprender e seria importante para minha profissão, já que eu tinha uma experiência grande de palco. Eu canto mas me falta a dança profissional. Portanto foi um desafio incrível que eu achei sensacional. Adorei ter participado.

Convite feito, convite aceito? Como você avalia um convite para um novo trabalho? Emissora, salário ou papel, o que pesa mais? Mais ou menos. Na televisão acaba que quando me ligam para alguma coisa é algo que eu vou gostar. Geralmente as pessoas já te conhecem e fazem convites que já sabem seu jeito de ser, do que você gosta, do que você não gosta. O teatro a gente recebe textos de vários tipos, então às vezes a gente recusa, às vezes a gente topa fazer, vamos adiante... E o cinema, que não é a coisa mais habitual, os convites que me foram feitos foram maravilhosos, só fiz filmes bons. Então cada convite é uma história. As emissoras hoje oferecem trabalhos maravilhosos, com grande qualidade artística, técnica e mão de obra. Então as emissoras estão cada vez melhores.



Dos seus papeis na TV o que foi mais marcante? Eu tive papéis que eu gostei demais, mas eu vou colocar o meu primeiro na teledramaturgia, que foi o Gastão de “O Quinto dos Infernos”. Personagem que foi muito importante para mim e o público passou a me conhecer melhor, os produtores de elenco, diretores, então isso foi muito bom. Agora não tem como eu não citar um trabalho que eu tive por mais de um ano, com meu querido mestre Chico Anysio em “Chico Total”, que foi a maior escola da minha vida. Esse foi fantástico. Acho que 1996, foi um ano de muito aprendizado, foi um ano incrível. Ao mestre com carinho, Chico Anysio o melhor do mundo!

Como você avalia esse formato de trabalhos por obra ao invés de longos contrato que as emissoras estão adotando hoje em dia? Essa questão dos contratos por obra é mais delicada né?! Para nós atores quando temos um contrato longo a gente consegue programar mais a nossa vida sem dúvida nenhuma. Por outro lado, quando a gente não tem acaba buscando outras formas. Eu nunca fui um cara acomodado, com contrato ou sem contrato eu sempre busquei fazer cinema, teatro... sem parar e cheguei a fazer quatro novelas com teatro ao mesmo tempo, que é uma loucura. Contratado ou não contratado eu vou estar sempre buscando me renovar, me reciclar e fazendo novas experiências.

No dia a dia como é o Carlos pai? E o que pensa deixar de herança para ele levar pro resto da vida? Bom herança pro meu filho são os valores né? Eu acho que o mais importante que a gente pode deixar para um filho são os valores. E isso engloba muita coisa. As pessoas falam muito em deixar um mundo melhor para os filhos. Mas eu acho importante a gente deixar filhos melhores para o mundo. Então se a gente der valores para nossas crianças o mundo vai melhorar sem dúvida nenhuma. Eu no dia-a-dia tento dedicar a parte da manhã ao meu filho, apesar de tantas atividades que eu faço, aí eu tento dividir, uma parte com ele, outra parte entre as minhas tarefas, que não são poucas. Eu o levo e busco na escola quase todos os dias. Eu tento organizar meu dia de acordo com o horário escolar dele para que eu possa estar junto, estar presente. Levar e buscar na escola é uma experiência inesquecível. Quanto mais vezes eu puder fazer isso melhor. Quando eu não posso meu pai me dá uma força. Mas e aí de noite eu tento ficar com ele, final de semana eu dou aula de teatro e ele está na minha turma. A gente tem um grupo Gratthus de teatro, eu e a Carla Araújo, onde a gente já realizou “O Pequeno Príncipe”, e eu fazia o aviador e a gente contracenava no palco. Então eu estou sempre com ele, sempre uma parceria... como ele já é um pequeno ator, ele já participa de várias coisas minhas, produções, processos. Então eu me dedico ao máximo a ele. Tudo que eu puder fazer por ele eu faço.

O que você busca como homem (cidadão)? Eu busco dignidade. E fazer a minha parte para que a gente possa construir um país melhor, um futuro melhor. Acho que a gente deve ter o dever de cidadão. O artista ele tem deveres, tem funções e obrigações à cumpri-las. Com uma voz ativa na política, na cultura, na educação, está tudo interligado. Onde eu puder usar a minha voz, a minha imagem como cidadão eu vou usar. Então eu espero, parece uma frase piegas e todo mundo acaba falando isso, mas eu espero sim justiça e igualdade para todo mundo.

