sexta-feira, 26 de junho de 2015

ESTRELA: Paloma Bernardi cheia de atitude e sexy como você nunca viu antes

Nós adoramos Paloma Bernardi e fazer essa matéria com ela era um desejo antigo nosso. Querida por todos, simpática, sorriso fácil e linda, é praticamente certo que você irá se apaixonar por ela, que o diga seu namorado Thiago Martins. Ainda mais depois dessas belas fotos em Paloma está very sexy! Disposta a encarar novos desafios sempre, Paloma deu o que falar na última edição do “Dança dos Famosos”, em março interpretou Maria na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém e recentemente foi uma garota bem danadinha na série As Canalhas, no canal GNT. Paloma não para, e à cada novo desafio uma nova paixão (dela e nossa).

Sua primeira novela foi ainda criança com 11 anos e antes fazia comerciais... O desejo pela carreira artística surgiu quando e de que forma? Minha primeira novela chama-se “Colégio Brasil”. Era Antônia e a direção era do Roberto Talma (amado que partiu agora, infelizmente... muito triste). Foi com ele que decidi ser atriz e seguir a minha vida artística.  Esse primeiro contato com estúdio, essa rotina que é gravação de uma novela, um roteiro a seguir, capítulos para estudar, criação da personagem, foi ali que então pensei: “nossa é isso que eu quero pra minha vida!”.

Que desafios e realizações você busca como atriz? São tantos... eu acho que a carreira de ator, é quase infinita... Eu desejo poder contar histórias de pessoas admiráveis. Acho que isso resume bem, basta estar vivo para ter histórias pra contar e como atriz eu quero viver várias. 

Esse ano você participou da Paixão de Cristo em Fazenda Nova, como foi a experiência e que desafios te trouxe? Esta foi mais uma oportunidade de uma realização de um grande sonho que tinha. Acompanhava esse espetáculo através de entrevistas, matérias, da minha própria família, por parte de mãe, que é de Recife. Fazenda Nova é o maior teatro ao ar livre do mundo, com mais de dez mil espectadores! Católica praticante que sou, pensava: “um dia eu tenho de participar desse espetáculo”, este dia veio agora, em 2015. Foi uma experiência maravilhosa, como se estivesse num retiro espiritual. Naquele lugar, com aquelas pessoas, me realizei não só como atriz, mas principalmente, como pessoa. Em vários momentos, senti como se Deus estivesse abençoando à todos de alguma forma. Quero voltar em 2016!!! (risos) 

Quais sentimentos afloraram, pessoal e profissionalmente, ao fazer parte da Paixão de Cristo em Fazenda Nova, especialmente interpretando a Mãe de Jesus? Como sou uma pessoa de muita oração, naquele lugar, pude me resguardar. Em São Paulo e no Rio a gente se perde tanto na correria. Estamos sempre de lá pra cá, que às vezes perdemos essa conexão com Deus ou nos dedicamos pouco tempo a essa relação. Então lá tive esse tempo, a oportunidade de me reabastecer espiritualmente. Soube que viveria Maria no Natal. De lá até a Páscoa fiz as orações pelo Sagrado Coração de Maria e também li o livro chamado “Nove meses com Maria”. Como eu nunca fui mãe, o livro me ajudou na busca do sentimento mais próximo que Maria possa ter sentido na sua gestação para então ter uma leve noção da dor da morte de seu menino. Fui às lágrimas diversas vezes enquanto estudávamos ou ensaiávamos... No meu primeiro ensaio com todo o elenco, fazíamos uma marcação técnica, com o diretor dizendo: “aqui você pra cruz”; “aqui você abraça o personagem João”; “Você fala o seu texto aqui” e “Aqui você coloca Jesus no seu colo”, tá bom? E eu, “tá bom”... Quando colocaram o Igor Rickly, o Jesus, no meu colo, não me aguentei! Bateu um aperto no coração e eu chorei, chorei, sem motivos, sem saber porque!  Por 5 segundos, era como se eu estivesse em um lugar fora dali e estava sendo abençoada por estar vivendo aquela história. Foi lindo demais! 


