sexta-feira, 9 de setembro de 2016

CAPA: Paulo Ricardo de volta para novas rotações com CD, show e TV

O cantor Paulo Ricardo guarda para sempre em seu DNA roqueiro a fama e as realizações da banda RPM. Foram revoluções por minuto literalmente que deixaram marcas no público brasileiro e no artista. Talvez por essa memória afetiva e o talento de Paulo comprovado em inúmeros sucessos faça com que ele nunca perca seu espaço cativo. E Paulo sabe se reinventar. Tanto que aos seus 53 anos continua jovem e com vontade de fazer muito mais. Prova disso é que ele está de volta com novo disco, novo show, participou de mais uma temporada do Superstar e se tornou pai novamente. Prova que ele segue com todo o gás para novas revoluções, sejam na música ou na vida pessoal. 

Recentemente você foi pai novamente. Paulo Ricardo, o pai, como é? Quais as dificuldades e medos na educação dos seus filhos? E quais sonhos deseja para eles? Adoro crianças, e sempre procurei preservar minha criança interna. Sou um pai babão e meus filhos me dão uma alegria e uma energia imensas. Educação é tudo, mas a escola é responsável por apenas 20% da formação das crianças, os outros 80% vêm de casa. Procuro estar sempre calmo e amoroso e mesmo as broncas são dadas com muito carinho. Quero se sejam felizes, que se sintam amados e seguros. O resto é com eles e seus próprios sonhos.



Quem é esse “novo eu” do Paulo Ricardo? É como um carro: a gente faz algumas mudanças no design, algumas evoluções tecnológicas, mas procura manter os elementos clássicos, com os quais o público se identifica.

Depois de 10 anos sem lançar um disco solo, chegou ao público o “Novo Álbum”. E o que esperar desse trabalho? O que ele traz de diferente do que estamos acostumados? É a busca da essência, do refinamento da linguagem, da excelência. É a experiência aliada à curiosidade, à condição de fazer coisas que sempre quis fazer, de um modo diferente. Gravamos como os Beatles e os Stones, ao vivo no estúdio. Sempre fui um fã do soul e do blues, do gospel, e nesse trabalho consegui transitar por esse território, sem perder os toques de eletrônica que sempre marcaram meu estilo.

Mesmo depois de muito tempo e de projetos solos, o seu nome ainda está muito vinculado ao RPM, ao “olhar 43”. Como se sente em relação a isso? A gente costuma brincar que toda banda tem o seu "Satisfaction", seu grande hit. O nosso é "Olhar 43". E o RPM continua em atividade, paralelo à minha carreira solo. Tudo em perfeita harmonia. É o melhor dos mundos.

O que costuma assistir e quais suas preferências no mundo audiovisual? Vivemos a maior crise da história do Brasil, então tenho estado constantemente ligado ao noticiário. Confesso que estou atrasado em relação aos muitos filmes que gostaria de assistir. Também procuro estar em dia com o que acontece no mundo da música, dos videoclipes e festivais, e das artes plásticas, da computação gráfica e das novas mídias. Estamos no meio de uma revolução tecnológica e não podemos nos dar ao luxo de perder o passo das mudanças radicais e interessantíssimas que estão acontecendo à nossa volta, em todas as áreas. Tudo pode mudar a qualquer momento e as coisas perdem a relevância num piscar de olhos. É preciso estar atento e forte!


Ainda sobre TV, conta um pouco da experiência no “Superstar”. Qual o peso de avaliar os músicos? É uma honra e uma enorme responsabilidade. São profissionais de enorme talento e estamos ali pra ajudar. Todos ali são vencedores.

A presença de músicos consagrados julgando músicos “buscando seu lugar ao sol” pode trazer um nervosismo que atrapalhe a apresentação? Considera isso na hora de julgar? Sim, penso muito no que vou falar para que, mesmo elogioso, o comentário seja consistente e acrescente algo à trajetória da banda, buscando referências, contextualizando as apresentações. Além disso, hoje, com a internet, as coisas repercutem muito e qualquer erro assume proporções catastróficas. É um perigo! Sem falar nos "haters" e nos fãs histéricos, que não admitem críticas aos seus "ídolos". 

As mídias sociais vêm dando espaço e voz a um número cada vez maior de pessoas (muitas despreparadas para certos assuntos), além de promover muita exposição. Como lida com esse espaço tão democrático e por vezes anárquico? Pra falar a verdade, não dou muita importância. Há muitos "fakes", compra de “likes”, etc. É uma democracia relativa. Às vezes é muito barulho por nada. É como disse Umberto Eco, "na internet o imbecil pode falar sobre tudo que não sabe".



