quinta-feira, 13 de outubro de 2016

EDITORIAL: Distric fashion


O modelo e apresentador austríaco, Rafael Beult (@rafaelbeutl), da agencia BODY and SOUL Model Agency, com base em Viena, na Áustria, posou para esse editorial pelas lentes do fotógrafo Brasileiro, Adriano Artexcellence. O ensaio foi realizado na Cidade de Zurique na Suíça, e conta com peças monocromáticas, básicas e muito elegantes. Preto, branco e muita sofisticação em foco. 







CRÉDITOS
Supermodel Rafael Beutl 
Photographer Adriano Artexcellence 
Management Body and Soul model 
Website www.adriano-artexcellence.com 
www.rafaelbeutl.ch

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

MOTOR: Motorrad Vision Next 100, a moto dos próximos 100 anos (e que não cai nunca!)

 Nessa terça-feira (11) em Los Angeles, a divisão de automóveis de BMW apresentou o que o grupo espera para os próximos 100 anos em matéria de automóveis e moto. O chamado Vision Next 100 chama atenção pela alta tecnologia e desempenho empregado em seus veículos. Depois de apresentar os novíssimos modelos de Mini, Rolls-Royce, a vez é da Motorrad, braço do grupo para motos.

De acordo com a BMW, Motorrad Vision Next 100 é uma incrível moto que tem sistemas de "auto-equilíbrio" que a mantêm na posição vertical sempre, não tombar nunca, tanto em pé como em movimento. Isso irá permitir que qualquer pessoa, independente de experiência, possa guiar a Motorrad. Além disso ela dispensará o uso de qualquer aparato de segurança, como capacete e roupas de proteção. Isso porque a motocicleta poderá detectar situações de perigo, assim como também agir preventivamente para evitar acidentes no percurso. "A moto tem toda uma gama de dados conectados a partir de seus arredores e um conjunto de sistemas inteligentes que trabalham em segundo plano, para que ele saiba exatamente o que está por vir", disse Holger Hampf, chefe de experiência do usuário da BMW.

UM CLÁSSICO REINVENTADO - O QUADRO EM FORMA DE TRIÂNGULO

O quadro negro, em forma de triângulo, do BMW Motorrad VISION NEXT 100 é uma referência clara à primeira motocicleta BMW, a R32, concebida em 1923. No protótipo, no entanto, o formato foi reinterpretado para dar origem a uma escultura funcional que liga as rodas dianteira e traseira por meio de arcos de aspecto dinâmico. Rolamentos e junções estão fora do alcance dos olhos, pois o quadro surge como uma estrutura única e totalmente integrada.
Visto de perfil, o BMW Motorrad VISION NEXT 100 assemelha-se a uma naked bike, graças à sua ergonomia, e ao banco de configuração roadster. A disposição inteligente das superfícies protege o piloto do vento e das intempéries climáticas de forma tão eficaz como se estivesse equipada com uma carenagem completa. A superfície do quadro é coberta por um tecido preto fosco. Seu brilho sedoso e linhas finas destacam as formas características da moto, além de representar uma reinterpretação contemporânea de um detalhe clássico da BMW. O logotipo da marca é exibido no quadro escuro, sendo iluminado pelas já familiares luzes azuis e brancas, com a moto em movimento.



FLEXFRAME - QUADRO DE DIREÇÃO ASSISTIDA

O quadro Flexframe surge como uma estrutura única e integrada, que se estende desde a dianteira à roda traseira do BMW Motorrad VISION NEXT 100. Por ser flexível, ele permite que a motocicleta seja conduzida sem a necessidade de juntas ou articulações encontradas nas motocicletas de hoje. O guidão se ajusta ao quadro, mudando a direção da moto. E a quantidade de força necessária para direcioná-la vai depender de cada situação. Com ela parada, por exemplo, o Flexframe exige pouca força para girar, enquanto em altas velocidades, ele tende a ficar muito rígido.

POWERTRAIN - INSPIRADO NO MOTOR BOXER BMW

Na parte central do quadro reside, ao mesmo tempo, uma peça de estilo próprio e uma referência histórica: o motor. Desenvolvido e criado à imagem do tradicional motor boxer BMW, ele, na realidade, consiste de uma unidade motriz zero emissões. Sua aparência externa muda de acordo com as circunstâncias. Quando está em repouso, o motor exibe formas compactas, se expandindo somente quando a motocicleta inicia seu movimento, melhorando a aerodinâmica e protegendo o piloto contra o mau tempo. Seu acabamento, em alumínio, confirma a qualidade superior deste componente.

FORMA MINIMALISTA, QUALIDADE MÁXIMA DE DETALHES

A aparência perfeita do BMW Motorrad VISION NEXT 100 exprime claramente as suas qualidades focadas na condução. O design frontal é minimalista e reforçado com detalhes de alta qualidade. Integrado à parte frontal do quadro, logo acima da roda dianteira, está um grande refletor de metal que incorpora dois elementos em U, posicionados verticalmente, que compõem as luzes diurnas. Elas atuam também como um defletor de ar que, em conjunto com um pequeno para-brisas, integrado, ajudam a otimizar o fluxo de ar que passa pela moto.
As lanternas traseira e indicadora de direção (pisca) trazem lâmpadas vermelhas debaixo do banco e que lembram a forma característica, em duplo ‘C’, das luzes traseiras das motocicletas BMW Motorrad atuais, mas com uma nova interpretação do futuro. 

ELEMENTOS ANALÓGICOS EM UMA ERA DIGITAL

Diante da praticamente ausência de cabos, monitores e botões, chama especialmente a atenção um elemento dentro da moldura da seção frontal: um interruptor vermelho situado à extrema direita do guidão. Este elemento é responsável por liberar ou bloquear o manete do acelerador. Trata-se de uma homenagem à experiência semelhante de conduzir as primeiras motocicletas. Os manetes curvados para fora também evocam a história da motocicleta.

