sexta-feira, 6 de março de 2015

CAPA: Ricardo Almeida, ícone da moda masculina

Indiscutivelmente Ricardo Almeida se tornou o estilista preferido de dez entre dez homens bem vestidos que prezam por elegância, conforto e qualidade. O estilista, que desde a infância, é ligado ao mundo da moda, vendas e comércio, iniciou sua jornada na Casa Almeida, loja do pai especializada em cama, mesa e banho. Primeiramente, ajudava na época de Natal, e logo passou a trabalhar em tempo integral, se tornando expert na área de vendas.

Na adolescência descobriu sua primeira paixão - motos! Ricardo saiu em busca de patrocínio para suas corridas e voltou para casa com um novo emprego -  representante de vendas. O contato com o ramo de confecção e o de produção começou aí, e isso era só o início de uma grande carreira. Em 1983, após alguns anos de trabalho, optou por começar um negócio próprio, trouxe uma equipe de quatro pessoas para dentro de sua casa e começou a esboçar o que seria a sua marca. Logo na sequência, montou uma pequena fábrica, e abriu a Ricardo Almeida Indústria. Na época, só fabricava para outras marcas e chegou a ter 40 funcionários.

MARCA DE SUCESSO 

A década de 90 foi significativa para a Ricardo Almeida. O estilista que sempre buscou os melhores tecidos e aviamentos para seus produtos, aproveita a abertura econômica do Plano Collor e começa a importar insumos. Consequentemente aumenta o custo de seu produto e alguns lojistas não aceitam os novos valores. Nessa época, o empresário resolve tomar uma posição radical - para de atender lojistas, diminui o quadro de funcionários e abre sua primeira loja própria, onde pode escolher as melhores matérias-primas sem se preocupar com preço de revenda por parte de lojistas.  
      
Acreditando sempre na qualidade da matéria-prima aliada a uma modelagem equilibrada, Ricardo participou de praticamente todas as edições de semanas de moda Brasileira, como o “São Paulo Fashion Week”, desde a criação do evento. Famoso por levar celebridades para as passarelas, Ricardo já contou com a presença de renomados atores, cantores, executivos e da top Gisele Bundchen. 
Com o intuito de aumentar o volume de produção, em 2010 abriu uma nova fábrica no Bom Retiro, em São Paulo, e investe pesado em tecnologia. Importa máquinas da Alemanha, aumenta o número de lojistas compradores, investe no plano de expansão, diversifica o mix de produtos e se adéqua à avalanche de produtos importados no mercado. 

Hoje, com mais de 25 anos de história, 12 lojas pelo Brasil com planos de chegar a 30 até 2016, um ateliê fechado em São Paulo, atualmente tem focado muito no mercado nordestino (com sua primeira loja em Recife) e diversos pontos de vendas multimarcas em todo o país. Seu trabalho é focado em peças de alfaiataria como paletós, calças e camisaria, porém, sua linha esporte, jeans, tricôs, couro e sapatos tornam-se objeto de desejo a cada coleção. 


Precursor da roupa sob medida lá no início dos anos 90, Ricardo desenvolve em seu ateliê o trabalho de “Personal Stylist” para clientes que necessitam de orientação especial ou desejam uma roupa exclusiva. Em sua lista de clientes estão o presidente Lula e o jogador Neymar, além de desenvolver figurinos para shows e novelas. A MENSCH conversou com exclusividade com ele para conhecer um pouco mais desse homem que virou um ícone da moda masculina.

Qual a razão do sucesso da assinatura Ricardo Almeida? A primeira coisa é que eu gosto do que eu faço. A segunda coisa é que eu me preocupo em fazer o melhor possível. Então eu me preocupo com o melhor corte, melhor matéria-prima, o melhor tecido, o melhor fio. O melhor tudo. Tudo que eu escolho é tudo o que eu acho que é o mais legal.  Não necessariamente precisa ser o mais caro de todos, mais caro de todos, mas com certeza o que tem mais qualidade.

Quais os planos para o mercado brasileiro e para a região Nordeste?Começamos no Nordeste vai fazer dois anos, a 1ª loja em Recife, depois em Fortaleza e em breve em Salvador. Acho que o mercado no Nordeste está crescendo muito, você tem por exemplo esse shopping RioMar, me surpreendeu bastante, com marcas bem fortes, acho que Recife tem um lugar no Nordeste com um posicionamento mais elitizado das marcas tops. Eu não isso em outras cidades, excelentes mas sem esse mercado tão forte. É um mercado com esse desejo mais forte. Muitas pessoas com poder de compra e que sabem o que é bom. No exterior não pensamos nada de imediato pois temos que trabalhar muito o mercado nacional. Estamos expandindo e temos muito o que fazer aqui no Brasil. Como citei, a região Nordeste que estamos iniciando nossas lojas e merece uma atenção especial. Tem muito o que se fazer aqui no Brasil.

Que estratégias inicialmente você usou para alavancar a marca Ricardo Almeida? Não foi bem estratégia, foi muito mais vontade de fazer a coisa bem feita que acabou o mercado identificando isso e também identificando que é bom você ter um produto de melhor qualidade. Por que o mercado descobriu que às vezes o barato é aquela peça que você compra e usa mais vezes. É o custo por usada. É por exemplo aquela peça que você compra por R$ 100, aí você usa 2 vezes por que aí ficou feia em mim e nem tinha vontade de usar tanto. Me custou R$ 50 por usada. Daí você tem outra peça que você paga R$ 300, três vezes mais, mas usei trinta vezes, ou seja me custou R$ 10 por usada. E eu curtia muito mais, me sentia mais importante usando ela, muito mais autoconfiante. Um monte de outras coisas. Então eu acho que o mercado descobriu isso, essa história do custo por usada, agregado a isso a autoestima toda em está com um produto diferenciado. Foi uma estratégia natural. No meu intuitivo fui trabalhando muito em cima desse mercado de luxo, e eu sei que hoje eu conheço muito desse mercado. 


Hoje a nossa estratégia é muito voltada em cima disso. No meu intuitivo. Eu sempre apostei sempre diferente. Nunca gostei em ir para onde a maré está indo. Sempre fui na contramão disso tudo. Por exemplo eu comecei a fazer roupa sob medida em 91, e hoje que é o maior sucesso. As pessoas falam “ah quero fazer roupa sob medida”, é um mercado diferenciado, a coisa exclusiva. Ninguém estava falando sobre isso, estão querendo alta produção com preço baixo, pra ter mercado de venda para se consumir em volume. E eu pensei sempre diferente. Ah eu vou comprar o tecido melhor na fora, vou produzir em menor quantidade, com melhor qualidade e com mais exclusividade. E sob medida. Ou seja, o contrário do que o mercado fazia. Nós sabemos nos preservar. Agente por exemplo nunca colocou um monte de marcar Ricardo Almeida. Tem gente que coloca um monte de marca na roupa, isso desgasta a marca. Cansa. Agente trabalha de vez em quando a logomarca pequena, o simbolozinho.

O homem está mesmo mais vaidoso? Hoje o homem por exercer mais a vaidade, ele vai para o salão, para academia, faz depilação, pinta cabelo... Coisa que há algum tempo atrás era totalmente discriminado o homem fazer isso. Ele viu que isso dá mais resultado. Além de resultado comercial, financeiro. Pois ele viu que isso dá mais resultado pois ele chega mais bem apresentável fica mais fácil ele ter credibilidade ou no produto que ele está vendendo ou na imagem dele, que ele quer passar. Isso dá resultado. Ele descobriu isso um pouco mais tarde que as mulheres e está aprendendo usar isso aí.