O Brasil anda carente de rock de verdade? Você, como incentivador dele, como vê a cena atual, tomada de sertanejo e funk? O que temos de novo (bom) nesse cenário? Sim, o rock está em baixa. Mas o SuperStar vem fazendo um grande trabalho na descoberta de novas bandas. Mas estou sempre atento, adoro música pop e todo gênero tem algo de bom pra mostrar. O tempo é o fiel da balança. Quem tem qualidade, fica.

Como foi fotografar no centro de SP, no meio do povo, e tocar com o povo na rua...? Adoro o centro, adoro andar pelas ruas, estar em contato com o público e descobrir belezas arquitetônicas ocultas pelo descaso e a pobreza das grandes cidades. O Angelo (o fotógrafo) é um grande artista, amigo de longa data e é sempre um prazer trabalhar com ele e sua equipe. Foi divertidíssimo!

O que podemos esperar do “Novo Show” e o que mais vem por aí? É o melhor momento de minha carreira, uma super produção e uma super banda. Além do “Novo Álbum”, faço todos os sucessos do RPM e da carreira solo, além de homenagear Cazuza, Renato Russo e David Bowie. É uma grande viagem!



Fotos Angelo Pastorello
Realização Ju Hirschmann
Estilo Renata Tamelini
Beleza Renata Rubiniak

CRÉDITOS
Etiqueta Negra (21) 3152-6700 / M.Pollo (62) 3277-9977 / CSN (11) 3141-0990 / Aramis (11) 3611-5141 / HighStil (11) 3595-8591 / Agradecimentos especiais: Cantor Willian Lee - Bar Salve Jorge - Largo São Bento (11) 3107-0123

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

OBJETO DE DESEJO: Hora Certa - O registro do tempo com pulso e estilo fazem parte da escolha pelo relógio correto para a ocasião ideal


ACIMA: 1 - Relógio suíço MONTBLANC coleção Sport, com vidro de safira, pulseira em poliuretano, com cronógrafo e display de data, resistente à água até 200 metros. Um item de luxo da alta relojoaria. (preço sob consulta); 2 - Relógio suíço MIDO com vidro de safira, pulseira em poliuretano, com cronógrafo e display de data (preço sob consulta), 3 - Relógio suíço TISSOT, com vidro de safira, pulseira em poliuretano, com cronógrafo, display de data e resistente à água até 100 metros. Coleção T-Race. (preço sob consulta)




AGRADECIMENTOS Arte Ouro Recife (81) 3464.6508 - @arteourorecife

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

BEM-ESTAR: No shape com Luiz Roque, o personal dos famosos dá dicas para você ficar em forma


Você colocou como meta que para o próximo verão estará com o shape em dia? Então meu amigo, vamos suar a camisa por que o ano já está na reta para a estação mais quente do ano. Para dar uma ajudinha nisso, fomos conversar com o personal que cuida de manter os famosos em forma. Luiz Roque, 36 anos, 1,98 m, saradão e altamente disciplinado, mas que assim como todo mortal tem lá seus desafios para manter os músculos em dia. Por exemplo, para ele acordar cedo é a parte mais difícil da rotina. Quando adolescente era alto e magro, mas com a disciplina correta e auxílio de um profissional, ganhou muita massa muscular e de lá para cá não parou mais. Hoje em dia ele atua como personal trainer de atores como Luana Piovani, Paulo Rocha, Rafael Zulu e Cris Vianna, por sinal sua namorada. Conversamos com Luiz para pegar algumas dicas e ajudar você a dar o start no projeto “Verão em Forma 2017”.

Como você era antes de iniciar na atividade física? O que mudou para você? Um rapaz alto, magro e como qualquer adolescente, querendo estar esteticamente bem. Com isso, dentro de um disciplina correta e um auxílio de um profissional, ganhei muita massa muscular. Comecei minha vida esportiva aos 8 anos de idade e nunca mais parei. Joguei vôlei de quadra em importantes seleções da Europa e na minha volta ao Brasil, formei-me em Educação Física.

Para quem é sedentário e pretende sair dessa e suar a camisa, quais os conselhos básicos? Como se cria essa disciplina? Para os sedentários, o mais importante é começar. Sair da inércia! Dando esse passo pedagógico, sem pressa, respeitando o tempo do seu corpo e esperando que ele se adapte aquele estímulo, seja qualquer que seja a atividade física escolhida. E sempre com a orientação de um profissional. Já será um grande e importante passo para que essa pessoa consiga obter esse hábito saudável.