Essa experiência em Fazenda Nova foi de certa forma um retorno às raízes, já que sua mãe é pernambucana? Foi uma honra. Eu amo Pernambuco, sou apaixonada por Recife. Está no sangue! Ali eu vejo a arte borbulhar em cada esquina. Vejo o folclore, as danças típicas acontecerem independente da época do ano. Recife valoriza a sua própria cultura isto está impresso nos seus artistas que são incríveis de bons em tudo! O pernambucano realmente tem a arte no sangue e eu por ser filha de pernambucana também tenho esse sangue artístico.

Como lida com fé, religião, pecado e perdão? Como disse, sou católica praticante desde criança, levada pelos meus pais. Na minha fase adolescente, trabalhava mais ativamente usando as artes nas missas festivas. A gente pode cair, encontrar barreiras, pedras no caminho, falhar na fé, mas eu sempre volto ao eixo através da oração.  Costumo dizer que as coisas na minha vida acontecem por “Deuscindências” que são coincidências que vão surgindo que eu falo: “Só Você mesmo pode ter feito isso acontecer”.  E assim eu sigo na fé, firme e forte no bem.

A fama veio com a personagem Mia na novela da Globo “Viver a Vida”, o que mudou a partir daí? Nossa mudou muita coisa na minha rotina. A minha essência, o que eu sou como pessoa, tudo o que eu aprendi com meus pais, a minha educação, isso não mudou e nunca mudará. Prezo muito o que me deram e fizeram o que sou.  Mas ali era a primeira vez que estava experimentando um reconhecimento de público em todo o território nacional (!!!), lógico que assustou um pouco ver as pessoas comentando, comparando com outras atrizes, me parando nas ruas. Mas não sou hipócrita de dizer que não gosto. Claro que gosto! O que eu acho bacana é justamente o reconhecimento do meu trabalho e isso me impulsiona a ser cada vez melhor! Tô muito feliz com meus pés no chão, mas buscando alcançar as estrelas, sempre.

Fama geralmente vem associada à exposição, como lida com isso? A partir do momento que você se torna uma pessoa pública, você é referência para muita gente. Esperam ouvir o que você tem pra dizer também além da cena em si, então tento ser uma boa referência.  As pessoas tem curiosidade em torno de quem aparece na televisão e claro, nem tudo é necessário tornar público e isso me incomoda um pouco. O mundo digital é ótimo mas é um território de ninguém, sem controle nenhum e me incomoda as páginas “fakes” que falam por mim... um verdadeiro desrespeito mas tudo bem, pois sei que isso acontece e tenho que passar por cima e não deixar isso prejudicar a minha vida. 

Rosângela, da novela “Salve Jorge”, foi sua primeira vilã e causou boa repercussão, atraindo inclusive a “raiva” do público. A experiência de uma vilã é mais rica? Rosângela foi mesmo um divisor de águas na minha carreira porque pude mostrar para o público e para a classe artística que podia ir além da boa moça. Foi maravilhoso o retorno do público. As pessoas sentiram raiva de mim! Quem diria que isso me faria feliz, né? Mas essa é a prova de que atingi o objetivo que a personagem pedia.  Quanto a ser vilã ser um trabalho mais rico, acho que isso independe. O trabalho tem de ser reconhecido se for a mocinha ou a vilã.

Dança dos Famosos, qual o saldo pra vida após essa experiência? A Dança dos Famosos foi uma grande conquista. Foi uma experiência única que me levou a exaustão física, mental e espiritual, mas também um aprendizado sem tamanho como atriz. A cada semana vivi uma personagem diferente, dentro de um universo diferente, enfrentando medos, desafios, o desconhecido... O que eu vivi na Dança foi algo único. Não ganhei mas cheguei até a final e me sinto vitoriosa pois saí me sentindo uma mulher mais forte, mais preparada para o imprevisível. Conheceram a Paloma Bernardi chorando, com medo, alegre, divertida, palhaça, talentosa, com dificuldades, então foi ótimo que o público pôde ver a minha essência independente de um personagem que estivesse vivendo. Esse foi o meu maior saldo: sou forte e tudo é possível porque sou capaz. Tô pronta! É só mandar! (risos) 


O fato da sua mãe ter sido bailarina do Balé Popular do Recife, fez você se aproximar mais da dança? O que a dança representa para você? Sim, o fato de minha mãe ter tido esse contato na adolescência com o Balé Popular do Recife me influenciou muito. Como disse antes, ela que me levou para esse mundo das artes de um modo geral. Eu adoro dançar e depois da Dança dos Famosos, aí que eu me apaixonei mesmo. É que não tenho tempo ainda, mas eu gostaria de dar continuidade as aulas de dança, porque como atriz o meu corpo fala e já que também tem a questão de manter a forma é um meio de você manter o corpo e a mente equilibrada até sem perceber.