Como você consegue balancear a vida particular com trabalho? É possível? Atualmente não tenho balanceado muito isso. É trabalho, trabalho, trabalho... de vez em nunca, pessoal. Então realmente abandonei todo o meu pessoal para me dedicar totalmente ao trabalho nesses últimos três anos. Por que eu via uma perspectiva boa, de crescimento, tem crescido bastante. E estamos colhendo agora o trabalho de base já feito há muito tempo. Então desde 2010, temos trabalhando bastante. Estavam vindo as marcas de fora e falei que não íamos perder pra eles, vamos ter produto e preço melhor que eles. Eu sei que nosso produto é bom, tem qualidade. Sabemos que o mesmo produto lá fora, com a mesma qualidade, não é preço que eu vendo aqui.

A que você atribui o fato de muitos homens famosos escolher a Ricardo Almeida para vestir? Acredito que seja pela variedade de produtos. Na Copa do Mundo veio o jogador Nakata, ele é tido como um Ronaldinho no Japão, e ele foi na minha loja e viu um terno marrom. Ele virou pra mim e comentou que virou a Europa inteira e não tinha achado um marrom assim. E eu tinha três na minha loja, lindos. E ele comprou que ele não acreditou. E isso vai fortalecendo essa relação. Eles viram amigos nosso.

Alguma dica de estilo para o homem atual? Alguma peça básica? Eu sempre falo o seguinte, você pode até diminuir bastante, mas o homem de terno com gravata balança qualquer mulher. E dá muita credibilidade quando ele chega em qualquer lugar, por mais que falem que ele está muito arrumadinho, não deixa de passar uma imagem de respeito, de bem sucedido, de educação. Não tem erro!

Bastidores das fotos:

quinta-feira, 5 de março de 2015

BEBIDA: OS PAÍSES E SUAS CERVEJAS - As Particularidades das nações cervejeiras

Quando falamos em nações cervejeiras, logo imaginamos o Brasil no topo da lista, porém a realidade não é bem essa. Claro que o consumo é alto, afinal, somos um país enorme, mas se o assunto é tradição e cultura, ainda estamos engatinhando. Basicamente as principais nações cervejeiras são: Alemanha, Bélgica, Inglaterra e República Checa. Os Estados Unidos, embora não sejam considerados uma escola tradicional de cerveja, já mostram muita criatividade em suas criações. Vamos viajar pelo mundo das cervejas?










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quarta-feira, 4 de março de 2015

PALADAR: Herança oriental e um dos símbolos da culinário nipônica em Recife ganha novos ares

Um dos símbolos da culinária nipônica no Recife, o restaurante Sushi Yoshi, ganha novos ares. Após uma reforma de quase dois meses, o restaurante comandado por uma das maiores referências no assunto reabre suas portas com novidades no cardápio, no espaço físico e na administração. Agora, ao lado do mestre Yoshi Matsumoto, atua o sobrinho, André Saburó, igualmente prestigiado chef de cozinha e empresário. Duas gerações da família que traduzem bem o que é a cozinha japonesa no Brasil - um elo entre a tradição e a contemporaneidade. 

A reforma deixou o espaço físico ainda mais confortável e acolhedor com um menor número de lugares (que passou de 62 para 40). Alguns ícones japoneses foram destacados - o tori, o portal japonês na entrada do restaurante, foi preservado e, ao lado dele, pode-se admirar um belo kimono feminino exposto. Das mesas dá para acompanhar o movimento da cozinha, que trabalha silenciosa no corte e na montagem dos pratos. Para completar, o recanto ganhou trilha sonora que pode ser ouvida ao fundo, com músicas típicas. 

Saburó, trouxe para o restaurante do tio sua expertise administrativa e também seu tino para compor cardápios equilibrados. Foram agregados aos best-sellers do Sushi Yoshi alguns sucessos do restaurante de Saburó, o Quina do Futuro – outro endereço fundamental para quem aprecia a cozinha japonesa de qualidade. A sessão de entradas ganhou o misso ebi nabe (R$ 17,30, a meia porção; R$ 26,30, a inteira), uma quente e revigorante misoshiru acrescida de camarões, shitake e legumes. 



De herança do Quina, veio também o yokubou (R$ 38,70), composto por filé de salmão, com cebolinhas tostadas e camarões flambados servidos ao molho de saquê e gengibre. Alguns pratos ganharam nova versão. É o caso da famosa Colina de Atum, que agora é servida em versão mista, de atum com salmão, com molho especial. Para os que não dispensam uma promoção, de 2a a sábado o comensal pode pedir o Big Yoshi (13 peças fixas de sushis variados, R$ 28,90), com uma pequena amostra do que a casa oferece. No quesito sobremesa, entre as sugestões da está um belo cheese cake de chá verde para finalizar a refeição.

Sushi Yoshi
Funcionamento: De terça a sábado, a partir das 18h30.
Rua Padre Luiz Marques Teixeira, 155, Boa Viagem - Tel.: (81) 3462-2748

terça-feira, 3 de março de 2015

TECNOLOGIA: SMART CITIES E AS COISAS DA INTERNET

Smart Cities uma necessidade natural de evolução humana nos cenários urbanos ou uma tendência mercadológica mundial criada e estimulada por grandes corporações? Para entender melhor as “coisas da internet das coisas” debater é o caminho para melhoria da vida em sociedade. Em busca de convergência e integração entre diferentes áreas do conhecimento encontros são realizados em todo mundo para compreensão e popularização do tema visando criar ambientes criativos. O Brasil que na área de eventos, criatividade e tecnologia sempre se destaca, segue a tendência promovendo eventos que fomentam excelentes oportunidades de negócios e servem de vitrines para o mundo. 

Nesse sentido, a Campus Party, maior feira de tecnologia do mundo, é um excelente exemplo. O evento trabalha dentro das tendências mundiais e na edição 2014 de Recife trouxe, pelo segundo ano consecutivo, a temática Internet of Things - IoT (internet das coisas) para as luzes dos holofotes, com o apoio do Grupo Telefônica do Brasil, na pessoa do Presidente Antonio Carlos Valente, que esteve presente na abertura, reafirmando a importância do tema para a companhia e de eventos como a Campus para a formação da cultura digital e empreendedora. Nesta edição, além das palestras voltadas ao tema, um Hackathon (desafio digital), foi realizado, o desafio consistiu em formar grupos durante o evento, dispondo de algumas horas para criação, desenvolvimento e apresentação de soluções inteligentes para melhoria da qualidade de vida nos centros urbanos. As ideias vencedores do "Hacker Cidadão 2.0" foram: 1. Coffee Source - um protótipo de automação que permite programar os horários para ligar uma cafeteira. 2. House Climate - solução de automação residencial para economizar energia elétrica através da medição da quantidade de luz externa. 3. Segurança Industrial - um robô autônomo que monitora ambiente gerando informação sobre umidade, fumaça e gases nocivos.

Em entrevista a MENSCH, o curador da trilha de Smart Cities na Campus Recife, o pesquisador das áreas de engenharia de software e sistemas distribuídos aplicadas no contexto da Internet das coisas desde 2011, especializado nas temáticas de cidades inteligentes (Smart Cities) e pessoas inteligentes (Smart Citizens), Professor Kiev Gama do Centro de Informação da UFPE (CIn), afirmou que os resultados do evento foram muito positivos e sinaliza a possível continuidade do tema na #CPRecife 2015. Segundo ele, o termo “Smart City tem sido estudado há muito tempo aqui no Brasil só que pelo pessoal de Ciências Sociais, já no início dos anos 2000, porém com foco voltado para a economia criativa”.