Você tem 1,98, para caras altos é mais difícil manter o corpo por conta dos músculos mais longos? Sim, os músculos mais longos são mais difíceis de serem desenvolvidos esteticamente, porém não que tenham menos força. 

De maneira geral é mais fácil um gordinho ou um cara magro entrar em forma? O quanto de dificuldade e facilidade cada um terá? É muito subjetivo. Volto a dizer, depende da individualidade biológica deles. 

Para quem quer perde peso fácil (mesmo comendo bem) o que é mais aconselhado em matéria de treino e dieta? A reeducação alimentar é o segredo de tudo. A atividade aeróbica + musculação, vai em conjunto com a alimentação saudável. Ter disciplina e respeitar a dieta prescrita pelo seu médico é muito importante.

Muita gente ainda acha que musculação não ajuda a perder peso e apenas exercícios aeróbicos seriam o indicado. O que você diz disso? Como disse acima: atividade aeróbica + musculação. Além da musculação fazer com seu músculo desenvolva, ela também elimina aquele tecido adiposo. Por existirem inúmeras formas de treino, a musculação resulta numa queima de gordura sendo bem favorável a quem quer perder calorias.

Como você costuma dividir os grupos musculares em seu treino? Depende muito do aluno. Pois existe uma individualidade biológica grande entre nós. Fator homem e mulher, também diferencia muito! Enfim, além de tudo isso, minha prescrição se baseia em alcançar o maior número de fibras musculares possível, em diferentes planos, para que o aluno tenha resultados expressivos no seu objetivo. Com isso, busco mudar sempre em um determinado período os grupamentos musculares nos quais venho prescrevendo naquele período.



Em relação a alimentação, como é sua dieta? Alguma dica básica para os leitores? Tenho alimentação bastante regrada. Não abro mão de um forte café da manhã com sucos variados, muitas frutas (de preferência da estação), um almoço com proteínas (peixe, frango e às vezes carne vermelha), muita água durante o dia, um lanche com frutas ou barras de cereais. E no jantar uma salada rica em fibras. A dica que daria é para que tenham uma rotina semanal regrada, a base de comidas saudáveis, frutas e muita água. E no fim de semana, poder dar uma relaxada mínima, mas sem extravagâncias, óbvio! 

Quando e como você se permite sair da dieta? Permito-me sim, óbvio! Geralmente no final de semana. 

Você treina muita gente famosa, como por exemplo Luana Piovani e Paulo Rocha, essa turma é mais trabalhosa por conta da rotina? O que ajuda e facilita com eles? Sim, por conta da rotina, e principalmente quando eles estão no ar, é complicado. Mas vamos nos ajudando e adaptando os treinos.

Como consegue conciliar a rotina dos alunos com a sua? Na falta de algum deles durante o dia, aproveito e faço meu treino normalmente, ou após a última aula do dia. 

Avaliando as mulheres... o que te chama atenção no corpo feminino? O andar. Muitas delas tem graves problemas na coluna/quadril por conta do caminhar.

E nos homens, o que é ideal um homem ter para ter um corpo esteticamente bonito? Saúde em 1º lugar. Tendo saúde, você já tem tudo! Porém, lógico que se a pessoa consegue ter uma estética legal, dentro dos padrões naturais, vai em frente. E tanto o homem quanto a mulher, tendo um abdômen bem trabalhado e sem exagero, é bacana! 

Suplementação alimentar, até onde pode? O que é o ideal entre alimentação e suplementação? Nosso organismo produz todo e qualquer tipo de vitamina. Suplementar, salvo em alguns casos, é importante sim. Já em outros, desnecessário. Porém, sempre com um acompanhamento profissional.

Para você um corpo saudável e bonito é... Quando a pessoa sente-se saudável e feliz com ela mesma.





Fotos Sérgio Baia
Fashion stylist André de Moraes
Assessoria de estilo Abidon Kaifat

LUIZ VESTE: Look 1: tricot preto Armani, bermuda Oven, colar Swarovisck, anel Anna tokiko; Look 2: blazer off Hugo boss, calça Richard´s, pulserismo Lu. E. Co, sandália Osklen, aliança Cartier; Look 3: blusa tricot capuz Osklen, bermuda oliva Oven, relógio Hugo Boss, pulseirismo Lu.e.Co

terça-feira, 6 de setembro de 2016

CARRO: O desejado Porsche 911 traz suas novas versões para o mercado brasileiro de carros esportivos


Porsche 911. Sim, este nome quer dizer algo para você. Há muitas décadas que o legado do engenheiro alemão Ferdinand Porsche desaguou nos carros esportivos de luxo, e o número 911, acompanhado de seu nome, quer dizer muita coisa nesse segmento de automóveis. E é a vez do Brasil desfrutar do Novo Porsche 911, que chega ao país para a alegria tupiniquim.