E o que te tira do sério? A má educação. Ela pra mim é uma grande desgraça. Por que não adianta a pessoa ter cultura, não adianta a pessoa ter dinheiro, por que se ela não tiver educação, acabou!


Você sempre manteve o corpo em dia. Como é sua rotina de cuidados com o corpo e saúde? Eu mantenho o corpo em dia por que eu faço as coisas que eu gosto. Eu tento fazer um exercício por dia, ou correr na areia, ou surfar... eu tenho meu treinador, meu querido amigo Cláudio Baiano, com quem eu treino funcional várias vezes por semana. Então meu carro tem sempre uma mini academia, ou uma prancha de surf, ou um tênis... Tem a atividade de dança, por que depois do “Dancing Brasil” eu continuei fazendo dança na academia Ramalhos, que é onde a gente ensaiava o “Dancing”. Depois que eu saí do “Dancing” eu prometi para mim mesmo que eu ia continuar fazendo por que era meu objetivo aprender e é uma coisa que também me faz manter a forma. O meu mergulho no mar é super importante, com minha corrida na areia. Então faço coisas que me agradam. Eu não faço nada para manter a saúde que eu não gosto. Inclusive minha cervejinha. (risos)

É um cara vaidoso? Até que ponto? Eu não sou um cara exatamente vaidoso. Mas sim eu sou um cara que me cuido. Eu cuidando do meu corpo e da minha saúde, eu estou me cuidando. Eu agora que eu tenho uma parceria com a Racco, que tem produtos incríveis, eu estou começando a usar alguns produtos e que estou achando maravilhoso. Que ajudam a gente em determinados processos. Mas não me considero um cara vaidoso, cuido da minha saúde do meu corpo. E isso reflete na gente.

E o que chama atenção nas mulheres? O que te encanta? Mulher tem que ser feminina. Tem que ser inteligente e tem que ter senso de humo. E claro, tem que atrair fisicamente. Não podemos ser hipócritas. (risos)

No tempo livre o que faz sua cabeça? No meu tempo livre eu não paro de pensar, criar projetos, ler algum texto, algum livro... E claro, se eu tenho algum tempo livre e meu filho tem o mesmo tempo que eu, a gente está junto, ele e minha esposa, estamos os três livres. Quando a gente pode tenta aproveitar ao máximo os três juntos

Planos para 2018? O que vem por aí? Eu tenho um projeto de teatro que eu estou montando aos poucos e já já todo mundo vai saber. O “Cinco Homens e um Segredo” deve continuar. O “Pequeno Príncipe”, que estávamos fazendo, pode ser que volte, se não voltar, outra produção do grupo Grattus, vai existir. A televisão eu estou sempre fazendo alguma coisa e no cinema também. Então eu não fico fazendo tantos planos, eu deixo que os planos apareçam. Eu os atraio e ele chegam. (risos) 


Fotos Marcio Farias
Beleza Karina Aletto
Styling Hugo Machado 
Asst de Styling Carolina Mariano
Asst de Fotografia Ricardo Nogueira

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

ESTRELA: Camila dos Anjos, no cinema, no teatro, TV e na "Vida Secreta dos Casais"

Elegante, talentosa e dedicada ao seu ofício. Basicamente é a impressão que temos da atriz, no real sentido da palavra, Camila dos Anjos. Se você deseja conhecer seu trabalho melhor, um lugar muito frequentado por ela é o teatro, seu habitat natural. Dona de sua própria companhia, Camila produz, atua e desenvolve seus projetos e ainda ganha prêmio. Mas se você deseja vê-la na TV, liga na HBO e assiste “A Vida Secreta dos Casais” onde ela interpreta a personagem Giordana. E para 2018 a novidade é o filme “SP: Crônicas de uma cidade real”. Camila é assim, seja em Nova York se reciclando pelos teatros, seja no Rio de Janeiro com uma nova peça ou mesmo em São Paulo, onde recarrega as baterias no seio da família. Camila dos Anjos não para e tem muito a dizer através de seus personagens.

O que você descobriu sobre “A Vida Secreta dos Casais”, série da HBO na qual você interpreta Giordana? Aprendeu algo? Acho que bons trabalhos sempre proporcionam transformações e aprendizados. Foi um grande desafio e um prazer enorme interpretar a Giordana. Ela é uma personagem complexa, com uma carga dramática densa e cheia de mistérios. Aprendi muito com ela e precisei fazer uma pesquisa intensa para compreender a natureza de seus conflitos.