EQUIPAMENTOS PARA O MOTOCICLISTA - INTELIGENTE. ATIVO. FLEXÍVEL

O Rider Equipment BMW Motorrad VISION Next 100 é uma parte fundamental desta experiência de condução única. O design clássico, em preto e branco, reforça a sensação de liberdade durante a viagem. Ele é utilizado para proteção contra as condições de clima e do vento, e também é considerado como um traje de moda. Se necessário, ele resfria ou aquece o usuário. Há um zíper diagonal sobre o peitoral recordando o tradicional vestuário de motociclistas. Já a estrutura de cinta flexível do traje e os sapatos são inspirados nas áreas musculares do corpo humano, proporcionando apoio ao motociclista, aliviando a compressão quando necessário.

Em velocidades mais altas, a região da nuca do vestuário infla de forma ágil e desprende o ar em toda a parte de trás do traje, aumentando o conforto. As variadas aberturas oferecem uma ventilação adicional. Diferente dos trajes atuais, a roupa futurística para pilotos do BMW Motorrad VISION NEXT 100 não possui nenhuma função de segurança, uma vez que o sistema assistente e inteligente torna isso desnecessário. Ao invés disso, os sensores do equipamento do condutor monitoram dados como o pulso e temperatura corporal podendo regular corretamente a climatização em caso de frio ou stress. O traje oferece, a partir de elementos vibratórios nos braços e pernas, indicações para navegação ou mostra que ele atingiu o limite de inclinação. Isso faz com que o piloto e a moto se tornem uma unidade funcional permitindo desfrutar de condução com maior intensidade.



ÓCULOS INTERATIVO

O piloto ainda poderá acessar as informações da moto por meio de um óculos, que funciona como visor inteligente, projetando os dados no campo de visão. Ele também é capaz de proteger o condutor do vento.

Depois de tanta expectativa sobre como é a Motorrad "ao vivo", confira o vídeo abaixo:




Fonte: G1, Motor Cycle, PlanetCarsZ

terça-feira, 11 de outubro de 2016

SAÚDE: Nutrição, idade biológica e idade cronológica

O envelhecimento pode ser definido como idade cronológica (a idade da pessoa em anos desde o nascimento) ou como idade biológica (a queda nas funções orgânicas que ocorre em todos os seres humanos com o passar do tempo). Algumas pessoas idosas parecem e agem como se fossem mais velhas e outras como se fossem mais jovens com a mesma idade cronológica. Estudos nos quais foram realizadas avaliações da idade biológica, realizados ao longo do século XX na Suécia, indicaram que algumas pessoas são menos biologicamente idosas que outras com a mesma idade cronológica e que esta diferença pode ser de até 10 anos.


Parte desta diferença pode ser atribuída à melhor nutrição durante a vida. Sendo assim, pode ser que parte do que consideramos atualmente como envelhecimento seja evitável através de nutrição. Embora os genes exerçam forte influência na idade biológica, acredita-se atualmente que fatores do estilo de vida também tenham forte influência. Você pode ser biologicamente mais jovem se programar seu envelhecimento. A pergunta é: quais aspectos do envelhecimento são biologicamente inevitáveis, como por exemplo, a morte das células (apoptose) e quanto disso está relacionado a idade. Embora na idade cronológica o relógio não possa andar para trás, o desejo de prolongar a juventude desperta muito interesse e pesquisa.

O acúmulo dos efeitos de anos de maus hábitos alimentares aumenta o risco de muitas doenças à medida que a pessoa envelhece. Contudo, a boa nova é que é possível mudar os hábitos alimentares. Em outras palavras, nós podemos adotar hábitos como a prática regular de exercícios e alimentação saudável, que retardarão a queda funcional e as alterações na composição corporal se manterá dentro dos limites estabelecidos pela genética. A diminuição na massa magra e o aumento na gordura corporal que tendem a ocorrer à medida que envelhecemos não podem ser totalmente atribuídos ao processo de envelhecimento em si. Nos países ocidentais, um importante fator contribuinte para essas alterações é a vida cada vez mais sedentária das pessoas à medida que envelhecem e o consumo inadequado de nutrientes e fitos químicos, através de dietas ricas em produtos industrializados.

As principais estratégias de prevenção que podemos adotar para aumento das nossas reservas fisiológicas e nutricionais incluem: consumo de alimentos variados, redução no consumo de álcool, cafeína e medicamentos.

Para obter sucesso na prevenção de doenças associadas à má nutrição ou tentar “desacelerar” o envelhecimento biológico siga essas recomendações na sua alimentação diária. Faça um consumo alto de: 300g/dia de vegetais, mais de 50g/dia de legumes, mais de 200g/dia de frutas, mais de 250g/dia de cereais. Faça um consumo moderado de: carnes e produtos de carne, menos de 300g/dia; álcool, menos de 10g/dia; laticínios, 500 ml/dia. Faça um consumo alto em gorduras monoisaturadas (azeite) e baixos em gorduras saturadas (produtos de origem animal, frituras). Este padrão alimentar é compatível com os padrões alimentares  prevalentes na Grécia na década de 1960, quando os gregos tinham os melhores índices de saúde do planeta.



É fundamental que exista sinergia entre os grupos alimentares e que as recomendações alimentares sejam seguidas como um todo, em vez de focalizar apenas um grupo alimentar ou um nutriente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

FITNESS: 3 Treinos para quem quer queimar calorias correndo

Correr virou moda, afirmam alguns, mas a verdade é que um novo perfil de corredores tem surgido, e a maioria não possui como objetivo maior subir ao pódio e conquistar as diversas premiações oferecidas. Esse novo público corre em busca de saúde, qualidade de vida, diminuição do estresse, socialização e bem estar. Quando existe o desafio, este parece ser pessoal, especificamente, em melhorar seu próprio tempo. Nessa perspectiva, podemos dizer que as grandes corridas se transformaram em eventos de lazer. O problema é que, como citado anteriormente, as distâncias percorridas são longas e não podemos ignorá-las. Correr acima de 5 km exige muito do organismo e pode representar um risco à boa parte dos indivíduos, em especial aos que não seguem as recomendações básicas para inicio de qualquer atividade.


Mas lembre-se, antes de sair por ai correndo é imprescindível procurar um médico clínico ou cardiologista para fazer a devida avaliação, que inclui anamnese, exame físico geral e auscultas. Um exame complementar simples como eletrocardiograma é frequente realizado e junto com a consulta, já detectará a maioria dos problemas, doenças e fatores de risco que necessitem de avaliações médicas mais profundas.