Os modelos chegam ao país com motores turbinados, deixando os aspirados para as versões anteriores. É sempre mais potência para quem gosta de acelerar. Vale a pena conhecer um pouco mais dos novos herdeiros de Ferdinand Porsche.

Porsche 911 Carrera – A mais icônica das versões, aquele carro que é reconhecido e desejado em todo o mundo e, claro, é sinônimo de velocidade, arrojo e desempenho. O novo Porsche 911 Carrera aparece agora com 20 cv a mais que o seu antecessor, no modelo de entrada. A performance, como sempre, impressiona: 4,2 segundos para alcançar 100 km/h, chegando a 293 km/h de velocidade final. Para quem achar pouco, esses números são do modelo de entrada. Uma configuração mais potente pode levar a velocidade acima dos 300 km/h e bater a impressionante marca de 4 segundos na aceleração de zero a cem.

Porsche 911 Targa – Este é o irmão elegante, mas não menos potente. Desenvolvido com alterações nos desenhos originais, o Targa se destaca nas suas versões coupé e cabriolet, com seu já conhecido teto conversível. Mas não se engane, a elegância compartilha os mesmos motores da versão Carrera, o que faz o carro voar nas pistas. Mas com outras diferenças: a tração nas quatro rodas, que aumenta o desempenho, e o fabuloso câmbio PDK. 

Porsche 911 Turbo – O sugestivo nome confirma o que ele é capaz de fazer: chegar a 200 km/h em menos de 10 segundos e atingir tranquilamente os 330 km/h de velocidade final. O mais envenenado da família Porsche tem motores que variam de 540 a 580 cv e tecnologia de sistemas que ajudam na performance, como o Dynamic Boost, que ajuda na retomada da aceleração após a saída da curva, e o Super Chrono, que ajuda na dinâmica de condução.



Uma novidade nas novas versões é que todas contam com um sistema opcional de erguimento do eixo dianteiro em até 40 mm a baixas velocidades, para a entrada de garagens e passagens por lombadas. Além disso, os modelos vêm equipados com o Porsche Communication Management System (PCM), um sistema multimídia composto com tela de sete polegadas ativada por gestos, conectividade com o Apple CarPlay e gps que recebe informações em tempo real. 

Esta é a sétima versão do 911, herdeira do desenho clássico que Porsche apresentou ao mundo em 1962. São ao todo 14 modelos nas versões Carrera, Targa e Turbo, disponíveis nos modelos coupé ou cabriolet. Para o brasileiro apaixonado levar algum deles para sua garagem, vai ter que desembolsar entre R$ 509 mil e R$ 1.277 milhão. Em 2015, apesar da crise, 742 Porsches do modelo anterior foram emplacados no país.

sábado, 3 de setembro de 2016

CAPA: Fernando Fernandes, homem superação


Fernando Fernandes, nascido na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, filho de pai mineiro e de mãe Santista, nasceu no mês de março marcado para brilhar, assim como as medalhas e o sol que enfrenta na maior parte do tempo durante os treinos, que acontecem duas vezes ao dia, seis vezes por semana e quando possível nos finais de semana. Perfeccionista por natureza e persistente por opção, quando traça uma meta luta até o fim, para ele não basta só metade, tudo tem que ser completo, inteiro e intenso. Batizado de Hatiure, pelo povo Javaé, este bravo guerreiro afirma que seu maior desafio foi se reinventar e se reencontrar depois de ter perdido o movimento das pernas em um acidente de carro em 2009. Antes de se tornar tetracampeão mundial e bicampeão sul-americano de canoagem paraolímpica, Fernando tornou-se famoso no Brasil por sua carreira de modelo e por ter participado do Big Brother Brasil 2, reality show produzido pela Rede Globo. Convidado para uma sessão de fotos para a MENSCH, ele respondeu a um bate-bola bacana. Perguntado sobre espiritualidade declarou, ”Minha Fé é uma energia, uma força maior que uns chamam de Deus, outros dão outro nome de acordo com a sua religião, mas como não sou de religião, eu tenho Fé na vida e é isso que me move.” 

Quando e como descobriu esporte e a moda, quem veio primeiro? O esporte faz parte da minha essência, nasci com a bola debaixo do braço, só pensava e vivia pro esporte e com 12 anos a moda surgiu na minha vida por acaso.

