sexta-feira, 7 de outubro de 2016

CAPA: Hugo Bonemer volta com força total na 1a fase de "A Lei do Amor" e no cinema


A lei do ator Hugo Bonemer é sempre sair da zona de conforto. Confrontar seus medos e inseguranças e se jogar no trabalho como se fosse a 1ª e última vez em que atua. Não é à toa que hoje em dia ele é uma das grandes promessas da nova geração na TV e um dos grandes atores de musicais no Brasil atualmente. Perto de completar 30 anos, Hugo traz em sua trajetória filmes, novelas, peças, musicais e shows. Todos com muita intensidade e dedicação quem faz o que ama fazer. Com jeito simples, Hugo segue conquistando seu espaço e mostrando à que veio. Assim como seu mais recente trabalho, curto porém marcante, na 1ª fase da novela global “A Lei do Amor”. Na verdade o título serve muito para Hugo, a sua lei do amor é essa, o talento pelo seu trabalho.

Depois de um período focado em outros trabalhos você volta na 1ª fase de “A Lei do Amor”. Como foi participar desse novo trabalho na TV? Cada retorno à TV Globo vem acompanhado de muitas perguntas. Vou dar conta? Vão gostar de mim? Vou conseguir novos trabalhos depois deste? Tenho dito "sim" pro universo. Ainda mais agora numa trama das 21h e que tem passagem de tempo, preciso deixar tudo muito amarrado para a fase seguinte. Sem dúvida mais um trabalho desafiador. 

Na fase seguinte seu personagem será interpretado por Ricardo Tozzi. Como foi esse trabalho em dupla? Que desafios o Augusto Tavares te trouxe? É um trabalho naturalmente feito à muitas mãos. O personagem acontece de conversas com a equipe criativa, com os amigos, com os atendentes do restaurante, com os seguranças, com quem cruza meu caminho seja pessoalmente ou nas redes sociais. Faço perguntas no Twitter, puxo assunto no metrô e me interesso em saber como afetar alguém com determinado assunto. Ter outro ator, pra ajudar nesse trabalho, só enriquece ainda mais a experiência. O desafio está em transformar tanta informação abstrata em resultado concreto.





Falando em outros projetos, de “Alto Astral” (última novela na TV) pra cá você passou pelo teatro e cinema. Você realmente não para. O que te desafia em cada novo trabalho? O desafio em cada trabalho é o de fazer algo que ainda não sei fazer. A sensação que aprendi algo me dá mais gás. No último musical que fiz, Ordinary Days, alternei personagem com outro ator a cada apresentação, em Lisboa com “Rock in Rio” cantei para 70 mil pessoas, no filme TROLLS dublei um personagem focando em trazer a interpretação apenas para a voz, na série “O Negócio” fiz a minha primeira cena de sexo explícito, em “A Lei do Amor” gravei em praça pública, em Campinas, com mais de duzentas pessoas me vendo errar, ou acertar, as cenas. Em cada trabalho fiz algo que nunca havia feito na vida e não tem sensação melhor que essa.

O teatro é o espaço onde você mais trabalha. Em especial em musicais como “Hair”, "Ordinary Days" e “Rock in Rio - O Musical”. É onde você se sente mais em casa? Investir fora do teatro é um foco seu ou deixa acontecer? Penso na felicidade que desejo experimentar na vida e em espalhar essa alegria e satisfação. O restante acontece sem que eu me sinta com poder de determinar o que, como ou quando.



Falando no Rock in Rio você abriu vários shows no festival aqui no Brasil e Lisboa. Como foi isso? À primeira vista parecia uma pintura do Monet! Pontos coloridos formando uma paisagem. Eu entendi que eram seres vivos, principalmente, quando escutava eles gritando ou cantando junto! Sim, é assustador, mas também muito emocionante.

Sua paixão pela música é tão grande quanto sua paixão em atuar? Alguma vez já pensou em decidir só por uma coisa? Não consigo escolher, por isso gosto de teatro musical, onde posso fazer ambas funções e ainda dançar.

Seja no teatro, cinema ou em shows a música sempre está presente em sua carreira. Como avalia isso? Quando descobriu que não podia viver sem a música? É uma troca, ela vive de mim e eu dela, fizemos esse acordo quando eu era bem novo, gostava de ficar no meu quarto o dia todo escutando boas músicas.

Ainda nesse universo musical, seu novo filme “Minha Fama de Mau”, que estreia em 2017, trará duas canções suas. Foi um prazer duplo poder atuar e ter músicas no mesmo filme? É muita felicidade! Entrei para fazer um trecho curto de uma canção e de repente fui convidado para gravar parte da trilha...   



Aliás, esse filme deve ser tudo de bom... Conta um pouco de como foi e o que podemos esperar dele. Faço uma participação relâmpago, como Bobby Darin, que foi um cantor norte-americano e uma das inspirações para Erasmo Carlos. Além da cena, minha voz pode ser ouvida em outros momentos do filme, na trilha sonora.

Inquieto e multi talentoso você ainda faz dublagem de filme infantil (Trolls). Que desafios a dublagem traz que diferencia de atuar no filme? O prazer maior é trabalhar a interpretação sem me preocupar com o visual. É libertador! Tenho a honra de ter sido escolhido para dublar o Justin Timberlake aqui no Brasil e ganhei esse presente que foi cantar "True Colors". A estreia é no próximo dia 27 de Outubro em todo o Brasil. Como todo filme de animação, ele é feito para crianças e acaba que todo adulto se emociona.

Com tanto trabalho assim sobra algum tempo livre? E nessas horas o que curte fazer? Sobra bastante tempo livre, porque a minha vida vem de safras e entressafras, posso acabar passando até meses sem trabalho remunerado e nessas horas faço projetos musicais como o Ordinary Days, curta-metragens dos amigos, faço leituras pra divulgar o trabalho de uma poetisa com quem me identifico, e o que tem me dado mais prazer no momento é a composição musical. 


O que curte ler, ver e ouvir? Gosto de ler, ver e ouvir aquilo que me desconstrói, já passo muito tempo do dia construindo coisas e quebrar as minhas certezas me faz um cara mais feliz. 

E com tantas atividades, sobre tempo para curtir, amar? Como administra tudo isso? Me sinto mais livre para amar. Amar é aceitação, depois cada coisa tem seu nome. Paixão? Afeto? Carinho? É tudo farinha pro mesmo bolo, mas amor é outra coisa. É fácil amar (=aceitar) quem a gente não conhece. O bicho pega quando começamos a conhecer, aí vem a tentativa de controlar, o que pra mim, é o oposto do amor.

O que admira numa companhia? Aceitação. Defino bem, por exemplo, se meu objetivo é estar contigo, ou ir ao cinema. Se for ir ao cinema posso ir só e chego na hora, mas se for estar contigo dane-se se atrasamos pra sair de casa! Meu objetivo é estar contigo, no cinema, ou em qualquer lugar, inclusive ali te esperando pra sair.

Você está com 29 anos hoje, como se vê daqui a 10 anos? Aos 39 não sei, mas aos 89 me vejo solteiro, viajando com outros velhinhos, viúvos e solteiros, todos com seus andadores e fraldas geriátricas, fazendo a maior farra naqueles ônibus de excursão pelo Brasil afora, jogando muito baralho e falando bobagem. Com a certeza de que vivi excelentes relacionamentos, pelo tempo que precisaram durar para experimentarmos a felicidade pura que acontece da conexão entre as pessoas.



Fotos Luciana Sposito
Direção criativa Marco Antônio Ferraz  
Beauty Albert Júnior 
Styling Aline Sasson 
Agradecimentos Rio Forest Hostel 

Hugo Bonemer veste: terno Ricardo Almeida, moletom Gap, casaco vintage Benetton, casaco Zara, chapéu Wad, calça Diesel, camisa de botão Gap, camisa de malha Hugo Boss

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

MUSA: Anaju, a gata que incendeia as redes sociais em breve volta à TV

Desde sua participação de “Malhação” em 2014, a gatíssima Anaju Dorigon viu sua vida mudar de uma hora para outra. Modelo desde criança, foi como atriz que Anaju se revelou para o grande público e logo virou um dos gratos fenômenos da internet. Em breve ela volta à TV em “Segredos de Justiça” ao lado de Glória Pires e promete mais uma vez chamar atenção. Seja por seu talento ou por sua beleza, ou tudo junto. Conheça um pouco mais dessa gata que ainda vai dar muito o que falar. 