Em casos específicos e dependendo da faixa etária, tabagismo, entre outras, o médico poderá solicitar o teste ergométrico, e/ou eco cardiograma e demais que julgar necessário. Um profissional de educação física também é indispensável, pois é a prescrição do treinamento que pode minimizar à alta incidência de lesões desse esporte, que chega a atingir 60% a 90% dos praticantes em dois anos e são geralmente causadas pelo excesso de volume empregado no treinamento (grandes distâncias percorridas), aliado a falta de um programa de fortalecimento muscular e articular que poderia ser feito na musculação, por exemplo.

PARA PERDER CALORIAS, CORRA!

Aqueça-se com pequenos saltos ou pulando corda; em seguida, alongue-se levemente, de preferência com alongamento dinâmico. Depois corra por 5 a 10 min e caminhe por 2 a 4 min. Corra mais 5 a 10 min, em seguida caminhe por 2 a 4 min; para encerrar corra mais 5 min e caminhe mais 5 min para “voltar a calma”. E, por fim, alongue-se suavemente, sem manter a posição por muito tempo. Se você é iniciante, tente completar no máximo 15 mim correndo numa velocidade que permita você conversar enquanto corre. Tempo do treino – 24 a 40 min. * tempo necessário para que o organismo volte aos poucos a seu estado normal, com diminuição da pressão arterial e batimentos cardíacos.


Aqueça-se trotando durante 5 a 10 min e após o aquecimento, realize 5 séries de corrida em ritmo forte por 1 min (que deixe-o ofegante), seguido de 1 minuto de caminhada. Após essa 1ª sequência, caminhe por 2 min e realize mais 3 a 5 séries iguais a anterior, encerrando a atividade com uma caminha de 3 min para a “volta à calma”. Tempo do treino – 24 a 33 min.


Na esteira, trote por 10 min e depois aumente de 0,5 a 1 km/h a cada minuto, até chegar numa velocidade que considere muito forte; volte a velocidade de trote ou caminhe por 3 min. Repita o mesmo procedimento mais 1 ou 2 vezes, a depender do seu condicionamento e “volte a calma”, com um trote ou caminhada leve por 3 min. Tempo do treino – em torno de 30 a 40’.



Portanto, seja qual for o seu objetivo com a corrida, seguir estas recomendações lhe proporcionará uma prática mais segura e com riscos diminuídos, para que você desfrute de todos os benefícios físicos e psicológicos desse prazeroso exercício.

*Anderson Santos e Públio Gomes são Educadores Físicos do Mais Atividade Física. (www.maisatividadefisica.com)

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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

CAPA: Hugo Bonemer volta com força total na 1a fase de "A Lei do Amor" e no cinema


A lei do ator Hugo Bonemer é sempre sair da zona de conforto. Confrontar seus medos e inseguranças e se jogar no trabalho como se fosse a 1ª e última vez em que atua. Não é à toa que hoje em dia ele é uma das grandes promessas da nova geração na TV e um dos grandes atores de musicais no Brasil atualmente. Perto de completar 30 anos, Hugo traz em sua trajetória filmes, novelas, peças, musicais e shows. Todos com muita intensidade e dedicação quem faz o que ama fazer. Com jeito simples, Hugo segue conquistando seu espaço e mostrando à que veio. Assim como seu mais recente trabalho, curto porém marcante, na 1ª fase da novela global “A Lei do Amor”. Na verdade o título serve muito para Hugo, a sua lei do amor é essa, o talento pelo seu trabalho.

Depois de um período focado em outros trabalhos você volta na 1ª fase de “A Lei do Amor”. Como foi participar desse novo trabalho na TV? Cada retorno à TV Globo vem acompanhado de muitas perguntas. Vou dar conta? Vão gostar de mim? Vou conseguir novos trabalhos depois deste? Tenho dito "sim" pro universo. Ainda mais agora numa trama das 21h e que tem passagem de tempo, preciso deixar tudo muito amarrado para a fase seguinte. Sem dúvida mais um trabalho desafiador. 

Na fase seguinte seu personagem será interpretado por Ricardo Tozzi. Como foi esse trabalho em dupla? Que desafios o Augusto Tavares te trouxe? É um trabalho naturalmente feito à muitas mãos. O personagem acontece de conversas com a equipe criativa, com os amigos, com os atendentes do restaurante, com os seguranças, com quem cruza meu caminho seja pessoalmente ou nas redes sociais. Faço perguntas no Twitter, puxo assunto no metrô e me interesso em saber como afetar alguém com determinado assunto. Ter outro ator, pra ajudar nesse trabalho, só enriquece ainda mais a experiência. O desafio está em transformar tanta informação abstrata em resultado concreto.





Falando em outros projetos, de “Alto Astral” (última novela na TV) pra cá você passou pelo teatro e cinema. Você realmente não para. O que te desafia em cada novo trabalho? O desafio em cada trabalho é o de fazer algo que ainda não sei fazer. A sensação que aprendi algo me dá mais gás. No último musical que fiz, Ordinary Days, alternei personagem com outro ator a cada apresentação, em Lisboa com “Rock in Rio” cantei para 70 mil pessoas, no filme TROLLS dublei um personagem focando em trazer a interpretação apenas para a voz, na série “O Negócio” fiz a minha primeira cena de sexo explícito, em “A Lei do Amor” gravei em praça pública, em Campinas, com mais de duzentas pessoas me vendo errar, ou acertar, as cenas. Em cada trabalho fiz algo que nunca havia feito na vida e não tem sensação melhor que essa.

O teatro é o espaço onde você mais trabalha. Em especial em musicais como “Hair”, "Ordinary Days" e “Rock in Rio - O Musical”. É onde você se sente mais em casa? Investir fora do teatro é um foco seu ou deixa acontecer? Penso na felicidade que desejo experimentar na vida e em espalhar essa alegria e satisfação. O restante acontece sem que eu me sinta com poder de determinar o que, como ou quando.



Falando no Rock in Rio você abriu vários shows no festival aqui no Brasil e Lisboa. Como foi isso? À primeira vista parecia uma pintura do Monet! Pontos coloridos formando uma paisagem. Eu entendi que eram seres vivos, principalmente, quando escutava eles gritando ou cantando junto! Sim, é assustador, mas também muito emocionante.

