quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CRÔNICAS & INDAGAÇÕES: TEMPOS DIFÍCEIS - Por Antônio Campos


Os 7 bilhões de habitantes da espaçonave Terra enfrentam um cenário de mudanças econômicas, políticas, climáticas e culturais. É uma verdadeira crise civilizatória e de valores. O cientista político francês Dominique Moisi, autor de “A Geopolítica das Emoções”, sentencia que “O Ocidente perde peso relativo, a Ásia renasce, os emergentes ganham novo peso. A política está em franca transformação”. É um mundo multipolar e pluricultural. 

A Primavera Árabe, a crise do euro, as catástrofes climáticas, o Occupy Wall Street, nos Estados Unidos, os indignados na Espanha, a islamofobia na Europa, a crise Irã x Israel, a guerra na Síria, as eleições contestadas na Rússia e a crise continuada no Egito, mostram um mundo em crise e transformação. O mundo já vive em rede e a era digital tem enorme influência nas relações humanas. O homem dominou o mundo pela tecnologia, mas não aprimorou o holístico. Recentemente foi divulgado que os Estados Unidos monitoram celulares, redes sociais e e-mails. É uma mistura de George Orwell com Kafka. 

Vivemos uma crise das religiões. Não digo o mesmo da espiritualidade. Esta nasceu com os homens. As religiões são fenômenos mais recentes. O aparente ou real choque entre religiões e culturas marca o cenário contemporâneo. É preciso criar pontes e diálogos. Contudo, faltam líderes ao mundo. A crise na Europa demonstra claramente isso. Precisamos reinventar a democracia. As recentes manifestações no Brasil demonstram que o atual modelo de democracia representativa está esgotado e que é urgente uma reforma política e uma nova agenda para o Brasil. Há uma falta de líderes no mundo. 

Tenho esperança de que, ao existir uma expectativa de tantas dificuldades no mundo, o Brasil seja um paradigma de uma melhor tolerância na convivência entre religiões e culturas e de empreendedorismo para um mundo em crise e em conflitos. É o sonho brasileiro para o mundo que tem que ser preservado internamente e mostrado ao mundo.

Com o excesso de informação da web em um mundo acelerado e entulhado, impõe-se a necessidade de uma espécie de edição do presente. Estamos obesos de informação e famintos de sentido. Diálogo é a palavra-chave do mundo contemporâneo: entre artes, povos, religiões e culturas.


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