Você namora o Thiago Martins, também ator, como viver uma vida a dois com privacidade sendo os dois famosos? Quando queremos ter nossos momentos à dois, marcamos uma viagem, vamos para um lugar mais distante, ou a gente fica em casa mesmo se curtindo. Encontrando meios, formas de viver nosso relacionamento de forma tranquila.

Na era das selfies e redes sociais, como se preservar sem se excluir de tudo isso? Qual o limite para a exposição? Até onde vai a necessidade como atriz e a vontade como pessoa comum? Eu tenho nas redes sociais meus maiores parceiros. Uso Instagram, Twitter e Fanpage. Estes são os lugares onde mantenho a minha conexão com os meus fãs, com os meus seguidores, com as pessoas que gostam do meu trabalho. Eu não exponho nada que soe algo vulgar, pois meus princípios são maiores que minha ambição. Tenho muito respeito ao meu público e as pessoas em geral. As selfies até gosto de eu mesma tirar com quem me pede com respeito. O que não gosto é de gente sem autorização, sem pedir, faz uma foto quando estou comendo ou com a boca aberta... ninguém gosta, né?


Você é bonita e desejada, como lida com sua sensualidade e com o assédio masculino? Nossa, obrigada pelo elogio. Assédio masculino eu nunca tive problema, nunca mesmo. Nunca ninguém me desrespeitou. A abordagem que recebo é masculina e feminina e sempre de reconhecimento, de gratidão, de parabéns pelo trabalho que estou fazendo. Quanto a sensualidade acho que é ser natural. Quando você quer forçar alguma coisa, aí não rola. Toda mulher sabe ser sensual quando quer, sabe o que ativar nos gestos para ser sensual. Às vezes é um olhar, uma jogada de cabelo, uma roupa, um sorriso... A naturalidade encontra essa sensualidade com mais valor do que aquela forçada, vulgar.

O que os homens ainda não aprenderam com as mulheres? E o que você inveja neles? O nosso poder de visão ampla, de ouvir a intuição... Em pleno século XXI, são poucos os “Erasmos” que reconhecem o quanto temos que ser multifacetadas, que lidamos melhor com o “acúmulo de funções”. Admiro a forma que o homem tem de levar a vida, com mais objetividade. Eles selecionam o que querem e o que não querem, desligam-se, simples assim. Por favor, leitores, lembrem-se que estamos aqui falando de forma bem geral, ok? (risos)

Você estreou nas telonas com o filme “Lascados”, como foi participar desse filme? Foi uma ótima experiência, meu primeiro longa, uma comédia infanto-juvenil, um público que fazia tempo que não trabalhava, adolescentes. Gravamos no interior do Espírito Santo, em praias lindas... e muito bom poder me ver na telona. Fiz uma caipira, que parecia ser santa, mas no fundo não era nada, era uma mentirosa e bem safadinha.

E quais os próximos projetos? Estou filmando dois longa metragens: “É Carnaval”, com direção do Paulo Fontenele e o outro, “Vale Tudo” do Afonso Poyart. Artisticamente estou bem satisfeita porque tudo que queria fazer depois de Rosângela em Salve Jorge, estou realizando. Fiz a série “As Canalhas”, do GNT; a Paixão de Cristo no teatro e os filmes... e quero mais, muito mais!!!
Paloma Bernardi se conquista com... Com simplicidade, espontaneidade e charme (risos).



Fotos Sergio Baia
Produção Executiva Marcia Dornelles 
Styling Alê Duprat para Aba Mgt
Produção de Moda Marcellla Klimovicz
Beleza Apoema Schiel para Aba Mgt

PALOMA VESTE: Look 1: body preto Eva; Look 2: body vermelho Thelure para Unidas; Look 3: body azul para Thelure. Sapatos: Jorge Bishoff

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