Sua paixão pela música é tão grande quanto sua paixão em atuar? Alguma vez já pensou em decidir só por uma coisa? Não consigo escolher, por isso gosto de teatro musical, onde posso fazer ambas funções e ainda dançar.

Seja no teatro, cinema ou em shows a música sempre está presente em sua carreira. Como avalia isso? Quando descobriu que não podia viver sem a música? É uma troca, ela vive de mim e eu dela, fizemos esse acordo quando eu era bem novo, gostava de ficar no meu quarto o dia todo escutando boas músicas.

Ainda nesse universo musical, seu novo filme “Minha Fama de Mau”, que estreia em 2017, trará duas canções suas. Foi um prazer duplo poder atuar e ter músicas no mesmo filme? É muita felicidade! Entrei para fazer um trecho curto de uma canção e de repente fui convidado para gravar parte da trilha...   



Aliás, esse filme deve ser tudo de bom... Conta um pouco de como foi e o que podemos esperar dele. Faço uma participação relâmpago, como Bobby Darin, que foi um cantor norte-americano e uma das inspirações para Erasmo Carlos. Além da cena, minha voz pode ser ouvida em outros momentos do filme, na trilha sonora.

Inquieto e multi talentoso você ainda faz dublagem de filme infantil (Trolls). Que desafios a dublagem traz que diferencia de atuar no filme? O prazer maior é trabalhar a interpretação sem me preocupar com o visual. É libertador! Tenho a honra de ter sido escolhido para dublar o Justin Timberlake aqui no Brasil e ganhei esse presente que foi cantar "True Colors". A estreia é no próximo dia 27 de Outubro em todo o Brasil. Como todo filme de animação, ele é feito para crianças e acaba que todo adulto se emociona.

Com tanto trabalho assim sobra algum tempo livre? E nessas horas o que curte fazer? Sobra bastante tempo livre, porque a minha vida vem de safras e entressafras, posso acabar passando até meses sem trabalho remunerado e nessas horas faço projetos musicais como o Ordinary Days, curta-metragens dos amigos, faço leituras pra divulgar o trabalho de uma poetisa com quem me identifico, e o que tem me dado mais prazer no momento é a composição musical. 


O que curte ler, ver e ouvir? Gosto de ler, ver e ouvir aquilo que me desconstrói, já passo muito tempo do dia construindo coisas e quebrar as minhas certezas me faz um cara mais feliz. 

E com tantas atividades, sobre tempo para curtir, amar? Como administra tudo isso? Me sinto mais livre para amar. Amar é aceitação, depois cada coisa tem seu nome. Paixão? Afeto? Carinho? É tudo farinha pro mesmo bolo, mas amor é outra coisa. É fácil amar (=aceitar) quem a gente não conhece. O bicho pega quando começamos a conhecer, aí vem a tentativa de controlar, o que pra mim, é o oposto do amor.

O que admira numa companhia? Aceitação. Defino bem, por exemplo, se meu objetivo é estar contigo, ou ir ao cinema. Se for ir ao cinema posso ir só e chego na hora, mas se for estar contigo dane-se se atrasamos pra sair de casa! Meu objetivo é estar contigo, no cinema, ou em qualquer lugar, inclusive ali te esperando pra sair.

Você está com 29 anos hoje, como se vê daqui a 10 anos? Aos 39 não sei, mas aos 89 me vejo solteiro, viajando com outros velhinhos, viúvos e solteiros, todos com seus andadores e fraldas geriátricas, fazendo a maior farra naqueles ônibus de excursão pelo Brasil afora, jogando muito baralho e falando bobagem. Com a certeza de que vivi excelentes relacionamentos, pelo tempo que precisaram durar para experimentarmos a felicidade pura que acontece da conexão entre as pessoas.



Fotos Luciana Sposito
Direção criativa Marco Antônio Ferraz  
Beauty Albert Júnior 
Styling Aline Sasson 
Agradecimentos Rio Forest Hostel 

Hugo Bonemer veste: terno Ricardo Almeida, moletom Gap, casaco vintage Benetton, casaco Zara, chapéu Wad, calça Diesel, camisa de botão Gap, camisa de malha Hugo Boss

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

MUSA: Anaju, a gata que incendeia as redes sociais em breve volta à TV

Desde sua participação de “Malhação” em 2014, a gatíssima Anaju Dorigon viu sua vida mudar de uma hora para outra. Modelo desde criança, foi como atriz que Anaju se revelou para o grande público e logo virou um dos gratos fenômenos da internet. Em breve ela volta à TV em “Segredos de Justiça” ao lado de Glória Pires e promete mais uma vez chamar atenção. Seja por seu talento ou por sua beleza, ou tudo junto. Conheça um pouco mais dessa gata que ainda vai dar muito o que falar. 

Sua vilã em “Malhação” em 2014 foi um sucesso e até hoje repercute em sua carreira. Como foi a experiência de estrear na TV com um trabalho tão marcante? Foi incrível! A personagem por si só já era deliciosa, complexa, percorria por todas as emoções e me permitiu aprender muito como atriz. E poder vive-la e vê-la crescer acompanhada de todo esse carinho do público foi um enorme presente. Fico muito feliz de saber que conseguimos tocar tanto assim a vida das pessoas.

Quando descobriu que ser atriz era o que você queria? Alguma vez duvidou disso? Hoje, ao olhar pra trás, vejo que sempre foi o meu sonho. Me lembro quando ainda muito novinha assistia cenas de filmes e corria pro meu quarto pra imita-las. E de uma maneira muito linda as portas se abriram pra mim e, após muito estudo, agarrei as oportunidades que me apareceram. Sempre pondero muito as decisões que tomo e por mais que seja uma profissão muito difícil, confesso que nessa escolha nunca tive dúvidas, sou perdidamente apaixonada pelo ofício.



A popularidade que a TV te trouxe assustou em algum momento? Como lidou na época e lida hoje em dia com o assédio? Muito! (risos). Até hoje não me acostumei com todas essas pessoas e com todo esse carinho tão lindo. Na época foi um choque gigante, a minha vida mudou completamente da noite para o dia. Acho que com o tempo a gente vai entendendo melhor como funciona e vai aprendendo a lidar com o assédio. Faz parte da nossa profissão e, se utilizado do jeito "certo", se torna um ótimo canal de comunicação.