1)  Bruno Souza, Presidente do Instituto Campus Party;
2) Abertura da Campus Party 2014; 3) Público lotou a Campus
Party para participar das palestras;  4) Emação
Outro projeto que merece destaque na Campus Party Recife 2014 foi o Startup&Makers, que trouxe oportunidade de capacitação e desenvolvimento de negócios, trabalhando as trilhas educação, saúde, negócios sociais, economia criativa, tecnologia da informação e cidades inteligentes. Segundo o curador do projeto Prof. Genésio Gomes, mentor da Rede Células Empreendedoras da UPE, “Hoje passamos por diversos problemas sociais e ambientais nas cidades. O debate sobre a criação de cidades mais inteligentes que atendam melhor à população, de todas as classes, se faz cada vez mais urgente, o Governo parece não conseguir por si só resolver as questões.” A Rede Células acredita que a Campus Party tem um papel fundamental na formação de Smart Citizens (cidadãos inteligentes), ou seja, agentes sociais que assumam o protagonismo nas transformações dos centros urbanos onde vivem, pois de nada adiantaria soluções tecnológicas incríveis se os cidadãos se mantivessem passivos. O Prof. Genésio Gomes afirma ainda “Acredita-se que soluções possam vir do empreendedorismo, ou seja, de soluções inovadoras que venham a ter impacto no melhor desenvolvimento das cidades, transformando assim um problema social em oportunidade de crescimento.” Dentre as ideias vencedoras, destaque para a startup ganhadora da trilha de Smart City, a Cidadão 21 uma solução de desburocratização governamental. 

A multidisciplinaridade entre os projetos foi outro ponto diferencial nesta edição da Campus Recife, projetos vencedores do Hackathon de Cidades Inteligentes receberam como parte da premiação, consultorias da Rede Células Empreendedoras e o acesso ao curso BOTA PRA FAZER da Endeavor, maior organização de empreendedorismo de alto impacto do Brasil. 

Na condição de mentora na Rede Células e da trilha de economia criativa no projeto Startup&Makers na Campus Recife, fui convidada pela MENSCH a cobrir o evento e relatar minhas experiências com o tema Smart City e seus projetos. As experiências vivenciadas foram únicas, as conexões, interfaces e negócios fomentados foram incríveis e posso garantir que ‘as coisas da Internet’ são verdadeiros convites a um futuro integrado e inteligente. Para tanto, é necessário abrir a mente (open mind) para integrar novos conhecimentos, sempre com atenção máxima aos riscos, lembrando que a capacidade de assumir riscos é uma das bases da Inovação! As mentorias oferecidas durante o evento criaram um ambiente descontraído e acessível à troca de experiências e conhecimento, tornando fértil o campo da criação e integração. 

Para entender melhor o tema podemos começar dizendo que “Internet das Coisas” pode ser considerada o asfalto da Smart City, sendo capaz de provocar uma verdadeira revolução social usando a tecnologia de informação e comunicação como agentes transformadores dos ecossistemas para melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos. 

Em pleno século XXI vivenciamos o fenômeno da urbanização em escala mundial, que traz consigo grandes desafios tais como, a crescente concentração populacional, o aumento dos níveis de consumo, necessidade de mobilidade, o aumento da demanda por segurança e a participação nas decisões. Isso exige uma mudança radical de comportamento da sociedade, principalmente dos gestores públicos. Segundo estudo divulgado pela Schneider Electric, até 2050, 70% da população mundial estará ocupando as cidades. Mesmo ocupando apenas cerca de 2% da superfície do planeta, as cidades detêm metade da população global e para acomodar todo esse crescimento será necessário construir uma imensa infraestrutura urbana. Se essa migração cada vez mais veloz e predatória não for bem planejada, os centros urbanos atuais serão levados ao colapso. Os centros urbanos que no passado levaram milênios para serem erguidos, agora terão cerca de 40 anos para se adaptarem à nova onda de consumo.

Alguns países têm como desafio adaptar antigas estruturas das cidades à nova infraestrutura necessária para implantação dos conceitos gestores da Web, como é o caso de Londres, Paris, Barcelona, Rio, entre outras grandes cidades. Todavia, já encontramos 3 Smart Cities totalmente planejadas a partir do zero, ou seja, as coisas destas cidades já nasceram inteligentes, são elas: New Songdo em SEUL, na Coréia do Sul, Masdar em Abu Dhabi nos emirados Árabes e PlanIT localizada próxima a cidade do Porto em Portugal. Um verdadeiro “boom tecnológico” que pavimenta o caminho da Internet das coisas fomentando o consumo e tráfego de informação e criando novos mercados com investimentos bilionários. 

Seja por modismo, promovido pelas grandes corporações, ou pela evolução natural da sociedade, a realidade é que as Smart Cities já são reais e brotam por todo o globo fazendo os atores tradicionais como governos, urbanistas, promotores imobiliários, sociedades dialogarem e trabalharem lado a lado com grandes empresas de tecnologia e informação.

Para poder classificar uma Smart City diversas variáveis são usadas tais como: mobilidade inteligente, cuidados ambientais, qualidade de vida, boa economia, boa governança e pessoas criativas com capacidade de inovar nas soluções oferecidas à sociedade. O fato é que, para uma cidade ser considerada inteligente ela precisa empregar iniciativas inteligentes possuindo uma comunidade eficiente, habitável e sustentável. Uma cidade inteligente é o lugar onde todos os habitantes possuem comportamento proativo perante o meio ambiente que vivem, onde as pessoas fazem escolhas baseadas em informações inteligentes, buscando o equilíbrio entre qualidade de vida, meio ambiente e competitividade, nos centros urbanos. 


Os primeiros estudos sobre Smart Cities foram desenvolvidos na década de 80 pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em sua cidade laboratório conhecida como Senseable, analisando as mudanças dos padrões humanos com visão crítica, antecipando tendências e tornando possível a conexão do mundo físico ao mundo digital por meio da web. A massificação da internet nos anos 90 trouxe com ela o termo Smart City, que sugere um mundo cada vez mais interconectado, não apenas com as pessoas se comunicando e sim cada vez mais objetos “falando” uns com os outros. As primeiras soluções da internet sobre objetos surgiram voltadas à área de medicina. A popularização da internet das coisas se tornou possível graças à disseminação da banda larga móvel, da drástica redução de custos dos chips, da miniaturização da tecnologia e da disseminação da cultura da visão holística. 

De acordo com a consultoria Internacional Data Corporation (IDC), cerca de 212 bilhões de dispositivos estarão conectados até o final de 2020, um mercado com potencial de movimentar de cerca de US$ 300 bilhões de acordo com as previsões da Gartner, uma das maiores consultorias do mundo. Grandes corporações já identificaram esse movimento e investem pesado não apenas em aparelhos móveis, como também em aplicativos e soluções capazes de transformar toda essa massa de informação, em dados inteligentes para conteúdos usáveis. A IBM, a Cisco, a Intel, a Microsoft e mais recentemente a Google, apresentam-se como locomotivas dessa evolução dando início à corrida pela conexão entre pessoas e objetos, integrando cada vez mais utilitários e tecnologia aos seres humanos, por exemplo, o dressing technology (tecnologia de vestir) destinado a diversas finalidades com criações tais como: o Google Glass, a pulseira Nike+FuelBand, o Like-A-Hug uma jaqueta criada pelo MIT que simula um abraço ou ainda a T Jacket uma jaqueta de terapia para ajudar crianças com autismo.

