segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

TEATRO: Emanoel Freitas, vai deixando sua marca por onde quer que passe, seja no palco ou na platéia


Nascido em Belém e com jeito carismático e bonachão, este gordinho boa praça vai deixando sua marca por onde quer que passe... Seja no palco ou na platéia, como ator ou expectador, Emanoel Freitas é a tradução da Alegria e Vibração em alta frequencia todo o tempo. Me diverti nos bastidores do TUCA, onde ele está em cartaz atualmente com o Espetáculo Enlace, a loja do Ourives, como o divertido diretor de teatro Adam. Festejado pelos amigos e pelos colegas de cena, Emanoel conta aqui um pouco da sua história, sua origem e do ofício de ser um ator multimídia. Espero que vocês gostem!   

Você nasceu em Belém e recebeu seu primeiro convite para ser ator ainda criança, conte como aconteceu. Há trinta anos, com sete anos, fui a uma feira de automóveis e me deparei com vários personagens da Disney fazendo performances pras crianças, fiquei encantado com tudo aquilo... Imediatamente procurei a pessoa responsável e falei que gostaria de atuar como um dos personagens. Ela me deu um cartão de visitas e pediu que a procurasse na semana seguinte. Trinta minutos mais tarde essa mesma pessoa me chamou dizendo que um dos atores tinha faltado e que precisava substituí-lo e desde esse dia não parei mais de trabalhar como ator. Mais tarde, aos doze anos, montei minha primeira companhia.

Como foi que você se tornou produtor do Fest Cine Belém? Em 1995 fui eleito diretor executivo do Coletivo de Realizadores de Audiovisuais da Amazônia e a partir daí passei a frenquentar os principais festivais de cinema existentes no Brasil. Em 2003 me dei conta de uma estranha estatística, naquele ano dos 98 festivais de cinema a serem realizados no Brasil nenhum deles aconteceria na região Norte, então disse a mim mesmo que precisava tomar uma atitude em relação a isso. Em 2004 realizei o 1o Fest Cine Belém que já em 2005 desdobrou-se no Circuito Itinerante de Cinema levando parte da programação do festival ao interior do estado, organizações sociais, asilos, presídios, orfanatos, creches, penitenciarias e a comunidades ribeirinhas das ilhas no entorno de Belém.

Quando você recebeu seu primeiro convite para a TV e a decisão de se mudar para o RJ? Em 2011 nos primeiros cinco minutos do dia em que completei trinta e seis anos, recebi um e-mail da diretora e cineasta Tizuka Yamasaki me convidando pra fazer um personagem na série “As Brasileiras” com direção geral do Daniel Filho na TV Globo. Naquele momento senti que era o momento de mudar pro Rio de Janeiro e canalizar energia na minha carreira de ator e foi o que fiz e logo depois disso veio o convite pra fazer a novela “Aquele Beijo”.  

Você está agora completando 30 anos de trajetória artística, em um universo de ator/diretor/produtor, tendo transitado entre o cinema, teatro e TV. De todos estes cenários o que mais te completa? O que realmente me completa e justifica a minha existência é a arte de atuar e poder dar vida a incríveis personagens que tive a honra de interpretar, cada cenário tem a sua atmosfera e a sua magia. Posso dizer que sou um artista dividido entre essas três grandes paixões que são o cinema, o teatro e a televisão.

Se você fosse citar pessoas ou artistas que influenciaram ou incentivaram sua carreira, quem você citaria? O maravilhoso da minha profissão foi me proporcionar grandes amigos que tiveram fundamental contribuição na minha carreira artísticas seja como inspiração ou mesmo apontando caminhos como o cineasta Januário Guedes nas inúmeras conversas sobre o fazer artístico, a atriz Dira Paes sempre parceira nos caminhos do Cinema e do FestCineBelém a produtora Sônia Kavantan que me despertou para o Circuito Itinerante de Teatro levando a arte para as comunidades; a diretora e cineasta Tizuka Yamasaki, pelo respeito profissional durante a pesquisa do filme “Amazônia Caruana” e oportunidade no universo da TV com o convite pra série “As Brasileiras”  e o ator e produtor Jô Santana pela parceria no Teatro paulistano e brasileiro no musical “Enlace a Loja do Ourives”. 

Quando vai ser sua estréia no cinema? Você foi convidado recentemente para atuar em um filme não foi? Farei esse ano o filme “Danou-se” meu primeiro longa-metragem como ator a convite dos amigos queridos Alfredo e Sandra Bertini produtores do Cine PE Festival do Audiovisual do Recife que depois de anos exibindo filmes brasileiros resolveram contar parte das suas histórias de vida na tela grande e criaram um personagem especialmente pra mim, o que muito me honra. O filme será dirigido pelo cineasta André Moraes e terá como produtoras associadas a BPE Produções, Link Digital e Massaini Filmes.