Na sua opinião, o que é mais difícil na vida de um casal (seja casado ou namorados)? Acredito que o grande desafio de qualquer casal é conquistar um relacionamento onde ambos continuem conectados, de uma certa forma, com a sua individualidade. 

A combinação entre homens e mulheres em geral é bem harmônica. Mas o que diferencia mais entre os dois sexos? Acredito na individualidade do ser humano, mas não acho que isso está relacionado ao gênero, está relacionado a personalidade de cada um.

O que os homens não sabem sobre as mulheres? Ainda vivemos em uma sociedade machista e, infelizmente, muitos homens ainda não sabem lidar com a busca das mulheres pela igualdade. Muitos não conseguem compreender a importância do feminismo.

E como você tem aprendido sobre o ser humano, as pessoas, com sua profissão de atriz? Uma das coisas mais legais que aprendi como atriz é que nunca podemos julgar uma personagem, independente das escolhas que elas façam. Se você julgar uma personagem, você não vai conseguir compreendê-la e representá-la com potência. O ator sempre precisa se colocar no lugar da personagem para entender seu comportamento, suas ações. Levar esse pensamento para vida real é um grande aprendizado para compreender e respeitar as diferenças. 

Qual seria o maior desafio de uma atriz? E o da Camila dos Anjos? Acho que a profissão do ator é uma busca constante e o maior desafio é estar sempre à procura de personagens complexas e projetos interessantes. Tenho algumas personagens que sou apaixonada e que gostaria muito de interpretar no teatro. Meu maior desafio é conseguir colocar esses projetos em prática e realizar o desejo de dar vida a essas personagens. 


Indo para o início, como foi que você despertou para a profissão de atriz? Alguma influência ou referência? Quando eu era criança meus pais costumavam me levar para assistir peças infantis. Aos sete anos disse para minha mãe que queria fazer teatro e ela me matriculou em uma escola de teatro para crianças. Junto com essa escola existia uma agência especializada no público infantil, então comecei a fazer diversos testes em São Paulo e nunca mais parei. Quando tive idade para entender, já tinha me apaixonado pela profissão e ela já tinha tomado conta da minha vida. 

Você já recebeu prêmio revelação no teatro. Como isso te tocou? Que escola o teatro foi e é para você? Receber o Prêmio foi muito especial, principalmente porque foi através de um projeto que eu idealizei, com uma das personagens mais interessantes que já fiz. Apesar de ter começado a trabalhar ainda criança, o teatro entrou na minha vida de uma forma muito forte depois da faculdade de artes cênicas. Nos últimos seis anos, fiz doze peças e me sinto uma atriz muito mais madura depois disso. O mais bacana do teatro é que podemos nos aprofundar nos temas escolhidos e nas camadas das personagens. É um lugar onde estamos totalmente expostos, fisicamente e emocionalmente. É um lugar de coragem, de entrega absoluta, de descobertas e, acima de tudo, tanto para o ator quanto para o público, um lugar de transformação. 

O teatro também me mostrou que posso ter mais autonomia. Além dos trabalhos que sou convidada, tenho minha companhia onde posso desenvolver trabalhos próprios. Tenho autonomia para produzir, escolher personagens que quero interpretar, convidar diretores e desenvolver projetos de autores que me interessam.   


Em 2018 você estreia nas telonas com o longa “SP: Crônicas de uma cidade real”. Como foi participar e como o cinema te toca? O longa “SP: Crônicas de uma cidade real” é composto por seis histórias com um tema em comum: Cárcere. Foi bem especial participar deste filme. Além de trabalhar novamente com o diretor Elder Fraga, que é um parceiro antigo, pude contracenar pela primeira vez com Luciano Chirolli, um ator que admiro e que acompanho o trabalho no teatro há muito tempo. 

E quando está com tempo livre, o que curte fazer? Quando estou em São Paulo procuro usar meu tempo livre para ficar com a minha família e com meus amigos. Também amo viajar e conhecer outras culturas.

O que curte ler, ver e ouvir ultimamente? Muitas vezes o que estou lendo tem a ver com o trabalho que estou desenvolvendo. No momento estou relendo a autobiografia “Memórias”, do dramaturgo Tennessee Williams, para um trabalho no teatro. Estou em Nova York há duas semanas e estou aproveitando para assistir muitas peças de teatro e conhecer novos dramaturgos. Ultimamente tenho escutado bastante Nina Simone, Janis Joplin e Elza Soares.