Sua vilã em “Malhação” em 2014 foi um sucesso e até hoje repercute em sua carreira. Como foi a experiência de estrear na TV com um trabalho tão marcante? Foi incrível! A personagem por si só já era deliciosa, complexa, percorria por todas as emoções e me permitiu aprender muito como atriz. E poder vive-la e vê-la crescer acompanhada de todo esse carinho do público foi um enorme presente. Fico muito feliz de saber que conseguimos tocar tanto assim a vida das pessoas.

Quando descobriu que ser atriz era o que você queria? Alguma vez duvidou disso? Hoje, ao olhar pra trás, vejo que sempre foi o meu sonho. Me lembro quando ainda muito novinha assistia cenas de filmes e corria pro meu quarto pra imita-las. E de uma maneira muito linda as portas se abriram pra mim e, após muito estudo, agarrei as oportunidades que me apareceram. Sempre pondero muito as decisões que tomo e por mais que seja uma profissão muito difícil, confesso que nessa escolha nunca tive dúvidas, sou perdidamente apaixonada pelo ofício.



A popularidade que a TV te trouxe assustou em algum momento? Como lidou na época e lida hoje em dia com o assédio? Muito! (risos). Até hoje não me acostumei com todas essas pessoas e com todo esse carinho tão lindo. Na época foi um choque gigante, a minha vida mudou completamente da noite para o dia. Acho que com o tempo a gente vai entendendo melhor como funciona e vai aprendendo a lidar com o assédio. Faz parte da nossa profissão e, se utilizado do jeito "certo", se torna um ótimo canal de comunicação.

Você terminou se tornando muito popular nas redes sociais, tanto que hoje em dia você tem mais de 2 milhões de seguidores no instagram. A que você justifica isso? Amo conversar com os fãs, trocar e me comunicar diretamente com eles e busco sempre postar o que sinto, da maneira que sou e acho que eles acabaram por se identificar com essa verdade. 2 milhões de pessoas é muita, muita gente e encaro isso como uma grande responsabilidade, uma frase pode mudar o dia (as vezes a vida) de uma pessoa, então procuro sempre fazer posts bonitos, imagens felizes e saudáveis e ideias nas quais acredito. Meu instagram reflete meu estilo de vida e é feito com todo o meu carinho. Eles sabem que sou eu ali, e fico muito feliz de saber que eles buscam isso. Sou apaixonada por eles.


Essa popularidade nas redes sociais te impõe a ter algum limite? A exposição exacerbada já te incomodou em algum momento? Com certeza impõe limites, o que acho ótimo. Com muita ou pouca popularidade acho muito importante a gente se lembrar de que existem outras pessoas vendo o que colocamos na internet e sem saber podemos mudar o dia de alguém, por isso temos que considerar o que a gente coloca ali, o que tornaremos público, entende? Sempre fui muito reservada sobre a minha vida e procuro sempre colocar o mínimo possível das questões pessoais, até porque acho que existem coisas muito mais interessantes sobre as quais posso postar. 

Gatíssima como sempre, as cantadas não devem ser poucas. Alguma que funciona? E como dispensar as outras de forma “gentil”? (risos) Obrigada! Olha, confesso que comigo não existe muito essa coisa de fórmula. O que funciona pra mim é a verdade, ser genuíno, às vezes pode ser a pior cantada do mundo ou um simples "oi", mas se eu sentir que foi de verdade, vou adorar responder. 

Sua carreira como modelo começou bem cedo, ainda criança, até ganhar vários títulos como Miss ao logo da carreira. Como lida com sua beleza e vaidade hoje em dia? Acho que tudo tem limites e a gente deve sempre se lembrar que o que fica para as pessoas é o que reside do lado de dentro da gente, como somos. Os concursos e a carreira de modelo me ensinaram valores que nunca teria aprendido em nenhum outro lugar, transformaram a minha vida e a minha percepção sobre mim mesma; sou eternamente grata à tudo isso. E confesso que sempre fui muito, muito vaidosa (risos). Maquiagem e perfumes são minhas maiores perdições.



O que mais admira em você e o que você gostaria de mudar? Acho que o que mais admiro é a minha força. Não sabia o tamanho dela até usá-la e sem ela com toda certeza eu não estaria aqui. E o que eu gostaria de mudar é a minha ansiedade, é um veneninho que consome a gente por inteiro e muitas vezes sem a menor necessidade.

Falando em paquera... quando você se interessa por alguém vai atrás ou joga seu charme e fica na espera? Ah, depende muuuito. O jogo da paquera, do charme é delicioso; se sinto abertura, não vejo problema nenhum em ir atrás ou mostrar que me interessei, mas confesso que amo ser conquistada.

E que um cara precisa ser ou ter para atrair sua atenção? Charme e gentileza. Quando genuínos, me encantam!

Quando quer ser sexy e sedutora que “armas” usa? Acho que todas, todas as mulheres são sexys e sedutoras, cada uma do seu jeito. Acho que a "arma" é saber disso, se sentir confortável e confiante consigo mesma. Pra mim nada é mais sexy do que uma mulher que sabe o que quer.

Onde é mais fácil te encontrar, balada, praia, barzinho com os amigos...? Praia sem a menor sombra de dúvida! Sou super diurna, amo esportes, atividades físicas, meditação. Sou amante da natureza e adoro programas que juntem essas duas coisas.

O que os homens precisam saber sobre as mulheres? E o que as mulheres precisam aprender com os homens? Acho que é o mesmo para os dois: se ouvir e ouvir um ao outro. Quando a gente se escuta, sem medo, a gente consegue escutar o outro também; uma vez que isso acontece, todas as relações se recheiam com mais respeito, empatia e comunicação. O medo, egoísmo e insegurança vão embora num piscar de olhos.



Para conquistar Anaju basta... Ser verdadeiro, gentil e estar presente. Ah, e isso acompanhado de uma boa dose de romantismo.

Em breve você estreia no Fantástico com o quadro “Segredos de Justiça”.  Como foi participar? O que podemos esperar nesse próximo trabalho? Foi incrível! Adorei estar ao lado de grandes nomes, como Glória Pires e Tonico Pereira, e trabalhar com uma equipe tão maravilhosa. Hum..., podem esperar uma personagem bem, bem diferente de mim. Estou super curiosa para ver o resultado.

Fotos Nilo Lima
Direção criativa Marco Antônio Ferraz
Retouch Marcus Leandro Garcia
Beauty Karina Aletto e Katia Erbas
Agradecimentos Vanessa Loz

Anaju veste: Tuffi dueck, Armani, Ralph Lauren, Vida Secreta

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ESTILO: 10 Dicas de estilo para você não errar na hora de se vestir‏

Cada vez mais exigentes e interessados em se vestir bem e ter seu próprio estilo, os homens estão buscando mais informações sobre as peças mais adequadas do seu vestuário. Porém, alguns erros básicos podem ocorrer nessa busca pelo melhor visual. Pensando nisso, selecionamos 10 dicas básicas e práticas que de forma simples e didática vão orientá-los para ficar bem vestido sem erros. São dicas que vão desde o comprimento da calça até a dosagem certa do perfume. E lhes garanto caro leitor, as mulheres vão adoram e os amigos vão invejar.


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terça-feira, 4 de outubro de 2016

MOTOR: Renault Trezor Concept mostra no Salão de Paris que o futuro chegou

Desde o início do mês (e vai até o dia 16) foi dada a largada para mais uma edição do Mondial de l’Automobile, um salão que reúne há mais de um século as principais marcas e novidades do mundo automóvel. A primeira edição do salão data de 1898, e de lá para os dias de hoje já passou por muitos altos e baixos, guerras e crises econômicas. Hoje o Salão Automóvel de Paris tenta atualmente recuperar a relevância internacional de outros tempos e aquece o mercado virando uma vitrine do que o mundo possui de mais moderno em matéria de carros.

