sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

ENTREVISTA: Otaviano Costa, cada vez mais divertido, talentoso e conquistando seu espaço na TV

Para celebrar nossos 2 anos de edições impressas, vamos rever alguns grandes momentos das entrevistas MENSCH começando com o ator e apresentador Otaviano Costa. "O dono da história"! Esse poderia muito bem ser o título dessa entrevista com o ator, jornalista e locutor Otaviano Costa. Um homem invejável, não só pelo fato de ser casado com a bela Flávia Alessandra, mas por ter construído uma história de sucessos e realizações, onde cada papel que teve o prazer de viver, lhe rendeu mais do que sucesso, mais felizes momentos. Felizes momentos relatados aqui por esse cara que além de tudo segue à risca o ditado de que rir é sempre o melhor remédio. Dos momentos como radialista à atuação em novelas, a cada novo trabalho uma nova realização. Assim como o papel, oficial, de ser pai. Experiência que ele compartilha tão harmoniosamente com Flávia e sua querida enteada, que juntos formam o que podemos chamar de família daquelas de propaganda de margarina. A Otaviano o nosso desejo de mais sucesso em 2014 e aos leitores, uma ótima leitura, afinal, vale à pena ler de novo!

Como foi seu início profissional? Veio pela atuação ou apresentação de programas de rádio/TV? Foi em rádio (Jovem Pan FM/SP), como locutor e imitador. Mas logo parti para TV, como ator, trabalhando na "Escolinha do Golias", no SBT. Onde contracenava com o Norton Nascimento e outros atores da época. Depois disto, entrei na MTV e minha vida seguiu mesclando a interpretação com a atuação até hoje.

Apresentar ou atuar. Onde Você se sente mais à vontade? Eu amo fazer as duas coisas. Energias motivacionais incríveis! Sou comunicador e ator por natureza! Mas são processos distintos. Apresentar sou eu com o botão de "liga/desliga" acionado. Estou pronto instantaneamente. O tempo todo. Não há medida. É solto e amplo. O microfone em minhas mãos é quase uma extensão do meu corpo. Agora, atuar é uma viagem. Literalmente. Uma viagem de sentimentos, esforços físicos, composições, limites e fronteiras, que muitas vezes somos obrigados a ultrapassar e ousar. O risco é maior, mas é isto que me move. A cara a tapa o tempo todo. Eu amo dar vida e a vida aos personagens.

Que boas lembranças você guarda da época de apresentador na MTV e na Rede Record? São mais de 20 anos de carreira e acharia injusto destacar uma ou outra emissora desta minha história profissional. Cada uma delas foi muito importante. Por exemplo, a BAND, onde apresentei tantos programas (especialmente o O+ "Ó positivo"), transmissões de carnavais, shows e eventos como os réveillons. Como não citar o SBT, onde comecei em TV e trabalhei como ator no programa da Angélica e na novela “Éramos seis” (1994)? E a Globo? Minha passagem como repórter e ator pelo Domingão do Faustão, (entre 1997 e 1999) e já duas novelas (Caras e Bocas e Morde e Assopra)? Na Record (2001 a 2004) apresentei vários programas e atuei na novela "Amor e intrigas" (2007). E a MTV? Pô! Foi demais! Se for falar de lembranças, prefiro falar de todas. 


Você saiu de Cuiabá, sua terra natal,  por conta do esporte mas acabou enveredando para o mundo artístico, como foi isso? Eu estava indo para o treino no Banespa (onde jogava) em São Paulo e ao sair de casa, me deparei com uma promoção da Jovem Pan FM em frente ao prédio onde a rádio ficava. Me deu um "tilt", faltei o treino, fui até o andar da rádio e fiquei na porta fazendo imitações. Umas duas horas seguidas, até que uma hora enchi o saco da galera de lá e um cara me puxou pra dentro e me colocou num estúdio. Pediu para um produtor gravar minhas imitações. Dois dias depois, me chamaram e comecei a trabalhar como locutor nas madrugas e ganhei um programa que se chamava "Pandemônio". Não acreditei! Cara de pau e tanto! Meu primeiro emprego. Valeu, mas tomei bronca e "banco" do técnico. 