Hoje em dia você é muito assediado para modelar, as campanhas incluem moda funcional? A moda tem sido cada vez mais aberta a todos, as empresas e seus criadores passaram a entender que o mundo é branco, é negro, é gordo e magro e pode ser sentado também.





Como foi a experiência de modelar para MENSCH? Sensacional, queria uma proposta diferente do habitual, da roupa esporte do dia a dia que todos estão acostumados a me ver e partimos para o BESPOKE, roupas sob medida, clássico.

O ano de 2009, marcou a sua vida dando a ela um caminho até então inimaginável até então, como o equilíbrio emocional e a disciplina base da vida esportiva, influencia seu comportamento pós acidente para ultrapassar a adaptação à nova realidade? Tudo que vivi antes do acidente me serviu como aprendizado para aqueles momentos de dificuldades extremas, seja as coisas positivas como as negativas também. Conheci de tudo na vida, entre elas eu sabia bem como era a derrota e o que eu precisava para vence-la, assim foi feito, entre flores e espinhos comecei a achar a luz.

Quando e como descobriu a canoagem? A canoagem surgiu enquanto fazia reabilitação no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, ainda de uma forma lúdica, porém, no instante que sentei no caiaque, a sensação de liberdade e capacidade que eu havia perdido voltou.

Em que situação se tornou atleta paraolímpico? Quando iniciei na Canoagem o esporte ainda não era Paraolímpico, o que me fez escolher esse esporte foi a transformação imediata que senti quando o conheci pela primeira vez, os títulos, as medalhas foram consequência da minha vontade de auto superação.


Quais os próximos objetivos a serem ultrapassados? Os próximos objetivos estão ligados a buscas pessoais, quero utilizar o esporte em geral e a canoagem também, para me desafiar na natureza selvagem e extrema, longos desafios onde o físico é importante mas o trabalho psicológico será muito mais intenso.

Você participou da expedição que documentou a 1º edição dos jogos Mundiais dos Povos Indígenas, na aldeia Javaé, localizada na Ilha do Bananal, Tocantins, como você descreveria esta experiência? Fui em busca das minhas raízes, em conhecer profundamente o meu povo, a origem do meu esporte também e o que eu encontrei foi muito maior, conheci o respeito pela natureza, a vida simples sem muita ganancia e ambição. Também conheci o lado das dificuldades Indígena na batalha para preservação da sua cultura e de suas terras que veem sendo cada vez mais destruídas.

Você foi escolhido embaixador do Wings For Life World Run, realizado em maio deste ano, projeto inovador que acontece simultaneamente em 38 países, com o objetivo arrecadar fundos para o Instituto Wings For Life, que pesquisa a cura de lesões na medula. Conte um pouco sobre este projeto e a experiência de ter participado? Essa é a minha luta, a minha batalha, lutar pelos meus, pelas pessoas com necessidades especiais e a WFL se tornou uma grande ferramenta de batalha em busca da cura da lesão medular.



Está planejando uma trajetória profissional além da vida de atleta profissional? Qual o perfil de Fernando Fernandes como empreendedor? Quando me vi reiniciando minha vida numa cadeira de rodas em um esporte desconhecido vi que teria que quebrar grandes barreiras e uma delas seria o paradigma da sociedade em confundir a Deficiência Física com incapacidade. A partir daí entendi que não bastaria ser apenas um atleta, eu teria que ser um verdadeiro empreendedor e administrador da minha vida, passei a valorizar a imagem, a conduta e tudo que me cercava. Meus planos para o futuro, tenho diversos, mas o principal é continuar utilizando o esporte como ferramenta de comunicação com o mundo.



O Instituto Fernando Life de Instrução Esportiva quando e em que situação surgiu? Como ele funciona atualmente e o que significa para você? O Instituto surgiu 3 anos, foi uma forma que encontrei de devolver ao mundo aquilo que eu havia recebido, é poder transformar a vida das pessoas, como a minha foi transformada. A partir daí peguei investimento próprio, procurei alguns parceiros que abraçaram essa minha loucura, demos as mãos para cumprir a missão de tentar transformar vidas. Atualmente, estamos localizados na represa Guarapiranga em SP e atendemos mais de 3000 pessoas. 

