terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

BEBIDA: JOSKO GRAVNER: VINHO PURO NASCIDO NO NORTE DA ITÁLIA

Nas minhas emocionantes viagens pelo 'Velho Mundo', na incessante busca pelas 'Vinícolas Especiais', fui ao Norte da Itália, bem na fronteira com a Eslovênia (na região do Friuli-Venezia-Giulia) para visitar e me emocionar, pela segunda vez com o precursor dos chamados 'Oranges Wines': Josko Gravner – considerado um dos viticultores mais importantes do mundo atualmente. 

Num vilarejo chamado Oslávia, um povoado de cerca de 700 habitantes, Oslavje, em Esloveno, Josko possui maravilhosos vinhedos com 15 hectares e mais de um século de história com produção limitada de cerca de 25 a 30 mil garrafas, ele me explica pausadamente todo o respeito, cuidado extremo e imenso amor pela terra. Josko criou um ecossistema para seus vinhedos, que se encontram cercados de bosque nativo, plantou árvores frutíferas, fez um pequeno remanso onde se reproduzem peixes e chegam pássaros, recriando assim um perfeito equilíbrio e um terroir onde a intervenção do homem é mínima. O microclima, a pequena colina de 450m e o tipo de solo chamado Ponca (camadas de arenito e marnas de origem eoceni) predispõem a terra ao cultivo da videira, especialmente da Ribolla Gialla (italiano) Rebula (esloveno) casta que em Oslavia tem literalmente raízes há cerca de mil anos. Em 2012, ele decidiu extirpar todas as castas internacionais (Sauvignon Blanc, Riesling itálico, Chardonnay e Pinot Gris) ali cultivadas para deixar naquela terra só as variedades autóctones: Ribolla Gialla e Pignolo, a boa terra reconhece seus próprios “filhos”.


Josko Gravner em 2001, em um gesto de extrema coragem, abandonou a vitivinicultura tradicional moderna que geralmente visam mais os interesses comerciais à qualidade, decidindo voltar às origens da 'Vitis Vinifera'. Em várias viagens a Geórgia, berço da vitivinicultura mundial, ele trouxe as suas famosas ânforas de terracota, essenciais na produção artesanal dos seus vinhos. "As ânforas funcionam para o vinho como um amplificador para a música”. Assim sendo Gravner reescreve a história e cria paradoxalmente um novo (antigo) modo de vinificação. 


Josko faz a sua Ribolla com somente 1/2 kilo de uva por planta, vindimiadas muito tarde as uvas já estão muito maduras e quase sempre foram atacadas pela Botrytes cinerea ou “mofo nobre”, fungo que agrega características especiais a uva dando mais complexidade e longevidade ao vinho. A Ribolla Gialla é uma uva riquíssima em acidez, a brilhante cor âmbar é obtida após uma longa maceração das uvas nas ânforas (em torno de seis a sete meses) extraindo assim o máximo das cascas para só depois passarem ao amadurecimento em grandes barris de madeira.  Usando na vinificação somente leveduras selvagens, mínimo de sulfitos e nenhuma química de síntese nos seus vinhedos. A atenção ao biológico ou orgânico é a nova tendência mundial não só falando em vinhos, mas em toda a cadeia alimentar. 

O “Ouro de Gravner” só é engarrafado a cada sete anos, "antes disso, o vinho ainda é uma criança", explica ele. O produtor nos conta ainda que nos anos 60, quando ele e o seu pai iam até a adega para a prova dos vinhos a serem engarrafados:  Sauvignon Blanc, Chardonnay e Pinot Gris, chegando a vez da Ribolla Gialla o rosto do seu pai se iluminava em um imenso sorriso, confirmando que esse varietal tinha nascido para aquela terra. "Fazer um bom vinho é intuição, terroir e o mínimo possível de intervenções. Em 1997, decidi complicar a minha vida, segui meu coração e meu instinto, os vinhos que fiz até aquele momento me ensinaram os limites da enologia moderna. O limite das modas.", descreve.


"Não gosto da definição de “vinho natural”, para mim é retórico, um vinho tem que ser natural.  É implícito que o vinho é um fruto da natureza e não da indústria, transformado pela mão do homem, para conseguir esse resultado é preciso seguir um rigoroso processo baseado na simplicidade e na história. Estou muito atento ao vinho que faço, a única química usada no meu vinhedo são pequenas doses de cobre e enxofre, que os romanos já utilizavam há dois mil anos, procuro nunca “ofender” nem a terra, nem a uva”, detalha. 

Minha emocionante viagem ao “Mundo encantado de Oslávia” chega ao fim com a degustação maravilhosa de Ribolla Gialla Anfora 2005/2006 numa espécie de caneca especialmente criada por Josko para respeitar o modo antigo de beber vinhos. Segue a degustação técnica organoléptica, onde encontrar os Vinhos de Josko Gravner e agora resta a você, caro(a) leitor(a), o desejo e a curiosidade de degustar o néctar de Gravner!

Serviço:  Decanter Importadora de Vinhos Finos. Blumenau - SC Atendimento Geral: 47 3326-0111 Fone: 47 3038-8875 www.decanter.com.br

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Ana Paula é formada em Sommelière pela AIS associação italiana Sommelier. Jurada da guia Vini Buoni d'italia. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: A arte de ser ator

Certa vez um primo meu de 17 anos se aproximou e me disse que queria ser ator. Fiquei animado com a perspectiva de termos mais um maluco na família e por isso lhe dei toda a devida atenção. Conforme fomos adentrando a conversa percebi que a visão dele da profissão era a visão que boa parte dos “civis” possui.

Me refiro à visão completamente risível (pra quem é do meio) de que vida de ator é uma vida de glamour, dinheiro e como consequencia disso uma vida sexual incessante. Em dado momento cheguei a fazê-lo a pergunta: “Por que você quer ser ator?” ele disse: “Porque eu quero pegar mulher.”

A resposta que ele deu, para a surpresa de muitos, foi a mesma dada por Marlon Brando quando em começo de carreira lhe foi feita a mesma indagação. Sim, Brando disse que tinha decidido ser ator para “pick up chicks” (“pegar as novinhas” numa tradução mais contemporânea/cafajeste).

Quando meu primo me deu essa resposta me contive mas mesmo assim senti que deixei transparecer julgamento ao respirar fundo e tossir a tosse de desaprovação dos mais experientes. Recobrando a tentativa de não julgá-lo tentei continuar a conversa com a mesma linha de raciocinio do próprio Brando que dizia que logo após tomada a decisão de se dedicar a atuação (se é que essa é uma decisão que se é tomada pois artistas não acordam um dia e decidem “Pô! Acordei com vontade de ser ator...ou músico...ou artista plástico hoje!” porém para todos os propósitos digamos que Brando tenha tomado a decisão de ser ator.

Ele dizia que tinha entrado nessa parada para pegar mulher porém que teria permanecido por ele mesmo. 

No final realmente não importa o motivo pelo qual você começou desde que você descubra as razões que fazem você permanecer na arte. No meio artístico existe um alto índice de pessoas que se viam sem rumo na adolescência ou começo de vida adulta e que acabaram sendo levadas à arte pelos motivos mais triviais possíveis porém se percebe rápido que descobrir a vocação é mais importante do que se descobrir o próprio talento.