Você acha que o fato de você ser um ator gordinho e ser nascido no Norte gera preconceito por parte do mercado e isto se torna um fator limitador? O “pré-conceito” é natural quando você se depara com algo diferente e hoje no Brasil ser gordinho e ser do Norte continua sendo diferente num País onde tudo está cada vez mais igual. Portanto o “pré-conceito” é inevitável, no entanto ser diferente onde as maiorias são iguais torna-se um diferencial muito competitivo e positivo o que faz com o que o “pré-conceito” caia imediatamente por água abaixo, principalmente quando você tem a oportunidade de mostrar que tecnicamente está no mesmo patamar... Um ser diferente incomoda os iguais e por isso surge imediatamente o pré-conceito pelo desconhecido mas pra mim isso tem sido muito positivo porque tem me proporcionado ótimas oportunidades de mostra o meu diferencial artístico, técnico e humanístico inclusive.


O que é mais importante para um ator é nunca desistir do seu objetivo? Acreditar, acreditar, acreditar... Paciência, paciência, paciência... Desistir jamais e estudar sempre! Saber respeitar os colegas de profissionais, reconhecer e valorizar as conquistas de cada uma das pessoas de sua equipe de trabalho.

Além de atuar você também canta e dança. Como você divide seu tempo no dia a dia, você ainda faz algum tipo de preparação para o oficio de ator como cursos, oficinas etc? Nos dias de hoje o ator além de interpretar precisar cantar, dançar, fazer mímica e ainda na maioria das vezes se produzir, por isso a formação continuada e a reciclagem profissional são extremamente necessárias em qualquer tempo da carreira, pra cada novo trabalho e pra cada personagem a ser vivido é fundamental o acompanhamento de bons coachings e nos intervalos dos trabalhos é recomendável que o ator faça aulas com diversos profissionais de variados segmentos que possam complementar não só a formação acadêmica que esse profissional tenha vivido como a aprendizado ao longa da carreira... ou seja, estudar nunca é demais e é o principal patrimônio do artista.


Como surgiu o convite e como está sendo atuar em um espetáculo da envergadura do ENLACE, A LOJA DO OURIVES com 26 atores em cena, onde você recebe aplausos em cena aberta? Recebi o convite pro ENLACE em setembro de 2011 quando estava gravando a série AS BRASILEIRAS e quando soube que se tratava de um texto baseado na obra do Papa João Paulo II e que tinha como tema o amor aceitei imediatamente o convite sem nem entrar em detalhes do projeto e muito menos do personagem,  pra minha surpresa viveria, o ADAM MICKIEWICZ um diretor de teatro que existiu de fato na Polônia o que foi um presente. 

Pelo fato de ser o meu primeiro trabalho em teatro fora do Pará, pra minha surpresa fui muito bem recebido por todos os atores do espetáculo alguns em especial que não citarei nomes pra evitar ciúmes (risos),  e a temporada de estréia em São Paulo tem sido agradabilíssima com muita cumplicidade tanto em cena quanto nas coxias com um clima muito harmonioso entre todos os profissionais envolvidos no projeto. E a cada apresentação do espetáculo entro em cena como se fosse minha estréia, esse é o desafio do teatro que é fazer todos os dias a mesma coisa como se fosse a primeira vez e essa sensação de estréia a cada dia me rende a cada apresentação o reconhecimento do público, o que meu deixa muito satisfeito e com a sensação de estar no caminho certo.

Além do cinema, teatro e televisão, você gostaria de fazer parte de mais algum segmento artístico? As experiências que tive com as itinerâncias com teatro e cinema despertaram em mim o interesse pelo mundo circense, na infância frequentei todos os circos que pararam por Belém e voltava pra casa encantado com toda aquela magia, mas era um sonho distante quando pensava que teria que cuidar de tantos animais, o que é uma enorme responsabilidade. Com o passar dos anos os espetáculos circenses foram dando maior importância ao trabalho do ator o que despertou em mim a vontade de ter um Circo.

Uma mensagem para os leitores da MENSCH... Acredito que as ferramentas de transformações sociais estão em nossas mãos por isso precisamos produzir e consumir conteúdos cada vez mais com melhor qualidade seja na imprensa, no cinema, no teatro ou na televisão esse é um compromisso que cada um de nós tem que assumir com o país e o mundo em que vivemos e nós leitores da MENSCH estamos fazendo a nossa parte (risos).


2 comentários:

  1. Adorei a matéria, o Emanoel é um grande orgulho para o Pará.

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