Na nova campanha da Caixa Econômica Federal para os jogos Olímpicos do Rio, a linguagem usada está sendo muito bem recebida, qual sua impressão sobre o filme inspirado na sua história? Surpreso, nunca havia visto a minha própria história com tanta propriedade. Como vocês podem conferir através do link



Infelizmente você não conseguiu a vaga para os Jogos Paraolímpicos do Rio 2016, em um vídeo publicado em uma rede social, você questiona o sistema de classificação funcional, que coloca os atletas na categoria de acordo a lesão e com o que ele tem de funcional. Poderia explicar melhor seu posicionamento sobre o tema? Classificação funcional é onde defini a categoria dos atletas Paraolímpicos de acordo com o que você tem de funcional no corpo, com o crescimento da Paracanoagem surgiram novos atletas, que nem sempre são pessoas bem intencionadas. De um tempo pra cá os atletas passaram a burlar o sistema de classificação, as vezes mentindo sobre sua real condição física, tentando omitir o que realmente há de funcional no seu corpo, fazendo com que eles compitam com atletas com menos mobilidade. 

Como descreve sua participação no documentário “PARATODOS” e o resultado final nas telonas? Quais a parte que mais gostou? Achei o filme espetacular! O Marcelo (diretor) conseguiu fugir do óbvio, lidando com os atletas Paraolímpicos de forma real e verdadeira. Nosso mundo não é apenas um "exemplo de superação", no mundo paraolímpico tem vitórias, mas também tem derrotas, mentiras, quedas... assim como a vida.



Fotos Angelo Pastorello
Realização Ju Hirschmann
Beleza Renata Rubiniak

AGRADECIMENTOS
Ternos e camisas Alexandre Won Alfaiataria (11) 3596-3050
Óculos e tênis Nike (11) 3068-0044

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

MUSA: Gabi Lopes, um fenômeno com 1,5 milhão de seguidores, segue com carreira internacional, livro e novos projetos


O que essa gatinha de olhos verdes tem que outras não tem? Vontade de fazer e acertar! Gabriela, ou melhor, Gabi Lopes, 22 anos, surgiu para o grande público interpretando uma personagem polêmica na novelinha “Malhação” em 2014. Mas para quem não sabe a garota já tem uma boa bagagem nas costas. São cinco filmes, quatro peças, vinte e cinco clipes, e um curta-metragem produzido nos EUA. Cheia de planos, de livros à aplicativo para as redes sociais, Gabi é ligada no 220V e sabe muito bem o que quer, seja na área profissional, seja na hora de uma boa paquera. Não tem quem a conheça que não game de vez! Nós adoramos o papo com essa promissora atriz que encanta não só por conta dos olhos, mas pela simpatia e o talento. Volte sempre Gabi, a casa é sua! #somosfãs!! (No final da entrevista ainda ganhamos um recadinho dela! <3)

Gabi, de repente mais de 1,5 milhão e seguidores. Como foi tudo isso? Te pegou de surpresa? Eu comecei a trabalhar como digital influencer aos 15 anos, desde lá novas redes sociais foram surgindo e os seguidores também! Hoje em dia isso já é orgânico pra mim, já me acostumei.

Você começou com “Malhação – Sonhos” em 2014, fez cinco filmes e filmou nos EUA. Como foi esse início de carreira? Sempre foi seu foco? Na realidade eu comecei a atuar com 8 anos de idade, participei de 6 séries de TV, 5 filmes e 4 peças de teatro, além de 25 clipes musicais. A “Malhação” foi meu início em novelas. Sempre tive vontade de atuar em novela e pude realizar um sonho. É muito diferente da calmaria do cinema e da arte do teatro, mas foi muito interessante para aprendizado. A Pri foi a primeira homossexual mulher da história da novela, me senti honrada em realizar esse papel. Depois me dediquei ao cinema rodando três filmes em sequência. Eu sou apaixonada pela sétima arte. Me encanta a atuação para o cinema e esse sempre foi meu foco.

E a estreia no cinema e o curta-metragem “Free Way”, filmado nos EUA? Como foi isso? Eu fui para o Estados Unidos com o intuito de estudar e acabou rolando essa participação no Free Way. Dirigido por Jared Kahn o filme americano foi um grande aprendizado para mim. Atuar em inglês é muito diferente, mas não é meu foco no momento. Sou brasileira e quero primeiro criar uma carreira sólida por aqui. Los Angeles é um sonho, que pretendo realizar. 

Como você percebe que as redes sociais impulsionaram sua carreira? Como você controla o que é público e privado? Como eu já faço isso há muito tempo, hoje já se tornou orgânico. Sem dúvida eu tenho filtro a respeito do que deve ou não ser postado. Eu acabo influenciando muitas pessoas através das redes, então que isso seja positivo. 

Com tudo isso vem o assédio. Isso já assustou ou atrapalhou algo? Por enquanto as coisas são bem tranquilas. Não costumo ser muito assediada. Mas adoro ser abordada por fãs. Sempre pergunto o por que gostam de mim e tento entender o que agrada mais o público. Funciona muito na hora de criar novos projetos.