Em relação ao meu primo...Tive que dissuadi-lo da percepção do glamour, dos flashes, das capas de revistas e da vida sexual ininterrupta que é imputada (eu culpo os rock stars nisso) sobre nossa área e convencê-lo de que o sucesso vem somente após muito penar e com bons trabalhos sendo feitos constantemente.
Bom, ele ainda quer ser ator pra poder pegar mulher.
O tempo dirá se ele se tornará um Marlon Brando.

Domingos Antonio é ator, pernambucano, mora em São Paulo e começa se enxerir pra escrever.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

CAPA: Alexandre Nero incendeia a TV

Ele incendeia. Apimenta, chega, chegando. Nenhuma resposta de Alexandre Nero é aquela coisa batida ou programada. Ele reflete, divaga e responde com vontade, inteligência e muita opinião. Não é à toa que essa é sua 3ª entrevista para a MENSCH. E em tempos de mídias sociais ele não se esconde ou se poupa, coloca a boca no trombone se estiver com vontade e espera sem temor o que vier pela frente. Consciente sobre o mundo artístico Nero não é do tipo que se deslumbra, mas é inegável que deslumbra, seja no palco, na TV ou nas entrevistas. Fazendo alusão ao Comendador José Alfredo, seu atual personagem, “enjoy it”

Desde que Zé Alfredo chegou na sua vida, o que mudou? Chegou aonde queria chegar? É inegável que Zé Alfredo é um divisor de águas na minha carreira, mas eu ressalto que, pra mim, quase todos os personagens que fiz foram divisores de águas. O Vanderlei (verdureiro), de A Favorita, foi meu primeiro personagem na TV e, mesmo sendo apenas uma participação, um personagem que entrou depois na trama, foi um divisor de águas também. Foi a partir dali que as coisas começaram pra mim na TV. Depois veio o Terêncio (Paraíso), o primeiro personagem que peguei desde o início de uma novela. Depois fiz o Gilmar (Escrito nas Estrelas), meu primeiro antagonista. O Baltazar (Fina Estampa) foi o meu primeiro personagem grande em uma novela das 21h. Depois o Stenio (Salve Jorge), quando pude mostrar esse lado mais leve e cômico no horário das 21h, que, sem dúvida, é o horário de maior repercussão nacional. E agora o Zé Alfredo, que tem um apelo muito maior de popularidade, pois além de ser o protagonista, é um personagem maravilhoso que o Aguinaldo Silva criou. Conseguimos, todos juntos, construir um belo personagem. E ele é claramente um divisor de águas, como quase todos os outros. Se cheguei onde queria chegar? Minha resposta mais sincera seria dizer que já cheguei onde queria chegar há 25 anos, porque durante todo esse tempo consegui viver da minha arte. Nunca almejei outra coisa além de viver do que faço. Não é o fato de estar na TV, cinema, no Oscar, ou em algum pódio, que me transforma em algo pior ou melhor.  

Você talvez tenha atingido o ponto máximo de popularidade de um grande ator. Como isso afeta sua vaidade, sua segurança, seu medo de não fazer nada aquém disso?  Nada como a experiência (risos). O primeiro que me deu esse medo foi o Baltazar, pois foi o primeiro personagem grande numa novela das 21h. E eu ouvia a mesma coisa, que depois dele eu não iria fazer mais nada, que ficaria preso nele pra sempre. Logo depois, eu estava fazendo o Stenio. Até hoje falam do Baltazar, mas todo mundo também fala do Stenio, que tem fã clube e tudo. Faz quase dois anos que fiz o Stenio e muita gente me diz que ele nunca será esquecido, que não querem que o Stenio acabe. Já estou quase terminando de fazer o Comendador e até hoje tem gente nas redes sociais comemorando a data de aniversário de casamento do Stenio com a Helo (personagem da Giovanna Antonelli). Quer dizer, os personagens ficam para as pessoas. Para nós, atores, eles vão mudando. É muita pretensão achar que um personagem fica para 100% das pessoas. O Comendador vai entrar, acredito e espero, para a história da teledramaturgia. Ele será eterno, como o personagem mesmo diz. E nesse sentido, da ficção e da teledramaturgia, ele é eterno mesmo. Mas, pra mim, ele morre em março. Acabou a novela eu mato o Comendador e parto para o próximo.

Você se vê como Zé Alfredo em alguns pontos como a intolerância e o romantismo velado? Há algum caminho entre vocês? Todo personagem que faço sou eu mesmo, em algumas características mais sublinhadas, em negrito. Mas sempre eu. Eu sou, e creio que todos somos, milhões de pessoas dentro de uma só. O Zé Alfredo, assim como todos os outros, é um Frankenstein. Um braço do autor, outro do diretor, uma perna do diretor de arte, da figurinista, fora as pessoas que passaram ou passam pela minha vida diariamente. Tem uma expressão que uso no Zé Alfredo de vez em quando que é “Misericórdia”. Não estava no texto, peguei da minha diarista. Então, a minha diarista também faz parte do Comendador. Assim como o meu porteiro, o meu vizinho... Tem uma amiga da minha vizinha que mora na Califórnia e mistura muito o inglês com o português, assim como o Comendador. Peguei muitas expressões dela sem que ela soubesse. Ninguém monta um personagem sozinho. Acho que a minha intolerância e o meu romantismo também passam pelo Zé Alfredo, como todos os sentimentos. Eu tenho um pouco de doçura e de crueldade, como todos os personagens que já interpretei. 

Com a fama, sucesso e popularidade, como anda sua satisfação com você mesmo? Que análise faz do homem e ator Alexandre Nero?  Eu me sinto um cara realizado. Fiz muitas peças de teatro, para todos os tipos e gostos. Gravei e lancei vários CDs, um DVD, fiz sete novelas e posso dizer, com orgulho que, grande parte delas, fez sucesso. Mas eu ainda tenho muita coisa a conquistar, experimentar outras coisas na TV, no cinema, no teatro e na música. As pessoas confundem um pouco sucesso com fama. Eu não era conhecido nacionalmente, mas era conhecido na minha cidade, ou no meu bairro (risos). Você não precisa ser Presidente da República, mas se você é o cara que organiza o seu bairro, você é um cara de sucesso ali, naquele local. Eu morava em Curitiba e meu trabalho era muito respeitado lá. Sempre me considerei um cara de sucesso, só não era famoso. 

Era uma vez um verdureiro que se apaixonou pela Lília Cabral lá atrás e, hoje, virou o Comendador e trocou a Lília pela Marina Ruy Barbosa. Que balanço faz de sua carreira de ator até agora? Eu diria que eu me tornei um bom ator de novela e aprendi um pouco como me defender, defender um personagem, como fazer com que o público goste, ou não, desse personagem. Novela é uma das coisas mais difíceis e fáceis de se fazer na vida, dependendo do ponto de vista. É muito difícil porque é tudo muito rápido. E é muito fácil porque realmente, pela rapidez, não tem como se aprofundar demais. São corridas diferentes. Eu entendi a novela, agora, como se eu fosse um maratonista. Diferente de um filme, por exemplo, onde o ator é um corredor de 100 metros rasos. São técnicas completamente diferentes, apesar de ter a mesma matéria prima. A novela precisa de muito mais fôlego, criatividade, porque você acaba se repetindo dentro de oito meses no ar, e vez ou outra "tira o pé". Já em um filme, não se pode tirar o pé. Cada cena tem que ser tratada como relíquia. Você precisa ser certeiro, trabalhar com a síntese, pois tem que se comunicar em duas horas. Ambos têm dificuldades, mas são dificuldades diferentes. E eu quero aprender mais, quero aprender tudo (risos). 

