quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ROTEIRO: Floripa lado B, um roteiro alternativo com um pouco da "alma mané"

Apesar de ser um dos destinos turísticos clássicos no Brasil, a maior parte das pessoas que visitam Floripa acaba ficando restrita à “canaleta turística”, visitando quase sempre as mesmas praias e locais (que, embora sejam lindos, são o lugar comum da ilha). Por trás desses pontos turísticos mais famosos, há uma série de outros que acabam ficando esquecidos e, além de serem opção para quem já conhece a “cidade tradicional”, permitem sentir um pouco da “alma mané” (como se auto-proclamam os moradores da ilha). Além das praias badaladas da Joaquina, Mole e Jurerê Internacional, há algumas outras muito legais e menos famosas. Selecionamos algumas que você não pode perder na próxima viagem à Floripa.

Praia do Matadeiro
Fica no Sul da Ilha. Não dá pra chegar de carro, só pegando uma curta trilha de uns 100 metros através de uma pontezinha sobre um rio e depois através de um costão (parece difícil, mas é um acesso bem tranquilo), para chegar a uma praia cercada de verde, com boas ondas e uns três ou quatro bares à beira da areia com direito a um guarda-sol só pra você e até mesas sob a sombra das árvores. A praia tem esse nome porque no século XIX havia ali um engenho em que a carne das baleias caçadas na região era transformada em óleo.
 

Riozinho do Campeche
Também no Sul da Ilha. De uns anos para cá, transformou-se em um dos grandes points de praia dos locais, com direito às beldades tradicionais de Floripa. Fica na Praia do Campeche, à beira de um riacho que deságua no mar (daí o nome, claro). É também bom lugar para o surf, dependendo do vento.

Praia da Daniela
Essa fica no Norte da Ilha. É bem família, areia fina, águas calmas e mais quentinhas (o Norte da Ilha tem águas bem mais quentes que o Sul, em razão das correntes). Além do sossego, fica perto de outra praia bacana, a do Forte. Nessa tem ruínas bem cuidadas do Forte de São José da Ponta Grossa, do século XVIII, um dos três construídos pelos portugueses para defender a ilha.
 
Além das praias, pensando em natureza, tem duas “day trips” que valem a pena.
 

Costa da Lagoa
A Lagoa da Conceição ocupa mais ou menos o meio da Ilha. A parte Sul dela é bem habitada, mas o Norte e oeste dela ainda são território de pescadores. Pode ser atingida em um passeio de barco (tem horários regulares), associado a uma bela trilha pelo meio da mata e à beira dos costões, com vistas espetaculares da Lagoa. Lá também têm restaurantes e bares para petiscar no caminho. Dá pra ir de barco, almoçar por lá e voltar a pé, ou vice-versa. A trilha inteira tem cerca de 7 km.
 

Trilha da Lagoinha do Leste
Essa é uma praia selvagem, frequentada só pelos aventureiros ou por pescadores. A trilha é para os fortes, mas revela um lado paradisíaco da ilha, cada vez mais raro nos dias de hoje. Parte-se da praia do Matadeiro, beirando os costões, uma caminhada não muito fácil que leva umas 2 horas. A volta é pelo outro lado, rumo ao Pântano do Sul, mais curta e fácil, leva uns 50 minutos.

Bom, além da natureza, claro que tem história, belas vistas e culinária. Tem dois roteiros que dá pra combinar os dois juntos.
 
Praça da Figueira e Mercado Municipal
Pouca gente visita o centro de Floripa, afinal é longe de qualquer praia. Mas a Praça XV (ou Praça da Figueira) vale uma espiada. Boa parte dela é coberta por uma figueira monumental. Reza a lenda que ela foi plantada em 1871, em um jardim da Igreja Matriz, e depois transplantada para a praça, em 1891. De qualquer jeito, tem mais de 100 anos e, para os galhos que continuam crescendo não quebrarem, são escorados por postes de metal. Assim, ela se espalha pela praça e garante sombra para o povo, que ocupa os vários bancos distribuídos debaixo dela. Além de admirar a figueira, é a chance para observar a “fauna” que habita qualquer centro de cidade grande do Brasil. Bem pertinho da Praça da Figueira fica o Mercado Municipal, principal mercado de peixe de Floripa e com vários “boxes” (pequenos bares e restaurantes) que servem petiscos, chopp, cerveja e a famosa cachacinha da Ilha. Os preços são meio salgados, mas vale a visita para um chopinho e também para observar os pescadores e peixeiros em ação, ouvindo palavras e sotaques inacreditáveis. Só pra você ter uma idéia, para os manés da gema a BR-101 é a “brioi”.

Ribeirão da Ilha
Bom, Floripa é a maior produtora de ostras do Brasil e por lá os pratos à base do molusco são bem em conta, em comparação ao resto do país. Fora as variedades: ao natural, ao bafo, gratinada. No Sul da ilha fica o Ribeirão da Ilha, que concentra até hoje descendentes de açorianos que vivem da pesca (e cada vez mais, da criação de ostra e mariscos). Lá, além da vista da Lagoa da Conceição, há uma série de restaurantes que servem todo tipo de pratos de ostras (e outros), com trapiches relaxantes que avançam lagoa adentro.

Bem, agora que você leitor, já está por dentro dessas dicas, aproveite o verão e programe sua viagem para conhecer outros encantos da bela Floripa.


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