A vertente do humor sempre esteve presente em você? Sim, tem mais a ver com meu jeito de ser. Adoro pessoas divertidas e inteligentes ao meu redor. Risada é cachaça. Adoro me embebedar delas. A Flávia também tem este DNA. E brinco que nosso relacionamento, foi "bom humor a primeira vista". Mas profissionalmente, não quero ficar preso a um caminho dramatúrgico somente. Quero sempre desafios e novos caminhos. Imagino milhares de personagens que amaria fazer. Das últimas três novelas, fiz um personagem de drama e dois de comédias. Por enquanto o equilíbrio está bom.    

Você é casado com Flávia Alessandra, uma das mulheres mais bonitas e desejadas da TV brasileira. Como você lida com isso? A pessoa com que eu me casei e eu amo, é a que vive na minha casa. Esta sim é a mais bonita, desejada, inteligente, bem humorada do meu mundo. Quando a conheci, confesso que não sabia de sua projeção e carreira ao todo. Já juntos, me interessei a conhecer mais e aí sim, à entendi completamente e passei a admirá-la ainda mais. 


Alguns homens resistem a se envolverem com mulheres com filhos de outros relacionamentos, em algum momento isso pesou na sua história com a Flávia Alessandra? Sim! Especialmente no planejamento de um casamento tão rápido (Casamos em menos de seis meses juntos). A Giulia era parte fundamental daquela nossa decisão. Pensamos e agimos da maneira mais adequada possível, para que não a deixássemos chateada, com medo, dúvidas ou até ciúmes da minha chegada na vida delas. Mas deixo claro, que esta situação em nada, absolutamente nada, pesou ou mexeu em minha decisão de casar com a Flávia. Giulia é uma menina incrível e eu me apaixonei por ela imediatamente também. Fui até honrado com o convite de hoje, além de ser seu padrasto, ser também seu padrinho. Eu adoro esta garota!

Qual a emoção de ser pai? Vou usar o refrão da música do QUEEN: "It's a kind of magic". É um tipo de magia única. Absolutamente maravilhosa. Eu rio, choro, brinco, me perco no olhar dela. Me vejo, vejo ela. Vejo minha família. Nada mais me interessa quando estou com ela. A Olívia (graças a Deus!) herdou nosso bom humor. Acorda com um sorriso no rosto. E mais, essa menina sorri com o olhar. É encantadora! Acho que ela me hipnotiza todas as vezes que eu olho pra ela. (risos)  

Muito se cobra do tratamento do homem em relação à mulher. Mas e qual seria pra você a pior atitude de uma mulher em relação ao homem numa relação. O que ela faz que detona a relação? A traição. Por ambos os lados. Se isto acontece, a relação perde a principal estrutura de sua base: confiança.



Seu casamento com Flávia Alessandra parece ser de perfeita sintonia e com muito bom humor. Seria esse o "segredo" para se manter um bom relacionamento? É claro que o bom humor para mim é fundamental. Mas o amor para mim é a eterna busca de vários sentimentos e virtudes, que o casal desenvolve com o tempo e aprende a construir para um relacionamento. O sexo, respeito, admiração e cumplicidade também estão nesta receita. 

Com a chegada dos 40 chegando, algo te incomoda em relação à isso? Como manter sempre esse ar de garotão que você costuma transparecer? Olha, eu não sofro da "Síndrome de Peter Pan", mas eu não consigo me ver, sentir e imaginar com a idade que estou. Eu acho que sem querer, exercito minha alma de moleque, para que ela se equilibre com a boa maturidade que veio com o tempo. Música, bom humor, amor, esporte, filhos, vinhos... 40? Eu? Vamos lá então! Nunca me senti melhor! Meu espírito jovem me guia eternamente! 

Costuma pensar muito em relação ao futuro? Quais seus medos e desejos quando pensa no futuro? O futuro é o agora. Não tenho medo ou grandes preocupações. Só peço a Deus que nos dê saúde, especialmente para as nossas crianças. Não posso me preocupar! Olho para o lado e penso: "Sou feliz, tenho saúde, uma linda família, faço o que amo e construí uma história". Que mais eu quero? O que mais posso querer?


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