Novela tem ritmo puxado, como protagonista você tem muitas cenas por dia. Mesmo cansado, consegue compor suas músicas ou é um tempo focado só para o personagem? Não, só existe Zé Alfredo na minha vida. Não existe mais nada que eu faça. Eu não como direito, não faço exercício, não leio livro, não ouço música, não converso com pessoas, não respondo entrevistas. Isto aqui está sendo gravado (risos).

Falando em música, como foi cantar ao lado do Rei Roberto Carlos no especial da Globo? O que representou para você aquele dueto? Gostou do resultado? Gostei muito. O Roberto foi muito gentil. Sua produção, os músicos, todos me receberam muito bem, e aí eu fui propondo. Fiz uma piada, uma brincadeira, introduzi uma segunda voz e eles foram gostando. Me deixaram muito à vontade. Fiquei meio tenso na hora de encontrá-lo pela primeira vez, mas quando a gente "desmistifica" um ídolo acaba vendo que eles são absolutamente normais e comuns como a gente. O Roberto foi um cara muito generoso e divertido comigo. 


O que destrói o amor, e o que constrói? O que destrói é a intimidade e o que constrói é a intimidade também (risos).

Você acredita que só há um grande amor na vida ou pode existir mais de um e cada um à sua maneira? Eu amo as pessoas que eu amo e luto por elas, pelo que elas acreditam. E, não, de maneira nenhuma eu acredito em um único grande amor da vida, porque seria talvez a maior injustiça que a vida poderia fazer. Mas a vida não é lá muito justa, então pode até ser que exista, mas não acredito nisso. Eu, por exemplo, já tive milhares de tipos de amor. Porque grandes amores você pode ter em qualquer lugar. Minha mãe foi um grande amor, meu pai foi um grande amor. Minhas irmãs, meus sobrinhos, namoradas, cachorros... o amor está dividido em milhões de espaços. 

Homens e mulheres amam de maneiras diferentes? Quando eles divergem e quando eles se combinam? Divergem na temperatura do ar condicionado. Pra mulher sempre estará frio e para o homem calor (risos). O mundo já tá cheio de gente dando opinião. Parece que ninguém escuta ninguém, ninguém tem mais nada a aprender. Uma nova onda onde todo mundo sabe tudo. Não quero estar nesse lugar de "formador de opinião" e de "cara que tem resposta para tudo". Minha resposta seria "Não sei" (risos)

Na vida real estamos tão intolerantes como nas redes sociais? Creio que sempre fomos e somos intolerantes com o "diferente". As redes sociais talvez tenham potencializado isso, afinal é uma festa onde todos podem entrar, sem distinção de raça, credo, cor, cultura ou padrão social. Isso, somado ao fato de ser uma comunicação escrita e o altíssimo grau de analfabetismo funcional no Brasil, faz com que os mal entendidos aconteçam constantemente.
Além do fato já detectado em 1950, por Walt Disney, no desenho "Pateta no Trânsito". O desenho mostra a transformação do Pateta quando entra no carro, pois a partir daquele momento ele tem a sensação de poder, de que ali, ele é intocável, e de que ele não trata mais com pessoas e sim com máquinas, no caso, o carro. A sensação na rede social é igual. É o "poder" para quem é anônimo, pois o cara julga o mundo todo, sem que o mundo possa julgá-lo. Ele é agressivo pela falsa sensação de poder e de "estar sendo ouvido". Senti isso algumas vezes. Muitas pessoas entram em meus perfis e escrevem o que querem. Elogios (a maioria, ainda bem) e alguns insultos gratuitos. Nas três vezes que expus esses insultos, as pessoas excluíram seus perfis. Fazendo isso, as tirei do "anonimato" e centenas de pessoas começaram a agredi-las. A agressão da internet é a punheta do covarde.   


O humor perdeu a graça de tanto que ele ficou “politicamente correto”?Precisamos compreender melhor o que quer dizer "politicamente incorreto". A dificuldade disso está na grande diversidade cultural na internet e/ou a má fé de alguns em, propositadamente, interpretar de maneira rasteira o que vc disse. As discussões são válidas e necessárias, o grande problema está na agressividade sem argumento. Eu posso convencer um homofóbico a compreender melhor uma relação homoafetiva com argumentos, mas com xingamentos nunca. Quando toquei na palavra "zoofilia" com humor e nenhuma apologia, fui atacado brutalmente pelos defensores de animais. Fui chamado até de pedófilo e ameaçado de morte. Essas pessoas ignoram o fato de que "proibir" uma palavra, seja zoofilia, pedofilia, droga, sexo, aborto, apenas levam os problemas para debaixo do tapete. É preciso discutir, que é bem diferente de brigar, todo e qualquer assunto para que todos saibam que ele existe. Proibir a palavra "zoofilia" não fará com que a prática acabe, pois isso está enraizado na cultura do interior do país há séculos. Proibir as palavras e os assuntos, apenas dá aquela falsa sensação de que as coisas não existem. O pensamento do medíocre é "se não vejo e não ouço, não existe". É preciso perder os pudores dos assuntos para que possamos chegar a um lugar comum.   

O humor é uma arma que serve para isso! Para questionar, para jogar lenha na fogueira, merda no ventilador. É um dos maiores equívocos contemporâneos achar que humor serve só para rir e divertir. Humor, assim como poesia, é dinamite. As pessoas saem pregando coisas que elas entenderam como verdade absoluta. É preciso saber do que está falando, de que época estamos falando, se ali contém humor, ironia ou algum outro tipo de figura de linguagem. Não é certo você não entender o que está escrito e querer julgar conforme sua percepção. Antes de retrucar e escrever o óbvio "não concordo" é preciso se perguntar: "será que eu entendi mesmo o que ele quis dizer?". Eu só posso dar o meu parecer sobre algo conforme o meu nível cultural, e não o seu. Imagino hoje o Drummond escrevendo numa rede social e aí vai lá um zé mané qualquer e escreve "Não concordo" (risos). Esse é o momento que estamos vivendo. Se você não entendeu o que Drummond escreveu a culpa não é sua, mas muito menos dele. Por isso, não se meta a corrigir quem quer que seja e discursar sobre o que se deve ou não fazer antes de ter certeza que entendeu o que foi escrito, e aí sim, argumentar com o mesmo nível, apesar do outro não ter perguntado sua opinião (risos). 



Que análise faz da “guerra” travada entre eleitores durante o segundo turno da eleição presidencial? Tornaram-se torcedores e não eleitores. Se fossem eleitores saberiam que não estávamos escolhendo o melhor e sim o menos ruim, e isso sempre será extremamente egoísta, pois só olhamos o que é melhor para nós mesmos.

Geralmente suas opiniões nas redes sociais são bem polêmicas. Costuma pensar em como as pessoas pensam sobre você? Não acho minhas opiniões polêmicas, acho é que as pessoas fogem de falar dos assuntos, e aquela imprensa que só visa lucro cria essas pautas e usa essa manchete "Polêmico" para vender jornal/revista/likes com sensacionalismo. Isso também não deixa de ser uma maneira de tentar "calar a boca" de quem toca nesses assuntos, pois eles fogem do interesse dos que detém o poder para manter tudo como está.