Os carros conceitos dão o tom do que é futuro em quatro rodas. Cada montadora apresenta seu modelo e alguns destaque chamam atenção e mostram que o futuro é presente em matéria de super carros. Como é o caso do Renault Trezor Concept, que é até então a maior surpresa dessa edição do Salão de Paris.

No Salão de Paris de 2010, a Renault levou o concept DeZir, o primeiro de uma série de 6 protótipos lançados por Laurens van den Acker, o responsável pelo departamento de design da Renault. Seis anos depois, o designer holandês renova o ciclo com a apresentação do Renault Trezor. Um belo exemplo daquilo que irá ser o futuro da marca francesa.

O Renault Trezor Concept é um carro de dois lugares que chama atenção por suas formas curvilíneas e toda a carroçaria feita em fibra de carbono (que contrasta com os tons vermelhos do interior e vidro dianteiro), além de chamar atenção pela ausência de portas. O acesso ao interior do carro é feita através do teto do que se eleva na vertical e para a dianteira. O aspeto vanguardista não para aí, a Renault optou por uma assinatura luminosa horizontal e jantes dianteiras e traseiras de 21 e 22 polegadas, respetivamente.

Luxo e tecnologia também no interior com um ecrã tátil OLED no painel de instrumentos, que concentra em si todas as funcionalidades e contribui para uma interface simples e futurista. Outro diferencial é o modo de condução autónoma, que a Renaullt pretende introduzir nos modelos de produção já daqui a quatro anos, no Trezor Concept o volante (composto por duas estruturas em alumínio) aumenta de largura, tornando possível ver-se através dele.



RAPIDEZ E ESTABILIDADE

Alimentado por duas unidades elétricas com 350 cv e 380 Nm, o Trezor Concept é auxiliado por duas baterias colocadas nas extremidades do veículo, cada uma com um sistema de refrigeração próprio. Tudo isto permite acelerações dos 0 aos 100 km/ em 4 segundos, de acordo com a marca. Como dimensões generosas de 4.70 m de comprimento, 2.18 m de largura e 1.08 m de altura, o Renault Trezor Concept pesa “apenas” 1600 kg e tem um coeficiente aerodinâmico de 0.22.

Melhor do que ler tudo isso é conferir o desempenho do Renault Trezor Concept na estrada. Veja o vídeo abaixo:



Fonte: Razão Automovel / Designboom

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

PALATO: As cores e sabores de César Santos


A unanimidade dentro da gastronomia parece algo impossível até a primeira visita ao restaurante Oficina do Sabor, na Cidade Alta, em Olinda. O convite, aliás, é exatamente escolher uma mesa no salão ou, preferencialmente, na varanda da casa – com sua vista contemplativa, e dedicar parte do tempo para ouvir atentamente o chef César Santos. Como cliente, a preocupação inicial pode até ser a escolha entre os pratos que melhor combinam os ingredientes típicos da culinária nordestina, tão rica e corretamente valorizada na casa. Mas, para uma noção mais profunda do que hoje é esse resgate dentro dos cardápios em Pernambuco, vale conhecer mais da sua trajetória. É quando a palavra unânime, dita no começo desta matéria, começa a fazer todo o sentido.

Sua noção de preparo é de longa data, na verdade bem cedo, desde as atividades junto à mãe. “Ela criou nove filhos, sendo três mulheres e seis homens. Os mais velhos se casaram e eu, aos oito anos, já a ajudava na cozinha, pois se ia preparar um bolo ou matar uma galinha, eu estava por perto também querendo aprender”, conta César, ao ter vivo na memória a tradição de executar pratos típicos junino, de Semana Santa, fim de ano e mesmo do dia a dia. O que ele tinha ao lado era uma professora e cozinheira de ‘"mão cheia”, como dizem. 


No dom, que veio de família, uma das irmãs começou a preparar salgados sob o olhar atento do irmão, então com 14 anos. “Aprendi no olho, nunca pegava uma receita para fazer. Eu olhava e gravava. Por isso, aos 16, já fazia empadinha, coxinha, bolo e salgadinho de queijo para os amigos, no bairro de Casa Amarela. Depois comecei a cobrar e aceitar encomendas, ganhando meu próprio dinheiro”, detalha. Com o tempo e a aptidão cada vez mais visível aos mais próximos, o futuro “embaixador da gastronomia”, como hoje é conhecido no segmento, chamou atenção do amigo da família, João Valença, que o aconselhou a procurar o curso de cozinheiro no Senac. Era o impulso perfeito para a carreira.

“Cheguei lá aos 20 anos e passei 11 meses até sair para trabalhar num hotel-fazenda, em Moreno/PE. Durou apenas três meses. Voltei para a instituição e lá mesmo entrei em outras aulas, como garçom, atendimento, preparo de salgados, no que somou um ano e meio de estudos. Foi quando, na saída, eu já começava a fazer festas de 15 anos, batizados e até casamentos”, comenta. O que pouca gente sabe é que nesse tempo, César também começou a lidar com chocolates, incrementando ainda mais suas possibilidades.

A inauguração do Oficina do Sabor veio aos 27 anos, numa fase inquieta e ainda mais criativa de sua vida. “João Vilaça era o proprietário da casa, e ele precisava se mudar para Salvador. A única pessoa que confiava para estar no imóvel era eu. Ele me deu seis meses de carência para pagar na sequência, até eu finalmente abrir no dia 19 de novembro de 1992”, recorda. A data, aliás, é emblemática, porque também é dia de Nossa Senhora do Amparo. O desafio do começo só o fortaleceu. Antes de abrir o restaurante, o chef montava toda sua estrutura para as festas numa cozinha apertada na casa da irmã, no bairro da Ribeira. “Ela, inclusive, inspirou o nome do lugar, porque dizia que ali dentro eu transformava o alimento, como numa verdadeira oficina”, ressalta nostálgico.


Também pudera, a casa, que hoje é conhecida no Brasil todo, abriu as portas com capacidade para atender 40 pessoas. De lá para cá foram seis reformas que ampliaram para então 120 lugares. No menu figuram clássicos aprovados por turistas e pessoas de todas as partes do Estado, que buscam a gastronomia da terra caprichada em preparo e visual. Hoje, quem for por lá pode encontrar pedidas como o 17º Prato da Boa Lembrança, chamado O Mar de Corais do Recife, por reunir camarões, polvo, lula e peixe refogados na manteiga de ervas, acompanhado ainda de arroz cítrico e legumes cozidos. O colorido é atração à parte e que se estende às demais opções.

“Foi um trabalho de conquista, pois abri o Oficina naquele ano e, em janeiro, percebi a necessidade de mexer no cardápio. A casa tinha uma mangueira, logo senti que faltava inserir a fruta em alguma coisa. Na época, eu já tinha três opções de jerimum, sendo ele recheado com camarão ao coco, com charque ou com bacalhau, foi então que incluí o jerimum recheado com camarão ao creme de manga. Foi um verdadeiro sucesso, e indicou que eu estava no caminho certo ao explorar bem as frutas”, explica. Não demorou muito e os pratos sempre tinham um toque de abacaxi, pitanga, banana, maracujá ou caju. “Fiz um curso de licor e descobri que algumas frutas, quando passavam um tempo fermentando com o açúcar, criavam teor alcoólico. Então cortava o maracujá e botava no açúcar, deixando fermentar de um dia para o outro. Depois levava para o fogo e fazia uma calda. Quem provava sentia o sabor”. 

TORROIR NORDESTINO

A atenção aos detalhes fez César valorizar ainda mais a formação acadêmica de cozinheiro alinhada ao entendimento prático da cadeia produtiva. Ir à feira, conhecer os ingredientes e saber que em torno disso há uma agricultura familiar clamando pela atenção do governo é parte de sua luta junto aos chefs pernambucanos. Tudo isso partindo da premissa de não se acomodar. Para se ter uma ideia, ele continua fazendo festas mundo afora, levando na bagagem queijo de coalho, bolo de rolo e manteiga de garrafa, como forma de divulgar não só esses insumos, mas, principalmente, a cultura nordestina.  