Percebeu muita diferença em filmar nos EUA em relação a filmar no Brasil? Pretende seguir com a carreira internacional? São mercados e técnicas diferentes. É interessante conhecer e entender os dois. Os americanos são mais meticulosos e cumprem melhor com horário, por isso dá uma impressão de que as coisas funcionam melhor por lá. Nós brasileiros somos muito artísticos e fazemos o trabalho com amor e coração, sinto mais emoção por aqui.

O que te encantou no cinema na primeira vez em que foi filmar? Muito diferente do que imaginava? Eu era novinha, tinha 11 anos no meu primeiro filme. Fiz uma personagem cega. Lembro o quanto foi desafiador, mas tive muita ajuda da direção. Me encantei de primeira. Era tudo mágico. Os cenários, a equipe. Me apaixonei. 

Falando ainda em assédio, os caras tem se aproximado mais de você ou ficaram mais inibidos? Nesse ponto as mulheres são mais atiradas? Eu acredito que inibidos. Faz um tempo que não conheço ninguém legal, mesmo solteira. Eu acho que as mulheres hoje em dia estão mais pra frente, chegam nos homens. O que é ótimo, assim acabamos com o preconceito de que é responsabilidade masculina. Se as duas pessoas estiverem interessadas, vai rolar naturalmente.



Para um carinha te chamar atenção o que ele precisa ter e ser? O que te agrada? Precisa ter um sorriso lindo! É o que mais me atrai e nosso cartão de visita. Além de bom humor. Eu me apaixono por caras engraçados e leves. Eu sou muito boba. Precisa me acompanhar.

Você se acha sexy? Nem um pouco. Sem maquiagem tenho cara de 15 anos. Mas acredito que quando eu estou me sentindo bem e feliz, a sensualidade pode transparecer naturalmente. Não gosto de me sentir vulgar e nem de provocar algo que eu não sou.

Quando quer seduzir que “armas” usa? Depende da onde eu estou. Mas geralmente troco olhares. Fico olhando fixo, sem parar. Geralmente o boy vem falar comigo (risos). Costuma funcionar. 

Quando está com tempo livre onde é mais fácil te encontrar? Na minha cama. Deitada, relaxando, pensando na vida, fazendo planos. Gosto muito de ficar em casa. Me considero caseira. 

É mais do dia ou noite, o que faz sua cabeça? Eu sou muito ligada mesmo. Mais de 220V com toda certeza. Costumo ficar ligada de dia e a noite. Gosto muito da madrugada também, pra ler e escrever. Amo aproveitar a luz do dia para exercícios e tirar fotos.

O que mais admira em você fisicamente? E qual sua maior qualidade? Meus olhos verdes. Eu amo a cor, lembra natureza. Minha maior qualidade é generosidade. Adoro ajudar as pessoas, mesmo quem eu não conheço. Se estiver ao meu alcance, eu não meço esforços.

Quais os próximos passos? O que vem por aí? A carreira de atriz está ótima, vou me dedicar aos estudos agora e seguir com carreira focada no cinema. Estou me dedicando ao meu canal do YouTube: Gabi Lopes, onde retrato um pouco da minha rotina e viagens, e também ao aplicativo Gabi Lopes, com conteúdo exclusivo. Estou preparando dois livros que lanço no ano que vem. E recentemente abri uma produtora de audiovisual e elenco, a Young Republic. Estou numa fase de muito trabalho, amém!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

BAR: Vacuum - Infusões requintadas em drinks sólidos


Não é à toa que uma classe competente de profissionais de bar tem se debruçado em busca de elementos, formas, meios que levem simples drinks ao apogeu dos mais nobres paladares. Em busca por grandes opções de sabores, as infusões ganharam profunda atenção dos mais solicitados bares. A expertise dos Bartenders reeditou linhas de drinks inovadores e de sabores especiais. Em Real, alguns processos de infusões são conhecidos e estão em nosso dia a dia há muitos anos.

Em meio a tantas opções de infusões, a ideia de condicionar frutas e legumes com destilados em sistemas a vácuo tem realizado uma reviravolta no que imaginamos de sabores. A Realidade de comer frutas onde alguns percentuais de seus sucos foram substituídos por composições de coquetéis em sua estrutura nos leva a imaginar o que de tão grande pode acontecer nos mercados das misturas etílicas nas mãos de inteligentes Bartenders e mixologistas. 