Madonna está para lançar o novo CD batizado de “Rebel Heart”... Você se considera um rebelde dentro e fora da TV? Não sei se sou rebelde. Eu sou um cara que acha necessário falar sobre as coisas abertamente, independente de ser a favor ou contra. Acho importante debatermos os assuntos para que a ignorância dê espaço para a sabedoria. 

E o tal Comendador povoa o imaginário feminino... Como isso mexe com você? Envaidece? Enlouquece? Ou te deixa tímido diante desse desejo delas te levarem para cama para serem chamadas de sweetchild? (risos) No show do Roberto muita gente disse que me descobriu cantando. Sim eu canto! Muita gente está descobrindo coisas sobre mim, inclusive que também posso ser bonito (risos). Esse é o meu trabalho. O personagem pede isso, e eu tento dar. Uma coisa sou eu, e sim, me acho um homem bem interessante, mas o que você vê num palco, TV, cinema, são personagens. Ali, apesar de ser eu, tem muitas coisas que não são minhas, e só será bom de verdade se você acreditar que sou eu. Resumindo, não ligo pra isso, pois sei que não é pra mim, e sim para o personagem. Na hora que vier um personagem mais bobalhão ou algo do tipo, todo esse furor passa. 


Sua primeira capa de revista impressa foi com a gente e você divulgou com muita empolgação até fazendo menção à sua capa do Batman na infância (risos). Depois veio Rolling Stone e mais tantas outras e cá está você de novo com a gente (oba!). Essa coisa de ser capa de revista é bacana mesmo? (risos) Para chegarmos a esse "qualitativo" não podemos ter a inocência de achar que isso tem a ver só com talento, generosidade ou sonhos purpurinados. Uma revista, assim como a TV, o cinema, jornal, sites, blogs, ou qualquer meio de comunicação (inclusive as redes sociais) visam o lucro, seja ele financeiro direto ou indireto. Por isso, se alguém o chama para ser capa de uma revista é porque as pessoas estão interessadas em você, pelo menos naquele momento, e isso é gratificante. Fiz minha primeira capa nacional com vocês, essa é a segunda, e espero que possamos fazer muitas ainda (risos).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

HOTÉIS & RESORTS: Dois hotéis que são verdadeiros paraísos no meio do oceano

Cenário de filmes, desejo de consumo em matéria de viagem. Quem nunca imaginou viajar para um belo resort numa ilha paradisíaca no meio do oceano? Isso tudo sem abrir mão do conforto que a vida moderna pode oferecer e com uma completa interação com a natureza. Pensando assim selecionamos dois hotéis que se destacam por tudo isso e mais um pouco, são verdadeiros oásis no meio do oceano em contato direto com a natureza. Um no Oceano Índico, mais especificamente nas Ilhas Maldivas, e outro no Oceano Pacífico, lá em Bora Bora. Bangalôs em palafitas, alta gastronomia, clima de romance no ar e natureza por todos os lados. Viaje conosco para esses dois destinos e planeje sua próxima viagem com urgência.

SONEVA GILI BY SIX SENSES

As Ilhas Maldivas já são um paraíso por si só, agora imagine passar alguns dias no incrível Soneva Gili by Six Senses Resort Hotel?! São 45 chalés espalhados ao longo das praias da pequena ilha de Lankanfushi, no atol de Malé Norte, que trazem o melhor da gastronomia local, luxo, conforto e o conceito Eco-friendly com o meio-ambiente. O atol de Malé Norte é um dos mais populares das Maldivas por conta da sua posição geográfica e cultural, pois fica bem próximo ao centro econômico do arquipélago. 

As acomodações são verdadeiras casas formando uma charmosa vila sobre palafitas suspensas nas águas cristalinas das Maldivas e com acesso direto à lagoa formada. Os quartos são espaçosos, confortáveis e com uma decoração elegante criando o clima perfeito para uma viagem para um refúgio distante dos grandes centros e com todo o clima de romance. Um ditado muito usado por lá traduz bem esse clima relaxante e de conforto do hotel: “sem sapatos, sem notícias”.

Entre os seus vários restaurantes, o By The Sea oferece uma cozinha requintada, com influências asiáticas em um ambiente íntimo e acolhedor, ideal para os amantes da boa gastronomia, onde os hóspedes podem desfrutar de pratos de inspiração oriental e ocidental feitos com produtos frescos da horta orgânica do hotel. Tudo feito em madeira e em total harmonia com a natureza ao redor. E para quem quer algo mais exclusivo e reservado, o Crusoé Residences é um chalé maior que fica isolado dos demais, no meio da lagoa e com acesso apenas por barco. Ele possui sala de massagem, sauna seca e o acesso ao mar é através de uma escada ou tobogã. Um verdadeiro luxo para poucos, apenas seis pessoas.



AS BELEZAS DE MALÉ

Por conta de suas belezas naturais Malé ficou mundialmente conhecida por seu turismo subaquático, por conta dos belos recifes de corais para desbravar as belezas dessa parte do Oceano Índico. Um dos passeios mais populares é conhecer o navio cargueiro que naufragou em 1981. O Victory hoje em dia virou celeiro para peixes tropicais de diversos tipos, raias manta e tartarugas.

Site oficial: www.gili-lankanfushi.com




INTERCONTINENTAL BORA BORA RESORT & THALASSO SPA

Outro refúgio mundialmente conhecido por suas belezas naturais, Bora Bora também tem seus encantos e muito conforto cinco estrelas. O Intercontinental Bora Bora Resort & Thalasso Spa é um dos principais hotéis da Polinésia, combinando o alto luxo com a proposta de Eco-friendly. Com a proposta de bangalôs privados e suspenso num mar cristalino e convidativo a um mergulho a cada instante. Seus 83 quartos e suítes no estilo étnico-chique ficam espalhados sobre a lagoa e possuem um ambiente exótico e de requinte. O resort proporciona um perfeito equilíbrio e harmonia entre o corpo, a mente e natureza. 


TESOURO DO PACÍFICO

Localizado numa ilhota de Piti Auu, na Polinésia Francesa, apontada como uma das praias mais bonitas do mundo, o hotel possui uma arquitetura que respeita as tradições polinésias. A maioria dos móveis e acessórios nos quartos foram feitos por artesãos locais, utilizando materiais locais. 

Bora Bora é um belo exemplo de como a natureza pode nos surpreender. A bela paisagem com montanha, vegetação exuberante e uma lagoa transparente protegida por recife de coral criam um dos mais belos cartões-postais do mundo. A ilha ainda possui um vulcão, inativo há muitos anos, que de certa forma ajudou a construir todo esse cenário que atrai milhares de visitantes todos os anos. Visitantes esses que procuram esse destino para férias românticas, aventuras e ecoturismo, como mergulhos em suas piscinas naturais. Como a grande variedade de peixes da região é um dos grandes atrativos, é possível encontrar desde peixes-palhaço, barracudas até tubarões leopardo.

UM HOTEL NO MEIO DO PARAÍSO

Todos bangalôs são sobre palafitas com vista para a lagoa, onde os hóspedes podem escolher a vista do quarto, se para o mar, para o monte ou para a praia. Os quartos foram cuidadosamente pensados para trazer conforto para os hóspedes mais exigentes, com ar condicionado, circuladores de ar, chuveiros individuais, banheiras, internet de alta velocidade e um belo terraço para aproveitar ao máximo ao ar livre.