Um trabalho de formiguinha, como o próprio chef diz, mas que chamou a atenção da companhia aérea TAP. Primeiro fui convidado por Dânio Braga para fazer o cardápio da primeira classe da Varig, por três anos. Na época, éramos eu, ele, Flávia Quaresma e Alex Atala. Quando a empresa fechou, passou-se um tempo e fui convidado, há quase nove anos, pela TAP no Brasil, a fazer parte da gastronomia dos voos com destino a Portugal. E se pensou na ideia de regionalizar as opções. Dânio Braga ficou com as saídas do Sul e eu com as do Nordeste pela classe executiva. Já estou no terceiro menu com eles”, orgulha-se.

Sobre o atual movimento que busca a “cozinha terroir”, ele é categórico! “É algo que já faço há mais de 20 anos. De chegar para um político e alertar que o bolo de rolo precisa ser registrado como patrimônio cultural, de pedir em nome do produtor e falar que gastronomia é, sim, cultura, e até mesmo de pegar na mão dos meus colegas e dizer para compartilharmos”, diz ele, que na trajetória também criou, junto aos empresários Ana Lins e Márcio Sena, o primeiro Festival Gastronômico de Pernambuco, onde há 14 edições promove o intercâmbio de chefs de todo o Brasil.

Não é à toa que boa parte dos seus conhecimentos rendeu duas publicações. “Foi uma consagração. O primeiro livro, pela Lei Rouanet e o segundo, pelo Senac, mostram uma forma de perpetuar sua história, pois o que era a nossa cozinha há 24 anos? Falava-se em comida francesa, mas não dos produtos regionais. Ninguém saia de casa pra comer um queijo coalho ou uma carne de sol, por exemplo”, reforça. 

Hoje em dia, no Oficina do Sabor, ele consegue reunir tudo isso e mais um pouco. É que suas ações para o futuro dentro da casa incluem investir nos festivais, elegendo seis ingredientes específicos para serem a vedete em períodos distintos (exceto aos domingos). Trata-se de um menu fechado a R$ 78 – com taça de vinho. Entre os já realizados está o “De tudo um coco”, que teve uma sobremesa feita com pudim de coco, maria mole e cocada cremosa. “Também estamos organizando as comemorações de 25 anos do restaurante no próximo ano. Será um projeto com a diagramação do cartunista Humberto, entre outras novidades sempre feitas com muito carinho por mim e toda a equipe”, conclui.


SERVIÇO:
Oficina do Sabor
Rua do Amparo, 335 - Cidade Alta, Olinda/PE
Fone: (81) 3429.3331

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

CAPA: Caio Braz, descolado, moderno e sempre bem humorado. É de casa!

Antenado em moda, estilo, tendências, redes sociais e TV, Caio Braz traz tudo isso em uma mistura cultural que envolve Rio, São Paulo e Recife, sua cidade de origem. Caio é do mundo, não tem barreiras. Mas possui uma identidade própria que faz dele um cara atual com seu presente, mas de mente aberta pelo que está por vir. Suas raízes trazem seu DNA que ao longo do tempo foi se moldando e resulta seja na apresentação do GNT Fashion, seja em seu blog de moda masculina ou ainda em suas postagens no Instagram. 

Caio falar de moda para homem é diferente para você em que? Homens ainda são mais medrosos, por conta do machismo. A moda não pode ser um tabu, um assunto a ser evitado, chamar de coisa de mulherzinha ou de gay. Nós usamos roupas todos os dias. Escolhemos roupas todos os dias. É absolutamente natural poder falar sobre isso. A nova geração já lida bem melhor com isso, com mais naturalidade, liberdade e interesse.

Como você avalia o homem brasileiro em relação à moda de modo geral? Sabemos das diferenças entre as regiões no Brasil, mas existe uma ideia geral ou é muito diferente? Apesar da internet ter democratizado muito a informação – se você parar para pensar todos lemos os mesmos portais e revistas então somos impactados pelo mesmo conteúdo nacionalmente, o contexto cultural de cada cidade é bem diferente. O paulistano é o mais fashion, a temperatura ajuda bastante também. É mais fácil se vestir bem no frio. O carioca está sempre muito ligado no corpo, a roupa é um acessório para o corpo esculpido na academia. Cultura muito esportiva. Recife tem uma semelhança grande com São Paulo, com a diferença do clima, que não ajuda muito, o calor é difícil demais. 

Você acredita que a vinda de grandes grifes internacionais para o Nordeste já esteja influenciando o homem da região? De que forma? Totalmente. Quebra-se uma barreira. Não há motivos para não conhecer a loja, se ela está ali no seu dia a dia. Deixa de ser 'um grande programa' ir à loja de luxo, normaliza. Antes feitas nas viagens, quando as pessoas estão sempre com agenda apertada e podiam deixar curiosidades da moda para depois, sempre. Além do parcelamento, que hoje aproxima a classe média das grandes grifes. Comprar luxo em 10x ajuda muito. Continuo achando o Brasil um território muito fértil para essas marcas. Somos o segundo país do mundo nas redes sociais, ou seja, gostamos de novidade, informação e símbolos de poder. Status é algo muito apreciado no Brasil, com todas as benesses e desvantagens que essa frase expõe.

Como o conceito de moda masculina tem mudado hoje em dia com as possibilidades de acesso à informação pelas redes sociais e a presença dessas grandes grifes? Há muito mais informação “fora da caixa”, além das pautas básicas do tipo ”Como se vestir para o happy hour” ou “Como usar rosa”. Evoluímos. O Pinterest, por exemplo, é um mural de referências infinito, um show de imagens. Há muito conteúdo no Youtube, tutoriais, como os que eu faço no meu canal, no programa “Roupa de Homem” (youtube.com/caiobraz), ajudando a descomplicar a moda. 

Falando em redes sociais como você vê esse boom de blogueiros e instagramers? Isso tem uma certa validade? Tem muita gente que encara como um trabalho sério e isso é maravilhoso, são empreendedores da comunicação, donos de suas carreiras, seus próprios empresários e produtores de conteúdo incessantes. Os bons sempre terão destaque. Há muita gente que experimenta e mantém isso como uma segunda ocupação, o que é interessante também, mas quando a agenda aperta geralmente desiste. E tem gente que flerta com isso só para ganhar algumas coisas de graça, uns convites e buscar alguma validação social. Consistência é o que diferencia uma carreira longa nesse setor.



Como você lida com redes sociais? Até que ponto isso pesa para seu trabalho dentro e fora do universo digital? Não sou aquela pessoa que fica filmando o tempo inteiro os mínimos detalhes da vida, nem gosto de seguir gente assim. Não posto tudo o que faço nem tudo o que penso, seria ingenuidade. Já refleti muito sobre isso. Se eu me expusesse mais eu teria muito mais seguidores. Mas não sou fissurado em popularidade, gosto de uma estratégia mais longeva. Entre escrever no blog, nas redes sociais, gravar para o Youtube, para o GNT Fashion, fazer ao vivo na Rede Globo, Snapchat, as inúmeras viagens, os projetos com marcas, reuniões nas agências, não sobra muito tempo. É muito trabalho, e é preciso ter disciplina pra não confundir trabalho e lazer. É preciso entregar conteúdo o tempo inteiro. Mas olha, não abro mão de ter uma vida social, ver todos os shows das bandas que eu amo no Circo Voador, praticar esporte todos os dias, corrida ou tênis, me jogar na noite, tudo isso. 

Você sempre está participando de programas ligados à moda e estilo no canal GNT. O que mais curte e o que podemos esperar mais? Estou no GNT Fashion há cinco anos e na Globo desde que o “É de Casa” começou, há uns 9 meses, como colaborador. Numa espécie de coluna de moda masculina. É muito privilégio falar de moda masculina em rede nacional, fico feliz. E no Youtube, com minhas séries também de moda masculina, viagens e um montão de pensatas. Quero continuar criando novas séries para a internet e trazer mais assuntos além da moda, como cultura, comportamento e educação.