Você é muito vaidosa? Do que não abre mão? Não sou muito vaidosa, mas como trabalho desde criança, tomo bastante cuidado com a minha pele. Uso maquiagens e produtos de boa qualidade para limpar a pele. Nunca abro mão de sair de casa sem protetor solar.

Planos para 2018? Quais pode contar? Além do lançamento do longa "SP: Crônicas de uma cidade real", começarei o ano realizando um projeto que idealizei no teatro, "A catástrofe". É o segundo trabalho da minha Cia, onde colocaremos em cena os textos curtos "Mister Paradise" e "Fala comigo como a chuva e me deixe escutar", ambos escritos por Tennessee Williams, aprofundando a pesquisa que realizamos sobre o autor no primeiro espetáculo da Cia. Espero que 2018 seja um ano repleto de desafios e personagens interessantes.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

CINEMA: "Assassinato no Expresso do Oriente" Uma Bem-Sucedida Reciclagem de Agatha Christie


Em cartaz em todo o Brasil, a nova versão de "Assassinato no Expresso do Oriente" (Murder on the Orient Express, 20th Century Fox, 2017) é puro luxo. Dirigida pelo inglês Kenneth Branagh que, além das transposições de obras William Shakespeare para a telona, tem um vasto currículo de ótimos serviços prestados à indústria cinematográfica em gêneros diversos, como o filme de super-herói ("Thor", 2011) e o conto de fadas live action ("Cinderela", 2015), a produção nada deve à adaptação mais famosa de Hollywood, de 1974, dirigida pelo mestre Sidney Lumet e igualmente recheada por astros e estrelas da nova e da velha guarda. 

Quem leu a obra homônima de Agatha Christie (1890-1976) – autora de maior sucesso comercial da literatura popular, com mais de quatro bilhões de livros vendidos, só perdendo para a Bíblia e o bardo inglês –, pode imaginar o quanto pode ser complicado transpor para o audiovisual hoje em dia uma das mais de 80 narrativas da "Dama do Mistério", cujos detetives preferem usar a massa cinzenta do cérebro ao invés de se exercitar em neuróticos movimentos pirotécnicos, ao estilo dos videogames. Esperto, Branagh sacou logo de saída que apresentar às novas gerações (e ainda cativar as mais antigas, familiarizadas com a escritora) esse tipo de romance policial precisaria mais do que as incessantes acrobacias da câmera, uma marca do cinema digital atual, caso contrário ele faria qualquer coisa... Menos Agatha!  




No papel da Sra. Hubbard, uma viúva americana moderna para a época, Michelle Pfeiffer rouba a cena. É a segunda vez nesse semestre que a atriz veterana se destaca. Elajá havia causado boa impressão em "Mae!", de Darren Aronosfsky, há cerca de dois meses atrás. Ela segue o mesmo caminho de outra beldade do passado, Lauren Bacall, que se destacou no papel em 1974 (Foto: Divulgação)

Sem abrir mão da essência da Christie – pelo contrário, essa talvez seja a sua mais fiel adaptação nas telas –, o diretor abusa da atualização que os recursos tecnológicos possibilitam para revelar o luxuoso trem Orient Express, praticamente um personagem, sem descambar para a ação frenética, como aconteceu na recente migração para as telas de outro detetive da literatura, Sherlock Holmes, nos longas capitaneados por Guy Ritchie que transformaram o franzino personagem de Conan Doyle no atlético galinho chicken little Robert Downey Jr., chegado tanto a um bafo de bode quanto a um bom quebra-pau num ringue de boxe. 

Mantendo a narrativa em jogos de diálogos que tornam o longa-metragem quase teatral, Branagh mostra reverência ao legado da autora, preferindo, salvo uma cena de ação ou outra enxertada, contrabalançar os estáticos duelos verbais com o percurso da câmera por ângulos inesperados ao longo do mais emblemático trem de luxo da história, que levava os bem-nascidos de Paris a Istambul, entre 1893 e 1962, até ser nocauteado pelas dificuldades de ultrapassar as fronteiras terrestres entre Oeste e Leste durante a Guerra Fria. 