Na área da gastronomia, o hóspede pode fazer sua refeição no próprio bangalô ou escolher algum dos restaurantes do hotel, o Reef por exemplo tem uma bela vista do espetacular Monte Otrmanu e o Sands para a praia. Cenário perfeito para um jantar romântico. Para relaxar, nada melhor que o Ocean Spa Profundo cuja água vem de 900 metros abaixo do nível do mar, onde são oferecidos vários tratamentos enquanto se admira a vida subaquática pelas janelas do salão.

Site oficial: www.tahiti.intercontinental.com


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

MUSA: Raquel Nunes a talentosa musa da Record entre lençóis

Raquel Nunes é quase uma mulher à moda antiga. Quase porque ela curte a independência conquistada pelas mulheres, mas não curte um homem que não seja gentil como os de tempos atrás. Casada e com filhos, Raquel deixa algumas dicas de como manter a chama no casamento, fala sobre os erros e acertos na hora da conquista e que vaidade em demasia, é coisa do universo feminino. Conheça um pouco mais dessa talentosa atriz da Record.

Atualmente vivendo uma perua na série na nova da Record, como foi sair da sofredora Rispa (de Rei Davi) para a Renata de Plano Alto? Foi muito fácil! (risos) Até porque tive um tempinho de intervalo para me desvencilhar da personagem. E como era uma personagem de época, mais distante da realidade, é mais fácil o desapego. E sem contar que a Renata me atraiu muito, desde minha primeira leitura dos capítulos! Que maravilhosa, forte e poderosa ela é! 

Sua personagem Renata termina descobrindo os vários escândalos do marido deputado. Esse tipo de coisa já ficou tão comum na vida real que se torna mais fácil interpretar na ficção? Sim, ajuda. Quando você tem referências da realidade para usar na sua trama te ajuda a compreender o lado e os motivos da personagem. Se fosse interpretar a mesma trama numa época em que não se via muito esses casos de traição, de exposição, eu teria um pouquinho mais de trabalho para entender as atitudes da Renata.

Como você, cidadã, vê a atual situação política e em que ponto está seu nível de esperança que as coisas mudem? Eu sempre fui muito otimista em relação às mudanças e melhorias do nosso país. Da nossa política, nunca achei que não tivesse mais jeito. Mas agora a situação está se mostrando bem mais feia e grave, e eu acredito que, às vezes, na vida, em vários aspectos, temos que ver a situação bem crítica, chegando mesmo ao fundo do poço para que, talvez, desperte através da gravidade, um sentimento jamais vivido antes. Que os envolvidos se toquem, se comovam mesmo e decidam mudar e melhorar. Acredito nisso, em um dia em que os responsáveis sejam tocados verdadeiramente e mudem algo dentro de si, enxergando que o bem e a honestidade valem a pena!

A política é uma arma de sedução assim na hora da conquista? O poder seduz? Acho que o poder tem seu valor sim, seduz. Todos gostam de pessoas que conseguiram algo na vida, que têm um espaço reconhecido e especial. Mas o grande problema de hoje é que as pessoas estão se levando e se deixando seduzir somente por isso, pelo poder, e não enxergam mais os outros valores que são muito mais importante e determinantes para se chegar a uma verdadeira felicidade na vida. Os valores estão invertidos. Estão colocando o amor e outras qualidades abaixo do poder. 


Falando em poder de sedução, as mulheres ainda têm essa vantagem maior em relação aos homens? Indiscutivelmente! Sempre! Faz parte da natureza humana.

O que te seduz em um homem? O senso de responsabilidade, a seriedade com que encara a vida e seus relacionamentos, aliada a um senso de humor na medida e na hora certa. A maneira de tratar uma mulher, o valor que sabe dar a ela.

Sabemos que hoje em dia você está casada, mas que armas costumava usar na hora de seduzir? Ser eu mesma, mostrar que tenho um bom papo, inteligente, que sou carinhosa e atenciosa, que tenho uma cabeça bacana, mas claro, tudo isso com uma pitada de olhares, charminho, que as mulheres fazem melhor que os homens. (risos)

Para manter a chama acesa durante um casamento, o que se torna mais importante sexo, amor ou cumplicidade? É algo mesmo que sempre temos que ficar atentos num casamento! Porque depois de anos é fácil a chama se apagar. Difícil é termos consciência disso e não deixarmos isso acontecer. Devemos procurar sempre enaltecer e lembrar das qualidades do parceiro(a) com quem se casou, sendo amigo, companheiro e romântico. Misturando esses ingredientes, conseguimos continuar amando, conseguimos ser cúmplices e conseguimos fazer um sexo maravilhoso!


Onde os homens estão acertando e errando na hora de conquistar e manter uma mulher? Acho que estão perdendo um pouco o romantismo e a gentileza no trato com a mulher. Até por conta dessa independência feminina, a mulher acabou assumindo vários papéis, inclusive papéis que eram dos homens. Isso os assustou um pouco e eles já chegam numa relação achando que os dois são iguais, que têm os mesmo direitos e deveres. O que não acho que seja verdade. A mulher (algumas, não todas), ainda gosta de ser paparicada, tratada com carinho, com favores, com atenção e de sentir que o homem está à frente de algumas atitudes ainda.

E em relação às mulheres, elas estão avançadas demais? Meio que cometendo os mesmos erros que criticavam nos homens? Sim, as mulheres na sede pela independência, acabaram avançando um pouco demais e se igualando aos homens em aspectos em que não deveria ter essa igualdade. Achando que podem fazer as mesmas coisas que eles, mas acabaram sendo muito desvalorizadas por isso. Não se deve mexer em algumas coisas da natureza humana.


Onde as diferenças se completam na relação homem x mulher? Quando há aprendizado com o outro, com o erro do outro, compreensão, aceitação e quando percebe que o outro está conseguindo evoluir, melhorar e reconhecer aos poucos seus maiores defeitos na relação.

Que programa te seduz mais? Amo ir ao cinema e ao teatro com meu marido, ficar em casa tomando um vinhozinho e vendo um belo filme! E também curtir nossos filhos em programas voltados para eles.

Ser uma mulher bonita requer muitos cuidados, quais os seus? Cuido de minha pele religiosamente. Faço limpeza, máscaras... Sou muito bem cuidada por minha esteticista, designer de sobrancelhas e maquiadora Célia Reis. Ela é meu tudo! (risos) Cuido do meu corpo tanto para saúde quanto para estar sempre em dia com a boa forma, já que minha profissão exige isso. Faço aulas de dança, sou bailarina formada, musculação, corrida e caminhada. Bebo muita água. Mas, acima de tudo, cuido de meu espírito, procurando estar sempre em sintonia com Deus, aprendendo com as palavras e ensinamentos de Cristo e procurando aplicar tudo no meu dia-a-dia. A verdadeira beleza vem daí, da paz e aconchego interior.

O homem vaidoso te atrai? Até que ponto a vaidade masculina deve ir? Existem limites? O homem vaidoso na medida certa, sim. Acho que o homem tem que ser cheiroso, se vestir bem, mas o homem com a vaidade exacerbada não acho bacana! Quando passa dos limites fica feio. Tem que ser bem cuidado, mas ainda mantendo aquele "Q" de macho, sabe? 

Vida de atriz é um eterno jogo de sedução (entre personagem x público/plateia)? Eterno...você tem que sempre estar pronta para seduzir alguém, seja seus parceiros de cena, ou o telespectador que tem que se sentir atraído por aquela cena ou personagem que você está interpretando. Emprestar seus olhares e sensualidade à flor da pele quando a personagem exala sensualidade. Por isso, temos que estar sempre bem cuidadas e satisfeitas com nosso eu. Sempre com o estado de espírito leve e feliz, para conseguir passar isso para quem nos vê.