Você terminou se tornando muito popular nas redes sociais, tanto que hoje em dia você tem mais de 2 milhões de seguidores no instagram. A que você justifica isso? Amo conversar com os fãs, trocar e me comunicar diretamente com eles e busco sempre postar o que sinto, da maneira que sou e acho que eles acabaram por se identificar com essa verdade. 2 milhões de pessoas é muita, muita gente e encaro isso como uma grande responsabilidade, uma frase pode mudar o dia (as vezes a vida) de uma pessoa, então procuro sempre fazer posts bonitos, imagens felizes e saudáveis e ideias nas quais acredito. Meu instagram reflete meu estilo de vida e é feito com todo o meu carinho. Eles sabem que sou eu ali, e fico muito feliz de saber que eles buscam isso. Sou apaixonada por eles.


Essa popularidade nas redes sociais te impõe a ter algum limite? A exposição exacerbada já te incomodou em algum momento? Com certeza impõe limites, o que acho ótimo. Com muita ou pouca popularidade acho muito importante a gente se lembrar de que existem outras pessoas vendo o que colocamos na internet e sem saber podemos mudar o dia de alguém, por isso temos que considerar o que a gente coloca ali, o que tornaremos público, entende? Sempre fui muito reservada sobre a minha vida e procuro sempre colocar o mínimo possível das questões pessoais, até porque acho que existem coisas muito mais interessantes sobre as quais posso postar. 

Gatíssima como sempre, as cantadas não devem ser poucas. Alguma que funciona? E como dispensar as outras de forma “gentil”? (risos) Obrigada! Olha, confesso que comigo não existe muito essa coisa de fórmula. O que funciona pra mim é a verdade, ser genuíno, às vezes pode ser a pior cantada do mundo ou um simples "oi", mas se eu sentir que foi de verdade, vou adorar responder. 

Sua carreira como modelo começou bem cedo, ainda criança, até ganhar vários títulos como Miss ao logo da carreira. Como lida com sua beleza e vaidade hoje em dia? Acho que tudo tem limites e a gente deve sempre se lembrar que o que fica para as pessoas é o que reside do lado de dentro da gente, como somos. Os concursos e a carreira de modelo me ensinaram valores que nunca teria aprendido em nenhum outro lugar, transformaram a minha vida e a minha percepção sobre mim mesma; sou eternamente grata à tudo isso. E confesso que sempre fui muito, muito vaidosa (risos). Maquiagem e perfumes são minhas maiores perdições.



O que mais admira em você e o que você gostaria de mudar? Acho que o que mais admiro é a minha força. Não sabia o tamanho dela até usá-la e sem ela com toda certeza eu não estaria aqui. E o que eu gostaria de mudar é a minha ansiedade, é um veneninho que consome a gente por inteiro e muitas vezes sem a menor necessidade.

Falando em paquera... quando você se interessa por alguém vai atrás ou joga seu charme e fica na espera? Ah, depende muuuito. O jogo da paquera, do charme é delicioso; se sinto abertura, não vejo problema nenhum em ir atrás ou mostrar que me interessei, mas confesso que amo ser conquistada.

E que um cara precisa ser ou ter para atrair sua atenção? Charme e gentileza. Quando genuínos, me encantam!

Quando quer ser sexy e sedutora que “armas” usa? Acho que todas, todas as mulheres são sexys e sedutoras, cada uma do seu jeito. Acho que a "arma" é saber disso, se sentir confortável e confiante consigo mesma. Pra mim nada é mais sexy do que uma mulher que sabe o que quer.

Onde é mais fácil te encontrar, balada, praia, barzinho com os amigos...? Praia sem a menor sombra de dúvida! Sou super diurna, amo esportes, atividades físicas, meditação. Sou amante da natureza e adoro programas que juntem essas duas coisas.

O que os homens precisam saber sobre as mulheres? E o que as mulheres precisam aprender com os homens? Acho que é o mesmo para os dois: se ouvir e ouvir um ao outro. Quando a gente se escuta, sem medo, a gente consegue escutar o outro também; uma vez que isso acontece, todas as relações se recheiam com mais respeito, empatia e comunicação. O medo, egoísmo e insegurança vão embora num piscar de olhos.



Para conquistar Anaju basta... Ser verdadeiro, gentil e estar presente. Ah, e isso acompanhado de uma boa dose de romantismo.

Em breve você estreia no Fantástico com o quadro “Segredos de Justiça”.  Como foi participar? O que podemos esperar nesse próximo trabalho? Foi incrível! Adorei estar ao lado de grandes nomes, como Glória Pires e Tonico Pereira, e trabalhar com uma equipe tão maravilhosa. Hum..., podem esperar uma personagem bem, bem diferente de mim. Estou super curiosa para ver o resultado.

Fotos Nilo Lima
Direção criativa Marco Antônio Ferraz
Retouch Marcus Leandro Garcia
Beauty Karina Aletto e Katia Erbas
Agradecimentos Vanessa Loz

Anaju veste: Tuffi dueck, Armani, Ralph Lauren, Vida Secreta

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ESTILO: 10 Dicas de estilo para você não errar na hora de se vestir‏

Cada vez mais exigentes e interessados em se vestir bem e ter seu próprio estilo, os homens estão buscando mais informações sobre as peças mais adequadas do seu vestuário. Porém, alguns erros básicos podem ocorrer nessa busca pelo melhor visual. Pensando nisso, selecionamos 10 dicas básicas e práticas que de forma simples e didática vão orientá-los para ficar bem vestido sem erros. São dicas que vão desde o comprimento da calça até a dosagem certa do perfume. E lhes garanto caro leitor, as mulheres vão adoram e os amigos vão invejar.


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terça-feira, 4 de outubro de 2016

MOTOR: Renault Trezor Concept mostra no Salão de Paris que o futuro chegou

Desde o início do mês (e vai até o dia 16) foi dada a largada para mais uma edição do Mondial de l’Automobile, um salão que reúne há mais de um século as principais marcas e novidades do mundo automóvel. A primeira edição do salão data de 1898, e de lá para os dias de hoje já passou por muitos altos e baixos, guerras e crises econômicas. Hoje o Salão Automóvel de Paris tenta atualmente recuperar a relevância internacional de outros tempos e aquece o mercado virando uma vitrine do que o mundo possui de mais moderno em matéria de carros.