Os princípios básicos para a organização de uma Smart City são: motivação ao trabalho multiperspectivo entre as pessoas, construção do fluxo bidirecional de informação, percepção contínua e adaptação à mudança. Cidades inteligentes são ativadas pela automação das coisas que as compõem e têm na coleta e interpretação de informações sua essência para a compreensão dos ecossistemas. 

O uso da tecnologia da Smart City se articula em quatro níveis: sistemas de medida, redes de telecomunicação, centros de gestão e inteligência (Analytics). Esta complexa rede multidimensional tem componentes interligados com sensores de identificação que funcionam por meio de radiofrequência (RFID) e medidores inteligentes, ou seja, sistemas dos sistemas, que compõem a infraestrutura básica. A maioria dos dispositivos móveis existentes são equipados com geolocalizadores, que voluntariamente, ou não, estimulam a alimentação de informações, usando as pessoas como sensores, crowd sense, muitas vezes através da gamificação, que se mostra excelente opção para adesão voluntária dos agentes, ajudando o mapeamento e controle do sentido para onde a humanidade caminhará, ou seja, dos padrões de comportamento e consumo. 

Os principais vetores para desenvolvimento de uma Smart City são: saúde, educação, mobilidade urbana, energia, sustentabilidade (água, resíduos, ar e biodiversidade urbana), segurança, iluminação, transparência governamental/e-Gov, centro de controle integrado, desenho urbano, tecnologias de computação em nuvem, cultura inteligente, turismo, energia renovável e redes inteligentes. Vale ressaltar que devido à complexibilidade desta rede as localidades não conseguem trabalhar todas ao mesmo tempo ainda. O planejamento estratégico neste caso torna-se fundamental, elegendo linhas de ação prioritárias. A Europa desponta como líder mundial na promoção de iniciativas de cidades inteligentes em seu planejamento contemplando 9 desses vetores. Já o Rio de Janeiro elegeu 4 áreas como prioridades - mobilidade urbana, água, iluminação e sistemas integrados contando com uma central de operações que reúne e integra 30 secretarias em um mesmo local. Todavia, as iniciativas para implementar os projetos de cidades inteligentes no Brasil ainda estão embrionárias passando pela necessidade de viabilidade técnica, econômica e regulatória. 

O Centro de Informações da UFPE (CIn) desponta como um importante centro de referência na área de tecnologia, construindo plataformas de pesquisas e soluções criativas. Trabalha com parcerias importantes dentre elas por exemplo: com o MIT, desenvolvendo pesquisas que buscam entender a gestão dos resíduos. A ideia é mapear onde estes resíduos são coletados, por onde passam, onde e como terminam se são reciclados ou destinados a lixões. Ou com o Instituto SENAI de inovação e pesquisa que atua visando entender padrões de deslocamento no trânsito de Recife com semáforos inteligentes. 

Integrar a internet as coisas banais do dia a dia, transformando-as em coisas divertidas ajuda a gerar algo maior, com soluções muitas vezes simples pode-se obter a colaboração dos agentes sociais com maior facilidade, tirando a impressão de obrigatoriedade, punição e de algo chato. Quando transformamos degraus de um metro em teclas de piano além de convidarmos as pessoas a interagirem e brincarem com os utilitários urbanos, estamos estimulando exercícios físicos. Quando lixeiras acendem luzes diferentes para cada tipo de resíduos que se convertem em algum bônus, estamos educando ambientalmente, como por exemplo o metrô de São Paulo que instalou coletores de embalagens de xampus que geram créditos para celular. 

As Smart Cities no início eram focadas em tecnologia, hoje os holofotes voltam-se para as pessoas protagonizarem as transformações dos seus ambientes. Talvez quando as Smart Cities estiverem equilibradas e em completa integração com os Smart Citizens, poderemos afirmar que estas cidades são inteligentes! 
A colaboração é algo vital para tornar uma cidade inteligente, com isto estamos falando de mudança de cultura o que não é tarefa simples. São necessários anos e anos de esforços, investimentos na adaptação dessas mudanças, quebrando paradigmas, se consolidando no mercado pela participação e co-construção dos territórios, onde fonte, personagem e público se misturam. 

No início quando tudo era focado para tecnologia, a aplicação da internet das coisas era visualizada pelo governo tão somente para monitorar seus cidadãos, pois a possibilidade de cruzamento de dados tem enorme promessa de melhoria dos serviços públicos e privados. Porém, como afirma o prof. Kiev Gama, “Não é só tecnologia por tecnologia, tem pessoas do outro lado que podem e devem ser empoderadas também para que os projetos se viabilizem de fato.” Ele cita que Recife tem se destacado por desenvolver iniciativas em contraponto às Smart Cities, como por exemplo o “Recife: The Playable City” um programa idealizado pela Watershed em parceria com o British Council e o Porto Digital o qual trouxe um lado lúdico, fazendo as pessoas interagirem com a cidade de forma diferente, independentemente de estarem conectadas a tecnologia.

Talvez os maiores dificultadores do processo de implementação dos sistemas inteligentes sejam as questões relacionadas às pessoas, pois nem todos se sentem à vontade dentro deste panóptico, sendo observados e controlados principalmente pelos agentes públicos. Questões como ética, privacidade e segurança dos cidadãos, apresentam-se como desafios a serem ultrapassados. De acordo com o Prof. Kiev Gama, “Há um debate grande acerca do direito ao acesso e anonimato. A maioria das pessoas não quer ser vigiada, principalmente pelos governos.” Dados pessoais são informações sensíveis e valiosas que devem ser tratadas de forma segura, respeitando a privacidade e os direitos de acesso, retificação ou cancelamento obrigatório, conhecido também como “direito de ser esquecido”. Para fomentar os debates e soluções nas áreas, ainda segundo o Professor Kiev, em 2015 será realizado em Recife o Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC), que trará o tema sugerido pelo também Professor do CIn Silvio Meira "A internet de tudo toda observada”, onde especialistas de diferentes localidades virão discutir o futuro e a segurança das coisas na web.


segunda-feira, 2 de março de 2015

ESPORTE: ULTRAMARATONAS: TESTANDO O LIMITE DO CORPO E DA MENTE

Esqueça as corridas no parque ou na praia, as ultramaratonas vão além do desejo de uma atividade física ao ar livre, elas são uma grande prova de resistência, de perseverança e de desejo de superação.

As Ultramaratonas são assim chamadas por superarem as maratonas tradicionais em distância e tempo. Maratona comum vai até 42, 195 m, acima disso já se considera ultramaratona e o tempo varia entre 6, 8, 12 e até mesmo 48 h de prova. Nos EUA a coisa fica mais difícil, já que por lá pra ser considerada ultramaratona a prova tem de ser acima de 100 km. Antes desconhecidas, as ultramaratonas vêm ganhando mais adeptos e mais provas ao redor do mundo, entre as consideradas mais difíceis estão:

DESAFIO DOS CAMPEÕES (CHALLENGE OF CHAMPIONS)Vale da Morte – Califórnia, com 217 km e ascensões verticais que incluem três cadeias de montanhas no percurso. Além disso, a temperatura pode chegar aos 50º em determinados trechos da rota.