Onde você se sente mais confortável falando de moda? TV? Web? Ou tudo junto misturado? Eu amo televisão, principalmente ao vivo. Recentemente ancorei a transmissão do Rio Moda Rio, novo evento de moda da cidade, pra todo o país. Gosto da adrenalina e da liberdade que o ao vivo dá de poder errar e acertar, de surgir um meme a cada segundo, de não ter o controle completo sobre a situação. A vida não é controlável. E a web é deliciosa porque é interativa, temos resposta imediata do público que é coautor do processo, o tempo inteiro. É muito mais horizontal a comunicação. É muito construtiva.

Que peças definem Caio Braz na hora de vestir? Estou numa fase sneaker muito forte. Gosto muito de tênis, novos tênis esportivos. Pesquiso muito sobre isso. Começo a me vestir pensando no tênis e depois penso na roupa. Até mesmo de terno, tenho usado tênis. Minha moda está bem esportiva, algumas coisas mais ousadas como bermuda com legging, camisetões. Gosto muito do estilo do Kanye West. Não entra de jeito nenhum sapato caramelo de bico quadrado com cinto caramelo combinando.

Existe algum conselho básico para os homens na hora de escolher o que usar? Preto não é cor de enterro. Preto é chique, fácil de usar, não suja, ajuda a esconder o que você quiser esconder. Em Recife nunca andava de preto. Descobri o preto em São Paulo. Todo mundo gótico suave. Calça preta, camisa preta, um sneaker legal. É um conselho muito simples que pode mudar o guarda-roupa de muitos homens. Menos jeans azul e t-shirt com estampa “divertidinha”, mais calça preta de algodão e t-shirt preta, com um tênis branco. Impossível errar.



O que você levou das suas raízes pernambucanas para fora? Moro entre RJ e SP. Minha casa é no Rio, tenho um pouso em SP. Trouxe tudo. Minha casa tem arte de Derlon, Cristina Machado, Romero de Andrade Lima, Manoel Quitério, J. Borges, Roberto Lúcio, Nuca de Tracunhaém. É uma casa super pernambucana. Como cuscuz e inhame quase todo dia (risos).

Fotos Rodrigo Lopes
Produção Executiva e Styling Márcia Dornelles (@marcia_dornelles)

Caio veste:
Calça presta e blazer Ellus, max t-shirt , jaqueta, legging e tênis (acervo pessoal)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ESTILO: Look casual, uma escolha sensata para o homem atual


A indústria da moda tem avançado com uma diversidade de opções inteligentes, sustentáveis e versáteis para o dia a dia do homem moderno. Neste editorial convidamos o ator Tatsu Carvalho para posar com looks que demonstram como isto pode funcionar na prática. Sugerimos o uso de algumas “peças coringas”, que podem conversar entre si de diferentes maneiras, formando novos looks. Aproveitamos a presença do Tatsu, atualmente na TV em “Terra Prometida”,  para as fotos e batemos um papo no Imperial Hotel, no Rio de Janeiro, sobre vida e carreira.





Tatsu você estudou artes cênicas com Lee Strasberg em N.Y e posteriormente foi convidado para dar aulas para adolescentes lá mesmo. Como aconteceu isto? Eu fui pra lá estudar e depois de nove meses surgiu uma oportunidade de ajudar nas aulas de sábado, no programa infantil. Fiquei como assistente de uma professora, dando aulas de interpretação, e como os alunos gostavam de mim, depois de seis meses a coordenadora da escola resolveu me dar uma turma. Fiquei um ano dando aula pra duas turmas, de 7 a 9 anos e de 11 a 13 anos. Foi uma grande aprendizado.

Sua estreia na TV foi em Malhação, na TV Globo, coincidentemente interpretou um professor, como foi reviver a experiência real, na telinha? Eu já tinha feito alguns trabalhos na TV, mas malhação foi o primeiro personagem fixo em uma novela. Quando recebi o convite da autora, Patricia Moretzsohn, fiquei muito feliz, o personagem era superdivertido. Quando eu dava aula em NY, eu sempre tentava criar uma aula dinâmica, divertida, tentava envolver os alunos; e o professor Virgílio, de “Malhação”, tinha isso também, aproveitei a minha experiência no Lee Strasberg pra compor o personagem.

Você possui um currículo teatral admirável, de todas estas montagens, qual delas você considera o maior desafio que enfrentou? A montagem da peça "Um Estranho no ninho". Além de produzir o espetáculo, também interpretei o protagonista, R.P. McMurphy, um personagem incrível, que exigiu muita pesquisa e dedicação. E além de me dedicar ao máximo no personagem, ainda tinha que administrar a produção do espetáculo. Sem dúvida, foi meu maior desafio. Mas valeu todo o sacrifício.


Atualmente você está vivendo o comandante Boã na novela a “Terra Prometida”, como está sendo a interação com o público? Está sendo uma grande alegria interpretar o Boã, e dar vida a esse guerreiro, líder de sua tribo, íntegro, honrado e que vive um dilema com a esposa Sama (Andrea Avancini). Eles se amam muito, mas ela não consegue engravidar. O público se envolve bastante com a nossa trama, comentam nas redes sociais, torcem pra que eles consigam ter o tão sonhado filho. 

Como é sua relação com o assédio feminino, as fãs de um modo geral, você é tímido ou tira de letra as abordagens em lugares públicos? Comigo é tranquilo, nunca tive um assédio invasivo, quase sempre pedem pra tirar uma foto e só. 

Você é do tipo que gosta de se cuidar, se preocupa com estilo, cuidados com a pele cabelo, saúde, o que você faz para se manter em forma? Tento me cuidar mas sem exageros, cuido da alimentação e malho.

Sobre estilo, ter um guarda roupa inteligente, onde uma peça pode ser usada de diferentes maneiras em vários looks diferentes é uma boa sugestão para seu estilo de vida? Sem dúvida! Eu adoraria saber fazer isso melhor, mas acho que me viro bem, tento dar meu jeitinho para improvisar e montar alguns looks diferentes com uma mesma peça. Acho que o mais importante é usar a criatividade e não ter medo de misturar. Não sou muito ousado, mas é importante e necessário repetir roupa hoje em dia. Aliás, mais do que isso, é um ato de consumo consciente. Aceito dicas!  



CRÉDITOS

FOTOS MARCIO ROMANO
DIREÇÃO CRIATIVA E STYLIST MÁRCIA DORNELLES

AGRADECIMENTOS - IMPERIAL HOTEL - RUA DO CATETE, 186
www.imperialhotel.com.br

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

HOMEM DE ESTILO: Diego Nunes e seu estilo como digital influencer no snapchat

É com sorriso estampado no rosto e muito bom humor que o empresário Diego Nunes assume o papel de digital influencer no snapchat. Tudo começou como uma brincadeira com a esposa, a blogueira Camila Coutinho. “Era época do Fashion Week e ela tinha que estar em São Paulo. Justo essa data era especial e comemorávamos alguma coisa que não lembro (risos). Então fui encontrá-la, já que ela estava cheia de compromissos. Mesmo assim a acompanhei. Então anunciei no snap que estava indo para a semana de moda e que iria fazer tudo que uma blogueira fazia, um pacote completo desde falar a expressão ‘gente’, mexer no cabelo e look do dia. Então lancei a pergunta: o que eu não posso deixar de fazer? No primeiro dia tinha mil visualizações e inúmeros comentários, no segundo dia já tinha sete mil e foi assim sem parar. No dia do desfile, colocaram-me logo na primeira fila e fizeram eu escolher roupa na loja. Isso eu sempre tirando a maior onda, brincando mesmo. Quando saí de lá, já tinha mais de onze mil visualizações”, conta. 