Realização Ju Hirschmann
Beleza Célia Reis
Fotógrafo Alessandro Cecconi
Produção GMP Assessoria de Imprensa
Agradecimento especial Radisson Hotel Barra - (21) 3139-8000

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CARRO: MERCEDEZ-BENZ F015 LUXURY IN MOTION ANTECIPA O CONCEITO DE FUTURO DO AUTOMÓVEL

Durante a CES 2015, Consumer Electronics Show, ou seja a feira de eletrônicos mais importante dos EUA que aconteceu no final do ano em Las Vegas, foi revelado para o mundo o carro do futuro. Se trata do F015 Luxury in Motion da Mercedes-Benz. O primeiro veículo autônomo nascido do zero, ou seja, não se baseia em nenhum outro veículo não autônomo existente. A novidade chamou atenção dos visitantes não apenas por esse detalhe, mas também pelo design e a alta tecnologia envolvida.

Com visual altamente futurista, o protótipo apresentado tem formato ovalizado e bastante aerodinâmico, o que proporciona um desempenho impressionante. O F015 possui grande área envidraçada e um ambiente interior com bastante luz natural. Suas portas abrem em 90º, de forma a deixar um grande vão de entrada. Com apenas quatro assentos giratórios que permitem a todos ficarem frente a frente em uma reunião ou conversa informal, enquanto o veículo segue sozinho o caminho indicado pelo motorista. No interior a decoração vem em madeira, couro e alumínio, em tons claros, o que ajuda a destacar as telas touchscreen nas laterais, um enorme display de LCD na parte frontal e a iluminação ambiente, feita por LEDs azuis.

O volante é achatado e as cadeiras dianteiras podem ser voltadas para trás, onde surge também uma mesa central. Por falar no volante, ele só sai do painel, de forma automática, quando o passageiro do banco do motorista direciona os olhos para a estrada, indicando que quer assumir o controle da direção. Tudo interligado à câmeras, sensores, radares e satélite que auxiliam na navegação do carro, fazendo a leitura de sinais de trânsito, posição de outros veículos e pedestres com incrível precisão. No F015 os comandos são feitos através de toques e gestos com as mãos. Imagine acionar todo o sistema multimídia, que aliás, dispensa conexão Bluetooth, através de um aplicativo no celular.



F015 Luxury in Motion consegue se deslocar sem interferência humana, assim como permite um grau de interação com os passageiros jamais visto na indústria automotiva. Alguns elementos do F015 já tinham sido apresentados pela marca alemã em outros protótipos, como a direção autônoma, o motor movido a célula de hidrogênio e alguns componentes de segurança. É com um smartphone que o F015 identifica o seu dono e as outras pessoas autorizadas a entrar no carro, destravando as portas. Diante de tanta tecnologia a Mercedes-Benz preferiu lançar seu protótipo numa feira tecnológica do que em um salão do automóvel como de costume.

É através da central eletrônica que o F015 se comunica com o exterior, por exemplo: identificando um ambiente seguro para o pedestre atravessar a rua, emitindo um sinal sonoro de “go ahead” (“siga em frente”), assim como também por meio de uma combinações de luzes traseiras em LED, forma as palavras "slow" (devagar) e "stop" (pare) aos motoristas que estão atrás para frear o carro.


MOTOR DO FUTURO

O F015 é equipado com dois motores sobre um eixo traseiro que são alimentados por célula de hidrogênio e uma bateria elétrica recarregável por indução. Segundo o fabricante o veículo consegue fazer 166 km/kg de hidrogênio, o que equivale a 50 km/l em um automóvel movido a diesel. Segundo a Mercedes a autonomia chega a 1.100 quilômetros para seu protótipo autônomo, sendo 900 km só com a célula de combustível. Cada um dos seus propulsores gera 136 cv de potência e 20,4 kgfm de torque. Assim, ele acelera de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos, atingindo 200 km/h como velocidade final.

Se você ficou imaginando mil coisas em como funciona o incrível F015 Luxury in Motion da Mercedes-Benz, assista esse vídeo e veja o que daqui há alguns anos será realidade.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

BAR: Mixologia - A arte de encontrar novos sabores

Mixologia é uma ciência. Uma alquimia. Uma arte. É a mistura de elementos que dão sabor e beleza aos drinks provocando sensações e alegrias. É o lúdico no universo das bebidas e tem muita gente se tornando especialista nisto, como Walmir Oliveira. À frente da Balaca Buffet de Líquidos, Walmir explica que tem a árdua missão de explorar os sabores e encontrar novas misturas inéditas para os seus clientes frequentemente. 
No mercado há 10 anos além de participar de cursos e palestra, o empresário revela que a curiosidade foi fundamental para o sucesso da sua profissão e pra quem acha que fazer drinks é uma tarefa fácil e simples, não é bem assim.

No início da carreira Walmir era apenas um bartender, ou seja, o profissional que executa as misturas, conta que começou a explorar o seu lado criativo pela necessidade de encontrar um lugar sólido no mercado. Após os primeiros anos atuando apenas com o curso do SENAC, o empresário começou a se interessar por estudos específicos e encontros nacionais.  Com o passar dos anos, a mixologia entrou de vez na sua empresa, deixando a execução apenas para os seus colaboradores. De todas as vertentes da mixologia, o empresário se especializou na molecular, ou seja, a transformação do líquido em sólido e arte de unir os dois sabores.
Mas se você não tem a pretensão de se tornar um mestre em mixologia, mas também não quer fazer feio nas festinhas em casa, nós temos algumas dicas para você montar o seu “bar” e mandar bem nos drinks. Pra começar, um bom drink já deve entusiasmar pela estética e pra isso onde ele será servido e como será misturado é fundamental. Em seguida, as bebidas básicas para se ter em casa e que proporcionam boas misturas. Então vamos à lista de compras:

Princípios da mistura para fazer um bom drink


Segundo David Embury autor de The Fine Art of Mixing Drinks (1948) os princípios básicos para elaboração de um bom coquetel se deve a mistura de três ingredientes: destilado-base mais agente modificador mais um flavorizante. O destilado dá o sabor básico da bebida e por isso deve vir em quantidade maior. O modificador deve se ligar ao destilado, possibilitando uma nova dimensão de sabor sem dominar o conjunto final, além de amenizar o álcool do destilado-base. O flavorizante é o item complementar de sabor ou de cor. Para ficar mais claro, alguns exemplos de cada tipo de ingrediente:

- DESTILADOS: Bourbon/Tenessee | Uísque Scotch blended | Uísque Malt | Tequila \ Gim | Rum

- MODIFICADORES: Suco de fruta natural | Água Tônica 

- VERMOUTHS: Noilly Prat | Lillet | Cinzano | Carpano Punt e Mes 

- BITTERS: Angostura | Underberg | Fernet Branca | Campari 

- FLAVORIZANTES: Licor Grand Manier (laranja) | Licor Ricard (anis) | Licor Chartreuse (ervas) | Xarope Grenadine Monin



SERVIÇO:
Balaca - Rua Paulino Gomes de Souza, 193 - Recife - Telefone: 081 9984-1790 - E-mail: balaca@balaca.com.br

CAPA: Marcelo Faria realizado na profissão e na vida pessoal mas sempre pronto para se superar


Marcelo Faria passa a tranquilidade de quem chegou lá e está feliz com sua vida e profissão. Mas na eterna busca de se superar e fazer mais e melhor, ele não abre mão de momentos simples com a família ou o contato com a natureza. Isso recarrega suas baterias e dá energia para fazer tudo com determinação. A base da família talvez seja o segredo de tudo isso e muito mais. Marcelo bateu um papo com a MENSCH e nos contou um pouco de tudo isso, e inclusive como lida com fama, nudez, paparazzi e seu desempenho como super pai que é. 