A ORIGEM DO DRINK VACUUM

O drink Vacuum nasceu na busca por reais clássicos para os clientes que sentam em nossa mesa de bar. A necessidade de trazer o melhor e as mais intrigantes formas de servir eleva o nosso grau de grandeza por este cliente. No processo, definimos casamentos riquíssimos entres frutas com cocktails e deitamos esta união numa cápsula a vácuo. Neste processo, percebemos que as injeções do vácuo irão desprender o ar que está contido dentro das frutas, permitindo uma fusão do drink a elas. Ao final do processo, é estabelecida uma pressão de sucção onde a fruta recebe uma carga do drink para o seu interior.

Nos ingredientes naturais mais interessantes pra este processo está uma busca constante por novos elementos Afinal temos um país riquíssimo em opções e cada continente do mundo nos encanta com sua natureza própria já disposta na culinária. Para um bom entendedor disso, listo alguns dos mais utilizados.
Ervas – são especiarias para permitir sabores novos dentro da composição dos cocktails. Erva-doce, canela e capim–limão são fortes aliados e dicas certas de surpresas especiais.

Frutas cítricas – ganham grande versatilidade, pois possuem ricos sabores e suas cascas que os diferenciam do seu interior, trazendo assim maravilhosas uniões com outras frutas e bebidas.

Frutas macias - ganham total inclusão, pois suas cascas permitem penetração no processo. (As frutas de cascas grossas pedem uma atenção especial para a remoção da mesma)

Pimentas – se desejar acrescer um ardor ao drink, utilize sua carne. Caso queira apenas saborear e aromatizar o seu drink, utilize apenas as suas peles em proporções suaves.

Algumas frutas e legumes escolhidos para o processo, devem sempre passar por atenções especiais em seus pré-preparo. Avaliem sempre a necessidade de induzir a penetração do cocktail em suas carnes.

DESTILADOS INDICADOS

Neste processo de escolha dos destilados viajamos por diversas opções para a edição dos drinks. Um dos caminhos mais relevantes para se ganhar um cliente a sua mesa é entender qual sua origem e suas experiências em balcão mundo a fora. Lógico que a ideia de impressionar faz com que bons clientes estejam sempre a sua frente, certos de beberem os melhores drinks em todas as ocasiões. 




ENTRE SUGESTÕES DE ESCOLHAS ESTÃO: 

Vodkas – Esta permite que os outros elementos façam sua parte nas intenções de sabores.

Cachaça – Nos traz riquíssimos paladares nacionais ao processo.
Gim – Uma excelente escolha para impressionar paladares de altíssimas exigências.

Whisky e Rum -  Certo de agradar ao bons apreciadores deste universo de predileção. Dica: não abra mão de uma boa edição de produção e procedência.

Tequilas – faz uma releitura do sabor do agave aos nossos conhecimentos para esta bebida.

Opção de Flavor: licores, sucos e temperos pedem uma atenção para que não tenhamos sabores se sobrepondo. Nestas opções, as quantidades tem um ponto crucial ao resultado final das composições. 

COMPREENDENDO O QUE VAMOS BEBER/COMER

O mais objetivo de todos o processos é a boa comunicação dos destilados escolhidos com os outros elementos. Sem esta atenção, todo o processo causará mudanças mas, o que será mais importante são as fusões que elevam o boa apreciação. Também se faz importante entender que o fruto infunde com o destilado com melhor objetivo quando ele é ponderado ao cocktail, assim toda a sua estrutura estará construída para a melhor apreciação. 

COPOS E TAÇAS 

Dentre os variados modelos de copos e taças disponíveis para o bar, as taças e copos de bocas largas darão maior visibilidade e qualidade ao se apreciar os drinks. Estes devem ser servidos com pequenos pegadores. As opções de singelas tigelas de cerâmicas também têm grande aceitação nesse momento por dar uma releitura na forma de servir e atender.

Levar ao bar o maior conhecimento de mistura e, com isso, oportunidades encantar “e ficar encantado”, faz-me buscar cada vez mais elementos diferentes e especiais para nossas mesas. Essa será sempre um meta em nossas viagem pelos mundos dos cocktails e drinks para pessoas especiais como você. 
Cheers!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

EDITORIAL: Lazy Monning - Looks descolados para curtir em casa e um passeio rápido


Sabe aqueles dias em que você gostaria mesmo é de relaxar, demorar mais tempo na cama, curtir um livro, tirar o dia de folga... Quem não gosta? Seguindo essa ideia, criamos looks confortáveis, casuais para bons momentos em casa e que servem para um passeio informal. Peças que se combinam e dão um certo ar largado mas sem perder o estilo.