segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CRÔNICAS & INDIGAÇÕES: O AMOR E A UBIQUIDADE NA ERA DIGITAL‏

A vida e o trabalho acontecem hoje de formas muito diferentes da forma como antes acontecia. A velocidade dita o ritmo e em muitos casos as atividades extrapolam seu tempo, mesclando diferentes atribuições em diferentes lugares. O trabalho é rápido, a cobrança é ainda mais rápida (e ai da resposta às solicitações se não for também muito rápida). Trabalhamos a distância e deslocamos nossa atenção para locais onde não estamos... a tecnologia nos permite isso. É a tal da "ubiquidade"... Fazemos tudo ao mesmo tempo!

Da mesma forma, as mudanças causam impacto na forma de ver o mundo. Nossas concepções de família, de "lar", e mesmo de namoro e vida conjugal mudam. Se a família de margarina que toma o café da manhã reunida à mesa é cada vez mais rara, o que dizer do antigo namorinho de portão? Tudo se reconfigura. Para sobrevivermos a essas demandas nos tornamos hiperativos e dispersivos porque os estímulos são muitos e incessantes. Não adianta agora querer voltar atrás.

E nesse contexto ouve-se a frase: "Você não me dá atenção" se enquanto está com a sua cara-metade precisa parar e responder um e-mail. Explicar que o trabalho não pode esperar terá pouca valia. Ela já tem tão pouco do seu tempo e não acha nada interessante dividi-lo com o trabalho que já ocupa todo o resto. Ela cobra que haja limites e que você "se" respeite ao respeitar o tempo que é dela.

O que elas nem sempre percebem é que o tempo não é mais excludente. O tempo com ela é invadido pelo trabalho, mas o tempo do trabalho é tantas vezes invadido por ela. A ubiqüidade não é apenas a favor do trabalho, mas a favor dela, pois o celular, as mensagens, os e-mails também permitem a ela estar presente nas nossas vidas o tempo todo, sempre que desejarem.

A tecnologia, a internet móvel e a própria telefonia reafirmam uma frase de Washington Olivetto: "eu nunca estou só trabalhando nem nunca estou só me divertindo". O homem (e a mulher) do mundo moderno precisa abrir mão de visões antigas e aprender a aproveitar as novas possibilidades.




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