É primorosa essa produção toda realizada em estúdio, amparada com competência pelo uso preciso de muita computação gráfica de primeira linha que torna plausíveis as sequências passadas fora do trem embarreirado pela neve, em contraposição ao requinte de cenografia e figurino revelado dentro dos claustrofóbicos vagões que servem de cenário para um crime com doze suspeitos. 





Nada diferente do que se esperaria do minucioso trabalho do cineasta, que também interpreta o protagonista, o pomposo detetive belga Hercule Poirot, cuja eterna busca pela ordem e perfeição o tornam o mais arguto observador capaz de desvendar o qualquer quebra-cabeça criminal. Ao impregnar a obsessão do personagem pela simetria com nuances de T.O.C., a porção-ator de Branagh parece falar de si própria, dado o preciosismo com que o diretor trata qualquer produção sua, seja no tratamento plástico quanto na direção do elenco.

O casting, por sinal, é um caso à parte, outra tirada genial do diretor. O filme dos anos setenta entrou para os anais da história hollywoodiana pela altíssima concentração de ídolos por metro quadrado: além de alguns no auge – Albert Finney, Michael York, Jacqueline Bisset, Vanessa Redgrave e um Sean Connery recém-saído da franquia "007"  –, o filme resgatava monstros sagrados da Era de Ouro que tinham sido aposentados, a contragosto, pela revolução de comportamento que sacudiu os anos 1960: Lauren Bacall, Ingrid Bergman (que ganharia o Oscar de 'Melhor Atriz Coadjuvante' pela missionária atormentada Greta nessa produção), Anthony Perkins (o Norman Bates de "Psicose"), John Gielgud, Wendy Hiller e Richard Widmark, além de coadjuvantes de luxo como Martin Balsam e Jean-Pierre Cassel.

Veja trailer oficial:



Na nova produção encabeçada por Branagh, brilham Judy Dench, Johnny Depp, Willem Dafoe, Derek Jacobi e Josh Gad, além de estrelas em ascensão como Daisy Ridley, a mocinha da nova trilogia "Star Wars" e até o bailarino ucraniano Sergei Polunin, que do Royal Ballet se catapultou para o mundo da moda, estrelando de capas e editoriais para publicações tipo Vogue Hommes e abrindo desfiles na Semana de Moda Masculina. Mas, o destaque maior vai para a viúva casamenteira vivida por uma Michelle Pfeiffer aos 59 anos, brilhante, mandando ver. Ela continua linda apesar da ação do tempo, sem medo de dar a cara a tapa. Merece ser lembrada no Oscar. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

EDITORIAL: L'amour à Paris, um editorial noivos com elegância e muito romantismo

Lugar perfeito de muitos romances Paris é um dos destinos mais desejados por casais do mundo inteiro. Por isso a MENSCH foi até lá produzir um editorial noivos com elegância e muita atitude. Como cenário, o incrível Hotel Raphael, categoria cinco estrelas e localizado bem no coração da cidade. Looks elegantes para fazer bonito no dia especial do casal. 











Vamos falar mais sobre o tema através do NoivoClub (@noivoclub) organizado pela MENSCH.



Agradecimentos Ricardo Almeira (11) 3887.4114 / Dani Messih (11) 2924-5193 / Miguel Alcade (11) 4508-1030 / Aline Almeida Prado (11) 94942-6000 / Samuel Cirnansck (11) 3891-1733

terça-feira, 28 de novembro de 2017

ESTILO: Biotipo masculino, fique bem vestido tirando proveito do corpo que você tem‏

Alto, magro, gordo, barrigudo, perna curta, não importa, seja qual for o seu biotipo, há modelos e tamanhos de roupas que ao mesmo tempo que terão um bom caimento, ajudarão a disfarçar alguns “incômodos” que você possa sentir diante do espelho. O importante é não ter vergonha nem preguiça de provar roupas, ficar atento às dicas e ter paciência na busca pela numeração e tamanhos que muitas vezes não seguem um padrão ou mudam sem aviso prévio. Nesse quesito sair com uma boa amiga para as compras além de render bons conselhos e ótimas compras pode ser bem divertido.

OS TAMANHOS


Segundo a Associação Brasileira do Vestuário – Abravest, os tamanhos P, M e G, em breve deixarão de existir nas tags dos produtos, então caro leitor, acostume-se logo com isso. No lugar das letrinhas teremos medidas de acordo com os biotipos: normal, atlético e tamanho especial. Essas mudanças são fruto de uma longa pesquisa que buscou identificar os biotipos brasileiros e fazer ajustes para a elaboração de um padrão de tamanho para o setor de vestuário que respeite todos eles.