Seu pai foi a grande inspiração para que você seguisse a carreira artística? Ele te orientou em algum aspecto? Aprendi e aprendo muito com meu pai, ele foi e sempre será uma inspiração para mim. Quando disse a ele que não gostaria de cursar uma faculdade, ele me disse: - Então vá estudar teatro e trabalhar no que gosta, foi o que eu fiz... Não existe uma orientação mais importante, a criação do caráter de um homem se faz durante a vida e considero que fui bem formado como homem por meus pais.

Você participou da série a “Máfia do Brasil”, depois veio um papel maior em “Top Model” e por seu papel em “Quatro por Quatro” alcançou a esperada fama. Como diferencia sucesso de fama, e qual a importância dela pra você? Não, não é fácil ser reconhecido na profissão com 17/18 anos, mas aos poucos fui me acostumando com a ideia de não ser mais anônimo. A importância do trabalho que faço é estar sempre me exercitando e buscando novos desafios. Atuar é o mais importante, independente de fama e sucesso.

Ainda sobre fama, o que te incomoda e qual, a seu ver, é o limite da exposição? E o que te incomoda nas publicações que se utilizam de paparazzi? A única coisa que me incomoda é não poder viver o meu lazer com a minha família sem ser vigiado. Mas nos acostumamos a este tipo de invasão.

Por duas vezes fez par romântico com a atriz Fernanda Rodrigues, como é essa coisa de química entre personagens? Ficamos muito amigos e isso facilita na criação da personagem, acho que isso é o que chamamos de química. Saber como o outro pensa e como gosta de interpretar, faz com que uma dupla se sobressaia. 

Das novelas e personagens que fez, qual foi o de mais difícil construção e qual o que mais se identificou? A construção mais difícil da minha carreira até hoje foi com o “Vadinho” de “D, Flor”, agora estou preparando esse projeto para o cinema. a identificação com um personagem fica mais a critério de quem assiste, mas um papel inesquecível e que amei construir e viver, foi o bombeiro Vladimir de  “Celebridade”. O Gilberto Braga me deu um presente!

Falando em Vadinho...por alguns anos você viajou o Brasil com a peça “Dona Flor e seus Dois Maridos”. Como é passar tanto tempo com uma peça ainda mais tendo que ficar nu em cena? Foram 5 anos. O tempo de um espetáculo em cartaz é ditado pelos Deuses do palco, enquanto houver público devemos realizá-lo. A nudez era natural para a personagem que eu interpretava, nada demais.

Sobre nudez, existia alguma barreira? Acha que hoje em dia a TV explora esse ponto mais ou menos dentro do contexto? Desde que haja sentido, a nudez é normal, nascemos nus e morremos nus.



Atualmente no ar em Malhação, e com quase trinta anos de carreira, como é dividir a cena com gente que tá começando? A energia que os mais novos trazem para o Set de gravação, supera a falta de experiência e isso faz com que a cena aconteça, pois eles vivem a situação de verdade e este é o segredo do ator. Além disso tivemos nesta temporada a possibilidade de preparar o elenco durante mais de um mês com professores capacitados para cada área que precisávamos, este foi o grande diferencial.

Malhação é uma novela para um público jovem, diferente da maioria das demais novelas, o que acha de bacana nesse fato? O bacana é poder renovar o meu público. Eles me conhecem por este trabalho e a partir dele irão me acompanhar.

Qual o prazer que o só o teatro traz? O agradecimento, as gargalhadas, os suspiros, aplausos, os erros e improvisos. Só o teatro é capaz de realizar este delírio para nós.

Quais as dificuldades e os benefícios de estar casado, ainda mais você sendo uma pessoa pública? O casamento é difícil para qualquer casal, cabe a nós dois lutarmos para não ficarmos entediados, nos amamos e a construção diária da nossa relação faz com que as dificuldades se dissipem, somos muito felizes e o fato de sermos públicos não implicam em nada na nossa relação.

Pai de uma menina, conta pra gente sobre as maravilhas e as preocupações. Se descobriu como pai ou sempre achou que daria conta do recado fácil? A Felipa foi o maior presente que ganhei na vida até hoje, é simplesmente inexplicável o amor que sentimos pelos filhos. Quando ela nasceu eu já sabia ser pai, isso é natural. Vamos ao próximo se DEUS quiser.

Você continua um cara esportista? O que mais curte para relaxar e manter a forma? Meus treinos diários de Muay Thai e Jiu Jitsu são as melhores maneiras de manter a forma. Fins de semana e viagens procuro surfar, nadar e estar sempre em contato com a natureza. Amo praticar esportes.

É um cara muito vaidoso? Como lida com espelho e a idade? Não me preocupo muito com isso, deixo a Camila cuidar de mim, ela que compra os cremes, etc. Amo minha barba branca. Fisicamente estou me sentindo bem, isso é o essencial.


Fotos Filipe Lisboa
Produção Executiva Marcia Dornelles (www.mdproducoes.com)
Styling Xico Gonçalves
Looks Acervo Pessoal

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

BAR: CACHAÇA, A BEBIDA TIPICAMENTE BRASILEIRA E DEMOCRÁTICA

A cachaça, bebida de respeito. Por ser uma bebida popular tipicamente brasileira que há séculos faz parte da civilização, antes de ser um produto econômico, é uma das mais belas expressões da cultura brasileira que é conhecida por inúmeros sinônimos, como: abençoada, água-de-cana, aguardente, aguardente de cana, bagaceira, branca, branquinha, caiana, conhaque brasileiro, desmancha-samba, néctar dos deuses, rum brasileiro entre outros.

Existente em várias comemorações, antes a cachaça era vista como uma bebida símbolo de resistência do povo brasileiro, sofrendo preconceitos no Brasil Colônia, sendo proibida a sua produção e comercialização. Com isso resultou na Revolta da Cachaça, dando origem ao Dia Mundial da Cachaça, 13 de Setembro. Esse símbolo que representa quase 500 anos de história “engarrafada”, pode ser considerado o primeiro destilado produzido nas Américas, de forma intencional, entre os anos 1516 e 1532, antes mesmo do Pisco, da Tequila e do Rum, evoluindo e chegando ao século XX, comparado aos melhores destilados produzidos.

A cachaça é a aguardente de cana, com seu teor alcoólico entre 38% e 48%. Para enaltecer e realçar sabores riquíssimos e diferenciados, a cachaça branca, em geral é engarrafada logo depois de produzida – ou armazenada e envelhecida, por um ano no mínimo em barris de madeiras típicas de cada canto do Brasil como: a Amburana, Jequitibá, Amendoim, Bálsamo, Ipê, Freijó, Eucalipto, Castanheira e o conhecido Carvalho, além de várias outras, conquistando seu espaço no cenário nacional. Se permanecer mais de três anos armazenada nos barris recebe a qualificação de Cachaça Premium ou Extra Premium.