Não tardou para que ele caísse na graça do público e que uma legião de seguidores se formasse, garantindo um público fiel e participativo nas suas aparições. “Eu já tinha snap, mas não tinha a quantidade de visualizações que tenho hoje. Como não é meu negócio principal (que é concessionária), então pra mim é uma diversão. Eu faço no trânsito, em casa, no tempo livre. Minha ideia nunca foi a de mostrar minha rotina assinando contrato, assinando cheque ou coisas da minha rotina. Pra mim, fazer os vídeos tem que ter um mote divertido, longe de polêmicas. Noto que quem me assiste está em busca de descontração. A ideia é, se quiser relaxar, vá assistir meu snap.”, brinca.

Paralelo a isso, Diego já aceitou alguns desafios e está disposto a enfrentar os que estão por vir. “Fiz a cobertura do Loolapaloza pela Ray-ban e o lançamento da revista Invoga, por exemplo. Aos poucos, esse tipo de convite está aparecendo e eu estou adorando fazer.”, conta ele que afirma não ter filtro nas postagens e que tudo é muito natural. “Vou falando e postando tudo. O que mostro é o que de fato sou. Como esse não é o meu trabalho oficial (como é pra Camila), não tenho muito limite não. Vem na cabeça, posto.”, explica. 


Quando o assunto é estilo, Diego é categórico: “Estilo eu tenho e muito, o que eu não tenho é o limite no cartão para bancar o estilo que quero. Na verdade, comigo não tem mistério. Para a diária, uma camisa de botão, calça jeans e tênis (um sapato) e acabou. Não saio pra trabalhar todo engomadinho. Comprar roupa pra usar no fim de semana só? Ah! veste o que tem mesmo, que tá tudo certo. Sem contar que tenho 1,97m e calço 45. Logo, não tenho muita opção de chegar a uma loja e querer determinado produto, porque não é simples. Pergunto o que tem e que cabe em mim. A partir daí, havendo opções, eu escolho. Se não vai com o que tem mesmo. Em relação a cuidados pessoais, fui começar a atinar pra isso depois que começaram a chegar produtos lá em casa. Se não fosse isso, continuaria usando minha espuma de barbear simples (daquelas grandes que parece vir numa garrafa pet), sem frescura nenhuma, mas como chega lá em casa e é de graça, eu testo tudo”, descontrai. 

Junto à tanto carisma, a sua vida particular também sofreu algumas mudanças. “A minha privacidade já era invadida, de certa forma, por conta de Camila. A novidade é que antes o pessoal vinha pra tirar foto só com ela e agora me chama. Mas, confesso que ainda acho bem estranho quando estou sozinho e as pessoas pedem pra tirar foto. A abordagem do meu público é bem diferente, é uma coisa de camaradagem, aparecem falando alto, gritando, tirando onda. Já chegam me chamando de estourado. Essa exposição pra mim ainda é bizarra, mas muito legal e retribuo com o mesmo carinho. Por exemplo, um dia eu falei que estava doente, fiquei offline e as pessoas depois ficaram perguntando na rua se eu estava melhor. Cheguei até a pensar que as conhecia, se tinham sido colegas de faculdade ou de colégio, mas não, elas me conheciam e eu não (risos)”, finaliza. 


Agradecimento: Trois Barbearia (locação)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

DESTINO: Travessia da serra fina - Um dos trekkings mais difíceis do brasil onde estados e sentimentos se encontram

O primeiro sentimento que vem à tona quando se fala na Serra Fina é a lembrança das aulas de geografia nos tempos de escola, afinal ela é uma seção da tão falada Serra da Mantiqueira, uma das mais importantes cadeias montanhosas do Brasil, que atravessa 3 estados, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Daí vem o seguinte sentimento: união. Considerado um dos trekkings mais difíceis do Brasil por conta dos 33 km de sobe e desce intenso, clima instável de montanha, neblina e somente 4 pontos de água ao longo do percurso, é fundamental unir o físico ao psicológico, unir-se à montanha e aos companheiros de desafio. Caso contrário, a travessia pode se tornar impossível de ser vencida.

Quatro aventureiros de Pernambuco e um de Sergipe formaram um grupo de trekkers para realizar a travessia em maio deste ano. A MENSCH acompanhou a aventura (uma pena que de longe) e conversou com Daniel Pereira, 36 anos, servidor público estadual, Djair Pedro da Silva, 41 anos, funcionário público estadual, João Fernandes Neto, 40 anos, funcionário público federal, Luciano Rocha, 43 anos, gerente de vendas e Wilson Albuquerque, 50 anos, funcionário público federal, para conhecer mais sobre a travessia e sobre a emoção de realizá-la.

A jornada começou antes da viagem com preparo físico e simulações, como subir e descer 20 andares de escada com 15kg nas costas. Fizeram trilhas por Pernambuco para testar equipamentos, simular as situações de camping, como cozinhar no mato, fazer as necessidades fisiológicas, meios de higiene pessoal sem uso de água e, claro, organizar as mochilas de modo a não sobrar, nem faltar nada, mantendo um peso adequado pra carregar sem muito sofrimento e sem comprometer o desempenho da subida. De Recife voaram até o Rio de Janeiro para então seguir de carro à cidade mineira de Passa Quatro, local de saída para a montanha. Passa Quatro é quase uma viagem no tempo com sua “Maria- Fumaça” desfilando pelos trilhos e encantando moradores e turistas. Difícil imaginar que essa cidade tão bucólica no sul de Minas Gerais é o ponto de partida para a radical Travessia da Serra Fina. Mas como também é o ponto de chegada, muitos trekkers podem descansar em suas águas termais, rios e cachoeiras e se deliciarem com a culinária mineira, além de adoçar a vida com as deliciosas geleias caseiras.


Até chegar a Passa Quatro os nossos aventureiros dirigiram pela Via Dutra e por parte da Estrada Real. O termo Estrada Real surgiu nos tempos do Brasil Colônia e se referia a qualquer via terrestre aberta àquela época no intuito de controlar o escoamento da produção do interior para o litoral, possibilitando o monitoramento da circulação de riquezas, principalmente o ouro extraído de Minas Gerais. O percurso completo contempla 177 municípios, desses, 162 estão em Minas Gerais e os demais entre o Rio e São Paulo. São mais de 1632 km de extensão que resgatam tradições e contam muito da nossa história, além de oferecer ao longo do caminho belas paisagens e diversos atrativos culturais.

DIÁRIO DA TRAVESSIA

Para tentar viver por essas páginas as experiências que Daniel, Djair, João, Luciano e Wilson sentiram durante a Travessia da Serra Fina, vale reforçar que ela tem um dos maiores desníveis topográficos do Brasil, como se você estivesse subindo e descendo escadas de degraus altíssimos o tempo todo, já que são mais de 2200 m do topo da Pedra da Mina até a base da Serra no lado paulista (Vale do Paraíba). Aliás, a Pedra da Mina é a quinta maior montanha do nosso país, com 2.798 m e ainda tem o Pico dos Três Estados com 2.665 m, onde se unem as divisas de Minas, Rio e São Paulo. Cansou? Eles também, mas sem desistir de viver e ver paisagens belíssimas como um mar de nuvens abaixo de seus pés.

A celebração do grupo começou no aeroporto do Galeão ao se encontrar, já que se dividiram em dois voos. Depois pegar estrada por três horas, brindar, agradecer um sonho prestes a se realizar e dormir (tentar, já que a ansiedade era muita) para no dia seguinte encarar a travessia.

Saíram da pousada da Tia Ana por volta das 8h20 e às 9h15, junto ao guia contratado, estavam iniciando o trekking com destino ao Capim Amarelo. O primeiro dia costuma ser cheio de gás. Conversa-se muito, a adrenalina está a mil, mas a subida é dura e o corpo ainda está se acostumando com o peso da mochila, com o terreno e o clima, e as reações dessa aclimação são variadas. Djair, por exemplo, chegou a alertar o grupo que não estava se sentido muito bem, mas logo se estabilizou e a meta do dia foi cumprida. Antes do cume, passaram por um dos cartões postais da Travessia que é a Crista do Passo do Anjo, uma passagem estreita que de cara mostra o quanto somos pequenos diante da Mantiqueira. Luciano tinha o passo mais apressado, o que acabou rendendo lindas imagens da caminhada dele pelos companheiros que vinham depois. Falando em imagens, claro que equipamento não faltou. Desde a Gopro de Wilson à câmera profissional de Djair (trocada pela dormida na barraca junto com Luciano pra equilibrar o peso) além das câmeras amadoras e celulares dos demais. 