Os carros conceitos dão o tom do que é futuro em quatro rodas. Cada montadora apresenta seu modelo e alguns destaque chamam atenção e mostram que o futuro é presente em matéria de super carros. Como é o caso do Renault Trezor Concept, que é até então a maior surpresa dessa edição do Salão de Paris.

No Salão de Paris de 2010, a Renault levou o concept DeZir, o primeiro de uma série de 6 protótipos lançados por Laurens van den Acker, o responsável pelo departamento de design da Renault. Seis anos depois, o designer holandês renova o ciclo com a apresentação do Renault Trezor. Um belo exemplo daquilo que irá ser o futuro da marca francesa.

O Renault Trezor Concept é um carro de dois lugares que chama atenção por suas formas curvilíneas e toda a carroçaria feita em fibra de carbono (que contrasta com os tons vermelhos do interior e vidro dianteiro), além de chamar atenção pela ausência de portas. O acesso ao interior do carro é feita através do teto do que se eleva na vertical e para a dianteira. O aspeto vanguardista não para aí, a Renault optou por uma assinatura luminosa horizontal e jantes dianteiras e traseiras de 21 e 22 polegadas, respetivamente.

Luxo e tecnologia também no interior com um ecrã tátil OLED no painel de instrumentos, que concentra em si todas as funcionalidades e contribui para uma interface simples e futurista. Outro diferencial é o modo de condução autónoma, que a Renaullt pretende introduzir nos modelos de produção já daqui a quatro anos, no Trezor Concept o volante (composto por duas estruturas em alumínio) aumenta de largura, tornando possível ver-se através dele.



RAPIDEZ E ESTABILIDADE

Alimentado por duas unidades elétricas com 350 cv e 380 Nm, o Trezor Concept é auxiliado por duas baterias colocadas nas extremidades do veículo, cada uma com um sistema de refrigeração próprio. Tudo isto permite acelerações dos 0 aos 100 km/ em 4 segundos, de acordo com a marca. Como dimensões generosas de 4.70 m de comprimento, 2.18 m de largura e 1.08 m de altura, o Renault Trezor Concept pesa “apenas” 1600 kg e tem um coeficiente aerodinâmico de 0.22.

Melhor do que ler tudo isso é conferir o desempenho do Renault Trezor Concept na estrada. Veja o vídeo abaixo:



Fonte: Razão Automovel / Designboom

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

PALATO: As cores e sabores de César Santos


A unanimidade dentro da gastronomia parece algo impossível até a primeira visita ao restaurante Oficina do Sabor, na Cidade Alta, em Olinda. O convite, aliás, é exatamente escolher uma mesa no salão ou, preferencialmente, na varanda da casa – com sua vista contemplativa, e dedicar parte do tempo para ouvir atentamente o chef César Santos. Como cliente, a preocupação inicial pode até ser a escolha entre os pratos que melhor combinam os ingredientes típicos da culinária nordestina, tão rica e corretamente valorizada na casa. Mas, para uma noção mais profunda do que hoje é esse resgate dentro dos cardápios em Pernambuco, vale conhecer mais da sua trajetória. É quando a palavra unânime, dita no começo desta matéria, começa a fazer todo o sentido.

Sua noção de preparo é de longa data, na verdade bem cedo, desde as atividades junto à mãe. “Ela criou nove filhos, sendo três mulheres e seis homens. Os mais velhos se casaram e eu, aos oito anos, já a ajudava na cozinha, pois se ia preparar um bolo ou matar uma galinha, eu estava por perto também querendo aprender”, conta César, ao ter vivo na memória a tradição de executar pratos típicos junino, de Semana Santa, fim de ano e mesmo do dia a dia. O que ele tinha ao lado era uma professora e cozinheira de ‘"mão cheia”, como dizem. 


No dom, que veio de família, uma das irmãs começou a preparar salgados sob o olhar atento do irmão, então com 14 anos. “Aprendi no olho, nunca pegava uma receita para fazer. Eu olhava e gravava. Por isso, aos 16, já fazia empadinha, coxinha, bolo e salgadinho de queijo para os amigos, no bairro de Casa Amarela. Depois comecei a cobrar e aceitar encomendas, ganhando meu próprio dinheiro”, detalha. Com o tempo e a aptidão cada vez mais visível aos mais próximos, o futuro “embaixador da gastronomia”, como hoje é conhecido no segmento, chamou atenção do amigo da família, João Valença, que o aconselhou a procurar o curso de cozinheiro no Senac. Era o impulso perfeito para a carreira.

“Cheguei lá aos 20 anos e passei 11 meses até sair para trabalhar num hotel-fazenda, em Moreno/PE. Durou apenas três meses. Voltei para a instituição e lá mesmo entrei em outras aulas, como garçom, atendimento, preparo de salgados, no que somou um ano e meio de estudos. Foi quando, na saída, eu já começava a fazer festas de 15 anos, batizados e até casamentos”, comenta. O que pouca gente sabe é que nesse tempo, César também começou a lidar com chocolates, incrementando ainda mais suas possibilidades.

A inauguração do Oficina do Sabor veio aos 27 anos, numa fase inquieta e ainda mais criativa de sua vida. “João Vilaça era o proprietário da casa, e ele precisava se mudar para Salvador. A única pessoa que confiava para estar no imóvel era eu. Ele me deu seis meses de carência para pagar na sequência, até eu finalmente abrir no dia 19 de novembro de 1992”, recorda. A data, aliás, é emblemática, porque também é dia de Nossa Senhora do Amparo. O desafio do começo só o fortaleceu. Antes de abrir o restaurante, o chef montava toda sua estrutura para as festas numa cozinha apertada na casa da irmã, no bairro da Ribeira. “Ela, inclusive, inspirou o nome do lugar, porque dizia que ali dentro eu transformava o alimento, como numa verdadeira oficina”, ressalta nostálgico.