BEAST OF BURDEN WINTER 100 MILER160 km de desafios incluindo correr na neve, já que a prova se dá no rigoroso inverno de Buffalo, nos Estados Unidos.

SPARTATLON / Grécia
SPARTATHLONDistância de 246 km percorridos entre Atenas e Esparta, na Grécia. Uma curiosidade sobre esta prova: ela tem o objetivo de traçar os passos de um mensageiro ateniense enviado a Esparta no ano 490 A.C. para buscar ajuda contra os persas na Batalha de Maratona.

ULTRAMARATONAS DA ÁFRICA DO SULA terra dos corredores natos tem mais de uma ultramaratona. Entre as principais estão a Two Oceans, tida como a mais bela maratona do planeta, na Cidade do Cabo. O percurso é de 56km, com várias oscilações de percurso e a mais famosa de toda, a Comrades.  O trajeto inclui muito sobe e desce por estradas asfaltadas e altitudes elevadas. É também uma das provas mais longas, o tempo-limite é de 12 horas.

E por falar em Comrades, a MENSCH encontrou um ultramaratonista pelas bandas de Recife que compete nesta prova e tem uma trajetória bem bacana quando se trata de corridas. Eduardo Neves, o Crácrá, tem 46 anos é casado, pai de 3 filhos, professor universitário e gerente de vendas. A primeira vista um homem comum não fosse sua paixão pelas corridas e o fato de ser um ultramaratonista.

Amante dos esportes desde cedo, Eduardo não faz a linha sedentário que resolveu praticar esportes, ela já praticou várias modalidades, mas nunca foi muito de correr, irônico, não? Uma corrida aqui, outra ali e ele chegou as maratonas convencionais de 21 km até que atendendo o convite de um amigo em agosto de 2012 entrou pro ACORJA – Amigos Corredores da Jaqueira, grupo de corrida que frequenta o Parque da Jaqueira no bairro de mesmo nome na cidade de Recife.

Participar do grupo fez com que as corridas entrassem de vez na vida do Crácrá que começou a levar a brincadeira mais à sério com o objetivo de correr maratonas. Ele sabia que não seria fácil e que as dificuldades seriam muitas, mas virou um vício bom e as maratonas passaram a não mais satisfazer nosso corredor que foi em busca de mais: as ultramaratonas.


INCENTIVO 

Família e amigos são grandes torcedores de Eduardo, mas quando o assunto é correr com ele aí já não se tem tantos adeptos, “sou um entusiasta das corridas, a bronca é que quando convido alguém para correr eles se assustam pensando que é para as mesmas distâncias que faço” (risos). Desde setembro deste ano Eduardo está incentivando um grupo de corrida de torcedores do Náutico, todas as quintas em um percurso leve de 6,5K e o número de participantes só vem aumentando. 

DESAFIOS 

Correr é sem dúvida um desafio, e em grandes distâncias então, mais ainda. “Em termos de distância foram as duas provas de 100 quilômetros do Desafio do Frio, em 2013 – Garanhuns-Caruaru e agora em agosto 2014-Caruaru-Garanhuns, fazendo o Back to Back" Mas sem dúvida para o Eduardo o maior de todos os desafios foi o que chamou de Projeto Comrades que dividiu em dois trechos - Disputar a Maratona de Santiago no Chile em pleno terremoto para me qualificar para a Comrades Marathon e ter ido sozinho para a África do Sul, “falando um inglês “macarrônico” para disputar a Comrades Marathon de 89 quilômetros, o detalhe é que até então eu nunca havia saído do Brasil.”

COMRADES MARATHON – ÁFRICA DO SUL 

Quando começou a praticar corridas de longas distâncias Eduardo não sabia da Comrades, uma das mais antigas ultramaratonas do mundo, que acontece na África do Sul, mas foi só ficar sabendo que ele se colocou no desafio de participar. Em 2015 a Comrades estará na sua 90ª edição com uma expectativa de mais de 23 mil inscritos do mundo todo, mas já em 2014 Eduardo fez sua estreia competindo com mais de 20 mil atletas, entre eles 161 brasileiros. Segundo ele foram 89 km de pura emoção e uma organização perfeita. “Já estou inscrito para a prova de 2015, vou lançar um projeto para conseguir patrocínio para financiar os custos como fiz agora em 2014”. 

A Comrades é conhecida como a Rainha das Ultramaratonas e a cada ano ela alterna o sentido do percurso, em um ano do interior para o litoral, como foi neste ano de 2014, e no outro do litoral para o interior, como será em 2015. Quem faz estes dois percursos nos dois primeiros anos de participação da Comrades é condecorado com a medalha Back to Back e recebe um destaque e Eduardo será o primeiro do nordeste a realizar este feito. Guardando as devidas proporções, a Comrades, em termos de importância para a África do Sul, é como a São Silvestre para nós brasileiros. São mais de 20.000 corredores onde mais de 70% consegue completar dentro do limite de tempo de 12 horas. Após as 12 horas os portões são fechados e se você tiver a um passo de completar e não passar, para a organização, é o mesmo de não ter corrido. Há vídeos das chegadas que são muito tensos, com as pessoas caindo de cansaço e não conseguindo completar a poucos metros ou menos que isso. 

Em termos de distância ainda existem provas maiores, o Desafio do Frio em Pernambuco por exemplo tem 100 Km, mas uma das grandes dificuldade da Comrades é que a prova ocorre em dois sentidos o denominado Down, que é do interior para o litoral onde você sai de uma altimetria de 680 metros, vai até 870 e depois desce até o nível do mar, este tem 89K e o percurso Up que vai ao contrário com uma diferença ao invés de 89 Km são 87 Km. No interior a cidade é a PIETERMARITZBURG e no litoral a cidade portuária de DURBAN, onde o Brasil jogou na Copa do Mundo FIFA de 2010. 

Para participar da Comrades 2015 o Crácrá tem treinado muito, aumentou a rodagem semanal para 60Km e depois da Maratona de Florença, que escolheu omo qualificação para a Comrades, passará a fazer treinos de altimetria mais elevados, usando a BR 423 na chegada a Garanhuns, como também a Serra das Russas e a BR 408. Devido ao trabalho Eduardo não pode viajar com a antecedência ideal para a corrida, chegará quase que na véspera da corrida, isto é ruim, pois o cansaço da viagem e o fuso horário de 5h a mais terminam confundindo o atleta, mas persistência é seu o forte. 

CORRIDAS E MUDANÇAS 

“A satisfação cada vez que eu fazia um percurso maior foi o principal fator de motivação. Superar os próprios limites dá a Eduardo cada vez mais incentivo para continuar a prática desportiva e a encarar os desafios de forma diferente. “Sempre utilizando o lema de fazer com alegria. Eu corro feliz e o grupo tem ajudado bastante nisso.” Ter o apoio da família é fundamental. Como não é um velocista a performance é nas distâncias e ser reconhecido por isso faz Eduardo se sentir como exemplo e motivação para os outros.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CAPA: Morgane Martin, a super "blondy girl" que tem esquentado a telinha

A bela super blondy girl Morgane Martin, que arrebatou corações ao aparecer em dose dupla, na telinha, com sua irmã gêmea na série o Caçador e deixou muita gente encantado e querendo saber quem eram aquelas duas deusas. Morgane ainda apareceu ao lado da irmã Mônica, no programa do Multishow “Ensaios & Cliques”. E novamente aquela pergunta, “quem é aquela loira?”. Bem, a MENSCH foi atrás de Mogane para conhecer um pouco de sua trajetória e produzir um ensaio exclusivo. Fim do mistério!

