sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

ESTRELA: Cristiana Oliveira linda e sensual como sempre

Por muito tempo ela ficou marcada com a Juma Marruá, e aos poucos foi formando uma carreira de sucesso com personagens marcantes em novelas, filmes e peças. Sempre deixando sua marca e não sendo indiferente para quem a observava. Crica, como ficou mais conhecida no início de sua carreira como modelo, de olhar apertado, meio ingênuo e ao mesmo tempo sexy. Foi com essa sensualidade discreta, talento e muita disposição que Cristiana Oliveira conquistou tudo e todos. Um dos ícones da TV, modelo de mulher bonita, e uma prova que o tempo as vezes parece não passar. Crica continua naturalmente bela, e cheia de energia acaba de finalizar um trabalho e já está à postos para os próximos projetos. No meio disso tudo ela posou para a MENSCH e nos concedeu essa entrevista. Se encante ainda mais por essa mulher incrível! Somos fãs!

Recentemente você participou do seriado “Animal”, no GNT, como foi esse trabalho? Que desafios te trouxe? Um tipo de interpretação inédita pra mim. Mais comedida, econômica, linguagem de cinema. Tive que internalizar toda minha expressão corporal e passar pro olhar. E ao mesmo tempo estava fazendo teatro; duas coisas diferentes. Outro desafio foi conviver 3 meses com aquelas 170 pessoas da equipe numa cidade de apenas 450 habitantes. Éramos uma comunidade. E fomos extremamente felizes!

Falando em “Animal” lembramos logo da eterna Juma Marruá de “Pantanal”. Esse personagem continua tão forte assim para você como é para o grande público até hoje? Sim! É a minha "persona". Sou grata e serei eternamente por este divisor de águas na minha vida. Pra muitos não sou a Cristiana, sou a Juma Marruá!

Talvez esses personagens passem uma sensualidade que é inerente à você, seu olhar forte... Você concorda com isso? Você acha que a sensualidade está muito forte em você? Nunca tive muita consciência disso. Mas acho q uso quando a personagem pede. Na vida, só quando me interessa (risos)

Por falar em sensualidade, você também marcou época com um belíssimo ensaio para a PLAYBOY produzido na Jamaica. Como foi a experiência? Como foi fazer esse ensaio? Faria novamente? Foi muito interessante! Uma experiência diferenciada! A natureza em equilíbrio com a própria natureza da mulher! As fotos ficaram lindas e naturais. Se for uma proposta tentadora, porque não? 




Já que estamos falando em sedução e sensualidade... como é a Crica quando quer seduzir? E quando se deixa seduzir? Acredito que isso seja um movimento natural de duas pessoas que se desejam. Não tem muito mistério. A sedução faz parte do jogo 

A idade parece que não passou para você e a prova está nessas fotos onde você aparece juvenil e sexy como sempre acostumamos vê-la. Atravessando os anos cada vez mais linda, mais naturalmente sexy, mais cheia de energia, parece que nem o corpo nem a alma envelhecem... Como se chega a isso? Existe receita? Tentar dar valor as coisas simples da vida e buscar o autoconhecimento. Fazer as pazes com o espelho e transformá-lo num aliado. Mas minha busca espiritual e minha curiosidade constante, meus estudos, minha busca também pelo conhecimento, vão me tornando uma pessoa melhor, cada vez mais segura de si mesma. A maturidade é linda. Talvez por isso me veja bonita. É um conjunto de coisas. Um encontro leal comigo mesma.

O que te encanta fazer quando não está gravando ou ensaiando uma peça? Estar com minha família e amigos, ler, dar minhas palestras, escrever meu livro. Adoro fazer Minhas aulas de corpo, voz, trocar ideias com as pessoas...


Quer dizer, não foi sempre assim que te vimos na TV... Em 2011 na novela “Insensato Coração” você abriu mão da beleza e sensualidade para encarar a personagem Araci engordando 15 quilos e perdendo toda a feminilidade. Foi um grande desafio? O que foi mais difícil durante esse processo para ser Araci? Foi um desafio, mas um grande prazer. Estive 1 ano e meio convivendo com presidiárias no Rio e em Florianópolis. Este universo tão distante de mim me faz crescer demais como pessoa. Foi um grande estímulo à valorização da vida. Um estudo da mente e sentimentos humanos. Coisas que livros não iriam me ensinar. A perda da sensualidade foi natural! Todo o processo foi em função da personagem! Eu pensava nela o tempo todo. Abri mão de mim, por ela.

Foi difícil se ver “feia”? Como lidou com o espelho? Foi difícil, mas consciente. Adorava quando as pessoas elogiavam meu trabalho. Mas estranhava também a quantidade de pessoas que me criticavam pelo fato de ter engordado tanto. E olhava no espelho e via a Araci. A Cristiana era a mesma mas apenas internamente

E o homem vaidoso, até que ponto você acha interessante? O que te atrai nele? Acho incrível quando o homem se cuida dentro de um limite. Malha, tem uma vida saudável, alimentação boa. Aquele que se larga, não tá nem ai com nada, não me atrai. Nós nos cuidamos, por que o homem não?


O que te seduz em um homem? Qual conselho daria aos nossos leitores no que tange a conquista feminina? Acho isso muito pessoal. Mas pelo que conheço as mulheres (e conheço muito. 10 anos dando palestras pra elas sobre auto estima), elas querem um homem amoroso, gentil, atencioso, bom pai e fiel. E que as valorize. Elas podem ser a melhor mulher do mundo se o homem agir assim!

O que é mais difícil de conquistar numa relação e onde mora o perigo que pode destruir tudo? Confiança, cumplicidade! E para destruir; ciúme excessivo, possessividade, infidelidade, traição moral e falta de respeito.

Qual característica você inveja nos homens e qual característica feminina os homens deveriam ter? Não invejo nada. O homem é biopsicologicamente diferente da mulher. Cada um com seu cada um. Mas mesmo com todas as conquistas e evolução feminina, ainda sofremos preconceito e falta de igualdade no quesito respeito e profissional.

Que saldo você faz de 2014 e o que espera de 2015? Muito aprendizado. Viajei muito. Com o Animal; no Sul e com a peça no Brasil inteiro. E também vivi momentos muito intensos. Tive "perdas e ganhos" como diz Lya Luft.
E não espero nada. A vida é imprevisível. Deus quem comanda.

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