Também pudera, a casa, que hoje é conhecida no Brasil todo, abriu as portas com capacidade para atender 40 pessoas. De lá para cá foram seis reformas que ampliaram para então 120 lugares. No menu figuram clássicos aprovados por turistas e pessoas de todas as partes do Estado, que buscam a gastronomia da terra caprichada em preparo e visual. Hoje, quem for por lá pode encontrar pedidas como o 17º Prato da Boa Lembrança, chamado O Mar de Corais do Recife, por reunir camarões, polvo, lula e peixe refogados na manteiga de ervas, acompanhado ainda de arroz cítrico e legumes cozidos. O colorido é atração à parte e que se estende às demais opções.

“Foi um trabalho de conquista, pois abri o Oficina naquele ano e, em janeiro, percebi a necessidade de mexer no cardápio. A casa tinha uma mangueira, logo senti que faltava inserir a fruta em alguma coisa. Na época, eu já tinha três opções de jerimum, sendo ele recheado com camarão ao coco, com charque ou com bacalhau, foi então que incluí o jerimum recheado com camarão ao creme de manga. Foi um verdadeiro sucesso, e indicou que eu estava no caminho certo ao explorar bem as frutas”, explica. Não demorou muito e os pratos sempre tinham um toque de abacaxi, pitanga, banana, maracujá ou caju. “Fiz um curso de licor e descobri que algumas frutas, quando passavam um tempo fermentando com o açúcar, criavam teor alcoólico. Então cortava o maracujá e botava no açúcar, deixando fermentar de um dia para o outro. Depois levava para o fogo e fazia uma calda. Quem provava sentia o sabor”. 

TORROIR NORDESTINO

A atenção aos detalhes fez César valorizar ainda mais a formação acadêmica de cozinheiro alinhada ao entendimento prático da cadeia produtiva. Ir à feira, conhecer os ingredientes e saber que em torno disso há uma agricultura familiar clamando pela atenção do governo é parte de sua luta junto aos chefs pernambucanos. Tudo isso partindo da premissa de não se acomodar. Para se ter uma ideia, ele continua fazendo festas mundo afora, levando na bagagem queijo de coalho, bolo de rolo e manteiga de garrafa, como forma de divulgar não só esses insumos, mas, principalmente, a cultura nordestina.  

Um trabalho de formiguinha, como o próprio chef diz, mas que chamou a atenção da companhia aérea TAP. Primeiro fui convidado por Dânio Braga para fazer o cardápio da primeira classe da Varig, por três anos. Na época, éramos eu, ele, Flávia Quaresma e Alex Atala. Quando a empresa fechou, passou-se um tempo e fui convidado, há quase nove anos, pela TAP no Brasil, a fazer parte da gastronomia dos voos com destino a Portugal. E se pensou na ideia de regionalizar as opções. Dânio Braga ficou com as saídas do Sul e eu com as do Nordeste pela classe executiva. Já estou no terceiro menu com eles”, orgulha-se.

Sobre o atual movimento que busca a “cozinha terroir”, ele é categórico! “É algo que já faço há mais de 20 anos. De chegar para um político e alertar que o bolo de rolo precisa ser registrado como patrimônio cultural, de pedir em nome do produtor e falar que gastronomia é, sim, cultura, e até mesmo de pegar na mão dos meus colegas e dizer para compartilharmos”, diz ele, que na trajetória também criou, junto aos empresários Ana Lins e Márcio Sena, o primeiro Festival Gastronômico de Pernambuco, onde há 14 edições promove o intercâmbio de chefs de todo o Brasil.

Não é à toa que boa parte dos seus conhecimentos rendeu duas publicações. “Foi uma consagração. O primeiro livro, pela Lei Rouanet e o segundo, pelo Senac, mostram uma forma de perpetuar sua história, pois o que era a nossa cozinha há 24 anos? Falava-se em comida francesa, mas não dos produtos regionais. Ninguém saia de casa pra comer um queijo coalho ou uma carne de sol, por exemplo”, reforça. 

Hoje em dia, no Oficina do Sabor, ele consegue reunir tudo isso e mais um pouco. É que suas ações para o futuro dentro da casa incluem investir nos festivais, elegendo seis ingredientes específicos para serem a vedete em períodos distintos (exceto aos domingos). Trata-se de um menu fechado a R$ 78 – com taça de vinho. Entre os já realizados está o “De tudo um coco”, que teve uma sobremesa feita com pudim de coco, maria mole e cocada cremosa. “Também estamos organizando as comemorações de 25 anos do restaurante no próximo ano. Será um projeto com a diagramação do cartunista Humberto, entre outras novidades sempre feitas com muito carinho por mim e toda a equipe”, conclui.


SERVIÇO:
Oficina do Sabor
Rua do Amparo, 335 - Cidade Alta, Olinda/PE
Fone: (81) 3429.3331

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

CAPA: Caio Braz, descolado, moderno e sempre bem humorado. É de casa!

Antenado em moda, estilo, tendências, redes sociais e TV, Caio Braz traz tudo isso em uma mistura cultural que envolve Rio, São Paulo e Recife, sua cidade de origem. Caio é do mundo, não tem barreiras. Mas possui uma identidade própria que faz dele um cara atual com seu presente, mas de mente aberta pelo que está por vir. Suas raízes trazem seu DNA que ao longo do tempo foi se moldando e resulta seja na apresentação do GNT Fashion, seja em seu blog de moda masculina ou ainda em suas postagens no Instagram. 

Caio falar de moda para homem é diferente para você em que? Homens ainda são mais medrosos, por conta do machismo. A moda não pode ser um tabu, um assunto a ser evitado, chamar de coisa de mulherzinha ou de gay. Nós usamos roupas todos os dias. Escolhemos roupas todos os dias. É absolutamente natural poder falar sobre isso. A nova geração já lida bem melhor com isso, com mais naturalidade, liberdade e interesse.

Como você avalia o homem brasileiro em relação à moda de modo geral? Sabemos das diferenças entre as regiões no Brasil, mas existe uma ideia geral ou é muito diferente? Apesar da internet ter democratizado muito a informação – se você parar para pensar todos lemos os mesmos portais e revistas então somos impactados pelo mesmo conteúdo nacionalmente, o contexto cultural de cada cidade é bem diferente. O paulistano é o mais fashion, a temperatura ajuda bastante também. É mais fácil se vestir bem no frio. O carioca está sempre muito ligado no corpo, a roupa é um acessório para o corpo esculpido na academia. Cultura muito esportiva. Recife tem uma semelhança grande com São Paulo, com a diferença do clima, que não ajuda muito, o calor é difícil demais. 