Nasce o dia. Levantar acampamento, saborear um café da manhã reforçado (acreditem, tinha até tábua de frios e tanta tapioca que chegou a sobrar, mesmo uns regulando e outros comendo demais) e partir para o desafio do dia; o Pico da Pedra da Mina. O gás do dia anterior foi substituído pelos momentos em que caminhar era impossível por conta da chuva e dos ventos fortíssimos, além dos famigerados bambus monstruosos que pareciam estar ali para impedir a travessia (assim mesmo, com esse exagero todo!) “agarrando” os mochileiros. Nesse momento os cajados fizeram diferença e o corpo já acostumado com as mochilas (mais leves de comida) ajudou bastante. O guia sugeriu acamparem ao pé do Pico, pois subir seria arriscado e a meta do dia acabou sendo substituída pela segurança do grupo. A intimidade com a montanha começava a acontecer, a ansiedade virou calmaria e a rotina estressante do dia a dia ia desaparecendo para dar lugar à contemplação e à gratidão.


Outro dia começa e o desafio é chegar ao Vale Verde passando pela Pedra da Mina. O sobe e desce dificulta a comunicação com o “mundo externo” e as ligações e mensagens para familiares e amigos são raras, mas quando acontecem são carregadas de emoção. Muita gente “viajou” junto com os meninos sendo levados no coração. Os momentos de reflexão são muitos e os questionamentos da vida afloram. A chegada ao topo da Pedra da Mina foi celebrada com um abraço coletivo e muito choro. No Livro do Cume nossos aventureiros registraram suas vitórias e escreveram seus depoimentos. Esse terceiro dia foi bem difícil, a chuva intensa deixava as mochilas e roupas pesadas e as rajadas de vento chegavam a empurrar os trilheiros e como se não bastasse, muita neblina que impedia uma boa visão do caminho. A descida foi dura e perigosa, solavancos de vento, pedras molhadas, caminho escorregadio e à frente o Vale do Ruah e seus perigos por conta dos altíssimos capins que fecham a trilha (são tão fortes, apesar de flexíveis, que se senta neles como se fossem cadeiras) e do chão que fica encharcado em dias de chuva. 

O guia, perito na travessia, chegou a ficar desorientado quanto ao caminho por conta do cinza da neblina que tomava conta de tudo. Acabaram “sendo salvos” por uma janela no céu que o permitiu encontrar o caminho. Houve outro “encontro” com os bambus do dia anterior pra aumentar o perrengue da travessia, mas ao fim da tarde chegaram ao acampamento. Para uns, momentos de descanso, para outros, a agonia continuava. Mesmo com capa de proteção e roupa impermeável, a chuva foi mais forte e molhou parte do equipamento de Luciano e também de João, incluindo o saco de dormir. Mas é justamente nas atribulações que os grandes companheiros se fazem. Como estavam dormindo na mesma barraca, Djair abriu seu saco de dormir para que servisse a ele e Luciano, enquanto o guia William e Daniel cederam uma manta extra aos três para que se mantivessem aquecidos na noite fria, provando que a união é primordial para a sobrevivência na montanha. É bem verdade que Luciano não dormiu, mas com ajuda de um remédio Djair acabou tendo a melhor noite de sono daqueles dias.

De pé para o último dia, os trekkers saíram por volta das 9h com destino ao Sítio Pierre, o final oficial da travessia. A vontade de concluir a jornada deu de encontro com uma subida íngreme, neblina que impedida deslumbrar qualquer passagem e um possível cansaço que intervinha no humor do grupo. No alcance do Pico dos 3 Estados, encontro das divisas de Minas, Rio e São Paulo, houve momentos de estresse entre Daniel e o restante do grupo. O restante da caminhada tinha um clima pesado no ar, mas em uma das paradas veio o pedido de desculpa e a paz voltou a reinar. Uma grande lição da montanha é a humildade.

Pra quem achava que agora era só chegar ao final, ledo engano, ainda havia muito sobe e desce e os bambus infernais, mas que de tanto se deparar com eles já estavam se tornando amigáveis. Com o passar da caminhada a trilha foi ficando mais “tranquila” e os meninos apressaram tanto o passo que pareciam mais disputar uma corrida de aventuras, até que Wilson solta: “Estamos disputando o que mesmo?”. A risada correu solta, os passos foram diminuindo de ritmo e os primeiros fungados de choro começaram a ser ouvidos. Houve um grito: “conseguimos (palavrão que não cabe neste conceituada revista, mas tem tudo a ver com a sensação do grupo)! “Eles haviam concluído a travessia mais difícil do Brasil, viajaram pra dentro de si, sentiram dores e alegrias, recordaram e planejaram, lembraram de familiares que estão distantes, como relatou Djair, superaram medos, aumentaram a fé, avaliaram decisões importantes em suas vidas e ainda precisaram caminhar mais alguns quilômetros até a BR 354 em Itamonte para serem resgatados até Passa Quatro. E nunca mais vão esquecer tudo o que viveram e aprenderam com a montanha.

Resumo do percurso
Período de travessia: 15 à 18/05/2016
Total de Quilômetros percorridos: 35,1Km
Total de horas percorridas: 31h13m

DESTINOS ALCANÇADOS EM DIA DE TREKKING:

- DIA 1
Travessia na Toca do Lobo - altitude de cerca de 1.558 metros
Destino ao Pico do Capim Amarelo (2.392 metros).
Início: 8h20 – Término: 17h28 – Total de 8h03 incluindo parada para descanso e alimentação.
Passagens: Crista do Passo do Anjo, cartão postal da Travessia onde a trilha chega a ter menos de um metro de área com grandes declives laterais e por ser descampado, fortes rajadas de vento.

- DIA 2  
Destino: Pico da Pedra da Mina (2.798 metros)
Início: 9h30 – Término: 17h03 – Total de 7h33 incluindo parada para descanso e alimentação
Passagens: acampamento do Maracanã, a maior área de camping da travessia.
Nota: O mau tempo não permitiu a conclusão do percurso e os trekkers acamparam ao pé do Pico da Pedra da Mina.

- DIA 3
Destino: Acampamento do Vale Verde.
Inicio: 8h52 – Término: 16h56 – Total de 8h04 incluindo parada para descanso e alimentação
Passagens: Vale do Ruah, onde está a nascente mais alta do país, formando labirintos com seu sinuoso capim que ultrapassa a altura do rosto.
Nota: O Pico da Pedra da Mina foi vencido, celebrado e registrado no Livro do Cume que lá se encontra.

- DIA 4
Destino: Sítio do Pierre – lugar oficial da Travessia e BR 354 em Itamonte para dar início à volta a cidade de Passa Quatro.
Início: 09h11 – Término: 16h47 - Total de 7h36 incluindo parada para descanso e alimentação e claro, a celebração pela conquista.
Passagens: Pico dos 3 Estados (2.665 metros), Alto dos Ivos (2.523).



Acompanhe um pouco a trajetória dos nossos aventureiros:

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

FITNESS: Tenha costas largas, fortes e uma coluna bem protegida

Muitos adeptos de musculação não gostam de treinar costas e, muitas são as desculpas usadas como justificativa. Alguns alegam que é cansativo, outros dizem se sentirem menos motivados. Na verdade, o fato de se localizarem na parte posterior do tórax e consequentemente serem menos vistas, explique o porquê de vários praticantes preferirem treinar peitorais e bíceps, já que estes são facilmente contemplados frente ao espelho. Nesta matéria resolvemos mostrar que a importância de se treinar costas vai mais além do que os benefícios estéticos proporcionados pelo treino, e que vale a pena treiná-las com empenho e dedicação. 