Morgane, você tem uma irmã gêmea, que eventualmente atua com você em alguns trabalhos, como é o relacionamento de vocês. Rola ciúmes, cumplicidade, competição, como é isto? Tenho imensa felicidade quando posso realizar um trabalho com minha irmã gêmea Mônica Martin. É sempre um apoio e um suporte emocional, e temos uma relação super saudável onde uma sempre torce pelo sucesso da outra. 


Você atuou na minissérie global "O Caçador", onde interpretou uma garota de programa, como foi a experiência? Eu me senti uma menina de sorte em poder estrear na TV em um seriado de tanto sucesso como foi O Caçador. Além de poder contracenar com um ator consagrado, como Cauã Reymond, que foi muito generoso em cena. Tive a alegria de contracenar com minha irmã Monica também, e o privilégio de ser dirigida por um grande diretor, José Alvarenga.   
           
Sua formação veio do teatro, você considera que esta preparação ajuda na hora dos testes para TV e cinema? como você transita nestes 3 universos? A minha formação é em teatro, eu acredito que é a escola essencial para se tornar um grande ator. É indispensável o ator ter o teatro na sua vida. O teatro é a base, o que dá chão, abre os horizontes. Apesar da linguagem do teatro ser diferente do cinema e da TV, faz toda diferença na interpretação o mergulho no universo do teatro.
       
O que você faz para manter a forma? Gosto de manter o contato com a natureza, que me traz leveza, energias boas, disposição para o dia, por isso tento realizá-los de manhã. Corro na praia, pratico stand up, kitesurf e também faço academia e Pilates.    

Você passou por um quadro no Domingão do Faustão, “Tem Gente Atrás”, isso fez muita gente ir atrás de você? Como você lida com fãs, mídia e assédio? (risos) Foi uma experiência maravilhosa fazer parte do Domingão do Faustão no quadro TEM GENTE ATRÁS. A equipe era simplesmente uma grande família e a gente brincava que ganhava para se divertir. O grupo era tão unido, que o trabalho se tornava leve e divertido. Também era gratificante poder receber o carinho das pessoas que acompanham seu trabalho que a gente simplesmente faz para eles. 
                                                          
Você se considera naturalmente sensual, ou este é um ingrediente que você usa quando necessário? Eu não me considero nem um pouco sensual. Sou tímida, mais reservada, magra, mas a sensualidade pode estar no olhar, no sorriso. Acho que são as coisas mais encantadoras.       
              
Você sonha em construir uma família, casar e ter filhos? Eu sou super família. Espero poder ter um companheiro maravilhoso ao meu lado e que na hora certa possamos ter um filho também.
                                      
Você sente alguma dificuldade ou timidez, caso haja no script cenas de sexo? Eu sou atriz e preciso deixar meu corpo à disposição para ser o outro. Acho sim uma cena de sexo delicada, porque pode ser de muitas maneiras, dependendo do contexto, como violência ou amor, mas eu teria um suporte de preparação para conseguir realizá-la. 
                                     

Como é o mapa para chegar ao coração de Morganne Martin? Primeiro olho o sorriso e o olhar da pessoa. Preciso enxergar verdade, confiar nela. Gosto de alguém bem humorado que leva a vida de uma forma leve.  


Qual seu maior sonho de consumo? Amo o mar, queria ter um barco a vela e aprender a velejar.     
           
O que é que não pode faltar na personalidade de um homem? Gosto de homens de personalidade forte, no sentido de serem decididos, saberem o que querem, inteligentes porque é importante você ter alguém com que possa conversar, trocar ideias. E sinceridade sempre para que a relação seja construída com confiança e de forma saudável.

Quais são seus projetos para o futuro? Atualmente estou em um projeto de um curta metragem, "ROBERT QUÉ CASÁ", dirigido pelo cineasta Silvio Coutinho e foi filmado em novembro passado, no interior do Rio de Janeiro. Gosto muito de cinema e pretendo me dedicar a essa área e a dublagem.     
         
Deixe uma mensagem para os leitores da MENSCH... "Quando encontrar um obstáculo grande na vida não desanime ao passar, pois com o tempo ele se tornará pequeno, não porque diminuiu mas porque você cresceu" Nelson Mandela

Fotos Kadu Niemeyer
Produção executiva e direção criativa Márcia Dornelles (www.mdproducoes.com)
Beleza Guto Moraes
Styling Xico Gonçalves
Agradecimentos Rede Windsor Hotéis

Morgane Martin veste: 
Look 1 - Hot Pants Patricia Vieira, blusa renda Acostamento, Acessórios Panna, Sandália Morena Rosa; Look 2 - Vestido Lezalez, Sandália Morena Rosa, Joias Panna; Look 3 - Blusa Acostamento; Joias Panna

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

MOTOR: Triumph em pistas nacionais para acelerar o mercado de grandes motos

Para os amantes dos motores uma boa notícia - das 3 novidades da Triumph apresentadas na 71ª edição da Esposizione Internazionale del Ciclo e Motociclo (Eicma), o tradicional Salão de Milão, na Itália, uma será aproveitada em terras tupiniquins. A Thunderbird Commander evitará aquela inveja dos italianos que contam com as Thunderbird Commander, a Thunderbird Light Tour (LT), a América Light Tour (LT) e a Tiger 800 Special Edition.


Segundo o pessoal da Triumph, a Thunderbird Commander tem motor robusto, chassi refinado, aparência que chama atenção e conforto pra quem pilota. Tudo isso por trazer o motor de dois cilindros paralelos de maior capacidade do mundo e uma moderna engenharia de base que traz um duplo comando de válvulas e um virabrequim com intervalos de ignição de 270°, um fornecimento de combustível administrado por um sistema de injeção sequencial e uma correia de transmissão final que proporciona uma longa vida útil e pouca manutenção. A motocicleta utiliza a mesma tecnologia e motorização da Thunderbird Storm, já disponível no Brasil, incluindo o motor T-16, com 1.699 cc, capaz de gerar 98 cv de potência e 156 Nm de torque. A principal inovação da Commander é o seu visual custom mais tradicional, com o uso de diversos componentes cromados. 



No Brasil a marca inglesa espera atingir um volume de vendas de 3.500 motocicletas (independente do modelo) elevando o país a posição de quinto maior mercado. A chegada da marca por aqui foi com os modelos Tiger 800XC, Tiger Explorer, Bonneville T100, Thunderbird Storm, Speed Triple e Rocket III Roadster. A Triumph vai ampliar a capacidade de produção nas suas sete fábricas – sendo duas na Inglaterra, três na Tailândia, uma no Brasil e uma na Índia. A fábrica brasileira em Manaus está sendo ampliada para produzir os novos modelos que estão chegando, evitando a necessidade de importação que gera custos mais altos.

 Veja vídeo Thunderbird:

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

DIÁRIO DE BORDO: O BELO LITORAL ALAGOANO POR EROM CORDEIRO

Poucos quilômetros após as praias mais conhecidas do município São Miguel Dos Milagres, litoral Norte de Alagoas, está a quase deserta Praia do Patacho. Um grande coqueiral a perder de vista e casas simples na rodovia que vai em direção à cidade de Porto De Pedras, onde uma barca faz a travessia para os municípios de Japaratinga e Maragogi. Antes de chegar a Porto de Pedras, entrando a direita de quem vem de Maceió, um túnel feito naturalmente pelas árvores te levam a esse pedaço de paraíso.