Você acredita que a vinda de grandes grifes internacionais para o Nordeste já esteja influenciando o homem da região? De que forma? Totalmente. Quebra-se uma barreira. Não há motivos para não conhecer a loja, se ela está ali no seu dia a dia. Deixa de ser 'um grande programa' ir à loja de luxo, normaliza. Antes feitas nas viagens, quando as pessoas estão sempre com agenda apertada e podiam deixar curiosidades da moda para depois, sempre. Além do parcelamento, que hoje aproxima a classe média das grandes grifes. Comprar luxo em 10x ajuda muito. Continuo achando o Brasil um território muito fértil para essas marcas. Somos o segundo país do mundo nas redes sociais, ou seja, gostamos de novidade, informação e símbolos de poder. Status é algo muito apreciado no Brasil, com todas as benesses e desvantagens que essa frase expõe.

Como o conceito de moda masculina tem mudado hoje em dia com as possibilidades de acesso à informação pelas redes sociais e a presença dessas grandes grifes? Há muito mais informação “fora da caixa”, além das pautas básicas do tipo ”Como se vestir para o happy hour” ou “Como usar rosa”. Evoluímos. O Pinterest, por exemplo, é um mural de referências infinito, um show de imagens. Há muito conteúdo no Youtube, tutoriais, como os que eu faço no meu canal, no programa “Roupa de Homem” (youtube.com/caiobraz), ajudando a descomplicar a moda. 

Falando em redes sociais como você vê esse boom de blogueiros e instagramers? Isso tem uma certa validade? Tem muita gente que encara como um trabalho sério e isso é maravilhoso, são empreendedores da comunicação, donos de suas carreiras, seus próprios empresários e produtores de conteúdo incessantes. Os bons sempre terão destaque. Há muita gente que experimenta e mantém isso como uma segunda ocupação, o que é interessante também, mas quando a agenda aperta geralmente desiste. E tem gente que flerta com isso só para ganhar algumas coisas de graça, uns convites e buscar alguma validação social. Consistência é o que diferencia uma carreira longa nesse setor.



Como você lida com redes sociais? Até que ponto isso pesa para seu trabalho dentro e fora do universo digital? Não sou aquela pessoa que fica filmando o tempo inteiro os mínimos detalhes da vida, nem gosto de seguir gente assim. Não posto tudo o que faço nem tudo o que penso, seria ingenuidade. Já refleti muito sobre isso. Se eu me expusesse mais eu teria muito mais seguidores. Mas não sou fissurado em popularidade, gosto de uma estratégia mais longeva. Entre escrever no blog, nas redes sociais, gravar para o Youtube, para o GNT Fashion, fazer ao vivo na Rede Globo, Snapchat, as inúmeras viagens, os projetos com marcas, reuniões nas agências, não sobra muito tempo. É muito trabalho, e é preciso ter disciplina pra não confundir trabalho e lazer. É preciso entregar conteúdo o tempo inteiro. Mas olha, não abro mão de ter uma vida social, ver todos os shows das bandas que eu amo no Circo Voador, praticar esporte todos os dias, corrida ou tênis, me jogar na noite, tudo isso. 

Você sempre está participando de programas ligados à moda e estilo no canal GNT. O que mais curte e o que podemos esperar mais? Estou no GNT Fashion há cinco anos e na Globo desde que o “É de Casa” começou, há uns 9 meses, como colaborador. Numa espécie de coluna de moda masculina. É muito privilégio falar de moda masculina em rede nacional, fico feliz. E no Youtube, com minhas séries também de moda masculina, viagens e um montão de pensatas. Quero continuar criando novas séries para a internet e trazer mais assuntos além da moda, como cultura, comportamento e educação.



Onde você se sente mais confortável falando de moda? TV? Web? Ou tudo junto misturado? Eu amo televisão, principalmente ao vivo. Recentemente ancorei a transmissão do Rio Moda Rio, novo evento de moda da cidade, pra todo o país. Gosto da adrenalina e da liberdade que o ao vivo dá de poder errar e acertar, de surgir um meme a cada segundo, de não ter o controle completo sobre a situação. A vida não é controlável. E a web é deliciosa porque é interativa, temos resposta imediata do público que é coautor do processo, o tempo inteiro. É muito mais horizontal a comunicação. É muito construtiva.

Que peças definem Caio Braz na hora de vestir? Estou numa fase sneaker muito forte. Gosto muito de tênis, novos tênis esportivos. Pesquiso muito sobre isso. Começo a me vestir pensando no tênis e depois penso na roupa. Até mesmo de terno, tenho usado tênis. Minha moda está bem esportiva, algumas coisas mais ousadas como bermuda com legging, camisetões. Gosto muito do estilo do Kanye West. Não entra de jeito nenhum sapato caramelo de bico quadrado com cinto caramelo combinando.

Existe algum conselho básico para os homens na hora de escolher o que usar? Preto não é cor de enterro. Preto é chique, fácil de usar, não suja, ajuda a esconder o que você quiser esconder. Em Recife nunca andava de preto. Descobri o preto em São Paulo. Todo mundo gótico suave. Calça preta, camisa preta, um sneaker legal. É um conselho muito simples que pode mudar o guarda-roupa de muitos homens. Menos jeans azul e t-shirt com estampa “divertidinha”, mais calça preta de algodão e t-shirt preta, com um tênis branco. Impossível errar.



O que você levou das suas raízes pernambucanas para fora? Moro entre RJ e SP. Minha casa é no Rio, tenho um pouso em SP. Trouxe tudo. Minha casa tem arte de Derlon, Cristina Machado, Romero de Andrade Lima, Manoel Quitério, J. Borges, Roberto Lúcio, Nuca de Tracunhaém. É uma casa super pernambucana. Como cuscuz e inhame quase todo dia (risos).

Fotos Rodrigo Lopes
Produção Executiva e Styling Márcia Dornelles (@marcia_dornelles)

Caio veste:
Calça presta e blazer Ellus, max t-shirt , jaqueta, legging e tênis (acervo pessoal)