Se você começar a reparar, notará que é muito mais comum encontrar pessoas com costas “largas” do que peitorais volumosos, pois, na maioria dos casos, é bem mais fácil desenvolvê-las. O treino de costas depende diretamente de músculos menores, como o bíceps, a musculatura posterior dos ombros e o antebraço. Estas musculaturas suportam uma quantidade menor de carga e acabam esgotando-se primeiro que as costas, sendo este um dos maiores erros dos praticantes que optam por treinar sem orientação. A simples escolha de uma ordem adequada corrigiria este problema.
É importante ressaltar que a prescrição de números de exercícios, de séries e intervalos sempre dependerá dos objetivos e características individuais de cada um, mas realizar entre dois e quatro exercícios bastam para ganhos estéticos, fortalecer a coluna e ajudar na adoção de uma atitude postural ideal. Diversas combinações são possíveis para um bom treino e, para descobrir a que melhor serve a você, é importante consultar o profissional de educação física que lhe assiste. Aqui selecionamos dois exemplos. O treino 1 (T1) para quem frequenta todos os dias a academia e o treino (T2) para quem frequenta 4 vezes por semana.

T1 - Realizar 3 a 4 exercícios para as costas no início do treino e só depois passar para os músculos menores, como bíceps ou ombros ou antebraço, por exemplo. É interessante variar entre exercícios de puxadas e remadas, com pesos livres, máquinas e polias para garantir o trabalho das diferentes áreas desta região. Para compor o treino deve-se inserir mais 1 ou 2 grupos musculares (bíceps, antebraços ou ombros);

T2 - Realizar 2 a 3 exercícios variados para as costas. A sugestão é uma puxada, uma remada e pulldown. Como este praticamente frequenta menos a academia, deve-se inserir mais 2 ou 3 grupos para compor seu treino do dia. Treinar costas, bíceps e coxa é uma das opções mais utilizadas por profissionais. Neste caso, a intensidade do treino é menor com relação à T1, pois treinar dois grandes grupos exige mais do executante.

Fique atento: como qualquer músculo, bons resultados são provenientes de treinos intensos, mas sem exageros. Realizar repetições com cargas exageradas que exigem balanço do tronco em sua execução pode ser um sinal que o peso não está adequado. Manter tal atitude pode ser prejudicial, principalmente a região da coluna lombar.

BENEFÍCIOS
 
Os resultados são recompensadores! Por exemplo, com costas bem trabalhadas, conseguimos dar braçadas mais fortes durante a natação, assim como ajuda numa simples subida de escada e até mesmo numa escalada. Treinando a parte superior das costas adquirimos o tronco em "V", criando a impressão de uma cintura fina e simétrica, isso sem contar com os benefícios à coluna e a postura, citados anteriormente.

Dica: para aperfeiçoar os resultados é essencial realizar alongamentos para a musculatura do peitoral, para a postura, e manter uma dieta adequada, que possibilite o ganho de massa e definição muscular.

CONHECENDO OS EXERCÍCIOS

As remadas e puxadas são os exercícios mais populares para as costas. Esse tipo de exercício ajuda a aumentar tanto a espessura quanto a largura das costas. Além de serem exercícios considerados mais completos. Existem muitas variáveis de remadas, como a remada unilateral, feita com halteres apoiando num banco, a remada sentada, que consiste no movimento de puxar a barra estando sentado no banco, e das puxadas como a puxada pela frente no pulley alto, realizada com o individuo sentado embaixo da polia, trazendo a barra até a altura do queixo e a puxada com triângulo, similar ao anterior, mudando apenas da barra para uma pegada mais fechada, batizada de “triângulo”.

Outro exercício comum é a barra livre, utilizado como parâmetro de avaliação de aptidão física em diversos concursos públicos. Esse exercício permite que você pratique o mesmo movimento da puxada no pulley, usando apenas uma barra (que pode ser na academia, em casa, no parque ou na praia) elevando o corpo até o queixo ultrapassar nível da barra, retornando à posição inicial em seguida. Para quem está num nível mais avançado o levantamento terra, que consiste em levantar uma barra livre do chão, partindo com as coxas flexionadas em seguida estendo-as simultaneamente com a extensão do tronco, e a remada inclinada, com corpo flexionado e elevação da barra até o abdômen, são exercícios comuns. Ele aumenta a espessura em toda a região das costas, incluindo o trapézio. Por conta disso, é um dos exercícios preferidos pelos fisiculturistas.


Portanto, vale a pena se esforçar e treinar melhor suas costas. Os resultados serão uma musculatura bem desenvolvida, com uma “largura” que impressiona, aliada a uma ótima postura.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ESTRELA: Samantha Schmütz no cinema mais sexy e divertida como nunca esteve


Mais do que humorista, uma artista. Mais do que comediante Samantha Schmütz é bem humorada e leva a vida de forma leve e prazerosa como se deve ser. Samantha é versátil e se joga de cabeça onde for desde que o personagem seja bom e lhe conquiste. Sua nova aventura no cinema, “Tô Ryca!”, que estreia essa semana, ela está mais inspirada que nunca. Sexy e engraçada, sua personagem apronta todas e garante ótimas risadas do começo ao fim.

Samantha, atualmente com tudo isso que está acontecendo no País, como anda seu humor? Acho que nesses momentos temos que ter ainda mais humor para lidar com essa crise e tentar ser criativo para driblá-la. Mas também acho muito importante usar o humor para se posicionar.

Todo mundo tem a impressão que o humorista é alguém engraçado 24h por dia. O que te tira do sério? E como é seu nível de humor diário? Me tira do sério falta de profissionalismo. Eu sou bem humorada na vida e muito alegre na maior parte do tempo.

O que te faz rir? Falar bobagens com os amigos.

Nós brasileiros sabemos rir de si mesmos? Somos realmente um povo bem humorado ou estamos ficando chatos? Acho que somos super bem humorados. Existem também os chatinhos da patrulha do politicamente correto, mas é minoria. 

Fora do Brasil, onde se faz mais humor? Ou humor gringo é bobão para nosso padrão? Acho que na América do Norte as comédias são bem fortes. A Inglaterra também é muito conhecida por seu humor ácido. Não consigo generalizar e colocar todos como "humor gringo". Cada cultura tem seu tipo de humor e todos são muito bons... Charles Chaplin, Jerry Lewis, Mr. Bean. Amo humor, seja nacional ou internacional.

Seu novo filme, "Tô Ryca!", que estreia essa semana, você faz uma pobre que fica milionária. Em geral o núcleo pobre são mais bem humorados que os ricos? Não costumo generalizar as coisas! Eu mesma já fiz estes dois perfis de personagens.  

Por falar no filme, conta como foi participar dele e o que podemos esperar dessa nova aventura no cinema? Foi um sonho realizado, me dei de corpo e alma e o resultado está na tela. Garanto a todos muita diversão!

Recentemente você fez sua a novela, "Totalmente Demais", como foi para você participar desse trabalho? Adoro meu trabalho e foi uma experiência ótima! O desafio para mim é sempre fazer personagens totalmente diferentes um dos outros. 


Voltando um pouco... Como foi o início de carreira? Vamos voltar bastante ... Comecei dançando com 5 anos de idade. O meu lugar é o palco, desde muito tempo.  

Como você descobriu o humor? Ou como ele te descobriu? O meu pai sempre foi muito bem humorado e me ensinava tudo pelo viés do humor. Eles me fazia rir o tempo todo. Ele herdou o timing de comédia do meu avô e eu herdei do meu pai.

Você tem medo de ser taxada de apenas uma atriz de humor ou é isso mesmo e você está feliz como está? Existe uma cobrança interna sua ou do público em geral? Não tenho esse medo e também não me importo com rótulos. Sei que sou múltipla artisticamente. Sei fazer outras coisas além do humor e minha consciência é o que me importa. 

Você vai de Junhinho Play à uma personagem mais sensual. O que mais curte? Você se acha moleca e sensual como eles também? Sim... Os dois estão dentro de mim.

Sabemos que você é casada, mas um homem para te chamar atenção precisa ter humor? E o que mais? Humor sempre, mas companheirismo é o mais importante.

O que faz sua cabeça quando está de folga? O que te diverte e distrai? Viajar, ir à praia e sair para jantar. 

O que mais podemos esperar de Samantha por aí? Um álbum de inéditas!