segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

CARRO MENSCH: Bugatti Veyron Grand Sport


No recente 26º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo que aconteceu agora em 2010, uma das grandes estrelas do salão sem dúvida foi o famoso Bugatti Veyron. O Bugatti Veyron foi o mais potente e mais caro em exposição, custando cerca de 8 milhões de reais e com 1.001 cavalos de potência. O modelo foi lançado durante o evento e “inaugura” a marca no Brasil. Por R$ 7,7 milhões -  é o segundo carro mais caro no evento - , o interessado poderá adquirir o superesportivo.

Mesmo sem ter tido um comprador no Brasil, segundo o diretor de vendas da Bugatti nas Américas, John Hill, o mais importante não é a expectativa em relação a vendas, mas a divulgação da marca através desse modelo. “Estamos aqui porque os brasileiros são verdadeiramente apaixonados por carros”, destacou. Segundo John, as vendas da Bugatti ficam distribuídas com 30% nas Américas, 30% na Europa e 30% no Oriente Médio. E é oferecido ao feliz comprador um serviço personalizado de manutenção, onde o carro é monitorado o tempo todo, “Quem compra um carro deste valor, quer muito mais. Se você compra um Bugatti, compra um "mundo Bugatti" junto.”, comentou John.

Os carros da série Bugatti Veyron são os mais velozes já produzidos, o Veyron chega a 431 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos. Tudo isso se deve quando a marca Bugatti foi adquirida pelo grupo Volkswagen, onde algumas exigências foram feitas pelo departamento de engenharia. Numa delas, o Bugatti deveria ter acima de mil cavalos de potência, velocidade máxima superior a 400 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 3,5 segundos. E essa meta foi alcançada em 2000 quando foi lançado o primeiro Bugatti Veyron, de 18 cilindros. Logo em seguida, em 2001, foi lançado o modelo com 16 cilindros, com a função de baratear o carro e diminuir o tamanho. 

Mas de nada adiantaria tal potência e desempenho sem uma suspensão adequada, pacote aerodinâmico e freios eficientes. A solução foi buscar na indústria aeronáutica os itens necessários para que o Veyron se tornasse um supercarro. Sendo assim o Veyron foi feito todo em alumínio, magnésio e fibra de carbono. As grades de ventilação são de titânio e há aço inox na parte posterior. No interior, além da estrutura em carbono, você pode ver a qualidade do couro e o alto nível de acabamento. Essas nove grades de titânio ajudam o carro a esfriar e foram desenhadas para evitar que pássaros por ventura fiquem presos e causem algum acidente. Já que a potência desse carro o eleva a voar como os pássaros, afinal passar de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos não é pra qualquer um.


Tanta velocidade assim requer alguns cuidados, como com os pneus. E por isso a velocidade máxima do modelo é limitada a "apenas" 407 km/h. Uma velocidade atingida graças à sua aerodinâmica combinada ao motor de dezesseis cilindros em W 8.0 com 1.200 cavalos de potência. Essa velocidade é reduzida ao ser retirado o teto conversível, baixando a velocidade para 360 km/h. E em caso de chuva um teto dobrável localizado no porta-mala pode ser acionado, baixando sua velocidade para 160 km/h. Mas de nada adiantaria tal potência e desempenho sem uma suspensão adequada, pacote aerodinâmico e freios eficientes. A solução foi buscar na indústria aeronáutica os itens necessários para que o Veyron se tornasse um supercarro. Sua carroceria o ajudam a manter o carro no chão mesmo em altas velocidades (só para se ter uma idéia, um Boeing 747 decola aos 280 km/h), e o freio aerodinâmico que usa o spoiler para fazer a função dos flaps dos aviões.

A carroceria do Veyron foi projetada em três seções separadas, frente, cockpit e traseira, e anexadas uma a outra através de parafusos de titânio, que pesam cerca de 70% a menos que os feitos em aço e ainda suportam esforços e temperaturas cinco vezes maiores. Cada um dos 28 parafusos usados neste processo custa 90 euros. Até agora já foram montadas 280 unidades. Sua montagem é feita manualmente na fábrica da Bugatti em Molsheim, França. O Bugatti Veyron Grand Sport terá apenas 300 unidades produzidas, caso as encomendas cheguem a esse número, e sua produção será encerrada esse ano. Quando posteriormente a Bugatti já começará a fabricar mais uma super-máquina.



fonte: Auto Esporte, Car Magazine, Carros Tol3

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