Lembro do Patacho, quando criança, fui passar Carnaval com minha família na casa de meu tio Álvaro em Porto de Pedras. Lembro de caminhar de manhã pela praia e ficar intrigado com a maré baixa e ver o céu refletido no mar que, de tão parado, ficava por conta da proteção natural de uma barreira de corais que se estende até o litoral pernambucano. Dos anos 80 pra cá, em termos de tranquilidade e beleza pouca coisa mudou no Patacho. Pousadas pequenas aqui e ali, cercadas por coqueirais. 

Depois de dois anos sem parar de trabalhar no Rio de Janeiro, na TV, e rodando o pais com teatro, finalmente entrei em férias e fui visitar minha família em Maceió. Mas, antes disso, queria me "esconder" do mundo. Não havia destino melhor que o Patacho. O movimento das marés, que faz recuar o mar duas vezes ao dia, fazem submergir os corais e formam piscinas naturais com um sem número de tons entre o verde e o azul. Não se assuste se aparecer um peixe-boi por ali. A foz do Rio Tatuamunha está logo ali depois das Praias da Laje (outra praia tão bonita quanto) e Tatuamunha. Nesse rio há um projeto de preservação do Peixe-Boi que vale muito a visita. Na maré cheia, eles saem pro mar e às vezes ficam presos na maré baixa nos corais. 


Caminhar por esse pedaço de terra por quilômetros ouvindo o "marulho" e com muita brisa do mar no rosto te faz esquecer completamente do caos das cidades grandes. À noite, o céu cheio de estrelas, é um espetáculo à parte. Fiquei na Vila do Patacho, pousada com poucos chalés que tinha sido muito indicada por amigos. Os donos Veronica e Guilherme são de uma simpatia e de um cuidado que te fazem sentir em casa. Cuidam da propriedade há uns 15 anos e tudo ali é feito com muito cuidado e bom gosto. Super indico! Eles já começam a sentir os sintomas de que daqui a pouco o lugar possa ser 'invadido'. Que o Patacho não seja atingido pela especulação e que conserve esse ritmo e tranquilidade que vi quando era um moleque nos anos 80.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

GADGETS: Guia tech 2015 com equipamentos de última geração

Se você não abre mão de aparelhos tecnológicos e está sempre antenado as novidades que estão chegando no mercado, a MENSCH fez uma seleção de gadgets que pode facilitar sua vida ainda mais, seja no trabalho, em casa ou por pura diversão. Isso até agora, pois o ano apenas começou e vem muita novidade pela frente, proporcionada pelas novas tendências tecnológicas. 


Ommibot Hello! MiP video: 





SRS-BTV5 - Essa caixa de som do tamanho de uma bola de tênis vem cheia de recursos e basta tocar na parte superior para ativar o pareamento do bluetooth por NFC ou usando um cabo P2 para transmitir as músicas. Sua bateria interna dura cerca de 4 horas. Preço médio R$ 349 - www.store.sony.com.br

KEECKER - O Keecker é uma espécie de robô doméstico que projeta imagens, filma e toca músicas que pode ser acionado e controlado através do celular. Ele possui sensores e uma câmera para calcular a distância e mapeamento, além de sensores de infravermelho e ultrassom para navegar ao redor da casa. Preço estimado entre US$ 4.000 e US$ 5.000 - www.keecker.com

Keecker Video: 


PLAYBULD - A lâmpada da MiPow traz ajuste de iluminação e músicas que são controladas através de um app da marca. Ela funciona como um minidock e é capaz de montar playlists para tocar despertador. R$ 399,00 www.saraiva.com.br


SONY SMART WATCH 3 - A nova versão do Sony Smart Watch 2 ainda não chegou no Brasil mas já tem muita gente de olho nesse novo aparelhinho. Segue os mesmos recursos desse tipo de relógio com sistema Android Wear. Com pesquisa por voz, GPS, agenda, acesso a e-mails, Twitter, previsão de tempo e acelerômetro, dentre outras coisas. Preço em EUROS 229 www.sony.com

ARIST SMART BREWER - Essa máquina de café automática permite preparar seu cafezinho via Wi-Fi, usando o aplicativo do celular para criar diferentes "receitas" e configurar desde a temperatura um dos "perfis de sabor" que tenham sido pré-programado para ajustar automaticamente as definições de moagem e fermentação. Preço previsto: US$ 350 (julho/2015)

JARRE SPEAKERS - Cheias de bossa e estilo essas caixas de som da Jarre Tech chamam atenção em qualquer festinha. Com design inovador e potência de som. Preço em média 399 EUROS (Aeroskull) e 329 EUROS (Aerotwist) - www.jarre.com

SMARTHYDRO - Através de um aplicativo instalado no seu celular a banheira da iHouse prepara seu banho, e ainda pergunta o horário que deve estar cheio e a temperatura desejada da água. A Smarthydro vem com iluminação de LED e um sistema que higieniza automaticamente a banheira após o banho. Tanto luxo assim tem preço, R$ 23.000,00 - www.ihouse.com.br

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

FITNESS: Correr em grupo: incentivo e segurança

Correr faz bem, tá na moda (moda boa!) e traz muitos benefícios além de saúde para o corpo. Além das corridas de rua e nas esteiras outra modalidade vem ganhando cada vez mais espaço e adeptos, são os grupos de corrida.

Fazer parte de um grupo de corrida vai muito além de seguir planilhas de treinamento e comparecer as atividades definidas. Mais do que o apoio técnico oferecido pelos profissionais, quem busca grupos como esses quer também fazer amizades. Afinal, se relacionar é prática inerente à condição humana.

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, doses maiores de endorfina, o hormônio que dá a sensação de bem-estar, são liberadas pelo nosso corpo quando treinamos ou corremos em conjunto com outras pessoas. Portanto ao realizar atividades em grupo, reforçamos um sentimento de carinho, cuidado, afeto e amizade. Esses sentimentos criam uma relação de proteção capaz de fazer a pessoa relaxar e curtir o momento mais do que se ela fizesse o exercício sozinho.

Muitas academias e personal trainners têm aderido à essa prática e motivados seus alunos a participarem. Os treinos acontecem ao ar livre em parques, praias (areia ou calçadão) e onde mais tiver piso apropriado e claro, segurança para os corredores. A rede de academias TopFit em Recife possui grupos de corrida em várias de suas unidades que acontecem duas vezes por semana e alguns aulões nos fins de semana com a participação de todos os grupos promovendo ainda mais a interação de alunos e professores.

Muitas amizades se formam nesses grupos que passam a praticar outras atividades em conjunto como saídas, festinhas e reuniões sociais. Magno Alves, empresário, 35 anos, optou por correr em grupo porque um serve de estímulo para o outro, tornando o treino muito mais prazeroso. “Em grupo conseguimos ultrapassar nossas metas na corrida, pois tem sempre um do grupo que nos faz ir além do que achamos que podemos”

Silvana Barros, assistente executiva, 46 anos, também faz parte de grupos de corrida também vê no incentivo de outros corredores a maior vantagem de correr em grupos. “Por estarmos sempre em grupo, um ajuda na dificuldade do outro e grandes laços de amizade são formados.”


Os grupos de corrida não possuem número máximo de participantes nem restrição quando ao nível de desempenho e a prática feita ao ar livre torna tal pratica esportiva ainda mais atrativa. Nos treinos os professores elaboram treinos específicos para cada grupo de alunos respeitando limitações e objetivos de cada um.