Todas as mudanças foram estudadas e estabelecidas através do envolvimento da Abravest e de vários representantes da indústria de confecção do país, mais de 2.500 empresas, incluindo os grandes magazines. Após 02 anos de implantação haverá fiscalização para que todos sigam as novas normas. Esse período se deve ao tempo necessário de ajustes para todos os envolvidos. O que você ganha com isso? A padronização permite que você compre sem erro caso não tenha tempo de experimentar por exemplo, evitando trocas e oferecendo mais conforto para quem veste. Hoje mesmo com as etiquetas marcando P, M ou G, ainda há diferenças de uma marca para outra, fazendo com que para uma peça você seja P e para outra G, por exemplo.

Essa mudança também permitirá aumento de vendas e satisfação nas transações via internet, afastando o fantasma da compra errada. O consumidor terá a traquilidade de saber que a roupa que está comprando lhe servirá bem, incluindo as compras em sites estrangeiros visto que um dos objetivos dessas reformulações é buscar melhor equivalência entre padrões de tamanhos também com outros mercados. Para que ninguém se perca na hora de fazer as compras, haverá campanhas de divulgação e esclarecimento para os consumidores finais e as lojas de departamento ou varejo multimarcas, deverão separar no PDV os produtos para cada um dos 3 biótipos.

NORMAL, ATLÉTICO OU TAMANHO ESPECIAL?


Como saber onde você se encaixa nessa nova padronização de modelagem?

Ainda seegundo a Abravest, será considerado normal o corpo masculino onde a medida do tórax e cintura são iguais ou muito próximas; já os atléticos são aqueles que apresentam a medida do tórax maior que a medida da cintura e os de tamanhos especiais possuem a medida da cintura  maior que a do tórax e as demais medidas em geral maiores que as medidas do corpo normal.

Com relação a estatura tem-se:


AS MÉTRICAS


Para chegar as novas normas e tags Normal, Atlético e Especial, as métricas usadas levaram em consideração várias tamanhos de diversas partes do corpo masculino.

- Para calças as medidas usadas para especificar os tamanhos serão: perímetro de cintura, comprimento entreperna e estatura.


- Os paletós e jaquetas usarão como referências, perímetro do tóra, perímetro da cintura, perímetro do quadril e estatura.

- Os ternos terão as medidas do perimetro do tórax, perímetro da cintura, comprimento interno da perna, perímetro do quadril e estatura.

- Já as camisas regatas usarão perimetro do tórax, perímetro do pescoço, comprimento do braço.



O CORPO E AS MEDIDAS
      
Bem, agora que você descobriu qual a medida do seu corpo e o equivalente a tag da roupa que você vai encontrar, seguem algumas dicas do que vestir para disfarçar ou exaltar o que você deseja, evitando calça pisada, jeans folgado na cintura e com espaço na perna para mais de uma pessoa.
 
FIT – é o caimento da roupa no seu corpo. Até todas as confecções estarem nas novas padronagens da Abravest vale a pena tirar um tempo para experimentar com calma as peças escolhidas, pois nada deve sobrar ou faltar pra que você possa ficar bem vestido;

Respeito ao biótipo – não se aprisione a moda, respeite o seu tipo físico e se vista de forma a valorizar o que você tem. Se a moda cair bem pra você, vai fundo, caso não, crie seu próprio estilo.

Com esses dois conselhos em mente, vamos às dicas:

ALTOS
Dificuldade: tamanho da camisa e da calça;

O que fazer: buscar a harmonia entre as partes dividindo o corpo em blocos.

O que usar no geral:
- Cores diferentes no mesmo look
- Sapatos mais "grossos" e com saltos altos - Dobrar a barra da calça pra fora (dependendo do local e ocasião)
- Gola careca
- Listras horizontais



BAIXOS
Dificuldade: sobra de pano; parecer ainda mais baixo.

O que fazer: alongar a silhueta através da monocromia (mesma cor ou da mesma cartela de cores)


O que usar no geral:- Listras verticais
- Usar o casaco ou cardigan aberto
- Calças mais justas (justas e não skinny)
- Sapatos com pontas
- Jaquetas curtas





TAMANHO ESPECIAL
Dificuldades: unir conforto, bom caimento e estilo.

