terça-feira, 16 de setembro de 2014

BEBIDA: Gin Tônica, uma refrescante tendência

O Gin tônica está em alta e é um dos cinco coquetéis mais pedidos em um balcão de bar. Considerado um ritual de estilo é uma febre em toda a Europa, uma espécie de instituição nacional em países como a Espanha, Inglaterra e Holanda que conta até com especialistas no assunto. Quando chegou ao Brasil também caiu rapidamente no gosto do consumidor e isto se deve a sua fácil elaboração e seus ingredientes botânicos muito aromáticos e com uma variedade de sabores levemente adstringentes próprios do Gin que complementado com muito gelo e água Tônica resultam em um coquetel extremamente refrescante.

O Gin tem sua origem na Holanda onde era chamado de Jenever ou Genievre, em francês, posteriormente passou a Ginebra e sem seguida sendo abreviado para Gin. Foi na faculdade de medicina de Leyden que a meados do século 16 o doutor Franciscus de La Boe produziu pela primeira vez uma bebida destilada à base de álcool de cereais misturada com bagas de Ginepro ou Zimbro, em italiano. Vale lembrar que a região italiana da Toscana é considerada a principal fornecedora deste fruto para a bebida que nasceu com fins medicinais e terapêuticos;

Com o passar do tempo e por questões comerciais de importação da matéria prima a bebida migrou para Inglaterra onde foi aperfeiçoada, produzida em grande escala e adotada como a bebida nacional. Já a tônica foi uma invenção do alemão Joseph Schweeppes que adicionou quinina, um elemento analgésico e antitérmico numa simples soda gaseificada. Hoje em dia encontramos varias marcas e estilos de tônicas com princípios botânicos ao redor do mundo. 

A soberana Schweeppes (1) lançou uma linha Premium Mixer ideal para combinar com o gin tônica, uma com nuances de gengibre outra de cardamono indiano e outra de pimenta rosa. A inglesa Fever Tree (2) considerada a Ferrari das tônicas contem nuances mediterrâneos e quinina proveniente da árvore da fevre e vem em exclusiva garrafa de 20 cl. Na Espanha a Top é a Premium Bo Dry (3), outra inglesa é a Fentimans (4) que vem em garrafa de 125 ml e oferece nuances de rosas e limão, na Itália a Monelli (5) faz sucesso com sua tônica de arancia rossa (laranja), outra italiana mais popular é a Abbondio (6) que vem em garrafa de 25 cl. 

Também não podia faltar uma versão da consagrada San Pellegrino com sua Old Tonic Pellegrino (7), líder de vendas nos Estados Unidos. Assim como a americana Boylan combinam muito bem com gins de citricidade alta. Na Índia temos a clássica Markham Premium (8) e a Indian Tonic (9) que apresentam fortes nuances de especiarias. Para finalizar nossa pequena lista a tônica argentina 1724 (10), feita com água da Patagônia, todas foram desenvolvidas exclusivamente para harmonizar com as características dos mais variados tipos de gin.


Independente das harmonizações existe um principio básico para degustar seu gin tônica, são os aromas e sabores cítricos. A grande sacada do gin tônica foi o ingrediente de destaque do drink, a quinina, que prevalece no sabor da bebida. A quinina foi considerada o principal remédio para a malária, doença devastadora transmitida pelo mosquito-prego que se adapta e prolifera em climas úmidos e tropicais, esta descoberta aconteceu no século 18 época da ocupação inglesa na índia.

Segundo historiadores o gin tônica nasceu por acaso, pesquisas indicam que os soldados que estavam na Índia na época começaram a misturar a tônica com o gin destilado, muito popular nas ruas londrinas. E aí uma bebida que nasceu para ser um remédio virou complemento indispensável para um dos coquetéis mais populares nos bares do mundo. 


Rodrigo Sepulveda - Gerente de bar e mixologista.

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