Provar e observar, analisar as impressões, a cachaça deve apresentar limpidez, ou seja, ser transparente e sem partículas, ter brilho, sua cor pode ser amarela, dourada, âmbar ou branca, quando a cachaça não é envelhecida ou o é em tonéis que não alteram a coloração da bebida. Para descobrir se é boa ou ruim isto é, para acontecer o primeiro gole, primeiramente se faz um exame visual na garrafa e no copo, seguido do exame olfativo e depois pelo gustativo da bebida.
Pelo exame olfativo procura-se então identificar os aromas da cachaça, que aproximando o copo perto das narinas, tampa-se uma delas e inspira-se com a outra, descobrindo o teor alcoólico. Em seguida o líquido é ingerido. Os aromas são variáveis, mas o sabor da cachaça deixa uma sensação aveludada.

A degustação confirma ou não as sensações deixadas pelo exame olfativo. Coloca-se uma pequena quantidade da cachaça na boca e realizam-se pequenos movimentos com a língua e bochecha, de maneira que alcance todas as partes da boca e da língua, dando tempo para revelar sabores diversos: adocicado, ácido, amargo e salgado. Vista através de um copo de vidro com parede lisa, degustar um copo de cachaça é uma arte, deixar levar por esse líquido, é para dar prazer, e é para isso que ela existe.

Assim sendo, a cachaça ocupa a posição do terceiro destilado mais consumido no mundo. É utilizada como base para coquetéis de frutas, sendo o mais tradicional a caipirinha, drink refrescante e saboroso que, para não perder sua autenticidade, deve ser feita exclusivamente com a cachaça.  Atualmente com sua versatilidade, vários profissionais da coquetelaria vêm utilizando-a para reinventar drinks famosos, tais como o Mojito, o Dry Martini e a Margarita, mostrando igual ou superior à dos grandes destilados. 


Apreciar a cachaça é uma oportunidade para aguçar os sentidos, e degustá-la é o caminho mais legítimo e confiável para que você conheça a cachaça. Tema de estudos conhecido há quase 500 anos, o vinho de cana-de-açúcar, foi descoberto em algum engenho de açúcar. A cachaça era o nome dado à primeira espuma que subia da superfície do caldo de cana que estava sendo fervido.  Assim os engenhos produtores de açúcar, eram chamados de “casa de cozer méis”, que posteriormente foi também aplicado aos alambiques que produziam a cachaça.

Na década de 1620 na Bahia ocorreu o primeiro registro histórico da cachaça, coincidindo com o rum das Américas, a aguardente de caña na Espanha e a tafia na França, todas foram criadas a partir dos mesmos subprodutos da produção de açúcar. Sendo associada às classes mais baixas, a cachaça ao ser aprimorada as técnicas da produção começou a ser apreciada por todos, consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outro ingredientes nas festas religiosas em Portugal. Nas últimas décadas, veio o reconhecimento internacional, onde diminui o índice de rejeição dos brasileiros, dando à cachaça a bebida genuinamente brasileira um status de bebida chique e requintada e merecedora dos mais exigentes paladares.


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Walmir Oliveira está à frente de Balaca Buffet de Líquidos, com serviço personalizado, ontem também realizão drinks com frutas regionais combinados com ervas diversas, além de um Lounge de cachaças nobres para quem admira as boas cachaças como, Reserva 51, Vitoriosa, Antiqua, Nega fulo, Carvalheira Premium, Ypioca 150, entre outras. www.balaca.com.br

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PALADAR: A nova gastronomia de Noronha

Noronha é uma Ilha encantada mesmo. Até as experiências gastronômicas dessa Ilha não param de surpreender nunca. Quando você acha que conhece tudo. Aparecem sempre novos sabores, novos lugares. As dicas da MENSCH para essa edição são para os jantares. Quando o dia termina, e você já está louco por uma boa refeição e depois finalmente se esticar numa cama confortável, Noronha reserva excelentes lugares e pratos que vão marcar suas noites na Ilha com muito sabor.


Reservas: Noronhalovers@gmail.com ou 081 8171.9991.

Reserve também uma noite para o jantar cantado de Jú Medeiros na pousada Tribojú. Além de ser uma figura, o Jú canta a história da ilha enquanto você saboreia as delicias do festival. São duas opções de entrada, duas de principal e mais duas de sobremesa. O restaurante comandado pelo criativo Chef Victor Machado mescla itens da culinária nacional com a europeia utilizando pescados frescos. O cenário da pousada é lindo e o clima é pra lá de descontraído. *O jantar acontece todas as quintas. É necessário reserva. 081 3619.1313. Site: www.pousadatriboju.com.br

Uma noite inusitada você pode passar na Mesa da Ana, se deliciando nas criações desta chef cordon bleu e rindo das histórias de Rock, o seu marido. O jantar é Incrível. Talvez o lugar mais diferente e peculiar que você possa conhecer na ilha.  Somente para um seleto grupo de 10 pessoas, que sentam na mesma mesa, a mesa da Ana! Você é recebido com uma deliciosa taça de espumante e convidado a sentar num cantinho super aconchegante do quintal, junto a vegetação que na sua maioria é formada de temperos, frutas e legumes (acredita que até Jambo a moça cultiva por lá!). Perto da criação de patos e ouvindo o LP de Chico Buarque, enquanto conhece seus companheiros de jantar. Depois é servido entrada, prato principal e sobremesa de um menu confiance que vai ficar guardado na sua memória pra sempre. Na hora da reserva, a Ana sempre pergunta se você tem restrições alimentares e se tiver, vai fazer um prato especial só pra você!  A mesa da Ana funciona de segunda à sexta, pontualmente às 20h30. Reservas com a Ana no telefone 081 9338.4925.

Pra você que nunca achou que fosse possível ou nunca se deu a chance de experimentar, vale escapar até a pousada Zé Maria, uma noite calma sem o agito dos dias do festival gastronômico (leia-se segundas, terças, quintas e sextas) e provar a feijoada de frutos do mar. Sabor surpreendente! Feijão branco com camarões, lula, polvo e marisco. O restaurante abre todos os dias para jantar. Dias fora de festival não é necessário reservar. Site: www.pousadazemaria.com.br

Outra novidade gastronômica da Ilha é recém inaugurado restaurante Du Mar, com sua Moqueca Sinfônica carinhosamente chamada de "Delícia da Ilha", é o prato principal da casa. Iguaria tipicamente baiana, ela foi refeita a partir de um suave toque de azeite de dendê imerso em um mix de frutos do mar frescos e leite de coco. Esta moqueca serve duas pessoas e é a principal recomendação dos clientes no TripAdvisor. Reservas: (81) 36190432 - E-mail: restaurantedumar@hotmail.com

Mais uma noite inesquecível você vai passar num jantar romântico à beira da piscina do Dolphin. Com clima intimista, cenário lindo e cardápio que vai do famoso peixe na telha ao já aclamado gnochi de batata doce com carne seca e croutons de coalho. Não saia de lá sem provar a famosa sobremesa danado de bom, feito com bananas cultivadas no próprio jardim, empanadas com uma receita caseira deliciosa, sorvete de creme, paçoca e mel de engenho. É necessário reservar esse tipo de jantar. 081 3619.1100 mas o restaurante do Dolphin abre diariamente para café da manhã, almoço e jantar sem ser necessário reserva. www.dolphinhotel.tur.br