O que fazer: Há lojas próprias para os tamanhos especiais com propostas muito além do preto que emagrece e claro, tirar o foco da barriga.

O que usar no geral:
- Listras verticais,
- Golas em V ou U
- Estampas neutras
- Combinar cores claras com escuras



Bem, seja você alto ou baixo, gordo ou magro, atlético ou não, o importante é você realçar suas qualidades físicas e andar bem vestido. Afinal, não precisa ser modelo de revista para ter um estilo adequado com seu físico. Saiba escolher o que melhor veste em você e faça sucesso.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

GASTRONOMIA: Atum, Farofa & Spaghetti - A viagem gastronômica de chefs pernambucanos a cidades estrangeiras reconhecidas por sua culinária local

Os chefs pernambucanos André Saburó, Joca Pontes e Duca Lapenda são atum, farofa e espaguete no filme que conta a relação afetiva desses três amigos com a gastronomia. É como se a essência de suas cozinhas se ampliasse em tela grande para mostrar ao espectador o quanto de sentimento, técnica e sabor podem estar presentes em um único prato. Basta saber de onde ele veio e a que se propõe. Resultado de vários anos de captação de imagem feita pelo diretor romano Riccardo Rossi no dia a dia e na viagem do trio para regiões do Japão, Roma e França.

Mesmo embasado por cenários tão distintos, o longa, com ares de documentário, tem um fio condutor básico, que é o convite feito a Joca para a realização de um jantar no estrelado Zé Kitchen Galerie, onde o chef trabalhou durante sua temporada de estudos em Paris. Para esse retorno tão apropriado a quem hoje comanda restaurantes de peso no Recife, como Ponte Nova, Villa e La Plage, veio a ajuda indispensável de uma dupla que reforça o movimento de união e compartilhamento entre os cozinheiros pernambucanos. O pedido para Duca, da marca de referência italiana Pomodoro Café, e Saburó, do premiado Taberna Japonesa Quina do Futuro, formarem a pequena comitiva rumo à França aconteceu sem nenhuma espécie de roteiro ou jogo ousado de câmera, o comum de superprodução. Aliás, os envolvidos neste filme foram os que também investiram na captação de verbas do road movie. "Acabou que todo mundo segurava a câmera e participava da cena ao mesmo tempo. Temos centenas de horas de gravação contínua, condensadas em pouco mais de uma hora", lembra Duca.

INTERCÂMBIO GASTRONÔMICO


São cenas com os bastidores de um jantar importante, que começa pela escolha atenciosa dos ingredientes em feiras e supermercados, passando pela troca de informações com outros chefs e chegando à ansiedade de quem saiu da sua zona de conforto para fazer bonito. "Fomos muito bem recebidos. A França ainda me impressionou na riqueza dos detalhes, como numa maneira precisa de dobrar uma simples massa", diz Saburó. Mas, entre os ensinamentos, houve a troca. Como na passagem pela Itália, onde o trio também cozinhou com pedidas regionais, como queijo de coalho e goma de tapioca, em cozinha típica de lá. "Marcou a qualidade dos produtos de origem, principalmente os vegetais e sua melhor berinjela, abobrinha e tomate", comenta Joca. No vídeo, esses ingredientes crescem em forma e cor, que fica até difícil assistir com fome. Na chegada ao Japão, a vivência da comida servida na rua ou nos rituais domésticos, onde o respeito pelo alimento e tudo em sua volta se faz presente. "Foi importante não só conhecer o funcionamento do mercado de peixe, como também entrar naquelas casas e se deparar com uma história tão viva dos orientais", completa Duca. Contexto perfeito para Saburó reviver momentos de família, com participação da mãe e do irmão em situações importantes da viagem.


Entre hotéis, restaurantes, avenidas e tantos ingredientes no fogão, os três foram ainda reafirmando a amizade e o alter ego que intitula o filme. "O que é possível trazer de uma viagem como essa são as técnicas que, talvez, sejam possíveis de aplicar em produtos locais", resume Saburó. Em tempo, o longa já conquistou diversos prêmios internacionais, incluindo o de Melhor Filme em Língua Estrangeira, do disputado Hollywood International Documentary Awards. Já foi exibido no Festival Audiovisual Cine-PE. E continua inscrito em vários outros festivais mundo afora. Promete ganhar força para exibição em telonas brasileiras. Como tem que ser.