Contudo para fazer parte de um grupo de corrida, não é preciso só vontade de correr, é necessário seguir todas as condutas para a maior segurança e melhor desempenho do praticante são elas: Avaliação Médica, Avaliação Física, Avaliação Postural, Avaliação Nutrição e sempre ter o acompanhamento de um Educador Físico devidamente credenciado ao CREF.  

- Alexandre Oliveira é professor de Educação Física e Coordenador Técnico do Grupo TopCorrida das academias TopFit.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

CINEMA: Os homens do Oscar 2015, o perfil e as chances de cada ator

Nesse domingo a nata do cinema hollywoodiano se encontrará para mais cerimônia de entrega do prêmio máximo (pelo menos é o mais comentado) do cinema mundial. A cobiçada estatueta dourada entregue desde 1927 para os melhores de cada categoria, desenhada pelo Diretor de Arte da Metro, Cedric Gibbons e confeccionada pelo escultor George Stanley, é objeto de desejo para qualquer ator, diretor ou roteirista de cinema. Com transmissão para 225 países, o mundo irá acompanhar o famoso desfile pelo tapete vermelho até a entrega de todos os prêmios. 

A grande festa do Oscar já passou por altos e baixos, largou os grandes musicais cansativos, já apresentou o mais chic e o mais brega em matéria de estilo e glamour, mas o ponto alto é ver o seu ator ou filme preferido levar a disputada estatueta dourada. O vencedor será anunciado nesse domingo 22 de fevereiro, direto do Dolby Theater, em Los Angeles, onde vamos conferir as emoções da 87ª cerimônia do Oscar. Mas aqui, no tapete vermelho da MENSCH, destacamos os homens do Oscar. Os candidatos a Melhor Ator da temporada 2015. 

O APRESENTADOR

Esse ano a apresentação ficará à cargo do astro de TV Neil Patrick Harris, tarefa que não é das mais fáceis, pois o apresentador do Oscar tem que ter além de talento, carisma e desenvoltura, muita criatividade para tirar de letra qualquer surpresa que possa surgir ao vivo e saber a medida certa das piadas. Muitas vezes a plateia não entende bem ou o mundo ignora com comentários ácidos. Harris, irá substituir Ellen DeGeneres, que havia conquistado público e crítica com humor amigável, após o anfitrião "sem noção" Seth MacFarlane, de 2013.

Harris é muito conhecido do público americano, e por fanáticos por séries de TV, por ter interpretado o mulherengo Barney Stinson no seriado "How I met your mother", entre 2005 e 2014. Recentemente ele atuou em filmes como "Garota Exemplar" (2014) e "Os Smurfs 2" (2013). Aos 41 anos, o ator americano se mostrou capaz de tal função ao apresentar o Tony Awards, maior prêmio do teatro nos Estados Unidos. Sendo muito elogiado por unir piadas e cantoria durante a premiação. Talentoso, Harris sabe dançar, cantar e magnetiza a plateia como poucos. De resto vamos esperar o final da cerimônia para fazer mais comentários sobre o rapaz.

Mais conhecido pelos papéis de humor, em filmes como “O Todo Poderoso”, “A Feiticeira” e o mais conhecido “O Virgem de 40 Anos”, Steve Carell mostra que seu talento vai muito além do humor nesse papel denso em Foxcatcher como o treinador de personalidade difícil e suicida. Carell chegou como um forte candidato a ocupar as vagas do Oscar de Melhor Ator, porém diante da crítica especializada que começaram a voltar seus holofotes para atores como Michel Keaton e Eddie Redmayne. Carell não poupou esforços para deixar de lado sua imagem cômica até se transformar e mergulhar o universo dramático que seu personagem em Foxcatcher exigia.

O ator inglês Benedict Cumberbatch tem sido bastante elogiado por sua atuação em O Jogo da Imitação onde interpreta um homem responsável pelo fim da Segunda Guerra Mundial. mas a sua vida trágica é o que dá o levante para buscar o Oscar. Ao 38 anos, Cumberbatch possui um vasto leque de trabalhos no cinema, na televisão, no teatro e na rádio. Essa sua primeira indicação ao Oscar é uma promessa do que podemos esperar dele nos próximos anos.

Figurinha tarimbada de grandes produções de Hollywood, Bradley Cooper segue com sua terceira indicação seguida ao Oscar. Bom sinal para o ator que não se cansa de encarar os mais diversos papéis em busca de novos desafios. Seu personagem em Sniper Americano é baseado em fatos reais e conta a história de um atirador de elite das forças especiais da marinha americana. Durante cerca de dez anos ele matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação na Guerra do Iraque - é um chamariz para Oscar.

Apontado como favorito à vencedor na categoria de melhor ator, Michael Keaton retorna aos holofotes depois de anos em filmes de pouco destaque, e justamente sua volta se dá com um personagem que larga os filmes de super-heróis para um personagem mais denso no teatro. À seu favor diante da Academia esse renascimento, principalmente se ela dá a redenção final. Ano passado, Matthew Mcconaughey foi agraciado com esse mesmo tipo de corrida. Por outro lado ele tem que superar quatro desempenhos que são baseados em pessoas reais - algo que muito agrada a Academia. 

Eddie Redmayne
A TEORIA DE TUDO
Por falar em personagens da vida real, a transformação de Redmayne para seu personagem em “A Teoria de Tudo”, impressiona e o torna um dos favoritos a vencedor da categoria de Melhor Ator. A Academia gosta dessas transformações e são o ponto chave para quem ganha um Oscar Lembra do caso de Daniel Day-Lewis ao vencer como Melhor Ator por "Meu Pé Esquerdo"?! O ator londrino Redmayne se graduou em história da arte pela Trinity College, em Cambridge, e tem ganho prêmios ao longo da carreira como os prêmios Laurence Olivier de melhor ator coadjuvante e o Tony Award pela participação na peça "Red". Com o papel de Richard II, ele foi premiado com o “Teatro Círculo de Melhor Performance de Shakespeare” de 2011. Ou seja, se não for dessa vez, em breve veremos Redmayne subir para pegar seu Oscar.

Mark Ruffalo – FOXCATCHER
O ator já vem com uma indicação anterior, e surgiu como um forte nome ao Oscar de Ator Coadjuvante por seu personagem em "Foxcatcher". À seu favor diante dos concorrentes é por se tratar de um personagem baseado em uma pessoa que realmente existiu. 

J.K. Simmons – WHIPLASH
Talvez seja a grande surpresa da noite, J. K. tem ganhado na maioria das premiações pré-Oscar, ele se encontra na dianteira com folga para pegar a estatueta de Ator Coadjuvante pelo longa independente Whiplash.

Robert Duvall - O JUIZ
Super consagrado por suas atuações, Duvall é o mais experiente, com cinco indicações e um Oscar de Melhor Ator (em 1984 por “A Força do Carinho”). É considerado uma lenda viva do cinema e um veterano entre os indicados.

Ethan Hawke – BOYHOOD
Com três indicações anteriores sem sucesso, Hawke vem pela segunda vez na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Alguns especialistas dizem que talvez ainda não seja dessa vez, mas sua dedicação em Boyhood conta muitos pontos à favor.

Edward Norton – BIRDMAN
Norton já vem de duas indicações anteriores ao Oscar, sendo uma delas nesta categoria. Talvez esse ano ele fique ofuscado pelo destaque dedicado a Michael Keaton. Meio avesso às campanhas Oscar, Norton tem aparecido sempre que possível para promover seu filme.

Fonte: www.termometrooscar.com